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Castelo da família Real | Irlanda do Sul/Dublin

Castelo da família Real | Irlanda do Sul/Dublin

MensagemIrlanda [#174183] por Nuala Ajiha » 31 Jan 2017, 20:40

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Outras imagens: http://pds11.egloos.com/pds/200810/29/6 ... 68789f.jpg

Sede: Dublin Irlanda
Tipo: Monarquia Parlamentarista - Com parlamento próprio de cada região.
Dinastia: Hanôver-Mecklemburgo-Schwerin
Territórios de influencia: Irlanda (parlamento próprio), Prússia (parlamento próprio)
Rei : Anthonny Haus von Hannover
Rainha:
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                Depois da declaração de independência da Irlanda do Sul com a Grã-bretanha, a família real passou a ter apenas os títulos, porém o não poder governante sobre a Irlanda. Porém permaneceu as descendências até que por volta de 1971 surgiu um forte político e descendente da família real da casa Hanôver reimplantando as ideias do retorno da monarquia. Muitos declararam ser uma tentativa de regredir todo o avanço da Irlanda, porém seu mercado econômico demonstrou grande evolução quando o anúncio foi ao público. Após tal feito, seu ideia ganhou força e poder, muitos irlandeses defendiam uma monarquia com modelos revolucionários e que fossem independentes dos demais reinos monárquicos.
                A proposta de Haus era de trazer tais raízes de volta, mas sem pagamentos de impostos para manutenção da família real. Com força nos parlamentos ocorreu a primeira eleição pública sobre sua forma de governar. Se ganhasse o próprio povo elegeria seu rei que poderia ser tanto a própria descendência (eles) ou um novo, pois seria criado um novo mundo. A primeira eleição não foi bem sucedida, não ganhou força e perdeu em sua maioria. Haus entrou mais fortemente no poder junto com sua família e nobres, ganhou aliados políticos e lutou por uma Irlanda melhor, ao mesmo tempo que tivesse seu tradicionalismo, tivesse sua modernidade. Apesar de muitos críticos e inimigos alegarem que aquele jogo seria uma tentativa de golpe e que prejudicaria o país, Haus não se deixou levar pelas intrigas da oposição e aos poucos foi conquistando o povo. Quando completou 67 anos de idade foi eleito pela primeira vez a Presidente da Irlanda do Sul.
                O avanço tecnológico, a revolução de um novo modo de viver e a economia em alta, Haus trabalhou por mais alguns até resgatar sua ideia de monarquia que grande parte da população já o intitulava como Rei da Irlanda. Em seu segundo mandato apresentou as propostas do retorno à monarquia e mais uma vez o mercado respondeu de forma positiva. Haus em seus últimos anos de mandato conseguiu aprovação dos parlamentos para o retorno da monarquia e agora estava nas mãos do povo tal decisão. A votação fora feita e os votos apurados, a monarquia foi eleita como nova forma governante do país.
                Com tal resultado trouxe consigo uma nova disputa: controlar os que foram contrários e mostrar que não seria um regresso e sim um progresso da nação. Com sua família unida e com alguns concorrentes à “Realeza”, Haus trabalhou arduamente para mostrar que desejava permanecer no poder e assim o povo lhe respeitou. Em 2016 ocorreu o marco histórico da Irlanda, o dia 1 de Janeiro de 2016 ganhou um novo rumo ao ser decidido que Haus, descendente de família real, permaneceria no poder como Rei da Irlanda recebendo assim, os títulos reais e todos os direitos monárquicos. Ainda no mesmo ano foi eleito o primeiro ministro e agora mudavam-se todos os membros de sua família para o Castelo real da Irlanda em Dublin.
                Vestimenta de gala real da Irlanda: Preto com a faixa real verde e as estrelas e patentes condecorativas.

tratado de 5 de Dezembro de 2015
Lei da Boa Nova era Monarquica de 1 de Janeiro de 2016


Tataravó: Tira da Dinamarca - mortos
Tataravô: Ernesto Augusto de Hanôver -mortos

Bisavó: Alexandra Luísa Maria Olga Isabel Teresa Vera de Hanôver (1882-1963 morta aos 81 anos)
Bisavô: Frederico Francisco IV de Mecklemburgo-Schwerin (1882 - 1945 morto aos 63 anos)
Filhos:
- Frederico Francisco, Grão-duque herdeiro de Mecklemburgo-Schwerin (1910–2001)
- Cristiano Luís (1912–1996) casou-se com a princesa Barbara da Prússia
- Olga (1916–1917)
- Tira (1919–1981)
- Anastásia (1922–1979) casou-se com o príncipe Frederico Fernando de Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg

Avô: Cristiano Luís casou-se com a princesa Barbara da Prússia (1912–1996) morto aos 84 anos
Avó: Barbara, princesa da Prússia (1920-1994) morto aos 74 anos



Nome: Anthonny Haus Herzogin von Hanôver-Mecklenburg-Schwerin
Posição: Rei da Irlanda
País: Irlanda
Títulos: Vossa majestade, Alteza Real, Rei da Irlanda, Majestade de Mecklemburgo-Schwerin, Duque de Mecklemburgo-Schwerin, Majestade de Hanôver, Rei de Dublin, Duque da Prússia, Rei eleito do povo.
Idade: 78
Estado Civil: casado
Informações Adicionais: Era o presidente da Irlanda e com a mudança dos governos se tornou o Rei da Irlanda. Dedicou sua vida na politica. E rei eleito do povo.
Descrição física: Cabelo castanho, olhos azuis, pele clara, 1,90m
Status: NPC

Nome:Clarisse Hemsworth von Hanôver-Mecklenburg-Schwerin
Posição: Rainha Consorte
País: Irlanda
Títulos: Vossa majestade, Alteza Real, Rainha Consorte da Irlanda, Majestade de Mecklemburgo-Schwerin, Duquesa de Mecklemburgo-Schwerin, Rainha eleito do povo.
Idade: 76
Estado Civil: casada
Informações Adicionais: Casada com Anthony
Descrição física: Cabelo castanho, olhos castanhos, pele clara, 1,75m
Status: NPC



Nome: Mitchell Frederico Ludwing Hemsworth Haus von Hanôver-Mecklemburgo-Schwerin
Posição na linha do trono: 1º na sucessão do Trono
País: Irlanda
Títulos: Vossa Alteza Real, Príncipe Mitchell, Príncipe da Irlanda, Lord da casa Hanôver, Principe Mecklemburgo-Schwerin, Grão duque de Mecklemburgo-Schwerin, Príncipe dos povos irlandeses.
Idade: 45 anos
Estado Civil: viúvo
Informações Adicionais: Ajudou o pai em sua carreira
Descrição física: Cabelo castanho, olhos azuis, pele clara, 1,80m
Status: NPC

Nome: Nuala Ajiha Sophie Thyra Hemsworth Haus von Hanôver-Mecklemburgo-Schwerin
Posição na linha do trono: 2º na sucessão do Trono
País: Irlanda
Títulos: : Vossa Alteza Real, Princesa Nuala, Princesa da Irlanda, Princesa Herdeira de Mecklemburgo-Schwerin Princesa da Irlanda, Condessa Hanôver, Princesa dos povos irlandeses. Grão- Duquesa de Mecklemburgo-Schwerin.
Idade: 18 anos
Estado Civil: namorando
Informações Adicionais: É namorada do Príncipe Phelipe da Dinamarca
Descrição física: Cabelo Loiro Claro, olhos castanho claro, pele clara, 1,76m
Status: Player By nanda

Nome: Petter Alix Frederico Haus von Hanôver-Mecklemburgo-Schwerin
Posição na linha do trono: 3º na sucessão do Trono (pq é bastardo)
País: Irlanda
Títulos: Vossa Alteza Real, Príncipe Petter, Príncipe da Irlanda, Príncipe de Mecklemburgo-Schwerin, Príncipe dos povos irlandeses, Duque de Dublin. Duque da Prússia.
Idade: 19 anos
Estado Civil: solteiro
Informações Adicionais: Recém formado e vive viajando
Descrição física: Cabelo castanho, olhos claros e as vezes tingidos de loiro, 1,80m
Status: NPC

Nome: Christian Hemsworth Haus von Hanôver-Mecklemburgo-Schwerin
Posição na linha do trono: 5º na sucessão do Trono
País: Irlanda
Títulos: Vossa Alteza Real, Príncipe Christian, Príncipe da Irlanda, Lord da casa Hanôver, Principe Mecklemburgo-Schwerin, Conde de Mecklemburgo-Schwerin, Príncipe de Dublin
Idade: 30 anos
Estado Civil: Solteiro
Informações Adicionais: Ajudou o pai em sua carreira
Descrição física: Cabelo castanho, olhos azuis, pele clara, 1,80m
Status: NPC
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Nuala Ajiha
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Re: Castelo da família Real | Irlanda do Sul/Dublin

MensagemIrlanda [#174747] por Petter Alix Mecklemburgo » 18 Fev 2017, 17:44

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    - Como caralhos deixou o avô fazer isso? Pai... Eles são idiotas, assassinos, egocêntricos... São afundados em suas ideias tradicionalistas e tentaram milhares de vezes mata-la... Agora... Além disso, quer que eles venham aqui?– Meu pai era calmo o suficiente para não se revoltar com a situação. Meu avô tinha boas relações diplomáticas e também não se envolvia. De certa forma, não achava ruim o casamento deles, mas também não achava bom devido a Nova Era de governo da Irlanda. As brigas e revoltas tinham acalmado no país. Muitos dos grupos revoltados tinham aceitado nossos métodos e a escolha do povo. Os raros, sabíamos que estavam unidos tramando algum ataque, contudo, o mundo trouxa estava preocupado demais com os atentados terroristas o que alavancou o patriotismo forçando os contra monarquia na Irlanda, se acalmassem.

    Os refugiados entravam e se estabeleciam obedecendo as nossas normas e costumes. Era nítido ver a calmaria de todos.– Não se estresse Petter.– Dera-me um tapinha no ombro com enorme sorriso nos lábios. Definitivamente ele estava cego. – Petter, imagina você encontrar a garota que você ama, ela amar você mesmo que enfrentem o maior perigo do mundo... Que ela saiba seus defeitos e qualidades... Tudo, mas mesmo assim, permaneça ao seu lado e você o mesmo... Será que só você teria o direito de ser feliz? – Estremeci. Não era minha vida nem a dos outros, era de Nuala e ela nunca se importara com o que fizeram com ela... Ou era burra e ingênua demais ao ponto de ser psicopatologicamente doente, ou não parecia ser uma criatura desse mundo onde todos matam uns aos outros ou se odeiam. – Uma vez, quando a impedi disso tudo, Nuala me dissera que os deuses lhe revelara um segredo. – Franzi o cenho encarando-o:“Qual?”perguntei em sua mente. Mitchell respondeu: “Ela não nos pertence”. Seu sorriso fora de um sentimento profundo e angustiante como se tentasse conformar em perder um dos bens mais preciosos ao mesmo tempo em que o tivesse para consigo. Respirei profundo e parei de bancar o sarnento raivoso. Isso porque disseram que eu era calminho

    No dia do almoço os empregados caminhavam de um lado ao outro, estavam agitados. Nuala estava no seu treino de arco e flecha e as cores da casa Alemã-Irlandesa estavam estampadas nos standarts. Os ministros estavam aprontando-se. Acredito que meus avós se aproveitariam da situação para discutirem política e Nuala para ver Phelipe após um tempo devido os estudos em Hogwarts. Ali todos eram trouxas e tínhamos de manter as aparências. O dia do almoço, foi a data especial para que Phelipe pudesse sair de Hogwart, ou seja, um final de semana.

    Meu pai acompanhou Anthony e Clarice na recepção da Rainha que por algum motivo a velhota quis vir. Os reis que se entendiam juntamente com as rainhas. Conversaram algo que tive o menor interesse, porém os tratei com toda a etiqueta e o vestuário mais forma e ridículo que poderia usar.– Majestades. – Soltei em um tom galanteador e educado. Os pais de Phelipe não pareciam muito à vontade e meus sentidos me diziam que a Rainha da Dinamarca praticamente os obrigara a ir junto. Ela era quem mais apoiava e exigia esse casamento. Meus pais e meus avós conduziram-nos pelo castelo e seguia atrás da comitiva até ouvir a vovó Clarice soltar uma: - Príncipe Petter, por que não leva o Príncipe Phelipe até sua noiva nos jardins?– Seu sorriso gentil forçou-me um pequeno sorriso teatral e uma reverência.– Phelipe, por favor...– Encarei o idiota ruivo e mostrei a direção para os corredores que davam acesso aos jardins.

    Ajeitei meu cabelo levando uma das mãos até as madeixas loiras enquanto encarava a comitiva falsa de asquerosa caminhando castelo à dentro. Virei para o idiota ruivo. – Espero que esteja adorando sua fuga miserável de uma escola.– Pirragueei demonstrando total desagrado.– Tem sorte da sua irmã ter aparecido na última vez.– Ameaçava-o. Sabia que seu jeito santo do pau oco acabaria a qualquer momento. Avancei meus passos para os jardins notando que Phelipe quase que competitivamente seguia-me.– Não é uma ameaça. É uma promessa. Não preciso ameaçar ou intimidar alguém... Apenas faço. – Encarei-o de canto de rosto colocando uma das mãos no bolso da calça tentando conter meu monstro interior.– Phelipe, o imbecil. – Interrompi meus passos próximos aos alvos que ainda estavam postos, mas a presença de Nuala ali. Gesticulei com a mão que estava fora do bolso na altura do meu abdômen para que ele parasse.– Se algum dia, algum fio de cabelo dela sofrer qualquer coisa... Não vai ser seu pai ou qualquer outro idiota da sua família que irá lhe destruir não... – Podia sentir que por entre meus dentes o rosnado da fera irada ecoava. – Despedaçaria você sem sequer perceber.- Abaixei meu pulso fechando as mãos contendo o desejo sobrehumano de socar-lhe.

    Os lábios tocando minhas bochechas cessaram qualquer desejo assassino que tivera na hora. Podia sentir que meu corpo iria se transformar em um monstro mesmo sem precisar da lua cheia. A voz suave e amorosa ecoava pelos meus ouvidos enquanto suas mãos fechavam protegendo uma das minhas. Se ela não fosse minha irmã, certamente me pertenceria. Seria esse o motivo de ódio profundo ao meu ‘cunhado’? Ele a tinha de coração e eu sequer poderia tê-la? Meu coração acalmou quando a mesma afastou lentamente após seu sussurro. Meu desejo era que ela permanecesse ali comigo.– Interrompi algo?– Disse se aproximando do ruivo como uma donzela hipnotizada por um monstro. – Nada. – Respirei profundo contraindo o maxilar e contendo cada veia alta que estava em meu corpo devido o sangue ter esquentado. Não ficaria ali para ver os dois. Eu não aguentava isso. Abri minha mão segurando o pulso esquerdo de Nuala contendo-a levemente de se aproximar demais de Phelipe. Na minha frente não. – Entregues, sobretudo, não é um momento apropriado para procrastinarem. – Indagava ignorando os olhares de Nuala.

Com Phelipe, Nuala, Cecil se quiser \o\
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Petter Alix Mecklemburgo
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Re: Castelo da família Real | Irlanda do Sul/Dublin

MensagemIrlanda [#178375] por Nuala Ajiha » 06 Ago 2017, 20:24

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    A noite chegava igualmente quando Petter estava transformado: timidamente se aproximava.– Crianças, voltem aqui, seu pai vai nos matar! – Gritava para os pequenos em meio à floresta, suas gargalhadas eram ouvidas à distância e sentia o pesar em meu peito por saber que se Phelipe chegasse em casa e visse nossa “molecagem” em tempos como aquele, ele ficaria bravo e preocupado. Havíamos mudado, tínhamos nosso time de quadribol e ao mesmo tempo tínhamos aqueles não estavam satisfeitos ao saber que mais crianças com dons especiais haviam nascido. – Vamos meus amores! – Após horas correndo atrás das mesmas conseguia voltar para casa a tempo de Phelipe chegar do trabalho e de Petter ter sua transformação...- Sim, já jantaram e banharam... – Olhávamos nossos filhos dormirem agarradas à Petter versão lobo que dormia tranquilamente no centro da sala. – Deu pra perceber né? Folgas boas! Quando irá voltar a ter as suas? – O olha de Phelipe mesmo que ainda assustado com a quantidade de filhos, parecia diferente. Não era o mesmo homem influenciado pelo seu pai, mas de um homem livre.


    E tão repentinamente rachaduras apareceram causando uma dor agonizante imensurável, como se aquilo fosse cenas de um espelho mágico que o mesmo quebrava-se em mil pedaços e afundava em um oceano sem fundo. Perda! Morte! Levantei-me em um susto, meu corpo suava e Petter estava na beirada da minha cama. O mesmo me olhava com ternura e carência como se sentisse algo diferente. – Só um sonho.– O mesmo caminhou lentamente e deitou ao meu lado deixando seu focinho próximo á minha barriga. – Ele está bem? – Perguntava curiosa para Petter e o mesmo lambia minha mão.– Foi só um sonho... –Dizia entre sussurros limpando o suor da minha testa.

    Já tinha duas semanas que os enjoos sessaram, as fraquezas e as vontades estranhas. O momento crucial fora quando sentira-me tão cansada e exausta que desmaiara em uma reunião da enfermaria por fraqueza. No dia havia vomitado muito, sentia o corpo dolorido já e até mesmo as poções me causavam enjôos. Após o desmaio, Lidell quem me dera a resposta de uma análise que ela fizera em mim: inchaço uterino, enjoos constantes, sonolência, mal estar, mudança constante de humor... Minhas comilanças exageradas que ela me pegava às escondidas.– De quantos meses? – Perguntei curiosa já imaginando que poderia estar pedindo demais. – Precisa dos exames certos. – Podia sentir-me bem e alegre pelo fato de estar grávida de Phelipe, mas ao mesmo tempo apreensiva por não termos casados ainda. Quando diabos foi que vacilamos nos cuidados?– Irei cuidar, mas não aqui e nem no HBI. –Agradeci à Lidell e tirei o dia para restaurar minhas forças. No dia seguinte expliquei para Petter, pois o mesmo estava tão grudado em mim que já estava irritante e a reação do mesmo não fora de surpresa, era como se ele já soubesse e não quisesse me avisar... O mais irritante de tudo, fora ver que ele e meu pai estavam juntos nessa. Os meus avós? Emputecidos achando que era uma tremenda irresponsabilidade.

    Finalmente conseguira adormecer e quando o dia amanheceu sentia ainda o mal estar no peito, a sensação agonizante de perda. Petter literalmente babava o travesseiro do meu lado, o mesmo estava debaixo da coberta e provavelmente nú por ter voltado à forma humana. Sim... Tinha cerca de quatro meses que todas as vezes que Petter se transformava, grudava mais ainda em mim ao ponto de não me deixar dormir sozinha! Tive de providenciar novas cobertas e lençóis para... Bom... Você sabe, é inimaginável, afinal, é meu irmão, seria vergonhoso só amanhecer com ele nú dividindo a mesma coberta. As férias estavam perto de acontecer e logo contaria para Phelipe da novidade! Pedira quase que implorando para nem ele e nem sua família ficar sabendo da minha gestação. Tomei o café da manhã tranquilamente, pois finalmente tinha sentido que não havia enjoado muito. Já tinha duas semanas que sabia da gravidez de quatro meses. Não tinha desenvolvido muito a barriga porque havia engordado e as roupas folgadas, leves e descontraídas que usava, disfarçavam muito.

    Era, de certa forma, uma gravidez escondida. Seria um escândalo príncipes terem filhos antes do casamento e milhares de coisas, por isso, minha família optou por me forçar e me convencer a esconder algo que havia sonhado tanto. Naquele final de semana, como de costume iria encontrar-me com Phelipe, seria um encontro diferente porque não estaríamos apenas em dois, mas em três, contudo, parecia ter uma carga de ansiedade por termos ficado um tempo sem nos vermos devido a agitação de Hogwarts. Um mês? Um e meio? Lembro-me de disfarçar todas as vezes que nos encontrávamos e que algumas noites apenas dormíamos juntos por tão cansada que estava. Então, aquele final de semana seria especial. Meus avós não estariam no castelo, meu pai e os demais familiares... Apenas Petter que permanecia em seu grude excessivo.

    - Phelipe... – Dizia caminhando pelos jardins e olhando para o chão. Será que deveria contar? – Queria dizer algo antes do almoço... –Sentia medo pela reação do mesmo.– Não sei como dizer...– Apertava sua mão e parávamos de caminhar. O afago de Phel era acolhedor, gostoso, mas será que ele iria parar quando lhe contasse? Novamente sua voz vagou quebrando o nosso silêncio. Encarei-o nos olhos, respirei profundo e não conseguira dizer nada. Sentia um misto de medo, emoção, alegria, tristeza, apreensão... Respirei profundo e retirei as mãos delicadas de Phel do meu rosto, beijei-a com carinho pedindo por um porto seguro e lentamente levei até minha barriga que já tinha um pequeno volume por debaixo do vestido. Apenas os nossos olhares já queriam dizer tudo, principalmente o dele.

    Fomos para o almoço e diferente do combinado, Petter apareceu.– O que foi cunhado, o gato comeu sua língua? Geralmente um homem teria uma postura melhor do que essa quando sua mulher diz que está esperando um filho seu.. Ou será que a premissa de amá-la era realmente de só leva-la para cama?– Petter provocava-o enquanto bebia seu vinho. – Petter! – Soltei brava. Ele não tinha direito daquilo e conhecendo bem o meu homem, ele precisaria de tempo para respirar e aquelas provocações infantis não caberiam para o almoço! Infelizmente, de alguma maneira, sentia uma ponta de insegurança ao ver como Phelipe estava reagindo. – Não! Não me olhe assim! –Bati o copo à mesa sentindo o sangue percorrer o meu corpo e me fazer tremelicar as mãos. Phelipe lançava aquele olhar sério como resposta sem dizer um pio e aquilo parecia ser mais combustível ainda para o almoço ser intragavelmente triste e revoltante.– E você não vai dizer nada? –Encarei Phelipe com o olhar mais fuzilante que poderia ter no mundo, talvez, como dizia meu pai nos últimos tempos, aprendi a dar um olhar que ainda não fizera nunca na vida antes. – Nu... – Petter soltou baixinho como se tivesse sido amansado por um alfa. – O que foi? Quer andar de focinheira agora? –Vociferei nervosa. O mesmo apenas mostrou a carta que estava nas mãos dele endereçadas à mim e apontou para seus olhos. Era fácil de entender aquele gesto. Meus olhos, mais uma vez, estavam marejados. Joguei-me novamente à cadeira. – Phel desculpe. –Soltei respirando profundo sem conseguir encará-lo. Devia desculpas pela cena e pelo visto... Por aquilo. – Não tem com que se desculpar... – Sua voz soou mais calma, porém fria, quase que indigesta como se quisesse vomitar. – Volto já. –Levantei-me rapidamente largando Phelipe e sentindo que Petter me seguia. – Preciso mesmo impor um limite?

    - Nua... – A voz do meu irmão era mansa e calma. Acariciei minha barriga buscando um refúgio.– Não. Estou bem. Vá, o almoço era almoço meu e dele, não tinha nada que você se intrometer... Eu entendo seus instintos aí de lobo, mas contenha-se mais, já tem irresponsabilidade além de sua altura, se preocupe com ela e não me irrite e nem provoque mais o Phelipe! – Soltei brava sentindo um mal estar no estômago e indo rapidamente para o banheiro mais próximo do castelo. E foi aí que tudo começou...

    O líquido vermelho entre minhas pernas escorreu, o mal estar, a fraqueza... As dores absurdas... O elfo doméstico entrando no banheiro e me vendo daquele jeito, podia imaginá-lo chamar Petter. Meu irmão chegava rápido, o mesmo estava espantado, mas parecia fazer algo. – Phel... O almoço... – Só queria estar com o meu príncipe e sequer conseguia sentir há quanto tempo estava ali no banheiro enfraquecida. Petter logo pegou-me pelos braços. – Vamos aparatar.– Não! Vou piorar, o bebê, acho que tem algo com ele! – Dizia em prantos. Meu irmão apenas ignorara o que dissera.– Lamento, mas antes o enjoo por aparatação do que algo pior. Ordens médicas e do meu pai. – Dissera com um tom de voz intensa. – Elof, avise à Phelipe que aconteceu uma emergência, leve-o para onde ele quiser e peça para Visrys comunicar meu pai que Nuala foi para o médico dela.– Foi a última coisa que ouvira meu irmão.

    De repente, estava no quarto, com uma enorme dor no corpo e na barriga, as luzes estavam acesas e a sensação de vazio era enorme. Sentia o gosto anestésico em minha língua como se tivesse tomado algo e quando olhara por debaixo da coberta para o meu corpo, não pude acreditar... Minhas mãos percorreram as proteções cirúrgicas, sentia agora um vazio inconsolável. Segui para o banheiro para observar o meu corpo que havia mudado tão bruscamente, as dores e a solidão. Em choque, chorei a perda de algo que estava começando e que mesmo que fosse com milhares de problemas, o desejo mais profundo meu havia se realizado. Não planejado, não estruturado, como uma falha que veio, mas que aprendi a amar e tão recente compartilhei com Phelipe... Chorei algo que descobrira ter há duas semanas, mas que já existia em mim há quatro meses.

    Algum tempo depois, saí do banheiro sentindo as dores ficarem maiores, mas nenhuma se comparava à dor desse recente vazio. – Phel... –Sussurrei me aproximando lentamente para a cama. Estava de camisola, mais pálida, fraca e com olhos inchados. A recente preocupação dele de problemas políticos e reais acabaram tão rápido quanto um piscar de olhos. Respirei profundo e engoli o choro. Não queria ser a mulher frágil na frente dele. Realinhei minha postura mesmo que aquilo causasse uma enorme dor e voltei para a cama sem encará-lo. –Não sabia que ainda estava aqui. – Soltei baixinho buscando todas as forças que eu tinha para demonstrar que estava perfeitamente bem, mas no fundo... No fundo... Estava destruída.






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carta da tamina que acabou ficando na mesa e ninguém viu:
“Talvez você ainda não saiba, mas precisará de forças para o que irá vir. Estamos muito contentes, mas precisamos lhe alertar do que virá, como nossa maior e mais forte clarividente, os deuses nos mostraram seu futuro, muita prosperidade, muito sucesso entre você e seu marido, porém... E ao mesmo tempo, uma interrupção de todos os seus sonhos. O hoje... O presente, em breve será algo difícil. Minha cara sobrinha, tão racional, amável e cuidadosa não se culpe pelo que virá, não deixe se abalar pelo vazio que irá lhe tomar. A perda de um bebê é natural e pode ser que você pudesse precisar passar por essa provação. Desde já, meus pêsames pela perda e desejo muita força, não se deixe afundar mais que o suficiente. Estamos preocupados com você, não deixe que a tristeza e o sofrimento lhe tome, não escolha o futuro interrompido, escolha o futuro superado e vencido”.
- Tamina Ajiha.
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Re: Castelo da família Real | Irlanda do Sul/Dublin

MensagemIrlanda [#179526] por Petter Alix Mecklemburgo » 12 Set 2017, 22:10

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    Toda história de menininha começa em um lugar muito pobre ou humilde em que sonha em ir morar em um castelo, assim seria a nossa ‘irmã’ adotiva que meu pai iria adotar por agrado à Nuala. Ela era muito nova para ter uma criança e tão pouco passara por um aborto, muito preocupava-me pelo fato de fazer isso como uma substituição de seu luto, sobretudo, a teimosa já dizia seus planos há muito tempo... Até mesmo Phelipe sabia dessa ideia absurda de adotar alguém e para piorar, estava afastada dos encargos reais e do trabalho como chefe das enfermeiras no hospital bruxo de Liesch! Adentrei ao quarto da castanha e lhe dei um beijo na testa em cumprimento. – Nada de receber aquele idiota enquanto estivermos fora. – Referia-me ao meu ilustríssimo cunhado.– E não precisa mais dizer nada, já entendi como se portar e como tratar a Elise, qualquer coisa nosso pai ajuda! – Girava os olhos rendendo-me ao frasco de poção polissuco. O líquido era intragável, mas por uma boa ação de irmão, iria fazer tal sacrifício. Algum tempo depois, Nuala já subia o zíper daquele vestido e...– O ventinho debaixo é bom ne? – Brinquei bem humorado. – Não assuste Elise! Você vai se encantar por ela também! –Fora sua ultima frase após sair com meu pai para o orfanato.

    - Você está linda princesa. – Indagou Mitchell, meu pai em seu tom bem humorado. Rapidamente o velho homem acionou a rede de flu e chegamos ao local mais próximo do orfanato, adentramos em um sedan preto e seguimos pelas ruas até o local. Pela justiça, levaríamos um mês para oficializar a adoção, mas como período de adaptação, ela passaria essas férias conosco e, claro, por sermos realeza, todo aquele trâmite levaria apenas quinze dias.– Bom dia, Sou Mitchell, da Irlanda. – Seu olhar era sério juntamente com sua postura. Algo raro de se ver. A mulher logo notara quem se tratava e nos cumprimentara com uma pequena reverência um tanto tímida. Era Nuala e tal como Nuala, apenas a cumprimentei cordialmente. – Aqui está a autorização legal pelo juiz e todos os demais documentos que ficaram pendentes, como havia dito na ligação, resolvi deixa-los pessoalmente para poder leva-la junto. – Explicara entregando o documento para a moça que ainda parecia surpresa com nossa presença.

    Estar na pele de Nuala era sorrir o tempo todo... Como ela não sentia dor nas bochechas de tanto ficar sorrindo para cativar as pessoas? – Está demais. – Sussurrou Mitchell avisando que meus sorrisos estavam exagerados. Respirei profundo e juntei meus lábios voltando a postura séria. Entramos na sala da diretoria, Mitchell assinou mais alguns papeis, respondera alguns questionários e finalmente recebera a autorização total do orfanato. Era estranho ver todos aqueles trâmites e de alguma maneira, lembrava o passado da Nuala. Ela não estava adotando a criança por ela querer superar um aborto, mas porque seu passado aparentava estar no presente de outra. Muito provavelmente Phelipe não permitiria essa adoção e depois de tornar-se Rainha, seria muito mais complexo do que é hoje até porque o fato da menina não ser irlandesa, também pesava. Nuala parecia estar refém de algo enraizado... Nascera livre, sofrera e agora viveria como uma Rainha tendo que tomar cuidado com sua sombra. Amava minha irmã e por isso me preocupava com ela.

    - Irei chama-la. – A mulher saiu acompanhada de outra e alguns longos minutos depois, a criança entrara na sala da diretoria.– Elise! – Indagara naquela voz dengosa e meiga de Nuala. Meu pai permanecia sentado à outra cadeira, apenas levantou-se quando a criança se aproximara. – Prazer, Mitchell, saudades em vê-la! –Dissera com ternura tal como se dirige para mim e Nuala. Levantei-me e abracei. Era estranho abraçar uma criança pequena, mas né? Tinha de fingir ser minha irmã.– Acho que não te explicaram tudo direito, mas na ida para casa iremos te contar tudo!– Esboçava o melhor sorriso que podia sabendo que Nuala faria muito mais natural e não tão exagerado. – Já pegou tudo?– Dizia caminhando para a saída da diretoria, não queria voltar ali nunca mais e sentia que meus braços estavam dando uma pequena pinicada, eram os primeiros sinais da poção perdendo seu efeito.“Devia ter feito mais forte”. – Pensara para meu pai e o mesmo rira. – Agora podemos ir andando Elise? – Questionara Mitchell pondo sua mão no ombro da garota de maneira mais tranquila.

    A criança saíra da sala primeiro pedindo para esperar, saiu e correu até umas meninas que estavam do outro lado do corredor, as cumprimentou e logo voltou enquanto já nos aproximávamos da saída do orfanato.– Não se preocupe, poderá visita-las sempre e depois poderá convidá-las para nossa casa. – Alegara pegando as coisas de Elise e pondo no carro. Mitchell conversara algo com os diretores do orfanato enquanto abria a porta para que Elise entrasse. – Por favor. – Abrira um enorme sorriso apontando para o interior do carro. A garota passou pela porta, a fechei no estilo gentleman e segui para o outro lado. Mitchell logo entrou no carro ficando no passageiro da frente com o motorista e deixando nos dós atrás. – Não chore não... Não chore... – Lançava uma piscada para Elise e voltava a observar minhas pernas, que agora, cabeludas estavam. Respirei profundo, abri as pernas e escorrei um pouco pelo banco do carro.– Surpresa!!! –Ergui minhas mãos balançando-as e girando os olhos fingindo ser a maior surpresa do mundo.– Não. Não sou Nuala. Sou seu irmão mais velho, Petter. – Lancei outra piscada ao ver que a lateral do vestido rasgava devido o meu corpo.– Cadê as roupas? – Mitchell jogava uma camiseta minha, logo a vestia. Tirando a parte de cima do vestido terminando-o de rasga-lo.
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Re: Castelo da família Real | Irlanda do Sul/Dublin

MensagemIrlanda [#179688] por Elise Marie Bertrand » 17 Set 2017, 17:46

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                Elise achou que não ia suportar ficar as férias todas naquele orfanato. Mal chegara e já queria partir para Beauxbatons outra vez. As meninas que lhe perturbavam estavam mais empenhadas ainda em fazer da vida de Elise um inferno, dessa vez por pura inveja. Elas se questionavam porque apenas a Bertrand tinha sido escolhida para frequentar uma escola diferente e melhor e por isso descontavam toda sua raiva e frustração na garota. O primeiro dia Elise passou com sua única amiga e descobriu que ela tinha feito amizade com duas novatas que entraram logo depois que tinha partido para a escola. Marceline e Amy eram duas meninas legais e logo se juntaram às duas veteranas para brincar e aprontar com os garotos da vizinhança. Elas ignoravam até onde dava as provocações das outras garotas, mas acabaram se metendo em algumas encrencas que resultaram em castigos. A vontade de ir embora dali e voltar para o mundo bruxo ainda estava na mente de Elie, mas a estadia em sua "casa" estava mais suportável.
**********


                Enquanto ouvia música com suas amigas no quarto para fugir das outras que estavam na sala brincando, Elise conversava sobre a escola com as três curiosas. - Ah gente, é uma escola normal, não é nada demais igual todo mundo ta falando. - Disfarçou. Não podia contar muito para não acabar revelando o que não podia. - Eu gosto de lá,me sinto livre. No começo foi um saco, mas acostumei com o pessoal e o lugar. Tem gente chata e esnobe, mas é só ignorar. Eu fiz bons amigos lá, espero que vocês possam conhecer eles um dia. Vão amar a Angel! - disse animada enquanto trocava de rádio para uma em que tocasse rock e não pop.

                -Vê se não esquece da gente por causa dessas meninas ta. Vamos fazer uma promessa: a gente não pode deixar que as chatas nos contaminem e nos levem pro lado delas, não podemos esquecer umas das outras e jamais fugiremos sem incluir as 4 no plano. - Amy propôs colocando a mão à sua frente para que todas selassem o pacto. Elise sentiu um nó na garganta. Ela já tinha passado por aquilo uma vez e não dera muito certo: ela fugira e teve de abandonar alguém que amava pra trás. Exitou em colocar a mão sobre a das amigas, que lhe olhavam com expectativa. Jogando tudo pro alto, ela decidiu que valia a pena e que dessa vez as coisas seriam diferentes. Ela não iria sumir nem abandonar as únicas pessoas daquele lugar com que se importava. Juntou suas mãos e as 4 amigas fecharam o acordo ao som de Everlong "If everyhting could ever feel this good again"...

**********

                Ouvia-se cochichos das funcionárias por todo lugar que se passava. Elise estava ficando curiosa sobre o que elas tanto fofocavam e porque sempre que a viam a conversa cessava. Estava começando a achar que era alguma coisa sobre ela. Checou mentalmente suas ações para ver se tinham descoberto alguma de suas fugas para ir até a pracinha com as meninas ou se a tinham visto escrever as cartas para Pavel e Nuala e as mandando pela coruja que tinha que era dela e de Summer. Pelo que se lembrava nada disso tinha acontecido e ela estava limpa, sem riscos de castigos. Então passou a se esconder e seguir as mulheres que cochichavam.

                -Vão levar ela mesmo? Quantas sorte não é. -Uma delas falou. Elise, que estava escondida atrás da geladeira, podia ouvir com clareza a conversa das duas cozinheiras. -Sim, parece que estão na sala da diretora. A mulher é toda fina... O nome dela é Nu alguma coisa. Pelo que entendi ela é uma princesa! - a outra respondeu enquanto cortava algumas batatas.

                Elise paralisou. Não precisava de incentivo maior. Correu o mais rápido que pôde para fora do prédio, até a janela do gabinete da diretora. Se escondeu no arbusto que já conhecia de tanto que ia ali para espiar o que a mulher fazia sempre que alguém aparecia. Ouviu a voz de Nuala dizendo algo sobre uns documentos e sobre levar alguém. Seu coração batia acelerado, seus sentimentos misturados, pensamentos a todo vapor. Levou apenas alguns segundos para reagir e voltar correndo para o quarto, pulando a janela para entrar e passando pela cama de uma das meninas chatas que gritou consigo. -Ficou louca garota?!

                - Cala a boca. - Disse pra menina e se virou para suas amigas que estavam em sua cama- Gente cadê a Amy? - se jogou no chão para pegar algumas coisas debaixo de sua cama. Abriu suas malas e começou a jogar tudo que tinha dentro delas.
-Não sei, deve estar lendo na sala. O que houve Elie? - Marceline perguntou com uma cara assustada e preocupada. Kate apenas encarava a amiga como se já tivesse entendido o que acontecia.

                - Me passa meu celular por favor Kate. - estendeu a mão para a amiga que estava sentada na cama de Elise. Não recebendo nada em mãos, Elie olhou para ela e a viu com os olhos lacrimejando. As outras meninas que estavam no quarto observavam a cena sem entender nada. - Kate? Não... - foi cortada pela amiga.
-Você prometeu, você prometeu não me deixar de novo Elise! Eu não acredito que você vai fugir sem mim! Você prometeu!!! - falou com raiva já chorando e jogando o celular para a loirinha. Elise logo subiu na cama e segurou a amiga pelos braços.

                - Você entendeu tudo errado! Eu não vou fugir! Não vou te abandonar, eu cumpro minhas promessas bobinha. Eu vou ser adotada! Eu vou embora desse inferno de vez, eu vou embora do jeito certo Kate! - Elie disse com o maior sorriso que a colega já tinha visto em seus rosto. Todas parecem surpresas e sem reação. Elise não tinha tempo para maiores explicações, então continuou a ajeitar suas coisas. - Eu prometo que volto pra ver vocês, não vou quebrar minha promessa. Eu juro gente, de dedinho juradinho. Quem sabe até não dê um jeito de levar vocês comigo, hein. - ela disse já com a mochila nas costas e a única mala pronta. Se levantou e olhou para as duas amigas que com os olhos brilhando esperando que elas lhe entendessem. Marceline lhe direcionou um sorriso choroso e logo a abraçou forte. -Seja feliz Elise, arrasa com todos e volta pra me ver. A gente ainda tem que terminar de ouvir o álbum do Queen juntas. - a garota lhe disse. - Pode deixar Ma! - olhou para Kate que ainda chorava mas agora com um sorriso no rosto. As duas se abraçaram em silêncio e nada disseram. Não era preciso. - Eu venho te ver assim que der. - dito isso ela se virou pra sair.
                -Finalmente paz nesse lugar. - uma das meninas nojentas disse sentada em uma cama perto da janela. Elise caminhou até lá com uma cara brava e chegou bem perto do rosto da menina, que recuou. - Vai se ****** garota. - deu um sorrisinho e saiu. Marceline e Kate a acompanharam.

                Elise encontrou a funcionária que foi lhe chamar na, metade do caminho. - Nem precisa me dizer nada Gertrudes, eu sei. Estou indo. Adeus. - Elie disse passando direto pela mulher que nem se surpreendeu com a atitude da garota e apenas balbuciou um "vai tarde" que Elise fingiu não ter ouvido. - Achem a Amy, quero dizer tchau pra ela. - pediu pras amigas e entrou na sala largando a mochila no chão ao lado da mala. Viu Nuala sentada em uma cadeira em frente à mesa da diretora e a seu lado um homem mais velho. Elise correu para perto deles, sendo logo cumprimentada de uma forma terna e simpática por aquele que se apresentou como Mitchell, fazendo com que Elise se comportasse ao lhe dirigir a palavra. - Prazer seu Mitchell. Sou Elise Marie. - lhe lançou um sorriso imenso. Talvez aquele viesse a ser seu pai e Elise já tinha gostado dele logo de cara, o que era difícil de acontecer. Se virou para abraçar Nuala. - Eles não me contaram nada, eu que ouvi ali da janela alguma coisa e vim correndo. - falou, fazendo com que a diretora lhe lançasse um olhar de repreenda. Elise apenas deu de ombros. Estava indo embora de qualquer jeito. - Sim, ta tudo aqui, nem tem muita coisa mesmo. Eu só preciso fazer uma coisa antes, me esperem. - Elie saiu da sala indo até as 3 amigas que estavam no outro lado do corredor.

                Se jogou em cima de Amy a abraçando. -Sentiremos sua falta Elie. Não me deixa aqui sozinha com essas duas malucas e essas esnobes nojentas. -Amy disse rindo e chorando ao mesmo tempo. As 4 riram e se abraçaram. - Pode deixar. Eu venho ver vocês, nem que tenha que fugir pra isso. Me mandem cartas enquanto eu estiver na escola! Eu escreverei. E a gente pode se falar pelo celular da Kate quando forem as férias. Vocês nem vão sentir minha falta. - Deu um tchauzinho para elas antes de sair do prédio, suspirando e soltando o choro ao qual estava segurando para parecer forte na frente das amigas. Elise sentia seu coração doer muito pois não sabia se conseguiria cumprir sua promessa. Não tinha certeza se poderia voltar ao orfanato, por não saber como Nuala e sua família reagiriam a isso e por não querer jamais pisar naquele local outra vez, mesmo que fosse para ver suas amigas. Percebendo o choro da menina, Nuala lhe garantiu que poderia visitar as amiguinhas. Elise se sentiu aliviada e acabou chorando mais ainda. Demorava a sucumbir às lágrimas e quando o fazia, era difícil parar. Ainda chorava baixinho quando se sentou no carro. Olhava para suas mãos juntas em seu colo e ao olhar para a adulta que falava consigo a seu lado viu pernas cabeludas saindo do vestido. Estranhou. Nuala não tinha pernas assim. Limpou as lágrimas e começou a perguntar o que estava acontecendo e se surpreendeu ao ver um homem barbudo no lugar onde segundos antes estava a princesa.

                - Carai! Você não é a Nuala!! Quem é você?! - disse mais alto do que pretendia, arrancando sorrisos de Mitchell e do rapaz ao seu lado por sua expressão facial. Peter se apresentara e Elise ficou pensando no que ele disse. "Seu... ele ta querendo dizer que é irmão da Nuala, ou que é meu irmão agora? Quanta confusão.!"

                Durante o caminho Peter e Mitchell explicaram a situação para Elise. Disseram que a ideia de adotá-la tinha sido de Nuala, mas que esta era muito nova para fazer algo do tipo, por isso Mitchell havia tomado as providências em seu lugar há algum tempo atrás. Elise questionou o porque de Nuala não lhe ter dito nada e eles disseram que ela queria fazer-lhe uma surpresa.
-E outra... Quando for falar com as realezas faça uma leve reverência, principalmente com Nuala. Não todas as vezes, mas quando eles estiverem na sala do trono ou em algum momento ‘oficial’. Infelizmente existem alguns protocolos, mas aproveite bem e desfrute da liberdade. - Peter lhe disse enquanto terminava de vestir suas próprias roupas.
- Ta ne. Odeio isso mas acho que tenho que me acostumar. Ah, você fica beeeeeem melhor nessa roupa que de vestido, só pra constar. Vai por mim. - Elise brincou um pouco com o rapaz que parecia ser bem tranquilo. Liberdade era algo que ela podia entender e que apreciava mais que tudo.

                Continuaram contando para a menina coisas sobre a vida no castelo, comportamento e como seria a rotina dela. Pararam apenas para pegar uma chave de portal, coisa que Elise também odiou, não mais que aparatação porém. Aquilo ainda era a pior coisa que tinha experimentado. Quando chegaram ao castelo, Elise ficou deslumbrada. O lugar era imenso e a construção de aparência antiga encantou Elise, que saiu correndo na frente para chegar perto da torre que via. Passou a mão nos tijolos admirada e logo voltou correndo para perto de MItchell. - É aqui que eu vou morar? - perguntou animada, recebendo um aceno de cabeça e um sorriso como resposta. - Que máximo! Aposto que tem muito lugar pra explorar. Vou andar aqui tudo. -ela disse rodando.
-Aposto que sim, mas que tal ver Nuala primeiro? Ela está ansiosa à sua espera. Vamos? - ele disse colocando a mão no ombro de Elise para ver se continha a agitação da garota. Foram caminhando e Elise permaneceu calada observando o local onde seria seu novo lar. - Seu quarto ficará no mesmo andar da Nuala, achamos melhor assim. Espero que goste do jeito que o arrumamos. Me falaram que você gosta muito de música. Coloquei algumas coisinhas pra você por lá. - ele disse com um sorriso simpático e divertido. "Acho que vou gostar desse cara." Elie pensou.
                Quando chegaram ao quarto de Nuala, Elise correu para lhe abraçar, mas com cuidado. Não sabia o que ela realmente tinha. - Dessa vez é você mesmo ne? Não quero ver pernas cabeludas na minha frente tão cedo! Você me deu um susto! Devia ter me contado antes! Como está? Me falaram que você não ta muito bem... - Elise perguntou se sentando na cama. Lembrou-se depois do que Peter havia lhe dito sobre a reverência. - Ah, preciso fazer aquela coisa de reverência agora ou só quando estivermos em público? - perguntou olhando para Mitchell e Nuala.

                -Não Elise, só quando estiverem diante de pessoas ou em alguma ocasião oficial. Bom, vou deixar vocês a sós. Bem vinda outra vez menina. - se despediu com uma piscadela a qual Elise retribuiu co um sorriso genuíno.
- Eu adorei esse cara! Ele é seu pai né? - Elise perguntou. As duas começaram a conversar e a pôr o papo em dia. Se empolgavam em alguns momentos e acabavam mais rindo que tudo, principalmente quando Elise contava de suas travessuras no orfanato ou com o Miseráveis, mas também falaram de assuntos sérios. Nuala conversou consigo sobre sua situação e principalmente sobre como seria a vida de Elise dali em diante, como um membro da família real. Contou-lhe sobre as responsabilidades e sobre a postura que a pequena deveria ter diante de algumas situações e principalmente de como deveria tomar cuidado com sua segurança. Elise não gostou muito da parte em que deveria ter ainda mais aulas para aprender Irlandês, postura, entre outras coisas as quais teria de fazer, mas não tinha escapatória, era parte de sua nova vida e, como a própria Nuala lhe garantiu, logo a pequena veria os benefícios que isso lhe traria.

                Depois da longa conversa, Nuala a levou para o quarto que seria de Elise e a deixou a vontade para se acomodar. A menina ficou um bom tempo apenas sentada na cama observando tudo sem acreditar no que estava acontecendo consigo. Era tanta felicidade que precisava por isso pra fora. Pegou seu celular, barato que tinha ganhado de uma daquelas matronas do orfanato, e tentou ligar para Pavel. Precisava contar tudo para seu namoradinho e sentir em sua voz a felicidade que sabia que ele sentiria. Se não desse certo, ela lhe mandaria uma carta.
                - Pave oppa! - cumprimentou com a velha zoação que Lissa lhe ensinara - Você não vai acreditar no que aconteceu hoje!...

Com:Petter, Mitchell, Nuala, npcs do orfanato
Citados: Angelique e Miseráveis, Pave Mozão.
Off: gigante por motivos de ser o posta mais esperado por esta offa. Não sei se ficou tão bom quanto eu queria, porém... ta ai, Elise na Irlanda \0/ aberta a interações.
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Re: Castelo da família Real | Irlanda do Sul/Dublin

MensagemIrlanda [#179949] por Elise Marie Bertrand » 24 Set 2017, 11:41

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                      Elise estava em seu quarto no castelo em Dublin. Estava entediada. Petter tinha saído para algum lugar e Nuala e Mitchell tinham ido a um evento. Elise teria uma aula particular de etiqueta e postura e não queria ficar atoa antes das horas de tortura (é fato que ela desgostava das aulas, mesmo tendo um bom progresso segundo o professor), por isso ela procurava o que fazer. Já tinha conversado com o pessoal da cozinha, com o jardineiro que regava as flores do jardim dos fundos do Castelo e até mesmo tinha andado pelos corredores procurando algo de interessante mas nada chamara tanto sua atenção e no fim ela voltara para seu quarto.
                      Ela queria conversar, saber das novidades de todo mundo, dos Miseráveis, dos amigos que fizera em Hogwarts, de Pavel. Sentia saudade do lufano e se perguntava como estava sendo seu início de férias. A última vez que se falaram foi no dia em que Elise chegou ao castelo quando ela ligou para lhe contar tudo. A reação dele tinha sido um pouco estranha, o que fazia Elise pensar se ele tinha se preocupado com o fato de ela ter sido adotada pela família real da Irlanda. Era um baque, ela sabia, até mesmo para si quando descobrira. Ela só não via motivos pra ele se preocupar. Na cabeça dela não era como se fossem impedir os dois de se ver ou algo do gênero.
                      Como estava pensando muito no rapaz, resolveu tentar ligar para ele outra vez. Não sabia que horas seriam na Rússia ou se ele estaria lá, apenas cedeu à vontade e discou seu número iniciando uma chamada de vídeo. Deixou o celular apoiado no travesseiro e deitou de barriga pra baixo, apoiando os cotovelos no colchão macio e o queixo em suas mãos. Demorou um pouco para que atendessem à chamada e não era bem quem Elise esperava.
                      -Lissa! - ela quase gritou ao ver a loira pelo aparelho.
                      - Eliiiiiiise! - Ela respondeu com um grande sorriso. - Você agora só quer saber do Pavel, pra falar com você, preciso atender o telefone dele. - Fez um biquinho, fingindo estar magoada.
                       -Até parece - rolou os olhos - É porquê sempre que eu ligo tenho que desligar logo pra fazer alguma coisa. - bufou pra mostrar indignação - Mas me diz, como estão as coisas? - Elise perguntou se animando. Sentia falta de Lissa também. Passara muito tempo com ela , Pavel e JJ em Hogwarts, principalmente por sempre estar com o lufano pra espantar as Pavelovers (apelido que as meninas loucas deram pra quem era fã do Pavel).
                      -Sei, sei...- Lissa riu - Tá tudo bem. O Sr. Bola de Neve adorou a casa nova dele e o JJ vem aqui quase todo dia. O Pavel tá tomando banho, mas ele já vem. - ela comentou enquanto caminhava até o quarto do rapaz - Amanhã vamos visitar uma amiga na Inglaterra. Você quer ver como é o quarto dele? Olha só como é organizado.- Ela mudou a câmera do aparelho, passando a usar a traseira e mostrar o quarto, abrindo as gavetas e as portas do guarda-roupa.
                      - Mostra,mostra! - Elie olhava tudo procurando um defeito, algum a coisa fora do lugar ou até mesmo algo escondido - Tem que ter alguma bagunça Lis, ele não pode ser perfeitinho assim. O quarto do Petter é cheio de coisinhas dele espalhadas e desorganizadas. Deve ter algo assim aí no do Pave. - ela falou se animando e vendo tudo enquanto a amiga filmava o quarto do irmão.
                      -Naaah, eu já procurei e não acho nada, chega a ser chato. Olha isso. - a lufana apontou para as camisas organizadas por cores nos cabides. Elise riu. Aquilo era organização demais pra uma pessoa.- Mas eu posso bagunçar pra gente poder se divertir um pouco. - ela começou a jogar as sandálias pelo quarto, subiu na cama do irmão e começou a pular, se deixando cair sentada na cama, depois de toda a bagunça feita. Em seguida se deitou, e ficou filmando a porta do banheiro, ao perceber que Pavel estava destrancando a porta.
                      - Hahahahaha ele organiza por cores cara, não creio! - Elise soltou altas risadas e pegou o celular pra se sentar encostada na cabeceira da cama - Ele é completamente bom moço. Aff. - era bem do feitio do rapaz fazer isso. Elise só pensava como ele podia ser tão certinho e tão legal ao mesmo tempo e em como ela foi gostar logo de alguém completamente o oposto dela, a bagunça em pessoa. Ela riu mais ainda quando a imagem no celular mostrou sapatos voando e logo em seguida ficou trêmula pelos movimentos da menina do outro lado da linha.
                      - Ele vai ficar muito bravo hahahahaha ain Lissa, você é das minhas, bagunça mesmo. - a câmera agora focava em uma porta e Lissa parecia quieta. Quando a porta abriu, Pavel saiu de lá só de bermuda, sem blusa. Elise estava prestando atenção no que acontecia ansiosa pra saber porque Lissa focara ali, mas não esperava vê-lo, ainda mais daquele jeito. Ela ficou olhando pras gotinhas de água que conseguia ver escorrendo e ficou com tanta vergonha que colocou um travesseiro na frente do rosto. Só tinha ficado daquele jeito diante de Nuala, quando esta tinha lhe explicado o porque de ter adotado Elise, e de Petter, na vez em que ele se irritou e acabou provocando ela.
                      - Hey, que barulho todo foi esse? O que você tá fazendo aí? - Pavel perguntou enquanto enxugava os cabelos com uma toalha. Elise afastou o travesseiro um pouco pra poder observar.
                      -Nadinha- mentiu Lissa. - Eu estava entediada e resolvi ver o que você tava fazendo.- A câmera do celular continuava apontando para Pavel que parecia não ter noção de que Elise via tudo.
                      -Então da próxima vez, vá pular no quarto dos nossos pais ou no seu. Bagunçar o quarto das pessoas não é diversão, Lissa. - Repreendeu a mais nova, apanhando as sandálias que ela havia espalhado pelo quarto.
                      -Dá oi pra noona, Pavel.- Ele olhou para direção da irmã sem entender nada -Eu estou falando com a Elise, ela tá te vendo agora. Dá um tchauzinho pra ela, tá toda envergonhada porque tá vendo você sem camisa.- A russa caiu na risada e Elise tirou o travesseiro do rosto e ia dizendo algo, mas Lissa fez sinal para que ficasse em silêncio.
                      -Para de brincadeira, Lissa. A Elie só vai ligar mais tarde. E me dá aqui esse celular. Você já aprontou demais. Sempre que você mexe nele, enche de bobagem.- Ao pegar o celular da mão de Lissa, ele se deparou com a imagem de Elise na tela.- c******!! - a menina não podia ver muita coisa pela tela pequena, mas riu da reação do namorado.
                      -Elie? - Pave perguntou, ainda sem acreditar no que via. Elise deu um sorriso tímido. Ao se dar conta do que estava acontecendo, Pavel soltou o celular em cima da cama e correu para vestir uma camisa. Lissa aproveitou para pegar o aparelho novamente e continuar filmando o irmão, que a essa altura estava com os cabelos pretos de raiva e de vergonha e apenas deu um grito com a irmã. - Lissaaaa!!!

                      - Tchau, cunhada. Acho que meu tempo acabou. - a menina mandou um beijo para Elise, deixou o celular na cama e saiu saltitando pelo quarto em direção à saída.

                      Elise riu do "cunhada" e sentiu-se um pouco mais normal. Lissa tinha ido embora e Elise tinha a visão apenas do teto do cômodo até que Pavel pegou o celular, envergonhado. - Sinto muito por tudo isso.
                      Elise sorriu e balançou a mão pra dizer que estava tudo bem. - Não vai descontar nela hein. Ela só tava conversando comigo. Não tinha como saber que você ia sair todo lindo do banheiro. - Elise falou para amenizar as coisas pro lado da irmã do lufano. Não queria que ela se metesse em encrenca. E realmente, nem Lissa nem Elise esperavam que algo assim fosse acontecer. Pelo menos ela tinha visto um lado inédito do rapaz.
                      Ele riu com o elogio, e pareceu recobrar a confiança aos poucos, voltando a soltar o sorriso que Elise gostava. -Isso não devia ter acontecido, mas se você continua gostando de mim, então tudo bem. - Pavel se sentou na cama, encostado na cabeceira. Elise tinha voltado ao normal e já estava deitada no travesseiro que antes tampava seu rosto.- Como é que você tá? Aconteceu alguma coisa?
                      - Agora já foi, pelo menos eu sei que você fica legal com cabelo escuro haha. Eu to bem. Ia mesmo ligar mais tarde, mas hoje o almoço vai ser na hora certa porque tem a vó da nuala que vai comer com a gente. E eu queria muito falar contigo - tentou se explicar por ter ligado mais cedo. Ainda estava guardando na memória a imagem de um Pavel com vergonha, sem camisa e de cabelos pretos. Era bonito demais para simplesmente esquecer. Talvez até fosse desenhar isso mais tarde. - A Lissa falou que vocês vão visitar uma amiga amanhã. Me conta mais! - Elie perguntou.
                      Depois disso os dois ficaram conversando sobre vários assuntos até que alguém viesse chamar a menina para almoçar. Antes de desligar Elise avisou que iria junto dos amigos para a turnê da banda do padrasto da Angel e que não sabia quando ia poder ligar pra ele de novo, que teriam que se falar mais por mensagens. Pavel pareceu aceitar numa boa. Quando estava colocando a roupa que a governanta lhe disse ser mais apropriada, Elise ouviu o toque de mensagem recebida é se jogou na cama pra pegar o celular. Enquanto saía do quarto e descia as escadas ela lia a mensagem que Pavel tinha mandado. "Sinto sua falta :c fique bem e boa viagem." Elise riu e chegou à mesa ainda com o sorriso no rosto. Cumprimentou todos e, discretamente, digitou uma resposta. "Eu também sinto <3".
                      -Hey pirralha, isso não é hora nem lugar pra falar com seu namoradinho. - Petter, que estava sentado ao seu lado, sussurrou pra ela. Ela fez cara feia pra ele pelo tom de deboche que ele usou, mas logo guardou o celular. Afinal, ainda tinha que ser a boa menina até ter certeza que não iriam se desfazer dela.
      Off: Esse post pertence a um arco diferente do post anterior.
      Postando pra acalmar os corações de pavelise shippers (vulgo eu e Maya Mozi). Falas combinadas e autorizadas pela Maya.
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Re: Castelo da família Real | Irlanda do Sul/Dublin

MensagemIrlanda [#181049] por Chris Mecklemburgo » 30 Out 2017, 07:18

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    O que podemos chamar de lar quando até mesmo as paredes dos castelos não nos pertencem? Era incrível como minha família se sentia à vontade morando em um lugar daquele ao invés de Saints na Grécia. Muito melhor os gregos que os Irlandeses. As revoltas contra monarquia haviam acalmado mais e por isso, tivera algum tempo para poder divertir entre as ruas sombrias de Dublin. Um pouco de Carla, Anna e até mesmo algumas estrangeiras latinas que tinham um belo gingado para poder me divertir. Aí você se pergunta: se estava tudo bem, trabalhando, gozando e bebendo, por que diabos teria de voltar para a realidade familiar? Dois fatos: Nuala precisava de uma visita e queria conhecer minha nova sobrinha, Elise. Não julgando-os, mas pareciam ter aderido ao tapa buraco para ajudarem a jovem princesa a lidar com um luto tão grande e, não seria nada honrável da parte deles a iludirem por algo tão sério. A garota não tem culpa de nada.

    - E aí sarnento! Fugindo dos carrapatos? – Cumprimentara Petter com um estrondoso encontro de mãos másculas e boas trocas de sorrisos. Desde sua transformação em lobisomen, Petter ficara mais instável e por esse motivo, lhe designara poucas missões em que precisava de mais ‘virtude da paciência’. – Cuidado, a pequena não sabe disso. –Concordara com um simples aceno com a cabeça. Mais sábio ela não saber mesmo, sobretudo, sua frase já entonara certo carinho e conseguira acalmar meus instintos por um momento. Ele não estava brincando. Estava levando à sério. “Quem é vivo, sempre aparece. Cansou de ser o derradeiro da Irlanda?”. Mitchael dizia em minha mente mantendo sua distância precisa: no topo das escadarias para não levar um abraço de urso que lhe sufoque! “Apenas vim investigar algo”. Explicara.“Não precisamos ser investigados pelo próprio membro da família, precisamos? Não acha um pouco indelicado?”. Dera de ombros murchando os lábios deixando bem claro que não me importava com aquilo. “Estamos levando à sério”.Sua frase não me acalmara, mas sua expressão facial ainda pareceu tentar me comprar algo.

    - Onde está a garota e Nuala? –Questionara à Petter que logo apontara para seus quartos acima das escadarias. É, muita coisa tinha mudado desde a minha saída. Respirei profundo entregando a mochila ao servo sarnento e segui escadas à dentro atrás de Nuala. Duas batidas à porta e finalmente a voz atrás surgira. – Já vai! – A expressão de surpresa da sobrinha era indescritível. A mesma passara por muitos sofrimentos e mesmo que tentasse lhe proteger, parecia ser uma tarefa árdua e difícil. Agora ela parecia bem. – Oi peque... – Os braços quase que chorosos cortaram a fala forçando meus pés a montarem uma base para não cair. – Também senti sua falta. –Abraçava sua cintura deixando-a me apertar. As imagens de Nuala ter sofrido uma maldade sem igual vinda de Andrew ainda me deixava cicatrizes. Para ela não. Ela havia se recuperado e até mesmo bem... Mas... Eu... Meu sonho um dia era matar Anthony e Andrew por tudo que fizeram contra a garota.

    - Não são modos de uma princesa sair abraçando as pessoas por aí. – Alertara sobre os milhões de protocolos que a mesma quebrara enquanto a governanta-dama já se aproximava. Suas mãos puxaram meus pulsos e logo o corpo ao passar da porta, a mesma fora fechada. Mais uma vez seus braços vieram fortes seguidos de algumas lágrimas. Respirei profundo apenas abraçando-a e deixando suas lágrimas falarem por alguns minutos de silêncio. É. Ela havia sofrido muito com tudo isso. – Ao menos o imbecil veio aqui ser homem o suficiente? – Grunhia contra Phelipe. O rapaz até que era aceitável, mas ainda assim, estava desconfiado.– Desculpe, mas não vou me desculpa. – Sua frase apenas de: para eu o amo! Respondera tudo. – Imagino que não tem sido fácil... Lembra quando você era pequena e quando aconteceu aquilo tudo, você me disse que seriam novas marcas de guerra? – Relembrara a época em que a mesma fora violada. – Não era o momento certo para vir. Ainda não casaram, não tiveram N variáveis protocolais e... Ainda não está madura para tanto. – Explicava em uma maneira de acalmá-la racionalmente.– Mais uma marca de guerra que vivera durante sua existência no mundo. Você tem um propósito maior... Agarre-se nisso! –A consolara.

Renascendo das cinzas novamente!
e assim inicia um novo ciclo
- accio
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Re: Castelo da família Real | Irlanda do Sul/Dublin

MensagemDinamarca [#182507] por Phelipe Schleswig » 09 Jan 2018, 12:12

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    A expressão de insatisfação no rosto de meu pai era clara desde que entramos no jatinho trouxa na Dinamarca até o passeio de carro pelas ruas de Dublin, e de certa forma incomoda, embora ele optasse por não pronunciar qualquer palavra. Ele não falaria contra as ordens da rainha perante um súdito ou qualquer um que não fizesse parte de seu pequeno círculo manipulado, mas seu nariz retraído, olhos frios de tom azul gelo e lábios tensos e pressionado um contra o outro eram suficientes para demonstrar o seu orgulho ferido. Expressão que, de certa forma, me fazia sentir um prazer quase cruel. Um prazer de alguém que tinha vencido, embora as consequências daquilo ainda me fossem fatos desconhecidos por hora. Ou, ao menos, que preferisse ignorar.

    - Parece que eles reformaram o palácio. - Anunciou a mulher ruiva completamente adornara por joias, com sua expressão apática e sem interesse e olhos verde esmeralda. Ao menos a nova monarquia não mora em um casarão caindo aos pedaços, embora ainda me pareça horrível. Podia traduzir, embora também não parecesse querer discutir, enquanto indicava a minha mãe onde ficava cada coisa quando o carro preto da embaixada da Dinamarca atravessou o portão. Para falar a verdade, estava ansioso em rever Nuala após tanto tempo, mas, do mesmo modo, não o demonstrava. Era um príncipe, não era adequado mostrar fraquezas, ao menos não ali, ou na frente do motorista e dos meus pais, afinal, ainda tinha esperança que papão notasse minha incrível superioridade perante Andrew. Embora o plano de torná-lo incapaz antes de meu casamento, ainda soasse mil vezes mais interessante

    Um minuto, dois. Isso foi o suficiente para que cruzássemos o jardim e para que o carro parasse. Alguns guardas nos aguardavam ali na entrada para nos levarem até o rei Irlanda e, em uma reação quase automática, eu me vi ajeitando o terno de qualquer amassado (que por si só já estava perfeito) antes de sair a porta. Mas não a tempo suficiente para que o braço da mulher agarrasse o meu com uma força e agressividade que não se esperaria de uma princesa. -Phelipe, tome cuidado com os “cachorros”, sabe como não gosto quando brinca com eles. - Ou quando está aqui, completava mentalmente.

    Claro que a palavra cachorro naquele contexto tinha mais sentido que para os trouxas, e eu ali sabia completamente disso. Mas cães normalmente temiam os leões, mesmo que fossem lobos, e minhas garras eram tão afiadas quanto às de um. Se Petter resolvesse me ameaçar de alguma forma, bem, eu voltaria a derruba-lo na merda de onde ele nunca devia ter saído. - Então não deveria ter me dado um Galgo, alteza, acredite, estou seguro, sei colocar disciplinar cães vira latas. - Sussurrei por fim, antes de me desvencilhar do aperto preocupado de minha mãe (mesmo que ela tivesse razão sobre a infestacao de pulgas) e me recompor perante meus seguranças, o motorista e os funcionários de minha princesa. Exibia um sorriso aberto, amigável e educado na face como era adequado a um príncipe e uma postura perfeita e superior, nada sairia dos planos naquele dia, muito menos qualquer fio de cabelo ruivo.

    Ou assim esperava antes de ser recepcionado pela família real de minha noiva e ser obrigado a cumprimentar educadamente e com um sorriso falso o bastardo cachorral, engolindo o orgulho momentaneamente perante o insulto que a simples presença daquele ser ali representava por si só. Petter… Eu realmente nunca suportará o meio irmão de Nuala, embora seus modos realmente não fossem o problema. Desagradável, inconsequente, um bastardo arrogante que não sabia o seu lugar ou sua posição e, como se não bastasse, eu ainda reconhecia aqueles olhares que ele dava para ela. Olhares desejosos, cheios de volúpia e que, de nenhuma maneira, tentavam disfarçar qualquer espécie de segundas intenções para dar lugar a uma relação fraternal, se é que eles realmente eram irmãs e a mãe do menino simplesmente não era uma rameira que enganara o Michael para dar um golpe do baú. Pela cara de paspalho que o meu futuro sogro exibia, eu não fazia objeções quanto a essa possibilidade.

    De qualquer forma, quaisquer que fossem minhas diferenças ideológicas ou pensamentos pessoais, nada eu apresentei. Phelipe Vincent, como o esperado, era um príncipe perfeito e, portanto, seguia o protocolo e todo o teatro de cortesias com uma precisão invejável e digna de um Oscar ou uma coroa. Que se completou com a liberação da rainha Clarisse para uma conversa entre “adultos” e comigo sendo levado pelo traste até uma princesa. Ou melhor, por uma quase corrida de passos rápidos onde nenhum deixava o outro andar na frente. E que deixava cada vez mais evidente, minha superioridade quanto a ele. Não só em velocidade, mas também em elegância dos passos, altura, beleza e em como aquelas roupas caiam melhor em alguém com real sangue azul.

    Eu era tão superior que quase chegava a ter pena… Quer dizer, não exatamente, tinha mais misericórdia, o que quer dizer que ofereceria tranquilamente a Petter dar-lhes um tiro no coração para que sua insignificância pudesse ter a honra de ser apagada, sentimento que ficava mais forte a cada uma de suas provocações. - Ao menos eu me formarei nela ao fim do ano, diferentemente de certos vira latas que fugiram da carrocinha e da escola. - Soltei em um quase sussurro dilatando veneno, embora mantivesse minha expressão completamente de calmaria. - Falando nisso, não deveria me ameaçar, pode acabar causando uma crise internacional e quebrando o coração de sua futura rainha. - Ou poderia acabar acordando o meu pior lado e aquilo não seria nada bom para ele.

    Mas, voltando a Nuala, ela estava logo ali à frente, linda como sempre e com um arco e fecha na mão. Embora ainda pudesse notar alguns desvios em sua postura que minhas aulas no passado ou Lilith não puderam corrigir, ainda assim ela era uma perfeita princesa. - Minha Bela princesa… - Lhe cumprimentei com a volta do sorriso gentil e uma quase referencia, enquanto ignorava as provocações rudimentares do bárbaro e concentrava apenas em coisas importantes como a menina e menos em tufos de poeira em formato de lobo.

    Já haviam semanas que não a via e eu realmente queria um momento à sos e longe do embuste. E, embora meus hormônios adolescentes desejassem um encontro em um local mais reservado, um passeio no jardim sem o fator extra, por hora, me era suficiente. O ar da Irlanda era agradável naquela época do ano e não tão chuvoso quanto o feio céu nublado escocês, e as flores pareciam florecer bem mais do que da outra vez que estivera ali, e sem toda aquela neve gelada as cobrindo. Nuala, no entanto, parecia mais calada do que o habitual. E, com certeza, aquilo não se devia ao fato de recentemente ter se tornado princesa da Irlanda ou ao estresse que aquilo por si só significava na “garota quase selvagem” e risível que conhecera sete anos atrás na casa da minha prima. Era tarde demais para se lamentar por esses fatos, ainda mais quando tinha “o melhor dos melhores” naquele tipo de coisa ao seu lado.

    Se lhe fiz perguntas? Não exatamente, a princesa irlandesa tinha o seu próprio tempo e não era adequado a um príncipe ficar negando-lhe raros momentos agradáveis em troca de discussões inúteis. Portanto, eu apenas mantinha minha mão presa firmemente a dela, mantendo a compostura para não demonstrar preocupação. Aquela poderia ser uma fraqueza aos olhos errado e, levando em conta a monarquia recente no país, algo assim era o que menos minha noiva precisava. Eu, como seu príncipe e alguém mais experiente, deveria usar uma máscara duas vezes mais forte.

    Mas, uma hora, o silencio simplesmente foi quebrado quando tensa, ela apertou minha mão dizendo que tinha algo a contar. Claro que senti uma sensação ruim, aquelas coisas não eram boas, principalmente quando Algo era Desconhecido até a mim, mas, por hora, havia decidido nada dizer ou demonstrar, virando em sua direção e acariciando suavemente sua bochecha enquanto a encarava com um olhar intenso. - Fique livre para me contar tudo o que lhe afligir, minha princesa, sempre estarei ao seu lado.

    Aquelas eram palavras doces, compreensivas e bem ensaiadas. Palavras que saiam quase naturalmente de meus lábios, embora a gentileza daquele momento fosse completamente genuína. Palavras e sorriso que logo tenderiam a desaparecer com seu próximo gesto, quando minha mão tocou o volume de seu abdome e meus olhos verdes se fixaram ali vendo uma surpresa nada agradável e nem bem vinda. - Não, isso não pode... - Soltei sem conseguir conter muito bem o olhar de quase aversão e negação que substituiu a calmaria quando me afastei um passo dela em uma reação involuntária e automática.

    Não, não, não. Aquilo não podia acontecer. Tínhamos tomado todos os cuidados possíveis? Não é? Sabíamos as consequências e fizemos de tudo para algo assim não acontecer. Não podia ser verdade. Uma das coisas mais inadequadas que poderia existir seria um filho naquela situação. Sem casamento, observados por todos. Uma macula no meu sapato que poderia manchar toda minha reputação tão cuidadosamente construída durante todos aqueles anos e que poderia me empurrar para a desgraça total. Afinal, escândalos maculavam a tudo que tocavam e, algo tão grave assim poderia gerar não apenas minha deserção por opinião popular, quanto a de Nuala e qualquer chance de que eu colocasse uma coroa sobre meus cabelos rubros.

    Portanto, não era surpresa que apresentasse aquele olhar, embora segundos depois eu me esforçasse para fazê-lo, soltando um: - Não se preocupe, vamos resolver isso. - como forma de estancar a tristeza que começaram a surgir em seus olhos, e suas lágrimas assustados, que, como um cavaleiro estiquei um lenço para limpar, antes de voltarmos a caminhar de mãos dadas no jardim. É verdade que depois disso qualquer vontade ou humor para falar que eu tivesse havia sido suficiente suprimido, a ponto que agora eu só dirigia monossilabos para a menina. Mas de certa forma, eu estava bravo comigo mesmo, não com ela. Com o cachorro treinado que deveria ter cumprido com suas responsabilidades primeiramente e a protegido prioritariamente e, que agora seria obrigado a tomar medidas mais drásticas para corrigir aquele erro. Medidas que Nuala não iria gostar muito mas que seriam necessárias para protegê-la, mas sobre as quais pretendia conversar só mais tarde. Era ideal que, no momento oportuno, para não ganhar seu ódio, eu estivesse no Máximo controle de todas minhas faculdades mentais possíveis.

    Mas esse momento não apareceu antes do almoço, e, tão logo eu sentei e esperei Nuala se servir e começar a comer, dirigi meu olhar silenciosamente para o prato, e então pelo ambiente sem nada falar, tomando cerca de cinco taças de vinhos seguidas sem perceber quando essas eram enchidas ou não pelos empregados. Seria o ideal que ela não visse o meu olhar ou meu estado de conflito e, como uma princesa, ela parecia preferir não perguntar, embora não possa dizer o mesmo de seu irmão selvagem e suas provocações que quase me fez soltar os talheres para puxar a varinha a fim de jogar uma maldição no insolente.

    O que aquele mentecapto dizia afinal? Era exatamente por que a amava que estava ali e daquela maneira? Se não a fizesse jamais teria pedido ajuda para Lilith e para vovo. Se não a amasse não estaria ali e, definitivamente, ela nunca alcançaria o futuro que tinha pela frente. Meu filho, ele dizia? Não me faça rir. Uma futura rainha não precisava dar à luz a bastardo, principalmente em uma monarquia nova e frágil. E uma criança como real não precisava nascer naquelas condições. Se ele estava se doendo por que ninguém ali traria uma aberração como ele no mundo? Aquilo era uma noticia feliz, embora não fosse gritar meus pensamentos, apenas o olhando com um olhar severo e desprezo. Aquele ali que não viesse a colocar ideias malucas na cabeça da menina.

    Mas, a princesa pareceu pegar as rédeas da situação, entrando no meio da discussão com o irmão e até chegando a me dar um olhar fuzilante. Talvez porque eu realmente continuava a dirigir olhares nada amigáveis para seu irmão e dirigir-lhe insultos silenciosos. Mas ao fim, ao menos, ela colocou ele em seu lugar. – Não tem com que se desculpar... – Lhe sinalizei de forma calma embora ainda mantivesse ainda um pouco de frieza, enquanto continuava a encarar o “irmão” e tomar mais vinho. Precisaria desse para me preparar para o resto do dia. Só ainda não sabia o quanto.

    ***

    O quarto de Nuala estava mais silencioso que mais cedo com todo o burburinho e aquele entra e sai de camareiras e médicos avessos a me dar qualquer informação sobre o seu paradeiro. E, embora um quarto improvisado de hospital cheirasse a sangue e álcool e tivesse todo aquele ar nojento de pessoas doentes, daquela vez não me incomodava, quando entrei silenciosamente e à luz da primeira lua, me encostando na parede a aguardá-la. Há muito meus pais já haviam ido embora, seguindo para o seu quarto de hotel, mas eu preferirá não acompanhá-los, ficando ali aguardando por ela. Eu realmente estava preocupado, fazendo com que qualquer sinal de minha frieza ou negação anterior desaparecesse de meu rosto.

    -Suas camareiras não pareciam muito animadas em me deixar entrar, pareciam me achar uma ameaça perante o seu estado. - Pronunciei como um anúncio em voz calma, enquanto meus olhos a encaravam de cima abaixo. Frágil, chorosa, fraca, embora tentasse disfarçar sem sucesso. Notava em silêncio com um olhar clínico. No final, quando convencida, a enfermeira havia me informado que a princesa sofrerá um aborto, embora eu não esperasse que aquilo lhe deixasse nesses estados.

    Os fins justificam os meios, minha lógica e meu eu praticamente sussurravam em meu ouvido a verdade que era certo acertar, embora aquela expressão dela quase chegasse a me fazer mudar de opinião. Nuala estava mal, e, de alguma forma, aquilo também trazia uma sensação ruim em meu interior, embora lutasse para não expressá-la e manter minha máscara calma e perfeita. - De qualquer forma, minha princesa, sabe que não gosto de seguir ordens que não sejam as minhas próprias, principalmente no que se refere a você. - Continuei a falar, me aproximando da cama calmamente e me sentando ali ao seu lado, esticando as mãos em direção aos seus cabelos, os acariciando.

    - Nuala.. - Respirei fundo, a chamando pelo próprio nome daquela vez sem qualquer gracejo, enquanto passava os dedos levemente por seu rosto, em seguida puxando delicamente para que ela deitasse sua cabeça em meu colo. - Não é adequado a uma princesa chorar assim, mesmo quando está sozinha.- Minhas palavras eram calmas e um pouco severas como foram na época em que lhe ofereci algumas aulas particulares. No entanto, meu olhar me desmentia, com sua preocupação exagerada, sugerindo de uma forma gritante uma outra frase que eu queria falar: sinto muito por como agi mais cedo. Como você está se sentindo? Está doendo?

    With: Nuala
    Off Achei fofo, apesar de tudo.
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