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The Sheep Heid In Pub - Edinburg, UK

The Sheep Heid In Pub - Edinburg, UK

MensagemInglaterra [#176457] por Aubrey Rosenkrantz » 03 Mai 2017, 17:20

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Aubrey Rosenkrantz
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Re: The Sheep Heid In Pub - Edinburg, UK

MensagemIrlanda [#176469] por Shia McLoughlin » 04 Mai 2017, 16:15

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Dizem que quando você está na merda a melhor coisa a fazer é se lambuzar. Embora não concorde integral e literalmente com a assertiva, depois daquela entrevista no Ministério da Magia cujo intuito era me fuder, tendo que pela milésima vez registrar para o mundo inteiro o fato de ser vampiro como também através disto conseguir até mesmo trabalhar entre os trouxas, nada melhor que encher a cara num pub, certo?

Sair de Liechtenstein e ir direto para o Reino Unido não foi trabalho. Afinal, mesmo não sendo mais bruxo, a “magia” existente em minhas características vampíricas também me permitia aparatar para distâncias consideráveis em pouco tempo, embora, claro, sabemos que a aparatação tenha limitações. Estava com a cabeça meio quente para não dizer outra coisa. Ter que reviver todos aqueles fatídicos fatos de aproximadamente setenta anos atrás causara-me certos “embaraços mentais”. Em outras palavras... estava puto.

Entrei no primeiro pub que vi. Estava em Edimburgo, a capital da Escócia, onde dali a três dias participaria de um evento de luta. Era a capital do país, a segunda cidade mais populosa, e, portanto, cheias de pessoas que não ligariam a mínima para um forasteiro que somente queria descansar a cabeça. Cidades grandes têm estas vantagens. Você se torna apenas mais um corpo que se movimenta; nas pequenas, invariavelmente atenções recaem para você; aquela curiosidade de saber quem é você, de onde você vem, o que quer fazer ali, se fará mal, se trará o mal para aquelas terras.

Sempre fui um homem resistente ao álcool. Contudo, após o fatídico dia, isto se tornou um aditivo positivo em minhas performances alcoólicas que não seria fisicamente afetado por ele. Não é algo que ache ruim. O lugar não estava muito cheio, tampouco vazio. Aliás, pubs aqui nunca estão 100% vazios. Talvez o normal pelo horário e pela hora do dia. Nos pubs do Reino Unido é comum você tomar café da manhã, alguns oferecerem “almoço” e muitos costumam fechar cedo, diferente de alguns lugares pelo mundo onde se rodam a madrugada a dentro. Contudo, tínhamos um impasse.

Eu não posso andar de dia por aqui, certo? Senão viro churrasquinho. Embora, houvessem boatos de que anéis fossem vendidos ultimamente para que possamos apreciar esta iguaria da natureza chamada sol. Alguns podem até reclamar dele, dizer que é incômodo, quente, úmido, que te deixa soado e, portanto, nojento... Mas, cara... quando não se pode ter mais uma coisa, é quando você começa a sentir saudade desta merda. Sentia saudade do sol, daquela calor morno em minha pele, de olhar para o céu e não ver somente lua e estrelas, mas, uma claridade agradável que fizesse você ver certas nuances que não eram possíveis facilmente serem vistas à noite.

Por este motivo, havia escolhido aparatar num lugar apropriado em que raios de sol fossem algo parco, praticamente nulo. Conhecia o pub, embora raramente o visitasse. Conhecia o lugar, afinal, com várias décadas de vida pelas costas, você começa a rodar nos meios lugares algumas vezes. E por ser lutador, alguns eventos acabam por acontecer geralmente nos mesmos lugares. Viajar nem sempre me era uma boa opção; às vezes sentia falta de certa rotina, mas que não me era possível há mais tempo do que eu havia sido transformado em vampiro. Portanto, é necessário acostumar com certas coisas se você quiser ficar morto em paz.

Entrei pelos fundos do pub; algo que, para quem estivesse lá dentro poderia sinalizar que vinha dos sanitários. Trajando a mesma roupa da entrevista, sentei-me rente ao balcão. A ideia não era comer “socialmente”, apenas beber “socialmente”; algo que não necessitava fisiologicamente, todavia, que fazia-me bem psicologicamente. Aparentar ser normal era bom de vez em quando.


- Bom dia – disse para uma garçonete nova, que, pela aparência não deveria ter mais que vinte e poucos anos. Contudo, eu também não aparentava ter um século de vida, assim, era meio relativo chutar a idade da garota. Era loira, de aparência bonita que eu teria agradado se não tivesse dando a mínima para aquilo naquela hora. – me dê uma pint do chopp da casa, por favor. – disse, concomitante ao tempo em que sentava. Não precisava tirar minha jaqueta; lá dentro, teoricamente estava mais quente, porém, estas frivolidades climáticas me passavam despercebidas e desnecessárias.

Cruzei meus braços sobre a mesa, começando a tamborilar os dedos no tampo de madeira. Poderia mostrar ansiedade, mas, era somente irritação mesmo. Algo comum quando se é Shia McLoughlin. Se a luta fosse naquele dia, possivelmente a terminaria no primeiro round, com direito a nocaute, as minhas preferidas. Tiraria o máximo de sangue do meu oponente; aquele cheiro que me era tão inebriante e viciante, mas, que tinha que me controlar ao máximo para, além de nocauteá-lo, não mata-lo. Tarefas diárias que se tem que fazer quando se escolhe viver num meio “insalubre”, ou melhor, morrer. – Obrigado. – disse, pegando a caneca transparente das mãos da garçonete e num só gole, matando a metade do copo. Estava com sede? pode ser. Seria uma boa desculpa para dar.


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Re: The Sheep Heid In Pub - Edinburg, UK

MensagemInglaterra [#176549] por Aubrey Rosenkrantz » 09 Mai 2017, 23:46

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Abri a porta do Pub onde trabalhava já fazia um tempo. A sineta indicava que algum cliente havia chego, então preferi pronunciar minha chegada - Oi! - Logo mais, Carl, o dono do estabelecimento surgiu com as mil e impossíveis tarefas do dia. Encarei a folha de papel com um suspiro. Por sorte minha responsabilidade era somente o bar e não cuidar dos banheiros e isso, meus caros amigos, era uma dádiva. A lista, em si, não era grande, mas precisaria do bar fechado por algumas horas para arrumar, já que o cara da noite nunca limpava direito os copos e o meu chefe sabia bem disso. Levei uma das mãos ao pescoço, subindo de leve à nuca, já imaginando as dores nas costas que reclamaria a Francis durante o dia - Está bem. Quando terminar meu turno vai estar arrumado! - Não dei ouvidos a mais alguma questão, ou quem sabe informação desnecessária sobre como arrumar aquele lugar. Ele sabia que eu iria fazer, até porque eu preciso da grana para estudar e minha bolsa de estudos não cobria as contas lá de casa. Era com esse emprego que me dava uma vida confortável, e comida pro Lancelot e ter até mesmo uma reserva quando é um período festivo. No fim das contas, valia mais a pena do que poderia imaginar.

Pelas manhãs não havia muita movimentação, então eu conseguia deixar as coisas em ordem e eu gostava de fazer isso. Amarrei os cabelos para cima, colocando um avental na cintura protegendo minha roupa de ter qualquer sujeira que poderia advir. As pessoas ali, ou estavam sobrevivendo a uma ressaca, ou procuravam um lugar para ter seu lanche da manhã. De mesa em mesa, questionava seus pedidos, encaminhando-os até a cozinha e esperando que estivessem prontos. Voltava com suas bebidas, um tempo depois as comidas e poderia voltar para minhas estranhas tarefas tais como limpar os cristais de vinho quando somente os usamos no inverno. Entregar contas, receber gorjetas, agradecer e ser gentil com cada um que falava comigo, mesmo que fossem os verdadeiros capetas. A música ambiente não irritava meus ouvidos, mas como era sempre a mesma, parecia que criava um ear worm e passava o dia inteiro com isso preso - Epa - Comentei quando algo escorregou de meus dedos e caiu no chão.

Quando voltei com um dos pratos de um tipo de vidro inquebrável, me deparei com um cara muito gato. De vez em quando aparecia uns colírios na nossa vida, e tínhamos de aproveitar essas beldades quando podíamos. Normalmente caras como ele curtem comer, fuçarem em seus celulares como loucos e logo depois sumir - Bom dia. - Respondi polidamente, já pegando minha caderneta de anotação e minha caneta - O que vai querer? - Abri um sorriso quando os olhos dele encaram os meus e percebi que havia algo diferente. Tentei tirar da cabeça quando o pedido era exatamente algo que eu poderia fazer e não precisaria ir até a cozinha - Está bem, vou trazer para o senhor. - Peguei o copo de chopp e segui em direção ao bar e despejei o conteúdo que ele gostaria de tomar. Coloquei em uma das bandejas que havia organizado metricamente para tal ato minutos atrás e segui em direção ao rapaz mais uma vez - Aqui... - Nem mesmo consegui formular um “deseja algo mais?”, já que ele havia tomado todo liquido de uma única vez e ergui a sobrancelha diante de tanta insanidade - Mas são só 6 da manhã! O senhor acabou de sair de uma festa e está com ressaca?

Eu sei. Devia calar a boca e deixar ele fazer o que queria. Mas a sensação de que algo ainda estava errado parecia subir à cabeça. Sacudi a cabeça e tentei me desculpar, Carl – meu chefe – jamais deixaria eu fazer algo similar - Desculpe, não tinha interesse em ofendê... - Foi então que um babaca apareceu. Pelos seus gritos ainda estava bêbado e aparecera de fininho pronto para dar o bote. Era um dos idiotas amigos do dono da casa e aparecia sempre nas horas indevidas. Fechei os olhos e virei-me para o cara que agora teimava em segurar minha mão dizendo que eu devia sair para brincar com ele por algum período de tempo - Não. Obrigada. Pode voltar a sua mesa, por favor? Já vou atende-los. - Os gritos e incomodações começaram a subir à minha cabeça, e com toda a certeza eu iria fazer alguma coisa se ele tentasse tocar em mim de novo. Já fazia alguns dias que eu tinha o desejo de enfiar uma faca dentro da goela daquele babaca gordo maldito - Precisa de mais alguma coisa, senhor? - Questionei ao gostoso, enquanto me preparava psicologicamente para o babaca que teria de enfrentar. Recebi o pedido e segui em direção ao cara.

- Aubrey, Aubrey! Vê pra gente uma cerveja e você sentada aqui com a gente, o que acha? Te pago o dobro por hoje, vai...

- O que o senhor deseja para comer? Talvez espinafre... pra dar uma realidade na sua vida - Respondi arisca, já pensando na cadeira que enfiaria goela abaixo. Peguei a caderneta e as anotações, saindo para pegar o que foi pedido. Entreguei ao bonitão e carreguei as cervejas para eles. Foi então que o maldito puxou-me para si.

- Aubrey... eu mandei você ficar – Aquilo foi a gota d’água. Afastei-me e peguei um dos copos de cerveja e literalmente arremessei tudo contra ele. O meu chefe que se danasse! Eu não iria sofrer assedio dentro do estabelecimento de trabalho – O QUE É ISSO? VOU AVISAR CARL...

- Avise-o. Aqui tem câmeras, e eu JAMAIS VOU ACEITAR UM... ser horrendo me tocar. Está claro! VAZE DAQUI!



com Shia McLoughlin <3.
ela veste isso.
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Re: The Sheep Heid In Pub - Edinburg, UK

MensagemIrlanda [#176757] por Shia McLoughlin » 26 Mai 2017, 17:32

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Não era sede a pergunta que a garçonete havia me feito sobre a rapidez com que virei meu pint. Mas, se eu havia acabado de sair de uma festa e estava com ressaca. Seria cômica se não fosse trágica a pergunta. Mal sabia ela que estava a quilômetros de distância, num mundo totalmente desconhecido para ela (eu pressupunha), resolvendo meus registros para continuar como um chupa-sangue regulamentado pelas regras do Ministério da Magia de Liechtenstein. Parece chique, pelas quantidades de verborragias escritas. Mas, estava longe de algo requintado e glamouroso. Contudo, diante do comentário da garota, não pude deixar de soltar uma risada sonorizada num muxoxo. - Então eu estaria curando uma ressaca com outra ressaca? - ri novamente, de forma cortes e educada - uma boa opção, eu diria. Viver eternamente chapado de álcool. - evitei comentar algo que fosse completamente verdade, deixando a garota criar sua própria história sobre minha pessoa. Dizem que garçonetes, garçons gostam de brincar disto. A cada cliente, eles fazem sua própria biografia, baseada no que lhes caem aos olhos.

- Não precisa se desculpar. Está longe de me ofender ao me pressupor como bêbado. Só nos ofendemos com aquilo que não aceitamos e é verdade- sorri, empurrando o copo na direção dela para que ela enchesse mais um. Embora soasse um pouco filosofado minha última frase e me mostrasse como um homem centrado, aquilo estava um pouco longe do que eu realmente era. E foi então que, ao me entregar um novo pint, com um grosso colarinho, um otário apareceu. Não virei o rosto para conferir quem era o autor dos gritos carregados, estes sim inebriados de de álcool, e que se dirigiam a pobre garçonete, que, a julgar pelo fechar dos olhos, já conhecia a criatura. Mantive-me em silêncio, aparentemente incólume a toda aquela balbúrdia que um homem sem culhões adora criar. Bebia o meu pint, invariavelmente deixando sobras da espuma de cor âmbar (bebia uma stout) repousarem silenciosa em minha barba até, por fim, desaparecer. Vi de soslaio ele segurar a mão da garçonete, dizendo merdas que não convém descrever e, por fim, a garota voltar à palavra para minha pessoa. - Me dê outro pint. Este aqui tá acabando - fingi igorar o ataque ao qual ela era submetida e sorri educadamente para ela. Afinal, era meu terceiro chopp em menos de quê... 10, 15 minutos?

Ela anotou meu pedido e tão logo o babaca gritara do fundo. Pedia mais cerveja associada a companhia da garota em troca de "alguns trocados". Coitada! Deveria ter se sentido uma vadia naquela hora ou pelo menos era assim que o otário lá do fundo pressupunha.

Mas, sabe aquele momento em que você está louco para levantar da cadeira e enfiar um soco na fuça de alguém? Eu juro... eu estava me controlando. Afinal, sabia de minha força, sabia quão cabeça-quente eu poderia me tornar em questões de quê... segundos. E merdas rolarem soltas. Desde meu período antes da entrevista eu não me alimentava, mesmo tendo feito numa quantidade considerável. E ali estava um bando de trouxas (literalmente), gritando por meus caninos em seus pescoços. Comecei então a balançar as minhas pernas que estavam repousadas num aro inferior da cadeira; tamborilava meus dedos enquanto com a mão contralateral, levava o chop até minha boca, bebendo o mais devagar que podia para "esfriar" a cabeça.
"- Abrey... eu mandei você ficar" - ouvi o otário dizer para a garota. Concomitante ao tempo em que ela arremessou um copo de cerveja contra o cara eu me levantei, virei-me e, calmamente, aproximei-me daquele fuzuê da ****. O cheiro de cerveja derramada, inclusive sobre o cara, estava forte associado a estalidos de cacos de vidro sob meus pés.

- Ei... - segurei a mão do cara, na altura do seu pulso. Parecia que ele avançaria a mão contra a garota e, sem ver, me interpus naturalmente entre eles. - você ouviu o que ela disse; cai fora daqui. Otário. - disse firme, frisando a última palavra com a voz sibilante, encarando-o com frieza e autoridade - ou logo cedo você vai receber um soco bem no meio desta fuça para ver se te acorda pro mundo. Vai encher seu rabo com cachaça em outro lugar - e joguei o seu braço contra o seu corpo com força, encarando-o. A garota não parecia muito contente com minha intromissão, contudo, não incitava que iria interpelar a favor do cara a fim de acalmar os ânimos, que, naquela altura, já chamara a atenção de todo o bar. Tinha 1,75m de altura; sessenta e sete quilos. Para ele, eu podia julgar um adversário fácil, fato este que parecia mantê-lo ali, diante de meus olhos, sem fugir em direção a porta, pronto para uma briga. Isto aconteceria, se não fosse eu tirar minha jaqueta e pô-la sobre o encosto de uma cadeira e, em seguida, me aproximar do cara encarando-o. - você é surdo? - vi ele notar meu amontoado de músculos e os desenhos sobre minha pele, mantendo o olhar firme e destemido sobre ele, esperando uma atitude sábia de sua parte.
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Re: The Sheep Heid In Pub - Edinburg, UK

MensagemInglaterra [#177163] por Aubrey Rosenkrantz » 20 Jun 2017, 15:46

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Estava prestes a terminar de falar, quando a voz do cara que eu havia oferecido a bebida se colocara como “herói”. ESSES CARAS NÃO TÊM O QUE FAZER NÃO? Rolei os olhos, percebendo na fala do ruivo toda essa coisa de: Ouve o que ela disse e vaza. É só ficar quieto. Já ouviu falar de feminismo? Que podemos nos virar e temos o direito para isso? Não tenho dono para ficar mandando em mim - ... - Tentei continuar falando, mas parecia que a coisa havia ficado séria, já que nenhum dos dois percebera que era algo que eu decidira, pois trabalho nessa budega. Pensei em intervir mais uma vez, entretanto as vozes ao meu redor revelavam que o melhor a fazer era tentar acabar com a ceninha o mais cedo que poderíamos. Não que meu chefe ligasse. Até preferia que eu soubesse me defender, já que não é todo dia que um otário decide aparecer bancando o bonitão da história. - Por favor, vá embora. O Pub já sabe que você resolveu vir bêbado, só vai - Respondi, tentando permanecer calma, mas ainda sentindo as mãos tremerem da mais pura raiva que meu corpo conseguia sentir.

Contudo, ambos pareciam prontos para um embate. Qualé! Não estamos em uma época medieval onde as pessoas gladiavam em pubs. Não sequer percebi que o rapaz estava sem sua jaqueta e agora parecia que as coisas começariam a ficar pretas. Brigas como essa não eram a minha especialidade. Na verdade, preferia arremessar as coisas e tacar os caras a pontapés. Detesto quando tem gente que vem e fica querendo me defender quando nem sabe que eu sou capaz de fazer isso. É legal ter cavalheirismo, quando me conhecem. Só o Francis e o Lasse podem. Carinha abusado. - Okay. - Falei erguendo ambas as mãos para indicar que isso estava ficando ridículo. Se eu estava responsável pelo estabelecimento, precisava mostrar isso com segurança e de que não iria deixar esses dois me abalarem - Já ultrapassamos o limite. Vaza cara... ou quer que eu avise o chefe que você tá proibido de entrar aqui de novo? Lembre: abuso contra mulheres ainda é crime. Não voltamos na idade média - Apontei para o grandão, relembrando-o de alguma forma que não estávamos em um ringue de luta, e com certeza eu não era o prêmio.

Vendo que estava em menor número, o grupo de bêbados se afastou entre xingamentos e conversinhas inúteis que eu não precisava ouvir. Jogaram o direito na mesa e agradeci que pelo menos pagaram pelas bebidas. Esperei a porta fechar e virei para o pessoal das outras mesas - Desculpe pela situação... Obrigada pela paciência de todos! - Eles sorriram, agora mais tranquilos, seguindo para as suas vidas enquanto eu começava a pegar os copos, para limpar o chão e tudo o que tinha ali perto. Voltei para perto do bar, pegando um pano, produto de limpeza e um pano de chão com o rodinho e comecei a fazer o meu trabalho. Percebi que o cara tinha retornado ao meu lado, sem os copos, e a mesa quase organizada e ergui a sobrancelha, tentando entender o que estava acontecendo. Talvez eu fosse uma lerda mesmo e só fosse capaz de assistir televisão. Pelo menos era o que funcionava para mim.

- VOCÊ... - Exclamei raivosa, encarando o rapaz de olhar estranho, ruivo e que mesmo que o achasse bonitinho, merecia ouvir umas poucas e boas. Vasculhei o ambiente para ver se ninguém estava prestando atenção em minha pessoa e me aproximei dele com um pingo de autoridade que meus quase 1.65 de altura - Eu sei me virar. Trabalho aqui tempo suficiente que caras como aquele - Apontei para a porta, tentando explicar melhor meu ponto de vista - Não somem completamente e que se eu tivesse seguido com meu plano, agora estaria tudo na maior paz. Por que você resolveu dar um de mandachão? - Coloquei as mãos na cintura, ainda segurando o rodo e as coisas de limpeza na mão, olhando para cima com autoridade. Não... altura não me metia medo - Eu sei me virar. - Entreguei o rodo para ele, jogando as coisas na mesa e começando a limpar, enquanto murmurava palavras inteligíveis para um ser cheio de testosterona. Virei-me para pegar o rodo rapidamente e juntar os cacos no chão, ajeitando tudo pois não queria me cortar. Já não bastava uma quantidade enorme de merda que eu estaria enfrentando na minha vida. Não mesmo. Com cuidado comecei a varrer as partes, tentando não deixar nada. Quando voltei com o lixo, quase dei de cara com o cara, que parecia estar muito prestativo.

- Que foi? - Respondi dura para o ruivo gostoso maldito. Eu devia era mandar ele se ferrar, mas quem sabe precisasse de mais bebidas. Respirei fundo, ignorando a maldição que eu queria jogar na praga - Posso ajudar em algo?
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Re: The Sheep Heid In Pub - Edinburg, UK

MensagemIrlanda [#178515] por Shia McLoughlin » 11 Ago 2017, 16:31

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Ouvia o coração acelerado da garota. O pedido para que o cara fosse embora. Eu havia tirado a jaqueta. Ela se aproximara, erguendo ambas as mãos para já acabar com uma briga que sequer, sob meus conceitos, havia começado. Fiquei calado a minha, apenas encarando o dito cujo com o mordiscar de meus lábios e o estreitar de meus olhos. Queria ameaça-lo. Gostava disto. Gostava de provocar. - Ouviu a garota? - disse, provocativo e ignorei o olhar que ela me dirigiu. Como disse, gostava de provocar e, se eu me acalmasse somente porque uma garota assim mandou/pediu, minhas provocações não surtiriam efeito. Isto não queria dizer que não ligava a mínima para os pedidos da garçonete. Mas, que somente não ligava naquela hora.

Seja por mim ou pelos pedidos da garota, eles se afastaram, proferindo xingamentos que eu conseguia ouvir claramente, embora fossem abafados por vozes nasaladas dos bêbados. Por fim, acabaram por vazar do lugar. O ambiente se acalmou. O cheiro de cerveja ainda era forte no lugar. O chão estava sujo. Ela se desculpou com os demais clientes e encerrou o teatrinho do dia, ou, pelo menos, da manhã. Escoceses costumam ser tão coléricos como "nós", irlandeses. Tudo parece ser estopim para discussão. Fui para próximo dela e, por alguns segundos, pensei antes de falar
- Quer...? - mas, desisti de oferecer ajuda. Ela não tava na cara de que iria aceitar. Após ela finalizar seu trabalho na limpeza, fora a minha vez de ganhar esporro gratuito da dita cuja baixinha que obviamente se achava mais do que era de fato. Pelo menos no que tangia a segurar um bando de marmanjo daqueles.

Ela me passou o rodo. Não sabia o que era pra fazer ou se era pra fazer algo. Mas, tão logo ela o pegou de volta. Todavia, achei que servi, pelo menos a minha função de sustentáculo de rodos naquela hora, enquanto ouvia seu esbravejar até ela, por fim, terminar sua faxina breve da manhã. Nestas horas, ter uma audição aguçada não é uma boa qualidade, devo dizer. A baixinha gostava de proferir coisinhas indesejadas quando queria.
- Nada - disse em resposta ao 'que foi' dela super educado, mais achando graça daquilo do que de fato tendo medo, e por fim, acabei por voltar ao bar, ligeiramente "protegido" dela pela divisória de madeira. Embora não precisasse daquilo, era bom fingir que sim.

- Sabe... - falei pausadamente, encarando-a sobre os olhos, tirando um palito do paliteiro para mordiscá-lo por descontração. - Você não parecia que ia encerrar aquilo pacificamente. - sorri, irônico, não sabendo se era ou não um elogio para ela, a partir do seu ponto de vista. - mas, minhas desculpas por querer ajudá-la e a mim também. - dizia, abrindo os braços, em rendição. - mas, não tava com saco de aguentar bêbado nesta hora do dia fazendo merda. Queria apenas tomar minha cerveja em paz e ir para casa. Eles eram um empecilho para isto. - disse decidido, sério e firme enquanto empurrava o copo vazio, indicando que queria outro pint. - Minha noite não foi das melhores. - disse, mais por dizer do que com necessidade de falar sobre. Não era homem típico que desabafava em bares. - Tava escalada a noite aqui também? - puxei papo, sem saber o porquê de verdade. Parecia ser o conveniente para a situação. Afinal, vai que ela, com raiva, fizesse merda na minha cerveja? Uma vez, ouvi de uma garçonete que eles adoravam cuspir em pratos e copos de clientes chatos.
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