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Ville de Paris

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Re: Ville de Paris

MensagemNova Zelandia [#173789] por Connor Hall-Olson » 24 Jan 2017, 15:29

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W H E N Y O U S A I D Y O U R L A S T G O O D B Y E
I D I E D A L I T T L E B I T I N S I D E



A indignação fluía pelas veias do jovem australiano enquanto seus olhos se perdiam no olhar vago e inocente daquelas crianças, sentindo a dor e a solidão retratadas com tanta intensidade que seria capaz de se sentar e chorar por horas a fio. A pergunta que continuava a se repetir em sua mente era: Como os governantes poderiam permitir deixar os seus daquela forma? Connor não era nenhum especialista em política, muito pelo contrário, não possuía nenhum interesse no assunto, mas sabia que na teoria os governantes eram eleitos enquanto representantes do interesse da nação, e, sinceramente, ele não acreditava que fosse do interesse de alguém ver os seus ‘irmãos’ sofrerem, sendo expulsos de seu lar, abandonando tudo o que acreditavam e eram, apenas por interesses conflituosos para com aqueles que deveriam representa-los.

- Obrigado -As palavras do homem finalmente atingiram-no fazendo com que suas bochechas esquentassem um pouco, não que o australiano fosse tímido, apenas não encontrava-se acostumado a interagir com pessoas aleatórias, muito pelo contrário, sempre apreciara uma boa programação, recheada de várias listas e possibilidades.- Sua irmã parece ser uma pessoa e tanto... -Soltou tentando absorver suas palavras, deixando que o olhar se deslocasse das imagens para o moreno a sua frente, cuja aparência, por algum motivo, lhe era familiar, como ele não conseguia associar o local a pessoa, optou por simplesmente continuar a conversa, pensando no que poderia falar a seguir, afinal, fora pego completamente desprevenido, não havia tido tempo de fazer uma lista de tópicos possivelmente abordados, nem nada do tipo.

- A fotografia foi criada para registrar momentos, hoje é algo bastante banalizado, mas é esse o tipo de reação que se espera ao se registrar algo assim, na verdade, o entendimento acerca de filtros, iluminação e técnicas fotográficas não é tão importante. Basta concentrar-se nas sensações que ela desperta. -Explicou sentindo um calor distinto se expandir por suas veias, nunca havia conversado sobre suas perspectivas antes, nem mesmo quando fizera um curso de fotografia alguns anos atrás, de modo que ele acabou sentindo a própria boca se tornar seca, impedindo-o de falar o que quer que fosse. Connor se forçou a limpar a garganta, tentando não deixar completamente evidente o desconforto crescente que lhe atingia, ele realmente detestava sair do planejamento, ainda que não tivesse feito nenhum especifico para aquele momento.

- Então, quais sensações elas te provocam? -Inquiriu virando-se, agora por completo, na direção do rapaz, fazendo com que os olhares se encontrassem deixando o desafio evidente na forma como sua sobrancelha se ergueu levemente em sua direção. Por algum motivo, sentia-se bastante curioso com relação a resposta dele, já que ele parecera tão interessado, e falara sobre sua irmã, o que, na opinião do australiano, revelava ótimas qualidades para um possível futuro admirador da arte, e ele deveria saber disso melhor do que ninguém, afinal, era o responsável pelo clube de artes da escola francesa, o que o tornava apto para isso, ou pelo menos era isso que ele repetia para tentar disfarçar o nervosismo que lhe corroía.




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Re: Ville de Paris

MensagemCanada [#175047] por Danielle Rockenbach » 02 Mar 2017, 22:32

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Knowing a little more about

Conhecendo um pouco mais sobre

#Quadragésimo Primeiro Post – Trama da Redação Acadêmica (Lummus Journal)


Já eram por volta de seis horas da tarde. Alexis Friedrich já havia sido dispensada, através de uma chave de portal, a voltar para Durmstrang. Com isto, restava apenas, uma única estudante, a mais velha dentre seus alunos e, que Danielle Rockenbach estava com uma certa curiosidade em saber como a jovem agiria na atividade de campo. O motivo? Bom, a personalidade de Wolters demonstrava ser um tanto quanto singular e, pode se dizer, às vezes, independente demais “Espero não me arrepender disso... Paris, de noite, vamos ver no que vai dar...” respirou fundo, inspirando o ar ambiente, já tirando seu casacão de frio. Estava de volta à sede do Lummus Journal e agora, faltava sua última aluna para concluir a tarefa das entrevistas. Caminhando em passos lentos, chegou até a redação acadêmica, esperando pegar a representante de Beauxbatons de surpresa, mas na verdade, a pessoa surpreendida, foi a própria canadense – Muito boa noite! Srta. Wolters. Que pressa é essa? – no instante em que abriu as portas do ambiente, a jovem surgiu repentinamente, fazendo com que sequer a morena adentrasse ao local, por conta de estar impedida – Está tudo em ordem aqui? – olhou para um lado, olhou para o outro, não tinha ninguém mais ali dentro a não ser a própria garota. O que de certa forma, deixou Danielle mais tranquila.

- Acho que ter passado o dia todo aqui, vai valer a pena agora. Vamos para Paris, à noite. Mas é claro, fazer nossa atividade. – arqueou as sobrancelhas para a jovem, desconfiada do que se passava na mente da outra. De toda forma, convidou-a a segui-la para a mesma área aberta que levou May e Alexis para seus respectivos lugares – Você já está no último ano em Beauxbatons, acho que não deve ter muitos problemas com aparatação, certo? – um aceno de cabeça confirmou que não haveria problemas e então, Danielle continuou – Mentalizaremos o lugar mais próximo de Beauxbatons, que seja em Paris. Um vilarejo bruxo, sei que tem, afinal, já morei por lá. – alguns segundos de concentração e, finalmente, a sede do Lummus Journal se desmaterializou, dando lugar à uma travessa escura, com uma movimentada rua ao horizonte – Muito bem, o lugar está seguro, aparentemente... – olhou para um lado, olhou para o outro e nenhum sinal de pessoas que pudessem perturbar a paz as duas – Sei que você quer mais é curtir a noite, certo? Vou até deixar, mas lembre-se, terá até as oito horas da noite para voltar e, antes de mais nada, só poderá curtir a noite depois que concluir a tarefa que irei lhe passar. E para deixar avisado, irei te acompanhar bem de perto, verá que no final, sou uma boa companhia também. – riu de si mesma, mexendo em seus cabelos que permaneceram soltos. Vestia uma calça jeans, um colete também jeans, com uma blusa preta por baixo, sendo que para completar o visual, um par de botas preto. Daria para passar a noite, se fosse o caso.

Wolters por sua vez permaneceu atenta e, Danielle, aproveitando o embalo, continuou para explicar a tarefa – Nós iremos para o lado bruxo. Afinal, seu objetivo, será perguntar à um dos visitantes ou moradores, qual a influência que Beauxbatons para os residentes do vilarejo. Bem como, também pergunte o que aconteceu na região, que a Academia tenha influenciado em algo. Finalizando, pergunte se a pessoa escolhida preferia que a escola fosse em outro local, ou não. E é claro, sempre considere que a resposta seja justificada. – sorriu de maneira ainda desconfiada e completou – Lembra-se da atividade que fizemos que vocês tinham que dizer o porquê de ir para a escola de vocês? Pois bem, seguiremos a mesma linha de pensamento. – e agora, conforme falava, ia caminhando na direção das pessoas que ali estavam – Sou aluna formada da Brigit. Acho que além de pertencer à essa deusa, você tem uma boa lábia, vai conseguir convencer alguém a dar a entrevista. Ficarei te observando ao longe, mas perto o suficiente. Se for preciso eu intervir, o farei. Tudo bem? Assim que você conseguir o material para o artigo, te deixarei andar um pouco e, logo depois, você voltará pela chave de portal de volta para Beauxbatons. – piscou garota e a deixou ir à frente. O que aconteceria nas próximas horas, Rockenbach esperava que nada demais. Apenas o desenvolvimento de sua atividade, porém, não há de se negar que estar na capital francesa em um sábado à noite, era no mínimo contagiante.

Interagindo com: Madeleine Wolters.
OFF: Desculpem se passou algo pela revisão, mas afinal, o conteúdo em si, é esse aí.
Trama: Este post faz parte da trama da redação acadêmica do Lummus Journal.
Prazo para a atividade: Até o dia 01 de abril de 2017.
Habilidades: Será permitido aprender ou aperfeiçoar uma e, somente uma, característica. Desde que é claro, seja devidamente desenvolvida na narração (e tenham um mínimo de relação com a área jornalística) e o post tenha mais de 760 palavras.
Registros: A primeira participação na trama, será considerada como registro de trama oficial. Já a segunda, como registro ou aperfeiçoamento da característica que desejarem.
Orientações: Eventualmente, podem ser que não consigam conversar com alguém, por se recusarem a dar entrevista ou qualquer outro motivo. Se desejarem narrar esse tipo de situação, sintam-se à vontade. Isto porque? A entrevista será dada com um NPC, sendo assim, usem e abusem da criatividade.
Maiores Informações: Post anterior da trama, se encontra aqui..
Dúvidas: Podem me procurar em privado, no whatsapp, ou afins.
# Danielle Hooper Rockenbach #
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Re: Ville de Paris

MensagemAlemanha [#175060] por Alphonse Derek Friedrich » 03 Mar 2017, 00:50

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someday, somehow
I'm gonna make it all right but not right now. I know you're wondering when.




                Foi com um pouco de surpresa que o alemão viu o rapaz ao seu lado responde-lo, não que achasse que o mesmo fosse algum mal educado e não fosse ao menos agradecer ou fazer apenas um comentário de forma simples para dispensa-lo, pelo contrario, a surpresa apenas veio, pois nem todas as pessoas costumavam responder pessoas desconhecidas, muito menos manter uma conversa como o moreno ao lado dele fazia. Um sorriso surgiu nos lábios do alemão diante das palavras do homem ainda mais ao que se referia a Ayesha, mesmo que ele não a conhecesse, Alphonse ficara feliz por a irmã ser elogiada. – Ela é uma pessoa extraordinária, as minhas duas irmãs são, de modo diferentes, mas incríveis do mesmo modo. – falou em sua voz não podia ser deixado de notar o tom orgulhoso que estava presente, algo tão inerente e verdadeiro que o rapaz nem ao menos parecia perceber o quanto parecia um irmão coruja com suas palavras.

Os olhos esverdeados do moreno se voltaram para a fisionomia do outro ao seu lado, que diga-se de passagem, aos olhos do alemão era belo de um jeito que apesar de tudo não chamava tanta atenção, ou talvez, fosse apenas o modo que o outro se portava que fizera o pensar deste modo. Coisa que não seria tão difícil levando-se me consideração que o príncipe de Luxemburgo não apenas observava a beleza de outra pessoas, mas sim o modo que ela se comportavam no momento, trejeitos que indicavam se a pessoa em si estava bem ou não com alguma situação. Por isso, de algum modo, Al sabia que apesar do outro ser bastante educado e tivesse mantido a conversa ele parecia um pouco incomodado com aquilo se fosse pela abordagem do moreno ou algo muito além o rapaz não poderia dizer.
– Para falar a verdade não entendo muito sobre fotografia, sei das composições, da evolução dela desde que fora criada, mas nunca fui um exímio observador, como também não sou de pinturas, mesmo que ambas as coisas sejam fascinantes. – falou sorrindo levemente – Sei pelo que ouço minha irmã falar no caso da fotografia, e vejo quando ela está pintando ou desenhando, duas coisas que devo ressaltar que ela é maravilhosa tanto quanto é tocando piano, Alexis apesar de tocar instrumentos clássicos ela prefere algo mais moderno como a guitarra, com apenas 14 anos já é bem hábil.

Novamente aquele tom de orgulho, aquela conversa voltada para a morena de olhos azuis e da loirinha de olhos esverdeados como os dele, algo que provavelmente deveria estar irritando a outra parte daquela conversa descontraída, ou talvez entediando, mas Alphonse não poderia dizer, pelo menos não quando o outro rapaz lhe perguntara algo que o fez automaticamente retornar o olhar para a fotografia a sua frente. Novamente aqueles pensamentos, aqueles sentimentos o tomaram fazendo com que por um momento e apesar de saber o que tomava naquele momento, o alemão apenas pensou numa música. Uma que sempre tocara com Ayesha, mas que a vira muitas vezes a vira tocar sozinha, de outra forma e que sempre lhe causava aquela mesma sensação. – Já ouviu Nocturne em E menor no piano? – questionou para o homem ao seu lado desta vez sem olha-lo. – É uma bela melodia, a toquei algumas vezes no meu violino acompanhando minha irmã no piano, mas ela especificamente em E menor ouvi muitas vezes ela tocando sem acompanhamento e ela sempre me causou algo que nunca pude explicar completamente, apenas surgia. – ele parou dessa vez os olhos esverdeados se voltaram para o outro delicadamente, a expressão sorridente de antes desaparecida. – Quando olho para essa fotografia essa melodia me vem à mente juntamente com o que ela me causa. Então, respondendo sua pergunta: Solidão e impotência são isso que sinto quando a olho.

Os olhos se afastaram da expressão do moreno, voltando a encarar a fotografia, deixando que a preocupação transbordasse de si apenas por alguns instantes, do mesmo modo que deixou aquelas sensações ocasionadas pela imagem. Contudo, não demorou muito para que o sorriso simples e alegre, que ele tanto acostumara a exibir mesmo que não estivesse exatamente daquele modo, surgiu em seus lábios. – Desculpe, acho que não me apresentei, sou Alphonse Friedrich. – disse estendendo a mão para o outro de modo um pouco descontraído que lhe era completamente usual. – E agora posso questiona-lo já que o fez comigo, e o que essa fotografia lhe causa, Senhor... – o alemão pausou esperando tanto a resposta a sua pergunta tanto quanto esperava o complemento de sua frase, afinal, gostaria de saber o nome do homem que acabou sendo seu guia naquela aventura fotográfica, o bote salva vidas que o tirara, de certo modo, dos pensamentos anteriores.


WEARING • Roupas casuais;| MUSIC • Waiting For Someday – Nickelback| WITH • Connor Hall-Olson; | TAGGED • Alexis Friedrich; Ayesha Friedrich; | NOTES • Sabe aquele irmão babão? Te apresente o rei deles .q |
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Re: Ville de Paris

MensagemNova Zelandia [#175508] por Connor Hall-Olson » 22 Mar 2017, 01:18

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I C A N ' T T A K E MY E Y E S O F F Y O U
I C A N ' T T A K E M Y E Y E S . . .



“Só se é curioso na proporção de quanto se é instruído”, a frase de Jean-Jacques Rousseau ecoou pelo cérebro do jovem australiano enquanto o moreno prosseguia discursando sobre sua irmã, ou melhor, irmãs, como ele veio a descobrir alguns segundos mais tarde, quando ele explicitou a diferença entre as meninas, levando-o a ficar ainda mais encantado com a presença do outro. A curiosidade, embora frequentemente associada aos artistas, nunca fora dominante em Connor, contido, certamente se encaixava perfeitamente ao seu perfil introspectivo e delicado, portanto, sentir essa característica despertar após tão breve contato levou-o a dedicar maior atenção ao outro, embebendo-se em suas palavras como um alcoólatra ao mais fino dos uísques existentes.

- O meu irmão não é tão ligado a fotografia, ou pinturas, mas é um exímio dançarino, ousaria até mesmo dizer que ele é o melhor, não exatamente pelos movimentos que ele é capaz de executar, mas pela persistência e força de vontade. Aqui, na França, o preconceito não é tão latente, mas onde moramos as pessoas não aceitam bem o fato de um menino perseguir tal carreira, e nem mesmo assim o Liam desistiu, sabe? Pelo contrário, quanto mais tentavam dissuadi-lo, mais determinado ele ficava. -Comentou sentindo as bochechas esquentarem levemente por alguns segundos, não pelo que havia dito, ele realmente se orgulhava muito do irmão, mas por ter o feito a um completo desconhecido, ainda que este se mostrasse mais do que merecedor da abertura.

Um sorriso leve e despretensioso ocupou os lábios róseos no momento em que o moreno lhe arguiu sobre uma música, não uma qualquer, um clássico, ou pelo menos assim Connor o considerava, fazendo-o acenar positivamente enquanto seu olhar recaia sob as curvas delicadas das feições dele. A beleza singular e gritante do homem a sua frente, contudo, foi o que menos lhe atraiu, já que suas palavras soaram tão profundas e intimistas que ele simplesmente se esqueceu que se encontravam em uma exposição fotográfica, provavelmente cercados por dezenas de pessoas, esqueceu-se até mesmo do autocontrole, em verdade, caso lhe perguntassem, naquele momento ele se encontrava a sós com o outro, inteiramente despido, inclusive de suas barreiras habituais.


- Connor -Respondeu mecanicamente, ainda embebido pelas palavras do outro.- Hall-Olson -Completou deixando que as mãos se tocassem por alguns segundos, sentindo a realidade finalmente o atingir, em especial a parte na qual o nome do homem ecoava em sua mente como uma música leve e deliciosa.- Friedrich? -Repetiu, ainda mecanicamente, sentindo o nome o puxar para uma realidade bem menos agradável do que a anterior, já que ele não apenas reconhecia o sobrenome mencionado, como possuía ciência de sua conexão com a coroa, ou seja, ele e sua imensa boca haviam acabado de criticar a inercia política para um príncipe, ou quaisquer que fosse sua posição, já que ele decidiu não pensar no assunto naquele momento.- Desculpa, é que estudei um pouco sobre sua família -Explicou sentindo as bochechas avermelharem.- Apaixonado por história. -Tentou justificar, inutilmente.

O australiano precisou limpar a garganta algumas vezes antes de finalmente voltar a encarar o moreno, deixando, assim, sua guarda voltar a baixar, afinal, se ele havia sido sincero, só lhe parecia justo que fizesse o mesmo.
- Causa-me revolta! -Pontuou fechando os punhos lentamente.- Talvez a impotência não seja um sentimento bem aceito por mim, mas quando encaro essa fotografia, a injustiça da vida simplesmente me salta aos olhos, não apenas pelas questões que tangem a pobreza, ou as desigualdades sociais, mas todas as coisas que se encontram erradas no mundo. Então, acho que sinto uma mescla de tristeza, revolta e ânsia por agir. -Explicou deixando que o olhar se perdesse na fotografia, tentando impedir o seu cérebro de remeter-lhe a imagem mais intensa que já havia visto.

- Eu não entendo, por exemplo, o problema das pessoas em compreender que as pessoas simplesmente são, não há necessidade de rótulos, ou classes sociais, cada ser é iluminado com seu próprio talento, e isso deveria ser incentivado, não industrializado, parece-me que o mundo se encontra mais preocupado com a formação de robôs, do que de seres humanos. -Desabafou finalmente permitindo-se voltar a encarar Alphonse, agora inteiramente consciente de com quem falava, o incrível é que nem mesmo isso o impediu de aproveitar o momento, ou sorrir em sua direção, retribuindo aquele olhar divertido e inteiramente desconcertante.




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Re: Ville de Paris

MensagemCoreia do Sul [#176320] por Jinhwan Hyong » 24 Abr 2017, 01:15

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Jin-Hwan se recordava bem da primeira vez que se viu impressionado pela dança. Fora em Durmstrang, durante um de seus primeiros anos, quando as casas ainda eram quatro, de modo que trajava o uniforme marrom e dourado da Leshiy. Na ocasião, caminhava casualmente pelo castelo, buscando conhecer cada espaço o melhor que podia – visto que não gostava de ficar perdido –, quando, ao entrar em uma sala que julgava ser uma das tantas vazias existentes, apenas para ver o que ela guardava em si, acabou por encontra-la ocupada por uma única pessoa. Uma garota, mais ou menos da idade dele, que frente a um espelho grande, movimentava-se com graça e precisão. O sul-coreano não conhecia ballet na época, mas achou incríveis os movimentos executados pela colega, de modo que demorou alguns instantes para perceber que a encarava em demasia e que deveria deixá-la fazer o que fazia em paz. Retirou-se, mas nos dias que se seguiram, curioso, procurou pela figura de expressão concentrada para questionar sobre aquela performance, sem sucesso.

Não teve coragem de retornar à sala, porque temia atrapalhá-la, e apenas em certa aula, a mesma na qual descobriu que dançar era incrivelmente útil e prazeroso, reencontrou a jovem. Uma garota drekavac de seu ano, que quando não dançando, parecia até mesmo outra pessoa – mais tímida, insegura e quase invisível em meio à multidão. Talvez tenha sido aquela discrepância que atiçou de fato a curiosidade do Hyong e o fez procurar a morena, que atendia por Viktoria Losev. Começaram a conversar e aos poucos, o interesse pela dança se desenvolveu em outros tópicos e, visto a similaridade entre ambos, acabaram por virar bons amigos pelos anos que se seguiram, até a formatura. Após aquilo, como era comum, os caminhos se separaram e Jin-Hwan por anos nunca mais ouviu falar da amiga bailarina. Foi com surpresa que, então, devido a um congresso médico que o levara a França, se deparou com ela em meio às ruas da capital francesa – algo, pelas expressões do momento, inusitado tanto para ela quanto para ele – e se viu convidado a um evento inesperado: um treino para relembrar os velhos tempos.

Se houvesse sido qualquer outra pessoa de sua época de Durmstrang, provável que Hwan, insincero como era, negasse polidamente, a fim de manter a fachada de indiferença que passara a carregar desde sua formatura, de modo a sustentar a mentira de que suas paixões de seu tempo de escola haviam se findado com o término do mesmo. No caso de Viktoria, contudo, não conseguiu. Se foi por consideração real ou isso somado ao fato de saber que ela era discreta, era difícil determinar, mas não mudava o fato de que, em questão de minutos, viu-se em uma sala apropriada para treinos de dança e, após aquecimentos e conversas casuais, passou a se mover junto a russa sob o ritmo de Tchaikovsky. A cadência delicada era seguida por cada movimento dos dois dançarinos, que com expressividade, deixavam braços, pernas e corpo como um todo irem, virem, aproximarem-se, afastarem-se, curvarem-se e girarem, em sequências bem executadas e fluidas, carregadas de sentimentos necessários para a representação daquela peça.

Para o coreano aquilo era como embarcar em outro mundo, em uma realidade distinta. Não havia pensamentos, não havia palavras desviadas, não havia mentiras. Tinha plena consciência de que tudo o que fazia, ao contrário da amiga, não era perfeito, mas ainda assim, não se importava. Ouvia, sentia e agia, observava, respondia e tentava, esforçando-se ao máximo para acompanhar. Quando enfim Vik determinou uma pausa, todo o cansaço do esforço se abateu sobre o rapaz, fazendo-o deslizar para o chão, exausto. Ergueu os olhos, observando por um momento a sala ampla refletida por aquela parede de espelho, a figura da ex-rurik que pegava garrafas de água em um canto e, então, a si mesmo. A calça social, a regata branca colada aos músculos tonificados e levemente marcados pelos anos de lutas e danças, os cabelos em desalinho e a expressão calma, tranquila, sem a máscara de seriedade opressiva que usualmente ostentava.

– Aqui, Hwan. –
disse a morena, sorrindo para o amigo, que retribuiu o gesto ao pegar o recipiente e a toalha que lhe eram oferecidos, sem fôlego para responder adequadamente – Você disse que apenas treina em raras ocasiões, mas nem parece que é o caso. – comentou a russa, sentando-se para alongar os próprios pés enquanto bebia do gargalo de plástico – Não houve hesitação. – acrescentou, antes que o amigo pensasse que se referia a algo negativo, vendo o olhar cético do oriental – Ok, não houve hesitação porque houve improvisação, mas ainda assim... Funcionou perfeitamente. – disse, sem graça, fazendo o moreno sorrir.

– A última vez que dancei esta peça foi contigo quando ainda estávamos em Durmstrang. –
disse, enquanto secava a própria face, suspirando ao pensar que aquilo já fazia pelo menos quatro anos – Sei que gentileza é da sua natureza, mas não é necessário. Estou enferrujado, errei em inúmeras partes e fico feliz pelo simples fato de não ter causado algum acidente. – observou com um sorriso afável, que fez a amiga rir e menear a cabeça, ciente de que não adiantaria contestar – Agora... Explique-me direito: Veronika? – sentenciou entre um gole de água e outro, recordando-se de como a haviam chamado ao entrarem naquele salão.

– Ah... –
murmurou a morena, ajeitando uma mecha do cabelo que outrora fora muito longo e sempre preso em um rabo de cavalo – Quando eu disse que havia saído de casa, passei a viver no mundo trouxa e agora moro com a Rishy, que também entrou nessa... bem, digamos que foi mais uma fuga do que uma mudança. – sentenciou com um suspiro e, ante aquela inusitada informação, a expressão do oriental se abriu em genuína surpresa – Você sabe como são meus pais e como eu sou, então... Preferi fugir, com uma pequena ajuda de minha irmã, ainda que nem ela saiba onde estou. Apenas Rishy, Rian, Day e, agora, você, sabem onde de fato me encontrar. – explicou e por mais que os nomes citados soassem familiares, não era nisso que Hwan pensava. Porque para o moreno, ante aquela explicação, foi impossível não pensar nas ações da própria irmã e, por consequência, no que ele próprio fizera. Uma lembrança que o fez fechar o punho, sentindo a irritação consigo mesmo voltar alto como o estalo do tapa que dera na ocasião – Hwan...? – disse Vik, preocupada com o amigo, o qual saltou no lugar, surpreso.

– Perdão. –
pediu, meneando a cabeça pra afastar o pensamento – Lembrei de Yoon-Seo. Ela também fugiu, tão logo se formou. – explicou, vendo os olhos mel da russa se abrirem, surpresos pela informação inesperada – E assim como compreendo o seu caso, entendo perfeitamente ela, afinal... Você sabe como são meus pais. – disse, repetindo as palavras da morena que sorriu. Um dos muitos pontos em comum que compartilhavam – O problema... Sou eu mesmo. Encontrei-a e agi de maneira indevida. Duvido que ela vá me perdoar. – sentenciou com um tom que, ainda que sem querer, indicava que não estava exatamente animado a falar sobre o assunto.

– Perdoará. Vocês sempre foram próximos. –
alegou, mais em uma esperança do que em uma certeza. Afinal, sabia o quanto o amigo apreciava a irmã mais nova, por mais que duro que por vezes fosse, mas também sabia o quanto, dependendo da situação, Hwan podia agir de modo completamente oposto e, devido a isso, irredimível para alguns – Bem, ao menos não é como eu e Serg, por exemplo, que posso contar nos dedos das mãos as vezes em que simplesmente conversamos. – observou com um suspiro triste, fazendo o coreano demorar um instante para trazer a memória do irmão de Vik, dez anos mais velho que a própria e que, de acordo com o que ouvira, sempre parecera pensar pouco da mais nova.

– Espero que você esteja certa... –
murmurou o moreno, apoiando as palmas contra o chão liso ao inclinar o tronco para trás. Fitou por um momento a própria imagem refletida e com um leve estreitar de olhos desgostos, jogou a cabeça para trás, encarando o teto – Sabe... – murmurou, sentindo as palavras surgirem com uma facilidade que junto a Yoon-Seo não existira – Eu admiro você e minha irmã... Essa coragem de seguir o que realmente quer. Não tenho essa capacidade e, por isso, em parte também as invejo. – sentenciou, fechando os olhos por um momento, revendo a face delicada, os cabelos róseos, a voz tão direta e verdadeira... E parou, sentindo sua mão ser tocada, de modo que virou o rosto, encontrando a face gentil de Vik.

– Eu e sua irmã, acredito, agimos porque quisemos, porque era o melhor para nós e, não posso falar por Yoon-Seo, mas posso ao menos falar por mim que, pensar no resto, no quanto minha atitude afetaria outros ou quais seriam as eventuais consequências... Isso não foi algo que sequer passou pela minha cabeça. Estava desesperada, sim, mas isso não muda o fato de que fui egoísta e inconsequente. –
alegou, mantendo uma firmeza que era nova aos olhos do amigo – Você, por outro lado, é bondoso e caridoso, Jinhwan. Tão bom que se obrigou a vestir essa armadura de rapaz insensível, firme e sério, que, claro, machuca os outros eventualmente, mas tenho certeza que fere muito mais a você mesmo, afinal, os outros vão julgar que é o natural a se esperar de você, enquanto você sabe e, pior, sente, que não é nada disso, que essa casca não é você, mas algo que te prende. Você põe os outros a frente de você, mesmo que eles não percebam, mesmo que você mesmo não ache. – alegou de um modo tão intenso que parecia pedir para que o amigo compreendesse o que ela queria dizer. Uma atitude que fez Hwan sorrir.

– Você mudou. –
comentou, afável – Segurança, certeza... Vejo que elas não mais existem apenas no seu eu dançarino. – afirmou, genuinamente feliz pela russa, que se avermelhou com o elogio – E obrigado. – acrescentou, suspirando – Não sei, aliás, na verdade não creio que eu seja tudo isso que você falou, mas ainda assim é bom ter alguém que me lembre do que eu posso ser. – comentou com um sorriso que parecia não alcançar as íris escuras que, então, fitavam o relógio presente em uma das paredes – Enfim. – disse, respirando fundo – Preciso voltar. – observou com um lamento na expressão ao se erguer – Ainda tenho uma longa viagem e um longo dia. – sentenciou com um suspiro pesaroso – Foi uma ótima surpresa revê-la, Vik, e, mais ainda, poder dançar junto de uma profissional. Agradeço o convite. Me fez muito bem. – garantiu, sorrindo ao estender a mão para a russa, ajudando-a a se pôr de pé.

– Digo o mesmo. –
sentenciou com um sorriso – Espero que agora que sabe onde estou, venha me visitar mais vezes. – disse, lançando um olhar que parecia carregar em si um pedido mudo.

– Farei o possível, garanto. –
e, por mais que usualmente dissesse aquilo por educação, naquele caso não o era – E você não me pediu, – observou, curvando-se rapidamente para pegar a maleta, camisa e blazer que haviam sido largados em um canto qualquer – mas garanto que seu segredo está seguro comigo. – afirmou, vendo-a sorrir, divertida.

– Eu sei. Sempre confiei em você, Hwan. –
observou e por mais que a recíproca fosse verdadeira, o coreano não sabia dizer porque aquela fé da amiga em si lhe doía tanto – Aliás...

– VEK, VOCÊ NÃO VAI... Oh. –
os olhos escuros fitaram a entrada, de onde uma jovem de olhos azuis de um tom particularmente reluzentes entrava, carregando uma expressão surpresa. Alguém que Hwan, para sua própria surpresa, conhecia, mesmo que os cabelos estivessem em um tom diferente e há anos não visse: Arisha Kurakin, a amiga de infância de Viktoria e, como tal, ex-rurikovich – Desculpa! Não sabia que...!

– Eu estava de saída. –
tranquilizou Hwan, sorrindo com educação para a recém-chegada antes de voltar-se para a amiga bailarina – Conversaremos mais em uma próxima oportunidade, querida V. – sentenciou com um sorriso, vendo-a assentir e sorrir pelo velho apelido carinhoso. Sem mais, o puro-sangue avançou pela sala, meneando a cabeça em um cumprimento mudo para a russa mais nova, antes de sair pela porta aberta e parar a alguns metros da entrada, a fim de se vestir.

– Por Rurik, Vicky! –
ouviu em um eco tão claro que olhou para o corredor às suas costas, pensando se seria melhor fechar a porta para dar privacidade às russas – Como você me surge sozinha e toda íntima com um gostoso daqueles?! – não prosseguiu em seu intento, surpreso com a questão, no mínimo, desconcertante, a qual continha em si um quê de acusação. Ouviu a risada de Vik, tão típica quando próxima da amiga de infância, e concluiu que era melhor deixar para lá a porta e, simplesmente, ir embora. Talvez em algum momento elas percebessem.

– Não se preocupe. –
ouviu a voz da bailarina russa dizer, enquanto ele se afastava – Hwan é quase minha versão masculina e coreana, incluindo em certas opções. – e Jin-Hwan sorriu em seu caminho ao notar as entrelinhas que existiam naquela frase. Uma implicação que fez com que se divertisse de início e, então, sentisse um leve arrepio frio lhe subir a espinha. Parando para pensar, de todas as pessoas que existiam em sua vida, Viktoria era uma das únicas que conhecia seu maior problema; a parte de si que, se fosse possível apagar por completo, o coreano faria de bom grado. Porque se ele vestia uma armadura, tal como dissera a amiga, sem dúvidas seus segredos, em especial aquele, eram como espinhos internos, que o atingiam cada vez que a armadura era posta à prova.

– Passado é passado. –
murmurou para si mesmo com um olhar decidido, vestindo a camisa e blazer antes de avançar para o exterior da construção trouxa de dança, de modo a deixar para trás a dança e voltar ao seu mundo de atuações.


__Interaction: Viktoria Losev; Arisha Kurakin.
__Off: Só pra tirar da mente.

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Re: Ville de Paris

MensagemEstados Unidos [#176404] por Madeleine Wolters » 30 Abr 2017, 00:53

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Quem sabe fosse a maldição de estar nessa droga de estágio que me fez ficar doente. Convenhamos, quem gosta de ficar procurando histórias e depois escrevê-las. Deixe-me contar: eu vivo as histórias e mantenho elas aqui dentro da caixola. São muito melhores e emocionantes do que aquelas chatices lidas dentro dos jornais. Ultimamente eu tive que dar uma parada, já que de alguma forma essa estranha doença começou a me incomodar muito. As dores de cabeça devido à falta de sono, cansaço, febre nada a ver, tosse constante e até mesmo a vontade extrema de matar alguém era tão constante que até pensava que era só uma TPM louca. Quando fui lá na enfermaria, descobri que poderia ser algo sério e outras criaturas também estavam doentes. Era tão estranho. Eu tinha achado, de início, que seriam os efeitos da roadtrip que havia feito e por ter ficado tanto tempo longe de uma vida regrada, que devia estar louca. Mas, quando não mudou, mesmo depois de ter me adaptado ao fuso horário e à rotina escolar. Isso estava me endoidecendo faz duas semanas!

- Yeah, yeah, I know - Levantei a mão para a responsável por nós, colocando os pés para cima da mesa e pensando em conjurar um cobertor e aproveitar para dormir por algumas horas. Quem ligava para os outros babacas que estavam lá, o importante era descansar - Aqui, tem o fato de que estive doente durante a semana e preciso de descanso. Vou ali dormir um pouco e já volto - Falei para um outro responsável pelo jornal, entregando os documentos e voltando para a cadeira. Com o aceno da varinha, o cobertor fofinho surgiu, uma caneca de chá quente e um travesseiro. Escolhi a cadeira mais confortável, abri a mochila, retirando uma garrafa que parecia de água e misturei com o chá (bebidinha alcoolica pra aguentar essa p*taria). Encostei-me confortável e fechei os olhos - AH! Se alguém tentar alguma besteira comigo, morre. Tá ligado? Eu estou doente e preciso de cuidados. - ótima desculpa para minha “falta de educação”. Como se a Revolverheld fosse gostasse desse temperamento... ADORO

O período da tarde estava, de fato, começando a ficar monótona. Até um rapaz surgir para questionar quem gostaria de almoçar. Seus olhos eram chamativos, o corpo atraente e é claro, sua voz era sensual. Por sorte almoço poderia significar muitas coisas e quando ele pousou os olhos em mim, mordi o lábio inferior imaginando como seria brincar com algo novo. Meu lado quente surgiu, fazendo largar as cobertas e o conforto que eu estava sentindo para ir atrás de um par de calças. E QUE PAR DE CALÇAS. Não demorou muito para que, ao estarmos sozinhos, uma das mesas daquela redação se tornasse quase uma cama. Marcas por todos lados, arranhões e alguns roxos para uma diversão mais wild faziam da minha tarde algo muito mais significativo do que aquela manhã tediosa. Entre gemidos e palavras desconexas, o tempo foi passando e quase que nos esquecemos de que logo a chefe apareceria.

- Hey, bonitão - Ri divertida, sentindo seus beijos em meu pescoço. Fechei os olhos e respirei fundo - Eu preciso ver a gatona lá, logo mais. - Virei-me para ele, agora já arrumada e parecendo mais viva do que antes. Mordi seu lábio inferior e comecei a ouvir os passos no corredor, afastando a minha diversão das ultimas horas para trás. Olhei maliciosa para o rapaz que ainda nem tinha fechado as calças - Vou te salvar dessa - Caminhei até a porta e abri, ao mesmo tempo que a mão da morena canadense surgiu à sua frente - Olha quem chegou? Vamos? - Peguei minha bolsa, fechando a porta de imediato. Não seria uma ideia razoável se ela entrasse e sentisse o cheiro de sexo lá dentro. E claro, o rapaz ainda tentando fechar a camisa enquanto apertava a minha bunda - Claro que está, o que imagina que eu fiz? - Eu podia dizer, se ela não fosse tão certinha quanto parecia ser. Mas ela decidiu abrir a porta anyway e não viu nada. Esse rapaz é bom, gostei, gostei. Por sorte o assunto havia mudado de perspectiva e voltei a agir como as pessoas esperassem que eu fosse: é pra isso que lábia serve, não? Fazer com que consiga as coisas tratando-as da maneira que você quer - É tranquilo, ao meu ver - Até o tom de voz havia se modificado de leve, mostrando respeito à outra mais velha.

Ouvi as instruções sobre o lugar mais perto mágico de Beauxbatons, mas o que era algo extremamente complexo. Era uma ilha, dude. Porém, foi a proposta dela que me fez pensar duas vezes que tipo de personalidade – Isso inclui a Mademoiselle participando da noite? - Esforcei-me para não falar um palavrão porque isso realmente não era esperado. Eu tinha passe livre para deixar ela bêbada, enlouquecer na pista e me dopar de drogas. Com um adulto? Isso sim estava ficando divertido, muito mais do que havia esperado. A proposta era tentadora e o desafio estava aceito. Já havia feito sexo, descansado e até mesmo comido um pouco. Qualquer tarefa estava no papo. A ideia, em si era ok, mas haviam coisas que não seria nada fácil achar: por exemplo, a escola é uma ilha movida por Morrigan, enquanto Melusine proporciona a proteção aquática. Então, como o vilarejo acharia isso bom? - Brigit? Por essa eu não esperava - Realmente não esperava mesmo.

- Está bem. A tarefa é questionar sobre Beauxbatons à um estrangeiro e fazer ele responder minhas perguntas e no fim, me pagar uma cerveja amanteigada? Ou melhor... - Parei para pensar, e como uma brigitana que tem cara de morrigana, sorri divertida - Uma entrada para o Le Bisbilhotè. O que acha? É claro, para ti também - Pisquei divertida, não esperando que conseguíssemos entrar na festa mais badalada que existia no vilarejo - Ou prefere os ingressos pra festa bruxa na torre Eiffel esta noite? Infelizmente, não poderia ir. Sam, meu irmão vai estar lá, talvez eu te dê o ingresso e conheça os Wolters mais... - Estalei os dedos e desapareci, sentindo aquele puxão no umbigo de forma maldita como o esperado.

O ar fresco, ao som e luzes da capital francesa era inigualável. Respirei fundo, vendo o pôr do sol próximo ao rio Sena. Era ali, a entrada principal para a região bruxa e luxuosa de Paris. Escondi-me em um dos becos que haviam pela região, conjurando novas roupas e um pouco mais despojadas. Sai, de salto alto, saia quadriculada curta, meia fina. A camiseta preta e a jaqueta longa imitando jeans mas de couro bruxo me protegeria de qualquer maluquice. Com um colar extremamente preso ao pescoço, com um chapéu preto e um óculos escuros, davam o ar necessário para me infiltrar. Segui, como quem não quer nada, pelo beco na Impasse Maubert, havia uma arte antiga, um tanto descascada. Se fizesse cócegas na ponta esquerda do lugar, se movia, abrindo a passagem ilusória para a outra dimensão parisiense - Vamos acabar com isso logo - Olhei para os lados e fiz o esperado, e o portal apareceu, revelando o sol em minha face e o som de algum artista de rua tocando flambuarte.

O comércio ia de vento e pompa e eu só precisava de uma vítima. A única. Tossi um pouco, imaginando que logo precisaria de uma poção energizante. BINGO! Era aí que eu deveria ir. Se havia doença dentro da escola, com certeza não poderíamos sair, e se não conseguiríamos ir, como isso ficaria? Entretanto, este lugar era como outros que não dependiam da escola. Comecei a minha caminhada até o apotenticário e abri sua porta, vendo que estava quase prestes a fechar. Bati em minha saia, ouvindo o som dos goldens - Uma poção energizante, por favor - Falei em francês para um rapaz mais velho, que sorrira com segundas intenções. Hoje o dia estava ficando bom. Retirei os óculos e me apoiei na bancada e, como não havia mais ninguém mesmo, aquela seria a possibilidade perfeita para conversar, longe da chata. Louis, o rapaz, questionou-me o que fazia por ali e não vi preocupações em mentir. A lábia serve para conseguir pontos mentindo, lubridiando, mas também com a verdade - Eu sou Madeleine, sou do Jornal Lummus, estou aqui a procura de um furo jornalístico. Sabe como é, encontrar alguém que pode ser o futuro centro das atenções.

Observei-o realizar a poção com perfeição e me impressionei com o fato. Não vinha muitas vezes para a cidade, quando o portal para a região nos era permitido passar. Havia este segundo local para a entrada, direto de Beauxbatons, já que a mesma é uma ilha e está bem longe daqui, ao meu ver. Talvez nem todas as perguntas seriam respondidas, mas se me esforçasse um pouco, conseguiria encontrar nas entrelinhas as respostas. O homem questionou-me, parecendo curioso, sobre que tipo de furo estava procurando - Sabe, estamos procurando algumas pessoas para saber o impacto de Beauxbatons dentro da região. Eu sei que a escola não vem tanto para esta área, então sei que encontrarei poucos interessados. - O preparo estava quase no fim, e a loja fecharia em breve. Se ele realmente queria alguns bons trocados, ou quem sabe sexo, teria de começar a colocar a língua em ação - Então, conhece alguém, ou Monsieur estaria interessado? É claro que podemos falar de algo... em troca. - Sorri maliciosa e ele captara a mensagem. Tão divertido.

- Vou pagar-lhe pela poção e, se desejar, pode fechar a sua adorável loja. Não quero atrapalhar seu... - Olha de cima a baixo, focando de forma desejosa alguns pontos - Trabalho. - Loja fechada, bebida pronta e é claro, o entrevistador - Bom, Monsieur Louis. Encantaria a minha alma, se me dissesse como Beauxbatons influencia a região.

- Ah sim. A escola tem força nos meses de férias, quando os alunos vêm para comprar seus materiais e livros. Normalmente o comércio aumenta entre... trinta a quarenta por cento, o que auxilia nos primeiros meses do ano letivo, que abaixa consideravelmente os visitante e turistas. Com as visitas e as sabemos previamente, é mais fácil de identificar onde será o aumento. Nas reuniões de comerciantes, vemos que é possível lucrar mais, criando liquidações ou alguns panfletos espalhados pelos outros pontos bruxos de Paris. – Ele respondeu, entregando a mim a poção. Respirei o ar da mesma, tentando identificar todos os ingredientes, e observando sua textura. Posso ser inconsequente, mas não irresponsável – Creio que lucramos mais com os períodos de turismo da cidade de Paris do que com a escola, Mademoiselle. – Isso não era esperado. Ou era? Normalmente meus contrabandos não vinham diretamente de dentro de Paris, mas de outras partes do EUA. Talvez devesse negociar com este vilarejo. E isso me interessava.

Quando se tratavam de negócios, isso muito me importava - Ou seja, seria de maior valia se Beauxbatons viesse de forma mais... frequente, poderia manter o aumento nas compras dos consumidores e turistas aumentar consideravelmente, não é mesmo? - A confirmação do outro, me fizera questionar porque não vínhamos mais. Não parecia uma área pobre, dependente de um grupo de alunos desapercebidos - Realmente. O turismo de Paris poderia muito bem resolver o problema, mas para assuntos cotidianos, como poções, ingredientes, caldeirões, talvez não seja o que procuram. - A nova confirmação, me ajudara a entender mais sobre o assunto - Como acredita que a Academia poderia aumentar a renda dentro do vilarejo? Não o vejo como pobre, porém parece simples e administra bem seu dinheiro. Muito melhor que a Travessa do Tranco, ao meu ver.

- Mademoiselle, suas observações parecem um tanto acuradas para alguém que trabalha em um jornal. Já pensou em trabalhar com negócios? – Quase respondi sua pergunta explicando meus negócios de sucesso que o Connor odeia. Se o babaca do bibliotecário fosse esperto, hoje em dia ele seria adoravelmente um fotógrafo famoso. Uma pena – O verão as coisas realmente funcionam bem por aqui. Algumas lojas só abrem na época do ano que falei antes e rendem o suficiente para ficarem fechadas pelo ano inteiro. Como eu gosto do meu trabalho e também muitos vêm atrás de poções e não só do preparo, vivo bem, obrigado. Mas sim, se Beauxbatons aparecesse mais, talvez as lojas poderiam ficar abertas o ano todo, possibilitando a todos mais dinheiro.

Isso respondia à pergunta final, sobre a localização da academia francesa. Por vivermos em uma ilha, era ridículo imaginar que iriamos estar mais próximos da região. Tínhamos aula de segunda à sexta, sem falar atividades, tarefas, jogos, poções e até mesmo a vida dentro do local – Acredito que possamos conversar, Monsieur. Eu gostaria de saber mais sobre quais negócios poderíamos ter. Creio que algumas poções especiais poderiam aumentar suas vendas - O sorriso malicioso, porém serio de uma garota de negócios eram muito mais importantes que uma entrevistas. Olhei de leve para trás e pude ver a chatonilda parada, parecendo interessada – Seria uma honra, Mademoiselle. Podemos fazer isso por cartas, se preferir. – Com pequenas conversas, definimos algumas informações importantes e, quando estava prestes a sair, lembrei-me que não tinha os tíquetes para a festa - Conhece qualquer maneira de entrar no Le Bisbilhotè. Mas, sem problema, direi seu nome... talvez funcione como o esperado, creio eu. É só usar a frase secreta de sempre, não?

É claro que eu sabia a resposta. Quantas vezes fugi do castelo para estas festas? VÁRIAS. Isso seria muito fácil – Diga Chandelure. Talvez consiga a pista especial... – Bingo. Alguém havia me dado o que eu precisava. Agradeci pela poção e abri a porta, para ver alguém muito assombrada comigo terminando exatamente as 8 da noite - Entrevista, entrada garantida para Le Bisbilhotè e é claro - Entreguei os tickets para a festa onde meu adorável irmão está - Conhecer um adorável irmão Wolters não é todo dia, Mademoiselle Rockenbach. Para onde quer ir? Desta vez eu quero ver como se diverte. Acredito que seja a minha vez de mostrar Paris. Está pronta?




TERMINEI!!!! AMEM TERMINEI! - ATIVIDADE DA REDAÇÃO ACADÊMICA FINITA <3
Maddie veste isso.
agora começa o desafio, Piccolo. Será que Danielle aguenta uma noite a lá Madeleine Wolters, com a chance de conseguir uma noite divertida com Sammuel Wolters?
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