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O Navio de Durmstrang

Re: O Navio de Durmstrang

MensagemUcrania [#180591] por Yevhen Kirdyapkin » 09 Out 2017, 18:21

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Yevhen não contava com a participação inusitada de uma garotinha fofa pra c******, de olhinhos espichados e roupas... roupas que pareciam sair de um tour pela Disney em sua cabine. O ucraniano até tentou pegar alguns doces, mas, por julgar estar num Mundo Mágico, logo aquela máquina medonha também seria mágica, apelara por ações grotescas, dignas de um sangue-ruim, como eram ainda chamados os nascidos trouxas ali em Durmstrang. A menina era gentil, o que deixou Yevhen irritado. Até lhe deu algumas moedas estranhas, totalmente diferente das que conhecia em Kiev. O garoto pensou ser de brinquedo, alguma coisa que circulava entre os alunos de Durmstrang e que equivaleria ao dinheiro. Mas, estava tão por fora como caroço de azeitona em boca de banguelo.

- Por que a pergunta? - seu tom de voz arrogante contrastava ao doce e empático da menina ao seu lado, que parecia não se aquebrantar com a grosseria do menino. Possivelmente acostumada a julgar pelo lugar onde estudava. - e você tem um nome estranho, O-ha-na. - disse olhando-a com uma feição de estranheza, como se visse um animal exótico no zoológico, mas, no fundo, embora obviamente jamais aceitasse, sentia menos amedrontado com alguém de aparência trouxa a julgar pelo bando de bruxos que vira lá fora. - não se usa este graveto que vocês chamam de varinha para pegar os doces? - perguntou, petulante.

Pegou as moedas medonhas, olhando desconfiado para menina e pela praticidade da geringonça.
- hum... - fez o que ela ilustrou, a princípio, apreensivo. Ela podia muito bem estar bancando a legalzinha, mas, no fundo, queria apenas f**** com um calouro novato dos infernos. Depois, correria para todas as cabines, dizendo quão noob nosso moleque era. - não sabia que vocês bruxos customizam coisas trouxas.- disse após ver a praticidade da coisa e se estranhar com isto. Pegou vários doces tantos quantos o dinheiro lhe permitia. Quem sabe não tivesse uma dor de barriga foda do c****** e precisava ser internado em algum lugar fora do instituto? Não custava nada tentar. - Parece que a magia não é tão prática como alguns pelos corredores dizem. - sua voz era risonha e atrevida, caçoando do personagem onipresente chamado "magia".

Em seguida, Yevhen se jogou no sofá, com o colo cheio de doces, esquecendo de agradecer a menina pelo gesto gentil. Não queria bancar o bonzinho com ela. Vai que depois ela zoasse com ele. Não ofereceu tampouco os doces. Afinal, se ea tinha dinheiro para dar para ele, teria também para comprar para si própria, caso quisesse adoçar a vida. Por isto, comeria tudo sozinho. A menina mantinha a mesma compostura, educada e gentil. Tentava ser agradável, enquanto o ucraniano só queria jogá-la para fora da cabine e comer seus doces sozinho. Falava de Peter Pan, até videogame, gente. Mulher jogando videogame. Pelo jeito dela, deveria ser aqueles de por roupinha em bonecas e fazer docinhos.
- Como assim Peter Pan? - perguntou curioso enquanto puxa uma goma medonha de sua boca e joga fora - treco tem gosto estranho. Bleah - fez cara de vômito, querendo tirar aquele gosto horrível da boca. Em seguida, limpou o dedo sujo na calça jeans que usava.

- Minha mãe é - respondeu à garota. - Meu pai finge que é e minha irmã por enquanto tá sendo. - explicou em frases básicas a natureza trouxa de sua família. - Claro. - respondeu, com petulância. - que garoto não gosta de jogar videogame? - disse retórico e altivo. - na minha casa tenho vários - contava vantagem. - UFC, corrida, futebol, mas, meu preferido é de UFC. - pegou outro doce para tentar disfarçar o gosto. - Você joga qual? - perguntou com interesse, embora já imaginasse a resposta.

A menina falava que nem um gravador. Não parava um minuto, nem se a gente retirasse a pilha. Lá estava ela. Falando. Falando. Mas, pelo menos, a viagem poderia passar menos longeva, menos chata, mais suportável. Ela ofereceu um doce para Yevhen ao ver que nem o segundo que ele tomara conseguiu tirar o gosto ruim do anterior. E realmente, o que ela deu ajudou pra caramba a tirar o gosto ruim da boca. E meu... a garota era campeã da liga iniciante de Overwatch. Yevhen riu por dentro. Como uma guria daquela jogava um jogo daquele? De tiros e tudo mais? Aparência realmente é algo peculiar e de difícil conclusão para se avaliar alguém.

Lembrara do desenho Peter Pan que ela citara anteriormente. Nina volta e meia assistia. Adorava a tal de Sininho. Fez até um aniversário com aquela temática idiota. Falando na irmã...
- tomara que ela não tenha - disse não no sentido ruim, mas, de não querer que a irmã passasse por tudo aquilo também. Preferia ser "aborto" uma terminologia desconhecida para o garoto, mas, cujo sentido ele desejava, mesmo que Nina ansiasse por estar numa escola de bruxos. - Onde vivo, a magia não parece útil. - falava com sinceridade. - Ainda mais que não se pode usar magia perto de trouxas. Assim, que graça tem? Vivemos com um bando de gente assim. - soava irritadiço ao se lembrar para onde estava indo e porque - e você acha útil isto? Quer viver entre eles? - perguntava curioso. Pls.. que ela pensasse que nem ele. Mas, claro. Estava enganado. Yevhen seria único ali no Instituto. - é engraçado ver menina gostar de videogame de tiro - soava machista, sem saber. - ainda mais uma que se emperiquita com coisas de ursinhos e tal. - apontou para o troço estranho que ela segurava nos braços, o Mr. Mew.


With: O ha Na! <3
Notes: Não revisado.
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Re: O Navio de Durmstrang

MensagemNoruega [#180670] por Ingrid Glücksburg » 12 Out 2017, 17:33

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    - Você acha que é boa assim aquela porcaria de escola? Qual ponto você não entendeu que eu e o Sverre estivemos doentes e por isso não conseguimos recuperar? – Insanidade, meu pai só poderia estar portando isso. Ele parecia não compreender o fato de termos ficado doente e até mesmo meu irmão parecia sofrer com isso. Não que eu goste do pirralho, mas se tem algo que me mata é vê-lo recebendo bronca ou sendo sacaneado por alguém. Tira-me do sério! Argh! A vossa majestosidade majestade interrompera-me com aquela ladainha de disciplina e ao menos dirigia-se mais brando ao meu irmão. Ele o dispensara e ficamos nós dois. – Desapontada?! –Quisera ser mais agressiva, porém o que mais irritava era o fato dele apelar para a mamãe todas as vezes achando que poderia me atingir. E atingia.

    Os seus questionamentos não eram tão errados se ele tivesse prestado atenção que estava doente e que ao ver meu irmão meio ruim, também não aguentei. Ele não viu quando ficamos mais unidos e eu fiquei mais séria. Para ele, só importava o bebê que estava para vir e todo o resto do mundo, menos nós jogados naquela escola. E o pior... Apenas eu percebia que tínhamos sido jogados de lado. Sverre parecia cego nesse ponto.– De que adianta ser a **** da primogênita se não tenho vocês comigo? – Xingara sentindo meu corpo tremelicar de raiva e meus olhos ficarem quase com a visão turva. Não gostava disso. Não gostava de brigar com minha mãe e por isso, o pior sempre ficava entre eu e aquele homem cruel que desejava ser a mais perfeita do mundo. Eu não era a perfeita e nem queria ser a caralha da Noruega. Estremecera. Os passos do meu pai se tornaram mais pesados e sua voz mais severa. Não precisava gritar, mas conseguia sentir minhas pernas vacilarem diante de seu enorme ego. Um dia teria de enfrenta-lo, um dia teria de estufar o peito e... – É agora! – Sussurrei quase que sem mover os lábios. Fechara as mãos em punhos e...

    -Você que tenha modos comigo! Não vou me tornar o que você quer, eu controlo a minha vida e dela quem cuida sou eu! EUO! – Podia sentir lágrimas escorrerem pela lateral dos rostos. – Estou cansada de ditarem a **** dos modos, de aquilo ou de isso. De não ter liberdade! Acha que é normal ser uma criança criada aqui? É horrível! Invejo as garotas plebeias por não ter um pai chato que nem você! Elas cuidam delas mesmo na vida delas! –Finalizara sentindo que meu corpo estava todo vermelho de fúria. O consentimento do rei saíra de tal modo que meu peito doía de dor. Seus olhos pareciam que iriam me socar e eu só queria sair dali. Dada seu ponto final, seguira para o quarto chorar alguns litros e preparar as coisas. Obviamente, iria para a rota de fuga que sempre havia preparado e apenas deitei na cama já sabendo que estava tudo certo: mesada separada por meses pronta; local para dormir okay e só faltam as roupas, mas precisava sossegar um pouco e adormeci.

    - Ingrid... – Mamãe acordara-me de forma mais carinhosa. Provavelmente ela já sabia do que acontecera. – Desculpe. – Soltava envergonhada. – Sei não sou o que vocês sonhavam que poderia ser, mas não quero mais causar problemas para você e o Sverre.– Ainda sentia ódio do meu pai e por isso não iria nomeá-lo. – Não perdi o ano por ficar vadiando ou vagabundando. Não é fácil. EU juro que tentei, mas... – Suspirara ouvindo-a e sentindo meu peito apertar mais. – Eu sei... Mas quero ir. É sufocante viver aqui. Não queria ter nascido princesa... Eu vejo as pessoas normais e... Queria que pudéssemos ser uma família normal.– Sentia o peso de ser realeza em meus ombros de tal maneira que não conseguiria suportar. – Sei me cuidar. Prometo ficar um tempo. A mesada já dá. – Levantara e mostrara o que tinha de acumulado de mesada. – Pelos cálculos sobrevivo um mês. É o que preciso. –Tentava acalmá-la.– Estou decidida e a senhora sabe que quando tenho algo em mente, não abro mão. – Soltara doce e gentil. Não queria mais brigar ou ter problemas. Para meu pai, eu parecia um demônio e para minha mãe, estava sendo um anjo. Abraçara-a. – Obrigada. –E assim foi como ficamos. Até o anoitecer somente falava com Sverre ou com minha mãe ignorando completamente meu pai.

    - Sverre. Se cuida e não deixa eles dominarem sua vida. Você pode se impor além de ser um robozinho sem graça. – Abraçara-o despedindo-me do jovem irmão.– Irei me cuidar bem, você sabe. – E finalmente entrara no carro vendo minha mãe ficar triste por sair daquela forma. Podia sentir uma dor no peito tão grande que faltava ar. Ao longe, meu pai olhava-me pela janela do quarto do terceiro andar do castelo. Ele sequer se despedira de mim e seu olhar ainda era severo. – Vamos. – Dissera ao motorista e fora a última vez que vira minha família nas férias. Morar um mês no mundo trouxa como trouxa, tendo de trabalhar em uma lanchonete ou jogando cartas roubando o pessoal, não parecia ser algo muito certo, mas graças ao novo corte de cabelo, pintura e visual novo, não era reconhecida e podia muito bem viver livremente. A hospedaria acreditara que era uma estudante de cidade distante que havia recém-chegado à cidade para poder estudar no colégio regional. Também como meio período aceitara me dar um emprego de limpar as mesas e servir as pessoas na recepção. Uma semana ou outra fora cansativo, o toque de recolher existia porque segundo a dona, ela poderia ser presa por permitir uma menor de outra cidade perambular de madrugada na noite e também porque não queria ser pega pela polícia para depois não ir parar no castelo.

    E essas foram minhas férias. Uma fuga da delegacia, trabalho na hospedaria, um pouco de álcool e liberdade. Acreditem. Não é tão legal assim e algumas vezes desejara voltar para o castelo, sentia falta de todos e principalmente de Sverre e mamãe... Okay, também sentia falta do meu pai... Todas as noites a dor no peito e a falta de ar apertava de tal maneira que mal conseguira dormir na primeira semana. Era tudo muito angustiante. E como o acordado, após as férias acabarem, retornara para o castelo sem deixar muitos dias para conviver com meu pai e até mesmo porque ele parecia estar muito ocupado, de tal maneira que mal o vira. Mamãe parecia tão alegre e amável. Dizia até que tinha crescido e amadurecido... Me tratava tão diferente de antes que até que curtira e nos aproximamos mais. Sverre mesmo não admitindo mostrou sentir falta e fizera jus. Não lhe perturbara mais, contudo, agora estava de volta e de alguma maneira sentia que tinha mudado.

    O dia amanheceu e nossos pais foram nos deixar pessoalmente para o Navio de Durms. Meu pai parecia mais calado comigo e mamis estava até que bem. Ela sabia que havia mudado, ela vira em uma reunião das Ladys no chá que tinha amadurecido e nossa aproximação estava tão gostosa que queria fazer de tudo para alegrá-la. – Boa viagem e qualquer coisa nos comunique. – Dissera docemente Hild enquanto me abraçava. Meu pai apenas me observara ao longe, mas podia saber que em seu olhar ele queria agir mais... Éramos parecidos nisso e eu também sentia aquela vontade de abraça-lo e deixar o passado para tras, más visto a teimosia, permanecera quieta.– Boa viagem e juízo. –Foi a única coisa que ele dissera para mim enquanto já se despedia melhor de Sverre. Argh! Que garoto! Ele nem parecia que era meu irmão.– Vamos pirralho. –Puxara-o mais nervoso por vê-lo que ele teve mais atenção do Rei do que eu.– Apenas vamos. Estamos atrasados. Olha a pontualidade! –Dera uma desculpa mau humorada.– Nem parece que é meu irmão! – Soltara um pequeno sorriso de canto de rosto inconformada.– Teremos um bom ano. –Lançava uma piscadela enquanto seguíamos para as cabines apressadamente.

Off: precisa não, tem exatamente 355 palavras. Está sussa e com você é sussa. Não merece.
É só pra quem merece, tipo aqueles q apunhalam amiguinhos pelas costas... cruz credo! uashuahsuhas

Itens Utilizados:

  • Cachecol Romanov

    Usou um Cachecol Romanov.

  • Conj. Camisa, Gravata e Pulover Romanov

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Re: O Navio de Durmstrang

MensagemFranca [#180681] por Annika Osborn Aingremont » 13 Out 2017, 18:18

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    TRAMA OFICIAL - 001


    Que o estresse e o mau humor são corriqueiros na vida de Annika, não é novidade para ninguém. Ela é uma menina mimada, com um ciclo de amizade bem restrito devido às inúmeras condições que ela impõe para que andem ao seu lado, com um gênio um pouco difícil de lidar, entre outras coisa mais. O que tanto Robert quanto Elisabeth não contavam era o fato da filha única ter passado as férias inteiras com poucas palavras. Ela simplesmente não queria conversar sobre mais nada. A escola “está tudo bem”. O estágio “vou procurar outro”. O namoro “está ótimo”. Os duelos “estou melhorando”. Estava sendo simplesmente impossível tirá-la da frente do vídeo game ou de seus livros de literatura clássica – as únicas coisas que distraíam sua mente de forma temporária. A verdade é que Nika não estava bem e não se sentia à vontade para falar nenhum dos assuntos com seus pais.

    Estava triste por não ter mais Ivan e Ayesha ao seu lado no próximo ano letivo, sentia que não tinha passado tempo o suficiente com eles no ano anterior e aquilo lhe magoava profundamente. Suas notas na escola, apesar de serem boas, não representavam o sentimento dela. Annika tinha ido para Durmstrang para treinar até a exaustão seu físico, mental e seu lado mágico. Com toda aquela algazarra de torneio tribruxo e acampamento, ela sentiu que o tempo estava sendo em vão. Ela soube que Alphonse seria “promovido” a diretor da Romanov – a única notícia boa naquela droga de férias – e tinha determinado que falaria com ele a respeito de um clube rigoroso de duelos e uma rotina mais puxada de treinamentos. Seria monitora outra vez, e estava disposta a treinar todos aqueles jovens até os corpos suarem sangue. Precisavam ter um representante à altura no próximo torneio tribruxo.

    O estágio ela tinha abandonado devido a falta de interesse mesmo. Aquela não era a área que ela gostava de atuar, Annika detestava criaturas mágicas e aqueles inúmeros relatórios sobre ovos de dragão já estavam lhe tirando do sério. Queria fazer algo mais importante, aprender de verdade sobre isso. Logo, ela precisava encontrar outro lugar que estivesse disposto a encontra um estagiário – o que não era fácil – sem ser o chato do Hospital e o pior ainda Jornal Lumus. Não! Ela queria ser grande, fazer algo grande. Ser respeitada quando saísse de Durmstrang. Aquele papinho de empregos por responsabilidade não colavam mais. Já havia sido comportada além da conta no ano anterior, sendo então liberada do castigo por ter sido detida nas férias passadas. Não ia sonhar pequeno a vida toda.

    Já na área do combate, há muito tempo não duelava de verdade. Parece que todos os homens daquela maldita escola haviam se tornado frouxos demais para encararem uma luta com uma dama sem ter pena dela. Após a saída de Ivan – o único que aceitava o desafio, embora fosse um momento de muito mais risadas que duelos -, ela se sentia desamparada. Precisava de alguém como Marko, como Leopold. Por instantes ela chegou a sentir falta dos dois, da amizade, é claro, pois o lado romântico havia sido um fiasco. Definitivamente não. Precisava encontrar uma nova “cobaia”.

    Agora em relação à Fearadhach, a melhor coisa que lhe aconteceu nos últimos tempos. Ela estava extremamente frustrada por conta de todos os seus planos de férias ao lado de seu namorado terem sido frustrados por causa da pessoa que ele obrigatoriamente chama de mãe. Annika queria matar aquela mulher de qualquer forma, vingar cada arranhãozinho que havia provocado nele. Saindo do âmbito egoísta e raivoso, a menina estava verdadeiramente preocupada com ele. Não podia procura-lo, mandar cartas ou coisas parecidas. Sua péssima e escassa comunicação estava sendo por conta de um irmão mais novo, que ele descobriu existir repentinamente. Nika queria saber que tanto de criança que surgia na família dele. Primeiro uma sobrinha, agora um irmão, todos pirralhos. OK. Ela estava disposta a esquecer que odiava crianças e conviver ~amigavelmente~ com elas apenas para ver o sorriso de volta no rosto de Fred.

    A parte que estava lhe tirando o sério de verdade era o fato de Fearadhach achar que ela era uma boneca de porcelana, um ser imaculado ou qualquer coisa do tipo e levar aqueles (muitos) meses de namoro a base de beijinhos e abracinhos. Não que aquilo fosse ruim, Annika amava ficar agarradinha de dengo com ele, dar amassos escondidos pelos corredores, o jeito que ele cuidava dela, aquele olhar carinhoso... Só que ao mesmo tempo ela se sentia muito rejeitada. Ora, Fred tem uma fama conhecida por todas as meninas do quinto até o sétimo ano de Beauxbatons, Hogwarts e Durmstrang – fora as desconhecidas mais velhas que Annika sequer tem coragem de saber. Era muito “injusto”, uma “afronta” e um “desaforo” que ela, justo ela, que havia conseguido o coração do rapaz, não conseguisse “outra coisa”. Eles tinham discutido algumas vezes por isso no final do ano, mas Annika estava decidida que não discutiria mais. O plano era agir.

    Havia passado os 15 primeiros dias com seu pai, Robert, na Rússia. É óbvio que ela tentou a cada segundo não ser ingrata ou um peso para ele, se esforçando para ser agradável e conseguir ser uma boa companhia. Ela ainda não entendia o que aconteceu de tão errado no casamento dele e de Liz a ponto que eles se separassem, mas já respeitava aquela decisão. Só que Nika sentia que o pai ficava muito tempo sozinho e aquilo a entristecia. Liz já tinha arrumado um namoradinho – que não durou muito tempo -, mas ele ainda não lhe apresentou ninguém. Eles comeram pizza, saíram para fazer compras, passearam em seus locais favoritos na Rússia, jogaram videogames e até conversaram um pouco sobre o assunto que deixava Nika feliz: o noivado de Ayesha e Ivan.

    Os outros 15 dias foram com sua mãe, Elizabeth, na França. O relacionamento das duas melhorou consideravelmente nos últimos meses em que Annika fez o que estava a seu alcance para ser uma filha “normal”, isto é, sem se meter em encrencas o tempo todo ou se fazer de doida. Nika tentava distrair a mãe algumas vezes quando ela tocava nos assuntos “indesejáveis” citados anteriormente. Não queria passar mais tempo das suas férias remoendo aquilo, além de que não havia necessidade alguma de preocupar Liz com os seus “problemas pequenos”. Sabia que sua mãe era extremamente ocupada no ministério e que não precisava ficar em cima dela como se não soubesse resolver sua vida sozinha. Liz era a mulher que Annika mais admirava e por isso elas brigavam. Silenciosamente, Nika tentava ser perfeita como Liz, só que com um toque a mais de ego e obsessão.

    A boa notícia é que Robert aceitou o convite de Liz para passar o último dia de férias da Annika com elas. Assim, a menina tirou de cima dos ombros o peso de ter que dividir igualmente as atenções. Ela amava os dois, queria poder não ter que dividir as coisas, só que se não fosse assim, não seria nunca. Por mais durona e metida a saber cuidar da própria vida, Nika não se sentia preparada para aquilo sozinha. Tinha até cogitado uma possibilidade remota de fugir com Fred para que ele não tivesse que voltar para a casa da mãe, só que não tinham nem condições financeiras e nem emocionais para tal feito. Calma. Uma coisa de cada vez. Ele era seu namorado e não um melhor amigo para dividir apartamento. Ir embora com ele seria sinônimo de muita coisa que agora não era a hora.

    Teve um dia incrível com eles, como há muito tempo não acontecia. Eles jogaram juntos, comeram juntos todas as refeições, conversaram amigavelmente sobre trabalhos, sobre carreiras e até mesmo sobre as bandas que Annika estava ouvindo ultimamente. Foi com aquele sentimento de felicidade e de gratidão que Nika acordou naquela manhã, pronta e revigorada para colocar todos os seus planos em prática no seu quinto ano letivo em Durmstrang – que na verdade era o sexto, tendo em vista que repetiu um, mas não é preciso lembrar coisas ruins agora. Ao contrário de todos os anos que se passaram, ela estava com seus enormes cabelos longos, castanhos no começo e loiros nas pontas (com autorização de Liz) até a cintura, sua tiara de orelhas de gatinha e o broche de monitora reluzente preso ao seu sobretudo preto. Como sempre, a calça jeans escura dava um ar mais jovial ao seu estilo, com seu salto alto preto de praxe, uma bolsa de ombro da Chanel, luvas brancas combinando com o cachecol.

    - Vamos, vamos! Eu não posso me atrasar – apressava Liz e Robert enquanto pegava a caixinha que estava seu gato preto de olhos amarelos. –Não quero aquele comandante insuportável escarrando caracas em meu casaco! – Resmungou áspera.

    - Papai, você pode trazer o meu malão maior, por favor? – A palavra direcionada ao pai saiu mais doce de seus lábios e logo Nika tratou de dar a mão livre para Elizabeth. – Sei que você vai morrer de saudade de mim – um sorriso travesso compôs sua expressão divertida.

    Não adiantava esconder: podiam passar anos, Nika sempre sentia aquela pontinha de ansiedade forrar seu estômago a cada 1º de setembro. Permanecer em Durmstrang era motivo de orgulho e satisfação pessoal da mesma. Fazia o que fosse preciso para que pudesse encerrar a sua jornada escolar na “melhor escola de bruxaria do mundo mágico”. Mesmo ansiosa, um sentimento de tristeza lhe enchia o peito. Era a primeira vez que não teria dois de seus melhores amigos ao seu lado. Estava sendo difícil não pensar naquilo.

    Sentiu um puxão no umbigo e uma súbita vontade de colocar todo o seu lanche para fora, mas aquela sensação incômoda – por sorte – durou pouco tempo e lá estavam naquele cais modorrento. Nika sabia que nem de longe aquele era o lugar que seus pais queriam levá-la. Entretanto, a garota conseguia ver beleza naquele cenário saburrento. Sabia que ali era o lar para bruxos competentes. Era seu lar por mais uma temporada.

    - Cuidem-se, vocês dois – ela beijou a face de seus progenitores com carinho e limpou a sutil marquinha de batom que havia deixado neles. – Assim como me cobram que eu escreva para vocês, façam o mesmo! Quero saber das novidades, um ano é tempo demais... – deu uma piscadela. – Agora eu tenho que ir, o trabalho me espera – apontou para seu broche e saiu em disparada sobre seus saltos.

    As bagagens já haviam sido guardadas e mantendo a postura de quebrar tradições, Hamlet – o gato feio – estava dentro de sua caixinha de transporte, um tanto contrariado. Aingremont nutria esperanças de que conseguisse ficar sozinha na cabine com Fearadhach, mas para isso ela precisava conseguir reunir um grupinho de pirralhos, os apresentar e fazer com que seu mais novo cunhado se adaptasse a eles. Difícil? Muita coisa. Só que nada era impossível para aquela determinação.

    - Damiana! Oh! Céus! – ela se apressou em direção a morena e a puxou para um abraço saudoso. A eterna briga dos pais de Damiana sempre faziam com que sua ida para Durmstrang fosse uma incógnita, por isso o alívio se manifestava no rosto da francesa. – Como é bom vê-la aqui! – Se afastou um pouco da mesma e olhou o casal que lhe acompanhava. – Olá, Sr.e Sra.Makarov. Também é bom revê-los. Espero que a viagem para a Irlanda tenha sido incrível – sorriu amigavelmente para eles. Nika tinha ciência de que os dois não gostavam muito nem dela, nem de Valentina, mas em momento algum eles demonstraram isso.

    Ela esperou que a menina se despedisse dos pais e puxou Damiana para procurarem a terceira parte do trio. - Você sabe quem vai ser nosso diretor esse ano? – Nika fez uma expressão engraçada, piscando os olhinhos. – Sim, pirilim! Alphonse Friedrich! Agora nem você e nem qualquer outra romanov precisará de desculpas para ver aquele rostinho lindo, o sotaque incrível e aquela educação ímpar... Mas eu preciso me controlar, né – Nika mostrou o anelzinho em seu dedo – estou muito feliz com o meu. Aliás, vou ter um pouco mais de trabalho esse ano, só que eu acho que vai valer à pena.

    As duas tagarelaram sobre a Irlanda, destino de viagem de Damiana enquanto caçavam a loira. Geralmente ela era a primeira a aparecer e aquilo estava deixando a francesa um pouco nervosa. Dami era a sua destra. Embora fosse a segunda pessoa que ela mais discutia, quase todos os seus planos para aquele ano letivo contavam com a participação daquela criatura. Assim que seus olhos avistaram a garota agarrada ao rurik de sempre, ela bufou. Tinha raiva daquele garoto e não somente pela cor do uniforme do mesmo. Não aceitava que sua melhor amiga fosse tão pano de chão a ponto de se arrastar para ele após todas as mancadas. Nika deu meia volta.

    - Eu me recuso, Dami – soltou o braço da menina. – Fique à vontade para chama-la. Não quero dividir o metro cúbico de ar com esse asqueroso. Tenho pessoas mais importantes para encontrar, inclusive – Nika sequer ouviu o que Damiana teve a dizer. Apenas trocou olhares distantes com Valentina e fez um gesto que a encontraria dentro do navio.

    Localizar Fearadhach não era difícil, sobretudo porque agora ele tinha uma sombra em miniatura. Nika fechou os olhos, respirou fundo e sorriu enquanto caminhava pomposa até eles. Seu coração começava a ficar inquieto e o gelo derretia com o calor gostoso que crescia ao se aproximar do mais velho. Era a primeira vez que se viam desde o ano anterior, por mais que tivessem sido algumas semanas, ela sentia como meses. Chegou sorrateira por trás dele, e como estava de salto alto não foi preciso ficar na ponta dos pés para dar um beijinho delicado em sua nuca enquanto deslizava suas mãos carinhosamente pelo peito.

    - Oi, meu amor! – Exclamou já ficando ao lado dele e lhe dando um selinho. Em seguida, ela direcionou as atenções para o pequenino. – Olá, jovenzinho! Você deve ser o famoso Gale – Nika sorriu e estendeu a mão para cumprimenta-lo. – Fico feliz de, enfim, conhecer você. Tenho certeza que vai adorar Durmstrang. Um pequeno conselho antes de embarcar é ficar fora do caminho dos marinheiros – acrescentou. – Acho que temos muita coisa para colocar em dia, não? – Olhou para Fred e tentou não se perder naquele olhar. O rapaz tinha que detalhar as férias longe da garota. – Vamos embarcar?


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    Notas: Acho que alguém odeia a player por não ter postado nas férias... ± Annika veste isso
    Citados: Elizabeth Osborn, Robert Aingremont, Ayesha Friedrich, Ivan Shuisky, Leopold Waechter, Marko Götze.
    Interações: Damiana Makarov & Valentina Adamovich [NPCs], Fearadhach Shackleton ♥, Gale Shackleton.

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Re: O Navio de Durmstrang

MensagemRussia [#180794] por Andrew Crowley » 19 Out 2017, 13:06

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    Suspirava pesadamente como fizera em todo longo caminho até ali, não fazendo qualquer esforço em parecer o mínimo simpático possível. Estava cansado, pra falar bem a verdade sair da cama naquela manhã custara um esforço tremendo pra vencer tanta preguiça incomum para alguém de minha idade. Talvez se beirasse os 80 anos tivesse isto como desculpa. – Andrew?- Havia um tom de repreensão leve na voz de meu pai que chamava minha atenção enquanto despachava a mala pesada com um responsável no navio, lançando em minha direção aquele olhar que conhecia bem. – Desculpa, pai.- Desviei os olhos dos do mais velho para fitar o chão, ouvindo os passos se aproximarem e então o braço deste repousar sobre meu ombro enquanto me guiava até onde o carro aguardava.
    - Ainda chateado, filho?- Meneei a cabeça afirmando minha resposta sem palavras. Era óbvio que ainda estava chateado com o fato de Masha sair da escola pelo simples fato de ser reprovada. Quer dizer, não era fácil, vários alunos reprovavam o tempo todo e ela gostava dali. Se bem que talvez fosse este o motivo dos pais da garota encararem aquilo como um “castigo”. – Eu queria receber um castigo desses e ser tirado da escola também.- Reclamei entre dentes vendo meu próprio pai agora suspirar de forma cansada e no fundo mesmo sabendo que aquilo era errado, que estava sendo chato persistindo com o assunto, ainda assim precisava desabafar. – Filho, escuta. Estamos dando o melhor a vocês, pagando a melhor escola.-

    Não tive coragem de continuar encarando-o, muito menos olhar em direção a Willen que encontrava-se mais adiante alheio aquela conversa cuidando de ajudar Galen com seus malões.
    Sabia o esforço que ambos deveriam fazer para nos manter ali ou pelo menos pensava saber um terço. Também tinha plena consciência que toda aquela história de estudar em uma escola convencional fora insistência minha, inclusive eu mesmo havia escolhido a escola russa na pura inocência sem saber o quão rígida era sua rotina e mesmo diante de todo receio de meu pai e meus avós, abusando do fato de saber que me dariam qualquer coisa, ali estava eu sendo ingrato. – Eu sei, eu só... só...- Mordi os lábios com raiva de mim mesmo. Eu não era daquele jeito, não era tão ingrato aquele ponto e meu pai com toda sua sabedoria e paciência movera-se em minha direção passando os braços sobre meus ombros e me deixando recostar contra seu peito como uma criancinha que eu pensava não ser mais até vez ou outra precisar de um colo. – Só está com raiva, tudo bem. Vai ficar tudo bem.- Não importava e tão pouco dava a mínima se metade da escola estivesse vendo tal cena. Aquele abraço era tudo que precisava no momento, e o beijo depositado por meu pai no topo de minha cabeça tirara uma tonelada de peso de meu peito me fazendo voltar a repirar mais calmo antes que a cena se tornasse ainda mais dramática regrada de lágrimas.

    - Está melhor?- Tornei a balançar a cabeça positivamente com um sorriso deveras mais calmo no rosto. Tomando em mãos a mochila pequena e jogando-a nas costas antes de abraçar mais uma vez meu pai pouco antes de ouvir a voz capitão que parecia ecoar em todas as direções chamando atenção de todos que ainda encontravam-se do lado de fora da embarcação. – Olha pelo lado bom, você ainda tem a companhia do Galen, certo?- “Pobre pai.” O sorriso em meu rosto tornou-se amarelo enquanto contava mentalmente quantas vezes o garoto havia conversado comigo no ano anterior e duvidava muito que algo fosse mudar naquele ano, afinal de contas este tinha seus próprios amigos e no fundo sabia que meu nome não ocupava nem o final da fila.

    -Até logo.- Acenei para ambos, deixando meu pai e Willen para trás e apressando os passos para acompanhar Galen até a entrada do navio juntamente com os demais alunos, parando a poucos passos para observar o moreno virar-se de costas como habitualmente fazia e seguir em uma das direções das cabines enquanto eu obviamente iria na direção contrária. Entrando na primeira cabine com algum lugar vago sem muita prioridade em analisar os ‘companheiros de viajem’ ou afoito em colocar minha mochila em um assento para guardá-lo a Masha.



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Andrew Crowley
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Postado Por: Jaque..


Re: O Navio de Durmstrang

MensagemHolanda [#180841] por Lizzie von Wangüuk » 20 Out 2017, 13:10

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:: Haren, Holanda ::
[ 09 de Julho de 2018 ]


A pior coisa que poderia ter feito, era ter voltado para minha casa durante as férias escolares. Mas também, o que poderia fazer se o idiota do meu namorado resolvera sumir logo no primeiro dia de férias? Era uma bela merda, pra não falar outra coisa, ficar em casa! Não por conta de minha irmã, que parecia mais animada com a ideia de completar quinze anos e com suas amigas loucas, ou até mesmo o palerma do meu irmão e sua namorada gritante... eles não eram problemas, mesmo que a vontade de arrancar a cabeça dos três e sair chutando por ai como se fosse uma bola surgisse sempre que eles abriam a boca, não... o problema principal era o desgraçado conhecido como Adrian e que, por infelicidade do destino, era meu pai. A criatura mais desprezível e insuportável que a terra poderia um dia ter nascido, era o meu progenitor! Sorte? Ah, claro que eu tinha, mas para ter o azar mais f*dido de toda a eternidade! Na moral, não via a hora de me formar, para poder viver minha vida, pegar minha grana de herança e sumir pra sempre da vida desse maldito. Megara que me perdoasse, mas ela iria morar comigo ou Arthur, não importava, mas quando nós dois saíssemos dali, nunca mais voltaríamos, nem ela, pois faríamos questão de nos tornar responsáveis pela mais nova. De toda forma, depois de passar dezessete anos aturando aquele maldito, um ano a mais, não deveria ser problema, pena que estava redondamente enganada, principalmente quando alguém acabou contando sobre meu relacionamento para com o Ryan ao Wangüuk pai.

- Você acha que pode mandar em mim? Já tenho dezessete anos e sou conhecida em todo o mundo bruxo por meus feitos! Você é um pobre coitado, que não tem aonde cair morto! Há! Até parece que preciso de algo vindo de você, nunca precisei da sua ajuda ou proteção, não será agora! - Lembro-me de ter dito para aquele desgraçado, que num acesso de raiva, criou a ideia ridícula de que poderia mandar em mim ou coisa parecida. Era bizarro o quão retardado ele era, afinal de contas, passei minha vida inteira sem a ajuda desse ser, agora que estava praticamente livre, ele queria mandar em mim? Coitado, isso realmente não aconteceria. - Tudo o que consegui, foram graças aos meus esforços então não pense, nem por um segundo, que eu vou dar algum reconhecimento a você! - Minhas palavras saíram carregadas de ódio e nojo, sem contar, que não fazia questão de esconder isso de ninguém. Quem me conhecia, mesmo que bem pouco, saberia que eu detestava aquele ser que infelizmente era meu pai, então esses sentimentos eram mais do que compreensíveis. Estava nessa discussão há alguns minutos e, para ser sincera, nem sabia porque ainda perdia tempo com esse babaca, de modo que, após mostrar o dedo do meio para ele, dei-lhe as costas. Existiam coisas mais importantes para eu fazer, da mesma maneira que gastar tempo com esse palerma, era a coisa mais estúpida que poderia me acontecer. Argh! Como aquele desgraçado me irritava!

Talvez, me virar, tenha sido a ideia mais idiota de todas, visto que aquele covarde resolveu me atacar. Qual era a p*rra do problema dele? Sério! Ele achava que eu era o que? Uma das putas dele, que aceitavam qualquer merda que ele fazia e ficava de boas? Bom, não tive tempo para me defender, pois, quando Adrian veio para cima de mim, na intenção de me dar um murro, só consegui evitar um murro na cabeça, sendo direcionado para meu peito. A dor me atingiu rapidamente, de modo que acabei ficando um pouco em choque (não é a palavra correta para explicar meu estado, mas a mais próxima), com a respiração cortada. O desgraçado, pronto para me machucar, lançou um feitiço em cima de mim, como forma de me barrar, impossibilitando-me de realizar qualquer defesa ou ofensa. Meu corpo travou e senti o chão abaixo de meu corpo surgir, trazendo outra dor, dessa vez mais fraca, mas tão incomoda quanto a do murro. Não conseguia movimentar meus membros, bem menos gritar ou conjurar magias e isso me deixava ainda mais irritada do que já estava. - Você vai fazer o que eu mandar, ou farei questão de acabar com o seu namoradinho rico! - Foi a ultima coisa que me lembro de ouvir daquele babaca naquele dia, antes de tudo escurecer a minha volta. Ele me pagaria e muito.


:: Amsterdã, Holanda ::
[ 15 de Agosto de 2018 ]


Não saberia dizer como não enlouqueci com o tempo passado dentro do porão de casa, assim como meu corpo não ter ferrado ainda mais. Passara quantos dias e semanas sofrendo com aquele desgraçado me torturando e abusando de minha boa vontade? Como que meu namorado, o desgraçado que recebera meu coração e alma, não sentira minha falta? P*rra! Nenhuma notícia, nenhum bilhete ou qualquer pedaço de vida! Era como se não fossemos bosta nenhuma e podia simplesmente me ignorar durante todo o período de férias. Mas tudo bem, quando as aulas retornasse, ele se arrependeria disso, porém, de uma maneira bem pior do que ele um dia imaginaria. Deixaria mais marcas naquele pele branca e delicada, tão profundas e extensas, que seria impossível ele me esquecer novamente. Ou, se tivesse algum descuido e falta de sorte, até poderia arrancar algum membro daquele chorão. Sim, a ideia não era tão ruim assim, afinal de contas, um brinquedinho como aquele, podia ser substituído a qualquer momento, num tempo recorde, bastava eu olhar com atenção a minha volta. Por falar em brinquedinho, lá estava um que aparecerá de forma estranha e insistente no hospital em que trabalhei assiduamente nas ultimas semanas. Óbvio que fora complicado esconder a maioria dos meus hematomas, assim como voltar todas as noites para lá, mas a vida de duas pessoas importantes estavam em jogo e, antes eu sofrer, do que perder a ambos. mesmo que um deles não merecesse nada além de meu ódio e sofrimento eterno.

- Acho que não esqueci nada! Mas por que você me pediu tudo isso, Lizzie? - Bem que a curiosidade do bonitinho ali podia ser contida, né? Facilitaria tanto a minha vida. - Mano, já falei! Só traga o que eu te pedi que não tem problema! Você é curioso demais, sabia? - Falei para Dimitri, enquanto arrancava de suas mãos, um saco de papelão com todos os objetos para poder cuidar de alguns ferimentos em meu corpo. - Lizzie, o que aconteceu com você? Parece que foi atropelada por uma manada de centauros! Você 'tá bem? - Por mais que eu entendesse o motivo da preocupação do Rurikovich, não tinha motivos para explicar tudo o que havia rolado e vinha acontecendo durante as ultimas semanas. Gostava do russo, ele sempre me ajudara em muitas coisas, principalmente nas ilícitas, porém, aquele era um problema meu e o sangue puro não precisava saber de nada. Bem sabia que os hematomas e alguns dos cortes estavam feios, mas aquilo não era nenhum problema em si, já que a maioria deles e os mais graves, já havia cuidado. Ter acesso aos produtos do hospital, tinha seus benefícios algumas vezes, mesmo que raras. Durante o tempo em que fiquei cuidando da parte de vacinação do TvH, acabei me aproximando do setimanista e, mesmo que eu tentasse ignorar, sentia que ele gostava de mim. Claro que eu, linda e f*da como sempre, não poderia deixar isso passar, de modo que aproveitava o máximo possível usá-lo ao meu bel prazer. Sim, sabia que era errado, mas o que poderia fazer? O lado negro da força sempre me interessou.

- Cara, relaxa, 'tá? Não fique tão cismado com isso, porque não vai mudar nada do que aconteceu! Obrigada por isso e... - Me aproximei mais dele, dando um sorriso malicioso, para então dar um murrinho de leve em seu ombro.- Você tá gato. Logo menos vai brotar alguma mina louca pra dar pra ti! - Dei um beijo em sua bochecha, apenas para tirar uma com a cara dele, já sabendo o que aconteceria com esse pequeno gesto tão bizarro. Não, eu não sentia-me atraída por ele, até porque, amava Ryan mais do que tudo, mesmo que o maldito tenha sumido todo aquele tempo e minha vontade fosse enfiar uma dinamite no rabo dele e acender o pavil, para vê-lo explodir. Enfim... Dei uma piscadela para ele e virei, jogando o cabelo para trás, sem deixar de rir com a reação exagerada dele, assim como sua pele vermelha na região da bochecha. O russo podia ser um garoto super inteligente, mas era tão besta e fácil de enganar quanto Ryan. Como que eles não eram amigos, no fim das contas? Bem, talvez fosse o simples fator dos dois terem um sentimento forte por mim, ou qualquer coisa assim. - Ahn.. você quer voltar para Durmstrang comigo? - A pergunta me pegou de jeito, pois realmente não a esperava, porém, até que não seria uma ideia tão ruim assim. Dimitrid fora minha companhia por muito tempo e, graças a ele, não acabei me matando ou fazendo coisas parecidas, então seria legal. - Me encontre mais cedo que vamos juntos! Mas, não esqueça de levar as beritas! - Disse com um tom malicioso na voz, sorrindo e então sumindo em meio as sombras.


:: Haren, Holanda ::
[ 27 de Agosto de 2018 ]


- Você pode... fazer tudo... não vou te... não vou te ouvir! - As palavras saíam de meus lábios quase que roubando todas as minhas forças, principalmente devido ao fato de estar sangrando há horas ali, sem contar o tempo sem uma alimentação digna. Ficar presa ali no porão, como estava naquele dia, não me dava medo ou esse tipo de sensação, pelo contrário, eu sentia o ódio me dominar completamente e era o que me deixava acordada, mesmo que todas as minhas energias tivessem sido extraídas. Não, aquilo não era uma brincadeira sexual ou qualquer ideia parecida com isso, pois não acharia ruim, de fato, só que estava longe de ser algo prazeroso. Adrian, aquele que devia me proteger e cuidar de seus filhos, contratara um infeliz para me torturar, até que eu aceitasse o plano maligno de meu pai. Nunca! Ele poderia me torturar o quanto quisesse, fazer o que tivesse em mente, mas nunca aceitaria aquele acordo ridículo. Se ele não tinha um tostão no bolso e achava que me casar com Ryan seria o fim dos problemas financeiros dele, estava redondamente enganado. Não queria um centavo da família von Vöwell e ele também não tocaria nessa grana, mesmo que pudesse ser chamativa. Se ele achava que, me fazendo mal conseguiria algo, era um bosta, porém, tocando num fio de cabelo de Ryan, a coisa ficaria pior, muito pior.

Meu cabelo fora puxado com força para trás, de modo que um leve gemido saiu por minha boca. Tentava abrir os olhos, mas até esse simples ato era doloroso, de modo que meu corpo não respondia aos meus comandos. - Você pode ser a campeã de tudo, mas sempre será subjugada por um homem e um trouxa. Aceite o acordo de seu pai e poderá ser uma boa escrava! - Eu não precisava ter os olhos abertos para saber de quem era essa voz, pois a conhecia muito bem. Marcellus. O principal 'capanga' que meu pai tinha, que sempre fazia os problemas sumirem em troca de algumas prostitutas ou coisas parecidas como pagamento. Aquele trouxa, um maldito sangue-ruim, que faria questão de destruir na primeira chance que eu tivesse. Senti algo afiado tocar minha pele, cortando-a e tirando uma nova porção de sangue de meu corpo, o que me fez ranger os dentes. - Aceite seu lugar no mundo, vadia! Seu pai foi muito bom ao deixá-la sair para o hospital.. mas agora acabou..- Ele poderia falar qualquer coisa, mas eu sabia que só saíra de casa para ir ao hospital, pois ele poderia trazer investigações com meu sumiço repentino. Claro que aquele maldito não conseguiria fugir, e com a ameaça de tocar em Megara, ele me fizera voltar todas as noites. Mas tudo bem, quando tudo aquilo acabasse, eu faria questão de devolver cada machucada, cada milésimo de dor, mil vezes pior. - Vai se f*der! - Consegui dizer, juntando o máximo de força que eu podia, num grito forte. Eu odiava sangue ruins e, qualquer um que cruzasse meu caminho, seria usado como palito de dentes! - CALADA, VADIA! - E senti a pancada em meu rosto, arrancando mais um pouco de sangue e então, tudo sumiu, jogando-me num breu total.



:: Norte da Noruega ::
[ 01 de Setembro de 2018 ]


Nunca imaginei que ficaria tão feliz em retornar à Durmstrang como naquele ano. Meu ultimo. Ao mesmo tempo em que sentia orgulho de tudo o que passara ali, na academia russa, também podia notar a ponta de tristeza por saber que não teria mais volta. Depois de tanto tempo, aquele seria meu ultimo encontro e minha ultima entrada no navio tão esplendoroso e incrível como aquele. Com Megara segura no território de Hogwarts, podia me focar no que realmente importava, assim como esquecer um pouco os problemas passados durante as semanas de férias. Sentia-me fraca, mas não ao ponto de desmaiar enquanto andava em busca de Dimitrid, graças aos remédios e poções que Marcellus, aquele sangue ruim maldito, me fizera engolir. Minha mente fora afetada demais, porém, sabia que em minha amada academia militar, seria capaz de superar tudo. Não compreendia totalmente os motivos para que Adrian tivesse me 'liberado' daquela maneira, mas suspeitava que era por conta da fama causada nos últimos anos, com campeonatos e vitórias. Seria estranho que eu não retornasse para meu ultimo ano. É, até que aquele desgraçado não era tão burro assim... Bom, ele que me aguardasse, pois, o que era dele, estava bem guardado, pronto para a hora certa.

- Lizzie! Aqui! - A voz animada e que fez parte de todo o controle mental, surgiu em meio a gritos do Rasputin e das vozes aleatórias dos alunos. Tentei manter um sorriso, mesmo que tímido no rosto, puxando as mangas de minha camiseta para baixo e puxando o cabelo para frente, antes de me virar para encontrá-lo. - Finalmente te achei! Estava torcendo para que não tivesse esquecido de nosso combinado e... olha só, você realmente trouxe essa belezinha! - Foquei toda a minha mente e atenção, na garrafa que o rurik segurava, sentindo a alegria me invadir, algo que não acontecia desde o inicio das férias. Poderia dizer até mesmo, que esquecera completamente desse negócio, pois realmente só tinha emoções e sentimentos negativos presentes em minha vida. Dimitri fora a única parcela boa da minha vida nas ultimas semanas, o que é totalmente bizarro, já que Ryan devia manter essa posição. Fazer o que? Já que meu namorado não estava nem ai, iria atrás de quem tivesse alguma preocupação para comigo. E f*da-se quem não estivesse contente com isso. - Claro! Você não acha que te deixaria na mão, né? - Cruzei os braços, fazendo careta de quem pensava na resposta, antes de rir baixinho e negar com a cabeça, vendo o sorriso do russo aumentar consideravelmente. - Ultimamente, você é o único que não dá mancada! - Comentei para ele, ficando ao seu lado e puxando a garrafa de suas mãos, abrindo-a rapidamente para sentir o delicioso cheiro da bebida. Como senti falta disso..

- Temos que ficar perto do navio, já que aquele capitão parece mais pistola do que o normal. Não podemos ficar de fora do ultimo ano, não é mesmo? - Ouvi a voz do garoto, tendo algumas ideias bem loucas na cabeça, essas que foram jogadas para o lado, quando me encostei num poste e tomei um belo e longo gole do whisky. Sabia que era burrice beber algo forte depois do que passara, mas precisava esquecer tudo aquilo e, naquele momento, a melhor ideia era aquela. - Apesar que ficar bebendo com você, tá parecendo uma ideia melhor do que ver a cara de bunda de alguns professores e aturar aquele bando de sangue ruim que o instituto vem recebendo! - Comentei nem aí, dando de ombros e oferecendo a garrafa para meu companheiro, batendo as mãos nos bolso, em busca do cigarro. Fechei os olhos e fiz careta, no instante em que me lembrei que fora 'roubada' e perdera todas essas coisas. Merda! Precisava pedir reposição de estoque para Vik, só torcia para que ele colaborasse... - Ahn.. Lizzie? Aonde é que seu namorado está? Te vi bastante nessas férias e passamos muito tempo juntos, aonde ele se meteu? - Aquela era uma ótima pergunta, que eu mesma não tinha noção do que responder, afinal de contas, o paradeiro de Ryan era algo misterioso para mim também. Merlin talvez soubesse... ou não.

- Eu queria saber.. parece que ser meu namorado, dá a ideia de sumir a hora que bem entende e não mandar notícias... Sei lá! - Respondi a pergunta do rurik, dando de ombros e então dando uma olhada a minha volta, vendo uma cabecinha loira andar apressado em meio aos alunos da escola. Forcei meu olhar e percebi que era Ryan, o que fez meu coração parar por um segundo e minha barriga gelar, como se fosse a primeira vez que via o austríaco. Porém, tudo isso fora jogado de lado quando ele simplesmente ignorou minha presença e seguiu para longe dali, deixando-me esquecida. Imediatamente fechei minhas mãos, pronta para dar um murro em alguém quando senti um toque no ombro. - Você sabe que, se precisar de algo, pode me chamar, não é mesmo? - Naquele instante, tive vontade de arrancar a mão do russo e jogá-la no rio, porque não estava ajudando. E sim, meu humor estava terrível e bem louco, de modo que olhei para ele com cara amarrada e peguei a garrafa de suas mãos. - Faz assim, eu te procuro quando chegar na escola! Preciso falar com Vöwell pra entender umas coisas! Até depois! - Simplesmente falei e sai andando, atrás daquele palerma que simplesmente resolveu ignorar totalmente a minha existência durante semanas! Eu estava muito irritada e, do jeito que me encontrava, era melhor Ryan ter um motivo muito bom para simplesmente fingir que eu não existia. Passo atrás de passo, empurrava todos que entravam em meu caminho, liberando a passagem para seguir aquele maldito que estragara o meu dia.

Tinha tantas coisas que eu precisava falar para ele, que sentia minhas mãos tremerem. Olhei para elas e vi as marcas existentes, o que me fez sentir ainda mais ódio do que já sentia dentro do meu coração. Por que aquele desgraçado me esquecera? Dentro do navio, comecei a caçar o loiro, olhando em cada cabine que surgia, sentindo vontade de arrancar a cabeça dele cada vez mais. Depois de perder tempo com umas dez cabines, finalmente encontrei o loiro que se dizia meu namorado. Sem nem perguntar se podia entrar ou não, tratei de jogar minha bolsa no chão, num canto qualquer e fiz questão de trancar a porta, para que não fossemos incomodados. Andei até a frente dele e parei, com os braços cruzados, sentindo meus dedos apertarem com força a garrafa que portava.- Você simplesmente resolveu tocar o f*da-se pra gente ou esqueceu que somos um casal? - Lancei a pergunta de uma vez, dando um chute de leve no menino, para irritá-lo também. - Porque se for assim, me avisa, que ai posso ir aproveitar minha vida sem me preocupar com você!


With: Dimitri Vuckovic (NPC) e Ryan <3
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