Dados Básicos do Fórum:

Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

Últimas publicações do Livro Vermelho:

Título Autor Visitas Data
Parte 1 (1/2) Isabelly Blanch 621 18/06/2017 às 21:24:38
DCAT 5º ANO: AMIGA É PARA ESSAS COISAS… Lara Lynch 3372 17/07/2016 às 04:16:34
Passado? Parte 2 Steffano Di Facchini 3282 09/07/2016 às 20:29:55
Passado? Parte 1 Steffano Di Facchini 3285 09/07/2016 às 20:28:44
Chegando em Kosice Steffano Di Facchini 3291 09/07/2016 às 20:27:07

Central de Ajuda Zonko's:



Entre em contato por: webmaster@zonkos.com.br

Café des Sorcières

Descrição: As bruxas do café.

Moderadores: Chefes de Departamento, Ministério da Magia, Special Ministério da Magia

Re: Café des Sorcières

MensagemDinamarca [#175928] por Phelipe Schleswig » 05 Abr 2017, 12:36

  • 2 Pts.
  • 13 Pts.
  • 106 Pts.
    Era certo brincar com a atendente, mesmo sendo noivo e tendo o casamento marcado para depois de minha formatura? Com certeza não. Mas não posso negar o quão era bom ter uma massagem para o meu ego de vez em quando. E a forma como ela parecia se inclinar sobre a mesa ignorando meu pedido por segundos fundamentais, vinha só a tornar todo aquele show um melhor espetáculo do qual me vangloriar e rir. Uma apresentação genuína que logo teve fim com a chegada irritada e enciumada de minha companheira naquele fim de tarde. E com isso, a diversão e as chances falsas da minha patética garçonete em busca de subir na vida com um golpe do baú haviam acabado.

    Linda e selvagem. Como das outras vezes que a vi na cidade luz, e querendo torcer meu pescoço em pedaços, de forma que, de uma hora para outra esquecesse as normas e toda a etiqueta perto da ameaça de outra mulher. Linda, mas ainda inadequada, deixando-se consumir pela fúria desmedida de um ataque de ciúmes. Mas mesmo assim... -Que bom que chegou, minha princesa. - Falei com calma, como se ignorasse seu estado, mantendo toda minha dignidade e educação, quando me levantei, fazendo sinal que sentasse, como um cavalheiro que era. A atendente de antes, parecia ter sido pega de surpresa de maneira tão intensa que quase despencou de maneira abrupta, não que tivesse lhe dirigido qualquer tipo de atenção a mais quanto a isso, embora tivesse vontade de soltar uma risada como um adolescente que era. Príncipes deveriam presar pelo autocontrole.

    Após o cumprimento quase cinico e inafetado, voltei a me sentar com a mesma expressão de desdém e calmaria. - Como vê, apenas fazia o pedido. Não fiz nada de mais...- Lhe corrigi com um dar nos ombros que com certeza não soava em nada como um reflexo arrependido já que, antes que conseguisse acabar a frase, novamente ela parecia ter me interrompido, incomodada e criando mais drama que o necessário. Garotas... Nuala havia aprendido bem a agir como uma, havia tido lições com a minha irma? Imaginei, sem mudar a expressão e calmamente sinalizando pra funcionária ainda em choque para que nos abandonasse e fosse buscar nossa bebida.

    -Não forneça informações antes que elas sejam pedidas, principalmente quando não são necessários, ou a frase de que sou comprometido poderia parecer sem contexto uma forma de estar tentando convencê-la a se tornar uma espécie de amante minha. -Ok. Não fora realmente por isso, mas aquilo não queria dizer que minha justificativa não tinha lógica. -Além do mais, creio que por não ser mais tanto segredo, alguns paparazzis provavelmente já andaram publicando sobre isso nas costas de nossas famílias, não é? Quer mesmo que de-lhe mais sarna para se coçar? - Sugeri com um levantar da sobrancelha, esticando então minha mão sobre a mesa até que está alcançasse a sua, que acariciei por alguns segundos, enquanto meus olhos verdes e mais sérios focavam as suas duas esferas azuis. - Nuala, se tivesse mesmo vergonha de você, não teria esse anel em sua mão, nem muito menos estaríamos aqui essa noite, então não . - E lhe dirigi um sorriso quase cálido, acariciando seus dedos, antes de soltar sua mão.

    O vinho e as taças que havia pedido haviam chegado nas mãos da atendente vermelha e vacilante, que agora não trocava os olhares com ninguém, exceto com as taças, as qual enchia com rapidez para poder sumir dali.- Então, tomei a liberdade de pedir o vinho, espero que goste dele. - E voltei ao meu sorriso calmo e misterioso, enquanto a mulher desaparecia dali, nos deixando a sós novamente.

    Se não estava enganado, e aquilo realmente fosse de uma boa safra. Aquele vinho Iria lhe trazer lembranças, e quem sabe tirar aquela carranca ciumenta e irritadiça de sua cara? Afinal, realmente não havia sobre o que desconfiar de uma criatura boa, casta é inocente como eu.
Spoiler: Mostrar
Imagem
Phelipe Schleswig
7° Ano Slytherin
Avatar do usuário
Ken Bek (Kenneth Bek)
 
Reg.: 20 de Mar de 2011
Últ.: 23 de Aug de 2017
  • Mensagens: 578
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 2 Pts.
  • 13 Pts.
  • 106 Pts.

Postado Por: Luh.


Re: Café des Sorcières

MensagemIrlanda [#176012] por Nuala Ajiha » 10 Abr 2017, 18:22

  • 19 Pts.
  • 11 Pts.
  • 13 Pts.
    A voz de Phel sempre era uma melodia de uma canção quando entrava pelos tímpanos dos meus ouvidos. Sua beleza combinada à sua forte personalidade. Jamais poderiam imaginar que um príncipe entre quatro paredes tinha um gosto tão peculiar! Eu sabia, mais do que ninguém. Ele era apenas meu e isso, claro, causava inveja às muitas que lhe desejavam... A certeza maior que poderia ter era de que nem mesmo seus casos do passado e até mesmo Benjamin, pode tormar-me o príncipe ruivo! Imagine, o “resto”. Sinuosamente deslizei minha mão esquerda entre as madeixas do cabelo, levando-as para o lado, livrando mais o meu rosto para que pudesse ser admirada melhor e a repousei sobre a mesa ouvindo-o atentamente. Não me importava com paparazzis, ou qualquer coisa do tipo. Apenas não queria que “a laia” ousasse admirá-lo.

    Soltei uma leve bufada ao ouvir aquilo da sarna e quase como se ele desmontasse todas as minhas barreiras, apenas com o seu toque, podia sentir que sedia novamente. Inclinei o corpo para mais próximo da mesa, por alguns segundos encarei suas orbes profundas e fitei nossos anéis. Respirei profundo sem resistir e ainda como uma criança mimada:- Mas não gosto de outrora investindo em meu noivo. –Soltei dengosa segurando-me para não ronronar. O vinho chegara com a atendente que se assanhara para meu homem. O sangue subira novamente, meu interior estremeceu como se fosse uma leoa pronta para atacar a presa em um único salto e todo o dengo desapareceu. Continuei fitando Phelipe para saber exatamente o que ele poderia aprontar. Não iria vacilar na minha frente, ou melhor, a atendente não iria ousar tentar algo na minha frente.

    Franzi o cenho vendo que apenas tinha as taças de vinho e que a garrafa dispensava rótulo, o que era curioso porque geralmente as garrafas eram munidas de grande embelezamento externo e aquilo parecera misterioso.– Phel?– Indagara sem tirar os olhos da taça. Delicadamente a peguei, cheirei e encarei o ruivo.– O que tem?– Ergui a sobrancelha tentando adivinhar o que se passava em seu olhar. Ele podia enganar todos, ele poderia ter toda a postura de príncipe, mas ele também era tão humano quanto eu. Sabia seu interior mesmo que não se expressasse. Ergui a sobrancelha e voltei-me à postura alinhada à cadeira, girei levemente a taça. Não tinha nenhuma cor diferente e embora o cheiro fosse delicioso, não tinha notado nada de incomum. Nem mesmo mais outro anel dentro do líquido. Beberiquei um gole humilde do mesmo e encarei Phelipe.

    O que tem de tão especial nesse líquido? Tomei-me a liberdade de tomar mais outro gole mais modesto. Franzi o cenho, umedeci meus lábios com os olhos fechados aproveitando o gosto do vinho. Não era ruim em adivinhação, mas não queria apelar para minhas habilidades de clarividência ou adivinhações, seria algo injusto, sabe? Se ele estava ali me observando, provavelmente tinha feito algo e queria que sacasse... Bom, não era perfeita para ter memória eidética ou poder lembrar sempre das nossas coisas, não conseguia mais saber como era o rosto de Brooke ou até mesmo saber como era o rosto dos meus pais adotivos... Ah! Phelipe o que você aprontou? Ah! Quer saber? Foda-se essa coisa de não usar habilidades! Ele não precisa saber que apelei pra isso! Encarei-o com ternura e...
    - Realmente...– Entreabri um enorme sorriso nos lábios de forma teatral e majestosa, fazendo-me encantada com o vinho e surpresa, mas... Beberiquei outro gole agraciando-me com o gosto. –É por isso que te amo! –Fechei meus olhos de forma jocosa e a visão de um passado distante surgiu em minha mente. Um passado do qual existiam muitas inconstâncias e incertezas, mas nele prevalecia o mesmo ruivo, o mesmo príncipe. Nosso primeiro beijo, nossa primeira ida à cama. Bom, ele podia dizer ser um homem virtuoso, pois tirara-me a virgindade... E... entre nossas cenas amorosas, continha o mesmo vinho.

    Novamente abri meus olhos encarando-o e pousando a taça sobre a mesa. – Achou que não saberia?– Pois é, se ele achou, teve razão! – Uma noite especial para uma noite especial?!– Inquiri de forma afirmativa e bem-humorada. - O que mais teremos essa noite?– Umedeci meus lábios de forma mais sinuosa e provocante. Não precisava ser vulgar para atiçar um homem, não precisava ser pomposa como Sha dizia para ser. O desejava como mulher! Tinha minha discrição à ser preservada. Suspirei desarmada.– Obrigada.– Pousei minha mão direita sobre a mão de Phel brincando com tocar seus dedos um à um.– Será que depois do nosso time de quadribol você vai ter o mesmo pique para me surpreender assim? – Indaguei brincalhona com o fato de desejar ter vários filhos com ele.

    Entreabri meus lábios em um enorme sorriso, era engraçado brincar aquilo com ele. – Como não? Sabia que ontem eu vi nossos filhos?, eles eram loiros e ruivos em sua maioria...– Balela! Tinha visto **** nenhuma, mas era divertido brincar com aquilo! – E... Você parecia ser o melhor pai do mundo brincando com eles. – Bebericava mais um gole do vinho para conter a risada. – Mal posso esperar pela nossa vida... – Parei de brincar com os dedos de phel e mantive minha mão sobre a dele. Pensar em nosso presente e futuro era como ver um filme trouxa de ação, drama, romance, comédia romântica, terror e vitória. Sempre seria emocionante... Meus olhos e coração sempre brilhariam calorosamente por nós dois.


    Q gay, eu sei.
Nuala Ajiha
Funcionário do Hospital TvH
Avatar do usuário
Barbara Palvin
 
Reg.: 17 de Jul de 2014
Últ.: 18 de Aug de 2017
  • Mensagens: 307
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 19 Pts.
  • 11 Pts.
  • 13 Pts.

Postado Por: Nannnnnnn.


Re: Café des Sorcières

MensagemFranca [#176693] por Theodore Bertrand » 22 Mai 2017, 22:09

  • 19 Pts.
  • 18 Pts.
  • 114 Pts.
Quando adolescente ‒ dias esses que acabaram depois de vários choques de realidade ‒ eu nunca fui muito de escrever. Não que não curtisse palavras, apesar de meu interesse moderado em livros, só não sabia usá-las. Eram complicadas, confusas. E vai que escrevesse alguma coisa, mostrasse ou enviasse para alguém e imediamente me arrependesse? Nope, não fazia meu estilo. Preferia muito mais falar, cara a cara, bem old fashioned mesmo. Demétria achava aquilo engraçado, e Fred, meu irmão, até tentou me ensinar a escrever de um jeito "bonito". Confesso que só fui aprender mesmo agora, no treinamento de aurores, por ser importante; não escrever bonito em si, mas saber como, só pro caso de precisar usar os conhecimentos num disfarce, missão, ou coisa parecida. Enfim, estou enrolando, não estou? Eu disse, muito mais fácil falar. Essa coisas de enrolar nunca acontece num discurso.

Onde eu estava? Ah, sim. Numa carta. Pro Fred mesmo. Agora que estávamos separados por um oceano (provavelmente), era o único meio possível. Confesso que prefereria muito mais se em Beauxbatons pegassem celulares ‒ nada melhor que uma boa chamada de vídeo quando se trata de tecnologia. E eu estou fugindo de novo. Parando de enrolar, contava para ele sobre as últimas notícias do meu treinamento, como as coisas iam com Demétria, enchia o saco dele um pouco e, naquela ocasião em especial, comentei sobre uma reunião que aconteceria naquele mesmo dia. Uma envolvendo os ex-alunos de Beauxbatons, de todas as casas; só alguns foram convidados, a ideia era um círculo pequeno que pudesse se expandir pra todo tipo de gente, desde que formados na academia. Eu e Demi planejávamos ir, aproveitar um pouco a folga.

Isto é, até ela descer as escadas (da cama pro 'primeiro andar') e me avisar que desistiu da ida. Aparentemente uma amiga sem ligações com Beauxbatons vinha visitá-la hoje à tarde? ‒ Erm, tem certeza? Você sempre gostou dessas reuniões. ‒ Joguei o cabelo pro lado, ainda meio confuso com aquela novidade. ‒ Absoluta, cem por cento, toda a certeza do mundo! Você vai, eu vou ficar aqui e hoje à noite você me dá todos os detalhes de como foi. ‒ Acho que estava encarando-a meio abestado, porque quando vi ela já tinha se curvado pra me beijar. E olha que dessa vez nem era pela beleza estonteante até demais que pela graça da genética (e dos produtos jequiti? avon? alguma marca da china?) ela preservava. ‒ Tem mesmo certeza? Sabe que não gosto de sair sem você. ‒ Quase não tinha chances de vê-la por causa do treinamento, ia perder hoje também, pelo visto... isso era meio triste.

Infelizmente para mim, Demétria sempre me vencia de um jeito ou de outro. Ainda por cima me fez terminar a carta. E me expulsou. Literalmente. Estava pensando em sair três horas mais tarde, mas fazer o que, né?

***


Um fato sobre mim, eu sempre fui apaixonado pela frança. Se meu irmão respondesse essa pergunta, ele diria que o que chamava a atenção era a parte mais refinada, aquela que você vê todo mundo comentar, mas pra mim o segredo sempre esteve nas partes meio ocultas. O tipo de arte que não se vê em livros, ou, caso estejam, então nos cantos. A arte dos cantos, afinal. Os músicos que não eram grandiosos, os atores que não recebiam tantos aplausos, os auto-denominados filósofos, enfim... esses sim me chamavam a atenção. Tinha um espírito livre e, nesse sentido, a França combinava comigo. Claro, sempre tive certa preferência pelo Brasil, afinal fazia parte da minha história, mas era na França que eu me sentia verdadeiramente bem. Naquele dia, antes de me encontrar com alguns amigos, decidi que iria passar por algumas das partes da França da qual gostava ‒ dessa vez, as partes ligadas a cultura bruxa mesmo.

Como era de se esperar, o Café de Sorcières encaixava-se num dos vários pontos cuja visitação era obrigatória. Eu não cresci ali, óbvio, mas era bem popular em meus dias de escola. Lembro-me do meu terceiro encontro a vida inteira, com uma meninina ruivinha, bastante agradável, até. As coisas estavam indo bem até o ex dela decidir aparecer. Outra vez eu e meus colegas da Mélusine, nas férias, decidimos invadir; só que ao invés de roubarmos qualquer coisa, ficamos escondido até os donos abrirem e começamos a cantar parabéns para eles. Acho que era aniversário de casados. Ganhamos banimento do local indefinitivamente, até perceberem que a popularidade diminuiu (vide papo boca a boca), e três semanas depois lá estávamos de novo.

Enfim, histórias... o tipo de histórias que eu gostava de lembrar. Pensei em pedir um café dessa vez, alguma coisa qualquer, só dar uma volta pelo lugar, cumprimentar os clientes de sempre que talvez ainda estivessem ali, assim como os proprietários. Bem, ao menos até me deparar com a última pessoa que eu esperava ver naquele lugar. ‒ Morgan? ‒ O meu tom de voz era de surpresa, minha postura meio de assustado e meu cérebro bastante confuso, mas, de verdade, eu estava feliz. Foi na fila, enquanto esperava pra fazer meu pedido, que a percebi andando pelo bistrô. Nem parei pra pensar, só cheguei nela no mesmo instante. Caramba, Morgan era daqueles que eu chamaria de velhos tempos sem dificuldade; sempre fui do tipo que andava com os brigitianos e morriganos, divisão pra quê?, e ela era só um ano mais nova que eu.

‒ Caramba, você é a última pessoa do mundo que esperaria encontrar aqui. ‒ Não era pra tanto, mas queria mostrar que estava feliz em vê-la. Acho que meu sorriso já entregava isso, mas enfim.


Spoiler: Mostrar
Post meio random, mas taí! aushuashua espero que goste e que não tenha fugido sem querer a quem a Morgan é <3

Fun Fact: O Theo tinha uma mania/hobby de se vestir como se fosse das outras mansões de BB, principalmente lá pro segundo/terceiro ano
Imagem
Theodore Bertrand
Funcionário do Ministério
Avatar do usuário
RJ King
 
Reg.: 23 de Oct de 2016
Últ.: 13 de Aug de 2017
  • Mensagens: 20
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 19 Pts.
  • 18 Pts.
  • 114 Pts.

Postado Por: Mah.


Re: Café des Sorcières

MensagemCoreia do Norte [#177090] por Morgana Lee Gewn » 14 Jun 2017, 16:22

  • 13 Pts.
  • 9 Pts.
  • 97 Pts.
- Ué! Larry está treinando, Minnie está em Beauxbatons e não posso dizer o quanto estou grata que esse tribruxo ela ainda não tem idade. - Ajeitei os cabelos que agora tinham uma ondulação divertida, parecendo que eram de uma das dríades da Melusine e virei-me para mamis querida, que ainda me olhava com desaprovação - O que foi? Não é como se eu tivesse sido mordida por um dragão. Foi só uma Quimera! - O grito de susto que a mulher fizera provara a mim que eu havia esquecido de dar o mero detalhe sobre que tipo de criatura mágica havia feito um estrago no meu adorável braço esquerdo. Pela sua voz estridente, gritos imperdoáveis e maldições em coreano, eu sorri grata. Entendo que pareça um tanto insano, mas sim pelo motivo de ver que se preocupava comigo, como faria com todos os outros sete irmãos da família com a qual vivíamos desde muito tempo atrás. Aproximei-me dela, usando minha mão direita para tocar seu rosto e beijei sua bochecha - Obrigada por se preocupar. Era uma Quimera que estava sendo traficada, bebê ainda e os dentes estavam começando a ficar afiados, já que comia carne crua, e não mais o que a mãe normalmente dá no começo. Foi só uma mordida que o TvH já resolveu, e agora segurar o curativo por mais alguns dias e logo mais estarei de volta às ruas.

Sorri, quase comercial de sabonete limpeza pura da Travessa do Tranco. Mas não funcionou muito bem. Sabia que ela se preocupava com o fato de que meu trabalho trazia mais perigos do que gostaria que existissem. Amava poder cuidar e resgatar animais que foram pegos pelo tráfico, abandonados pelas ruas ou até mesmo avaliar possíveis bruxos para adoção. Como neste caso, nem sempre eram os mais fáceis e devido ao estresse, talvez o animal ficou ainda mais agressivo. Eu gritei muito, quase espatifei todas as coisas que haviam ao meu redor, porém... Tudo deu certo, após choro, pranto e ranger de dentes. Entretanto, após toda essa situação delicada, mamãe e o Johann (padrasto), pareciam a lula gigante de Hogwarts: prontos para me impedir de fazer qualquer coisa. E, depois de tantos anos se virando sozinha, agora ter que lidar com isso também foi difícil para mim. Estava começando até a pegar aversão dos dois já gritando no meu ouvido para não cozinhar, comer de garfo, ler um livro e até mesmo como eu dormia (que até aquele momento era a melhor posição para o sono vir e o Larry vir atrás de mim).

-
Eu só vou comprar um café, ver as pessoas andando na rua e apreciar que existe vida fora desta casa. Estou começando a achar que vou morrer aqui dentro, com mofo até entalado nas narinas. Eu já volto. Se conseguirmos sobreviver a tudo isso, eu posso voltar a ser feliz? - O tapa bem dado no meu ombro bom escondeu o palavrão que meus lábios falariam à minha progenitora. Sorri, lívida, pegando minhas coisas e agora seguindo para a chave de portal, colocando-a de forma desconfortável nos meus braços, para ter certeza de que não cairia e ficaria mal o dia todo. Com mais um beijo, segui em direção a saída da casa, com o sol da Croácia torrando a minha cara, pronta para o que desse e viesse. E que não precisasse de duas mãos, obrigada. No horário exato, senti o puxão, que fizera o mundo girar nos segundos seguintes não era a minha favorita experiência. Preferiria mesmo estar aparatando, mas chegar na França aparatando me levaria o dobro do tempo e não estava afim de gastar com isso.

Com os pés tocando as ruas levemente acidentadas, abri os olhos, revelando a beleza do vilarejo em que estava. Não era sempre que me aventurava pelos locais que comumente ia quando estava em Beauxbatons. Nos últimos anos, depois de tanto viajar pelo mundo atrás de criaturinhas fofas e maravilhosas como uma quimera bebê, ir até o Café era como voltar para casa depois de tanto tempo longe. A diferença é que eles seguiriam meu pedido maluco de brioches, fazendo um na hora e eu poderia comer bem satisfeita enquanto lia meu livro favorito de criaturas mágicas. Abri a porta, ouvindo o costumeiro sininho, e me dirigi a parte principal, vendo o menu e o que eu poderia conseguir comer com uma única mão, que poderia estar presa a um suco ou bebida energizante.

O som da voz de alguém conhecida fez meus olhos se virarem em direção a mesma. O rosto, bem quadrado, cara de durão, abriu um sorriso e um pisca alerta me atingiu. Seria ele Theodore? O Malucão da Melusine? Que vivia fazendo coisas engraçadas? Desde que saí de Beauxbatons tinha dificuldades em encontrar o pessoal, por isso se eles tivessem com a mesma cara de 11 anos de idade, eu talvez ainda teria dificuldades para perceber. Quando nem sequer viu para onde estava indo, sabia que aquele era o garoto e tive rir, não exageradamente, mas aquela risadinha básica de quando se está quase morrendo e não pode dar uns gritos legais -
Theodore! Não acredito que... O que? - Ele falou, dizendo que minha pessoa era a última do mundo que esperava encontrar e sorri, malandra - Me diga? E veríamos quem aqui? Uma das dríades? Como você está? - Perguntei, já caçando uma mesa e sorri - Eu preciso me sentar antes que esse peso morto todo - Aponta para o braço - Comece a me incomodar. Que tal contar tudo o que você tem feito da vida? E não me diga que tem andando atrás de vestidos de menina que isso seria muito engraçado... - Piadas a parte, ver um bom amigo era sempre algo divertido.

Ainda mais quando se estava só esperando por um bom lanche e leitura, uma boa conversa faria até mesmo as dores sumissem. Era o que a maioria dizia, não é?



OBA!!!! SAIU <3
Morgan veste isso
ela tá com uma tipóia no braço e ombro que esta amarrada nas costas tbm do ombro esquerdo.
Imagem
Morgana Lee Gewn
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Bae Suzy
 
Reg.: 10 de Jan de 2017
Últ.: 19 de Aug de 2017
  • Mensagens: 12
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 13 Pts.
  • 9 Pts.
  • 97 Pts.

Postado Por: Dih.


Re: Café des Sorcières

MensagemFranca [#177334] por Theodore Bertrand » 02 Jul 2017, 17:34

  • 7 Pts.
  • 14 Pts.
  • 36 Pts.
    O principal problema do treinamento de aurores é que eu praticamente não tinha mais tempo para ter uma vida. Em meio a lidar com minha família ─ considerando o fato de que meu pai voltou a ter problemas com bebida ─ e encontrar tempo para dar atenção a minha namorada, ficava complicado sair, me divertir, enfim, fazer as coisas que costumava quando ainda era um estudante. Não vou dizer que me arrependo, ser auror sempre foi um grande sonho e eu me sentia cada vez mais realizado, mas isso não significava que a vida não era dura. Meu comum agora era chegar no apartamento morto e querer pouca coisa além de descansar os músculos cansados. Nem ao menos quadribol eu treinava mais, a não ser que uma das atividades envolvesse vassouras; comumente corridas.

    Por isso, quando vi Morgan parada naquele café, a felicidade que me veio foi enorme. Fazia quase um ano desde que não via meus amigos, a maioria ocupado demais para nos encontrarmos nas poucas vezes que podia sair, e mesmo quando visitava locais do Mundo Bruxo, já não era a mesma coisa. Ou seja, encontrar justamente ela ali era tão provável quanto vencerem as Harpias no campeonato, e lá se foi meu sentimento de que nunca encontraria de novo algumas das pessoas de minha adolescência/infância. ─ É sério... Uau! ─ Tentei, ainda meio mexido, mas corri para ajudá-la quando mencionou o lance do braço. Não tinha reparado de primeira, e logo perguntei-me o que diabos tinha acontecido. Conhecia os rumores de que Morgan agora trabalhava envolvida com animais mágicos, a maioria em situações perigosas, e começava a perceber as razões para tais rumores existirem; se fosse o caso, então a admirava mais ainda. ─ Realmente, seria uma pena se seu braço nos impedisse de ter uma boa conversa. ─ Brinquei, puxando uma cadeira para ela, sem muita cerimônia, antes de sentar eu mesmo.

    ─ Acredite, a coisa que mais corro atrás ultimamente são simulações de bruxos das trevas. ─ Suspirei, mas logo o bom humor voltou a minha face. Ela sabia de meu desejo de me tornar um auror, nunca foi um segredo para ninguém, afinal. ─ Entrei para o treinamento de aurores, mas é mais como se não tivesse uma vida agora. A única coisa que se manteve é minha namorada, Demi, não sei se lembra dela. ─ Mesmo naquela época Demetria nunca foi muito próxima das pessoas de outra casa, não fazia o estilo dela e sim o meu. No meu caso, nunca entendi as divisões; digo, compreendia por que as deusas tomavam conta de pessoas diferentes, o que não compreendia era como aquela divisão se mantinha no sentido de grupos de amizades. Preferia participar de todos, aumentava meu círculo, minha diversão e, sinceramente, meus contatos. ─ Mas e você? O que foi isso no seu braço? Não me diz que os rumores são reais...? Você tá mesmo lidando com animais mágicos? ─ Sorri ainda mais, seria excelente se a notícia fosse verdade. Morgan não era o tipo de pessoa que faria coisas, ou melhor, trabalharia com coisas das quais ela não gostasse.

    Tudo que ela falava me impressionava cada vez mais. Mantinha um interesse sincero no que a ex-morrigana poderia contar, ainda mais quando soube que ela se envolvia até com tráficos de animais. ─ Vou te contar, sempre te achei uma baixinha feroz... ─ brinquei, ela definitivamente era uma baixinha feroz, ainda lembrava da azaração que levei quando tentei zoá-la uma vez ─... mas é difícil te imaginar ao lado de uma serpente gigante. Se bem que, pensando melhor, é bem provável que no fim você faça com que essas serpentes morram de medo da sua pessoa. ─ Dei de ombros, rindo um pouco. Aproveitei que o garçom estava vindo, pediria um café ou coisa assim; precisava me manter acordado, certo? Ainda mais se fossemos colocar as conversas em dia.


    Spoiler: Mostrar
    Desculpa a demora, Dih! Espero que goste <3 Theo é bem de boas. Posso editar alguma coisa, se quiser.
Imagem
Theodore Bertrand
Funcionário do Ministério
Avatar do usuário
RJ King
 
Reg.: 23 de Oct de 2016
Últ.: 13 de Aug de 2017
  • Mensagens: 20
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 7 Pts.
  • 14 Pts.
  • 36 Pts.

Postado Por: Mah.


Re: Café des Sorcières

MensagemCoreia do Norte [#177813] por Morgana Lee Gewn » 16 Jul 2017, 11:15

  • 15 Pts.
  • 20 Pts.
  • 37 Pts.
- Merci - Respondi rindo enquanto me sentava na cadeira que Theo havia puxado para mim - Acredite em mim, quase impediu. Então vamos aproveitar enquanto ainda temos um bom humor vindo deste membro superior - Ergui as sobrancelhas rapidamente, com um sorriso divertido nos lábios. Sabia que o homem à minha frente agora trabalhava para os aurores e parecia combinar perfeitamente com a sua personalidade e características. Desde a escola parecia um daqueles estudantes cheios de energia em defender os outros e quase se metia em encrencas por causa disso. Como então não seria um auror? É A CARA DELE, MINHA GENTE! Concentrei-me em ouvir o que falava, percebendo que estava orgulhoso do que fazia, quase vendo estrelinhas brilhando de seu olhar - Isso parece divertido. Pelo menos mantém o porte físico e em seu inconsciente que deve correr de bruxos das trevas - Respondi pensativa.

É claro que eu me lembrava de Demi. Era diferente dele, mas pelo menos era gentil e gostava de dizer oi quando os outros estavam por perto. Confirmei com a cabeça, deixando meus pensamentos e possíveis julgamentos de como a mulher estava para trás, não sequer imaginando que eles ainda estivessem juntos após a escola. Claro que tive alguns affairs, mas sempre voltava para o mesmo, que agora está treinando com o Montrose. Theo conseguira me tirar dos pensamentos perguntando sobre incríveis rumores e quase me senti importante depois da escola. Senti a barriga começar a reclamar de comida, mas primeiro responder suas dúvidas sobre minha vida pós-Beauxbatons - Eu consegui um super de um emprego no Departamento de Controle de Criaturas Mágicas de Liechtenstein, após terminar um estágio com eles no sétimo ano. Eu amo lá! - Comentar sobre meu próprio emprego parecia me encher de orgulho devido ao esforço que fiz para chegar até ali. Nem sempre fácil como o pessoal achava, mas dava para dar um jeito na vida e, aos poucos, fazer coisas menos tensas.

- Eu trabalho com resgate de criaturas mágicas que foram abandonadas, ou estão em situações deploráveis, Theo. Corta o meu coraçãozinho quando vejo eles todos tristes, se sentindo ameaçados, como se tivessem medo de morrer devido a bruxos imprudentes - Encarei-o por alguns segundos e me virei para ver as opções de comidas, tirando a bolsa para colocar na cadeira - O meu braço foi em uma dessas “missões” - Fiz as aspas com somente uma das mãos - Sr. Wolters me disse que era uma criatura mágica dentro de uma casa em um bairro trouxa, que tinha chamas que surgiam de vez em quando, mas não fazia muito sentido. Quando cheguei lá descobri que era uma quimera bebê - Contava como se fosse uma história incrível, mas na hora eu estava realmente preocupada. Mesmo que tivesse aprendido a lidar com diversos tipos de animais, não era todo dia que você sobrevive a uma quimera. Né não? - Consegui controla-la e, então usar cordas especiais para acalmar e poder ver o que estava acontecendo. A pobrezinha, Theo, estava toda machucada, havia sido maltratada pelo antigo dono que sumiu quando viu que a coisa ficaria séria. E quando tentei cuidar dos ferimentos mais fracos, ela me mordeu. Por sorte, não conseguiu se aproximar tanto, ou se não teria um braço de ferro agora.

Parecia perigoso, mas não era assim todos os dias. Amassos, pelúcios, tronquillos, infestações ou até mesmo occamis apareciam em minha lista de tarefas do dia, mas sempre tão assustados, que se reagiam eu não me importava. Era a mesma coisa da pequena quimera que foi enviada para a África, já que não conseguirá viver em um ambiente selvagem mais uma vez - E não precisa se preocupar com a tipoia. É só para manter o braço no lugar e a poção de cura não entrar em contato com o ambiente externo. Mas o medibruxo disse que estaria bem em alguns dias. Já até começaram a desaparecer as marcas dos dentes! E disso eu gosto. - Uma pena, mas nada que poderíamos fazer, por mais que eu havia tentado. Fui retirada mais uma vez dos meus pensamentos por Theo que agora falava sobre ser feroz e gargalhei alto, jogando a cabeça para trás. Continuei ouvindo sobre sua visão de mim e não podia discordar do fato de que meus pais pensavam da mesma forma que ele... na verdade, muita gente - Você não é o único, Theo. Minha mãe achou que eu seguiria a carreira de comentarista no mundo dos esportes, enquanto meu padrasto queria que pudesse dar continuidade aos negócios da família, já que nenhum de nós foi interessado nisso. Garçom! - Senti a barriga roncar e ri divertida, enquanto esperava que ele se aproximasse de nós, com sua caderneta e uma pena mágica, sorri, já decidida o que iria comer. Estava com fome.

- Por favor, posso ter um suco efervescente de lavanda, bolinhos de gota de chuva e chocolate saltitante? - Sorri, encarando-o nos olhos, enquanto o mesmo se assombrava que eu estivesse com uma tipoia. Anotou os pedidos e logo me virei para o meu amigo muito feliz de ter companhia. Com certeza mamãe adoraria saber de que tinha alguém para ficar me vigiando enquanto estivesse fora - Mas me diga, mesmo que corra em simulações, vocês recebem qual tipo de treinamento? Meus meio-irmãos trabalham com o Departamento de Catástrofes e outros em diferentes setores. Sempre fui curiosa pelos aurores. - Pensei em colocar as mãos sob o queixo e apoiar os cotovelos na mesa, mas só com uma parecia uma coisa idiota. Então me recostei na cadeira e observei-o com cuidado, esperando ansiosamente por sua resposta - E sabe quando o treinamento acaba? Ah, desculpa mil perguntas. A curiosidade adora aparecer de vez em quando.






OBA!!!! SAIU <3
Morgan veste isso
sorry a falta de revisão... mas a morgan apareceu e agora foi ver o larry -q
Imagem
Morgana Lee Gewn
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Bae Suzy
 
Reg.: 10 de Jan de 2017
Últ.: 19 de Aug de 2017
  • Mensagens: 12
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 15 Pts.
  • 20 Pts.
  • 37 Pts.

Postado Por: Dih.


Re: Café des Sorcières

MensagemFranca [#178366] por Theodore Bertrand » 06 Ago 2017, 13:17

  • 16 Pts.
  • 16 Pts.
  • 99 Pts.
    No fim, decidi tomar mesmo um expresso. Assim me mantinha acordado e bem o bastante para a noite que viria, ao menos se tomasse mais algumas xícaras. Enquanto isso, escutava Morgan com atenção, ainda que parte dos pensamentos fosse para aquela estranha constatação de que tínhamos crescido, um pouco, e não estávamos mais na escola. É meio esquisito, não é? Pensar que ela ajudava e lidava com animais perigosos, enquanto eu treinava para me tornar um oficial na corporação de aurores. Mas, um ano antes, estávamos lutando para passar nos exames e achando formas de nos divertir sem interferir demais nas ambições. Sei lá, não sei se pareço um velho refletindo sobre essas coisas, mas fato era, parte de mim ainda se sentia como se tivesse uns quinze ou dezesseis anos. Como se devesse ter essa idade, não dezenove. ‒ Resgate de criaturas mágicas, uau. ‒ Murmurei, realmente impressionado. Ele era uma baixinha feroz mesmo. Sorri, combinava totalmente com Morgan. Me senti meio tolo, querendo lutar contra bruxos malvados, enquanto ela lidava com as pessoas realmente más e as criaturas machucadas. Não dava pra não admirar.

    ‒ Um braço de ferro até combinaria com você, não acha? ‒ Brinquei, queria tirar um pouco da chateação dela por quase ter perdido o braço. ‒ Ia virar uma super-heroína total, uma super marca pra mostrar como você faz o bem para o mundo e essas criaturas. Isso é muito legal, Morgan. ‒ Inclinei-me na cadeira, agora escutando com mais atenção ainda o que ela tinha a dizer, pensando em quão aterrorizante deveria ter sido entrar num local com uma quimera, mesmo que bebê. Criaturas sempre me assustaram um pouco; se tratando de pessoas, você podia criar estratégias e prever os passos alheios, entender como a mente do outro funcionava e sua forma de raciocínio, compreender fraquezas e pontos fortes. Agora, animais? Totalmente irracional. Tinha que ter garra mesmo para lidar com alguns. ‒ Aposto que ela está muito bem hoje. Vocês mantém um registro, não? Ela foi parar num lugar com outras quimeras mesmo? ‒ Meus olhos brilharam, só de pensar que depois daquela loucura toda a quimera podia estar de boas. Torcendo por ela, já. E pela salvadora também.

    ‒ Poxa, as marcas de batalha vão embora? ‒ Sorri de canto, voltando a posição natural só porque o garçom começou a andar poraí. ‒ Bom, pelo menos você mostrou pros seus pais, e pra mim, pelo visto, que consegue fazer uns negócios bem perigosos e se sair muito bem. Sinceramente, tô quase me sentindo mal por reclamar do meu treinamento. ‒ Não que não fosse pesado, treinar para a corporação de aurores, mas… né? ‒ Eu só quero um expresso mesmo. Melhor deixar só ela engordar. Minha amiga aqui, Morgan, merece. ‒ Pisquei, preparado para a irritação da outra, fingida ou não. Na verdade não estava com muita fome, por isso só o expresso. ‒ Pra ser sincero, eu não posso falar muito sobre isso. Sabe como é, um tipo de treinamento específico para combater outras pessoas, então não dá para falar sobre com todo mundo. Mas eu posso dizer que é inspirado no lado militar da coisa, ou seja, treinamento pesado, sem muito descanso, voltado para todas as áreas importantes para um auror, etc.. É bem cansativo.

    Sorri para ela, na verdade, era divertido alguém com curiosidade. Demetria costumava reclamar mais do treinamento que fazer perguntas sobre, então aquela era uma mudança agradável, divertida, até.‒ No geral são de dois a três anos de treinamento, então tenho pelo menos um ano pela frente. Parece muito, não é? Tem pessoas que reclamam na corporação, mas eu acho importante… Não dá pra entrar se achando o melhor. E eles realmente forçam a barra lá, te colocam em todas as situações possíveis, te fazem pensar, ver o mundo de um jeito diferente, criar estratégias, essas coisas. ‒ Observei-a com tranquilidade, sabia que ela compreendia esse tipo de coisa, ao menos deveria lidando daquele jeito com criaturas, e eu conhecia Morgan o suficiente para saber que ela era bem esforçada e determinada quando queria alguma coisa.

    ‒ A pior parte é ficar longe de casa, sabe? Eu só volto nos finais de semana, isso quando volto. Até posso voltar durante a semana, mas é tão cansativo que não vale à pena. Aliás, sabia que comprei um loft em Vaduz? É bem pequeno, mas confortável. Pode visitar um dia, se tiver a fim. ‒ Lancei o convite, tranquilo. Seria divertido voltar a me comunicar com Morgan, aquela era uma amizade boa, mesmo que das antigas. Talvez aproveitasse para falar com os outros, depois de tudo.


    Spoiler: Mostrar
    Foi divertido fazer esse post <3
Imagem
Theodore Bertrand
Funcionário do Ministério
Avatar do usuário
RJ King
 
Reg.: 23 de Oct de 2016
Últ.: 13 de Aug de 2017
  • Mensagens: 20
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 16 Pts.
  • 16 Pts.
  • 99 Pts.

Postado Por: Mah.


Re: Café des Sorcières

MensagemCoreia do Norte [#178722] por Morgana Lee Gewn » 19 Ago 2017, 15:58

  • 6 Pts.
  • 10 Pts.
  • 154 Pts.
Ri divertida quando Theo fizera piadas sobre engordar. Devido aos treinamentos e missões, a última coisa que eu fazia na vida era ter uns quilos a mais. Provavelmente por eu não comer muito nessas épocas, aumentando a quantidade de músculos e não de gordurinha. Gostaria de ter mais curvas, para que Larry não ficasse olhando para outras garotas e ficasse somente com a então em mim, porém isso implicava que eu também fizesse o mesmo. Ainda queria as curvas, mas não precisava de exagero, não é mesmo? A atenção voltou-se diretamente para o homem à sua frente, que me contava o que podia sobre seus dias. Os olhos dele até brilhavam quando se comentava sobre o que fazia diariamente, percebendo logo de cara que era o que mais amava na vida. Porém, fazia sentido que fosse extremamente cansativo, ainda mais quando a rotina lhe impunha regras, e precisava lidar com todos os problemas que surgiam em casa e no trampo. Era uma coisa de heróis, para ser bem sincera - Isso é legal - Motivei, sabendo que às vezes as pessoas precisavam fazer isso umas com as outras.

Mas foi quando comentou sobre ficar longe de casa, concordei firmemente com a cabeça. Estava acostumada a estar longe pelo ano letivo e voltar nas férias, e agora nem sei quando volto. Minha mãe normalmente ficava com o coração na mão enquanto meu padrasto gostava da ideia de que eu retornasse dizendo que queria o escritório. Mais fácil vovó fazer isso do que eu, ou o tio Bart. Fato - Não sabia que tinha comprado um. Parabéns! - Sorri, mandando joinha para o fofuxo. Era estranho como agora estávamos mais preocupados em comprar casas, comida, papel higiênico (desculpe, eu não faço cocô nas minhas calças e depois limpo. Nojento demais) - Como se sente depois disso? Não importa o tamanho, fala sério! Conte, aonde é? Qual parte em Vaduz? - Perguntei ansiosa. Achava incrível como cada um de nós começava a mostrar que estava se saindo melhor que a encomenda. Enquanto outros, pareciam que tinham virado saco de batata e esquecido que precisavam continuar a vida e que ela não estava em Beauxbatons mais. Por Morrigan!

Antes que pudessem continuar a conversa, o garçom trouxe o que pediram e agradecemos rapidamente. Peguei a bebida quase gemi de felicidade, percebendo que sentia falta de sair e viver a vida - Você pode sentir falta de casa, mas eu não aguento mais a minha - Confessei, rindo logo depois, percebendo que consegui falar isso em voz alta, depois de tanto tempo “presa” em casa - Meu padrasto me proibiu de trabalhar até estar completamente boa do braço. O problema, é que minha mãe decidira que eu teria de ficar sob seus cuidados até estar bem. Isso significa que essa bebidinha aqui, meu amigo, é a liberdade em forma de líquido - Bebi mais uma vez, tentando apreciar cada detalhe gostoso que estava descendo pela minha garganta - Convenhamos, esse lugar é divino. Como está a sua bebida? Boa? Sensacional? Trabalhada na gostosura? - Ri mais uma vez e movi o braço sem querer, gemendo baixinho com a dor que causara. Já havia tido piores, mas como ainda estava curando, os repuxões as vezes eram irritantes.

- Mudando de assunto, você se machuca muito nos treinamentos? Quando fiz o meu primeiro, por Morrigan. Quase perdi as pernas - Posso dizer agora como se fosse nada de mais, mas na época a coisa foi feia, para você ter uma ideia. Chorei por horas, imaginando que era extremamente real e nunca mais andaria na vida de shorts e que precisaria esconder com magia as coisas que haviam acontecido na minha perna - Era para domar fadas mordentes e na época eu não sabia que era alérgica a elas. Quando morderam minhas pernas, a reação foi tão forte que eu caí no chão e pensei que ia morrer. Por sorte eles tinham o antídoto para casos alérgicos e precisei tomar alguns antes de voltar para casa “bem”. - fiz as aspas, mostrando que também tinha meus dias ruins, mas a maioria era sempre ótima, a meu ver. Mordi um pedaço do bolinho de gota de chuva saltitante, segurando-o com todas as minhas forças para não sair pilotando por dentro da loja, quando queria - Conte-me tudo e não me esconda nada, Theodore. Você sabe que posso descobrir coisas...






OBA!!!! SAIU <3
Morgan veste isso
sorry a falta de revisão... mas a morgan apareceu e agora quer falar de todas as coisas loucas que fez no trampo.
Imagem
Morgana Lee Gewn
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Bae Suzy
 
Reg.: 10 de Jan de 2017
Últ.: 19 de Aug de 2017
  • Mensagens: 12
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 6 Pts.
  • 10 Pts.
  • 154 Pts.

Postado Por: Dih.


Anterior

Voltar para França

Quem está online

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 1 visitante