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Re: Kremmlin Platz

MensagemRussia [#150685] por Ivan Shuisky » 08 Jul 2015, 18:59

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O movimento dos lábios e das línguas, os toques, puxões e apertos, a sensação daquele corpo quente, sinuoso e ‘ao ponto’ contra o meu... Algo que por tantos meses eu havia visualizado, pensado e julgado que seria impossível. Era estranho ter sucesso, especialmente depois de toda a bagaça pela qual eu e a alemã havíamos passado e... P*ta que pariu. Quem eu quero enganar? Naquele momento eu já tinha mandado à c*ralha qualquer pensamento que eu tivesse e tudo o que eu sabia era que aquilo estava bom. Muito bom, devo dizer. Uma de minhas mãos correu para a base das costas de Aye, enquanto a outra puxava a lateral rosto e me deixava explorar melhor aquela boca embriagada. Gostava do ‘estilo’ da morena, do quê de inexperiência e hesitação que havia ali e que ia de frente com a vontade que a fazia, em certo momento, me agarrar pela camisa. Sorri de canto ao notar as mãos da danada explorarem meu corpo, sem me ligar no que eu costumava esconder ali embaixo e que só me lembrei da existência ao sentir os dedos da morena passearem por sobre uma das elevações sutis.

“M*rda...”
– murmurei com um tom ligeiramente rouco, fechando os olhos por um momento para controlar a fisgada que senti mais embaixo. Cicatrizes eram zonas sensíveis e ali, naquele calor todo, sempre ficavam um pouco mais. Sorri de canto ao senti-la se distanciar para tomar um ar, apreciando o toque enquanto a ouvia falar, excitado pelo tom pausado e incrivelmente sexy e a visão daqueles olhos azuis – “Nada incrível... já adianto...” – aleguei com a respiração pesada – e mesmo que fosse algo idiota de se dizer, era a verdade. Deixei que meu olhar corresse pelo rosto viciante, enquanto minhas mãos ajeitavam os fios que eu desalinhara, aproveitando a pausa para dar aquela concentrada e ‘abaixar os ânimos’. Ainda bem que eu não havia bebido ou, certeza, já teria dado m*rda. Respirei fundo, ouvindo a voz da Friedrich se erguer e minha expressão safada se modificou para uma em surpresa ante as palavras da morena.

“Quê?”
– disse, não acreditando no que Aye dizia naquele momento. Não que aquela ela bêbada sair me deixando com cara de retardado não fosse já normal naquela altura, mas a verdade é que naquele caso eu não ‘tava era entendendo p*rra nenhuma – apesar que eu notei que o medo dela tinha ido para a casa do c*ralho. Instintivamente sorri de canto ao senti-la se aproximar mais, logo franzindo o cenho com o novo papo louco que veio em seguida – “Eu fiz o...?” – e senti algo estranho dentro de mim ante aquela confissão de ‘dependência’. Um sentimento engraçado e desconhecido, que não era nem ruim, nem bom. Um misto de satisfação, receio e outras bagaças completamente aleatórias que criou diversas perguntas na minha cabeça. Antes que eu pudesse dizer algo, contudo, ouvi a voz dela se erguer em um pedido de desculpas e, então, em uma pergunta que me fez pensar em pelo menos cem sacanagens diferentes e alucinantes. P*ta que me pariu! Ela não tinha mesmo noção o que estava falando e pra quem, né?!

“Nós podíamos...”
– e por mais que uma certa cabeça minha tivesse a resposta na ponta da ‘língua’ sobre o que fazer, mandei ela calar a p*rra da boca inexistente e, usando todo o pouco bom senso que eu tinha, limitei-me a puxar Ayesha pela mão, rumo a uma mesa que eu vira dando sopa, sentando-me em um ‘sofá’ antes de puxá-la para o meu colo – “Sinta-se alta por um instante.” – disse com a cabeça para cima, divertido, jogando os longos dos cabelos escuros por sobre o ombro com uma mão, enquanto a outra a segurava pelas coxas firmes – e um beijo para Durmstrang e sua capacidade de deixar os estudantes de lá uma delícia só. Sorri, passando com os lábios pelas costas nuas, subindo até o ombro, o pescoço, a orelha, o rosto e... com um movimento, senti ela virar de frente para mim, se colocando em uma posiçãozinha perigosa não só para mim como, conhecendo a anatomia feminina, para ela.

“Friedrich, Friedrich...”
– murmurei numa reprovação fingida, sorrindo com malícia nítida enquanto mantinha os olhos nos dela. Minhas mãos correram pelo rosto perfeito, os ombros delicados, a cintura fina e... hesitação – “Não pense.” – disse, deslizando como uma cobra para próximo do ouvido desta, sentindo minha voz sair baixa e mais sexy do que de costume – “Você não vai me perder... Eu não vou te olhar diferente... Nem nada do tipo.” – garanti com um tom estranhamente sério e vindo de sei lá onde, deslizando pelo pescoço desta – “Apenas curta e confie em mim...” – instrui, depositando beijos esparsos sobre a pele quente – “Só dessa vez... Serei a parte pensante da dupla e não te deixarei ir por caminho nenhum da qual se arrependa. Então... Aproveite.” – e, sem aviso, uma de minhas mãos a puxou pelo quadril e a outra a forçou a me encarar. Sorri com um misto de malícia e confiança antes de tomar aquela boca doce uma vez mais, deixando que minha mão explorasse um pouco mais de perto aquele corpinho liso e gostoso.

Uma pegada diferente, mais intensa devido à posição confortável, e que me fez ver algumas estrelas em alguns momentos e agradecer que o jeans era grosso, porque olha... Apesar da minha garantia, ‘tava difícil pensar com cabeça de cima. Não naquela situação.

[ Interaction: Ayesha K. Friedrich ]
[ Clothes: Simples, mas gatinho -q ]
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Re: Kremmlin Platz

MensagemAlemanha [#151254] por Katherina Ayesha Friedrich » 31 Jul 2015, 01:04

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guilt is burning, inside i'm hurting, this ain't a feeling i can keep
DON'T BLAME IT ON ME, BLAME IT ON THE NIGHT.





                Na maior parte do tempo, a jovem alemã sabia bem como esconder o que pensava, as coisas que as vezes queria dizer, mas ficavam presas em sua garganta. Não seja extremamente sincera, dissera Kishan para ela, quando se meteu em sua “primeira briga” se podia chamar aquilo de uma. Ayesha havia aprendido e usava isso até hoje em sua vida. Poucos sabiam o que ela realmente pensava. Contudo, ali, com Ivan tão perto dela, ela não conseguiu se conter em dizer, quase que num agradecimento, o que sentia de certo modo pelo rapaz. Estava grata ele por estar ao seu lado, ser seu amigo e considerando tudo o que ele sabia sobre ela, ter permanecido.

                Não que fosse sensato dizer algo daquilo, principalmente naquele momento, mas a morena não pensou, pela primeira vez em muito tempo, ela não pensou no que ia dizer, ou nas consequências disso, apenas disse o que de certo modo foi alivio para ela, mesmo que naquele momento ela não tivesse prestado a exata atenção. Esperava com certo medo e ansiedade para a resposta do russo pelo seu questionamento, e foi com certa surpresa que ele a guiou até uma mesa vazia, onde sentou-se, logo a puxando para seu colo, o que fez Ayesha corar rapidamente. Algo que parecia estranho principalmente a alguém que até alguns segundos atrás nem se importava de estar beijando o amigo.

                O mais engraçado foram às palavras dele, sobre ser alta por instante, e isso quase a fez se virar e dizer que era alta, pelo menos para garotas de sua idade, sendo que a maioria tinha no máximo um 1,60, ou alguns centímetros a mais, ela quase beirava ao 1,70 de altura, não era baixa. Contudo, qualquer indignação, ou o que fosse dizer a Matveyev ao sentir uma de suas mãos segurarem suas coxas, como se estivesse a prendendo no lugar para que não caísse, mas foram os lábios do russo em suas costas, e logo subindo aos poucos, que fizeram a morena estremecer levemente. Antes mesmo que pudesse pensar no que estava a morena se virou, mudando sua posição para poder encarar Ivan.

                Um riso escapou de seus lábios ao ouvir o loiro pronunciar seu nome no que parecia uma reprovação do que ela tinha acabado de fazer, ela estava um pouco sem graça, mas novamente deixou isso de lado. Ayesha encarava o rapaz a sua frente e este fazia o mesmo com ela, o que fazia a garota se questionar no que ele estava pensando, enquanto sentia as caricias do russo, o que a fez fechar os olhos aproveitando aquilo, por seu rosto, ombros, pela sua cintura, e logo a alemã prendeu a respiração sentindo seu coração se acelerar. Ivan havia parado, isso fez com que ela abrisse os olhos para encara-lo antes que ele se aproximasse de seu ouvido. Novamente ela tremeu diante das palavras dele. Mordendo o lábio inferior, Ayesha ouvia cada palavra dita pelo rapaz, assim como se arrepiou ao sentir os lábios dele novamente sobre sua pele.

                A morena arfou algo que provavelmente apenas foi ouvido por Matveyev devido à música alta, quando o sentiu puxa-la pelo quadril, e em seguida fazendo-a encara-lo. Nesses poucos segundos antes dele voltar a beija-la, Ayesha sentiu o pouco de medo que lhe restava escapar de si, assim como já não mais pensava em absolutamente nada, apenas sentia as mãos do russo sobre si, sentia-se vulnerável, mas estava bem com isso. Queria toca-lo e foi o que fez, ainda com a mão trêmula, contudo estava um pouco mais confiante do que alguns minutos atrás, acariciou parte do rosto dele, descendo pelo pescoço e pelos ombros, parando levianamente do peito largo, e por um momento lembranças lhe veio a mente, mas a que ficou em sua mente, e que a fez rir por entre os lábios dele, foi a encenação que fizeram para Louis.
– Uma lembrança... Boba... – respondeu ao questionamento do rapaz pela sua risada. – Esqueça... – disse o encarando, mas seus olhos focou-se na boca dele, e sem pensar ela se aproximou mordendo levemente o lábio inferior, o que novamente a fez rir. Gostava daquela sensação de desconhecido, do nervosismo que lhe causava ao encarar Ivan. Ela realmente queria saber o que se passava pela mente dele. – Me beije... – disse sorrindo delicadamente. – E, por favor, não pare.

                E ele o fez, não havia espaço para respirar, nem ao menos para pensar, não havia nada, nem mesmo a música, as outras vozes que já eram inaudíveis. Havia uma urgência, ela só não sabia se vinha dela ou dele, o mais provável seria dela mesma. E mesmo assim não se importou nem um pouco. Ela se afastou, recuperando todo o ar que havia perdido encostando sua testa na dele, Friedrich tentou voltar a respirar. – Você... Levou... Bem a sério... O que... Eu disse... – comentou devagar, sabia que seu tempo já havia acabado, que deveria ir embora, mas não o queria. Pela primeira vez, ela não queria voltar para sua “casa”, queria se perder naquelas sensações que lhe eram novas. Estar longe de casa, e ter feito algo que se sua avó descobrisse a castigaria como nunca antes, e de novo não se importava. A morena riu diante das palavras do loiro, e se afastou para vê-lo melhor, logo ergueu a mão tentando arrumar o cabelo dele. – Eu tenho que ir embora. – comentou um pouco triste, era como assim que saísse dali, aquela noite, tudo que fizera fosse se tornar uma ilusão. Ayesha o observava como se o esperasse dizer algo, ou talvez, queria ter certeza que ele estava ali.

                Suspirando pesadamente ela se ergueu, arrumando sua roupa e seu cabelo, mas seus olhos iam de Ivan para o lugar que se encontrava, e num pedido silencioso, desejou que nada daquilo fosse uma ilusão, que ao menos uma vez pode fazer algo que a intrigava, que pode, ao menos por algum tempo, ser uma garota normal.
– Te vejo na festa? – perguntou voltando-se para o amigo sorrindo diante da resposta dele. – Se ver aqueles dois de novo... – começou ainda com um sorriso nos lábios, provavelmente parecendo uma boba, mas ela não ligava, estava feliz. – Diga que gostei de conhecê-los, mesmo tendo ficado um pouco sem graça. - Ela sabia que tinha que ir, mas não sabia exatamente o que dizer ou fazer, então simplesmente se inclinou, dando um leve beijo na bochecha de Matveyev. – Te vejo por ai. – disse por fim se afastando, não olhou pra trás, não queria, muito menos queria pensar em nada, só aproveitar o que restara do momento, uma noite que ela diria ser completamente louca, e quando estava fora do lugar, ela se afastou ainda mais, rindo de como acabara ali, tocou nos próprios lábios ainda rindo, ela não queria esquecer daquele dia. Quando por fim chamou por Gywan, desejou que mesmo que tudo mudasse, que as coisas ficassem estranhas, e que mesmo que Ivan a odiasse, ela iria lembrar do único dia que não foi uma princesa.



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Katherina Ayesha Friedrich
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Re: Kremmlin Platz

MensagemRussia [#151649] por Ivan Shuisky » 14 Ago 2015, 16:21

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Um sorriso de canto se abriu em meus lábios ao perceber que Ayesha não só retribuía como parecia bastante interessada em dar seu próprio toque – literalmente – à coisa. Senti as mãos leves e hesitantes correrem por meu rosto e então passarem por meu corpo, incitando-me e, enquanto me distraia entre beijos e apertos, forçando-me a cada vez mais usar o autocontrole que, por mais que eu tivesse, não estava acostumado a dar uso em situações como aquela. Concentrado como estava, foi com certa surpresa que a ouvi rir, fazendo-me franzir o cenho e fitá-la.

“O que foi?”
– questionei, achando que no meio da coisa eu houvesse, sei lá, encontrado uma zona sensível e que causava cócegas. Não seria a primeira vez que eu conseguia alguma proeza do tipo e... Enfim, não era o caso ali e tampouco a resposta que recebi foi lá das mais convincentes. Uma falta de firmeza que, p*rra, não posso falar daquele olhar intenso e azul e da mordidinha safada em meu lábio que me fez sorrir e estreitar os olhos. A maldita ‘tava me testando, só podia. Então, o pedido delicado o qual, óbvio, não fui besta de não atender, puxando-a pela nuca para capturar os lábios gostosos, sentindo na retribuição uma intensidade diferente. Uma pequena loucura que, somada com a batida frenética e hipinotizante que nos rodeava, por alguns instantes fazia com que eu me esquecesse de onde estávamos e das promessas que eu fizera, dando pequenos deslizes de mão boba antes de novamente me conter.

Eu sabia que ela estava bêbada. Eu sabia que Ayesha normalmente não faria metade do que estava fazendo ali, a começar por me beijar com tamanha danadeza, no entanto, ao mesmo tempo, por mais concentrado, imerso e aproveitando que eu estivesse, um cantinho de minha mente se questionava até que ponto aquilo era de fato ‘real’ ou efeito do álcool. Não que importasse, afinal, o que de fato era relevante era a pegação deliciosa que ali ocorria, mas era uma curiosidade genuína que surgia e sumia em meio ao mar de sensações f*das. Sumia, aliás, tanto quanto meu fôlego, porque... p*ta que me pariu. Um sorriso malicioso se abriu tão logo senti nossas bocas se separarem, vendo os olhos azuis me encararem naquela pausa, e um riso me escapou ante o comentário da morena.

“Eu sempre levo a sério os pedidos que me fazem.”
– afirmei com diversão – “Ainda mais quando é um tão gostoso quanto esse.” – acrescentei com uma piscadela travessa, fazendo-a rir e, então, depois de dar uma ajeitada no ‘estrago’ em mim que ela havia feito, declarar que tinha que ir – “Sério?” – questionei de idiota, porque estava na cara, dado o semblante meio caído da morena comprovadamente deliciosa. Fiquei meio sem saber o que fazer. Uma parte minha queria mais é que ela continuasse ali para que a gente fosse fundo no que estávamos fazendo, outra se encontrava aliviada, já que meu freio ‘tava quase pedindo arrego e falando ‘tô mandando à m*rda sua promessa, seu p*to’ e outra estava confusa imaginando como ela ia embora, já que nem sabia, pra começo de conversa, como ela surgira. Uma dúvida que ganhou espaço e me fez piscar algumas vezes, desconcertado.

“Drogas...”
– murmurei, piscando algumas vezes, enquanto considerava aquela possibilidade de que, na real, tudo não passava de algum efeito f*dido de alguma p*rrinha que houvessem me dado. Franzi o cenho, encarando a morena-possível-alucinação se erguer e se arrumar, antes de menear a cabeça e concluir que aquele pensamento de m*rda era a loucura e se eu ‘tava era dopado, era pelo excesso de ‘vontade’, isso sim. Demorei alguns instantes para notar que ela falava comigo, fazendo-me sorrir ao entender qual havia sido a pergunta – “Sem dúvidas. Eu tinha dito que ia, não? Hoje você comprovou como sou um cara de palavra.” – aleguei com uma piscadela, vendo-a sorrir e então me lembrar da existência de mais gente ali. Pisquei duas vezes, realmente surpreso por ter esquecido de Dimi e Zak, o que me fez demorar alguns instantes para me tocar do beijo de despedida que eu recebia e do afastamento de Aye.

“Pera! Eu te acompanho até...”
– e mesmo tendo corrido entre a multidão dançante, perdi a alemã de vista, o que apenas fez com que aquela hipótese idiota de que tudo não passara de um efeito de uma droga bem f*da se tornasse ainda mais possível – “Será que eu tô...” – então, de repente, senti um peso sobre meus ombros e ao girar meus olhos, notei dois sorrisos cheio de uma malícia f*dida, pertencentes aos dois cabaços cuja existência até uns instantes atrás eu havia completamente esquecido. Franzi o cenho, esperando que eles falassem algo além de ficarem me encarando, mas nada – “Que é, p*rra?” – questionei com uma careta de desentendido, vendo Dimi revirar os olhos e Zak rir.

“Que é? A gente que pergunta, Ivan!”
– replicou Zakhar, fazendo-me franzir o cenho – “Que pegação f*da foi aquela com a romanov?” – e franzi o cenho, tentando me fazer de desentendido – “Qual é! Eu fui lá na pista levar a água que você tinha pedido e uma poção para deixar a Friedrich menos louca, aí o que eu vejo é vocês dois praticamente se comendo!” – observou, fazendo-me lançar um olhar para meus dois amigos que, pelo visto, haviam bancado os voyeur f*da. Franzi o cenho, pensativo. Então, de fato, aquela delícia toda de minutos antes havia realmente acontecido, o que significava que eu não só havia conseguido um beijo da princesa como também algumas coisinhas mais além. Uma constatação que me deixou satisfeito e orgulhoso pra c*ralho de ‘meu’ feito, tanto quanto me fez, de repente, lembrar daquele ‘título’ de m*rda associado à morena.

“P*ta que me pariu.”
– murmurei, percebendo a p*rra que tinha acabado de acontecer e a b*sta que poderia dar. Afinal, era Ayesha, ela era uma c*ralha de princesa que tinha uma avó v*dia cuja mente, ao menos em meus pensamentos, funcionava igual à do c*zão do Dawid. O que Dawid faria se fôssemos uma família real e ele soubesse que eu havia pego um idiota qualquer? No mínimo o mesmo que ele fizera quando soube que eu convivia pra c*cete com trouxas: uma gigantesca filha da p*tagem doída da p*rra – “Venham comigo.” – disse, pegando no antebraço de Dimi e Zak, a fim de puxá-los para um corredor menos barulhento e meio iluminado, que dava para a área dos funcionários – “Mais algum conhecido nosso viu o que rolou?” – questionei, vendo os dois me encararem com uma p*ta cara de desentendidos – “É sério.” – afirmei, vendo Dimi franzir a sobrancelhas e negar.

“Todos que são de Durmstrang e que estão aqui se encontram naquele andar VIP.”
– afirmou com seriedade – “Inclusive, por isso que desci, para chamar vocês, mas Zak aqui quis ‘me mostrar uma coisa’ e...” – acrescentou, deixando no olhar uma sutil confusão, ainda que mantivesse aquela classe toda típica.

“Menos mal...”
– afirmei, suspirando aliviado. Pelo menos era só os dois e o resto do bar que, bem, estavam tão imersos neles mesmos e tão ocultos pela escuridão ali existente que, por experiência, não seria um problema de fato. Fitei um ponto qualquer, pensando se aquilo que eu tinha que fazer era mesmo necessário, concluindo que por se tratar de quem se tratava, sim, seria. Assim sendo, apesar de nada usual, encarei os dois ruriks de modo sério – “Seguinte,” – e meu tom, inconscientemente, saiu tão frio que notei a surpresa surgir no rosto de ambos – “tudo o que vocês viram rolando aqui embaixo, vocês fingirão que não aconteceu e, assim sendo, não vão contar, comentar ou sequer sugerir para ninguém, beleza? Se alguém perguntar ou quiser confirmar, Ayesha nunca esteve aqui e eu e ela nunca nos pegamos nem nada do tipo. Se quiserem, até podem falar com ela ou comigo, mas só se não houver NINGUÉM por perto, entendido?” – questionei com um olhar firme, vendo um sorriso idiota se abrir no rosto de Zak.

“Ah, qual é I...”


“Tô falando sério, Zakhar.”
– aleguei com um tom grave e que apenas em poucas ocasiões, mesmo eles, haviam ouvido – “Vocês sabem que vocês são meus amigos e que eu gosto pra c*ralho de vocês, a ponto de me jogar na frente de um avada se necessário.” – afirmei, mantendo o olhar firme – “No entanto, Aye também é minha amiga e, assim sendo, se algum de vocês dois abrir a boca para quem quer que seja sobre o que aconteceu aqui, JURO que eu MATO os dois. E vocês me conhecem bem o suficiente para saber que quando eu prometo algo, eu cumpro, custe o que me custar.” – observei, sentindo no meu semblante uma tensão que era bizarra pra c*ralho, mas não completamente desconhecida para mim. Notei os dois a minha frente se entreolharem e Dimi suspirar.

“Isso é mesmo necessário, Ivan?”
– questionou o gigolô, carregando no rosto uma expressão de sincera curiosidade e um quê de tédio.

“Se não fosse não estaria fazendo essa cena aqui.”
– retruquei com firmeza, vendo-o suspirar e dar de dar de ombros.

“Se é assim, fique tranquilo que da minha parte ninguém saberá, ainda que eu definitivamente não compreenda o porquê desta atitude.”
– alegou com um leve olhar interrogativo que me fez sorrir, grato pela leve noção que Dimi às vezes tinha – ou do cagaço de que eu realmente cumprisse minha palavra, sei lá –, e relaxar um pouco.

“Se eu pudesse explicar eu explicaria, cara.”
– afirmei, soltando os dois para passar a mão pelo cabelo, vendo o loiro murmurar um ‘entendo’ e menear a cabeça para selar uma promessa muda o que, se tratando de Dmitriy, era mais que suficiente – “Zakhar?” – disse, ciente de que aquele ali era o maior problema, já que aquele imbecil era um mestre em dar com a língua nos dentes. Notei a hesitação ali, o que me fez apenas estreitar os olhos, sem saco para ficar insistindo.

“Tá bom, tá bom!”
– exclamou, jogando os braços pro alto – “Eu vou ficar quieto.” – e lancei um olhar desconfiado, não botando fé ali – “Juro pela vida do meu irmão, seu viado bipolar.” – garantiu com seriedade e, levando em conta o quanto Zak gostava daquele pivete, julguei suficiente – “Só não entendo, cara, porque manter segredo. Foi tipo... A conquista, saca? Você ficou um ano inteiro para tentar tirar uma lasca, aí, do nada... Bang! Ela cai na sua.” – disse, sinceramente sem entender, fazendo-me revirar os olhos.

“É uma garota, Zak, não a p*rra da pedra filosofal para ser ‘a’ conquista.”
– retruquei com um revirar de olhos – “Então tira essa sua cara de abismado, só porque, mesmo bêbada, ela não quis saber de você.” – e notei o rosto de meu amigo idiota se fechar numa expressão de quem ia me matar – “Esquece essa m*rda, ‘tá bom?” – pedi, balançando a cabeça e voltando ao meu eu mais usual, sentindo o olhar dos dois, que mais pareciam dois cachorros frente a um pedaço de carne. P*ta m*rda, era f*da conhecer aqueles c*ralhudos há tanto tempo – “Ok, seus p*tos!” – disse, revirando os olhos – “Foi bom pra c*ralho, a Aye é toda perfeita e tem uma p*ta pegada que, somada com certa curiosidade, foi oh, de enlouquecer. Ou seja, aquele lance de ‘as quietinhas são as piores’, continua tendo seu fundo de verdade. E não, não, não avancei o sinal porque não sou o Dimi aqui para abusar de mulher bêbada.” – afirmei com um sorriso de canto, vendo-os rir.

“Aliás,”
– lembrei, de repente – “ela pediu para falar que gostou de conhecer vocês – ainda que eu não saiba o porquê, na boa –, mesmo que tenha ficado sem graça – e não me perguntem pelo que exatamente, que como ela ainda estava alta, não sei direito até que ponto era real ou não.” – acrescentei, vendo-os sorrirem cheio de p*tice – “Enfim...” – e meneei a cabeça – “Agora que sanei a curiosidade das duas v*dias, apaguem essa m*rda da memória de vocês antes que eu saque a varinha, use um obliviate e, já que não manjo dessas m*rdas, transforme os cérebros de vocês em esponja.” – disse, dando um tapa na nuca dos dois, vendo-os revirarem os olhos.

“Deletado, Sr. Matveyev.”
– retrucou Dimi com sarcasmo – “Agora que terminamos a seção de ameaças por motivos desconhecidos,” – e era incrível como dava para perceber o incômodo que aquele russo pomposo sentia por eu deixá-lo no escuro, ainda que este demonstrasse de modo mais sutil se comparado com a cara de curiosidade arregaçada de Zak – “vamos voltar para o andar VIP? Pouco antes de eu sair a Asha estava falando que ia fazer um strip-tease. Com um pouco de sorte nesta altura ela já estará ébria o bastante para ter começado.” – observou e pude ver os olhos de nosso alto amigo Baryshnikov se abrirem.

“Sério? A Natasha, aquela ruiva f*da?”
– questionou, já com aquela cara de cachorro no cio, a qual apenas aumentou com a confirmação – “C*ralho, vambora.” – exclamou, animadaço, fazendo-me rir. Ninguém se moveu, contudo, e pude sentir os olhos dos dois sobre mim, como que em uma espera de algum protesto ou algo do tipo. Naqueles instantes, pensei no que eu havia dito e na morena que, eu esperava, chegaria inteira em casa, e pensei na pegação gostosa e de meu corpo que, então, gritava por um certo ‘alívio’. Lembrei então de meu encontro momentos antes com um velho conhecido e sorri de canto, passando o braço ao redor do ombro dos dois russos que há tanto tempo me acompanhavam naquela p*taria da vida.

“Que que as duas p*tas tão olhando? Esperando o gostosão aqui dar a permissão, é?”
– questionei, sacana – “Vamos! A noite está só começando e depois de ficar tanto tempo encarando a carranca feia do meu velho, quero mais é que essa vaca escura dure até o fim da vida!” – aleguei com um sorriso divertido, ouvindo Zakhar rir e o Azarov sorrir, concordando comigo antes que começássemos a andar, rumo ao ponto escondido onde ficava a escada que nos levaria para o paraíso do alívio carnal. Algo que, depois de ser tanto atiçado pela gostosa bêbada da Ayesha e ter bancado o badboy com meus amigos, eu estava realmente precisando. Sério.

[ Interaction: Ayesha K. Friedrich; Zakhar “Zak” Baryshnikov (NPC); Dmitriy “Dimi” Azarov (NPC) ]
[ Clothes: Simples, mas gatinho -q ]
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Re: Kremmlin Platz

MensagemRussia [#163207] por Ivan Shuisky » 07 Jun 2016, 19:24

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    [ Arredores de Moscow ]
    [ Horas após a virada do ano ]


    Após tantos anos sem visitar Durak, Pridurok se vê obrigado a comparecer aqui, frente a este túmulo, para pedir perdão. Pridurok acredita que, onde quer que Durak esteja, Durak viu o que Pridurok fez e Pridurok, por causa disso, sente que precisa explicar-se para que Durak não odeie Pridurok ou acredite que este quebrou a promessa de Pridurok para Durak.

    Primeiro de tudo, Durak sabe que Pridurok tem memória boa e que Pridurok, por isso, lembra de todos os anos de Pridurok e Durak como elfos da família Shuisky. Pridurok se recorda muito bem do dia em que foi ordenado a sempre seguir os dizeres dos patriarcas da família, fossem eles quem fossem, assim como do momento em que Galya foi escolhida para ficar junto da bela mestra Anastasiya, Durak, do correto mestre Dawid e Pavel, da endiabrada mestra Svetlana. Além disso, Pridurok recorda do comportamento de cada mestre e sabe, assim como Durak, Galya e Pavel sempre souberam, que, dentre todos, Pridurok foi aquele que teve mais azar.

    Mestre Vladimir não é um bom homem e também não era um bom mestre. Pridurok lembra de como agradecia a sorte de Durak, Galya e Pavel pelos pequenos mestres serem mais afáveis do que mestre Vladimir, porque por mais que tenham sido poucas as vezes que mestre Vladimir fez mal de verdade a Pridurok, as ordens por ele dadas eram sempre... desagradáveis – e essas ordens que Pridurok cumpriu, Pridurok realmente lamenta não poder esquecer. Pridurok, por exemplo, nunca vai esquecer-se da primeira vez que teve de machucar alguém, não só porque este alguém foi mestra Svetlana, mas por causa do olhar que Pavel lançou a Pridurok – e por mais que Pavel tenha esquecido, já que era novo demais, Pridurok ainda lembra.

    Lembrar disso e de todo o resto, inclusive, faz Pridurok pensar no quanto Pridurok é mal elfo. Pridurok traiu mestre Vladimir e, ainda que ninguém saiba, Durak sabe, não sabe? Durak lembra de quando Pridurok ajudou Durak a achar o que mestre Dawid precisava para convencer mestre Vladimir de que este tinha de ‘se aposentar’, mesmo que Durak não houvesse dito a Pridurok as razões de mestre Dawid...

    ...É. Pridurok nunca foi bom como Durak. Pridurok sempre foi egoísta e é visível que Pridurok fez o que era melhor para ele e isso... Ah, isso...

    ...Não. Pridurok não pode pensar nisso. Pridurok não deve pensar e... Pridurok quase perdeu o ponto, mas Durak sabe que Pridurok às vezes faz isso, então...

    Durak lembra do que aconteceu depois disso? Lembra de como Pridurok ficou satisfeito por ter virado elfo de mestre Dawid, tanto quanto Durak ficou feliz por ser oficialmente colocado como elfo apenas de mestra Tanya e de mestre Ivan? Durak sempre gostou de crianças e Pridurok lembra do quão chateado Durak ficou quando mestra Anastasya faleceu e mestre Dawid teve de amadurecer mais cedo do que o esperado. Não foi fácil e Pridurok sabe a paciência adicional que Durak teve de ter com mestre Dawid e com as mudanças deste.

    Aliás, pensando agora, Pridurok deve outras desculpas, não é mesmo? Porque quando mestre Dawid, então já na posição de patriarca, passou a retaliar mestra Tanya e mestre Ivan, era Pridurok quem, mais do que a ordem de nosso mestre, segurava Durak e o impedia de interferir. Durak sabe que era obrigação de Pridurok interferir, assim como o foi antes, na época de mestre Vladimir – com a diferença de que mestre Dawid foi quem sempre sujou as mãos, nunca permitiu que Pridurok o fizesse –, mas, mesmo assim, Pridurok pede desculpas. Pridurok confessa que não gostava de ouvir aqueles gritos ou ver aquelas lições, nunca gostou, no entanto, o que Pridurok poderia fazer? Pridurok não tinha escolha... Diferente desta última vez.

    ...Durak, perdoe Pridurok! Perdoe de verdade!

    Pridurok jura que mantem sua palavra e protege mestra Tanya até onde é possível, mas mesmo tentando – e Durak deve saber o quanto Pridurok tenta – Pridurok nunca conseguiu fazê-lo com mestre Ivan do mesmo modo. Pridurok sabe que mestre Ivan não é um mal mestre e que mesmo com a ordem de mestre Dawid de ignorar mestre Ivan, existiriam meios de não ser tão indiferente, mas Pridurok nunca foi tão bom, nobre ou gentil quanto Durak e, por isso, não pode esquecer, tampouco perdoar mestre Ivan, ainda que Pridurok saiba – na verdade, a cabeça de Pridurok sabe, todo o resto não – que o jovem mestre não tem exata culpa.

    Pridurok tentou esquecer, jura que tentou! No entanto, toda a vez que Pridurok via a face de mestre Ivan, Pridurok se lembrava daquela sala, de mestre Ivan, mestre Vladimir e Durak ali, parados. Mestre Vladimir frente a Durak e mestre Ivan, falando e gesticulando e acusando o jovem mestre quanto a relação deste com sangue-ruins. Pridurok lembra de mestre Ivan não falar nada e Pridurok sabe que a foi Durak quem o enfeitiçou, porque Durak sempre soube que para proteger alguém, mesmo um elfo, mestre Ivan não se importaria de se machucar, então Durak o calou... e foi isso que matou Durak. Porque se mestre Ivan pudesse falar, falaria a verdade e Durak talvez houvesse sido poupado, mas como mestre Ivan nada disse...

    ...Mestre Vladimir sempre foi um homem de palavra... ao menos nesse tipo de coisa...

    ...Vê? Pridurok sabe. Pridurok entende, mas ao mesmo tempo, Pridurok pensa: se por tantos anos mestre Ivan não houvesse sido tão tolo, se mestre Ivan houvesse pensado um pouco no que poderia acontecer se descobrissem o que ele fazia ou no risco que Durak corria... Não. Não consigo ver mestre Ivan como inocente. Não dá. “Ele era uma criança”, Durak diria e Pridurok sabe, mas Pridurok não tem essa compreensão com crianças como Durak tinha. Além disso, não acaba por aí. Não bastasse Pridurok não ter podido fazer nada além de assistir e, depois, relatar o feito de mestre Vladimir a mestre Dawid, Pridurok ainda foi ordenado a mexer na mente de mestre Ivan.

    Durak sabe que Pridurok já alterou incontáveis vezes as memórias de mestre Ivan. Foi Pridurok quem, desde sempre, livrou e manipulou a mente fraca do jovem mestre ante a dor e o trauma daqueles aprendizados terríveis, foi Pridurok quem fez com que mestre Dawid substituísse mestre Vladimir em certas memórias e foi Pridurok quem maquiou a lembrança da tentativa, por sorte falha, de mestre Ivan de fugir por definitivo deste mundo. Nenhuma dessas vezes, no entanto, foi tão difícil quanto apagar a morte de Durak, fazer mestre Ivan esquecer deste ocorrido e crer que Durak havia sido liberto da família Shuisky e expulso da mansão, como punição por outro motivo qualquer.

    ...Ah. Ver mestre Ivan vivendo sem nada saber, sem nunca sequer imaginar... Como aquilo irritava Pridurok. Como ver aquele sorriso que Durak tanto gostava e que, Pridurok admite, também gostava, era incômodo...

    ...Não mais.

    Perdoe Pridurok, Durak.

    Durak sabe que Pridurok fez o que fez porque foi ordenado. Sabe que, a partir do momento em que mestre Dawid disse que Pridurok deveria retornar a mestre Ivan todas as memórias deste e deixou Pridurok para trás naquela sala acolchoada sozinho com mestre Ivan, Pridurok não tinha outra escolha a não ser tortura-lo como fez. Porque Durak sabe que é a dor o que quebra os selos de memória; a dor é o que mexe de modo mais profundo possível com a mente e faz com que esta recupere sua razão ou se perca por completo. Durak sabe, Pridurok também... Assim como Pridurok sabe que não deveria ter gostado do que fez.

    Pridurok prometeu que protegeria os pequenos mestres, no entanto, quando Pridurok ouviu os gritos de agonia de mestre Ivan, viu o corpo tão imponente cair e se retorcer entre gemidos, gritos e lágrimas sob cada jorro de magia que Pridurok lançava... Pridurok se sentiu bem. Para Pridurok ver o sofrimento e a agonia de mestre Ivan foi como ver-se vingado pelos gritos que Durak soltou, foi como ver mestre Ivan pagar por cada mal que direta ou indiretamente causou. Pridurok sabe que não foi justo, mas esse sentimento de satisfação ao se recordar daquela cena agonizante de mestre Ivan... Pridurok não consegue abandonar.

    Por isso Pridurok pede perdão, Durak. Pede perdão porque Pridurok sente que esta pequena felicidade é errada, visto que ela vem do sofrimento de um dos pequenos mestres que Pridurok deveria proteger. Pridurok, contudo, agora está livre desta mesquinhez vingativa e Pridurok promete que tentará, daqui para frente, ser menos cruel com relação a mestre Ivan. Durak estaria orgulhoso de mestre Ivan por este ter-se tornado mais forte e, de certo modo, Pridurok também está. Porque ainda que abalado, agora mestre Ivan se lembra de tudo, inclusive do que Pridurok, egoísta, fez. Assim sendo, com isso, Pridurok ao mesmo tempo que se sente vingado, sente-se previamente em débito.

    Porque Pridurok sabe que a vida não é fácil, seja como elfo, seja como bruxo. Pridurok sabe que a morte é um lugar muito mais agradável e, se pudesse, Pridurok estaria com Durak, que sempre foi o irmão mais querido de Pridurok. No entanto, Pridurok não pode e como não pode, tampouco deixou que mestre Ivan estivesse... E tampouco deixará.



    [ Off: Tem todo um sentido... ou não. .fofo ]

Ivan Shuisky
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Re: Kremmlin Platz

MensagemBulgaria [#164161] por Emmalie Kuznetsov » 03 Jul 2016, 23:51

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- 01 -


Inspira, respira. Inspira, respira. Ela tentou, a todo custo, manter sua expressão neutra para a comida, apesar da louca vontade de vomitar. Cameron estava ao seu lado, então era bem possível que ele começasse a pensar bobagens, caso a visse virando o nariz para o prato cheio a sua frente. Ao invés de demonstrar, afastou um pouco o prato para longe de si, na mesa, e levou o copo com água até os lábios. O movimento não passou despercebido pelo namorado, que logo lhe virou o rosto questionando o porque dela não estar comendo. A expressão dele fez a morena sorrir.

- Não é nada, meu amor. Só não estou com muita fome, eu comi pouco antes de virmos almoçar. Estou bem! – Com a mão direita livre, segurou a dele que estava posta sobre seu ventre e fez um breve carinho com os dedos, tentando tranquiliza-lo. – Eu prometo comer mais tarde, quando sentir fome. Tudo bem? – Com isso, deu nele um suave beijo no rosto, antes de voltar a beber sua água. Seu estomago ainda virava para todos os lados com o cheiro forte da comida, e Emms sabia que, se continuasse ali, acabaria não resistindo e vomitando ali mesmo na mesa. Antes que acontecesse, ela levantou.

Colocou o copo sobre a mesa, e afastou a cadeira para sair da mesa. Alphonse, que estava ao seu lado, lhe ajudou num gesto de gentileza. – Obrigada, Al. – Deu a ele um sorriso curto, antes de voltar-se para Cameron.– Fique e termine seu almoço, eu vou deitar um pouco. Quero cochilar antes de sair com a Bea, mais tarde. – Certificando-se de que o namorado ficaria na mesa e comeria, ela saiu dali. Apenas alguns passos depois, estava próxima o suficiente para falar com a sua chefe, e amiga. – Bea? – Chamou-a, e lhe dirigiu um sorriso curto quando a loira virou o rosto. – Hoje as três da tarde. Você vai estar livre mesmo? – Ela como diretora, era mais difícil conseguir tempo livre. A resposta positiva deu a morena alívio, e depois disso, foi tirar seu cochilo. Precisaria estar disposta para seu passeio.

XXX


Durante todo o tempo que morou com os trouxas, o que Emms mais havia gostado – além das comidas, era do sol constante. O fato de poder ter ido a praias e feito surf. As Américas, a Europa, todos lugares onde ela adorou visitar. Diferente da Rússia, que era sempre extremamente frio sempre. As estações pareciam ser definidas sempre em frio e frio. Emms olhou para a loira do lado e sorriu com a expressão dela. – Eu cansei. – Confessou, com um bico e ergueu as três sacolas, em cada mão. Já tinha cerca de duas horas que passeava através das avenidas com Bea, comprando roupinhas para o bebê que chegaria. A barriga de quatro meses não era lá tão grande, mas também não bastante evidente. Até porque, Emms estava usando sempre roupas folgadas.

- Nem estou tão grande e meus pés já doem... – Dando uma risada mais larga, olhou para a loira e esperou que ela comentasse algo sobre o bebê. – E, olha, estou seriamente pensando em substituir a Nöella de madrinha. – Claro que, apesar do comentário, era um fato pouco provável que acontecesse. E, pra todos os efeitos, a morena já tinha um plano para a loira, só precisava de tempo para aperfeiçoar a ideia com Cameron. Até lá, ainda tinham muitas roupinhas pra comprar. – Podemos parar em algum lugar pra beber agua ou comer alguma coisa? – Nunca, em todos aqueles anos de paixão pelas compras e estilo próprio, a morena havia desistido de andar pelas lojas antes de, no mínimo, quatro horas de compras. Mas, aquele era um caso especial.

Numa cafeteria, logo a frente, ela sentou-se na mesinha que tinha na calçada. – Aliás, Bea, eu quero conversar com você sobre uma coisa. – Iniciou o assunto, mas logo foi interrompida por uma garçonete jovem, por volta de seus dezesseis, que questionava sobre o que beberiam. – Pra mim, água. – Acomodando-se da melhor maneira que podia, na cadeira gelada e desconfortável, a morena observou sua amiga fazer o pedido e sorriu consigo mesma. A conversa, bem por cima, que havia tido com Cameron, a deixou animada e, apesar de estar adorando fazer comprar com ela e ter todas aquelas roupinhas de bebês em mãos, Emms tinha um motivo especial. E estava mais do que ansiosa pra ver a reação dela.


Tags: AlphonseF; CameronG;
With: BeatriceM;
Notes: Demorou, mas veio sensei. E ta una mierda, porque perdi o original e tive que refazer, meio por partes e meia boca! .DD:
Emms veste isso, sem as luvas de esqui, claro! u-u
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Emmalie Kuznetsov
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Re: Kremmlin Platz

MensagemInglaterra [#166366] por Anne Beatrice Mountbatten » 21 Ago 2016, 02:26

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Para Anne Beatrice, trabalhar em Durmstrang vinha sendo um misto de aprendizado constante e surpresas variáveis em sua vida, em especial porque, desde que ingressara no instituto russo, a princesa percebia cada vez mais as diferenças deste em relação a Hogwarts, escola na qual tivera sua formação. Era curioso e, não fosse sua mente um tanto quanto aberta a novas possibilidades ou mesmo seu conhecimento prévio, talvez julgaria até mesmo bizarro e, ou, assustador – para alguém que teve ‘defesa contra as artes das trevas’, era estranho ver a grade curricular de ‘estudo das artes ocultas’. Apesar das peculiaridades, aprendera a gostar da escola e, em especial, de seus funcionários. Chegava a ser engraçado como o mundo mágico podia ser pequeno e o quanto de conhecidos, em maior ou menor grau, acabava por encontrar naquele percurso como diretora. Exemplo daquilo, sem dúvidas, era Emmalie, uma das grandes, senão melhores, amigas de Noëlla, que era uma das medibruxas do instituto e, além disso, futura mãe do filho do vice-diretor do mesmo – uma relação a qual na dúvida entre censurar ou achar graça, Bea optara pelo segundo, ainda mais quando se dirigia a Gallagher que, naquele ano, vinha ‘causando’ de modo extraordinário.

– Sim? –
disse, afastando de si os pensamentos que carregava em meio a sua conversa com Losev, girando os olhos para a bela búlgada com a simpatia própria – Claro. Já está tudo devidamente providenciado. – garantiu com tranquilidade, ainda que houvesse esquecido de um pequeno detalhe, o qual consistia em, nada mais, nada menos, que avisar alguém – Bem, – e girou as íris claras, tão logo viu a morena se retirar – Você ouviu, não é, Cameron? – questionou, abrindo um sorriso delicado, antes de erguer uma sobrancelha de modo sugestivo. Afinal, ele era o vice-diretor e, assim sendo, o responsável para manter tudo em ordem na ausência da Mountbatten, preferencialmente sem nada de cômodos queimados, terrenos completamente revirados por lutas de gigantes ou o que quer que fosse que, naquele meio tempo, pudesse surgir na mente do inglês. Situações que sempre usava para brincar e assustar o ex-jogador de quadribol, ainda que, na verdade, não a incomodassem realmente – enquanto todos estivessem vivos, pensava, não teria problemas.

Assim, tendo a certeza – ou esperança – de que a escola estaria em boas mãos – ainda que não tivesse certeza se por parte de Gallagher ou Losev –, foi com tranquilidade que seguiu para as compras com a amiga búlgara, passando praticamente todo o fim do dia entre lojas e mais lojas, vendo os mais variados tipos de enxovais. Tanta coisa que, quem as visse, talvez pensasse que ou elas tinham vários filhos de idades variadas ou que alguma delas, no mínimo, estava grávida de trigêmeos – o que, para o bem de Emms e de Cameron, esperava não ser o caso. Fora divertido para Bea distrair-se das obrigações, buscar alguns presentes e, considerando quem era, poder caminhar sem ter receios ou olhares ao seu redor. Podia ser uma princesa, mas o fator ‘Rússia’ muito parecia interferir nessa atenção desnecessária e, para ela, incômoda.

– Como se sente, Emms? –
questionou, fitando à morena com uma nota de preocupação, afinal, sabia que por mais que mal fosse possível notar, ainda assim a medibruxa estava em seu quarto mês de gestação e aquilo, naturalmente, interferiria na resistência desta. Assim sendo, não se impressionou com o cansaço, em especial considerando que, desde que haviam saído de Durmstrang, não haviam parado para o que quer que fosse – Pense que só faltam mais cinco meses. – disse, sorrindo para a amiga – Depois disso seus pés estarão novamente lindos e perfeitos... tudo para que você possa correr durante a madrugada, a fim de atender ao chamado de seu rebento. – alegou com uma piscadela descontraída, erguendo uma sobrancelha – Nem pense. Ëlla me mataria, para dizer o mínimo. – alegou, divertida, ciente de que a futura mãe brincava... ou pelo menos era o que Bea esperava.

– Claro, vamos. –
concordou de pronto – Uma vez me falaram de um lugar ótimo nesta região. – comentou antes de começar a guiar a morena, rumo à cafeteria que fora uma dentre as várias dicas que recebera de sua predecessora. Não foi difícil encontrar o lugar, tampouco, dado o frio, um par de lugares no exterior. Ao sentar-se, Bea sentiu o rosto se franzir em curiosidade ante o comentário da Kuznetsov, o qual fez a inglesa piscar, ligeiramente surpresa. Sentou-se, mantendo a curiosidade para si, enquanto a amiga fazia seu pedido, aguardado em uma paciência que lhe pertencia apenas em algumas ocasiões – Um chá. Russian caravan, por favor. – solicitou educadamente, esperando que a atendente afastasse, antes de mais uma vez voltar os olhos claros para a búlgara – Então, sobre o que você gostaria de conversar especificamente, Emms? – questionou, fitando à expressão desta na tentativa de decifrar algo, enquanto sua mente caminhava pelas hipóteses das mais variáveis. Um exercício necessário, que lhe vinha sendo constante e com resultados quase sempre corretos...

Interaction: Emmalie Kuznetsov
Off: Sorry a demora, gata. </3

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Anne Beatrice Mountbatten
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Re: Kremmlin Platz

MensagemRussia [#173579] por Ivan Shuisky » 20 Jan 2017, 02:37

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Sair sem dar satisfações e sem ser seguido, voltar a mandar nos elfos – ainda que nunca efetivamente ‘mandasse’, quando estava a sós –, poder novamente se dirigir à irmã... Ivan não tinha certeza se aquelas conquistas compensavam os treinos, os sacrifícios, o sangue, os pedaços de alma e de si que por vezes sentia perder a cada passo mais próximo daquela família tóxica e m*rda que possuía, contudo, sem dúvidas, aliviava. Não muito, não significativamente, mas ao menos diminuía a sensação b*sta, tanto quanto o fazia o pensamento constante de que era por uma ‘boa causa’ que ‘valeria a pena’ que ‘faltava pouco’ e que ‘se tudo der errado, basta tacar o f*da-se e correr para o plano B’. A única coisa que superava tudo aquilo e que era realmente algo que amenizava e o fazia esquecer todas as p*tarias descabidas na qual era colocado, era a fuga. Escapar como por tantos anos fizera, deixar os muros daquela enorme mansão para ganhar as ruas, assim como naquele dia fazia.

Havia começado com um convite por parte de Nik, seu antigo colega da Romanov que havia se formado no último ano letivo, o qual chamara o Shuisky para ver a banda de antigos companheiros de Durmstrang que se apresentariam em um pub bruxo da região de Moscou. Um convite que o loiro, sendo festeiro como era e sempre curtindo uma boa companhia, acabara por estender a Dimi, Zak, Sieg, que não poderia – como quase sempre – porque estava enrolado ajudando os pais, e, por fim, Ayesha. Pensar na melhor amiga, por sinal, sempre fazia o loiro abrir um sorriso inconsciente e sacana. Os motivos, como vem sendo bem frequente nessa m*rda, não dá para ter certeza, mas chuto que quer quisesse, quer não, esse filho da p*ta acabava por recordar-se da visita à Alemanha e tudo o que ali ocorrera. Apesar disso, como o bom dissimulado escrot*, apenas em raros momentos deixava demonstrar aquilo de modo genuíno, em geral ocultando aquela lembrança com outros pensamentos, tal como fazia com uma c*ralhada de outras. Assim sendo, enquanto esperava os amigos, parado em um canto daquela enorme praça, era com uma p*ta cara de paisagem que o loiro cretino se postava.

“SEU FILHO DA P******************TA!!!!”
– exclamou uma voz em meio à noite russa, ao mesmo tempo em que o corpo de Ivan era arrebatado por braços e pernas longas demais, fazendo-o soltar um palavrão e por pouco não dar um murro por instinto ante o ataque.

“P*ta que me pariu, seu retardado! Tá querendo morrer?!”
– questionou, tão logo conseguiu segurar Zakhar, encarando a cara feliz do moreno, o qual nem mesmo parecia ligar para o mini sermão, o que fez com que o loiro risse alto. Idiota como sempre aquele ali, p*ta m*rda – “Bom garoto!” – brincou, fazendo carinho na cabeça do amigo que, com uma careta ligeiramente irritada, empurrou o ex-rurik, fazendo-o gargalhar.

“Vai se f*der, Ivs!”
– exclamou, indignado – “Eu não com um cachorro!” – acrescentou, emburrado por aquelas insinuações tão constantes, as quais ele aguentava desde seu primeiro ano escolar.

“Devo concordar com o Iv que, desta vez, você realmente pareceu um cão, Zak. Mais especificamente um que fugiu da coleira.”
– alegou Dimi, em toda sua classe fachada, aproximando-se para apertar a mão do Shuisky com um sorriso cúmplice, ignorando a bufada do Baryshnikov que, ambos sabiam, nunca ficava incomodado por muito tempo – “Há quanto tempo.” – comentou, deixando um quê de um raro lamento sincero escapar-lhe.

“Realmente. Agora que virou gente grande cê fica aí de p*taria sumida.”
– alegou, vendo-o lançar um olhar carregado de entrelinhas, assim como Zak, que, como esperado, deixou de lado a ‘afronta’ dos amigos – “Ok, também tô sumido. É que tá f*da essa vida de garoto correto.” – comentou, sem nada demonstrar de fato. Apesar da amizade antiga e forte, Ivan nunca gostava de compartilhar demais as filhas da p*tagem dos Shuisky, visto que era sempre um risco e uma dor de cabeça que ele julgava desnecessária jogar sobre os amigos, além de existir todo um lance de aparências entre as famílias russas que, naquele caso em específico, era melhor manter.

“Enfim...”
– disse Zak, talvez, em um de seus raros relampejos de bom senso, notando que era melhor mudar o assunto – “E cadê a Aye?” – questionou, o que fez com que os olhos cinzentos do russo mais novo se voltassem para Azarov, visto que, por motivos de ‘cachorro babão’, apenas a este contara da vinda da alemã.

“Eu tive que dizer que ela vinha, afinal, ele estava planejando formas estúpidas e desnecessárias de avisá-la.”
– alegou com um dar de ombros, na indiferença cretina de sempre, que fez Ivan revirar os olhos.

“Quando cê vai parar com essa p*taria de querer formar casal nada a ver, hein, Zakhar?”
– questionou o Shuisky, estreitando os olhos para o amigo que, como sempre ocorria, fez uma p*ta cara de cachorro que fez m*rda e foi pego pelo dono.

“Ela é nossa amiga e faz um bom tempo que a gente não se vê, é só isso... Não quero formar casal nenhum.”
– resmungou e, posso afirmar que a capacidade de mentir de Zakhar Baryshnikov era inversamente proporcional a de Ivan Shuisky, ou seja, o alto russo moreno era uma perfeita m*rda quando se tratava de enganar alguém, ainda mais em um caso como aquele que todos sabia qual era a verdade, visto que o ex-monitor-chefe nunca fora exatamente discreto em sua torcida, ainda que tivesse o mínimo de vergonha na cara para não fazê-lo frente a Ayesha – em grande parte porque Ivan sempre lhe dava uma bica, porque por mais que ele próprio não se importasse, a melhor amiga ante aquele exagero ficaria, no mínimo, muito sem graça. Foi então que, antes que Ivan soltasse um esporro no amigo sem noção, a voz da alemã ecoou, de modo que os três russos se voltaram, Zak com um sorriso largo, Dimi com um discreto e Ivan com o idiótico de sempre, somado a um olhar longo sobre a deliciosa morena e, então, a figura mais atrás que a acompanhava – “Aye!” – exclamou, cumprimentando a morena com animação.

“Achei que cê não ia conseguir fugir.”
– observou Ivan, em tom de brincadeira, visto que conhecia a amiga bem o suficiente para saber que ela faria o possível e o impossível para aparecer ali. Sorriu em resposta ao comentário desta, fitando aos olhos azuis com uma expressão divertida e natural, sem demonstrar qualquer traço do que quer que poderia ter acontecido entre ambos. Gente demais e, apesar de um p*to inveterado, era um rapaz discreto, em especial no que tangia a complicada alemã e sua posição social elevada e cercada por uma velha v*dia e escrot*.

“Quem é você?”
– questionou Zak, só então parecendo notar a presença do loiro que seguia a Friedrich, estreitando de leve os olhos em uma desconfiança muda. Na mente do russo inocente e meio lesado, que é fácil pra c*ralho de ler e saber o que ocorre – o que facilita pra p*rra meu trabalho como narrador –, correu a possibilidade de aquele ser algum namorado de Ayesha ou pretendente, motivo pelo qual se sentiu um tanto quanto reticente quanto ao tal de Darius, mesmo quando este foi apresentado como guarda-costas e amigo – “Prazer...” – disse, cumprimentando-o ainda com aquela sensação de rivalidade, visto que não aceitava sequer a ideia de alguém ‘empatando’ seus dois amigos.

“Tira essa cara de c*, Zak.”
– resmungou Ivan, dando uma cotovelada na costela do moreno, visto que imaginava o que se passava pela mente cheia de adubo do recém-formado, antes de avançar, cumprimentando o guarda-costas bonitão com um aperto de mão firme e um sorriso largo, o qual logo se transformou junto da expressão do russo em uma careta intrigada e, então, em genuína surpresa – “P*ta m*rda, eu nunca tinha reparado...!” – disse, antes de, em um ato impensado e aproveitando as mãos dadas, puxar o outro loiro, de modo que girassem, melhor posicionando-o em favor da luz – “C*cete... Que da hora seus olhos, cara.” – afirmou, admirando as cores díspares das íris de Darius, o que fez Dimi, em sua curiosidade discreta, e Zak, esticando-se, também fitarem ao acompanhante de Aye – “Nunca tinha visto alguém com olhos assim ao natural.” – comentou, enfim largando a mão do loiro, notando-o completamente sem graça, o que apenas pareceu atiçar o romanov.

“Exótico e f*da pra c*cete. Só acrescenta ao pacote.”
– alegou com sinceridade maliciosa, voltando-se para a melhor amiga, que então gargalhava e atraia a atenção dos quatro rapazes. Ivan a fitou, acostumado com aqueles ataques, vendo-a pedir desculpa e explicar, fazendo-o arquear a sobrancelha, antes de franzir o cenho com a breve observação de Darius acerca do que, pensou o Shuisky, eram os olhos deles – “Que que é que tem no castelo de Luxemburgo que faz todo mundo lá ser gostoso pra c*ralho e cheio de complexos, culpas e afins? É a água?” – questionou, mais para si mesmo que para alguém, mesmo porque a resposta ele podia facilmente imaginar. Observou a morena voltar-se para Dimi e Zak, curiosa como apenas ela conseguia ser, fazendo o russo rir, abstendo-se de responder, já que ela tivera uma atualização a não muito tempo em um momento bastante... delicioso. Deixou os pensamentos p*tos de canto, acompanhando os nuances das faces dos amigos em suas próprias respostas.

“Estou em treinamento no ministério para tornar-me obliviador.”
– retrucou Dmitriy, tendo algo quase desdenhoso no tom – “Entediante, como o esperado. Nada de mais em suma.” – acrescentou com um sorriso sarcástico e um dar de ombros.

“Eu tô bem, tirando férias de tudo e curtindo meu irmão um pouco.”
– replicou Zakhar, mantendo o sorriso bobão de sempre – “Ainda preciso achar o que fazer da vida.” – concluiu com um suspiro conformado – “E você, Aye? O que anda fazendo?” – questionou, divertido, fazendo com que o olhar de Ivan se focasse mais uma vez na morena, estreitando os olhos por um rápido instante com a menção da velha que tanto atormentava a vida da amiga. Esperava sinceramente que aquela vadia maluca não estivesse abusando do poder m*rda que possuía, porque se o fizesse, tornaria cada vez mais difícil aguentar encará-la nas oportunidades que tinha... Tanto quanto, aparentemente, estava difícil para Ayesha encará-lo, já que era a segunda ou terceira vez que tinha a impressão de ver as íris azuladas desviarem de si. O russo revirou os olhos, sem saber se devia rir, achar bonitinho ou ficar p*to com aquela m*rda, optando, então por deixar para lá.

“Vamos andando. Acho que rola conversar pelo caminho.”
– observou em diversão, tentando ignorar tanto o assunto da avó quanto a atitude de sua melhor amiga envergonhada – “E os outros dois do trio de irmãos colírio? Como tão?” – questionou com casualidade, enquanto seguia pela praça, ouvindo os comentários sobre Alphonse e Alexis com um sorriso apenas aparente. Sabia como era a dinâmica naquele p*ta castelo, tanto quanto imaginava que por mais natural que a melhor amiga tentava soar, no fundo, deveria estar um c* trabalhar com a velha grã-v*dia – “Deve tá f*da...” – murmurou, mais para si que para alguém em específico, ouvindo a questão de Aye e os olhares dos amigos girarem para ele – “É um outro bar bruxo que tem aqui na região. Um pouco mais top, porque sempre rola umas bandas, uns shows pirotécnicos e sei lá mais que maluquices.” – explicou, divertido.

“Hoje uns ex-alunos de Durmstrang vão se apresentar e, de acordo com o que o Nik me contou – lembra dele, Aye? Ele era da Romanov até o ano passado também –, a gente conhece uma galera, provavelmente, ainda que eu não faça a menor ideia de quem.”
– disse, realmente não se recordando de ninguém que tivesse uma banda ainda que, convenhamos, a memória de Ivan era boa pra c*ralho, mas não era tão boa a ponto de recordar de todo mundo que havia conhecido pela vida, fosse apenas em uma conversa ou pegação usual – mal de ser naturalmente simpático e p*to – “Sim, é f*da. Ainda mais que deve ter umas firulas da hora. Sempre tem.” – alegou, divertido, notando por acaso o ar pensativo de Zak – “Algum problema, cara?” – questionou para o amigo, preocupado.

“Eu estava pensando... não sei se devo ou não pagar de novo aquela bebida para a Aye. Porquê da última vez que ela saiu com a gente aqui, ela ficou bem louca, mas em compensação vocês do...”
– um cutucão, vindo de Dimi, fez com que o moreno percebesse o que falava e notasse o olhar estreito do loiro romanov e a presença de mais um integrante que, da outra vez, não estava – “P*TA QUE PARIU, FOI MAL!” – exclamou, instintivamente se afastando, pressentindo a aura de morte que o Shuisky, o qual costumava cumprir suas ameaças ou promessas, exalava. Para a sorte do russo lerdo, contudo, a voz de Ayesha se ergueu para interceder, utilizando de uma lembrança que fez com que uma careta incomodada se formasse na face do russo, o qual ainda se lembrava das biscates loucas que, por pura babaquice sem noção e obsessiva, haviam importunado pra c*ralho sua melhor amiga. Uma p*taria que, diga-se de passagem, ele fizera questão de terminar, do modo bastante escrot* em comparação com o usual.

“Não que eu achasse que ele fosse contar, mas... Bom, se você tá falando.”
– sentenciou, ainda que, admitisse, no fundo de si receara pela presença de Darius – aquela coisa de férias realmente o deixava meio paranoico, c*cete. No entanto, se Aye confiava, decidiu que não seria ele a desconfiar. Deste modo, seguiram por algumas ruas, similares às da vez anterior, avançando por uma região de casas próximas umas às outras, até pararem frente a que parecia não mais que um sobrado estreito com uma porta bem colorida com dois gatos pretos desenhados. Ivan, sem qualquer dúvida, empurrou com as mãos a imagem dos dois guizos das coleiras que, ante o toque, soaram pela noite, vibrando a porta que, então, se abriu. Caminharam pelo interior estreito que, tal como um portal mágico maluco, abriu-se de repente em um enorme salão, o qual se encontravam cheio e agitado. De um dos lados, um longo balcão onde elfos faziam malabarismos e desapareciam e reapareciam, chacoalhando coquetéis e fazendo voar líquidos para copos; no exato oposto, um ‘prédio’ parecia existir, tendo mesas distribuídas e pessoas sentadas, bebendo e admirando o palco, onde os músicos pareciam se organizar.

“...P*ta que pariu, Ivan...”
– murmurou Zak, ao mesmo tempo em que o amigo soltava um palavrão, tão logo notou que a banda, a qual organizava os instrumentos musicais para a apresentação da noite, era formada por dois caras e cinco mulheres que, diga-se de passagem, utilizavam roupas extremamente estilosas e grudadas, sendo algumas mais reveladoras e outras menos, mas todas naquele alto nível que, geralmente, Durmstrang tinha entre seus estudantes. Fora elas, um grupo de dançarinas parecia se aquecer, estas sim, altamente sexys, o que talvez explicasse porque o público daquela noite parecia ter um número considerável de homens – “Como você não nos disse que era uma banda com tanta garota gostosa?” – questionou, carregando um sorriso largo e surpreso.

“.......Porque eu não sabia.”
– observou, sem saber se ficava feliz pra c*ralho ou indignado com Nikolai ter-lhe ocultado aquele detalhe, ao mesmo tempo em que compreendia o porquê do amigo tê-lo chamado e avisado para convidar Dimi, Zak e Sieg – “P*ta m*rda, foi mal, Aye.” – disse, voltando-se para a alemã, sabendo que o estilo que viria, o qual parecia algo puxado para o rock, a agradasse, mas imaginando que aquele tipo de coisa com ares p*tosos, talvez a deixasse desconfortável – “Se eu soubesse, pelo menos teria te...”

“Ivanito?”
– disse uma voz familiar, fazendo o loiro virar, avistando uma figura de roupas curtas, coladas e negras, tal como as dançarinas mais a frente, cuja face de imediato o russo reconheceu, abrindo uma expressão de surpresa idêntica à que a morena de olhos escuros carregava em si – “Jesús...!” – exclamou, tão logo o avistou, abrindo um largo sorriso, o qual Ivan imitou com visível sinceridade, e, sem qualquer reserva, correu na direção do russo para abraça-lo – “MI RUBIO HIJO DE P*TA!!” – exclamou, pulando no Shuisky que, entre o espanto e a empolgação, a pegou em uma retribuição do abraço, sentindo os seios familiares o atacarem como sempre, antes que ele pudesse coloca-la no chão.

“C*ralho! Sue! Como você...?!”
– questionou, sem nem mesmo saber por onde começar a se surpreender, observando a toda voluptuosa figura de Martinez, visto que desde a formatura da espanhola não a via.

“Não acredito que você está aqui!”
– alegou, a morena, quase ao mesmo tempo do russo – “Caramba, juro que minha intenção quando o visse era mata-lo por ter comido a minha hermanita, mas ao te ver... Nossa, sumiu.” – afirmou, sorrindo com um leve estreitar de olhos que fez o loiro tir, ligeiramente alivia – “P*ta mierda... Não imaginava que estivesse com tanta saudade de você e da sua gostosura, rubio...” – disse, erguendo a mão para tocar a face do romanov com um sorriso carinhoso, fitando aos olhos cinzentos por um momento, antes de piscar e menear a cabeça, girando a face – “E você não veio sozinho.” – acrescentou, lançando um olhar divertido para Zak, Dimi, Aye e Darius – “Como estão, rapazes?” – questionou com um sorriso malicioso, vendo a expressão perfeitamente idiota de Zak e o sorriso sempre sacana de Dimi, antes de voltar-se para os dois que ela conhecia de vista e sabia os nomes, tal como sempre soubera de alvos em potencial – “Acho que vocês eu não tive o prazer de conhecer enquanto em Durmstrang.” – observou, lançando um rápido olhar lascivo para Darius, antes de sorrir, divertida.

“Sou Consuelo Martins ou Martinez – que é o correto, mas russos teimam em não conseguir pronunciar –, como preferirem.”
– sentenciou, recebendo uma resposta quase imediata da educada alemã cujo cumprimento, para Ivan, por algum motivo soou estranho, tanto quanto o sorriso que Aye oferecia – “Me chame de Consuelo ou Sue. Não precisa de formalidades.” – disse, descontraída, deixando os olhos castanhos correrem pela figura da mais nova – “Você é a Ayesha Friedrich, não é?” – questionou, curiosa, abrindo um sorriso matreiro e lançando um olhar de instante para Ivan, que piscou, sem entender – “Ouvi falar bastante de você. Bom enfim poder conhecê-la.” – comentou com sinceridade, ainda que o os olhos castanhos carregassem um brilho peculiar nos olhos. Algo que, Ivan sabia, significava algum tipo de diversão particularmente sacana por parte da espanhola – “Enfim, depois procuro vocês para conversar melhor.” – garantiu, em especial lançando um olhar para Zak e Dimi – “Agora deixa eu ir lá para junto das meninas, afinal... Me pediram com tanto jeito para vir ajudar, seria sacanagem não fazê-lo.” – observou, dando um rápido beijo na bochecha de Ivan, junto de uma piscadela maliciosa, antes de se afastar, fazendo pairar um silêncio curioso.

“...C*RALHO, A SUE!”
– exclamou Zak, fazendo o amigo mais baixo rir alto.

“Cê tá meio atrasado.”
– alegou o loiro com bom humor visível, voltando os olhos para Aye – “Agora você conhece a irmã mais velha da Gracia.” – comentou, divertido, relembrando-se da boa e antiga atividade do irmão da Friedrich, onde esta acabara por conhecer Sia – “São mesmo.” – concordou com um leve sorriso carinhoso, afinal, querendo ou não, em momentos diferente e de maneiras distintas, as duas espanholas o haviam ajudado. Apesar desse pensamento momentâneo, foi difícil para o russo não perceber a ligeira estranheza da amiga. Algo que, por algum motivo, associou aos excessos de pensamento relativos às merdas em Luxemburgo – ah se burrice matasse – e o fez, com um sorriso, puxá-la com um braço por sobre ombro, apoiando-se nela – “Bora pegar umas bebidas?” – questionou, divertido, lançando um olhar para Zak e Dimi, que se entreolharam por um momento.

“Acho que a gente vai caçar uma mesa, aproveitar que pessoal deve se erguer pra ir babar perto do palco.”
– alegou o moreno, divertido, indicando a parede em que ficavam as poucas mesas ali presentes – “Fora que o Dimi teve treinamento hoje, tá precisando sentar.” – acrescentou, divertido, o que fez o Azarov estreitar os olhos verdes em uma ligeira irritação para com o amigo de infância – “Você vai com eles ou quer ir com a gente, Darius?” – questionou, fitando ao ex-colega de dinastia, divertido. Os olhos cinzentos de Ivan acompanharam a pequena interação entre Aye e o amigo desta, vendo o loiro bonitão de olhos díspares concordar em ir com Zak e Dimi, para o alívio do russo que, pensava, seria bom ter uns minutos a sós com a romanov.

“Se ele é seu amigo, então tá em casa,”
– observou Ivan, tranquilo, começando a caminhar com a alemã – “mas como assim complicado?” – questionou, curioso, ouvindo os dizeres da amiga com um suspiro irritado e o punho ligeiramente fechado – “Realmente... que m*rda isso, Aye.” – sentenciou, parando então, a fim de puxar o rosto delicado, encarando aos olhos azuis – “Aliás, aproveitando, está tudo bem?” – disse, fitando-a, sério – “Digo em relação a tudo: depois do nosso último encontro, essa coisa toda com a v*dia da sua avó, esse show meio inusitado...” – explicou com calma – “Eu reparei que você ficou um pouco estranha na hora que a Sue estava com a gente e deu o fora. Parecia meio distante, sei lá.” – observou, sinceramente preocupado – “Que que ‘tava passando pela sua cabeça?” – questionou, imaginando inúmeros problemas possíveis envolvendo a velha escrot*, mesmo tendo ciência de que sua capacidade mental estava aquém da amiga – não que fosse mentira, mas... p*ta que pariu, moleque depreciativo da p*rra.

Nem mesmo o toque em sua mão o impediu de estreitar os olhos ante a afirmativa que surgiu, não acreditando naquele ‘tudo bem’, que tantas vezes ouvira quando, na verdade, não estava. Antes que pudesse insistir, a própria alemã se explicou, fazendo os olhos cinzentos acompanharem cada nuance da face da morena a sua frente, ignorando a bagunça que os cercava. Ouviu sobre as coisas no castelo, esperando que tudo realmente estivesse bem, sobre aquele evento aleatório que Nik havia o jogado e que, sem dúvidas, não era lá o melhor lugar para trazer uma garota. Sorriu, compreendendo naquela pausa a que Ayesha pensou em se referir, agradecendo em parte por não o ter feito – quer quisesse, quer não, aquele assunto ainda doía ao russo, em especial tendo ciência de que a amiga não só lembrava como sabia de seu papel para o fim de tudo. Suspirou, passando a mão pelo cabelo para afastar a breve sensação m*rda que, dado o desvio de olhar, por sorte não foi captado, sorrindo.

“Que bom. Você precisa.”
– comentou, satisfeito por, apesar da situação meio inusitada, ter ajudado de algum modo a delícia romanov a espairecer. Um sentimento que logo se transformou em confusão ante a citação sobre Sue, bem como a confissão inesperada, que ele sinceramente não tinha notado, visto que julgara que o incômodo da amiga fora por todo o resto, mas não pela presença da espanhola em si. Sentiu sua mão ser afastada, ouvindo aquelas palavras que o fizeram, aos poucos, começar a entender o que rolava ali. De início pensou que fosse algo meio ciúmes, o que poderia ser um problema curioso, contudo, conforme a explicação avançou, não pode conter um leve riso – “Sim, bem idiota – o que é indignante, porque o posto de ‘idiota’ é meu.” – observou, curvando-se para encarar de frente o rosto da amiga – “Não tem porque você se sentir rebaixada, Aye.” – alegou, sério – “Sim, Sue tem corpo pra c*ralho, não vou dizer o contrário porque seria uma mentira descarada, mas isso não te torna menos em nenhum sentido.” – garantiu, encarando aos olhos claros.

“Você é única.”
– disse, tocando o rosto da alemã mais uma vez, aproximando-se da orelha desta – “E eu fui um p*ta felizardo em poder comprovar em primeira mão o quão linda e deliciosamente gostosa você é, Ayesha.” – sussurrou com um sorriso cheio de malícia, afastando-se para fitar aos olhos dela, em sinal de que falava mortalmente sério. Sorriu com o tom rosado que a face delicada ganhava, tanto quanto as palavras que o fizeram rir, batendo o martelo do ‘apelido’ tão usual. Fitou-a, acompanhando o sorriso fraco, os olhos intensos, bem como o novo comentário que o fez arquear as sobrancelhas em surpresa – “Inveja? Por quê?” – questionou, sem entender, surpreendendo-se com a resposta e prendendo-a por um ínfimo segundo, de modo que as íris cinzentas fitassem às azuis – “Eu gosto de você exatamente do modo como você é, Aye.” – alegou, firme, e ainda que não seja possível compreender o que se passava pela mente do Shuisky ante aquela assertiva, era fato que na expressão e no olhar deste, havia algo de diferente. Uma entrelinha sincera, intensa e vibrante que perdurou por meio segundo, antes de ser quebrada por um sorriso largo e usual.

“Tem razão...”
– alegou, divertido – “Vamos pegar bebidas.” – completou, passando o braço por sobre o ombro da morena, a fim de puxá-la pela multidão, rumo ao bar onde os elfos continuavam em suas performances. Arranjaram um espaço, após a saída de dois bruxos, parando perto do balcão – “Você vai querer o que?” – questionou, encarando a morena e rindo da resposta – “Realmente, considerando esse bando de macho aqui, mais seguro você se manter controlada, mas sem ser com essas bebidas firulentas.” – concordou, divertido – “E o Darius, cê sabe o que ele prefere?” – acrescentou, lembrando-se do guarda-costas bonitão, não conseguindo não revirar os olhos também com o excesso de zelo do loiro de olhos bicolor, enquanto aproveitava o olhar de um elfo para pedir duas cervejas e três vodcas, sendo uma delas repleta de limão siciliano – “Realmente... p*ta coisa irritante.” – afirmou, visto que os contras daquela vida de realeza que Aye comentava soavam tão sacal quanto sua vida como Shuisky. Sorriu com o pedido de desculpas, piscando para a morena.

“Relaxa. Estamos aqui para tudo sempre.”
– garantiu, repassando as cervejas que lhe eram entregues, pegando os três copos de vodka entre os dedos, começando a andar, pensativo ante a questão da morena – “Vejamos... Como pode ver, começa pelo fato de que lugar pra sentar, só ali.” – alegou, indicando a área de mesas – “Todo mundo fica mais nesse espaço aberto, especialmente na área próxima do palco, que é onde sempre rola alguma interação com quem tá tocando ou coisa assim.” – explicou, pensativo – “E, bom, resumindo a dinâmica da coisa: loucura pura. Todo mundo gritando, cantando, pulando, etc. É um aglomerado meio estranho, não tem nada do ‘cada um no seu espaço’ como em um teatro, o que traz uma ‘vibe’ bem f*dástica quando o show é bom.” – afirmou com um sorriso divertido – “Você vai ver.” – garantiu com uma piscadela, enfim encontrando a mesa na qual os três gostosões se encontravam sentados – “Pronto, senhores.” – anunciou com fingida pompa momentânea, enquanto entregava as duas vodkas puras para Dimi e Zak.

“Você realmente gosta de limão, hein, Iv?”
– questionou Zak, encarando o copo do loiro que riu.

“É que eu sou um doce, tenho que contrabalancear de algum modo.”
– alegou, lançando uma piscadela cúmplice para Aye, lembrando-se de algo que, anos antes em um lugar como aquele, ela dissera ao beijá-lo. Começaram a conversar, fazer questões inúmeras a Darius, visto que nenhum deles o conhecia muito bem, além de trocar novidades sobre a vida. Dimi, meio a contragosto, comentou sobre todo o processo do ministério, os treinos, enquanto Zak se animava sobre o irmão e a ajuda que eventualmente dava aos pais no trabalho com arquitetura. Apenas Ivan evitava falar demais. Dizia que estava ajudando nas ‘m*rdas’ da família e que andava tendo que passar um tempo maior do que queria com o ‘filho da p*ta que atende por pai’, mas sem detalhar, parecendo incomodado, mas do modo usual e descontraído. Julgava desnecessário deixar transparecer o quanto as férias o matavam lentamente ou o quanto fazia aquilo não exatamente por querer, mas porque era o necessário. Foi em meio àquele clima que notaram as dançarinas se arrumarem sobre o palco e a banda surgir, porém, mesmo a certa distância, era possível notar que não parecia nada muito bem.

“Então, galera,”
– disse uma das garotas que formavam aquele grupo, ajeitando os cabelos curtos – “a vaca da nossa vocalista exagerou na dose. Assim sendo, temos um desafio:” – anunciou, abrindo um sorriso malicioso – “tô pra ver alguém que tem coragem de subir aqui e mandar ver com a gente!” – exclamou, fazendo gritos surgirem – “Se mandar mal, f*da-se, se mandar bem, melhor! Quero alguém pra agitar essa p*rra e levar esse lugar a baixo, bem como geral espera!” – disse, fazendo-me, de imediato, trocar um olhar com Zak e Dimi em cumplicidade, antes de fitar Aye com um p*ta sorriso sacana para, então, erguer-se, subindo na cadeira em que estava.

“AQUI, P*RRA!!”
– gritou o loiro, balançando os braços – “TEM UMA CANTORA DO C*RALHO BEM AQUI!!” – alegou, enquanto apontava para Ayesha, notando Sue avistá-lo e ir falar com a garota no microfone, quase no momento em que era puxado por uma alemã não muito feliz – “Ué, salvando uma banda de ter um show bem b*sta só porque a vocalista deles, sei lá, não sabe dosar na bebida e porque tiveram a ideia m*rda de chamar qualquer um. Você pelo menos canta bem.” – replicou com a maior cara deslavada de quem não estava fazendo nada demais, rindo da resposta desta – “Aham. Só no jantar de fim de ano.” – lembrou, notando o olhar da amiga e a aproximação de Sue – “Relaxa.” – disse, apoiando a mão sobre o ombro da amiga – “Vai no feeling que você vai destruir.” – garantiu com uma piscadela, rindo da ‘ameaça’ – “Pagarei do meu jeito, pode deixar.” – afirmou com um olhar malicioso, vendo a espanhola ganhar espaço, surgindo com a mão estendida para a alemã.

“Vai nos salvar de uma bela barra, niña caliente?”
– questionou com uma piscadela divertida em um convite mudo.

[ Interaction: Zakhar Baryshnikov (NPC); Dmitriy Azarov (NPC); Ayesha Friedrich; Darius Não-lembro-o-sobrenome-droga (NPC da Dandy); Consuelo Martinez ]
[ Off: Aye devia dar na cara dessa criatura folgada... ]

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Ivan Shuisky
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Re: Kremmlin Platz

MensagemAlemanha [#175289] por Katherina Ayesha Friedrich » 13 Mar 2017, 02:58

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Yo quiero estar contigo, vivir contigo
Bailar contigo, tener contigo una noche loca.




                Com as responsabilidades que agora a jovem princesa, seu tempo na companhia da Grã duquesa de tornara maior, e apesar de que algumas partes daquelas novas tarefas fossem irritantes, haviam aquelas que a morena até que julgava interessantes por se tratarem de atividades que a instigavam e faziam com que ela trabalhasse com certos moldes administrativos, algo novo para ela apesar de tudo. No entanto ainda haviam aquelas que mexiam com a jovem de uma maneira ruim, deixando-a preocupada até que ponto poderia aguentar aquilo, e por quanto mais Adrika iria tortura-la com aqueles momentos e outras em que ela acabava julgando do quanto ela era capaz de fazer, do quanto ela poderia ultrapassar os seus limites morais. Por isso quando recebeu o convite do melhor amigo, um alivio a tomou por alguns minutos, até que a preocupação surgisse, afinal, fugir de Luxemburgo se tornara difícil mesmo diante do fato que agora poderia aparatar, mas para sua surpresa lhe fora dada a permissão, sem questionamentos sobre onde iria e com quem estaria, a única coisa fora apenas uma condição: que ela não fosse sozinha, algo que era até um pouco sensato devido a sua posição social.

Por isso que agora, a jovem alemã caminhava pela praça do Kremlin sendo seguida de perto por Darius, que se mantinha numa distancia respeitosa, os olhos percorrendo os arredores, mesmo que as vezes uma pequena conversa se instaurasse entre os dois, esses detalhes são importantes apenas para mostrar aquela ideia de servo que o rapaz possuía, algo que apesar de serem amigos, na presença de Adrika, eles não se tratavam como tal, algo que era bom em casos como aquele, onde se via longe das garras da mulher que deveria supostamente amar por possuir o mesmo sangue que ela, ainda havia a preocupação com a facilidade com que saíram de Luxemburgo diante da permissão da monarca, algo perigoso na mente da morena, mas que fora deixado de lado momentaneamente diante de um outro problema que também "preocupava" e a deixava nervosa. Não via o melhor amigo desde daquela noite na Alemanha, onde, pudera ver sua antiga casa, e algo além ocorrera. Apenas por pensar nisso, Ayesha sentia seu rosto avermelhar-se, o que era um problema, principalmente por que não estaria apenas Ivan, Dimi e Zak também estariam, assim como Darius, que apesar de ser seu amigo, a jovem não conseguia se ver contando o que ocorrera a ele. Na verdade ela não contara a ninguém, principalmente para o irmão mais velho que tinha uma aura assustadora quando queria ao imaginar qualquer coisa acontecendo com ela ou com Alexis. Um superprotetor até mesmo em questões como aquela.

Apesar de tantas pessoas, e a distração mental por parte da Romanov, não fora tão difícil encontrar o trio de amigos, pelo não para Darius que estava mais atento do que ela enquanto caminhavam num silencio que se instaurara de repente entre eles.
– Acho que são eles ali. – falou o loiro fazendo com que a jovem erguesse uma das sobrancelhas, e com a indicação do outro, notando um pouco distante deles os três russos que interagiam entre si. Um sorriso animado surgiu nos lábios da morena ao apertar o passo em direção a eles, sendo seguida pelo luxemburguês. – Isso me lembra a primeira vez que vi vocês longe de Durmstrang. - comentou chamando a atenção deles, rindo diante da animação de Zak ao cumprimenta-la, assim como a educação pomposa de Dimi, e então seguindo para o melhor amigo, que assim que seus olhos se focaram nele, as imagens do que ocorreu na Alemanha surgiram na mente dela, algo que era perigoso caso ela quisesse manter segredo, suspirando levemente ela as afastou, sorrindo o mais normal possível para o rapaz. - Eu disse que viria, Ivs. - falou tentando não deixar-se abalar com tudo que tinha acontecido entre eles, afinal, eram amigos e nada daquilo mudaria esse fato, então não deixaria sua falta de “experiência” com coisas de o tipo abalar isso. - Esse é o Darius. - respondeu diante da pergunta de Zak que parecia desconfiado com a presença do rapaz. - Meu guarda costas, pelo menos é o que Adrika pensa que ele é, mas para mim um amigo. Darius esses Dimi e Zak, Ivs você já tinha visto. - disse vendo o loiro confirmar e se apresentar apertando as mãos dos garotos.

Foi com uma pontada de surpresa ao ver o melhor amigo puxar Darius, encarando-o firmemente, no entanto a ela se findou ao ouvir as palavras do rapaz, notando em seguida Zak e Dimi observarem com assombro os olhos do loiro, mas foi a expressão dele, que apesar de não se avermelhar facilmente como a dela, surgir uma leve coloração vermelha, assim como o gaguejar característico quando o rapaz ficava envergonhado. Esse pequeno detalhe, e o fato de sabe-lo, fez com que a jovem princesa começasse a rir sem conseguir se controlar, chamando a atenção dos quatro que a observavam com expressões diferentes diante seu ataque.
- Desculpe... - disse tentando parar, vendo Darius se afastar dos russos ainda mais sem graça, em seus olhos um pedido mudo de ajuda que a fez rir mais um pouco antes de por fim conseguir se controlar. - Eu já disse isso para ele várias vezes, e não fui a única não é mesmo? Al vive lhe dizendo isso, mas ele não acredita. - olha para o rapaz sorrindo vendo-o desviar o olhar rapidamente enfiando as mãos no bolso da calça. - São defeituosos. - o ouviu dizer rapidamente rebatendo com uma cotovelada leve no braço dele. - Enfim... Como vocês estão? – perguntou, mudando um pouco de assunto para ajudar o loiro, sendo o questionamento mais para Dimi e Zak do que para Ivan, o qual ela sabia um pouco sobre, afinal, não fazia muito tempo que... Ela suspirou pesadamente afastando aquilo da cabeça, tocando o colar em seu pescoço numa mania que acabou surgindo quando começara a usar a joia. - Não muita coisa. Tenho trabalhado bastante com minha avó. - comentou quase sem querer tocando o pulso esquerdo, onde podia ainda sentir os dedos esguios da velha na última “aula” que elas tiveram, uma que ela não ia esquecer mesmo que desejasse muito isso. - Fora isso não tem muita coisa... - disse seus olhos azulados indo de encontro a Ivan logo para se desvirem para os outros dois.

Era um pouco estranho ouvir que os dois amigos, de modos diferentes, estavam seguindo a vida como pós-formandos, era engraçado, pois ainda os imaginava como os havia conhecido, talvez, ela olhasse desse modo por que não queria se ver assim, com esses detalhes do que aconteceria ao fim daquele ano. Não quer ser adulto fosse algo ruim, só que ela não teria escolhas, afastou isso da cabeça com as palavras de Ivan, sorriu concordando, começando a andar ao lado dele, de Zak e Dimi, sendo seguida por Darius que mantinha-se observando os arredores, fingindo ou realmente, não prestando a atenção nas falas do grupo à frente.
- Al tem viajado bastante, ficado entre Luxemburgo e Durmstrang. - comentou realmente imaginando o que o irmão fazia quando ia até a escola russa, ele sempre dizia que eram reuniões, só que a curiosidade de Ayesha queria saber o que acontecia e o que era discutido, porém, infelizmente não conseguia arrancar nada do mais velho. - Alexis recebeu a visita de uma amiga que estudou com ela na escola francesa, então, eles estão bem, do jeito deles. Não tenho observado muito o que ocorre, apenas os escuto contar quando chegam em casa ou comentam no jantar. Como disse tenho passado muito tempo com a Grã Duquesa, afinal, tenho que finalizar meus aprendizados para quando terminar a escola. - pausou um momento suspirando, muita coisa ela tinha ideia do por que, outras ela acabara aprendendo por tabela ao observar Alphonse, outras, e aquelas lições que haviam se iniciado a pouco tempo a assustavam, pois mostravam o quão perigosa a mulher que era sua avó era e a fazia pensar até quando ela aguentaria tudo aquilo sem acabar como a mais velha. – Então, para onde vamos exatamente? - perguntou quebrando aquela aura que começava a se formar dentro dela, afinal, viera para se distrair, se divertir e se encontrar com os amigos, então, não tinha que pensar em coisas que não podiam ser mudadas.

– Parece divertido. - comenta sorrindo diante da resposta do russo, dessa vez encarando-o um pouco mais, sentindo algo dentro de si se remexer estranhamente, mas ela ignorou, não podia ficar o evitando, porque isso chamaria atenção, e além do mais, ele era seu amigo. - Prometo vou me comportar. - falou rindo um pouco envergonhada com a lembrança 'erguida' na conversa por Zak sobre a primeira vez que saíram juntos, o que fez Ivan olha-lo irritado, fazendo com que a morena intercedesse em prol do outro, ainda mais por conhecer o melhor amigo o suficiente para imaginar que algo de bom não sairia. - Deixe-o, Ivs, mesmo que ninguém soubesse disso andar com você me trouxe muitos problemas, ou devo lembra-lo de Petya? - perguntou rindo ao ver a careta que o amigo fazia. - Além disso, não é como se Darius fosse contar algo. – realmente, se fosse Louis que estivesse ali seria outra história completamente diferente, e apenas imaginar isso fez com que a jovem se arrepiasse e se irritasse um pouco com aquilo, porque, mesmo que Darius estivesse ali com ela, em Luxemburgo não era o que sempre ocorria, mas por algum motivo Louis se mantinha um pouco distante ultimamente, de certo modo era algo bom, contudo por experiência Ayesha sabia que deveria desconfiar desse afastamento e não comemora-lo. No entanto, aquilo se perdeu entre as conversas e o caminho que percorriam, claro que, muita coisa passava pela mente da alemã, mas todas elas foram deixadas de lado por se passarem apenas de sua curiosidade inata e se a libertasse não pararia mais. Quando enfim, chegaram ao local, à morena se surpreendeu um pouco, não com o antes de entrarem, mas sim com o depois, sendo que não foi pela mudança do tamanho do local, afinal ela sabia que isso era plausível, ainda mais que estavam no meio bruxo, mas sim por todo o resto, as pessoas que ali estavam presentes, e apesar de ter presenciado coisas parecidas Ayesha ainda não havia se acostumado. - Tudo bem... - disse do modo mais normal possível, seus olhos encarando o palco, vendo as mulheres vestidas com aquelas roupas que eram bem sensuais, e não era apenas as roupas que o eram.

Por algum motivo, por mim desconhecido, a morena se sentiu mal com suas roupas, sendo que ela nunca fora de se preocupar, mesmo que em seu mundo a aparência fosse algo importante, ela nunca se sentira incomodada com as escolhas de roupas que fazia, mas naquele momento se sentiu um pouco estranha com sua calça jeans, blusa e jaqueta. Era uma completa idiotice, convenhamos, ou talvez não fosse. Foi com surpresa que viu uma jovem, trajada com um vestido preto e tão revelador que teria feito a morena corar só de pensar, cogitar e se imaginar com aquilo, se não fosse é claro, a surpresa destacada em sua face, assim como na de Darius, só que ele, representou bem a vergonha ao tentar desviar o olhar várias vezes da figura estonteante da jovem, que Ayesha logo reconheceu como uma ex-veterana sua de Durmstrang, com a qual nunca tinha trocado uma palavra diga-se de passagem. O que não dizia o mesmo dela e do melhor amigo da morena. Foi nesse momento que digo, caros espectadores do meu trabalho, que a expressão da jovem princesa se modificou para algo além do normal. Digo isso pelo fato que existem três reações, sem contar a de melancolia, que sempre permaneciam na face da jovem quando podia ser ela mesma: Curiosidade, Surpresa e Timidez, porém não foi nenhuma delas que ela exibiu naquele momento de ataque da mais velha e da interação dela com Ivan, ainda mais quando esta direcionou o olhar para o grupo parado. Reconheço o delinear do rosto da alemã, e tudo que estava estampado ali era uma pura calma, e um sorriso extremamente educado o qual sempre usava quando estava em Luxemburgo diante da massa de bajuladores ricos que seguiam a ela e seus irmãos.
- Senhorita Martinez, é um prazer vê-la, mesmo que provavelmente não se lembre de mim. - falou com a mesma graça e educação de sempre ao se aproximar da outra, ouvindo a outra morena pedir que a chamasse pelo nome, por que do outro modo era formal demais. - Desculpe... Costume. - Se perguntassem por que a romanov agia daquele modo, mantendo aquela expressão calma, como se escondesse algo dentro de si, ela não saberia como responder, só diria que algo dentro dela se remexia irritadiço, o que era e os porque lhe eram desconhecidos, mas que eu como um ser que a tudo observa, pelo menos na maior parte do tempo, desconfio do que possa ser aquela mudança drástica da menina surpresa envergonhada para aquela postura comum e ao mesmo tempo atípica da princesa.

Uma analise muda ocorria, pelo menos era o que parecia entre os olhares lançados pelas duas morenas, mas enquanto Consuelo se voltava o olhar para os meninos mais vezes do que para a jovem alemã, a própria Ayesha a observava, numa curiosidade diferente das que normalmente tinha. Os olhos azulados notavam cada destaque da mais velha, seja físico, que definitivamente era belo, tanto características mais sutis como o modo que ela se dirigia as pessoas, demonstrando ser alguém que facilmente adquiria amizades com as pessoas, sem qualquer esforço.
- Sim, eu mesma. - respondeu a alemã deixando um pouco de surpresa escapar na expressão tranquila que havia tomado seu rosto ainda mais pelo restante do que fora dito pela outra. Deixando-a completamente sem fala por alguns instantes. Ouvira muito falar dela? Por que ou por quem? Ayesha encarou a face do melhor amigo deixando uma confusão aparente surgir, mas que logo desapareceu com o comentário da espanhola. - Foi realmente um prazer te conhecer, Sue. - disse antes da outra se afastar, vendo-a beijar levemente Ivan na bochecha assim como um olhar que definitivamente não era algo simples, tinha algo mais que ela apesar de tudo ainda não sabia determinar, e caminhar para o grupo de pessoas que se apresentariam.

Um silencio pairou entre o grupo, deixando a Friedrich presa em seus pensamentos até ouvir a exclamação de Zak sendo seguido pela risada de Ivan, que logo, ela parou observando-o diante da pergunta que ele lhe direcionava.
- As duas são bem bonitas... - falou sem mesmo prestar a atenção no que dizia, definitivamente ainda estava num momento pensativo que não conseguia sair. De algum modo, conhecer a espanhola a tinha deixado num estado entre a irritação e a vergonha que não sabia por que tinha surgido, afinal, ela não tinha feito nada demais, fora educada e se apresentou... Definitivamente nem mesmo a lógica da alemã parecia ajuda-la naquele momento. Sentia estranha consigo mesma, se importando e se irritando com coisas que normalmente nem ligaria. Suspirando ela afastou aquilo da cabeça rapidamente, viera para se divertir mesmo que em algum momento daquilo tudo, sua animação tivesse se afastado por razões desconhecidas, mesmo assim nada disso era importante, pois outra coisa, ou melhor, alguém chamava sua atenção. A morena sentiu o braço do melhor amigo sobre seu ombro a puxando para mais perto, fazendo-a olha-lo. - Ah, Tudo bem... - disse desviando o olhar para os outros três companheiros daquela 'saída' em grupo. A resposta de Zak a fez sorrir um pouco, era engraçado o quanto ele poderia ser um irmão mais velho as vezes dentro do grupo, e a vezes ser completamente o oposto. Mas, ao ver Darius se mover, a atenção da jovem foi até ele, sabia que o amigo era seu guarda-costas, pelo menos ele se considerava assim, era tratado como um servo, e muitas vezes ela tinha que fazer isso para que o próprio rapaz não sofresse as consequências. - D. Está tudo bem, descanse um pouco. Passou o dia inteiro em pé cuidando de mim, não irei demorar, prometo. - disse sorrindo para o rapaz que ponderou, parecia ter uma luta interna que foi vencida a favor da morena, seguindo junto com Zak e Dimi atrás de uma mesa. - Obrigada por o deixar ficar, as coisas tem sido estado complicado para ele me seguindo com a velha.

Foi com um pouco de surpresa que viu o amigo para e segurar seu rosto com uma das mãos, a encarando firmemente e de modo extremamente sério, normalmente, apenas aquilo a faria envergonhar-se completamente, mas por algum motivo a expressão do melhor amigo a vez suspirar, ainda mais quando ele, pelo menos, reparou algo estranho em sua interação com a jovem espanhola, algo que realmente fora um pouco inusitado até mesmo para ela. Ayesha não sabia explicar exatamente o que se passara naquela pequena interação, mas não era algo que devesse dizer para preocupar com o amigo. Por isso, delicadamente ela segurou a mão que estava em seu rosto, sorrindo levemente. – Está tudo bem, Ivs. – comentou encarando-o, notando a pequena desconfiança surgir nos olhos prateados do russo que a fez rir um pouco. – Tudo está bem, pelo menos o quanto pode estar... Pelo menos em casa... – disse com uma pontada de desgosto ao chamar Luxemburgo, o castelo, de casa, afinal, ela sabia, e agora ele também, que lá nunca seria o seu lar, e sim uma prisão bela e requintada da qual ela adoraria fugir se não tivesse muita coisa em risco. – Sobre o show, na verdade, acho interessante, nunca tinha visto um, quer dizer, lembro de quando éramos pequenos com... – ela parou afastando o olhar dele por um segundo mordendo o lábio. – O que quero dizer é que sim, foi inusitado, mas é uma boa forma de espairecer tudo que tem acontecido em Luxemburgo, todas as atribuições que agora me pertencem. – ela pausou ponderando por uns minutos antes de respirar profundamente. – Sobre a Sue, eu não sei bem o que aconteceu, só que foi um modo de surpresa... – disse retirando a mão dele do seu rosto – Sabe, sei que existem muitas outras garotas, mas é que, tirando a Melanie... – uma nova pausa mordendo o lábio levemente para logo afastar aquela imagem da cabeça. – Eu nunca tinha visto uma interação sua com outra garota... Eu sei é ridículo, só que... Eu não sei explicar de verdade, eu só me senti rebaixada de algum modo o que é absurdamente estranho e idiota, não é?

Era engraçado como as coisas, a dinâmica entre os dois era feita, a preocupação que um tinha pelo outro, e conhecimentos que ambos tinham sobre o outro, era estranho talvez, que muitas vezes ela ainda conseguisse esconder coisas do russo, mas que em outras, como aquela, não conseguira nem disfarçar perante ao olhar dele. Não foi surpresa para a alemã ouvir a resposta do melhor amigo, nem mesmo sentiu-se ofendida por elas, acabando por rir baixo diante de cada palavra dita, claro que acabou por também envergonha-se com o restante dos dizeres. Não era como se envergonhasse pelo fato de ter feito ‘aquilo’ com o melhor amigo, não, era apenas o seu modo, apenas o jeito com que crescera, saber sobre assunto de livros, mas nunca em uma conversa franca que mesmo com a timidez tiveram, assim como o que ocorrera entre eles, eram detalhes que ela lembrava bem demais. Por isso, não fora uma novidade, que mesmo que pouco em comparação ao que normalmente acontecia, a face da jovem ficasse um pouco avermelhada com o comentário do rapaz. – Realmente, o posto de idiota é seu. – comentou sorrindo sem graça, mas sem desviar o olhar do amigo. Sentia a mão dele em seu rosto fazendo com que um leve suspiro escapasse pelos lábios da morena. – Para ser sincera, eu a invejo um pouco. – comentou mudando um pouco de assunto antes que acabasse deixando vontades que não era necessária ali surgirem. Aquela vez na Alemanha foi isso, uma vez, não iria acontecer de novo. – Por quê? Bem... A confiança dela, não sei, é algo que sempre quis ter... – dá de ombros delicadamente – Esqueça, é bobagem. – fala sorrindo, voltando o olhar para o amigo. – Acho que deveríamos ir buscar as bebidas...

Foi por um segundo, ou menos, que não apenas as palavras do amigo, assim como a breve e estranha expressão que surgiu no rosto dele a deixou confusa, mas logo acabou deixando tudo aquilo para lá, principalmente diante do sorriso que ele lhe lançava, tão comum, tão Ivan que qualquer coisa que parecesse diferente poderia ser um completo engano por parte da alemã, que se viu sendo ‘arrastada’ até o bar. – Sabe, acho que vou ficar apenas na cerveja, é seguro e é algo que já acostumei beber, pelo menos diferente do vinho ou champanhe que tomo em Luxemburgo em jantares finíssimos e irritantes. – comenta sorrindo delicadamente para o amigo, um pouco pensativa sobre a questão de Darius. – Bem, sinceramente, nunca o vi bebendo. – diz um pouco surpresa com aquela constatação, quer dizer, não muito se levasse em consideração o pai do rapaz. – Acho que é melhor uma cerveja para mim e para ele, já que vai ser provável que ele vá dizer que está em serviço. – diz revirando os olhos diante daquilo. – Queria que ele ao menos quando está comigo relaxasse, não estamos em Luxemburgo, onde ele é apenas um servo. Acho que é essa a parte que mais odeio, tirando o fato já taxado de estar longe dos meus irmãos a maior parte do tempo, ou a falta de liberdade, se bem que esse último se encaixa nesse detalhe com Darius. – para observando o amigo e rindo – Desculpe, não estamos aqui para isso. – fala pegando a cerveja que lhe era oferecida pelo russo. – Então, como funciona isso dos shows? Afinal, nunca tive a oportunidade de ir em um assim... – diz pensativa enquanto andavam de volta para onde haviam deixado os outros. – O máximo que fui foi em concertos de ópera, balé e coisas do tipo, não sei se leva o mesmo principio.

Com um sorriso, a morena escutou as explicações do amigo sobre o show que acontecia ali, assim como a dinâmica com que era feito cada coisa, seja das pessoas que iam se apresentar até a eles, ou seja, os espectadores. A morena observou o local, rindo consigo mesma pela própria curiosidade inata que possuía, apenas largando a ideia de observar cada detalhe daquele lugar, das pessoas, ao chegar a mesa onde estava os amigos, sentando-se ao lado de Darius ela entregou a cerveja a ele, mesmo que soubesse que ele mal tocaria naquilo, mesmo assim ela não ligou, era um dia para se divertir com quem gostava de estar. Um riso um pouco sem graça escapou dos lábios da alemã ao ouvir o comentário de Ivan, desviando o olhar por um momento antes de voltar-se para ele novamente rindo ainda mais, a verdade que a situação como um todo era divertida, cada detalhe dela, era especial. Estar com os amigos, mesmo que as coisas não fossem fáceis para ninguém. Entre conversas e risadas, a maior parte dada pela morena por causa das muitas perguntas para o loiro ao seu lado que se sentia-se cada vez mais envergonhado com aquilo tudo, olhando-a muitas vezes num pedido de ajuda ou permissão, o que ela vez muitas vezes, ajudando-o a responder e outras mudando de assunto. Pelo menos, a conversa se estendeu até o momento que o grupo percebeu uma movimentação no palco, dançarinas, pessoas da banda, composta majoritariamente, ou completamente por jovens mulheres.

Foi com surpresa que Ayesha recebeu a noticia da falta de uma vocalista, mas foi com mais surpresa ainda ao ver o melhor amigo se erguer e gritar apontando para ela, isso antes de trocar um olhar com os outros dois russos na mesa, ela o puxou para baixo sentindo os olhares começarem a se dirigir a mesa deles.
– O que pensa que esta fazendo? – perguntou numa mistura de surpresa e uma pequena irritação diante das ações do amigo. A resposta a fez abrir uma leve expressão de incredulidade, esperando que o amigo falasse que era algum tipo de brincadeira, mas nada disso veio fazendo com que a irritação entrasse num equilíbrio com o nervosismo. – Eu nunca me apresentei assim. – fala preocupada ainda mais com os olhares que aumentava. – Em Durmstrang foi uma coisa, isso é um lugar acostumado a ter apresentações desse tipo, eu não sou uma cantora. – falou exasperada, vendo a espanhola se aproximando fazendo com que o nervosismo da morena aumentasse. – Sabe que você vai me pagar por isso, não sabe...? – questionou o amigo, ouvindo a resposta dele um mínimo sorriso se abriu em seus lábios, pelo menos até a aproximação de Sue que lhe estendia a mão num convite que fez com que a morena a olhasse por um momento para desviar para o amigo. Um suspiro escapou dos lábios dela assim que se ergueu tocando a mão da morena a sua frente. – Sí. Será un placer ayudarle. – respondeu agradecendo o pouco espanhol que sabia para respondê-la com um sorriso amistoso.

Claro que, ao seguir a espanhola em direção ao palco, diante dos olhares das outras pessoas, ela sentiu um nó se formar em sua garganta, mesmo ela não deixou nada transparecer em sua face, algo que ela se acostumara a fazer diante dos anos e nas coisas que deveria esconder para seu bem ou ao dos irmãos. Ela seguiu a mais velha sentindo seu coração quase saltar do peito a cada passo que dava em direção ao palco, que diferentemente do qual ela se apresentara em Durmstrang era grande o suficiente para deixa-la apreensiva, ainda mais com a quantidade de pessoas que se aproximavam dele. Na mente dela, Ayesha apenas pensava na loucura que ela havia sido metida pelo melhor amigo e como fora uma péssima ideia ter se apresentado no fim do ano letivo passado. Não que isso fosse fazer qualquer diferença ainda mais quando o próprio rapaz já a tinha ouvindo cantar muito antes disso.
– Não precisa agradecer. – disse nervosamente diante do agradecimento de alguém da banda que ela nem mesmo saberia dizer o nome. – Espero não estragar a apresentação de vocês. – comentou delicadamente, deixando um sorriso que mostrava um pedido de desculpas adiantado. Sendo que isso foi mal notado pelos outros ou talvez ela mesma estivesse muito alheia a aquilo tudo. – Oh, bem eu não conheço tantas músicas assim. – falou sendo sincera, logo, lhe sendo entregue uma folha com algumas canções que a banda normalmente tocava, o que deixou a morena um pouco mais nervosa, não porque não conhecesse as músicas, mesmo que isso fosse uma verdade, algumas ela ouvira uma ou duas vezes, outras não lhe eram conhecidas, mas fora o fato de que aquilo demonstrava que eles levavam isso bastante a sério. Ou seja, eles sabiam o que estavam fazendo, pelo menos mais do que ela que estava acostumada ao no máximo tocar piano ao lado do irmão para, como Ivan diria, algumas velhinhas uvas passas.

Contudo, uma das músicas na lista chamou a atenção da princesa, que logo se lembrou de como conhecera a melodia, fora num dia de férias, onde ela conseguira escapar de Luxemburgo e ir até a casa de Ryan. Eles ficaram fazendo coisas, que nas palavras do primo, que adolescentes normais faziam normalmente. Fora nesse dia que ela bebera pela primeira vez com o mais velho, assim como comera pizza, e eles ficaram ouvindo aquela banda por horas a fio, ela mesma se arriscando em cantar algumas das muitas músicas que ouviram. Fora engraçado e divertido, como supostamente ali, no meio daquele pub, deveria ser também.
– Essa aqui. – disse dessa vez sua voz soou mais confiante ao mostrar o nome da música, vendo até um pouco de surpresa nos rostos, mas não que ela houvesse ligado, pelo menos não completamente, se ela acabasse pensando demais no caso não iria cantar, na verdade, nem teria seguido Sue até ali. Se parasse para analisar a escolha da música, pensar no que realmente estava fazendo, não funcionaria. Por isso, nem mesmo ouviu quando apresentaram a banda, nem mesmo soube dizer se haviam dito seu nome, apenas se moveu quando viu que era sua deixa para se aproximar do microfone. Ela ainda sentia um frio na barriga, seu coração acelerado batendo contra a sua caixa torácica. No entanto, ela não imaginou uma plateia, pelo menos não como a que estava na sua frente, isso se sequer imaginou. Quando os acordes começaram um sorriso se abriu nos lábios dela, lembrando-se da tarde em que a escutara pela primeira vez, deixando que as emoções a tomassem, queria se divertir com seus amigos, queria ser a adolescente normal que seu primo uma vez dissera para ser e que ela sabia ser o que os pais desejaram para ela. – Living easy, livin' free. Season ticket, on a one way ride. Asking nothing, leave me be. Taking everything in my stride. – ela começou suas mãos postas no microfone, que ainda permanecia em sua base. – Don't need reason, don't need rhyme. Ain't nothin' that I’d rather do. – Seu pé batia de encontro ao tablado do palco no ritmo da música enquanto as palavras saiam de seus lábios. – Going down, party time! – uma das suas mãos saíram da base que sustentava o captador de áudio(?), apontando para as pessoas que estavam mais a frente, que na verdade eram seus amigos. Algo que ironicamente estava na letra. – My friends are gonna be there too.

Uma leve parada na batida, assim como no movimento do pé que ela fazia quase sem notar, a morena puxou o microfone da base, segurando com apenas uma mão, o som voltou assim como de sua voz. – I'm on the highway to hell. On the highway to hell. – um sorriso se formou nos lábios dela como se gostasse da bagunça que começava a se formar na frente do palco, das vozes cantando juntamente com ela, mas a verdade era que ela mal notava. Sorria porque estava se divertindo com aquilo, talvez, quando acabasse ela ficasse surpresa com tudo, pelo menos é o que este narrador imagina que possa acontecer, ainda mais com tudo que parecia ocorrer naqueles minutos. Ayesha agia como se já em alguma vez em sua vida já houvesse estado em alguma banda, sua performance era numa mistura dela com alguma outra parte que nunca via visto ou mostrado, pois não sabia da existência. Ela praticamente desfilou pelo palco diante ao ritmo que a música lhe dava, seu corpo se movendo numa dança que faria sua antiga instrutora de dança chamar de “selvagem”, pois vinha de dentro da morena que era tão livre, perigoso e “primitivo”, um lugar que ela própria nem sabia de onde estava, mas que chamava a atenção de um modo bastante provocante. Um sorriso que poderia ser malicioso ou bricalhão surgiu nos lábios da morena ao ver os amigos mais próximos de onde ela estava, sendo o que estava mais perto era Darius, a música ainda soava, ela ainda cantava quando ergueu a mão para o rapaz, que talvez pela surpresa a pegou subindo no palco. A romanov não se incomodava com as pessoas, parecia tudo abafado, pelo menos o suficiente, ou talvez, ela não estivesse em seu estado comum, não que aquilo importasse ali. – No stop signs, speed limit. Nobody's gonna slow me down. – ela sentiu o rapaz a sua frente ficar tenso com sua aproximação, ela segurou a camisa dele com uma das mãos, mas seus olhos iam dele para a plateia, claro que, focando-se mais nos amigos e suas reações a ela.

Se eles soubessem que ela estava apenas se soltando, algo que era tão raro, incomum a ela, se soubessem que aquela parte provavelmente era uma das facetas que formavam a jovem, o que fariam? Isso é o que este humilde narrador se questiona, mas a morena em si não pensava em nada disso, apenas aproveitava aquela dose de liberdade estranha que se apoderou dela ao subir naquele palco, ao escolher aquela música e ser pelo menos naqueles poucos minutos a adolescente que deveria ser.
– Like a wheel, gonna spin it .Nobody's gonna mess me 'round. – enquanto cantava ela se moveu, próxima ao loiro a sua frente seus olhos por um momento encarando os dele ao descer vagarosamente, sua mão, que antes estava presa a camisa do rapaz, acompanhava o movimento, mesmo que levemente trêmula, algo que ela ignorou enquanto usava da performance. Ela se ergueu seus olhos indo do luxemburguês para a plateia o se afastar dele, meio que o empurrando. – Hey, satan! Paid my dues playin' in a rockin' band. – ela parou mais de frente para o palco vendo pelo canto do olho um atordoado Darius se afastar. – Hey mama! Look at me I'm on my way to the promised land. – ela sorriu levemente, mordendo levemente a unha enquanto a batida soava. – I'm on the highway to hell! Highway to hell! I'm on the highway to hell! Highway to hell! ¬Don't stop me! – ela sabia que aquele momento começava a chegar ao fim, assim como aquele acesso de liberdade e loucura a haviam proporcionado por um momento. Ela já não mais mantinha a voz num tom controlado, os agudos ficaram mais frequentes assim como ela se lembrava de quando ouviu pela primeira vez aquela música na casa do primo. O solo final da guitarra, sua voz soando pelo ambiente tudo era estranho, mas completamente divertido, numa última “brincadeira” a morena escorregou pelo palco, ficando de joelhos de frente ao público fazendo-a quase rir, no entanto foram apenas a última estrofe que saiu dos seus lábios. – Yeah I'm going down anyway. I'm on the highway to hell.

Gritos, saudações, assim como palmas, na verdade uma mistura de tudo aquilo tomou os ouvidos da princesa, sua respiração saindo em arquejos, a surpresa da reação estampada em sua face enquanto se erguia delicadamente do chão, um sorriso surgindo enquanto se inclinava num agradecimento mudo, ela se aproximou a banda, agradecendo-lhes pela oportunidade de cantar com eles, ficando até um pouco sem graça pelos elogios dirigidos a ela. Pelo jeito, o melhor amigo tinha razão, ela podia fazer aquilo, na verdade o fizera mesmo que não acreditasse. O frenesi da música a havia tomado por inteira que mal notou nas pessoas ali presentes. Ela desceu do palco sendo cumprimentada, o que fora estranho a sua maneira, mas foi quando chegou perto dos amigos que sentiu o maior sorriso abrir em seus lábios. – Nem perguntem... Eu só fiz... Obrigada por ter gritado para eu ir até lá, mesmo assim você me deve. – disse ao amigo ainda sorrindo, contudo seus olhos indo para Darius que ainda parecia meu aturdido pelo que ocorrera entre os dois no palco. – Desculpe, Darius, mas olhe pelo lado bom, você não teve que trabalhar e expulsar alguém se eu tivesse puxado outra pessoa. – comentou, vendo-o suspirar por fim e sorrir diante de suas palavras. A alemã ainda parecia meio área, seu sangue martelando em suas veias de uma maneira que nunca sentira, aquilo que ela fizera parecia surreal em sua mente, mesmo que fosse comum em shows como aqueles, não que ela soubesse. A conversa continuava ao seu redor, as vezes com ela respondendo ou assentindo, mas mal compreendendo, a verdade era que, Ayesha ainda sentia aquele “poder” sobre ela, aquele sentimentos que era divertido demais para ser esquecido. Queria fazer mais vezes, sentir mais vezes, por isso se manteve ali com aqueles que ela acabara por chamar de amigos.


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Re: Kremmlin Platz

MensagemRussia [#175909] por Ivan Shuisky » 04 Abr 2017, 20:14

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Desde criança, sempre existiu algo de ‘caótico’ em Ivan, que não era dado a seguir regras ou padrões e quase sempre agia de modo inesperado ou fazia o que julgava melhor de acordo com sua própria consciência ou diversão. Apesar dessa atitude, estranhamente tudo sempre era feito pesando, consciente ou inconscientemente, alguns prós e contras, visto que apesar de um belo filho da p*ta, estava longe de desejar o mal efetivo de quem quer que fosse. Na verdade, o certo talvez seja dizer o exato oposto, uma vez que por mais que o Shuisky possuísse faces de um psicopata cretino, sempre parecia existir algo de bom por trás de – algumas de – suas ações, mesmo que de forma consideravelmente estranha e imperceptível aos olhos das ‘vítimas’. Resgatando tudo o que sei, poderia citar inúmeros exemplos, contudo, o ato de jogar Ayesha sobre um palco, sabendo da timidez excessiva da amiga, talvez seja o mais fácil e oportuno de se colocar em meio a esta narração.

Porque como tudo na vida deste loiro sem noção desde que ele ganhara consciência do mundo escrot* no qual ele vivia, havia um motivo para ele ter feito aquilo com a alemã. Claro que se perguntassem, provável que desconversaria ou faria alguma piada, mas no fundo a razão era muito simples: Ayesha era, de fato, a melhor amiga dele; uma pessoa pela qual Ivan realmente tinha muita consideração e desejava o que havia de melhor, o que incluía a oportunidade de viver a vida, nem que fosse apenas um pouco. O ex-rurik, em especial após os “deliciosos acontecimentos”, como ele próprio diria, na antiga casa dos Friedrich-Suliver, entendia muito bem quão poucas haviam sido as oportunidades de a amiga ser quem ela podia de fato ser, de fazer o que fosse apenas por fazer, de sentir o que desse vontade de sentir e, mais que tudo, o quanto os dias estavam contados para que a breve liberdade que ela vinha experimentando se desfizesse por completo. Devido a isto que ele, como o “ótimo e sacana amigo que era”, decidiu que aproveitaria cada oportunidade que pudesse para fazer com que a morena saísse de sua zona de conforto, sendo aquela apresentação uma delas.

“...Você tem certeza que é uma boa ideia?”
– questionou Zak, incerto de ter apoiado o amigo naquela bagunça, após ver o rosto de Ayesha ao ser levada por Sue – “Digo, uma coisa é uma música ensaiada, outra é ser jogada assim, não?” – disse, pensativo, algo com a qual Dmitriy parecia concordar, mesmo não se importando o suficiente para falar ou demonstrar algo, e que causou um sorriso largo no rosto do Shuisky, fazendo-o engolir o que falta de sua bebida e pousar a mão nos ombros dos amigos.

“Relaxa. Ela vai mandar muito.”
– garantiu, divertido, tendo uma convicção que vai saber de que c*ralho vinha – “Aye não é dada a f*der os outros, então mesmo que não conheça o povo da banda, não vai querer estragar nada, logo, dará tudo de si nessa apresentação e quando ela resolve se jogar...” – afirmou com um sorriso cheio de entrelinhas, pensando nas vezes em que a parte ‘sem noção’ da dupla estivera com a amiga, não com ele – “Então bora deixar as dores de cabeça de lado e aproveitar.” – disse, dando um empurrão para que os amigos fossem na frente, ao mesmo tempo em que já puxava Darius consigo – “Vamos ficar mais perto do palco. O pessoal ainda está em uma vibe tranquila, mas sempre tem um folgado que pode querer se engraçar, então é bom estarmos atentos pra meter a mão se necessário.” – explicou com um sorriso descontraído, o qual não demonstrava sequer um traço de real preocupação. Sem mais, seguiu caminho, pedindo licença para ganhar espaço – “Segurança à paisana passando...!” – anunciou, lançando uma piscadela amigável para o loiro de olhos dispares junto a si.

Não foi difícil chegar à parte próxima do palco, onde tinha uma bela visão do topo. Os olhos cinzentos correram pela área central onde os instrumentos se encontravam organizados, passando pelas laterais do extenso elevado onde as dançarinas se postavam entre conversas, aquecimentos e flertes ou desvios da plateia que se encontravam perto da beirada. Mesmo em meio àquela galeria de pernas à mostra, encontrou a gostosa e familiar presença de Sue, que o fitava e, ao notar o olhar deste, com um largo sorriso e uma piscadela insinuante, indicou que estava tudo bem, vltando-se para as companheiras de apresentação após Ivan retribuir-lhe a gentileza igualmente. Sorriu, ansioso por ver qual seria daquela bagunça que jogara Aye, buscando com os olhos a figura de Nik, visto que era por culpa dele que estava ali, para começo de conversa. Não o encontrou ou, pelo menos, não teve tempo hábil, visto que um rapaz, o qual recordava-se vagamente de ter pertencido à Rurikovich, surgiu, todo simpatia para iniciar as apresentações do palco.

“...então, sem mais enrolações e agora pra valer, os Taboo Wizards com a participação especial da nossa vocalista surpresa, Ayesha!”
– os dedos de Ivan se ergueram na altura da boca, erguendo um assovio alto em meio ao sorriso divertido e as palmas e gritos do público e dos amigos que o cercavam. Os olhos cinzentos acompanharam as mulheres e rapazes da banda se posicionarem com os instrumentos mágicos variados, focando o olhar sobre Aye que, então, tomou a posição central mais a frente, próximo de onde estavam, junto ao microfone de palco. O loiro sorriu ao notar a face da melhor amiga e mesmo que fosse difícil de ver de onde estava, tinha certeza que os olhos azuis da alemã encaravam à plateia louca que se montara para ver a performance.

“Ivan!”
– ouviu, fazendo com o que o russo girasse os olhos, encontrando a face amistosa e desencanada de Nikolai passando pela multidão em sua direção – “Você veio mesmo! Que bom, cara!” – alegou, erguendo a mão para bater na palma erguida de Ivan antes de abraça-lo e cumprimentar os demais rapazes com um sorriso e um cumprimento de cabeça – “Não tinha certeza se era mesmo você que subiu naquela cadeira, mas... Também sei lá porque duvidei. Muito a sua cara de pau meter as pessoas” – e indicou Ayesha com a cabeça – “nessas loucuras.” – observou com uma sobrancelha erguida, fazendo o loiro rir.

“Faz só uns meses, mas continuo besta, garanto.”
– alegou com uma piscadela amigável – “...Opa, vai começar mesmo.” – comentou, tão logo ouviu as batidas ritmadas de duas baquetas, seguida do som de guitarra no riff inicial da música que, para Ivan, era altamente familiar – “P*ta m*rda!!!” – exclamou, animado, ignorando os olhares dos amigos que, diferentemente do Shuisky, pareciam não conhecer a música. A empolgação veio junto com as luzes coloridas e a batida ritmada que subiu, seguida, após alguns instantes, da voz de Ayesha, firme, límpida, um pouco diferente e perfeitamente encaixada para a música. Um sorriso meio orgulhoso, meio convencido se fez na face do russo ao ter um vislumbre da expressão surpresa dos amigos. Deixou para lá, focando-se no show que desenrolava, acompanhando a figura da melhor amiga romanov que, então, até mesmo parecia outra pessoa, tal como sempre parecia ocorrer quando esta se deixava ‘ser’.

Os olhos cinzentos giravam, acompanhando a performance da vocal convidada/forçada, enquanto a voz grave do próprio russo se erguia na letra conhecida e sua mente focava no que via naquele momento, a fim de evitar lembranças que, como tudo relacionado aos trouxas com os quais convivera, ainda doía. Sorriu, passando o braço por Zak e Nik quando a batida da bateria cresceu e o refrão veio, então, começou a pular, o que forçou os dois a fazerem o mesmo, rindo com a energia do momento, embalados pela voz envolvente de Aye. Notou esta, por sinal, voltar-se para onde eles estavam e a mão desta estender em direção a Darios, o qual, com um empurrãozinho, Ivan ajudou a subir no palco, piscando ao notar o olho claro do guarda-costas o encontrar, tal como se dissesse ‘vai fundo você também’. Deu uma cotovelada em Zak, ao notar o bico deste, fitando a amiga dançar junto ao loiro de olhos díspares de um modo sensual que fez o Shuisky rir e assoviar.

“Essa é mesmo a Friedrich?!”
– questionou Nik, surpreso ao pensar na monitora cândida e correta, recebendo como resposta um sorriso largo de Ivan, que apenas viu o amigo da alemã ser empurrado de volta para a plateia e tornou a acompanhar a música. Sentia o coração palpitando, o sangue fervendo, a música embrenhando cada parte de si. Adorava aquela sensação e sentia falta daquele tipo de bagunça louca, pessoas batendo cabeça, pulando e cantando com tudo o que tinham, mesmo sem saber a letra ou bêbadas demais para se lembrarem delas. Sorriu, vendo Aye se jogar de joelhos, em algo que em muito combinava com a letra. Então, tão rápido quando pareceu transcorrer, terminou, e não apenas o Shuisky como os amigos e desconhecidos ao redor gritaram, aplaudindo a performance mágica, em muitos sentidos, dos músicos e dançarinas. Um sorriso se desenhava na face de Ivan que, então, divertia-se com a expressão de sua melhor amiga, vendo-a partir para falar com o pessoal da banda e captando por acaso um olhar e um sorriso vindo de um dos cantos do palco; de Sue.

“Sabe,”
– e o olhar de Ivan girou, encontrando Dimi próximo a si, meio curvado para não ter o trabalho de erguer a voz para se sobrepor aos gritos que os cercavam – “quando eu te perguntei o porquê de você ter ficado amigo da Ayesha, você me disse que era porque ela era ‘divertida’. Devo dizer que não acreditei, mas... agora, mais até do que uns meses atrás, compreendo o que quis dizer.” – observou com um sorriso soberbo, mas sem traços de malícia ou o que fosse. Apenas uma constatação genuína e rara vinda do Azarov, a qual nunca chegaria aos ouvidos do alvo do comentário em questão, provavelmente, mas indicava uma surpresa agradável por parte do altivo russo.

“Sempre disse que tenho bom gosto para amigos, Dimi.”
– observou Ivan, divertido, dando um leve empurrão com o ombro no mais alto que sorriu reticente em resposta. Ouviu Nik comentar que ia caçar os amigos dele e que depois encontrava o Shuisky de novo, de forma que este apenas teve tempo de assentir, desviando o olhar do ex-romanov para a figura que avançava em direção a eles – “Mandou muito, Aye!” – alegou em um tom alto.

“Foi uma ótima e inusitada apresentação.”
– concordou Dimi, lançando um olhar significativo para o outro loiro russo próximo.

“Foi do c*ralho!”
– afirmou Zak, não contendo a empolgação – “Da onde saiu... tudo aquilo, Aye?” – questionou admirado, tanto quanto visivelmente confuso. Não que Ivan o culpasse, afinal, de fato Aye parecera outra pessoa.

“Eu sei.”
– disse ante o agradecimento da morena – “Pagarei do meu jeito.” – reafirmou, desviando o olhar enquanto a alemã falava com Darius, a fim de observar o palco, onde as dançarinas se postavam para distrair a plateia enquanto a banda fazia uma pausa, em um sinal de que provavelmente haviam achado uma poção para trazer a vocalista original aos seus sentidos e o show continuaria dali a pouco – “Acho que as garotas vão sensualizar, então a não ser que façam questão de ver de perto, melhor irmos mais pro fundo ou seremos pisoteados por caras necessitados.” – observou, divertido, já virando, pronto para andar por entre a multidão.

“Ei, Ivan!”
– disse Zak, forçando o amigo a parar – “Vamos pegar umas bebidas.” – disse, passando os braços pelo ombro de Dimi e Darius – “Turno de vocês de pegar uma mesa.” – alegou, já puxando os dois loiros antes mesmo que qualquer um deles pudesse protestar e carregando uma baita cara deslavada, que nessa altura é desnecessário dizer que refletia o plano maligno por trás daquela mente maluca de tentar bancar o cãopido, mesmo que o único que soubesse dessas intenções, além do próprio Zakhar, fosse o amigo de infância deste.

“...Às vezes eu tenho certeza que ele é um cachorro. Só isso explica ser tão... Zak.”
– comentou Ivan, retornando alguns passos para pegar a mão da melhor amiga, entrelaçando seu braço ao dela – “Vamos sair desse bolo.” – comentou, lançando um último olhar para o palco e uma piscadela para Sue, que então se encontrava perto de algo que parecia um pole dance. Voltou os olhos para Aye, sorrindo para esta antes de começar a andar com ela junto a si. Parou eventualmente, quando algum grupo surgia querendo elogiar a alemã, fossem desconhecidos ou antigos alunos de Durmstrang, que lembravam da monitora por algum motivo – “C*cete... Agora tenho uma ideia de como é que segurança se sente tendo que lidar com os fãs loucos de famosos. Ainda bem que ninguém tentou alguma gracinha, porque eu não sou profissional e não ia agir como um, nem f*dendo.” – observou, divertido, quando enfim conseguiram deixar a bagunça próxima ao palco, bem em tempo de uma música ter início e as apresentações das beldades dançantes se fazerem. Manteve-a presa junto a seu braço, talvez inconscientemente – o que duvido muito –, avançando para a área das mesas onde, ainda assim, era possível ter uma visão boa do palco mais alto.

“Mas e aí,”
– disse, parando perto de uma pilastra, girando para fitar a alemã de frente e se curvando para falar por sobre a música sem precisar gritar como uma maluco – “como foi estar lá em cima? Curtiu a sensação?” – questionou, divertido, encarando por um momento o sorriso presente no rosto delicado, mesmo que a iluminação colorida e dançante não favorecesse uma visão perfeita – “Realmente, deve ter sido assustador tendo um bando de lobo ali embaixo babando.” – comentou em descontração, pousando uma mão sobre a cabeça da amiga – “E que bom que curtiu, apesar da sua ameaça.” – alegou sorridente, bagunçando os cabelos desta – “Aliás, não sou dado a falar isso, mas dessa vez vou me dar ao luxo:” – observou com um breve erguer de sobrancelha, tendo um sorriso presunçoso nos lábios – “eu não disse que se você fosse no feeling ia destruir?” – observou, adorando estar certo – ou, talvez, ter acertado.

“Foi do c*ralho a apresentação, Aye. Dava para sentir cada palavra, cada tom e, fora isso, tinha que ver a cara dos moleques e o queixo caído que eles ficaram com você sensualizando.”
– garantiu, correndo os dedos pela pele clara, a fim de ajeitar uma mecha dos cabelos castanho-escuro, presa entre a corrente que a alemã usava – “Em especial naquela hora que você puxou o Darius para o palco e deu aquela chegada no loiroso. Inveja rolou solta.” – observou, divertido – “Na verdade, se tivesse sido um tempo atrás até eu teria sentido inveja. Só não sei se de você – porque seu guarda-costas-feat-amigo é bem boa pinta – ou se dele...” – e sorriu com malícia, segurando de leve a base do rosto da Friedrich, mantendo os olhos cinzentos no mesmo nível dos azuis – “O que me faz pensar que ‘tô bem curioso para saber como é que você vai me fazer pagar o que eu devo, se vai me botar em alguma ‘estrada pro inferno’ ou o que.” – alegou cheio de provocação muda a qual era presente no tom, passando ao sorriso malicioso ali desenhado e finalizando no olhar intenso, o qual brilhava junto as luzes que dançavam e mudavam os tons, criando sombras que ocultavam muitas coisas, para a sorte do Shuisky filho da p*ta.

[ Interaction: Zakhar Baryshnikov (NPC); Dmitriy Azarov (NPC); Darius Não-lembro-o-sobrenome-droga (NPC da Dandy); Nikolai Yerokhin; Ayesha Friedrich ]
[ Off: ...’Aff’ para esse moleque. .poker ]

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Ivan Shuisky
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Re: Kremmlin Platz

MensagemIslandia [#179258] por Kristín Árnadóttir » 07 Set 2017, 15:55

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Pela primeira vez desde que havia chegado à Russia, Kissy conseguiu tomar seu café da manhã no horário. Essa coisa de ficar trocando as horas para dormir (devido ao fuso horário) estava acabando com a loirinha e ela parecia não conseguir se acostumar com essas coisas. "Por que simplesmente não me deixaram na França?" Ela se perguntava várias e várias vezes, enquanto terminava de tomar o suco de abóbora. Momentos antes, havia comido pelo menos uma dúzia de biscoitinhos e, se não me falha a memória, umas três tortinhas de morango. Sim, essa garotinha conseguia comer muito e não engordava, prova disso, foi que ela resolveu enfiar mais alguns bolinhos de chocolate para comer mais tarde dentro da mochila que carregava. Kissy usava a desculpa de que doces são viciante demais, de maneira que ela não conseguia se controlar. Claro que para uma criança isso é normal, mas nem mesmo as broncas que levava dos pais eram capazes de colocar uma coleira na boca da menina. "Só quero saber o que eu vou fazer quando voltar para a França." Era uma de seus pensamentos em relação aos doces que acabara se apaixonando na Russia. A possibilidade de pedir para vovô lhe mandar uma caixa imensa por semana passou a circular sua mente e, com um sorriso no rosto, teve a certeza de que isso seria perfeito. É, o avô da menina provavelmente faria isso, caso ela pedisse, já que ele a tratava como se fosse de porcelana. Vai entender...

Não posso negar que Kissy estava ansiosa para descobrir tudo o que a Russia guardava, já que a ultima vez que estivera ali, foram há pelo menos sete anos atrás. A memória dela não era tão boa assim, pelo menos não para coisas desse tipo, já que filmes e histórias em quadrinhos, assim como músicas e nomes de atores dominavam a mente daquela loirinha. Procurou por alguém conhecido que pudesse lhe acompanhar naquela empreitada, mas não conseguiu encontrar ninguém. Matt, seu irmão mais velho, havia sumido e Agnes sua melhor amiga, tinha voltado para França por conta de um problema com alguns parentes. De todo modo, Kissy estava sozinha e, enquanto comia seu café da manhã, tentava recordar de alguém que pudesse ajudá-la. Além dos doces, compras era um dos motivos que a fez querer ir conhecer a cidade, talvez conseguisse comprar uma gaita igualzinha a do irmão e poder fazer algumas brincadeiras. Por que não? Ela sempre fora um tanto travessa mesma.

Já que não havia encontrado um cúmplice, iria sozinha conhecer a cidade. O único risco era esquecer como voltar e não encontrar uma alma caridosa que entendesse inglês ou francês. Mas a animação era mais importante do que o medo de ficar perdida e, com uma olhada na mochila e a confirmação do dinheiro suficiente para algumas comprinhas então, ela se levantou. Começou a andar sem rumo e, se ela pudesse conversar com alguém, diria que a Russia é um lugar magnífico. "Pena que não supera a minha amada Islândia." Pensou a menina, enquanto pegava uma florzinha roxa do chão. Ela observou a florzinha por uns instantes e voltou a caminhar sem destino. Não era nem dez horas da manhã e já estava pronta, pela primeira vez ela não tinha pressa para fazer as coisas. E isso é realmente um milagre, levando em consideração que Kissy sempre deixa tudo para a ultima hora.

Estava tão distraída que sequer reparou que havia um conhecido encostado numa casinha. Foi apenas ao ouvir meu nome que realmente deu atenção a ele. Abriu um sorriso largo e animado, saltitando até ele. - Oi pessoinha, tudo bom? - Perguntou enquanto dava um beijo na bochecha daquele serzinho. - Estou indo comprar algumas coisinhas, quer ir comigo? - Questionou sem de fato esperar pela resposta, uma vez que estendeu mão para a nova companhia e começou a andar, puxando-o consigo. Algo em seu rosto mostrava curiosidade e, para ter certeza de que tudo estava bem, resolveu fazer uma pergunta. - Então, o que esta achando dos chocolates em formato de coração? - É. Ela gosta bastante de doces.



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Kristín Árnadóttir
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