JORNAL LUMMUS

LIECHTESTEIN, 13 de novembro de 2017

Quadribol com Chizácaros
Saiba o que aconteceu no jogo entre Harpias e Bats

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A terceira partida do campeonato de quadribol desse ano estava acontecendo a todo vapor, com muitos gols marcados por ambos os times. Nos primeiros minutos, as Harpias venciam por uma pequena diferença de pontos, mas os morcegos de Ballycastle conseguiram virar o placar do jogo, sagrando-se vencedores após a captura do pomo por seu apanhador, Ichiro Kimura. Porém, essa matéria não é relacionada aos placares, e sim a algo inusitado que aconteceu durante a disputa.

Apesar da espera de doze horas para o início da partida, que originalmente estava programada para começar as 11:00h, jogadores e torcidas permaneciam animados. No decorrer dia, segundo relato de quem acompanhou o jogo, todos começaram a se coçar, até mesmo os jogadores, além de apresentarem outro sintomas, como dores de cabeça e espirros a medida que as horas iam passando. Foi quando perceberam que não se tratava de uma simples alergia. O esquadrão de controle a criaturas mágicas foi chamado, tendo constatado uma infestação de chizácaros, que de tão forte causou a paralisação da partida para que os jogadores pudessem se recompor, enquanto os oficiais do controle de criaturas mágicas de Liechtenstein, liderados por Sammuel Wolters, davam um jeito na infestação.

Pegamos o depoimento do próprio Sammuel Wolters para esclarecer o que aconteceu.

    Antes de qualquer partida ou ações públicas dentro de locais mágicos, é feito uma avaliação de infestação de criaturas mágicas. Devido aos diversos tamanhos e possibilidades de destruição, essa avaliação minuciosa pode levar de três horas a seis meses, dependendo da situação. Pelo que nos foi relatado pelo Ministério Inglês, isto não foi requerido para esta partida por algum motivo e, nos pediu auxílio para avaliar dentro de doze horas o problema. Infelizmente, avaliar Chizárcaros leva pelo menos catorze horas, por serem menores e precisarem de feitiços específicos para determinar sua exata localização. Quando descobrimos, o jogo já havia começado. Tentamos impedir o máximo que pudemos, já que quanto mais tempo os jogadores e torcedores expostos, pior seria a destruição da criatura. Por sorte, conseguimos limpar as vassouras e varinhas dos jogadores e equipe técnicas, como também grande parte dos torcedores. Com o estádio esvaziado, o Setor de Controle de Pestes da Hungria irá cuidar para que não se repita novamente dentro da localização este problema. Por isso, se você, bruxo ou não, veio ao estádio e não passou por uma inspeção, pedimos que por favor vá até o seu Ministério Mágico e peça para fazer uma limpeza e avaliação intensa de seus itens mágicos. Chizárcaros são conhecidos por comer magia... Não queremos ninguém perdendo suas varinhas por causa de uma fatalidade.


Foi procurada também Madú Stein, juíza do jogo, para que desse a sua opinião sobre o ocorrido.

    É claro que isso atrapalhou o jogo! Se todas as coisas estivessem oficialmente em ordem, ambos os times já estariam comemorando a vitória e não jogando pela madrugada. Creio que o Departamento de Esportes aprendeu a lição e agora vai se preocupar em verificar todos os estádios antes de liberar ingressos. Pelo menos, conseguimos algumas pausas que auxiliaram na redução dos efeitos da criatura, para que pudessem acabar o jogo de forma segura. Sabemos que essas coisas podem passar desapercebidas, ainda mais se foi algo que ocorreu entre o dia do jogo e as avaliações e liminares. Entretanto, espero que no próximo nada disso se repita. O quadribol é um esporte muito bonito e cheio de adrenalina, não precisamos adicionar desastres como este dentro de uma partida.


Será que depois desses erros podemos esperar que os responsáveis pela organização dos jogos sejam mais cautelosos em suas inspeções para que nada de pior aconteça no futuro? Só nos resta esperar.

Escrito por: Eillen Hastings

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23/10/2017 às 12:43:30



JORNAL LUMMUS

LIECHTESTEIN, 08 de agosto de 2018.

Torneio Tribruxo – (in)glória estudantil.
Hogwarts mantém viva a tradição do evento mais desejado pela sociedade bruxa ocidental.
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Os séculos se passam, mas a tradição em realizar um dos eventos mais “importantes” do mundo bruxo ocidental ainda perdura: o famoso Torneio Tribruxo. Com a premissa de angariar a glória eterna para o vencedor da competição entre três das maiores escolas nortenhas do globo terrestre, o acontecimento ocorreu esse ano na escola escocesa, Hogwarts, e contou com a participação da comissão de Beauxbatons e Durmstrang.

Para tratar desse assunto, no entanto, se faz necessário explorar seu contexto histórico. Isto é, elucidaremos aqui o motivo de se criar esse vínculo social entre os três institutos escolares.

O Torneio Tribruxo teve sua primeira realização no final do séc. XII, meados do séc. XIII, com o intuito de conectar as três maiores organizações educacionais do mundo bruxo ocidental. Entretanto, como se trata de uma competição que planeja três tarefas que atestem honra, coragem e inteligência dos participantes escolhidos, não há como se ignorar o teor militarizado do torneio. Questiona-se, então, se o real objetivo do Tribruxo é oferecer interação entre as três escolas.

Para além desse detalhe, os documentos ministeriais, livros e referências históricas não deixam de confirmar: o risco ao qual se coloca um alunado nesse tipo de atividade é extremamente alto – para não se dizer desnecessário.

Em 1792 ocorreu mais um Torneio Tribruxo, sediado em Hogwarts, e que culminou no cancelamento (in)definitivo da elaboração de outras edições. A motivação era simples: um basilisco, utilizado para a realização da prova, devia ser capturado e, enquanto não era aprisionado, causou a destruição do castelo, colocando em risco a vida de crianças que não eram escolhidas como campeãs (além dos próprios professores, funcionários e da comissão das escolas convidadas).

Houveram movimentações políticas que valorizassem a existência do torneio, mas o ministério parecia abusar de certa sensatez ao barrar tal prática.

Os anos mais recentes mostram que, atualmente, a política exercida no mundo mágico ocidental é de extrema inconsistência. Apenas no séc. XX foi-se possível reviver o torneio, sob a desculpa de que “tratava-se de um evento culturalmente fortificante, cujo calão é de extrema significância para os colegiados tradicionais.”¹ Essa preocupação, no entanto, não parece levar em consideração trabalhos e pesquisas nas áreas histórica e social da magia quanto à cultura bruxa.

Whisp, em seu livro intitulado “Quadribol Através dos Séculos”, relata a existência de um esporte cujo intuito era coletar pedras caídas de uma altura considerável, enquanto que o bruxo voa em sua vassoura (Racha-Crânio). Essa prática esportiva, no entanto, foi abolida devido à sua alta periculosidade. Vê-se, portanto, que certos esportes e práticas não necessariamente precisam voltar para manter a “tradição” do mundo bruxo em dia.

Sob desculpa de diferença do evento cancelado a partir do séc. XVIII e revivido pouco mais de 200 anos depois, surge a escolha através da idade. Os campeões alunados podem se inscrever a partir do sexto ano de vida acadêmica, o que significa dizer que apenas os mais velhos conseguiriam se inscrever. Isso não quer dizer peneirar os motivos antecessores que fizeram do Torneio Tribruxo um perigo para a população estudantil (sejam alunos, sejam educadores), mas apenas mascará-los para seguir adiante com uma ideia que devia pertencer apenas à história.

A glória prometida aos campões, por exemplo, sobrevive tanto quanto os galeões de ouro fornecidos pelo ministério da magia – muito pouco. Em uma enquete realizada no campus de Hogwarts, poucos foram os alunos que conseguiram citar os campeões de suas escolas na penúltima edição. Mais ainda, apenas 10% dos alunados lembravam-se dos ganhadores da competição que se deu em 2010, quando o evento ocorreu no Instituto Durmstrang. Isto é, a glória de que tanto se fala nada mais é que uma promessa infundada. Em um evento que ocorre a cada quatro anos, como se poderia manter viva a memória de seus campeões? Portanto, podemos concluir que trata-se de uma estratégia para cegar seus seguidores de verem quanta movimentação política ocorre por baixo dos panos. O verdadeiro pão e circo.

Outro fator que faz do Torneio Tribruxo uma competição desumana é a utilização de animais mágicos e não-mágicos para um propósito infundado – se já se sabe que a glória é curta (e não eterna, como promete a propaganda enganosa), para qual motivo, por exemplo, se aprisionaria dragões com o intuito de maltratá-los, apenas para coletar ovos que as fêmeas acreditam ser suas crias? Pufosos foram usados para percorrer uma ilha, coletando objetos brilhantes dos competidores apenas para dificultar o nível do jogo dessa útima edição. Sabe-se, porém, que estudantes mais velhos conhecem mais de magias perigosas; é conhecido também que um dos institutos educacionais permite práticas questionáveis, com carcaças de animais, sacrifícios ritualísticos, entre outros. É de se imaginar, então, que a atração seja prejudicial para a fauna mágica e não-mágica.

O risco físico e psíquico a que se submetem os jogadores e seus espectadores também é alto. Os alunos lidam com desafios que fogem do que é pedagogicamente positivo e recomendado. Enfrentar trasgos, enfrentar-se em duelos, lidar com um ser mágico alto, musculoso e que representa um perigo a qualquer um, são as provas que fazem várias crianças pequenas e desatentas vibrarem de emoção (isso para citar as provas das últimas competições). O troco que se recebe é amargo, no entanto, e poucos parecem realmente preocupados com isso.

Os estudantes que assistem e vibram, aliás, são fomentados desde muito cedo a visualizar aquele evento como “um dos mais importantes da sociedade bruxa”. É uma reprodução desenfreada de um discurso montado e disseminado por um seleto grupo de “entendedores”. O irônico é que, mesmo após tantos trabalhos realizados, mesmo após movimentações históricas que comprovam a desnecessidade da existência de tal competição, os “entendedores” optem por manter a prática, alimentando crianças pequenas com a vaga ideia de “glória eterna”, avisando brevemente sobre os riscos, sem que elas consigam entender a que concordam até o momento em que o fazem.

A autonomia que a educação deveria fornecer aos estudantes, portanto, é esquecida. Já não é uma questão de pesar os pormenores, compreender as entrelinhas, mas sim angariar a tal glória, conquistar um objetivo socialmente imposto por personalidades irresponsáveis – afinal, maioria das escolas utilizam dos meios pedagógicos arcaicos para ensinar seus alunados, o que significa dizer que não são, portanto, fornecidas ferramentas que permitam a autonomia, mas sim que moldem o corpo discente àquilo que se espera dele.

O Torneio Tribruxo mostra-se, enfim, um evento inglorioso, que pauta todas as imperfeições mascaradas em uma sociedade bruxa que não pensa na humanidade dos feiticeiros, mas sim na tradição – tradição deixada para a história, contestada, mas que, de algum modo, mostra-se interessante para um seleto grupo de pessoas das quais as intenções pouco conhecemos.

¹Documentos ministeriais do Departamento de Esportes, assinados pelos respectivos ministros e oficiais do ano de 1990, arquivados na biblioteca nacional mágica de Liechtenstein na sede do Ministério da Magia.


Escrito por: Olla Arendse.

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19/10/2017 às 21:22:45



JORNAL LUMMUS

LIECHTENSTEIN, 01 de Outubro de 2018.

Mais mortes?
"Como o ministério está lidando com mais mortes confirmadas de seus juízes?"
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Nos últimos dias, uma onda de mortes e atentados passaram a assombrar o mundo mágico. Dentro do Ministério da Magia de Liechtenstein, no ano passado, tivemos vários acontecimentos que marcaram a sociedade: morte do Alto Inquisdor e o atentado contra toda a Suprema Corte de Wizengamot, por exemplo. Por conta de todos esses ocorridos, nas mais diversas rodas de conversas de todo tipo de bruxo, notícias incertas começaram a circular. E isso, é claro, como todo boato, começou a causar confusão entre os bruxos. Tudo o que falavam era apenas conversa sem fundamento ou, de fato, estas mortes aconteceram? Procurando esclarecer isto, o Lummus Journal resolveu entrar em ação.

A primeira providência do jornal foi procurar, para tentar esclarecer o que é verdade, Georgine Henriette Marie d'Aviano, que atualmente é Cacique Suprema de Wizengamot, sendo a pessoa responsável pelo departamento mais afetado e, por conta disto, que está acompanhando os trabalhos dos aurores. Obtivemos a seguinte resposta:

    “Os aurores de Liechtenstein estão trabalhando nas investigações das mortes dos conselheiros, tendo o apoio dos Ministérios do Reino Unido e dos Estados Unidos para lhes fornecer o máximo de informações possíveis sobre os conselheiros e os detalhes dos crimes. Eles também estão investigando o desaparecimento do senhor Nicholas Junkle, vendo se tem relação com as mortes ou se trata de um caso específico. Tudo está sendo feito com a maior perícia possível e com uma equipe preparada e qualificada para este tipo de situação com o intuito de achar o ou os responsáveis para que ele ou eles possam ser julgados segundo o nosso código de leis do Mundo Mágico."

Como podemos deduzir, realmente tem algo acontecendo com a sociedade bruxa, as mortes e desaparecimentos acabaram sendo confirmados. Contudo, a origem e as explicações dos mesmos ainda são um mistério, embora alguns dos boatos afirmem o contrário.

Detalhes a respeito dos assassinatos também foram averiguados pela equipe do Lummus, de forma com que podemos afirmar também que, de fato, os corpos dos juízes Jacques Colemman e Panagiotis Tsakonas, encontrados sem vida após terem sido declarados como desaparecidos, possuíam marcas estranhas - características de rituais, possivelmente. Além dos nomes mencionados, também foram encontrados os corpos de pessoas desconhecidas pelo público, dentre eles uma criança, estudante de Hogwarts. O estranho é que, dentre as vítimas, os juízes foram os que mais sofreram ferimentos graves, além de serem os únicos marcados na pele de maneira anormal. Tais informação levam ao questionamento: seriam os dois membros da Suprema Corte os alvos verdadeiros e os demais apenas pessoas que estavam no lugar errado e na hora errada?

A perseguição com o alto escalão do ministério, no entanto, é evidente, conforme comprovam os ocorridos desde o ano passado. Além das mortes do juízes da Suprema Corte e do Alto Inquisidor, também chama a atenção o desaparecimento do juiz Nicholas Junkle, sendo sua última aparição em Orlando. Será ele mais uma das vítimas do assassino e que seu corpo está apenas esperando ser encontrado para aumentar ainda mais a desconfiança desses acontecimentos?

Mas a verdade, é que, apesar destes questionamentos, é até compreensível o motivo de tantas incertezas e omissão de dados ainda em análise. Se qualquer tipo de relato ou ocorrido for amplamente divulgado sem a devida averiguação e comprovação dos fatos, uma preocupação desnecessária poderia ser gerada. Portanto, antes de mais nada, vamos tentar ter certeza das informações antes de agir, causando pânico e alarde sem necessidade.

Escrito por: Eillen Hastings.

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11/07/2017 às 20:20:47

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