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Plataforma 9 ¾ - Expresso de Hogwarts 2018

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Re: Plataforma 9 ¾ - Expresso de Hogwarts 2018

MensagemIrlanda [#180662] por Bran Keenan Kavanagh » 12 Out 2017, 15:12

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“Que escola maluca!” Era esse o pensamento que invadia sua cabeça enquanto corria em direção ao homem. Naqueles pouquíssimos segundos de tentativa, não sentiu nenhum medo ou desconforto, muito pelo contrário: queria ajudar! Estar num trem em que pessoas desmaiavam misteriosamente e outras se machucavam, mesmo depois de levar uma baita pancada na cabeça, era incrível! De um jeito ruim, sim, mas incrível. Será que estavam em uma simulação? Seria aquela uma forma de cumprimentar os alunos? Mesmo os primeiranistas?! Bom, não era o modo mais inteligente… não machucando-os. Mas era diferente! Aquela situação toda, aliás, era diferente de tudo que o menino já havia visto: estar num expresso bruxo já era uma coisa sensacional, mas estar num expresso bruxo enquanto observava o caos da magia… isso sim poderia ser descrita como uma experiência fantástica (fantasticamente ruim).

“Preciso..” Pensou, os olhos bem atentos, lembrando-se do vulto e de como era sua missão seguí-la. Se queria ajudar, precisava seguir sua única pista e, então, descobrir de uma vez por todas o que causava aquela confusão, mas então pará-lo ou pará-la e tornar-se um herói! Contudo, as coisas a sua volta não pareciam entender seu objetivo, nem as pessoas, porque logo viu-se em diversas situações negativas: pessoas gritando consigo, algumas o empurrando, muitos objetos e malas caindo também para o corredor, dois deles batendo em seu ombro e fazendo com que quase soltasse um grito. Não era fácil correr, e ficou ainda mais difícil quando levou uma cotovelada de uma menina, só para assistir quando um cara muito mais velho caiu em sua frente, parte do corpo para o corredor. Keenan parou naquele instante, para pegar fôlego, pensar sobre o que deveria fazer, se seria inteligente voltar ou…

Aquilo era fumaça? Pensou outra vez. Parecia… fogo! Pulou para trás, no meio do caos, confuso e pensativo; conhecia muito bem aquele cheiro. Ele era um péssimo cozinheiro mirin, com longos históricos de tentativa, e sempre terminava queimando algo. Foi quando percebeu mais gritaria: O teto! O teto havia sumido! Literalmente! E agora estava ventando e frio e… “ALGUÈM FAZ ALGUMA COISA! COLOQUEM O TETO DE VOLTA!” Escutou um aluno gritar, sobressaltando-se, e quase pulou para trás uma segunda vez. Mesmo assim, o cheiro não saía de sua cabeça. No fim das contas, tudo era confuso: O teto sumiu, estava ventando, parecia que ele sairia voando dali e existia alguma coisa queimando. Decidiu seguir seu instinto, pensando nas Ddeusas, em sua missão, em como não conseguiu seguir o vulto, mas poderia seguir o cheiro e fazer algo de útil… continuou a correr.

Foi quando olhou, de verdade, para o que estava a sua frente, bem perto de sua cabeça, centímetros de distância do menino. A conexão! Para o vagão cinza! Mas…. Tinha alguma coisa diferente. “O VAGÃO VAI SE SOLTAR!” Ouviu um grito, de uma menina não muito mais velha, que observava a real conexão, e o que ela percebeu, bom, foi a causa para o embrulho no estômago de Keenan, o que fez com que ele parasse de vez, confuso, amedrontado, nervoso… ainda muito curioso e com a menor noção do que realmente estava acontecendo. Sabia que falhou. Não conseguiu seguir o vulto, nem chegar ao vagão seguinte. Mesmo assim, o que descobriu parecia importantíssimo: aquilo que conectava os dois vagões estava esquentnado… era isso que as faíscas significavam, óbvio… e logo logo… “Vai sair!” Pensou, arregalando os olhos, puxando a varinha para dentro das vestes. Precisava fazer alguma coisa. Precisava… precisava…

“Já sei!” Foi assim que virou-se, dessa vez seguiu a direção que percorreu, quase como se estivesse dando ré. Seu objetivo? Encontrar os monitores. Havia deixado-os, e agora se arrependeu um pouco, mas, por outro lado, foi bom ter corrido tanto, porque assim pode descobrir a verdadeira razão de perigo e… “Sai daí, menino!” Ouviu quando alguém gritou, puxando-o para dentro de uma cabine; olhou para cima, era uma menina, quintanista? Sextanitsta? Parecia enorme! “Eu não posso, moça! Tenho que avisar meus amigos..” Exclamou de volta, com um sorriso no rosto, porque agora não tinha só determinação, tinha chances também de conseguir seu objetivo. Sendo assim, voltou a correr, observando os vagões, prendendo-se aos objetos, esperando que o maldito vento não fosse suficiente para puxar seu corpo para fora… isso era algo que só acontecia em filmes, certo? “Tenho que ir, tenho que ir.” Pensou, respirando fundo, percebendo a exaltação, a adrenalina; adorava ser uma criança, mas queria ser uma criança alta só para correr mais rápido.

Nesse instante, notou um menino saindo de uma cabine. “Ei! Você!” Chamou, observando o menino, não muito mais velho, na verdade, mas parecendo ainda mais confuso quanto ao que acontecia. “O teto saiu, a conexão com o vagão cinza tá queimando e não consigo achar os monitores… Me ajuda!” Pediu, porque assim teria muito mais chances, se conseguisse a ajuda de alguém mais velho para, ãh… ok, isso era vergonhoso, mas mesmo um herói não deveria ter vergoha de pedir um pouco de proteção, certo? Claro que na história elas vinham de criaturas superiorores, não outros seres-humanos, mas… “Vamos!” Chamou, arrastando o menino, começando a correr. "Vicenzooooooooo! Beverly!” Manteve o ritmo, volta e meia entrando num vagão só para se proteger, mas sempre saindo. “O vagão… O vagão tá saindo! Tá desprendendo do cinza!” Começou, sem fôlego, assim que pareceu encontrá-los. Precisava explicar tudo e, literalmente, se manter vivo.


Ação: Interpretativa - avisar o povo do que tá acontecendo no vagão (só pra não sumir nessa rodada .q)

Tecnicamente interagindo com vários NPC's, talvez o personagem da Jaque e os monitores

Tá bem bosta, but <3 aushuashuashua
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Re: Plataforma 9 ¾ - Expresso de Hogwarts 2018

MensagemDinamarca [#180672] por Anne Marie Schleswig Holstein » 12 Out 2017, 18:14

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    Os alunos pareciam assustados e conforme avançava, podia ver alguns desmaiados pelo canto. O aperto no peito aumentou temendo que tivesse feito a escolha errada. Deveria ter ficado perto dos meus amigos, mas não suportava aquele estado de Nathy e provavelmente Michael e Nathy cuidariam da ratinha... Alguém precisava procurar algum adulto e pedir socorro. Respirava profundo enquanto observava algumas cabines. – Se protejam e busquem alguma defesa para não se machucarem! – Avisava enquanto tentava caminhar esgueirando pelas laterais do corredor para conseguir caminhar até o coordenador. Uma outra menina que parecia ser da sonserina caminhava mais à frente: - Ô LISSA! – Gritara para a garota e a mesma pareceu não me ouvir. Ao longe ela pulava em outro local e a seguira com a varinha em mãos. Antes de dar o salto vira a sonserina praticamente caindo sobre o adulto e saltara. – Voltar por quê? Você tem que chamar ajuda, viu o que está acontecendo lá atrás! Meus amigos es...– Observara ao redor. Estremeci.

    O sangue parecia estar espalhado e somente naquela hora conseguia perceber onde estava. Não era pior que uma vila destruída igualmente o ataque do dragão em que conseguira ajudar oferecendo um transporte, mas ainda assim, era uma cena que não desejava ter visto. – Cara você tem que chamar ajuda o quanto antes ou dar um jeito de parar isso aqui. – Falava a coisa mais óbvia do mundo para o coordenador. O adulto pareceu mandar a gente parar e por alguns segundos obedeci até que podia sentir aquele suspense igualmente filme de terror e como tal, acontecera. Algo se movera que pudera sentir meu coração sair pela boca e no automatismo: - AHH! – Assustara estremecendo pela cena seguinte: o velho parecia ter sido pega pela criatura e se aquelas coisas causaram todo aquele sangue ao redor, imaginem o que não fariam com ele?

    Para piorar tudo, eles pareceram avançar e a porta atrás batera como se alguém ou algo tivesse passado por ali. Claro, não dera para ver direito que fora, mas não poderia hesitar enquanto elas avançavam tão horrendamente. – Mas que merda! – Apertara mais ainda a base da varinha com a mão esquerda. Não era igual antes que estava montada em um trestálio salvando os ministeriais do atentado ao dragão... Dessa vez estava sozinha e pelo visto, tendo de resolver uma treta causada por adultos. – Já é tarde, também! Ou a gente dá um jeito nessas coisas ou... Mas... – Observava atentamente Patrick sendo levantado por um deles. – O que diabos é ISSO?! O QUE É ISSO? – Perguntava na tentativa de ter alguma resposta do homem que os nomeara como “mímicos”.

    - É podemos deixar ele morrer aqui com as criaturas e a gente ir lá atrás ajudar nossos amigos. – Apoiava a ideia de deixa-lo. Por alguns segundos dera de ombros. – O que o os olhos não veem, o coração não sente! – Sabia claramente que o coordenador estava nos ouvindo, mas ignorava completamente tal fato. – Então me explica como destruir isso! – E já sem tempo e sem esperar pela resposta, arriscara um dos feitiços que mais gostava de fazer e que aprendera sozinha praticamente. Concentrando-me o máximo que podia e apontando para o mímico que segurava o coordenador, conjurei: - Petrificus Totalus ! – Agora era rezar para ver se era funcional, afinal, o que no mundo é imune à esse feitiço?
Ação: atacar o mimico que está segurando o coordenador com o feitiço petrificus.
Feitiço: Petrificus Totalus[dano: -7]; [dificuldade: 6]; [perde rodada: 1];
Descrição: Esse feitiço faz com que os braços e pernas da vítima se juntem ao corpo e a pessoa fica rígida como pedra, impossibilitada de mexer um só músculo, apesar de completamente consciente.

Itens Utilizados:

  • Varinha de Cedro Maciço, 23cm, Corda de Coração de Dragão, Farfalhante

    Usou um Varinha de Cedro Maciço, 23cm, Corda de Coração de Dragão, Farfalhante.

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Re: Plataforma 9 ¾ - Expresso de Hogwarts 2018

MensagemMonaco [#180676] por Lissa Grimaldi » 13 Out 2017, 07:59

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Sim, eu estava com mil ideias em minha mente, muitas que também sofriam mudanças graças as emoções que me dominavam. Era uma situação totalmente fora da caixinha e, ao mesmo tempo em que queria voltar para meu vagão e fazer uma barricada para proteção, queria pegar aquele homem estranho que queria me raptar. Poxa! Eu vivi catorze anos sem sofrer qualquer tipo de problema, mesmo sendo uma princesa, aí, quando descobria toda a verdade, os problemas começavam? Caramba! Eu ainda era a mesma pessoa, só sabia uma coisinha de nada a mais, não precisavam criar uma nova bomba para explodir graças a essa novidade. Que droga! Sim, dava para imaginar minha mente sofrendo com tantas coisas ao mesmo tempo, assim como meu corpo, que precisava criar força para não ser jogado de um lado para o outro entre os corredores dos vagões. Me sentia dentro de um filme de ação, o que não era legal, porque estava sozinha e Apolo (meu fiel escudeiro) estava sumido em algum canto por ai. Só esperava que ele estivesse bem...

Continuei meu caminho, mantendo o foco em derrubar aquele carinha maldoso, mesmo sem ter certeza de como fazer. Respirei fundo, criando fôlego e forçando as pernas a trabalharem, enquanto me aproximava (mesmo que em meio a tropeços e dificuldade) esperei o momento certo para dar o bote. Assim que o homem estranho pagou, percebi que estava na hora e, toda torta e quase sem equilíbrio, me lancei sobre ele, grudando os braços e pernas em torno do tronco dele. - DESISTA! EU NÃO TENHO MEDO DE VOCÊ! - Falei para ele, sentindo meu corpo atingir o chão e algumas partes começarem a doer. Ai! Talvez não tenha sido a melhor ideia que tive... As palavras dele me fizeram arregalar os olhos e sentir as bochechas corarem, de modo que o soltei imediatamente. Muito bem Lissa, nem chegou na escola e já arrumou uma detenção. - Desculpa! Eu pensei que você estava querendo me raptar! Foi mal! - Tentei me desculpar, colocando os braços atrás do corpo e mordendo meu lábio inferior. Okay, ele poderia ter mentido, mas tinha ouvido o coordenador falando mais cedo, então não podia ter mais homens estranhos e, já que eu o derrubara, ele não devia ser tão inteligente a esse ponto. Ou era o que eu esperava.

Claro que o.. como era mesmo o nome do velhote ali? Ah, o carinha lá, pedia para que voltássemos, mas não o faria. Se tinha alguma coisa errada, eu ajudaria, até porque, sempre me metia em confusão, então, se pudesse dar um jeito, talvez - eu disse TALVEZ - pegassem leve nos meus castigos. Meus olhos acompanharam o local, vendo sangue espalhado e a vontade de vomitar me dominou, principalmente ao encontrar um pedaço de corpo (mão) caído. Eca! De filme de ação, entramos num filme de terror? Que negócio era aquele, meu santo cristinho? Pela primeira vez, notei que Anne estava ali, tentando ser a voz da razão, mesmo que não fosse dar muito certo. Tipo, um monte de coisa ali, problemas para cima e para baixo, não dava para sair e pedir ajuda. - ATRÁS DE VOCÊ! - Não tive tempo de avisar, apenas gritar e ver o coordenador ser pego por alguma coisa bizarra que parecia um baú com formato de livro e cara de monstro. Era uma coisa bizarra e que não dava para tentar descobrir o que era, de modo que apenas fui para trás, vendo toda a cena acontecendo a minha frente e sem saber o que fazer.

O caos se instaurou ali dentro, de modo que Anne gritava ordens, o velhote gritava outras, as criaturas pareciam com fome e eu ficava sem saber o que fazer. Apertei mais forte minha varinha, tendo a certeza de que ela não cairia e, por algum motivo, tirei um dos meus sapatos. - SAI DAQUI, COISA FEIA! - Gritei, lançando o sapato na direção de uma daquelas criaturas estranhas, como se fosse um cachorro bravo e eu quisesse assustá-lo. Nem preciso dizer que a ideia não deu muito certo né? Tipo, eu não estava pensando direito, então não me julguem por tentar fazer alguma coisa. Mimicos? Que desgraça era aquilo, minhanossasenhora? - Menino, você sabe que treco é isso? AAAH! CUIDADO! - Pulei para o lado, desviando de um... Aquelas coisas tinham tentáculos? Ah, muito obrigada! Para que um inicio de ano letivo normal e não tão mortal, hein? Eu precisava fazer alguma coisa, mas o que? Não tive tempo suficiente para pensar, então apenas apontei minha varinha na direção de uma daquelas coisas e falei o primeiro feitiço que veio em minha mente. - Incendio!


Ação: atacar o mimico 1 (só pra ficar organizadinho)
Feitiço: Incendio[dano: 4]; [dificuldade: 2];
Descrição: Feitiço Incendiário. Gera uma pequena explosão de chamas que podem se propagar pelo ambiente, causando um incêndio.

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  • Varinha de Castanheira, 27cm, Pelo de Pégasus, Flexível

    Usou um Varinha de Castanheira, 27cm, Pelo de Pégasus, Flexível.

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Re: Plataforma 9 ¾ - Expresso de Hogwarts 2018

MensagemInglaterra [#180680] por Catherine Winlet » 13 Out 2017, 18:16

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                      O barulho intenso da movimentação do trem competia com os gritos e choros que podiam ser ouvidos por todo o expresso. O caos parecia bem maior do que eu tinha imaginado no começo, assim que senti aquele solavanco e que fui atingida pelo malão. O lugar em que fui machucada parecia queimar de tanta dor que sentia. Me esforcei para levar a mão direita até a cabeça e ver se tinha sangue pelo ferimento. Meu desespero aumentou quando eu senti aquela parte de meu corpo molhada. Eu devia estar com um rombo na cabeça e perdendo sangue e aquilo não era nada bom. Eu precisava tirar aquele peso de cima de meu corpo, mas não consegui movê-lo quando tentei. Anne tinha se aproximado de mim e falava algo com os meninos. Eu não conseguia me concentrar em sua voz, era como se eu estivesse debaixo d'água e não conseguisse distinguir suas palavras.
                      -Ok... - respondi à Princesinha sem ter muita noção do que estava respondendo de fato. Se eu soubesse que ela queria saber se eu concordava com ela saindo da cabine para ajudar os outros, eu a teria feito pensar um pouco mais sobre o assunto, principalmente depois de ver a maneira até mesmo grossa e fria com que ela tratara Mike, mas no fim teria perdido pois nada pára minha amiga quando ela quer fazer alguma coisa.
                      Senti o malão sendo empurrado pelos meninos e logo Mike veio me ajudar. Me apoiei nele para poder levantar. O malão que tinha me atingido era o meu. Algumas de minhas coisas estavam espalhadas pelo chão. Minha bolsa de ombro estava na cadeira e algumas outras coisas dos bagageiros tinham caído pelo chão do vagão. Estava difícil de se manter em pé devido à alta velocidade que o trem viajava. Onde estava o maquinista e porque ele não diminuía aquilo? Olhei pela janela e pelo que pude deduzir devíamos chegar na ponte logo logo e se as coisas continuassem daquele jeito não contaríamos com nada além da sorte. Minha cabeça deu outra forte pontada me fazendo gemer de dor assim que pensei naquilo. Mike me olhou preocupado.
                      -Na medida do possível. Minha cabeça ta doendo muito, e vocês dois? - perguntei enquanto puxava minha bolsa do banco para meu ombro. Qualquer uma daquelas coisas do meu malão eu poderia arriscar perder, menos os livros ali naquela bolsa. Eles eram especiais e eu não sei o que faria se algo acontecesse com eles. -As coisas parecem estar bem ruins, sabem o que houve? Ou o que podemos fazer? - perguntei ao mesmo tempo em que era derrubada outra vez pelo balanço do vagão. Caí sentada no banco ao lado de Michael. Outra mala foi jogada para o canto da janela fazendo um barulho forte de algo se quebrando. Nada dali iria ficar inteiro? Era isso mesmo? Michael pegou Queenie, a gata dele, no colo para tentar acalmá-la. Ainda bem que eu deixei Fat Louie em casa com o Chris, imagina se algo de ruim acontecesse com ele...
                      Nathy falou alguma coisa mas eu não prestei atenção. Estava começando a sentir um cheiro estranho e meus olhos começavam a arder junto com minha garganta que incomodava um pouco, coçando como se eu tivesse comido algo muito áspero. Me abaixei para sentir melhor o cheiro e ver de onde vinha aquilo e levei um susto ao constatar que saía fumaça da mala que atingira a parede da janela do vagão.
                      -Fo-go... Fogo! Ta pegando fogo a gente tem que sair daqui! - enquanto eu falava o cheiro se intensificava e a fumaça tomava conta da nossa cabine. Estava ficando difícil de respirar e minha cabeça doía mais e mais. Precisávamos fazer algo rápido antes que nós três caíssemos desmaiados no chão sem conseguir respirar. Ou a gente saía dali e corria, ou tentava apagar o fogo, o que seria bem mais lógico. Infelizmente meu julgamento estava mais lento que o normal devido à toda aquela dor e aquela atmosfera caótica, então eu demorei alguns instantes até que enfim copiasse a ação de Michael, puxasse minha varinha do bolso das vestes e apontasse para onde o fogo estava aumentando cada vez mais.
                      -Aguamenti!
                      -Nathy, a porta, abre ela! - gritei para o sonserino. Com todas aquelas coisas caindo e voando pela cabine, eu não tinha visto se a passagem para o corredor estava livre ou não. Só podia esperar que sim e rezar para conseguirmos sair dali vivos e para que meus amigos estivessem bem.

      Com: Michael T. Statham (NPC 2º ano lufano), Nathaniel, Anne Marie.
Feitiço: Aguamenti[dificuldade: 3];
Descrição: Feitiço que conjura uma fonte ou jato d'água da varinha de quem o lança.
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Re: Plataforma 9 ¾ - Expresso de Hogwarts 2018

MensagemItalia [#180682] por Vicenzo de'Lavezzo » 13 Out 2017, 19:33

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    E da escuridão se faz a luz. Caído no chão o jovem corvino conseguiu por meio de um subido suspiro acordar erguendo seu corpo fazendo-o vencer a barreira do ar ao se levantar bruscamente. A mão na cabeça era o indicativo da violenta e forte dor que abatera sobre o jovem, talvez naquela noite o jantar de seleção não seria tão animado como ele estava pensando e, tampouco a viagem estava sendo como ele havia planejado. Sentado no chão seus olhos não conseguiam transmitir por meio das células nervosas todas as informações que o cérebro necessitava receber, por isso o atordoamento momentâneo, algo que fugira em completo do controle de suas mãos, quisera naquele momento estar em casa, em Roma, onde o cheiro de pão quente saindo do forno da mãe lhe seria o aconchego bastante desejado. Segundos e gritos ecoaram pelo trem, seguido do que parecia ser uma explosão, mas em que diabos de viagem Vicenzo estava? Hogwarts havia perdido tanto o controle sobre seu meio de transporte escolar assim? Como narrador me preocupo em relação às aventuras que aguardam meu personagem no castelo, se é que ele chegará vivo lá.

    Com os braços apoiou-se nos bancos da cabine e então fez força para erguer-se do chão. Por um instante tudo girou e seu estômago teve vontade de regurgitar tudo o que ele não tinha no estômago, todavia o controle do jovem sobre o órgão digestivo ainda era dominado pelo cérebro, infelizmente não posso descrever o mesmo sobre o coração. No instante em que se pôs de pé pode perceber que estava sozinho ali na cabine, mas onde estavam todos? Cadê Beverly, aquele garoto novato e a loira? Aparentemente todos haviam sumido e o deixaram ali sozinho, como puderam deixa-lo ali assim? Um sentimento de raiva invadiu Enzo. Ele compreendia, apesar de não justificar, que os novatos tenham o deixado ali, mas Bev? Por que ela faria isso? Não fazia sentido algum e, seu coração corvino logo falou mais alto demonstrando quem de fato comandava o racional. “Ela deve estar ajudando alguém, é... claro! Mais que diabos está acontecendo? ”. Uma luz brilhante irradiava para dentro do trem, era como se o mesmo não tivesse teto e, naquele momento de fato ele não tinha.

    Vicenzo respirou fundo e então tossiu como se algo estivesse preso em sua garganta, sem dúvidas respirar aquele pó sobrenadante gasoso simplesmente não o ajudaria em nada. Tratou de esquecer a dor e se concentrar em encontrar a monitora da Ravenclaw. Procurou sua mochila meio as coisas derrubadas no chão e, ao encontrá-la, retirou sua varinha e capa de vestes básicas. Ele não estava preocupado com sua vestimenta, não, apenas queria evitar que algo pior acontecesse. Assim, munido do objeto mais precioso que um bruxo pode ter, ele saiu pela porta da cabine dando de cara com Beverly. A jovem estava com os cabelos.... bom digamos que não estavam bem penteados, e o rosto dela tinha poeira e alguns traços e fuligem, algo realmente de ruim havia abatido o trem de maneira extremamente perturbadora. Assim que os olhos claros do rapaz encontraram os dela, ele só fez abraçá-la. Nos segundos que passou ali dentro da cabine procurando sua varinha, Enzo formulou várias teorias acerca do que poderia ter ocorrido com ela e, ao vê-la aparentemente bem... Bom, creio que está bastante claro que o garoto gosta dela, certo? Ele só não se convenceu disso ainda, mas até o final do ano pelo menos um beijo tem que sair, se a Ana deixar, é claro!

    Enfim, chega de devaneios do narrador e voltemos ao ponto principal. – Você está bem? Acordei e simplesmente todo mundo tinha sumido, achei que tinha acontecido algo... – As pupilas dilataram-se brilhando após o abraço se desfazer e então ele poder olhá-la ali. Um imenso desejo de se aproximar mais dela ardeu dentro dele, mas tal anseio precisou ser deixado de lado quando alguém gritou sobre o teto, logo em seguida um outro corvino terceiranista anunciou que a o elo que ligava um vagão no outro estava em chamas, prestes a derreter e se partir. Agora abrirei um parêntese aqui para fazer um simples questionamento: qual a temperatura que estava esse fogo? Afinal o eixo que uni uma cabina a outro normalmente é construído usando uma liga metálica bastante resistente, algo que exigiria uns 500°C no mínimo para começar a se preocupar, mas enfim, deixou aqui minha indagação, agora chega de enrolação e voltemos para a trama.

    Alik era o menino a quem Vicenzo devia um aperto de mão e um belo soco na cara, afinal não se esquecera nenhum pouco do “incidente” ocorrido no banheiro da Corvinal, todavia, devido o monitor ter pregado uma peça no mais novo Yuriev eles estavam quites, então não haviam motivos para raivas ou rivalidades, pelo menos não da parte de Vicenzo. As palavras do garoto eram bastante sérias e se de fato aquilo fosse verdade havia a possibilidade de o vagão de desligar do restante da locomotiva deixando-os para trás. – Bev fica aqui e tenta acalmar os novatos, vou ver o que está acontecendo. – Assumindo a posição de hominho, o rapaz saiu pelo corredor atropelando alguns alunos apavorados e, assim que chegou perto da porta olhou para o eixo de engate. Imediatamente a fumaça invadiu suas narinas fazendo seus olhos arderem. Como aferido por Alik, o vagão estava sob risco de se soltar do demais do trem, em resumo: eles estavam fudid*s. Enzo voltou para dentro do trem e, naquele furdunço todo resolveu gritar, afinal se até mesmo seus professores usavam tal ato de incivilidade, por que não ele?

    – EEEEIIIIII!!! GENTE O EIXO QUE LIGA NOSSO VAGÃO AO RESTO DO EXPRESSO ESTÁ DERRETENDO. ALGUMA SUGESTÃO DE COMO RESOLVER? GRITAR NÃO ADIANTA NADA. – Mas adiantou para que a maioria ali prestasse a atenção nele. Para a sorte de todos, Alik parecia já ter pensado em um plano, era simples e se desse certo eles estariam salvo. – Perfeito Alik. Beverly, Sibyl, Annie juntem-se a nós, vamos tentar reparar isso. – Se daria certo, só Deus sabe, mas pelo menos ninguém poderia alegar que os jovens não tentaram. Assim, após todos concordaram com o rapaz, as três meninas e os dois terceiranistas se uniram frente ao eixo do trem que estava prestes a se soltar. – Eixo Reparo. – Conjurou Vicenzo mirando nas ligas metálicas.


    Note: Vagão Branco, Cabine II. Tá uma merda, não leiam.
    With: Sibyl Elizabeth Salisbury, Beverly C. Harrison, Bran Keenan Kavanagh, Annie Gray, Alik Yuriev.
    Action: Usar o feitiço reparo para tentar reparar o dano causado no eixo.
Feitiço: Reparo[dificuldade: 3];
Descrição: Usado para reparar e reconstruir qualquer objeto que tenha sido quebrado. Dificilmente consegue reparar objetos quebrados por magia. Deve preceder o nome do objeto ao feitiço antes de utilizar. Ex: Óculos Reparo;
Editado pela última vez por Vicenzo de'Lavezzo em 15 Out 2017, 09:27, em um total de 1 vez.
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Re: Plataforma 9 ¾ - Expresso de Hogwarts 2018

MensagemGrecia [#180688] por Athena Hatzimichalis » 14 Out 2017, 15:39

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Aednat Breathnach
16 anos - Sonserina - Irlandesa




- Mãe - Ouviu-se a voz firme da menina, de longos cabelos castanhos que de vez em quando tinham leves tons avermelhados, repreender a figura materna com confiança. Ela, sendo filha única de um dos ramos da família Breathnach, preferia fingir que a não estava sendo tratada como uma criança, quando seus primos estavam recebendo somente conselhos. Rolou os olhos diante de uma possível crise de choro, onde a mãe – desesperada, diga-se de passagem – perguntava o que a filha faria se algo acontecesse a ela e seu braço ao longo do ano - Vamos viver. Quem sabe o Senhor Revolverheld não esteja este ano letivo para cuidar disso? Pelo menos será melhor cuidador do que aquele medibruxo que trouxemos para a fazenda estas férias. - Despejou com certo desprezo ao homem que deveria ter cuidado de um leve acidente de trabalho e, no fim, quase amaldiçoara o braço de Aednat. O caso precisou ser revisto com seriedade pela família, que após alguns artefatos mágicos, conseguiu reaver os movimentos do membro superior e agora, a história era passado. Com um suspiro, a mãe, agora aceitando o fato de que não poderia mais controlar a menina, deu-lhe o último abraço preocupado, também demonstrando seu amor por ela.

Após a estranha despedida, encaminhou-se para o lado dos primos, onde todos separados em diversas casas, deixavam a escola perdida. Não que ela se importasse. Fazia questão de andar com sonserinos a não ser que estivesse falando com seus familiares. Era uma das primas mais velhas e precisava mostrar como lidar com a escola, problemas, com quem conversar e quem feriria o orgulho de uma família prestigiada - Andem logo, antes que nossas mães acham que estamos morrendo de tristeza e saudade por não entrarmos no trem. E acredito que todo mundo aqui queira mesmo se livrar deles. - Mais uma vez rolou os olhos, acenando de leve para a mãe e logo se enfiando em um dos vagões, com alguns de seus primos mais velhos, enquanto os novos seguiam para seus amigos. Não havia nenhum primo seu que entraria no primeiro ano, facilitando a lista de preocupações a menos dentro daquele trem. Gostava de sua família e os preferia ter por perto em vez daqueles grifinórios sem cabeça. Mas, de vez em quando, era melhor afastá-los e aproveitar-se da elite da escola (não somente de dinheiro, mas de inteligência) tendo uma conversa muito mais agradável. Sentou-se, cruzando as pernas e retirando as luvas, que revelavam levemente as marcas da maldição que ainda corria.

O tempo se havia passado, coisas estranhas acontecendo, mas nada que Aednat se importasse. Não comia nunca nada da mulher do carrinho de doces: achava-os nojentos, comparados a comida saudável que tinham na fazenda. A transição entre as comidas gordurosas e os vegetais frescos lhe irritavam o estômago, por isso, era melhor se afastar - Dionísio - Cumprimentou o grego, de estranhos cabelos negros e um breve olhar sádico, que lhe parecia uma interessante diversão desde o ano passado. Vejam bem, ela não era uma garota que se entregava aos prazeres da carne, achava isso extremamente entediante. Gostava da forma de pensar dele, mostrando claramente o motivo do chapéu seletor ter escolhido o primeiro Hatzimichalis para a casa da serpente. Seus irmãos, mostrando que a linhagem sanguínea era extremamente importante, seguiam para o mesmo caminho - Sente-se, talvez podemos conversar mais sobre suas peripécias este ano. Por sorte, a diretora de nossa casa percebera que eu como monitora seria um fiasco. - Confessou algo que lhe estava em mente: todos os seus primos haviam sido monitores, ou monitores-chefes. Isla, em Beauxbatons, era uma, e os outros, a partir do 5º ano, pareciam ser atraídos por aquilo que a menina dos cabelos castanhos chamava de maldição. Por já ter uma, não precisava de outra, não é mesmo?

Antes de continuarem a conversa, o primeiro solavanco viera. Com o Spongify, conseguiu criar uma superfície segura para se protegerem do primeiro, mas não deu tempo para o segundo. A perna prendeu-se em uma das partes do banco, grunhindo de raiva com o ocorrido. Um de seus primos questionou se ela estava bem e, pelo olhar mortal, o mais prático seria tirá-la dali. Agradeceu, vendo alguns cortes, perda do sapato precioso e gritos por todos os lados, devido aquela maldição que havia atingido o trem - Vocês deviam estar indo ajudar os outros. - Ergueu-se devagar, verificando que estava bom para andar, mas não para fazer grandes saltos ou algo similar. Não que ela o faria, mas se fosse preciso, talvez não tivesse tanta sorte causando ainda maiores estragos. A velocidade tornava a caminhada ainda pior e encarei Dionísio com uma risada - Vamos ver os outros. Posso não gostar de ajudar gente alheia, mas se for um sonserino, terei o prazer de cuidar e querer sua escravidão depois. - O tom era de leve brincadeira, com um pingo de verdade. Não deixaria a criatura que deveria cuidar de si mesmo e dos outros livre depois disso. Abriram a porta da cabine, em direção ao caos.

Pessoas corriam, desmaiadas, lutando contra coisas malucas e também fagulhas caiam por todos os lados, necessitando proteção. O som que Dionísio fizera, ao ver ambas as irmãs desmaiadas, estava longe de algo masculino, porém a irlandesa jamais iria comentar sobre o assunto. Se tivesse irmãos e realmente se preocupasse com eles, ver aquela cena não era a melhor coisa que poderia acontecer - Hatzimichalis - Virou-se para Ares e a outra coisinha que chamava de irmã, Afrodite. Não se importava com a mesma, já que não entendia como a própria havia adentrado dentro de sua casa - Do que precisa de ajuda? Vi que temos problemas com as rodas. Cuido de uma e você da outra, assim podemos ir ver o que acontece. - Aproximou-se da ruiva, percebendo ser ela a mais nova. Por sorte, ao viverem em uma fazenda, algumas vezes precisava lidar rapidamente com primeiros socorros, antes que alguém aparatasse. Tocou o rosto da ruiva, usando um feitiço para acordá-la. Se tudo desse certo, estaria em pé, pelo menos deixando os outros gregos prontos para o trabalho. Alguém havia gritado seu nome, mas ela não se importou: não era monitora e não, não iria fazer o trabalho de simples ralé. Aquela garotinha seria Sonserina e faria questão de que aprendesse o que fosse preciso pra isso.



Ação: acordar Nyx.
(como já esperado, questionei sobre os NPC e me disseram que, pra eles, só valem os dados)
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Re: Plataforma 9 ¾ - Expresso de Hogwarts 2018

MensagemInglaterra [#180693] por Raviel Crowley » 14 Out 2017, 17:33

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Era um lugar esquisito, não se dava para ter certeza do que era exatamente, mas o máximo que dava para afirma é que não é real, tudo parecia contorcido, havia várias escadas, com espelhos imensos na parede, alguns apareciam imagens de pessoas correndo, em outros chamas e gritos, parecia uma televisão exibindo acontecimentos, mas não possui apresentador. Comecei a andar por aquele recinto do qual era misterioso e obscuro e a qualquer momento poderia acontecer o inesperado, senti uma pressão como se algo me levasse, uma dor de cabeça forte, as escadas começaram a mudar de forma, todas elas estavam se alinhando e ficando lisas, totalmente sem degraus, como se fosse uma passarela, formando um caminho reto que levava a um espelho que emitia uma forte luz, então decidir correr até ele, e cada vez que eu corria, tudo em minha volta parecia está em movimento, algo que me lembrava a visão que temos quando estamos olhando da janela do trem, e então atravessei o espelho.

-Corre! Faça algo! Apague o fogo! Não entrem pânico! - Me vi ao chão da cabine escutando várias pessoas falando em um tom desesperado, estava desnorteado abrindo os olhos aos poucos sem saber o que realmente estava acontecendo, minha cabeça doía bastante, parecia que alguém tinha tentado quebrar minha cabeça, embora foi uma das opções que eu cogitei, enquanto não me levantava eu analisava cuidadosamente através da audição todo o lugar, as vozes de pavor me fazia questionar se algum criminoso estava abordo, se alguém morreu, minha visão estava turva, além de está sem forças, - Preciso levantar - falei em um tom fraco, mas o bastante para alguém me escutar e acudir, - Você está bem!? - Perguntou alguém que logo reconheci pela voz, era Lysandre, rapidamente ele se prontificou a me ajudar a levantar.

Assim que levantei percebi que havia alguns machucados em minha cabeça, limpei as feridas com a manga da roupa, e peguntei ao Lysandre o que estava ocorrendo, porque as gritarias, e então ele foi me contando o que acha que pode ter ocorrido, e como eu desmaiei, que pelo que ele disse foi uma pancada bastante forte, e uma coisa chama a outras, enquanto decidíamos o que fazer, algo bateu violentamente contra o teto do vagão, dando para ser ouvido em todas as cabines dos mesmo e de alguma forma parecia está fazendo mais frio que o de costume, então abrir a porta da cabine e rapidamente um vento gélido cortante adentrou e em minha curiosidade coloquei minha cabeça para fora para conseguir ver o que estava acontecendo, e vi que parte do teto havia se desprendido, algumas pessoas estavam sendo colocadas dentro de suas cabines enquanto outras estavam na porta que levava ao vagão cinza.

Tudo estava um caos, voltei a cabine e comecei a me preocupar com minha gata, algo poderia ter acontecido a ela? Bom... Era algo que não teria descobrir naquele momento, e além disso precisava pensar em como solucionar alguns problemas, vi que as pessoas estavam perto da porta justamente porque viram que o eixo que liga o vagão branco ao cinza estava derretendo, eu não poderia imaginar o que aconteceria se o vagão se soltasse, creio que dessa vez eu bateria a cabeça novamente, mas não sobreviveria... Pensei e pensei, e peguei minha varinha, por mais que eu não possuísse habilidades para consertar um eixo de um trem, tinha algo que não posso esquecer nunca, que eu sou um bruxo. Em um instante eu sair da cabine, algumas dos monitores que estavam no corredor, tentaram me impedir, fui até a porta me segurando o mais forte que eu podia apontei minha varinha para o eixo e conjurei Ebublio, as bolhas que saiam da varinha iam em direção ao eixo e assim que tocavam o eixo estourava fazendo com que a água que fazia a bolha ao pocar caísse um pouco no eixo, e por mais que não fosse fazer parar de derreter serviu para ameninar a situação.


Tentando impedir que o eixo continue a derreter
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    Usou um Varinha de Cerejeira, 24cm, Corda de Coração de Dragão, Maleável.

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Raviel Crowley
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Postado Por: Michael Sousa.


Re: Plataforma 9 ¾ - Expresso de Hogwarts 2018

MensagemItalia [#180704] por Matteo Romazzini » 14 Out 2017, 20:24

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      DAVE MAISON | 4º ANO | MONITOR LUFA-LUFA | POST 3


      O mundo rodopiou e o chão pareceu confortável. Não consigo explicar ao certo o que tinha acontecido comigo, mas a voz alarmante de Kelly gritando meu nome me fez sair da escuridão que me encontrava. Tentativa de abrir os olhos nº 1: em vão. Minha cabeça parecia levar marteladas a cada vez que meu coração pulsava. Eu estava deitado e havia um peso extra sobre mim que eu tinha certeza que ainda não pertencia a minha barriga. Tentativa de abrir os olhos nº 2: um grande borrão, uma menina de cabelos trakinas meio a meio e uma outra apavorada no vagão. – Ai – resmunguei sem entender muita coisa ainda. Mas que f*cking coisa tinha acontecido? Tentei apoiar meus braços no chão para me erguer e o peso dos malões (ou era o que tinha deduzido ainda vendo borrões) dificultava me locomover.

      - Que diabos... – parei de fazer força por alguns instantes e deitei de novo, me permitindo fechar os olhos e reunir um pouco de forças em meio a tanta dor de cabeça. – Eu estou bem – murmurei quando ouvi a voz de Syndra dizendo que eu tinha morrido, embora "bem" não representasse meu estado. – Ainda não foi dessa vez – concluí ainda em sussurros. Tentativa de abrir os olhos n 3: já conseguia ver as coisas com um pouco mais de clareza. Retirei aquele peso de cima do meu corpo e me colocar de pé novamente ficou mais fácil, embora a sensação que eu estava vivenciando era de uma ressaca braba, como da vez que Nicolas resolveu trocar meu suco de abóbora natural por uma dose de whisky.

      Já voltando ao planeta terra, vagão preto do expresso de Hogwarts e cabine das lufanas, me escorei em uma das paredes e só percebi que não estava mesmo ficando louco ou tinha sido chapado por algum doce contrabandeado quando vi Kelly fazer um feitiço de orientação com sua própria varinha. Certo, nós ainda estamos indo para Hogwarts, mas alguma coisa de muito errado está acontecendo. Eu sou monitor, preciso fazer alguma coisa, muito embora Kelly estivesse bem mais calma e decidida a resolver o problema que eu. - O problema não é estarmos indo para Hogwarts, o problema é chegarmos lá - era pra ter sido um pensamento, mas minha boca grande fez questão de expor. - Vamos manter a calma.

      Assim que a adrenalina abaixou um pouco, pude sentir que a gosma que estava descendo pela lateral direita do meu rosto e encharcando a parte da frente dos meus cachos era sangue. “Boa, garoto!” Meu cérebro gritou para mim em completo tom de ironia. Eu era mesmo um inútil. As primeiras horas com essa droga de distintivo e eu já parecia um marica fracote. Precisava encontrar os moleques e convencê-los a me ajudar a fazer qualquer coisa para que nós e todos os outros não morrêssemos antes de chegar na escola.

      Antes que eu pudesse pensar em abrir a cabine que estávamos, vi uma fumaça esquisitona começar a ocupar os corredores. – Mas que p****?!?! – Aquilo só podia ser uma grande sacanagem! Não é possível tanta merd* junta justamente no meu ano de monitoria. Por Merlin! Como eu queria que Sarah estivesse comigo, ela era boa nessas coisas. – Acho melhor vocês ficarem por aqui, não sei se essa fumaça é toxica. Vou procurar os outros monitores e verificar o que está acontecendo – não sei de onde veio esse tom, provavelmente é algum poder do broche, mas eu precisava me certificar que, pelo menos, duas pessoas ficariam “a salvo”.

      Abri e fechei as portas da cabine o mais rápido que pude. Pensei até em lançar algum feitiço de proteção para que a fumaça não adentrasse, mas tinha gente demais correndo por todos os lados, gritando “fogo! Fogo!” e eu sequer consegui sacar a varinha. Por sorte, encontrei os Zack e Luke um pouco agitados no corredor. Eles explicaram muito brevemente que tinham malões pegando fogo e que a gente precisava se dividir para apaga-los antes que todos nós virássemos torresmos.

      Bom, alguém tinha que acalmar aquelas crianças. Não adiantava nada ter pirralhos do primeiro ano que sequer sabiam pronunciar feitiços ali atrapalhando o caminho. Hora do Dave agir, mas nem respirar fundo eu podia naquela situação.

      -PRIMEIRANISTAS, POR FAVOR, VENHAM COMIGO! – Disse tentando puxar as crianças para um vagão do meio. – PRIMEIRANISTAS, POR FAVOR! ABRAM CAMINHO, VENHAM ATÉ AQUI.



      Interação: Zack Hemmings e Luke Clifford[NPC], Kelly Ansley e Syndra [?]
      Notas: O bonito do Dave é NPC então eu não posso fazer feitiços com ele. Como já me dispus a postar no expresso e tenho uma trama em andamento com ele, fiz um post meramente interpretativo. Primeiranistas do vagão preto que queiram interagir com o Dave, podem chamar no pvt.
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Postado Por: Marj.


Re: Plataforma 9 ¾ - Expresso de Hogwarts 2018

MensagemGrecia [#180706] por Ares Hatzimichalis » 14 Out 2017, 21:20

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    Como a maldição daquele dia, todos os meios de transportes em que eu entrava pareciam estar amaldiçoadamente dispostos a fazer-me colocar as tripas para fora, voar para fora da janela, ou me matar com um cano de metal a me bater na cabeça diante de uma colisão. Qual dessas era a pior forma de morrer? Não me pergunte, mas, com certeza, tal punição era proporcional aos pecados que havia cometido no Olimpo. Mesmo que, de certa forma, soubesse que meu homônimo estaria se divertindo agora de minha pequena aventura, enquanto, de um lado para outro eu chacoalhava intensamente, como uma semente de melancia presa em um liquidificador trouxa. Com a única diferença de uma loira escandalosa à mais para ensurdecer meus frágeis ouvidos, um cachorro desesperado, com unhas dolorosamente fincadas em minha camisa de lá e os dois corpos desmaiados de minhas irmãs que lutavam para se soltar das amarras. Ah, sim, comentei sobre o fato de provavelmente estarmos desgovernados e a caminho do Tártaro?

    Ahaha… Aquilo com certeza devia ser alguma espécie de praga. E a Bela não adormecida desesperada que adorava me lembrar disso, com certeza, não ajudava. -Sim. Eu sei que precisamos sair daqui, mas papai e mamãe vão nos matar, se as deixarmos assim. - Respondi, o mais calmamente e pacientemente possível, cutucando levemente o peito de Athena e a chamando em voz baixa. -Ei, acorde… Ou serei obrigado a pedir que Vênus Demônio te de um beijo de amor verdadeiro. - E ao final, indiquei a bola de pelos amarronzado, o afastando um pouco do meu corpo, para evitar as unhas afiadas, nem querendo imaginar aquela cena de nojeira. Mas ao menos muito melhor do que deixá-las ali embora, com alguns dos meus irmãos eu fosse considerar o caso

    -Ei, Nix. Isso vale para você também. - Aquela fora a vez de fazer o mesmo com a pequena ruiva já traumatizada por sua pequena viagem de trem e, que logo logo, sairia com mais um trauma para contar. -Bem, eu não tenho escolha. - E, com um olhar quase maligno que fez o pobre animal ter intenções de fugir, eu o agarrei para selar o “beijo de amor verdadeiro”, aproximando o animal de uma de minhas irmãs, com o aval enojado e ao mesmo tempo cúmplice de Afrodite. -Ares, isso é nojento! Vênus escovou os dentes hoje, não quer fazer algo assim.- A loira me sinalizou, embora eu não temesse exatamente a reação do animal quase se convulsionando como se quisesse sair de minhas mãos em si.

    Ao menos deveria pensar no lado bom, havia guardado uma Dracma em meu bolso de manhã como moeda de sorte. Ok que não ia me salvar, mas ao menos teria como pagar um tranquilo passeio de barco mais tarde, mesmo que não fosse sobre o lago de Hogwarts.

    Agora, voltemos ao trem, a cabine, e a porta se abrindo de uma vez, ao mesmo tempo em que minhas mãos eram mordidas pelos finos dentes do cachorro inútil, e meus olhos se voltavam aos novos visitantes. - Dionísio… - Pronunciei de forma um pouco frio e não tão animada, enquanto encarava o senhor vinho, o seu grito histérico e ridículo e a sextanista que o seguia com o mesmo olhar estranho que as garotas que seguiam Hades para seu covil nas noites em que eu era expulsos de volta para meu quarto. Paixão. Era essa palavra que lerá em alguns livros e que vira acontecer em alguns filmes adolescente trouxas que vez ou outra Afrodite me fizera assistir. Embora sinceramente nunca tivesse entendido aquele emburrecimento bizarro e estranho de menininha. Mas não iria comentar ali, existiam coisas mais importantes a se fazer. E discussões ridículas não faziam parte dessas coisas.

    - Por mim tudo bem. - Concordei, procurando o cachorro com os olhos, antes de encontrá-lo encolhido medrosamente no colo de sua dona, e então simplesmente desistindo da ideia, antes de pegar uma parte das faixas magicamente feitas, enrolando em minha mão e molhando na água de um cantil. Se ameaças não resolviam, então talvez um pouco de água gelada fosse o suficiente. -Athena? Chamei novamente, passando a toalha molhada sobre a testa e as bochechas da menina quase albina. -Agora não é hora de dormir, você tem que me impedir de colocar fogo na casa.

    Vagão:Cinza 3
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Re: Plataforma 9 ¾ - Expresso de Hogwarts 2018

MensagemGrecia [#180715] por Nyx Hatzimichalis » 15 Out 2017, 15:21

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Todos os homens estão fadados a morte. Isto é algo clássico, irrefutável, embora nem sempre de fácil compreensão. Eu, por exemplo, por muito tempo a questionei, a temi e não a aceitei. O que vem posterior a ela ainda é algo carregado de estigma, interrogativas, embora para aqueles que possuam uma fé, a morte seja resignificada. Ali, naquele expresso, eu tinha apenas onze anos de idade. Fazia minha primeira jornada longe de meus pais, crescia como pessoa, como mulher.

Segundo nossas crenças, a maioria dos homens, após a morte, encontrariam Hades - um lugar escuro, onde o sol não consegue chegar; um lugar de esquecimento, de não consciência, de se tornar invisível, uma sombra, onde a vida não brota e a terra é inféril, - a terra dos sem-olhos. Para tanto, por mais horrendo que possa soar tal lugar, era necessário ter sua "parte de fogo", ou seja, seu corpo ser cremado para conseguir adentrar ao Hades. A cremação para os antigos era o ponto final da existência da pessoa. Nossos corpos deveriam ser honrados pelo quinhão de fogo. Outro destino para os mortos, era as Campinas Elísias, mas, aqui, tão poucos conseguiriam esta beatitude dos deuses. Os homens de lá levavam uma existência paradisíaca; sem nevascas, sem inverno, sem chuvaradas. Lá Zéfiro sopra ao Oceano brisas deliciosas do Oeste o ano todo. Viviam numa espécie de imortalidade.

Ali, naquele expresso, meu corpo não teria um funeral digno; ele não se fundiria a terra, os deuses se enfureceriam. Não iria para Hades, tampouco os Campos Elísios. Eu era apenas uma criança, vivia com graça, fazia minhas oferendas, todavia, de nada adiantaria se meu corpo não seguisse os ritos. Frágil, indefesa, envolta no caos, sozinha, trilhando um caminho totalmente desconhecido, minha mente atordoada não conseguindo encontrar uma saída. Meu inconsciente buscava por justiça, pois tinha muito a viver. Papai dizia que o deus do submundo não permitia ninguém partir de suas terras após adentrá-la, mas, era um deus justo. Será que eu encontraria esta dádiva? Juntamente com meus irmãos, com meus pais, com Polar ter mais alguns anos de vida na Terra?

Foi então que senti uma mão tocar meu rosto. A textura era diferente, o cheiro que fracamente invadia minhas narinas era desconhecida. Achava eu ainda estar com vida, embora ela ansiasse em partir. Claro, eu estava longe de partir, mas, na inocência de uma criança, sentia já o beijo cálido da morte traiçoeira. A magia me tocara. Alimentara meu corpo suficientemente para finalmente acordar. Minha mente atordoada não conseguia estabelecer um foco de olhar. Mas, naquele instante, agradeci aos deuses por me dar mais uma chance e me deixar cumprir meu papel na terra. Mamãe dizia para mim ainda criança, que seria uma bruxa poderosa, e, para tanto, necessitava aprender a controlá-la, lapidá-la. E não faria isto em Hades.

Meus olhos se abriram. A menina que me acordara era desconhecida, mas, a julgar com acompanhar Dionísio, deveria ser uma de suas amigas. Athena.. Procurei-a ainda deitada. Minha cabeça zonza, meu corpo dolorido, meu cabelo empapado por algo viscoso.
- The... Ares... - balbuciei meus irmãos, embora sôfrega. - Polar... - tentei me mexer no chão, quando vi Ares tentando acordar Athena. Não via Polar. A porta estava aberta. Meus olhos estatelaram. Meu corpo inundou-se de pavor, adrenalina, aquela mesma substância encontrada no sangue de pessoas a beira do perigo, da morte, do precipício. Hades não tinha me levado. Mas, tinha feito algo pior: separava-me de minha melhor amiga, da minha cabritinha de estimação. Aquela por quem Athena tinha criado proteção, transmutado seu corpo para assemelhar-se visualmente ao de um gato. Ela estaria protegida. Lembrava-me bem daquelas palavras ali no chão. Mas, agora, via totalmente o contrário.

Thé estava desperta. Ares havia conseguido. Dionísio vivo. Afrodite também. Até mesmo seu cachorrinho. Meus outros irmãos. Onde eles estariam? Onde estava Polar. Precisava achá-la. Tudo aconteceu em questões de segundos, apesar da narrativa transparecer minutos, horas. Levantei-me tão atúrdida, meu corpo todo dolorido, minha cabeça suja de meu próprio sangue. E tão logo minhas pernas se firmaram, elas me jogaram novamente ao chão. Meus dedos apertavam a região almofadada do banco, procurando nela estabilidade para tentar mais uma vez.
- Polar... - minha voz ganhava mais força, embora salpicada de desespero. - Polar... - olhava para um lado, para outro. - Onde tá Polar? Onde tá Polar, Thé, Ares, Dih... - enumerava meus irmãos, mas seus rostos desconheciam o paradeiro de minha cabritinha.

Lembro-me até hoje, com desespero, da possibilidade de perdê-la. Foi desesperador. O ar me faltava. Meus olhos inundavam em lágrimas. E a única coisa que me veio à mente foi sair cambaleante pela porta daquela cabine, correndo atrás de minha cabritinha, sob preces incessantes feitas aos deuses.



Ação: sair correndo desembestada da cabine, procurando a "gata" da garota desaparecida.
Notes: Mals o post cocô .mimi
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