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Пещера дракона - Caverna do Dragão [Trama Departamental]

Re: Пещера дракона - Caverna do Dragão [Trama Departamental]

MensagemVaticano [#160733] por O Mestiço Mascarado » 06 Abr 2016, 03:08

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As palavras da bruxa não lhe causavam nenhum sentimento, além do asco. A olhava com olhos enfados, enquanto ela tentava lhe impregnar uma ideologia bélica. Uma replica que ele não havia pedido, e além de tudo frágil em seu embasamento. Irmã gêmea dos alicerces daquela sociedade maculada que haviam erigido.

- Aqueles que não enxergam por bem, o farão por mal. – notou contrariado, que a maldição não a acertara, ela havia sido rápida o bastante para evita-la. Percebeu o bruxo caído breve a livrar-se de suas amarras, e tão logo viu que seu tempo havia se extingue. Aquilo acabaria ali. Guardou a varinha da bruxa a qual o corpo pertencia em suas vestes e moveu os braços, enquanto recitava o ritual que os levaria dali. Era breve, e logo estaria pronto.

Viu a Inominável erguer-se, pronta para responder ao seu ato, e foi quando o portal surgiu, trazendo consigo cinco figuras que saíram por este. As criaturas eram horrendas, enormes e perigosas. Suas bocarras abertas mostravam seus dentes e a baba que escorria, ao ver comida. Sobre as quatro patas, mediam um metro e meio de altura, mas sobre as duas dianteiras, alcançariam facilmente dois metros e meio. Seu dorso poderoso e suas pernas musculosas facilitavam a caça, caso suas presas decidissem fugir, e o Mascarado sabia que aquelas criaturas queriam aquilo. Eles adoravam a caça.


- Não tenho tempo para trocar palavras com você, Maëlle. Já sinto que fiquei tempo demais aqui. – seus passos levavam o corpo para o portal recém surgido, que estava guardado pelas criaturas, duas delas o protegiam e as outras três, ladeavam a carne fresca que estava à sua frente. – Sua mentalidade fraca em uma sociedade que não pode mudar só demonstra o quão correto estou em usar seres como você, como peões para meus objetivos. Era uma verdade que tentei de uma forma mais pacifica, entretanto. – passou a mão na cabeça de uma das criaturas, que apenas lhe lambeu, mostrando o quão dóceis eram, ao menos com ele. – Sua raça não parece se interessar por isso. Podem mata-los.

Era uma verdade que aquilo não estava em seus planos, mas a mulher havia se provado descartável e inerte ante aos objetivos que havia traçado para ela. Sentiu o medo da bruxa e o receio do Inominável ainda preso nas cordas que havia conjurado, quando as criaturas se aproximaram, ladeando-os prontas para mata-los. Foi quando uma delas se precipitou que um som alto se fez ouvir e a caverna tremeu.

- Traidor! – o urro foi insuportável Humano sujo!

Notou em uma das paredes da caverna a pedra deformar-se e formar a cabeça de um enorme dragão. Era dali que a voz saia. O rosto por detrás da Mascara sorriu: Nidhogg. Então, aquele dragão ainda estava ali. O chão da caverna ainda tremia, mas percebeu que a criatura secular não se dirigia a si, mas a Langston, que estava imóvel, a alguns metros de onde estavam.

- Lhe ajudei e retribui com traição! Em nada difere-te dele! SAIAM DE MINHA CAVERNA! TODOS VOCÊS!

E com um urro ensurdecedor o chão desapareceu embaixo de si. Apenas uma luminosidade se fez sentir e seu corpo foi lançado ao espaço com uma facilidade visível. Após a luminosidade, apenas a escuridão e notou que o corpo dominado havia perdido a consciência ao atingir o chão.

O primeiro foco de luz foi fraco, e veio com a sensação de frio. Ele havia retomado o controle, e foi após constatar isto que ergueu-se com certa dificuldade. O braço esquerdo da bruxa estava quebrado e imóvel ao lado do corpo, e embora esta não sentisse dor, a mobilidade estava debilitada. Tocou o rosto com a mão livre e notou que a Mascara havia desaparecido, possuía as vestes agora puídas pela magia que o lançara para fora. Buscou a sua volta por informações de onde estava, mas apenas a brancura era visível. Deduziu que haviam sido lançados para fora da caverna para a nevasca que se fazia lá fora. Procurou a pedra negra que havia trago consigo, mas não a encontrou, devia ter caído em algum lugar por ali, mas haviam coisas mais importantes para serem feitas agora. Deixar que aquele corpo fosse capturado não era uma opção, não por enquanto.

Recitou as palavras novamente e um novo portal surgiu a alguns metros de si. Cobriu o rosto, impedindo a neve que caia de cair em seus olhos, e dirigiu-se ao fim daquele branco. Foi então, que viu algo mover-se na neve. Esperou em silencio para ver o que era, e então sorriu. Ergueu sua mão, promulgando o feitiço que prendeu o corpo ainda confuso em cordas e o erguendo com facilidade por magia, atravessaram o portal, deixando vozes que gritavam por “Albert, Albert” para trás.

O destino havia lhe sorrido afinal.
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Re: Пещера дракона - Caverna do Dragão [Trama Departamental]

MensagemLiechtenstein [#160734] por Narrador » 06 Abr 2016, 03:34

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Voz escreveu:
"Que a morte liberte a todos nós."



Leon, você sente as cordas se afrouxarem, conforme o Mascarado e Mäelle conversam. Seus movimentos estão surtindo efeito e sua raiva por Albert o motiva, mesmo com os pulsos sangrando e o liquido correndo por estes, a continuar. Você sente a corda cortar sua pele, conforme seus movimentos, mas são ferimentos indolores, comparada a traição que lhe preenchia o ser. Virou-se, dando as costas aos três por alguns instantes que quando retornou a pode vê-los, percebeu que não apenas o Mascarado estava ali, mas também outras cinco criaturas parecidas com cães muito grandes. A ferocidade das criaturas era palpável e quando estas estavam prontas a seguirem ordens de matá-los um urro se fez ouvir. Você escutou as palavras, mas estas não faziam muito sentido para você. Percebeu que ela vinha de toda a caverna, e a voz parecia ser tão antiga quanto o tempo. Temeu ao ouvir suas próximas palavras e então, notou seu corpo ser lançado e a Inconsciência lhe atingir.

Mäelle, as palavras do Mestiço lhe fazem rir. Era absurdos utópicos, palavras de um louco covarde o bastante para esconder seu rosto atrás de uma Mascara. Você notou que Albert ainda estava em silencio e imóvel ante o debate de ambos, e agora que estava livre da maldição lançada, parecia que outro ataque viria. Não foi sem surpresa que notou um portal ser evocado ali e dele sair cinco criaturas grotescas e ferozes. Apenas uma era capaz de matá-la, se cometesse qualquer erro, mas cinco delas, era certeza de uma morte lenta e dolorosa. Você afastou-se, procurando a parede, pois seria mais seguro ter ela como protetora, do que ter as costas expostas, mas as criaturas sentiam seus movimentos e foram mais rápidas em ladear você e Leon. E o comando para a morte de vocês fora dado pelo Mascarado que ia em direção ao portal recém conjurado. Seu movimento instintivo fora erguer a varinha, mas antes que pudesse utiliza-la para afastar a primeira criatura que viera em sua direção, um urro a fez estacar. A voz antiga como o tempo vinha de toda a caverna e esta tremia com a voz que ressoava. Percebeu uma forma se fazer na parede da caverna e a cabeça de um dragão surgiu ali. Deduziu instintivamente que havia sido o dragão que Albert lhe comentara outrora, e lançando um olhar furtivo em direção ao amigo, percebeu o temor em seu rosto. Aparentemente o dragão o ameaçava. Você sentiu o impeto de defende-lo e justificar suas ações, era seu parceiro afinal, mas não teve tempo. Uma luminosidade tomou sua visão e sentiu seu corpo ser lançado do chão em direção a lugar nenhum. Antes de atingir o chão, o negrume se fez presente.

Leon e Mäelle, ambos acordam cobertos de neve. Leon, você sente uma dor forte no tórax, onde provavelmente uma ou duas costelas foram fraturadas pela queda, pelo lado positivo, seus braços finalmente estavam livres. Mäelle, você notou que um corte profundo em sua perna esquerda que manchava a neve com aquele liquido carmim. A dor não era notável, pelo frio que impregnava sua derme, mas sabia que precisaria tomar providências ante o sangue que dali jorrava. Notou que um dos pés da bota que usava desaparecera na queda, fora isso, não haviam maiores ferimentos. Os dois buscaram em volta e nada viram, apenas o branco e a neve que caia. O frio era presente e perigoso, frente ao estado em que estavam. Mäelle, foi quando você notou que Albert não estava em nenhum local visível, nem mesmo o Mascarado. "Este o havia levado?". Procurou por instantes, mas nada viu...até que algo se fez notar há vários metros de si. Leon, você também nota esse algo a distância, assim como o corpo de cinco criaturas que os rodeavam, todas mortas e com ferimentos sérios ante a queda. Você percebe Dominick olhando para um local distante, onde uma movimentação é visível, o que farão?



Voz escreveu:
Pós-Estatísticas


Leon, você está livre e sua ação está liberada. Lide com os seus ferimentos.

Mäelle, você nota algo a distância, mas não sabe o que é. Seu impulso é chamar por "Albert, Albert", mas nenhuma resposta lhe vem. O que fará? Ele havia realmente lhe traído e seguido o Mascarado ou fora levado a força por este? Ou nenhuma das opções e estaria ali, perdido na neve, pronto para uma morte fria e indolor?



Guys, está é a ultima rodada. Postem tomando suas ações e eu finalizarei. ;D

Segue link da criatura para verem: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/08/9f/81/089f81d147a50aaa2fdde28f4e39427e.jpg

Obrigado e desculpem a demora.
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Re: Пещера дракона - Caverna do Dragão [Trama Departamental]

MensagemCroacia [#161137] por Leonel Croker » 13 Abr 2016, 23:05

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| bUscA nA CavERna dO dRagãO |
Parte X


                
      Meu corpo se mexia quase que por inteiro, deixando apenas meus olhos fixos em Albert. Ainda estava tentando entender como ele teve a coragem de apunhalar sua companheira pelas costas. Eu não tinha motivos pessoais para questionar sua falta de honra à inominável que conversava ao Mascarado, mais poderia matá-lo facilmente em termos profissionais, e um argumento seria seu novo amiguinho que mantinha a face indetectável. O mestiço intrigou-me com seu falatório e com as informações em excesso. Isto só afirmava que nossa morte seria a chave de ouro para o seu final, pois não teria outra explicação para as revelações.

      O Mascarado tinha uma visão conturbado de todo o contexto, uma visão que eu poderia assinar em baixo, se ele não se mante-se tão ponderado.
      Essa falha que poderia ser um resquício de humanidade manteve nossas vidas até este ponto, mais também definiu que o óbito de Albert e seu mais novo mentor seria por minhas mãos.
      Meu sangue poderia estar em minhas mãos neste momento pelas cordas, mas ao futuro, este sangue será de meus novos inimigos.

      Tudo se modificou rápido demais e mesmo com tudo que se aconteceu e como aconteceu, meu interior ainda se encontra intacto. Ainda estava com minha paz estruturada, mais isso não poderia se modificar.
      Apenas alguns segundos de distração foi o suficiente para o local se fazer mais movimentado. Cães enormes estavam distribuídos a frente do Mascarado e como desgraça nunca se apresenta só, tais seres eram providos de grandes dentes afiados em suas obediências ao mestiço.

      Um dos bichos se aproximava de meu suculento corpo, enquanto meus olhos acompanhavam a baba escorrer entre os dentes da fera. Não tinha muito tempo até ser atacado, mas tentar me soltar, mesmo tendo um avanço, estava desgastando-me consideravelmente.
      Meu punho se encontrava debilitado com o friccionar das cordas, mas após fracassadas tentativas e um cansar, meus movimentos me mostraram uma pequena esperança de libertar-me. A liberdade poderia ocorrer, mais o tempo e minha força seriam um contratempo, pois ambos estavam em seu fim.

      Com minhas esperanças quase ao seu fim, pude ouvir um dialeto, que estava se fazendo por todos os lados da caverna. Realmente este ambiente era cheio de surpresas e isso me proporcionou uma última leva de investidas em soltar-me. Tudo estava se modificando e minha intriga estava sedenta com a curiosidade do que iria vir a seguir.
      Minha situação estava tão complicada quanto a de Maelle, mais e algo estava diferente no ar. Algo tinha mudado no mascarado, pois em todo momento que ele se impunha, era fácil de sentir a confiança em sua voz. Agora ele demonstrava uma cautela ao som que se ecoava das paredes de pedra a nossa volta.
      Tal detalhe fez-me desligar minha preocupação a fera que estava a poucos centímetros de minha face e pude até esboçar um sorriso ao perceber o dialeto se fundir com um tremor. Meu corpo se fez leve ao não sentir mais o chão frio e meus olhos se fecharam em minha inconsciência.

      Gradativamente minha audição juntamente com minhas forças voltaram, possibilitando elevar minhas pálpebras e deparar-me com o manto branco. Mais alguns segundos para encontrar-me e perceber que ainda estava vivo e solto, porem estava do lado de fora da caverna.
      Sem muito procurar notei os bichos congelando sem qualquer movimento sob a neve fina. Ela caia na mesma velocidade que a dor em meu abdome aumentava e com está constatação, mantive-me sentado enquanto colocava a fria neve sobre a zona dolorida.
      Agora que a minha segurança se mostrava possível, pela minha explanação visual ao lugar que meus olhos enxergavam e meu estado clínico não se demonstrou perigo em se agravar, procurei por Maelle. Não foi difícil de notar a inominável a poucos metros, onde sua perna havia adquirido um corte.

      Levantei-me com uma certa dificuldade e movimentei-me em direção a moça. Em minha lenta caminha, notei a falta de Albert que certamente tinha sido levado pelo mestiço.
      Não se tratava de um rapto e sim de uma união entre os serem covardes. Confesso que a fuga deles veio em boa hora, pois nem eu como a inominável tínhamos condições de combate-los nestas situações. Talvez eles estivessem em condições mais precárias que a nossa, mais não podíamos arriscar. Tínhamos mais chances de capturá-los se contatássemos aos demais bruxos, que suspeitava estarem a frente da caverna.

      - Sei o que você está pensando, mais seu ferimento é profundo. Vou amarrar este lenço com força e assim o sangramento diminuíra.

      Igualmente Maelle, também percebi a movimentação ao longe, mais ambos estávamos sem condições de batalhar, estaríamos sendo imprudentes. Tinhas que reportar as informações e nos fortalecer para continuarmos e assim finalizar a captura em uma ocasião mais adequada. Não seria hoje, mais quando fosse, seria por nossas mãos.

      Nossa vingança seria trabalhada e efetuada com precisão, mais por hora tinhas que sair desse clima e nos aquecer.
      Levantei-me com um leve gemido e um reflexo de levar minha mão ao local fraturado. Contei de minha suposta fratura a moça que aceitará minha mão para se colocar em pé, mas esperei seu foco ao longe definir sua ação.
      Não queria obrigá-la a desistir da briga, mas o faria se ela escolhe-se uma opção diferente de nós procuramos apoio a direção da entrada da caverna.



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Re: Пещера дракона - Caverna do Dragão [Trama Departamental]

MensagemItalia [#161726] por Maëlle Dominick » 28 Abr 2016, 16:08

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Maëlle havia caído ao chão; logo desviado do ataque do mascarado que tecia odes e odes de conteúdo vazio para a siciliana que não dava a mínima. O mascarado também parecia guarnecido da mesma abjeção e ambos se suportavam para azar do destino que haviam traçado pelas fiandeiras da vida o caminho de ambos naquele dia. O homem parecia aqueles fanáticos religiosos; julgava sua causa tão justa, tão justa que queria impô-la para os demais. Que espécie de visionário ele achava que era? Maëlle o julgava um louco, simples.

Ela se reergueu, pronta para agir a qualquer momento e foi quando o portal surgiu, trazendo consigo criaturas de aspecto medonho, o qual, obviamente estavam sob comando do mascarado e ele a usaria como armas de ataque. Eram nojentos, sem nenhuma classe, talvez na alusão ao que a criatura a frente da ruiva representava. Todos patéticos. Já estava cansada daquela missão, e não via a hora de chegar em sua casa na Alemanha e cair dentro de uma banheira. Poderia ter alguma companhia; não acharia ruim, por exemplo, se Viktor aparecesse ou até mesmo Evey, ou quem sabe os dois para deleitá-la, embora esta terceira possibilidade soava tão insana quanto inimaginável. Mas, não. Ela estava ali, dentro de uma caverna não sabia quanto tempo, numa missão interminável a qual o mascarado só a deixava ainda mais entediante.


- Sinta-se a vontade para se retirar, querido. Já que pretende deixar seus animaizinhos aqui para nos divertir - sorriu irônica, exibindo uma feição ligeiramente perversa e doentia que lhe era característica em alguns momentos. O homem conduzia seu corpo em direção ao portal recém-surgido o qual estava próximo das criaturas. Maëlle mantinha a varinha em riste, pronta para se defender daqueles iminentes algozes. A vontade que tinha era de ter uma espada ali, incitar os conhecimentos que tinha de esgrima que não praticava há tempos e enfiar aquela lâmina bem no meio do peito daquele mascarado e de seus capatazes; dilacerá-los, expor tudo de mais animalesco que tinha dentro de seu corpo; estirar as suas vísceras por toda aquela sala e expô-la como uma cortina de sangue e carne diante de todos que ousassem levantar entre os bruxos com aquelas teorias e fábulas fantasiosas. - seus princípios chegam a me comover... - sorria, fitando-o sadicamente - quando conseguir o número de fieis o suficiente para fundar a sua religião, queimarei vocês todos dentro...farei-os de uma fogueira para me aquecer no inverno. - piscou maliciosa, não se deixando intimidar pelas palavras nem mesmo por tudo que o mascarado representava.

Claro... a ruiva não era tola de subestimar o rival a sua frente, porém, não se julgava a pior das bruxas para se deixar ser intimidada e usada como marionete tão facilmente. Se um dia chegasse a morrer num possível combate com aquela criatura, com certeza daria o máximo de trabalho possível. Era uma siciliana de sangue quente e não era de se sujeitar a pouca bosta. Ou até muita... um amontoado de estrume e dejetos orgânicos como aquele.

Foi então que um urro surgiu... o eco repassava pelo lugar e logo ganhara forma através de uma cabeça de dragão que ganhara a vida através da parede pétrea da caverna. Parecia um terremoto; o chão tremia e, Maëlle ainda um pouco confusa, juntando todas as possibilidades e fazendo daquele dragão o mesmo o qual Albert lhe dissera, tentava se equilibrar naquele pandemônio. O dragão chamava Albert de traidor? A ruiva se perguntava em sua mente e antes mesmo de tentar entender mais o que acontecia, o chão desapareceu e a última coisa que Maëlle viu foi a escuridão.

Seu corpo latejava assim como a sua cabeça. Havia escoriações pela sua pele outrora sempre imaculada e sedenta, e filetes de sangue vertiam em partes do seu corpo devido à queda. O incômodo era ainda mais forte do lado esquerdo e foi quando ela vira seu braço quebrado em virtude do baque surdo que seu corpo ao chão proporcionara e sua perna sangrava consideravalmente e sua bota se soltara com a queda. Precisou fechar os olhos um pouco tão logo quanto abriu. Tão acostumada a lugubrez da caverna, quando confrontada com a luz natural, eles por reflexo se fecharam.
- Ai... - dizia ao tentar se levantar e olhar para os lados para entender o que havia acontecido. - Vulnera Sanentur - disse tentando cicatrizar o ferimento antes que algo pior acontecesse. O manto branco se estendia por metros ao redor deles; estavam fora da caverna e nevava. Com a ajuda do feitiço Accio, pegou a sua bota, calçando-a. - Albert? -procurava pelo amigo - Leonel? -pelo colega de trabalho. - Albert? - chamara pelo amigo mais uma vez agora quase gritando de raiva. - Onde você se meteu, seu idiota? - disse num tom mais baixo. - Não acredito que você vai mesmo se meter com este otário e terei que limpar sua merda - soava irritada ao ponto de chutar a neve com a perna machucada e fechar a mão contralateral a varinha de raiva.

Foi quando viu o colega se aproximar e lhe ajudar no ferimento da perna cujo sangue ela conseguira estancar, colocando um tecido ao seu redor, estilo torniquete.
- Obrigada - Levantou-se com dificuldade, com a ajuda de Leonel, limpando a sua roupa da sujeira e da neve com ajuda de feitiços rápidos. E juntos, perceberam a movimentação estranha, distante dela e de Leon; distante... porém, não o suficiente para imaginar quem era aqueles dois corpos que logo sumiram. - filho da p***! - não se podia dizer a quem ela estava dirigindo aquele xingamento, contudo, com certeza era com finalidades diferentes, mesmo sendo a ambos o alvo de suas palavras torpes.- Vamos... temos que contar para Loebens o que aconteceu aqui. Albert foi sequestrado. E não duvido que estava sob Imperius quando disse aquelas merdas. - mentiu.
Feitiço: Vulnera Sanentur[dificuldade: 15]; [efeito: +15];
Descrição: Feitiço usado para cicatrizar danos mágicos. É o único contrafeitiço de Sectumsempra.
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