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The Sheep Heid In Pub - Edinburg, UK

The Sheep Heid In Pub - Edinburg, UK

MensagemInglaterra [#176457] por Aubrey Rosenkrantz » 03 Mai 2017, 17:20

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Aubrey Rosenkrantz
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Re: The Sheep Heid In Pub - Edinburg, UK

MensagemIrlanda [#176469] por Shia McLoughlin » 04 Mai 2017, 16:15

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Dizem que quando você está na merda a melhor coisa a fazer é se lambuzar. Embora não concorde integral e literalmente com a assertiva, depois daquela entrevista no Ministério da Magia cujo intuito era me fuder, tendo que pela milésima vez registrar para o mundo inteiro o fato de ser vampiro como também através disto conseguir até mesmo trabalhar entre os trouxas, nada melhor que encher a cara num pub, certo?

Sair de Liechtenstein e ir direto para o Reino Unido não foi trabalho. Afinal, mesmo não sendo mais bruxo, a “magia” existente em minhas características vampíricas também me permitia aparatar para distâncias consideráveis em pouco tempo, embora, claro, sabemos que a aparatação tenha limitações. Estava com a cabeça meio quente para não dizer outra coisa. Ter que reviver todos aqueles fatídicos fatos de aproximadamente setenta anos atrás causara-me certos “embaraços mentais”. Em outras palavras... estava puto.

Entrei no primeiro pub que vi. Estava em Edimburgo, a capital da Escócia, onde dali a três dias participaria de um evento de luta. Era a capital do país, a segunda cidade mais populosa, e, portanto, cheias de pessoas que não ligariam a mínima para um forasteiro que somente queria descansar a cabeça. Cidades grandes têm estas vantagens. Você se torna apenas mais um corpo que se movimenta; nas pequenas, invariavelmente atenções recaem para você; aquela curiosidade de saber quem é você, de onde você vem, o que quer fazer ali, se fará mal, se trará o mal para aquelas terras.

Sempre fui um homem resistente ao álcool. Contudo, após o fatídico dia, isto se tornou um aditivo positivo em minhas performances alcoólicas que não seria fisicamente afetado por ele. Não é algo que ache ruim. O lugar não estava muito cheio, tampouco vazio. Aliás, pubs aqui nunca estão 100% vazios. Talvez o normal pelo horário e pela hora do dia. Nos pubs do Reino Unido é comum você tomar café da manhã, alguns oferecerem “almoço” e muitos costumam fechar cedo, diferente de alguns lugares pelo mundo onde se rodam a madrugada a dentro. Contudo, tínhamos um impasse.

Eu não posso andar de dia por aqui, certo? Senão viro churrasquinho. Embora, houvessem boatos de que anéis fossem vendidos ultimamente para que possamos apreciar esta iguaria da natureza chamada sol. Alguns podem até reclamar dele, dizer que é incômodo, quente, úmido, que te deixa soado e, portanto, nojento... Mas, cara... quando não se pode ter mais uma coisa, é quando você começa a sentir saudade desta merda. Sentia saudade do sol, daquela calor morno em minha pele, de olhar para o céu e não ver somente lua e estrelas, mas, uma claridade agradável que fizesse você ver certas nuances que não eram possíveis facilmente serem vistas à noite.

Por este motivo, havia escolhido aparatar num lugar apropriado em que raios de sol fossem algo parco, praticamente nulo. Conhecia o pub, embora raramente o visitasse. Conhecia o lugar, afinal, com várias décadas de vida pelas costas, você começa a rodar nos meios lugares algumas vezes. E por ser lutador, alguns eventos acabam por acontecer geralmente nos mesmos lugares. Viajar nem sempre me era uma boa opção; às vezes sentia falta de certa rotina, mas que não me era possível há mais tempo do que eu havia sido transformado em vampiro. Portanto, é necessário acostumar com certas coisas se você quiser ficar morto em paz.

Entrei pelos fundos do pub; algo que, para quem estivesse lá dentro poderia sinalizar que vinha dos sanitários. Trajando a mesma roupa da entrevista, sentei-me rente ao balcão. A ideia não era comer “socialmente”, apenas beber “socialmente”; algo que não necessitava fisiologicamente, todavia, que fazia-me bem psicologicamente. Aparentar ser normal era bom de vez em quando.


- Bom dia – disse para uma garçonete nova, que, pela aparência não deveria ter mais que vinte e poucos anos. Contudo, eu também não aparentava ter um século de vida, assim, era meio relativo chutar a idade da garota. Era loira, de aparência bonita que eu teria agradado se não tivesse dando a mínima para aquilo naquela hora. – me dê uma pint do chopp da casa, por favor. – disse, concomitante ao tempo em que sentava. Não precisava tirar minha jaqueta; lá dentro, teoricamente estava mais quente, porém, estas frivolidades climáticas me passavam despercebidas e desnecessárias.

Cruzei meus braços sobre a mesa, começando a tamborilar os dedos no tampo de madeira. Poderia mostrar ansiedade, mas, era somente irritação mesmo. Algo comum quando se é Shia McLoughlin. Se a luta fosse naquele dia, possivelmente a terminaria no primeiro round, com direito a nocaute, as minhas preferidas. Tiraria o máximo de sangue do meu oponente; aquele cheiro que me era tão inebriante e viciante, mas, que tinha que me controlar ao máximo para, além de nocauteá-lo, não mata-lo. Tarefas diárias que se tem que fazer quando se escolhe viver num meio “insalubre”, ou melhor, morrer. – Obrigado. – disse, pegando a caneca transparente das mãos da garçonete e num só gole, matando a metade do copo. Estava com sede? pode ser. Seria uma boa desculpa para dar.


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Re: The Sheep Heid In Pub - Edinburg, UK

MensagemInglaterra [#176549] por Aubrey Rosenkrantz » 09 Mai 2017, 23:46

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Abri a porta do Pub onde trabalhava já fazia um tempo. A sineta indicava que algum cliente havia chego, então preferi pronunciar minha chegada - Oi! - Logo mais, Carl, o dono do estabelecimento surgiu com as mil e impossíveis tarefas do dia. Encarei a folha de papel com um suspiro. Por sorte minha responsabilidade era somente o bar e não cuidar dos banheiros e isso, meus caros amigos, era uma dádiva. A lista, em si, não era grande, mas precisaria do bar fechado por algumas horas para arrumar, já que o cara da noite nunca limpava direito os copos e o meu chefe sabia bem disso. Levei uma das mãos ao pescoço, subindo de leve à nuca, já imaginando as dores nas costas que reclamaria a Francis durante o dia - Está bem. Quando terminar meu turno vai estar arrumado! - Não dei ouvidos a mais alguma questão, ou quem sabe informação desnecessária sobre como arrumar aquele lugar. Ele sabia que eu iria fazer, até porque eu preciso da grana para estudar e minha bolsa de estudos não cobria as contas lá de casa. Era com esse emprego que me dava uma vida confortável, e comida pro Lancelot e ter até mesmo uma reserva quando é um período festivo. No fim das contas, valia mais a pena do que poderia imaginar.

Pelas manhãs não havia muita movimentação, então eu conseguia deixar as coisas em ordem e eu gostava de fazer isso. Amarrei os cabelos para cima, colocando um avental na cintura protegendo minha roupa de ter qualquer sujeira que poderia advir. As pessoas ali, ou estavam sobrevivendo a uma ressaca, ou procuravam um lugar para ter seu lanche da manhã. De mesa em mesa, questionava seus pedidos, encaminhando-os até a cozinha e esperando que estivessem prontos. Voltava com suas bebidas, um tempo depois as comidas e poderia voltar para minhas estranhas tarefas tais como limpar os cristais de vinho quando somente os usamos no inverno. Entregar contas, receber gorjetas, agradecer e ser gentil com cada um que falava comigo, mesmo que fossem os verdadeiros capetas. A música ambiente não irritava meus ouvidos, mas como era sempre a mesma, parecia que criava um ear worm e passava o dia inteiro com isso preso - Epa - Comentei quando algo escorregou de meus dedos e caiu no chão.

Quando voltei com um dos pratos de um tipo de vidro inquebrável, me deparei com um cara muito gato. De vez em quando aparecia uns colírios na nossa vida, e tínhamos de aproveitar essas beldades quando podíamos. Normalmente caras como ele curtem comer, fuçarem em seus celulares como loucos e logo depois sumir - Bom dia. - Respondi polidamente, já pegando minha caderneta de anotação e minha caneta - O que vai querer? - Abri um sorriso quando os olhos dele encaram os meus e percebi que havia algo diferente. Tentei tirar da cabeça quando o pedido era exatamente algo que eu poderia fazer e não precisaria ir até a cozinha - Está bem, vou trazer para o senhor. - Peguei o copo de chopp e segui em direção ao bar e despejei o conteúdo que ele gostaria de tomar. Coloquei em uma das bandejas que havia organizado metricamente para tal ato minutos atrás e segui em direção ao rapaz mais uma vez - Aqui... - Nem mesmo consegui formular um “deseja algo mais?”, já que ele havia tomado todo liquido de uma única vez e ergui a sobrancelha diante de tanta insanidade - Mas são só 6 da manhã! O senhor acabou de sair de uma festa e está com ressaca?

Eu sei. Devia calar a boca e deixar ele fazer o que queria. Mas a sensação de que algo ainda estava errado parecia subir à cabeça. Sacudi a cabeça e tentei me desculpar, Carl – meu chefe – jamais deixaria eu fazer algo similar - Desculpe, não tinha interesse em ofendê... - Foi então que um babaca apareceu. Pelos seus gritos ainda estava bêbado e aparecera de fininho pronto para dar o bote. Era um dos idiotas amigos do dono da casa e aparecia sempre nas horas indevidas. Fechei os olhos e virei-me para o cara que agora teimava em segurar minha mão dizendo que eu devia sair para brincar com ele por algum período de tempo - Não. Obrigada. Pode voltar a sua mesa, por favor? Já vou atende-los. - Os gritos e incomodações começaram a subir à minha cabeça, e com toda a certeza eu iria fazer alguma coisa se ele tentasse tocar em mim de novo. Já fazia alguns dias que eu tinha o desejo de enfiar uma faca dentro da goela daquele babaca gordo maldito - Precisa de mais alguma coisa, senhor? - Questionei ao gostoso, enquanto me preparava psicologicamente para o babaca que teria de enfrentar. Recebi o pedido e segui em direção ao cara.

- Aubrey, Aubrey! Vê pra gente uma cerveja e você sentada aqui com a gente, o que acha? Te pago o dobro por hoje, vai...

- O que o senhor deseja para comer? Talvez espinafre... pra dar uma realidade na sua vida - Respondi arisca, já pensando na cadeira que enfiaria goela abaixo. Peguei a caderneta e as anotações, saindo para pegar o que foi pedido. Entreguei ao bonitão e carreguei as cervejas para eles. Foi então que o maldito puxou-me para si.

- Aubrey... eu mandei você ficar – Aquilo foi a gota d’água. Afastei-me e peguei um dos copos de cerveja e literalmente arremessei tudo contra ele. O meu chefe que se danasse! Eu não iria sofrer assedio dentro do estabelecimento de trabalho – O QUE É ISSO? VOU AVISAR CARL...

- Avise-o. Aqui tem câmeras, e eu JAMAIS VOU ACEITAR UM... ser horrendo me tocar. Está claro! VAZE DAQUI!



com Shia McLoughlin <3.
ela veste isso.
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Re: The Sheep Heid In Pub - Edinburg, UK

MensagemIrlanda [#176757] por Shia McLoughlin » 26 Mai 2017, 17:32

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Não era sede a pergunta que a garçonete havia me feito sobre a rapidez com que virei meu pint. Mas, se eu havia acabado de sair de uma festa e estava com ressaca. Seria cômica se não fosse trágica a pergunta. Mal sabia ela que estava a quilômetros de distância, num mundo totalmente desconhecido para ela (eu pressupunha), resolvendo meus registros para continuar como um chupa-sangue regulamentado pelas regras do Ministério da Magia de Liechtenstein. Parece chique, pelas quantidades de verborragias escritas. Mas, estava longe de algo requintado e glamouroso. Contudo, diante do comentário da garota, não pude deixar de soltar uma risada sonorizada num muxoxo. - Então eu estaria curando uma ressaca com outra ressaca? - ri novamente, de forma cortes e educada - uma boa opção, eu diria. Viver eternamente chapado de álcool. - evitei comentar algo que fosse completamente verdade, deixando a garota criar sua própria história sobre minha pessoa. Dizem que garçonetes, garçons gostam de brincar disto. A cada cliente, eles fazem sua própria biografia, baseada no que lhes caem aos olhos.

- Não precisa se desculpar. Está longe de me ofender ao me pressupor como bêbado. Só nos ofendemos com aquilo que não aceitamos e é verdade- sorri, empurrando o copo na direção dela para que ela enchesse mais um. Embora soasse um pouco filosofado minha última frase e me mostrasse como um homem centrado, aquilo estava um pouco longe do que eu realmente era. E foi então que, ao me entregar um novo pint, com um grosso colarinho, um otário apareceu. Não virei o rosto para conferir quem era o autor dos gritos carregados, estes sim inebriados de de álcool, e que se dirigiam a pobre garçonete, que, a julgar pelo fechar dos olhos, já conhecia a criatura. Mantive-me em silêncio, aparentemente incólume a toda aquela balbúrdia que um homem sem culhões adora criar. Bebia o meu pint, invariavelmente deixando sobras da espuma de cor âmbar (bebia uma stout) repousarem silenciosa em minha barba até, por fim, desaparecer. Vi de soslaio ele segurar a mão da garçonete, dizendo merdas que não convém descrever e, por fim, a garota voltar à palavra para minha pessoa. - Me dê outro pint. Este aqui tá acabando - fingi igorar o ataque ao qual ela era submetida e sorri educadamente para ela. Afinal, era meu terceiro chopp em menos de quê... 10, 15 minutos?

Ela anotou meu pedido e tão logo o babaca gritara do fundo. Pedia mais cerveja associada a companhia da garota em troca de "alguns trocados". Coitada! Deveria ter se sentido uma vadia naquela hora ou pelo menos era assim que o otário lá do fundo pressupunha.

Mas, sabe aquele momento em que você está louco para levantar da cadeira e enfiar um soco na fuça de alguém? Eu juro... eu estava me controlando. Afinal, sabia de minha força, sabia quão cabeça-quente eu poderia me tornar em questões de quê... segundos. E merdas rolarem soltas. Desde meu período antes da entrevista eu não me alimentava, mesmo tendo feito numa quantidade considerável. E ali estava um bando de trouxas (literalmente), gritando por meus caninos em seus pescoços. Comecei então a balançar as minhas pernas que estavam repousadas num aro inferior da cadeira; tamborilava meus dedos enquanto com a mão contralateral, levava o chop até minha boca, bebendo o mais devagar que podia para "esfriar" a cabeça.
"- Abrey... eu mandei você ficar" - ouvi o otário dizer para a garota. Concomitante ao tempo em que ela arremessou um copo de cerveja contra o cara eu me levantei, virei-me e, calmamente, aproximei-me daquele fuzuê da ****. O cheiro de cerveja derramada, inclusive sobre o cara, estava forte associado a estalidos de cacos de vidro sob meus pés.

- Ei... - segurei a mão do cara, na altura do seu pulso. Parecia que ele avançaria a mão contra a garota e, sem ver, me interpus naturalmente entre eles. - você ouviu o que ela disse; cai fora daqui. Otário. - disse firme, frisando a última palavra com a voz sibilante, encarando-o com frieza e autoridade - ou logo cedo você vai receber um soco bem no meio desta fuça para ver se te acorda pro mundo. Vai encher seu rabo com cachaça em outro lugar - e joguei o seu braço contra o seu corpo com força, encarando-o. A garota não parecia muito contente com minha intromissão, contudo, não incitava que iria interpelar a favor do cara a fim de acalmar os ânimos, que, naquela altura, já chamara a atenção de todo o bar. Tinha 1,75m de altura; sessenta e sete quilos. Para ele, eu podia julgar um adversário fácil, fato este que parecia mantê-lo ali, diante de meus olhos, sem fugir em direção a porta, pronto para uma briga. Isto aconteceria, se não fosse eu tirar minha jaqueta e pô-la sobre o encosto de uma cadeira e, em seguida, me aproximar do cara encarando-o. - você é surdo? - vi ele notar meu amontoado de músculos e os desenhos sobre minha pele, mantendo o olhar firme e destemido sobre ele, esperando uma atitude sábia de sua parte.
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Re: The Sheep Heid In Pub - Edinburg, UK

MensagemInglaterra [#177163] por Aubrey Rosenkrantz » 20 Jun 2017, 15:46

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Estava prestes a terminar de falar, quando a voz do cara que eu havia oferecido a bebida se colocara como “herói”. ESSES CARAS NÃO TÊM O QUE FAZER NÃO? Rolei os olhos, percebendo na fala do ruivo toda essa coisa de: Ouve o que ela disse e vaza. É só ficar quieto. Já ouviu falar de feminismo? Que podemos nos virar e temos o direito para isso? Não tenho dono para ficar mandando em mim - ... - Tentei continuar falando, mas parecia que a coisa havia ficado séria, já que nenhum dos dois percebera que era algo que eu decidira, pois trabalho nessa budega. Pensei em intervir mais uma vez, entretanto as vozes ao meu redor revelavam que o melhor a fazer era tentar acabar com a ceninha o mais cedo que poderíamos. Não que meu chefe ligasse. Até preferia que eu soubesse me defender, já que não é todo dia que um otário decide aparecer bancando o bonitão da história. - Por favor, vá embora. O Pub já sabe que você resolveu vir bêbado, só vai - Respondi, tentando permanecer calma, mas ainda sentindo as mãos tremerem da mais pura raiva que meu corpo conseguia sentir.

Contudo, ambos pareciam prontos para um embate. Qualé! Não estamos em uma época medieval onde as pessoas gladiavam em pubs. Não sequer percebi que o rapaz estava sem sua jaqueta e agora parecia que as coisas começariam a ficar pretas. Brigas como essa não eram a minha especialidade. Na verdade, preferia arremessar as coisas e tacar os caras a pontapés. Detesto quando tem gente que vem e fica querendo me defender quando nem sabe que eu sou capaz de fazer isso. É legal ter cavalheirismo, quando me conhecem. Só o Francis e o Lasse podem. Carinha abusado. - Okay. - Falei erguendo ambas as mãos para indicar que isso estava ficando ridículo. Se eu estava responsável pelo estabelecimento, precisava mostrar isso com segurança e de que não iria deixar esses dois me abalarem - Já ultrapassamos o limite. Vaza cara... ou quer que eu avise o chefe que você tá proibido de entrar aqui de novo? Lembre: abuso contra mulheres ainda é crime. Não voltamos na idade média - Apontei para o grandão, relembrando-o de alguma forma que não estávamos em um ringue de luta, e com certeza eu não era o prêmio.

Vendo que estava em menor número, o grupo de bêbados se afastou entre xingamentos e conversinhas inúteis que eu não precisava ouvir. Jogaram o direito na mesa e agradeci que pelo menos pagaram pelas bebidas. Esperei a porta fechar e virei para o pessoal das outras mesas - Desculpe pela situação... Obrigada pela paciência de todos! - Eles sorriram, agora mais tranquilos, seguindo para as suas vidas enquanto eu começava a pegar os copos, para limpar o chão e tudo o que tinha ali perto. Voltei para perto do bar, pegando um pano, produto de limpeza e um pano de chão com o rodinho e comecei a fazer o meu trabalho. Percebi que o cara tinha retornado ao meu lado, sem os copos, e a mesa quase organizada e ergui a sobrancelha, tentando entender o que estava acontecendo. Talvez eu fosse uma lerda mesmo e só fosse capaz de assistir televisão. Pelo menos era o que funcionava para mim.

- VOCÊ... - Exclamei raivosa, encarando o rapaz de olhar estranho, ruivo e que mesmo que o achasse bonitinho, merecia ouvir umas poucas e boas. Vasculhei o ambiente para ver se ninguém estava prestando atenção em minha pessoa e me aproximei dele com um pingo de autoridade que meus quase 1.65 de altura - Eu sei me virar. Trabalho aqui tempo suficiente que caras como aquele - Apontei para a porta, tentando explicar melhor meu ponto de vista - Não somem completamente e que se eu tivesse seguido com meu plano, agora estaria tudo na maior paz. Por que você resolveu dar um de mandachão? - Coloquei as mãos na cintura, ainda segurando o rodo e as coisas de limpeza na mão, olhando para cima com autoridade. Não... altura não me metia medo - Eu sei me virar. - Entreguei o rodo para ele, jogando as coisas na mesa e começando a limpar, enquanto murmurava palavras inteligíveis para um ser cheio de testosterona. Virei-me para pegar o rodo rapidamente e juntar os cacos no chão, ajeitando tudo pois não queria me cortar. Já não bastava uma quantidade enorme de merda que eu estaria enfrentando na minha vida. Não mesmo. Com cuidado comecei a varrer as partes, tentando não deixar nada. Quando voltei com o lixo, quase dei de cara com o cara, que parecia estar muito prestativo.

- Que foi? - Respondi dura para o ruivo gostoso maldito. Eu devia era mandar ele se ferrar, mas quem sabe precisasse de mais bebidas. Respirei fundo, ignorando a maldição que eu queria jogar na praga - Posso ajudar em algo?
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Re: The Sheep Heid In Pub - Edinburg, UK

MensagemIrlanda [#178515] por Shia McLoughlin » 11 Ago 2017, 16:31

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Ouvia o coração acelerado da garota. O pedido para que o cara fosse embora. Eu havia tirado a jaqueta. Ela se aproximara, erguendo ambas as mãos para já acabar com uma briga que sequer, sob meus conceitos, havia começado. Fiquei calado a minha, apenas encarando o dito cujo com o mordiscar de meus lábios e o estreitar de meus olhos. Queria ameaça-lo. Gostava disto. Gostava de provocar. - Ouviu a garota? - disse, provocativo e ignorei o olhar que ela me dirigiu. Como disse, gostava de provocar e, se eu me acalmasse somente porque uma garota assim mandou/pediu, minhas provocações não surtiriam efeito. Isto não queria dizer que não ligava a mínima para os pedidos da garçonete. Mas, que somente não ligava naquela hora.

Seja por mim ou pelos pedidos da garota, eles se afastaram, proferindo xingamentos que eu conseguia ouvir claramente, embora fossem abafados por vozes nasaladas dos bêbados. Por fim, acabaram por vazar do lugar. O ambiente se acalmou. O cheiro de cerveja ainda era forte no lugar. O chão estava sujo. Ela se desculpou com os demais clientes e encerrou o teatrinho do dia, ou, pelo menos, da manhã. Escoceses costumam ser tão coléricos como "nós", irlandeses. Tudo parece ser estopim para discussão. Fui para próximo dela e, por alguns segundos, pensei antes de falar
- Quer...? - mas, desisti de oferecer ajuda. Ela não tava na cara de que iria aceitar. Após ela finalizar seu trabalho na limpeza, fora a minha vez de ganhar esporro gratuito da dita cuja baixinha que obviamente se achava mais do que era de fato. Pelo menos no que tangia a segurar um bando de marmanjo daqueles.

Ela me passou o rodo. Não sabia o que era pra fazer ou se era pra fazer algo. Mas, tão logo ela o pegou de volta. Todavia, achei que servi, pelo menos a minha função de sustentáculo de rodos naquela hora, enquanto ouvia seu esbravejar até ela, por fim, terminar sua faxina breve da manhã. Nestas horas, ter uma audição aguçada não é uma boa qualidade, devo dizer. A baixinha gostava de proferir coisinhas indesejadas quando queria.
- Nada - disse em resposta ao 'que foi' dela super educado, mais achando graça daquilo do que de fato tendo medo, e por fim, acabei por voltar ao bar, ligeiramente "protegido" dela pela divisória de madeira. Embora não precisasse daquilo, era bom fingir que sim.

- Sabe... - falei pausadamente, encarando-a sobre os olhos, tirando um palito do paliteiro para mordiscá-lo por descontração. - Você não parecia que ia encerrar aquilo pacificamente. - sorri, irônico, não sabendo se era ou não um elogio para ela, a partir do seu ponto de vista. - mas, minhas desculpas por querer ajudá-la e a mim também. - dizia, abrindo os braços, em rendição. - mas, não tava com saco de aguentar bêbado nesta hora do dia fazendo merda. Queria apenas tomar minha cerveja em paz e ir para casa. Eles eram um empecilho para isto. - disse decidido, sério e firme enquanto empurrava o copo vazio, indicando que queria outro pint. - Minha noite não foi das melhores. - disse, mais por dizer do que com necessidade de falar sobre. Não era homem típico que desabafava em bares. - Tava escalada a noite aqui também? - puxei papo, sem saber o porquê de verdade. Parecia ser o conveniente para a situação. Afinal, vai que ela, com raiva, fizesse merda na minha cerveja? Uma vez, ouvi de uma garçonete que eles adoravam cuspir em pratos e copos de clientes chatos.
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Re: The Sheep Heid In Pub - Edinburg, UK

MensagemInglaterra [#179603] por Aubrey Rosenkrantz » 15 Set 2017, 02:55

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Estranhamente o pub começara a tocar uma música idiota daquelas meninas americanas, Little Mix, enquanto o ruivo e eu voltávamos para o balcão. Podia ainda estar irritada, mas não fazia sentido soltar nele. Quem sabe me revoltaria dentro do Twitter, postando diversos comentários contra os homens e falando sobre o tão famoso Girl Power que era necessário em nosso dia-a-dia. Machos escrotos não passarão e mesmo que estivesse em frente a um ser que tivesse um bigulim entre suas pernas, não facilitaria a vida dele também não. Hoje eles são todos iguais: um bando de babacas. Enquanto pensava sobre o assunto, joguei o rodo em um canto, jogando em um lixo reforçado a caneca que agora eram somente cacos. Por sorte, não havia me cortado no processo, somente deixando alguns risquinhos nos afiados pedaços de vidro. Nunca me dei bem me machucando e tendo sangue por todos os lados, era uma sensação horrível aquilo saindo de você e logo se transformando em mais, muito mais e...

Nem percebi a pergunta ou o comentário do rapaz. As imagens que sempre escondi da mente, agora pareciam saltitar na minha cara, que me arrepiavam até o último fio de cabelo. Por que tinha de me lembrar disso logo agora? Sempre quando as memórias retornavam, era quase impossível não ter uma crise de pânico e medo que tudo se repetisse do passado. Mas eu estava trabalhando e precisava da grana, e por isso, precisava ser racional. Tentei o mais rápido possível apaga-las, como sempre fiz, somente falando qualquer coisa que o outro disse - Pacificamente...? - Respondi sua frase, repetindo miseravelmente o fim, piscando algumas vezes, ao ver que havia ligado a torneira, mas não lavava exatamente as mãos. A água jorrava em um canto, enquanto minhas mãos se moviam para a direção oposta. Vi o movimento de seus braços, e ergui a sobrancelha, tentando entender exatamente que língua aquele ser infeliz estava falando. A conversa que parecia ser ainda sobre o ocorrido anterior, que de alguma forma virara gatilho para o meu infernal passado, estava me trazendo de volta ao presente.

Era estranho. Quem era aquele cara, capaz de chamar minha atenção em um momento que eu sempre fui incapaz de fugir sozinha? Precisaria ligar para Francis, que viesse aqui, cuidar do lugar por uns bons 40 minutos até me recuperar em parte. Mas, o ruivo havia conseguido por si só, como se sua voz fosse encantada por alguma música esquisita que levantava barreiras, mas também a alma. Seu discurso? Faço a mínima ideia do que disse, mas seus dedos indicavam que queriam mais bebida e em um modo automático assim o fiz. Ainda sem pronunciar quase nada, fiz seu pint, tomando cuidado para não errar, ainda sentindo os dedos tremerem de leve, imperceptíveis para o olho humano. Precisava fazer com que ele continuasse falando, ou fazer com que a minha voz saísse, para depois, em casa, fazer um textão no Facebook. É, uma ótima pedida. Agindo um pouco estranha, mas que facilmente sairia como “choque” da situação, tentei abrir um sorriso, ainda sentindo uma estranha calma.

- Eu não trabalho de noite porque estudo. Faço faculdade de arquitetura e urbanismo, na Universidade de Edinburgh, alguns minutos daqui - Era melhor continuar conversando, e não ligava de falar, ainda mais por sentir orgulho que havia conseguido entrar nessa faculdade privilegiada e poder me bancar - Estudo fim de tarde-noite, e durante o dia faço estágio em uma empresa que trabalha para um museu e... - Peguei um guardanapo e uma das minhas canetas. O bar ainda estava vazio tendo agora somente o cara e eu, dando a mim a chance de continuar fazendo o que gostava: desenhar e criar coisas que via em minha mente. Os traços pareciam mais negros que o normal devido as sensações e emoções anteriores serem tão deprimentes e assustadoras - Aqui. Conheço o dono faz alguns anos e ele me aceitou trabalhar aqui, desde que eu fosse capaz de lidar com valentões. - Sorri, erguendo os ombros, mostrando que isso era tarefa do cotidiano, nada que o rapaz seria capaz de entender, já que nunca o tinha visto ali antes - E aí estamos aqui... aliás, vira o rosto de leve para a esquerda, por favor. - Questionei, tentando encontrar o melhor ângulo de luz.

Os dedos jamais paravam de trabalhar, aliviando a agonia que estava sentindo antes, deixando as marcas, traços e quase rasgos no papel. Logo as preocupações com o passado iam ficando para trás, e o mundo exterior também parecia fugir entre as linhas do tempo. Encarei o rapaz, agora muito mais calma do que antes - Desculpe o estresse de antes, mas esses caras gostam de vir bêbados e se você não é durona, não tem como lidar sozinha, sabe? - Ajeitei uma das linhas de copo, que a meu ver não estava alinhada da forma correta e coloquei o pano de prato na pia, para torcer e limpar qualquer sujeita - E você, o que faz da vida? Está com cara de quem não dorme a dias. - Ri de minha própria piada idiota, terminando o rabisco do retrato do cara e olhei para cima, ainda achando engraçado - Não é que nem aqueles vampiros idiotas do Crepúsculo, que nunca dormem. Talvez tenha tido muito trabalho e hoje não tenha sido um dia bom. E ai? Qual é a melhor ideia?



com Shia McLoughlin <3.
ela veste isso.
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Re: The Sheep Heid In Pub - Edinburg, UK

MensagemIrlanda [#179668] por Shia McLoughlin » 17 Set 2017, 03:40

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A garota não parecia normal. Não parecia tão durona como predizia. E isto era normal. Algumas mulheres gostam e sentem esta necessidade. Dizem ser uma forma de se defender, criar um arcabouço de proteção diante de qualquer investida. Afinal, hoje em dia o que se tem de idiotas neste mundo, fazem com que sejam criadas mulheres sempre na defensiva. Ouvia as batidas frenéticas de seu coração, o sangue circulando tão rapidamente, tão vívido. Aquilo por alguns instantes me enfeitiçou, num torpor embriagante para minha mente. Desde a fatídica entrevista com o chefe do departamento de criaturas mágicas, eu não me alimentava. Não era um vampiro considerado antigo. Havia a exigência de alguma regularidade de existência para minhas alimentações. E, dadas as emoções de outrora, minha sede começava a se tornar latente, emergindo paulatinamente no oceano de merdas que era ser vampiro. A garota a minha frente sequer se dava conta que, inconscientemente, me excitava desta forma com todo aquele frenesi de emoções.

Desejei pela sua calma. Pois, assim, viria a facilidade de meu auto-controle. Não ousei deixar minhas habilidades vampíricas atingir a mente da garota; saber o que a afligia. Se era somente a situação de antes a desencadeadora de uma sensação conflituosa, traumática. Pensei em lhe perguntar se ela estava legal, se precisava de ajuda, mas, não sou bom em ajudar. E, se ela aceitasse (o que duvidava) não sabia como agir, o que falar. Poderia acabar piorando tudo com as minhas merdas em forma de palavras. Seus pensamentos divagavam por lugares distintos a sua existência no bar e eu, sentindo-me um intruso no meio de tantas emoções.

O recinto ia se esvaziando. Humanos se dirigiam a trabalhos, escolas, qualquer outro lugar que não fosse um quarto abafado, pouco iluminado num subúrbio qualquer, escondido, longe da urgência de se ocultarem da natureza, de terceiros. Antes eu me importava com a necessidade de um lugar digno de minha pessoa, de um sobrenome o qual nem ostentava mais, mas, com o passar do tempo, com tudo pelo qual eu havia passado, ter um teto para dormir já estava de bom tamanho. Ganhava um bom dinheiro com as lutas, mas, tão logo eu os tinha, eles já se esvaiam em bebidas, jogatinas, sumiços pelo mundo até voltar novamente ao mundo das lutas. Fazer a imagem de minha pessoa dispersar na efusão de emoções de clientes ávidos por mais uma aposta em meu nome. Era um fugitivo e chamar a atenção era o que eu menos queria. Mas, gostava da sensação de vitória e o que ela trazia sempre quando vencia no ringue. Sim... complexo e foda para c******.

Minhas palavras pareciam trazer certa calma a garota, e com isto, para mim ou, pelo menos, ela se acalmava naturalmente, pois tão logo seu coração desacelerou e toda aquela turbulência começava a cessar. E intimamente também agradeci por aquilo. Tinha um tesão por adrenalina e sabia que quanto mais ela embalava em minhas vítimas, mais eu apreciava de meu alimento. E não tava a fim de fazer da garota ali, uma vítima em potencial.
- Arquitetura? Faculdade? - sorria convidativo a sua historieta particular enquanto bebericava minha cerveja. - Edinburgh parece ser uma boa universidade pelo que eu ouvi falar. Parabéns. - dizia num tom sincero, sem qualquer sombra de ironia.

Para mim não era estranho ouvir pessoas dizerem fazer faculdades, escolas, trabalhos comuns destituídos de qualquer sinal de magia. Pelo contrário. Ás vezes até me afeiçoava a normalidade dos trouxas. Afastava-me a ideia de um passado no qual eu praticava magia e não era a criatura atual na qual havia me transformado. Segui com os olhos os movimentos de seus dedos sobre o guardanapo. Rabiscos que ganhavam vida. Fortes, quiçá com certa raiva, embora parecesse destituída de suas feições. Leves rasgos de papel, mas, uma arte surgindo. Os traços paulatinamente formavam uma imagem que me era semelhante e não demorou muito a me dar conta que aquelas linhas tentavam alavancar a minhas silhuetas. Eu ri. Não de sua tentativa em me desenhar, que, convenhamos, havia sido válida. Mas, dela ter usado a mim como objeto de arte. Uma perda de tempo, devo dizer. Ali, com certeza, havia coisas mais interessantes a um ruivo barbudo de aparência excêntrica.

Virei o rosto para a esquerda, como ela me pedia; embora tentasse não ficar muito no ângulo da luz, não me deixando ser alvo de qualquer raio advindo das paredes vítreas das janelas.
- Você desenha bem. Conseguiria trabalho em lugares melhores, pelo mesmo período de tempo. Mas, acho que deveria escolher melhor seus objetos de desenho. - disse, sem lhe atribuir qualquer valor demérito de seu trabalho. - Estou longe de ser um modelo para um artista. - disse com verdade, num tom que, para psicólogos poderia até mesmo soar um sinal de baixa auto-estima. Mas, convenhamos, esta chatice psicológica do c****** concordaria se eu falasse pelo menos cinco minutos de minha vida. - E relaxa. - disse, dando-lhe um sorriso cortês. - você não tinha porque ser legal diante daquela situação, perto daqueles otários. Nem liga para isto.

- Onde trabalho é o mesmo esquema do seu. Lido com pessoas que bancam os valentões e durões constantemente. - ela me fitou, talvez se questionando se era um garçom ou tentando advinhar o que me dava o sustento. E sorri com sua face interrogativa. - Não faço faculdade, não sou formado. E muito menos dou o meu tempo algumas horas de estudo. - disse, achando graça de minhas verdades trágicas sem inspiração de desejo pelo conhecimento, apesar de não ser verdade, este último ponto. - sou lutador de MMA. Faço isto desde quando me entendo por gente depois que sai do exército. Dormir então, ás vezes é um luxo. - beberiquei de minha cerveja, olhando a finalização de seus rabiscos, de meus traços sendo passados para um papel de uma forma singular, e claro, artística. Era engraçado e estranho me ver daquela forma. Era como se...

- Quer que eu saia brilhando daqui também? Todo purpurinado para você ter mais coisas atraentes a pintar do que minha cara de dias sem dormir? - perguntei-a, talvez retórico, mas achando graça, comicidade na tragédia de suas falas ao me associar a um vampiro descrito pelas mídias trouxas. Um vampiro "vegetariano", por assim dizer, purpurinado, apaixonado, com família, enlaçado numa história gay pra c****** e totalmente nonsense da verdade do que é ser um sanguessuga. Trouxas adoram romantizar verdades crueis e existentes no Mundo Mágico. - Qual é a melhor ideia para o quê? Para responder a existência de minhas olheiras? Hum... - fingi pensar - sou mais na ideia de muito trabalho e hoje não ter sido um bom dia. E você? - perguntei-a, sorrindo, gostando de como aquela conversa estava indo. Amena, divertida. Diferente da que tivera com Samuel Walters. - você com esta sua rotina doida não deve ter tempo de dormir também. Pode até ser uma vampira querendo bancar de humana. - falei, divertido.
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Re: The Sheep Heid In Pub - Edinburg, UK

MensagemInglaterra [#180394] por Aubrey Rosenkrantz » 02 Out 2017, 21:35

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AH, ELE QUE NÃO ME ENGANAVA!

Ao som de uma nova música das paradas americanas, iniciei um jogo um tanto esquisito, porém divertido. Combinava com a ideia de que precisava meio que quebrar aquele gelo estranho de alguns minutos atrás e toda a treta que havia acontecido. Esperei por ouvir sua resposta pelo que fazia da vida, tentando descobrir: desde segurança, para dono da boca. Tudo parecia fazer sentido com a sua resposta extremamente vaga e dúbia. Ergui a sobrancelha, quando ele começou a falar sobre valentões e durões, fazendo sentido como a postura dele ficou intimidadora quando o mesmo decidiu que estava na hora de me defender. Mordi o lábio inferior, esperando qualquer coisa ou continuação, mas mudou o assunto para estudos. Mas ele não me torturou tanto quanto esperava que fizesse, logo dizendo o que fazia e arregalei os olhos. O CARA ERA UM LUTADOR DE M.M.A.! Cês tem ideia do quanto isso pode ser legal e extremamente violento? - Você fala como se entre o exército e a luta tivessem havido mais anos que a sua cara mostra. Ou estou enganada?

Era intrigante, pois quando ele falava daquela forma, parecia que não dormir o tornava 10x mais velho que eu. Ou ele dormia no formol, e na verdade, tem uns 90 anos de idade e ninguém sabe. O que faz mais sentido, já que com isso, eu consigo imaginar essa ideia de tempo que ele tem. Quem sabe só fosse o estilo de ver a vida, o que faria também total sentido. Mordi mais uma vez o lábio inferior, terminando de movimentar o meu objeto de arte, para criar um estilo mais pop-art, tornando-se mais divertido e claro o que estava se transformando - Quase pronto - Falei, sentindo meu celular vibrar em meu bolso, ignorando-o completamente, percebendo que a conversa era muito mais divertida do que estar no mundo virtual. Sua resposta, para minha pergunta dos vampiros parecia muito mais uma diversão com a sua cara de morto do que, exatamente, esperar uma contra pergunta. Ri alto, fechando os olhos, deixando as covinhas do sorriso surgirem, me impedindo de continuar desenhando.

- Não veja por mal. Se fosse todo purpurinado, poderia parar o trânsito e por um dia, as pessoas poderiam então ir de bike para o trabalho - Peguei seu copo, enchendo mais um pouco, somente para que eu tivesse o que fazer com as mãos enquanto conversávamos. Imaginei o homem, lutador, todo purpurinado e não me parecia uma ótima ideia, para ser bem sincera. Quando ele encontrou na brincadeira, achei que fosse algo bem bobo, mas dei continuidade, rindo e negando levemente com a cabeça, voltando a desenhar, percebendo que não havia finalizado completamente seus olhos. Eram um tom estranho de vermelho escuro, quase como se estivessem com lentes de contato, misturando-se com sua real cor. Era belo e tinham nuances diferentes que davam a entender que pareciam mais profundos do que exatamente aparentavam ser. Quando ouviu a resposta sobre não ter sido um bom dia, precisei rir - Meu amigo, ainda não são nem dez da manhã. Então ainda tem como tornar seu dia bom, mesmo que a noite não tenha sido das melhores, não é?

Os cabelos começaram a me incomodar, soltando-se do rabo de cavalo que eu havia feito logo antes de sair de casa. Soltei a caneta, retirando o elástico, enquanto cuidava levemente para que os cabelos estavam sem nós. Ouvi sua continuação de conversa e ri, retirando a franja de lado e colocando o resto para cima em um novo rabo de cavalo, mais preso. Era mais fácil fazer isso enquanto estava trabalhando, para não atrapalhar em cabelo sair voando pela cidade e comida dos outros - Eu não sou uma vampira... - Retruquei, levando uma das mãos à minha aorta, ainda sentindo a pulsação do sangue subindo e descendo pelo meu corpo em direção ao coração - BANG! ERRADO! - Comentei, convencida - Essas olheiras aqui são porque eu preciso estudar várias madrugadas, ai elas não somem não... acontece. No dia que eu puder trabalhar com arquitetura e poder dormir mais horas, vou ser muito mais feliz que agora. - Não podia negar essa afirmação. Estava feliz aonde estava, fazendo as coisas, mesmo brigando com clientes e os expulsando. Sentia o calor de que estava seguindo meu caminho da forma certa e honesta, sem se apoiar em ninguém ou machucar alguma pessoa. Pisquei, terminando o restante do desenho e lhe entregando o resto - Vou tirar uma foto do desenho e você pode ficar com ele, se quiser.

Peguei o celular, abrindo o app do celular do instagram, buscando a melhor luz para isso e que deixasse parte do desenho levemente mais negra em um lado e o outro como foco. Ajeitei tudo e então, apertei a foto, percebendo que havia ficado muito legal - Olha - Mostrei o celular para ele e deixei que visse a imagem, sorrindo para a cena e peguei de volta, salvando e depois enviaria - Envio depois, se você tiver instagram, eu posso share com você a imagem e ai de tag tu lá. - Guardei no bolso, pensando já no que eu queria comer, pois estava ficando com fome. Não me incomodava que ele estivesse ali, mas também pensava se não tinha coisa melhor do que ficar conversando com uma garçonete. Convenhamos! Ele é um rapaz que luta MMA! E eu? Uma garçonete, aspirante a uma arquiteta. Antes que eu começasse a vir com todas as possíveis inseguranças de algo que sequer existia ou que eu deveria estar pensando, pensei sobre a história do Insta - Ah, esqueci! Se não quiser a foto lá, de boa. Não vou obrigar ninguém a querer seu desenho em um guardanapo, para ser bem sincera

Ajeitei a franja no lugar, com um sorriso vendo que o café que eu havia colocado de manhã estava já pronto a eras e era só fazer alguma coisa com isso. Peguei um pouco em uma xícara, colocando um tico de creme, e espuma, deixando pronto - Você quer café? Ou você é um tipo de vampiro que não come nada. JÁ SEI! Sua bebida é o álcool! - Pisquei divertida. Irlandeses pareciam gostar disso e não podia reclamar: pagava as minhas contas, não é?



Shia lindo!
Aqui lili - sorry a demora!
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Re: The Sheep Heid In Pub - Edinburg, UK

MensagemIrlanda [#181287] por Shia McLoughlin » 14 Nov 2017, 16:41

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- Não tanto quanto você imagina - disse, sem ser muito direto sobre meu passado. Afinal, falar dele imbuía talvez entrar numa descrição meio que cronológica dos fatos e isto poderia fazê-la questioná-la sobre minha idade a qual, segundo minha aparência, deveria ser no mínimo mais de trinta anos. Era meio complicado tecer conversas às vezes com os humanos devido a estas baboseiras ligadas a magia de minha existência. Esconder que sou vampiro, e, obviamente, o que isto implicava. Pois, como disse, os trouxas gostavam de romantizar o vampirismo; ora delegando um amor impossível entre um de minha espécie e a da garota a minha frente, ora mostrando as beatitudes de ser um sugassangue.

Claro, eles esqueciam na sofreguidão da eternidade; da necessidade de um alimento único que dependia, muita das vezes, das vidas de outrem. Não que isto me importasse tanto; talvez eu não tivesse toda moral necessária para me afastar do que me mantinha um morto-vivo, entregar-me à morte de fato de um vampiro e deixar a humanidade livre de um exemplar vampírico vagando pelo mundo, amaldiçoando sua existência, mas, hipocritamente usando-a como meio de barganha dentro do ringue.

Talvez, o fato de eu falar por vezes em frases superficiais inquiria a jovem em querer saber mais sobre mim; numa faca de dois gumes a qual eu inconscientemente alimentava. Ali, também, eu a analisava, não como um objeto de estudo, mas, apenas por curiosidade em querer saber mais sobre uma garçonete, de um bar qualquer, estudante de arquitetura, com uma vida pela frente, carregadas de sonhos, idealizações, objetivos. Humanos necessitavam disto. Muitos falam da necessidade de objetivar a vida, dá-la algum significado, mesmo que seja através de uma atividade laboral. Isto era interessante. A noção de que, mais dia ou menos dia, o que viviam iriam acabar. Com isto, desejava saber se ela era daquela forma; se gostava de aproveitar cada minuto de sua vida na consciência de que ele poderia ser o último. Numa impulsividade, que às vezes me alimentara, eu invejava isto neles. Talvez fosse por isto o tipo de trabalho o qual eu havia entrado; o fato de apreciar tanto a adrenalina de seu sangue. Gostava de correr perigo; quem sabe assim, eu me sentisse um pouco vivo.

Ri de seu comentário, encostando-me na cadeira, enquanto meus olhos recaíam em sua simplicidade ao desenhar-me. Beberiquei a cerveja, com meus orbes ainda repousados sobre ela, num silêncio soturno, com sua vida ao fundo tilintando em meus ouvidos.
- Seria então responsável por algo bom na terra.. - continuei rindo . - deveríamos criar um exército de purpurinados então para deixar o mundo menos no automático - ria de meu comentário no mínimo esdrúxulo de se imaginar, quanto mais enunciar. A jovem enchia meu copo novamente e tão logo o peguei, desta vez, repousando sobre o balcão por alguns minutos antes de meu primeiro gole. Ser vampiro ali, neste aspecto alcoólico era agradável. Nunca ficava bêbado e, por vezes, tinha que fingir ser um para não ser taxado de algo medonho.

- Pode ser... - falava casualmente, trazendo normalidade para uma rotina humana a qual ela pressupunha eu ter - afinal, para um lutador, o dia começa mais tarde mesmo não é? - observei-a soltar os cabelos, ouvindo o roçar de um fio no outro, o toque de sua mão em sua pele, o soltar da caneta, o movimento do elástico. Tudo amplificado, em câmera lenta, até por fim, meus olhos recaírem em seu pescoço, passar por suas saboneteiras, levemente salientes de onde vertiam alguns riscos arroxeados que se ramificavam sutilmente por sua pele; seu colo, lívido, vivo... estava com fome... fechei meu punho ao me constatar daquele fato, numa tentativa de me conter. Seu coração tamborilava. Conseguia ouvir até mesmo o sangue entumescer suas veias ou era a minha sede que gradativamente aumentava a ponto de me causar alucinações auditivas. Bebi a cerveja. Praticamente metade do copo num só gole.

- E você vive aqui em Edimburgo sozinha? - questionava, quiçá com certa curiosidade que tangia além do que ela poderia pressupor e até mesmo meu consciente. - ninguém para dividir as despesas? - tentava trazer um pouco de racionalidade a minha mente, tão logo ela me relatava o motivo de suas olheiras: estudos. Quanto tempo isto não me tirava o sono. Na verdade, nunca tirara. - Foto? - mas, logo ela tirara o celular do bolso. Claro... celulares. Tecnologias trouxas, afinal, não estávamos mais no início do século passado em que para tirar fotos era necessário trazer um mar de trambolhos para o local. Pensei em dizer para ela que poderia ficar com o desenho, não precisava de foto, mas, poderia soar ofensivo ao seu pequeno trabalho. Então eu o aceitaria, talvez guardasse como recordação de um momento trivial e comum na vida dos humanos, uma confissão de que eu havia tido aquela lembrança logo após participar de um teste que me dava o aval de poder circular entre eles sem correr o risco de infringir leis supremas da magia.

- Hum... legal. - disse olhando aquele pequeno objeto tecnológico trouxa o qual fazia tão parte de suas vidas, de uma forma até mesmo doentia, devo dizer. Humanos já não pareciam dar tanto valor a certos tipos de relações sociais outrora tão vívidas em meu tempo. Ás vezes, preferiam a comodidade tecnológica a naturalidade de coisas triviais e tão mais interessantes. Embora fosse alguém considerado por vezes antissocial, gostava mais de manter conversas visuais, físicas e personificadas a um "bate papo" virtual. Talvez porque também fosse mais fácil "arrumar comida" do que virtualmente. Vai saber, não é? - Eu não tenho instagram, minha querida, tampouco qualquer rede social. Somente um celular comum para meus patrocinadores e agentes me encontrarem quando precisarem de mim para uma luta. E sequer sei o número dele, para te falar a verdade. - dizia, considerando aquilo banal, dado ao tom de minha voz e visível desinteresse por toda aquela tecnologia que a jovem parecia tanto apreciar ou quiçá usar.

- Mas, relaxa. Não grilo de minha foto estampada em redes sociais não. Afinal, deve ter umas por ai de minha luta - e que inclusive foram responsáveis por fugas repentinas e inesperadas minhas, por mais redundante que possa soar as palavras. Afinal, o clã pertencente a família de minha mãe caçava-me como um animal, numa caça alimentada por anos, décadas, a qual inclusive eles sentiam considerado prazer; um prazer doentio, dentro de uma mente e família doentia. Nada mais do que esperado. - E vou guardar o desenho. - respondi, vendo a garota se manter meio na defensiva, talvez insegurança, e, assim, partindo meio que para a ignorância. Típico de humanos. Todavia, peguei o guardanapo, dobrando-o e pondo dentro de minha jaqueta que estava sobreposta ao banco ladeado por mim. - assim, poderei ter um retrato de minha pessoa feito à mão, algo tão incomum hoje em dia, não é? - sorri, numa tentativa de tirar aquele arcabouço de defesa criada tão logo por ela.

- Irlandês que se preze não troca cerveja por café, não é? - disse, num tom amigável para a garota, que ajeitava seu café enquanto eu finalizava minha bebida. Olhava para fora; o sol estava desperto, o céu talvez totalmente aberto. Como sairia dali? Não poderia ficar mais tempo de jejum, tampouco próximo da garota ao ponto de desejá-la de uma forma nada convidativa aos humanos. Talvez, saindo pelos fundos tivesse alguma brecha de sombra, podendo criar um campo de ilusão e aparatar em seguida. Desenhava possibilidades em minha mente, enquanto meu corpo, minha sede era impulsionada contra a visão que a garota despertava em mim. - Mas... - levantei-me abruptamente. - receio ter que ir. Terei luta hoje e tenho que me curar da ressaca desta manhã - mentia, embora com viés humanos de verdade, dada a coerência da situação.

- Posso voltar em breve para mais um chopp? - dizia um tanto quanto acanhado, talvez esperando alfinetadas por parte da garota, algo do tipo "volte, uai. Você não precisa de minha permissão para isto". Mas, queria revê-la. Apreciara sua companhia, embora soasse cruel delegar-lhe o desprazer da minha. Afinal, não era o melhor tipo de companhia para um trouxa. Pensei em até mesmo em desejar um encontro casual entre nós, fora daquele bar; todavia a imagem disto em minha mente soava-me um tanto quanto forçada e romantizada. Afinal, estava longe de ser um Eduard Cullen ou qualquer que fosse o nome da criatura em questão. - Talvez nos cruzamos novamente por ai. - disse, enquanto pegava minha jaqueta, finalizava o chopp e dava-lhe o dinheiro correspondente ao que tomara aproximadamente, com alguma gorjeta para ela. - se você ainda tiver por aqui e não tenha se perdido em seus estudos ainda. - dizia, brincando.
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