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Quarto 258 - Isabelle Revolverheld

Moderador: Theophrastus von Hohenheim

Quarto 258 - Isabelle Revolverheld

MensagemReino Unido [#174982] por Wendy Bloom » 01 Mar 2017, 11:58

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Atendimento de Isabelle Revolverheld



Enfermeira responsável: Wendy Bloom
Estagiário responsável: Aiden Dewes
Médico responsável: Katherina Friedrich-Suliver
Acompanhantes: Família Revolverheld e o Time Montrose Magpies e a Equipe Técnica
Condição/Doença: Durante a partida Montrose x Harpias, a paciente recebeu uma pancada de um balaço na região pariental do crânio. desmaiou por alguns segundos, mas conseguiu terminar a partida. Entretanto os sintomas: sangue (ela cortou a bochecha na parte interna), tontura, dor intensa de cabeça e agora está tendo dificuldade para se manter acordada, ainda estão intensos, levando a equipe técnica a levar a capitã também para o hospital.


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Prazo: 10 dias
Ordem: Isabelle - Wendy - KAtherina - Aiden - Isabelle - Wendy - KAtherina - Aiden
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Wendy Bloom
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Re: Quarto 258 - Isabelle Revolverheld

MensagemAlemanha [#175189] por Isabelle Revolverheld » 08 Mar 2017, 17:15

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Os braços de Nicolas envolveram os meus ombros, puxando-me para fora do campo, enquanto ainda sentia uma estranha vertigem me dominar. Dentro dos vestiários, aos cuidados de outros responsáveis médicos. Os gritos de desapontamento, raiva e ódio pareciam vir de todos os lados, mas eu não estava tão preocupada com tudo isso. Entendia que uma partida perdida poderia tornar homens sábios e frios nos mais assustadores monstros e eu já havia visto esse tipo de coisa na minha vida – esperando nunca mais ver novamente - Preciso falar com eles - Comentei com o técnico tentando manter-me acordada, porém a dor de cabeça que agora se intensificava cada vez mais, revirando o meu estômago de náusea. Ergui-me de onde estava sentada, ouvindo as reclamações e o sangue tomar gosto pela minha língua, ainda escorrendo, já que o corte dentro da boca ainda não havia cicatrizado. Limpei com as costas de minha mão, vendo as unhas quebradas e gemi em tristeza, imaginando quanto tempo levaria para que elas retomassem ao seu tamanho e força original. Distraída por este feito que para alguns pode ser extremamente fresco ou ridículo, toquei-as com carinho, pedindo desculpas por não haver usado uma dosagem adequada - Prometo cuidar de vocês assim que eu conseguir acalmar os ânimos - Sorri, olhando para frente e quase de imediato os raios de sol me incomodarem.

- Nicolas! - Exclamei, já começando a ficar mais preocupada com os sermões do que antes. O corpo parecia tremer devido ao choque começar a tomar conta dos órgãos, membros e, por fim, de meus lábios. De alguma forma entendi, naquele momento, que eu não estava nem em condições para falar com os outros e peguei me perguntando porque estava reagindo tão intensamente desta vez. Minha mente lembrou-se de Leonel, que já havia sido levado para o hospital e uma lágrima escorreu de meus olhos, transbordando as emoções que deixara escondidas. Era minha culpa que o Creck estava machucado e agora sabe se lá não estava pior. Isso acontecera com Jasper e agora Ethan também estava só o pó de giz egípcio de costura ideal. Como eu havia permitido isso? - Como? - Antes que eu fosse capaz de responder qualquer coisa, senti novamente a tontura me envolver, e os meus músculos perderem sua força e quase desmaiei.

Entre mil palavras e preocupações, deixei meu corpo ser guiado para fora do estádio e seguir para o hospital, pensando se Ethan – meu namorado – sabia para onde estávamos indo. O som da voz de Lidell confirmando alguma coisa me era completamente distante e fora de questão responde-la. Tentei abrir os olhos para dizer que tudo estava bem, mas o que eu conseguia dizer eram murmúrios. A dor intensa de cabeça era dilacerante e horrenda, deixando-me a única alternativa de só dormir. Quando estava prestes a deixar meus olhos descansarem, algo me acordava no susto, dizendo que eu não devia dormir. Por que não? Eu havia deixado dois dos meus companheiros se machucarem, tinha unhas quebradas e Nicolas me incomodando. Entre mil pensamentos que não pareciam nada concretos, um beijo em meus lábios havia sido tomado e tentei abrir os olhos, vendo as obres azuis de Ethan me confortar de que tudo ficaria bem. Bem? - E o Leonel... e... o Ethan? - Perguntei ao meu namorado que sorriu e pediu para que não me preocupasse com ninguém além de mim.

Como fazer isso quando você precisa? Tentei me levantar da maca que me haviam acabado de colocar e fui presa novamente no local, sendo preparados todos os documentos e coisas para uma possível internação. E o que eu mais quero mesmo é saber se meus jogadores estavam bem, já que se eu me machucasse, era só chamar a Lidell ou o papai. Aliás, aonde eles estão?



off: parece que ela está entrando em um estágio de delírio .pensa
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Isabelle Revolverheld
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Re: Quarto 258 - Isabelle Revolverheld

MensagemReino Unido [#175362] por Wendy Bloom » 16 Mar 2017, 16:39

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A não tão pequena Wendy estava sorridente naquele dia, pois naquela manhã, recebeu uma notícia de Zoey sobre os gêmeos. Eles iriam visitá-la em sua folga e a morena estava animada. Claro que não era apenas isso que a deixava feliz. Naquele dia, Wendy estava acompanhada de Aiden, um dos estagiários do hospital e aproveitava a pequena tarde tranquila para passar um pouco de seu conhecimento ao mais novo. Não, ela não se achava a dona da verdade, mas gostava de dividir experiencias e ajudar os outros, por isso sempre preferia ficar com os estagiários ou residentes, em especial os alunos de Hogwarts, de onde guardava tantas lembranças.

"Eu também confundia um pouco as poções no início, mas adotei um método mais fácil para lembrar qual poção é qual..." A voz da inglesa era suave e tranquila, passando calma e seriedade conforme falava, de um jeito meigo e carinhoso como apenas ela possuía. "Como nomes podem nos confundir, use as cores para recordar para que servem e os cheiros... Por exemplo... A poção da memória, ela possuí um tom mais azulado e um cheiro doce, como se fosse bolo de banana." Com cuidado, ela pegou o frasco informado, abrindo a tampinha e mostrando para o mais novo de modo que ele pudesse sentir o cheiro. "Outra dica, se você ainda estiver na dúvida, pode utilizar um caderninho para anotar... isso ajuda bastante." Deu uma piscadela e então guardou a poção novamente no lugar. Ela estava prestes a pegar outra poção quando ouviu seu nome ser chamado na emergência, o que fez com que Bloom fechasse os lábios com um pouco de força. "Espero que não seja nada muito grave, você quer me acompanhar?" Questionou o mais novo, recebendo um sim em resposta, o que a fez sorrir um pouco mais animada. "Então vamos, não podemos perder tempo." E lá foram os dois, seguindo para o quarto que foram informados.

Wendy sempre colocou os outros em sua frente, de maneira que a preocupação para com os outros era maior do que consigo mesma. Mas sua preocupação triplicava quando era alguém conhecido, uma vez que a inglesa se cobrava três vezes mais do que se fosse um estranho. "Dependendo do caso, será necessário um médico especialista, porém, enquanto ele chega, você me ajudará com o básico, tudo bem?" Por mais que ela possuísse autoridade para com os estagiários, Wendy não conseguia simplesmente ordenar as coisas. Seu jeito delicado nunca a permitia ordenar algo, por isso fazia acordos com as pessoas, na esperança de que elas também fizessem o melhor.

Assim que chegou no quarto duzentos e cinquenta e oito, por alguns segundos a garota ficou estática no lugar, por ter reconhecido a mulher deitada na cama. Isabelle Revolverheld, uma antiga professora da época em que estou na academia francesa. "Muito bem, vou precisar de algodão e água, assim como álcool para fazer a limpeza dos machucados, você poderia pegar pra mim, Aiden, por favor?" Pediu educadamente para o sonserino, enquanto ela mesma se aproximava do corpo da antiga docente, tentando entender em meio a tantas vozes o que tinha acontecido. "Por favor, um de cada vez... O que aconteceu com ela? Senhores, preciso que saiam, ou pode acabar atrapalhando o atendimento, por favor!" Sua voz saiu um pouco mais séria do que quando falou com seu companheiro mirim, de modo que - com resmungos e xingamentos - o time Montrose saiu, deixando apenas a família. "Olá, sou a enfermeira Wendy Bloom, você poderia me informar o que aconteceu?" Perguntei para o irmão da capitã, enquanto pega alguns instrumentos e seguia para alguns exames rápidos. Os batimentos cardíacos estavam um pouco descompassados e os olhos dela não pareciam ter sofrido alguma alteração, mas o que me preocupada era o corte em sua boca, assim como o que poderia ter acontecido pela balaçada recebida. "Preciso da doutora Katherina aqui, urgente! Obrigada, Aiden, você consegue limpar as mãos e rosto dela? Vou precisar sedá-la, ou as coisas podem ficar feias..."
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Wendy Bloom
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Re: Quarto 258 - Isabelle Revolverheld

MensagemLuxemburgo [#175631] por Katherina Friedrich-Suliver » 27 Mar 2017, 00:59

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                Ela lembrava bem da primeira vez que havia visto Adrian, o inverno se aproximava da escola inglesa, mas apesar disso o sol ainda lutava para surgir nos períodos que lhe eram oportunos. Era o primeiro ano dela em Hogwarts, só que apesar desse detalhe, ela acabara se tornando até um pouco popular por entre as pessoas de sua casa e aos poucos pela própria escola, contudo quando o conhecera não passava da menina transferida de Durmstrang, de jeito educado e muitas vezes distante. A lufana que tinha trejeitos dos corvinos, não que ela soubesse ainda direito o que os diferenciavam, na sua antiga escola ela pertencera à dinastia de Willa e carregara aquilo com honra, assim como o distintivo de monitoria e sua co-capitania já em seu segundo ano lá, ela sempre se esforçara, mesmo que não precisasse, seu nome o fazia por si só, mesmo ali, quem detinha algum conhecimento politico do mundo: trouxa ou bruxo sabia quem ela era. Entretanto nenhum deles sabia por que ela havia sido transferida, tentaram adivinhar e erraram ainda mais aqueles que haviam suposto expulsão. Não ela a jovem que tinha um currículo impecável mesmo aos doze anos, agora seus treze.

Eles nunca acertariam ainda mais ela sendo um poço de mistérios bem guardados, como fora ensinada fazer desde jovem, mais do que ainda o era, mesmo que as vezes não parecesse tamanha era sua inteligência e etiqueta. Ela não esperava que alguém naquela escola faria com que ela não fosse mais a: princesinha de gelo, apelido que ela ganhara quando chegara, talvez por seus dois anos em Durmstrang ou pelo seu jeito distante de tratar as pessoas mesmo sendo até que popular. Não, ela não imaginara que alguém pudesse ultrapassar suas defesas, mas Adrian o fizera. Fora naquele dia de quase inverno, seus passos a levaram para longe do grupo que as vezes ficava ao seu redor, levando-a a solidão que agora lhe era sua melhor amiga, ainda mais quando não mais recebia cartas de seu pai, pois ele não mais estava vivo. Esse era o motivo dela estar naquela escola, o afastamento, a isolação. Seu caminho a levara ao campo de quadribol, que apesar da popularidade do esporte e dos quatro times não havia qualquer treino. Ela pensara que estava sozinha. Que poderia se libertar daquela dor que mantinha sempre guardada e escondida por trás de um sorriso de mentira. Nada disso aconteceu, vozes chamaram sua atenção, dois garotos, ela já o vira algumas vezes, mas nunca se dirigira a eles, não sabia porque, oh, bem ela sabia, eles não eram corretos, se metiam em mais confusões e sempre estavam em detenção, algo que parecia que eles estavam naquele momento.

Ela pensou se afastar, mas não conseguira parar de observar os dois, a dinâmica entre eles, a brincadeira que a fez sorrir minimamente, foi quando ele a notou e ela não conseguiu desviar o olhar dele, olhos tão azuis quanto o céu de verão em seu país natal. Claro e límpido. Ela teria corado se tivesse tido a chance. Se não fosse a situação que se seguiu, o outro rapaz virar a lixeira na cabeça do outro o sujando completamente, ela não soube dizer na época se fora o ato ou a expressão no rosto de Adrian que a fizera rir. A primeira risada verdadeira que tinha dado desde que chegara a aquela escola, desde que seu pai falecera. Uma risada tão espontânea e verdadeira que a surpreendeu a ponto de ser pega de surpresa pela casca de banana jogada por ele. Um desafio, uma brincadeira a qual ela retribuiu. Sua vida mudara depois daquele dia, quando Adrian Suliver jogara parte de uma fruta nela e ela prontamente retaliou. Ela mudou, mesmo que mantivesse aquele lado que sempre carregou que fora ensinada a ser, mas não com Adrian, não com aquele que acabara se tornando seu verdadeiro amigo, que acabou por crescer naqueles anos ao seu lado, por quem ela acabou se apaixonando tão perdidamente que nem ao menos pensou por um momento o que isso causaria, que pela primeira vez em sua vida ela deu um basta as regras, ao titulo que sempre temera, principalmente após a morte do pai, nada a impediria de estar com Adrian, nem mesmo sua mãe.

Ela ousara amar, ousara não seguir os desejos que a Grã-Duquesa colocou sobre ela. Não se importava com nada além dela e de seu amor pelo príncipe Suliver. Não foi à toa que fugiram, não foi à toa que se casaram as escondidas e tiveram filhos, e mesmo quando tudo desabou ela não deixou de ama-lo, de espera-lo. Ah, para Katherina ainda parecia que aquele mundo, onde ela e ele se conheceram, aquele em que detinham suas próprias regras, desejos, uma família só deles, protegida e amada. Há tantos anos não era mais assim, pensava ela enquanto o observava dormindo ao seu lado, a única paz que tinham entre as mentiras ardilosas para proteger e cuidar de seus queridos filhos, mesmo não podendo vê-los e ama-los como fizeram naquela casa na Alemanha. Onde Ayesha e Alphonse deram seus primeiros passos, disseram suas primeiras palavras. Ela nunca pode segurar sua pequena Alexis no colo ou dizer que amava, que tinha que manter todos os seus filhos longe de si e do pai deles. Seus dedos traçaram as linhas do rosto do marido delicadamente, sabia o quanto ele se preocupava, o quanto ele estava cansado de fugir e fingir todas aquelas identidades. Ela mesma estava cansada daquilo, mas ainda não era a hora, tinham que esperar, agir quando for o momento correto, talvez se ela tivesse tido um pouco mais de tempo anos atrás, apenas mais um pouco para que pudesse ter feito algo para que ao menos seus filhos estivessem seguros.

A voz de Adrian preencheu seus ouvidos, assim como suas mãos em sua cintura, puxando-a para perto. Um toque que ainda parecia surreal demais para ser verdade depois dos longos anos separados.
– Estava pensando em quando nos conhecemos. – respondeu sorrindo levemente enquanto voltava a se deitar do lado dele. – Você jogou uma casca de banana em mim. – falou encarando aqueles olhos azuis que tanto a prendiam. – Não, não apenas nisso, pensei na primeira vez que você me beijou, lembra? – questionou rindo levemente diante das palavras dele. – Sim, após o jogo que nos enfrentamos, você me levou para enfermaria depois que seu irmão me balaçou. Você me salvou de uma imensa queda. – ela suspirou pesadamente. – Você ficou tão preocupado foi a primeira vez que o vi tão transtornado. – comentou levianamente, entrelaçando seus dedos aos dele de forma tão natural que parecia que não se passaram anos desde que eles estiveram assim juntos, deitados na mesma cama, conversando leviandades, ela ainda esperava que a qualquer momento a porta do quarto se abrisse e Ayesha e Alphonse adentrassem por ela pedindo atenção dos dois, talvez pudesse imaginar a menina que conhecera no mês passado, a jovem que Alexis tinha se transformado, uma mistura daquilo que ela fora um dia com aquilo que se tornara. Será que Ayesha havia ficado parecida com Adrian e Alphonse com ela? Queria ver isso, abraça-los e ama-los.... Não ficar perdida em lembranças que poderiam ser manipuláveis, presa a imaginação.

A loira suspirou pesadamente, ouvindo voz do marido, como poderia responder aquilo sem magoa-lo, sabia o quanto aquilo magoava Adrian, sabia por que era a mesma coisa que acontecia com ela. Tirava o sono de ambos todas as vezes, tinham feito o que acharam certo, se amavam e quiseram formar uma família juntos, conseguiram, mas a que preso?
– Sinto falta deles... De tê-los perto de mim... Nem mesmo Arthur posso ver com frequência, ele chama Agatha de mãe, sabia disso? – perguntou vendo o marido suspirar pesadamente. – Claro, ele também me chama de mãe, mas eu sou a outra mãe... A distante, a que supostamente não liga, sabe que crianças apesar de tudo entendem isso, veem quando os pais não estão por perto, não sou eu que cuido dele quando está doente ou o mimo sempre... Meus filhos pensam que eu estou morta, Adrian... Eles sabem de você, Ayesha o procura desde dos 14 anos, para eles eu sou um fantasma, uma memória... Vão me odiar quando descobrirem que estive viva todo esse tempo sem me aproximar, Alexis quase o fez, se não o faz e esconde isso de mim. Deus, eu nunca vou me perdoar por não ter conseguido tira-los daquele castelo, se eu tivesse conseguido, ao menos eles poderiam ter ficado contigo, ou como Arthur e ficado com alguém de sua família... – ela apertou a mão dele delicadamente, não era sempre que acabava tendo esse tipo de ataque, não era, porém tinha vezes que o fazia só que sozinha, afinal não queria que ele sofresse mais do que já o fazia. Ela se odiava por não ter aguentado um pouco mais.

As vezes ela se esquecia que mesmo que tivesse raiva e fosse teimoso, Adrian jamais a culpava por qualquer coisa e, muitas vezes, fingia não culpar a si próprio, mesmo que ela soubesse que ele o fazia, mas o alvo real de toda angustia e ódio era a sua mãe, a mulher que tirara tudo de ambos, claro que mais do homem ao seu lado, ele vira a própria progenitora ser assassinada, isso porque ela fora salva-lo. Katherina se culpava também por essa perda nem mesmo todas a palavras de Adrian a fariam afastar isso de sua mente.
– Sim, um dia isso tudo será cobrado, só espero que seja logo. – a loira força um sorriso, suspirando ao ver o horário no relógio ao lado da cama. – Preciso ir para o hospital, prometo voltar assim que possível... Talvez devesse praticar um pouco a personagem de Cristopher Townley. – ela riu levemente diante da careta que o moreno fizera, ela se aproximou tocando o rosto dele, um pequeno sorriso malicioso surgindo nos lábios. – Vamos fazer um trato, se treinar e me mostrar quando eu voltar, posso pensar em um ou dois agrados que posso fazer. – disse passando os dedos levemente pelo peito exposto do moreno que riu diante das palavras dela, avançando para um beijo, mas que ela desviou. – Mais tarde. – falou séria fazendo-o suspirar. Era tentador ficar ali, realmente o era, aproveitar os poucos momentos que eles possuíam juntos, sem as farsas é claro, sendo Katherina e Adrian, não Cristopher e Amélia Townley. Mesmo querendo permanecer ali ao lado dele, ela tinha um trabalho a fazer.

(...)


Apesar de ter imaginado em ser medibruxa quando mais nova, ter tido notas excelentes e ser uma eximia preparadora de poções, ser a herdeira do trono tinha lhe afastado desses planos, a verdade era que ela nunca se incomodou com esse fato até conhecer Adrian, até se apaixonar e entender que mesmo que fosse o legado do seu pai, aquele trono não era o seu futuro, não poderia ser apenas aquilo. E não foi, mesmo que ela tivesse errado em preferido fugir a lutar pelo que ela era de verdade. Talvez, se seu progenitor não tivesse morrido... A luxemburguesa afastou aquilo da mente, enquanto andava por entre os corredores do hospital que fazia quase um ano que ela trabalhava. Ela ainda não havia se acostumado a “andar” novamente pelo mundo bruxo, ainda mais quando passara quase catorze anos de sua vida longe daquele mundo, se escondendo, mudando de nome do mesmo modo que Adrian, separados, agora juntos, mas longe de seus filhos, dos seus quatro amados filhos.

Um suspiro longo escapou dos lábios da loira ao vestir o jaleco, que apesar de possuir seu nome, era uma das muitas formas de se perder entre a vista naquele mundo em que crescera e se afastara pela segurança dos seus filhos, mas que acabou retornando. A verdade que ela desejava muitas vezes se mostrar, encarar a Grã-Duquesa da forma que muitas vezes Adrian pensou em fazer, mas que ambos notaram que mesmo que a raiva, os motivos por trás dela, fosse maior e reais não poderia se deixar levar por aqueles sentimentos, não quando tudo isso faria sua família correr riscos desnecessários. Ela acabou de deixar isso de lado assim que chegou ao quarto da sua paciente, afinal, não poderia ficar perdida em pensamentos como aquele, não quando ainda era médica e seus desejos pessoais ficavam em segundo plano.
– Desculpem a demora... – disse assim que adentrou o quarto 258, seus olhos indo da enfermeira para a paciente, assim como para as pessoas próximas de onde Wendy e Ainden começavam seu atendimento a jovem. – Por favor continue, Senhorita Bloom e Senhor Dewes. – falou, seus olhos esverdeados indo para os jovens que acompanhavam a jovem batedora e capitã do time dos Magpies. – Garanto que cuidarei bem dela, sei como é jogar em um time e os riscos do quadribol, a deixarei sem qualquer marca ou sequela.

Um sorriso simples se formou nos lábios da ex-princesa, ao se aproximar, já com as luvas postas, da paciente que graças a jovem inglesa já começava até uma leve cicatrização nos ferimentos. – Bom trabalho vocês dois. – comentou ainda com aquele sorriso que sempre, antes ao menos, deixava escapar para os filhos quando estes eram mais novos e ainda viviam ao seu lado. – Vou precisar que alguns exames sejam feitos. – falou delicadamente. – Acha que poderia pedir para prepararem a ressonância, Aiden? – perguntou recebendo um olhar confuso do pequeno e uma explicação da enfermeira fazendo com que a mulher por um momento arregalasse os olhos em surpresa para logo rir um pouco sem graça com aquilo. – Desculpem-me, ainda não me acostumei completamente com isso, catorze anos em um hospital trouxa acaba por deixar manias. – disse se aproximando dos olhos da morena, verificando as pupilas que apesar de tudo estavam normais, seguindo o procedimento ela passou a verificar o local onde a batedora fora atingida, assim como os locais onde se ferira ou batera ao cair, usando as poções que lhe eram entregues, ou até mesmo deixava o jovem estagiário faze-lo, auxiliando-o no processo. – Ela parece bem, mas prefiro deixa-la em observação por hoje, quero ver se não houve um dano profundo por causa da queda ou do balaço que a atingiu – disse deixando a mulher mais confortável – Isso farei quando ela acordar, mas acho que ela merece um descanso. Ficarei aqui se desejarem ou caso queiram ficar a sós, só precisam me chamar que estarei por perto.

A Friedrich assentiu diante das palavras dos irmãos da morena, sorrindo delicadamente para estes, deixando-os com a jovem na cama fazendo com que ela mesma se aproximasse dos seus companheiros de trabalho. – Vocês foram ótimos de verdade. – disse educadamente para eles, enquanto observava o grupo mais a frente. Por um momento ela acabou se deixando se levar pelas lembranças que aquele momento familiar ali presente, lembrando-se da própria família, de seu pai, da sua antiga vida, mas principalmente de seus filhos, do quanto eles cresceram naqueles anos que ela fora obrigada a ficar longe dele. – Hã? Oh, bem eu fui artilheira em Hogwarts pela Lufa, e sei como é ser balaçada assim. – comenta sorrindo levemente, trazendo aquela memória de volta, revisitada duas vezes naquele mesmo dia. – Faz muitos anos... Duvido que meu nome ainda esteja em algum lugar do salão de honras. – fala dando de ombros levemente. – Mudando de assunto, Senhor Dewes, possui alguma dúvida sobre o procedimento? – questionou, ouvindo atentamente o rapaz, respondendo-o da melhor forma possível. Aquela era uma das muitas partes que gostava de seu trabalho.


WEARING • Calça Jeans e uma blusa simples de manga e jaleco do hospital.| TAGGED • Isabelle Revolverheld| WITH • Wendy Bloom; Aiden Dewes; Família Revolverheld;

Itens Utilizados:

  • Varinha de Jacarandá, 26cm, Garra de Quimera, Rígida

    Usou um Varinha de Jacarandá, 26cm, Garra de Quimera, Rígida.

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Natalie Dormer
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Re: Quarto 258 - Isabelle Revolverheld

MensagemItalia [#176409] por Thierry Chevalliet » 30 Abr 2017, 22:51

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A celebrity

Uma celebridade

#Sexagésimo Quarto Post!


Para Thierry, estagiar no Hospital Theophrastus von Hohenheim era algo singular. Estava fazendo o que gostava: ajudar as pessoas. E, para sermos precisos, neste exato momento, o jovem italiano se encontrava com Wendy Bloom, uma outra enfermeira em que fora designado para passar o final de semana “Ela me lembra a última moça que cuidou de mim aqui...” com um olhar ligeiramente perdido, ficou encarando a mais velha que começou a falar sobre os tipos de poções e como identifica-las – As cores... Os cheiros... – repetia as informações que lhe eram passadas, enquanto no meio tempo, um líquido azulado em suas mãos. Foi quando Chevalliet tentou encontrar um equivalente ao que estava sendo explicado – É como se fosse... Feitiços! Movimentos, cores, impacto e pronúncia. Assim a gente também identifica as poções, com outras características, é claro... Mas... – meneou a cabeça para o lado, deixando os fios de cabelo lhe acompanharem no gesto, deixando claro que estava empolgado com o que ouvia. Sendo esta, uma de suas principais características, absorver mentalmente, tudo que lhe era ensinado e tirar o melhor proveito das informações.

- Mas porque raios eu não tenho um caderno nessas horas? – reclamou consigo mesmo, dando uma risada sem graça. Mas na verdade, não foi preciso, o nome de Bloom foi solicitado para um atendimento – Claro! Vamos! – e quem disse que Thierry negava à um pedido de ajuda? Pois é, justamente por conta deste pensamento, o nascido em Palermo decidiu acompanhar a mais velha na direção do quarto em que foram solicitados. Só que nisso, vem a segunda parte de trabalhar em um hospital, você recebe pessoas de todos os tipos, raças, etnias e profissões. É, exatamente isto, a paciente que Chevalliet iria ajudar no procedimento, era ninguém mais ninguém menos do que Isabelle Revolverheld, sua professora de etiqueta. Mas para alguns, também era conhecida pela capitã de um time de quadribol – Professora Revolverheld? – tal qual Wendy, ambos pararam por alguns segundos, encarando toda aquela situação. Jogadores do time, familiares, comissão técnica, todos estavam ali presentes e isso, decididamente acelerou o coração do mélusino “Cuidar da minha professora, na frente dos familiares dela e... Dos companheiros de time?” piscou algumas vezes, tentando se acalmar e tomar coragem para começar a fazer algo. Por sorte, não foi preciso de muito, logo começou a receber orientações dos procedimentos.

- Algodão, álcool e água... A caminho! – rapidamente, olhou para os lados, tentando ignorar o fato de sua professora estar ali. Na verdade, procurava por um armário que costumava ter em todos os quartos com alguns itens básicos “Aqui está...” acelerando o passo, caminhou em direção até o estoque de material, tentando se focar apenas no que queria. Pois se fosse levar em consideração a bagunça que se tornou aquela sala com tanta gente, perderia totalmente a concentração e poderia fazer algo errado – Para que tanta gente... – chacoalhou a cabeça para os lados enquanto colocava tudo que lhe foi pedido em uma caixinha para lhe facilitar o transporte – Erm... Está tudo aqui, senhorita Wendy. – anunciou em um tom educado e mais formal desta vez. Se era para cuidar de alguém conhecido, tinha que fazer com firmeza e mostrar que tinha conhecimento sobre o que estava falando “Minha professora joga, levou uma balaçada. Ainda vou ter história para contar.” por dentro, nosso jovem estagiário estava empolgado, mas por fora, demonstrava a maior neutralidade possível. Isto é, depois de saber exatamente o que aconteceu e o ambiente ficar mais calmo, veio um pedido que tirou totalmente o foco do loiro.

- Erm... Ela é minha professora... – piscou algumas vezes, sentindo-se travar por alguns instantes “Vamos Thierry... Você poderá atender até mesmo sua mãe...” e como se fosse uma voz surgindo em sua mente, Chevalliet respirou fundo, encarou os objetos que precisaria para realizar a lavagem e seguiu para sua tarefa – Okay... Eu faço. – com um certo receio, caminhou até Isabelle com água destilada, uma flanela e anunciou o que ia fazer – Professora... – pigarreou, se corrigindo. Estava em um ambiente profissional e, não necessariamente, de ensino. Por conta disso, passou a chamar sua docente pelo sobrenome – Senhorita Revolverheld... Vou limpar suas mãos e rosto, tudo bem? – ansioso, mordeu o lábio e, tendo a colaboração da mais velha. Vestiu uma das luvas descartáveis para evitar qualquer contaminação e, molhou o pano, deixando-o úmido enquanto limpava todas as cicatrizes “Isso não vai prestar...” era estranho, ao ver do italiano, estar naquela situação. Mas é claro, este atendimento, mais do que qualquer outro, lhe seria um grande desafio e, por falar nisso, não se conteve – Professora... – cochichou ao ouvido da mais velha, sem deixar que os outros lhe ouvissem – A senhora sabe que sou eu, Thierry, aluno seu de Beauxbatons, certo? – a encarou apreensivo, esperando uma resposta. Mas nem sequer teve tempo de ouvi-la dizer algo, uma das medibruxas do hospital adentrara no quarto para continuar o tratamento.

- Obrigado! – apressou-se a responder animado, ante ao elogio de Katherina. Ela era uma jovem notoriamente experiente, já que a pergunta feita por ela, deixou Thierry totalmente sem reação e com uma feição de interrogação no rosto – Ressonância? – indagou puxando em sua mente, qualquer significado da palavra em questão, não tendo a resposta rapidamente, apenas se colocou a observar todo o andamento dos procedimentos. Revolverheld ficaria internada por um certo tempo, enquanto em paralelo, permaneceria em observação para o acompanhamento da melhora em seu quadro clínico – Aprendi bem! As enfermeiras do hospital ensinam tudo direitinho. – sorriu empolgado e, ao menos para o mélusino, era a total verdade. Aprendia muito com as funcionárias que era escalado para trabalhar – É... Erm... Fiquei... – respirou fundo e começou a falar – A senhora disse que precisamos fazer uma ressonância e, se minha memória trouxa não estiver tão ruim, é para verificar se a professora quebrou algo? – estava empolgado com a pergunta e então continuou – Se ela fazer o exame, for comprovado que deu algum problema na cabeça dela... Ela... Não vai poder mais lecionar em Beauxbatons? Por isso da dificuldade que ela está tendo agora? – com isto, concluiu seu pensamento sobre o que estava acontecendo. Mas não sem antes explicar – Ah... Sim, ela é minha professora lá e... É estranho cuidar de alguém conhecido! – finalizou com uma feição de sem saber o que fazer no rosto. Apenas aguardou pelas explicações da mais velha e, por consequência, novas orientações.


Interagindo com: Wendy Bloom, Isabelle Revolverheld e Katherina Friedrich-Suliver.
Atendimento: Na medida do que entendi, do que me foi passado, o post está feito. Se tiver algum problema, peço que me avisem.
OFF: E é claro, me perdoem a revisão que não foi feita direito. >.<”
OFF2: Espero que gostem do post e, desculpas pela demora!
# Thierry Bianchini Chevalliet #
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>> Thierry | 3º Ano | Italiano | Mélusine | Artilheiro - Beauxbatons | Nimbus 2800 <<
Thierry Chevalliet
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Re: Quarto 258 - Isabelle Revolverheld

MensagemAlemanha [#176544] por Ian Revolverheld » 09 Mai 2017, 16:47

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Não deveria ter aceito aquela normal ideia de levar sua filha para o TvH. Se quer, na verdade, conseguiu impedir o menino McGregor que a carregava pelas portas do tão conhecido estabelecimento de entrar. Belle, sua querida filha, poderia ter sido atendida na Alemanha, com os melhores tratamentos. Lidell, enfermeira do local, tentou relembrar-me dos motivos de estarmos ali era que uma das melhores neurologistas poderia auxiliar nos sintomas - Convenhamos, desde quando o que temos em casa não resolveria. Ela está com uma contusão de 2º grau e precisa de repouso absoluto. - Ao ouvir os barulhos e conversas desconexas, Ian não resistiu ao sorriso maroto - E talvez um sonífero daqueles bem potentes que nem mesmo o Holzer a acordaria. Aliás, cadê meu genro? Faz algum tempo que não o faço praticar seu alemão... - Ergueu a sobrancelha ao ver o seu tão adorável e perdido filho fazer um rosto questionador diante da conversa. Claro... o foco era a Belle. Mas não poderia deixar de colocar suas preocupações e culpa em cima do menino que se vestia de verde no exato dia que deveria estar monocromático - Talvez, só um talvez... sua irmã está nestas condições pois você se revoltou contra todos torcendo pelo time oposto. E eu prefiro os Cannons, como sabe... LIDELL? FILHA?

Não estava em seu dia normal. No fundo, ninguém jamais entenderia o patriarca da família Revolverheld. Amava os três filhos de forma similar, mas não gostava de imaginá-los machucados ou incapazes de cuidar de si mesmos. Quando a viu vomitando no campo e também encontrando posições que aliviasse a pressão que o cérebro fazia em seu crânio, agradecia mentalmente por ter sido parte deste conhecimento. Estar como expectador desta situação e não poder colocar as luvas esterilizadas e iniciar os procedimentos básicos para um atendimento de risco. Os jogadores estavam sendo tratados, enquanto os outros pareciam discutir algumas coisas do jogo fatídico e, havia a família. Ou melhor. A FAMÍLIA. Incluindo, é claro, Ethan e Joon -
Pensando aqui, Johann. Suas irmãs possuem companheiros aceitáveis. Ainda não entendi bem como funciona esse coreano. Talvez seja devido a cultura e por estarmos no ramo médico e ele no quadribol não tenhamos muito assunto...E você? Quando vai casar? - É claro que esta conversa tinha um propósito maior: tirar Ian do sentimento de impotência.

Impotência em saber que a filha estaria bem cuidada, mas não por ele ou pela irmã. Impotência de saber o que precisa ser feito, mas ainda assim, ter de deixar outros realizarem o procedimento. Mesmo entretido naquela intriguenta conversa com seu filho, os olhos do alemão pairaram nos corredores, lembrando-se de cada saída, parte ou entrada. Ter sido diretor do local o fazia estar também nostálgico -
Claro, meu filho. Vamos achar uma boneca inflável para você assim não estraga o seu penteado. - Bateu no ombro do rapaz, em sinal de condolências e logo sua atenção virou-se para a enfermeira que logo voltou com as explicações dos próximos procedimentos e, por um breve segundo, sorriu. Estava orgulhoso que o hospital estava com uma boa gerencia para ter ótimos funcionários e preocupados com seus familiares. Ao mesmo tempo, surtando, já que ainda não confiava por completo no que faziam. Não havia alternativa: Olhou para cima, vendo sua pequena estilista desacordada e voltou seus olhos clínicos para a enfermeira - Está bem. Vamos esperar aqui fora com os outros.

Era horrível esperar e parecia que Laura, sua esposa, estava certa. No dia em que ele precisasse esperar por noticias dos pacientes, estaria prestes a ser uma bomba relógio. Lidell aproximou-se, questionando sobre a postura estranha do pai e Ian só conseguiu forçar um sorriso -
Talvez seja por preferir cuidar de Belle a deixar outros fazerem isso por ela. Mas agora não temos o que fazer. Vamos esperar pelos resultados que já sabemos será positivo. Conhecendo aquela cabecinha, talvez estejamos subestimando sua capacidade de cura. - Deixou seu coração transbordar por alguns segundos à sua filha que não compreendia por completo de emoções. Sabia que teria algum tempo até que ela absorvesse o que havia sido dito. Este era o momento de ir atrás de Ethan. Ian ainda era um psiquiatra e ainda assim precisava dar o seu melhor para cuidar de sua família. Ou melhor, cobaias - Holzer! Como estão as coisas aí?


tentando voltar com ele -q
texto autorizado e é isso ai(?)
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Re: Quarto 258 - Isabelle Revolverheld

MensagemReino Unido [#176634] por Wendy Bloom » 19 Mai 2017, 14:28

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O pequeno loirinho que acompanhava Wendy era rápido e inteligente, o que deixava-a feliz. Sem contar o fato de demonstrar interesse em todos os detalhes, o que facilitava muito as coisas também. Não demorou muito e lá estava Thierry, com os objetos que a enfermeira tinha solicitado, e com delicadeza, pediu para que ele pudesse realizar a limpeza da pele da senhorita machucada. "Sei como isso pode deixá-lo abalado, mas lembre-se que aqui ela é apenas mais uma paciente, tudo bem?" Suas palavras saíram doces, pois sabia quanto tratar de um conhecido podia ser complicado, principalmente para alguém tão mais novo como seu companheiro. Assim que o mais novo concordou de forma animada, Wendy seguiu até o armário lateral, pegando um saquinho de soro e uma poção do sono. A inglesa já conseguir imaginar o que seria necessário para o tratamento, mas Isabelle ainda estava um pouco agitada, o que poderia dificultar um pouco os procedimentos. Exatamente por isso, prendeu o soro no apoio e furou com cuidado o braço sem tantos hematomas, prendendo a agulha ali e calibrando a quantidade de liquido que deveria cair.

Não demorou muito para que a doutora solicitada surgisse, acalmando um pouco o coração agitada da inglesa. "Obrigada por ter vindo." Agradeceu sem deixar os olhos do que fazia, tomando cuidado para não aumentar demais a dose. Assim que terminou, foi para perto de Katherina passando rapidamente o que tinha acontecido. Como era de se esperar, a médica já tinha o procedimento em mente - que por acaso era o mesmo que a inglesa pensou anteriormente - e quando olhou para Thierry percebeu que o bruxinho não conhecia o termo. Com um sorriso de lado, se aproximou do filho de melusine, na intenção de explicar o que era a tal ressonância. "Basicamente é um exame onde conseguimos ver quais são os danos causados pela pancada e também se há algo quebrado ou mais sério. Você poderá nos acompanhar e assim ver como funciona." Informou para o mais novo que parecia ter compreendido a grosso modo, exatamente devido a pouca explicação de Wendy. Procedimentos trouxas não eram tão usados no hospital onde trabalhava, mas a garota concordava que eram tão úteis quanto feitiços e poções.

Enquanto Katherina fazia alguns exames, Wendy decidiu ir preparar a sala para a ressonância, de modo a ganhar tempo. Com um aceno de cabeça, deixou a sala por alguns minutos, seguindo para onde, dali alguns minutos, seria realizada a ressonância. Como era no mesmo andar de onde estava o exame, encontrou um dos membros da equipe responsável, onde rapidamente explicou o caso de Isabelle. "Muito obrigada, vou trazê-la enquanto você arruma lá, tudo bem?" Agradeceu delicadamente, retornando para dentro da sala duzentos e cinquenta e oito, encontrando a médica e o estagiário conversando. Por mais que não tivesse intenção de interromper, sabia que era necessário. "Desculpe-me, mas já estão arrumando a sala e podemos levá-la para lá." Informou aos dois, que concordaram. Sem muita dificuldade, Wendy e seus companheiros de time, levaram a cama onde a batedora estava deitada para a sala específica. "Enquanto a equipe prepara a senhorita Revolverheld, temos que colocar esses equipamentos e ficar aqui atrás, afim de evitar as ondas que o aparelho emite." Explicou para o mais novo. Katherina também explicou um pouco mais sobre o que o exame faria e, não muito depois, os responsáveis pelo exame entraram na salinha.

Wendy não saberia dizer quantos minutos exatamente a ressonância levou, mas fora o suficiente para conversar com Thierry e tirar algumas de suas dúvidas. Tanto ela quando Katherina conseguiam explicar de forma simples para ele, sempre uma complementando o que a outra dizia. A inglesa estava feliz por ter duas pessoas tão competentes ao seu lado, de modo a ficar relaxada (mas não totalmente) ao atender Isabelle. O tempo que passaram ali, até acabou sendo rápido e logo estavam retornando para o quarto com a batedora. "Acredito que agora é só aguardar os resultados para podermos passar para os amigos e parentes... Devido ao soro, talvez ela durma por algumas horas, se quiser, posso chamá-la assim que ela acordar e também o resultado chegar, doutora. O que acha?"
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Re: Quarto 258 - Isabelle Revolverheld

MensagemLuxemburgo [#176957] por Katherina Friedrich-Suliver » 07 Jun 2017, 01:09

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                Apesar de não serem parecidos em nada, mas observar o jovem Chevalliet fazia com que a ex-herdeira do trono luxemburguês pensasse em seu filho mais velho. Pensar em como teria sido quando ele estava naquela facha etária, o que passava por sua cabeça, se havia se tornado curioso com o tempo ou apenas se mantivera o mesmo menino que não era tomado totalmente por aquilo, mesmo que tivesse aquele interesse inerente, não como a irmã mais nova o tinha. Alphonse e Ayesha sempre foram duas faces da mesma moeda, duas vertentes de duas almas bastantes parecidas, ou que ao menos se compreendiam o suficiente. Como eles estariam agora, ela se questionava muito sobre isso, ainda mais quando encontrara sua bela filha mais nova e questionara sobre os mais velhos.

Katherina afastou aquilo da cabeça, não podia ficar se perdendo em lembranças e em pensamentos que atrapalhassem seu trabalho como medibruxa, mesmo que tais coisas fossem apenas por causa da saudade e da preocupação que sentia dos filhos que a anos não via. Seus olhos esverdeados se focaram nas duas pessoas que a ajudavam a cuidar da jovem Isabelle Revolverheld. Com palavras fáceis e sucintas, a luxemburguesa tentava sanar as duvidas do loirinho com ajuda da amável enfermeira: Wendy Bloom, que não deveria ser tão mais velha que sua filha do meio ou mais nova que seu primogênito. Talvez, tenha até mesmo esbarrado com um dos dois enquanto estudara numa das escolas de magia. Contudo, a jovem ruiva logo saiu do local, partindo para preparar a sala de exames para fazerem a ressonância, para que a loira pudesse descartar qualquer problema sério por causa da balaçada que a batedora do Montrose Magpies recebera do adversário.

O exame em si, após levarem a morena adormecida para a sala especifica, fora até eficientemente rápido para ser feito, algo que as vezes não era, não ali, mas em um hospital trouxa era uma loucura conseguir que aquele exame fosse feito tão rapidamente como fora naquele momento, mesmo assim houve tempo para as duas mais velhas tirarem duvidas do pequeno italiano, pelo menos a, tecnicamente, ex-Friedrich achava ser pelo sotaque leve que ainda conseguia notar, assim como a análise do sobrenome do rapaz, que explicara que conhecia a paciente, sendo esta sua professora na academia francesa, onde Alexis estudara, onde aos treze anos Ayesha participara do torneio tribruxo muitos anos atrás.
– São ondas de rádio frequência, que é capaz de produzir imagens bastante detalhadas de órgãos e tecidos, assim como outras partes do corpo, mas no caso, estamos analisando o crânio da senhorita Revolverheld, quero ter certeza que não há nada de perigoso dentro do cérebro dela. – explicou ao rapaz delicadamente, do mesmo modo que pensava em formas de não assusta-lo com aquilo, ainda mais sendo alguém conhecido. – É o melhor aparelho que há para se notar se alguma lesão cerebral.

Um leve suspiro escapou dos lábios da ex-lufana diante da pergunta do mais novo, uma pergunta justa, mas que fez com que ela ponderasse formas “gentis” e simples de responder, novamente, uma tentativa de não assustar o melusino. A resposta que pensara a dizer foi formulada por todo o caminho de volta ao quarto onde Isabelle ficaria. – Se houver um problema realmente grave, sim, ela não poderá lecionar novamente, mas lhe garanto que estou aqui para evitar esse tipo de coisa. – comenta levemente tocando as madeixas claras com delicadeza. – É meu trabalho e garantirei que ela volte a jogar e a lhe dar aulas, sem qualquer sequela, farei o possível e o impossível caso exista algo errado, te prometo isso, piccolo. - disse sorrindo um pouco, antes de voltar para expressão séria e profissional que carregava, ouvindo então a questão da senhorita Bloom. – Bem, gostaria que alguém ficasse com ela, mesmo na presença dos familiares, talvez eu converse com eles enquanto espero. – falou tocando levemente o ombro da enfermeira. – Obrigada, e me avise assim que estiver o exame. – ela afastou a mão seguindo para a porta, mas acabou por parar um momento. – Wendy e Tierry... – começou o leve sotaque surgindo ao pronunciar os nomes gentilmente. – Fizeram um ótimo trabalho. Estarei aqui se precisarem de mim. – disse por fim saindo para o corredor para encontrar os familiares da batedora, querendo sanar as dúvidas assim como tentar tranquiliza-los sem comprometer nada, sem fazer grandes promessas além daquela que fizera ao pequeno italiano.


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Re: Quarto 258 - Isabelle Revolverheld

MensagemReino Unido [#177382] por Wendy Bloom » 04 Jul 2017, 10:21

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TRATAMENTO FINALIZADO
utilizado a essência de Ditamno em Isabelle

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