JORNAL LUMMUS

RÚSSIA, 01 DE DEZEMBRO DE 2014

UM CONVIDADO SUGESTIVO

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Prenci von Neuchatel, 35, em chá da tarde realizado em Durmstrang no ano letivo passado.


Enquanto as outras duas escolas registram problemas, Durmstrang parece alheia a essas cogitações. O começo do ano letivo foi aventuroso para os alunos mais sapecas, que se arriscaram pelos corredores do navio que os entrega às terras geladas onde fica a escola russa. Somente no ano passado algo de estranho ocorreu, envolvendo o desaparecimento de um aluno – também monitor chefe – Gustaph Hoffmeister, cujo paradeiro continua misterioso, oficialmente falando.

As únicas mudanças apresentadas por Durmstrang foram os horários e método de ensino. Aparentemente, a escola quer voltar às origens, trazendo a rigidez de outrora para os corredores e vivência acadêmica. Munidos de salas de treinamento, horários militares, atividades exaustivas, os alunos das duas casas, Rurikovich e Romanov, passam por um árduo processo de reavaliação mental e física.

Questionado sobre os métodos impostos pela academia, Cameron Gallagher frisa que tudo o que é feito possui um selo certificador do conselho estudantil, bem como é repassado para os responsáveis, e visa a melhoria do rendimento escolar de seus alunos. “Não veja esta mudança como algo negativo por inteiro. Sim, os alunos precisam sacrificar horários livres. Contudo, aprendem mais agora do que anteriormente, afinal, é esse o objetivo principal, não é?”, comentou o homem, parecendo apático e com olheiras enormes. “E nós, professores, damos nosso máximo para que todos superem as expectativas.”, concluiu, com um sorriso que não esconde seu cansaço.

Svetlana Shuisky não parece divergir do que era antes, ainda que mantenha um ar um pouco mais sério. A mudança veio, no fim, de Prenci von Neuchatel, segundo deixou a entender no jantar de início do ano letivo. Neuchatel é também novo docente na cátedra de Psicologia das Guerras e foi especialmente designado pelo ministério à Durmstrang no ano letivo passado, a fim de avaliar o aprendizado dos estudantes. “[...] visto o que foi dito por muito e o que se mostrou visivelmente necessário, este ano optaremos por uma maior rigidez, tanto na didática aplicada, como no comportamento esperado dos docentes e dos senhores (discentes)”, comentou no jantar.

Prenci passou os dias anteriores conversando com os alunos em reuniões pequenas, questionando o que achavam necessário para Durmstrang, quais os pontos negativos e positivos, recolhendo sugestões e opiniões. No fim, conclui-se que toda a conversa tenha sido a causa da mudança impactante no instituto, e ainda deixou aparentar que aquela foi a escolha daqueles que estudavam ali.

“Eu, ainda que em parte prossiga sendo um conselheiro do ministério, acima de qualquer coisa, estou responsável por garantir que tudo ocorra nos conformes, e, claro, utilizando-me de meu conhecimento adquirido em meus anos de serviço e estudo de Durmstrang, auxiliá-los de que modo for, em qualquer assunto que lhes interessar”, finalizou o homem no jantar de boas-vindas. Resta-nos saber se Prenci fará realmente um bom trabalho no instituto, bem como se Lana Shuisky estará de acordo até o fim.

Escrito por: Gavriil Björkmann.

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07/12/2014 às 12:28:50

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