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DCAT 5º ANO: AMIGA É PARA ESSAS COISAS…

Pontuação: 10 pontos

por Lara Lynch » 17/07/2016 às 04:16:34
Título: DCAT 5º ANO: AMIGA É PARA ESSAS COISAS…
Lara Lynch
 

{ AMIGA É PARA ESSAS COISAS… }


Como tudo aquilo era complicado. Tantas semanas estudando a mente humana, os sentimentos, as emoções e as expressões nas aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas e eu ainda me sentia tão insegura. Fechei o livro que estudava da disciplina, depositando-o na mesinha de cabeceira e me largando sobre a cama. Procurei por meu volumoso travesseiro para abraçá-lo, deitando de lado e encarando – com um olhar perdido – o bruxulear nas chamas da lareira do dormitório feminino da Corvinal. Não sabia explicar o que estava acontecendo comigo desde que começamos a nos aprofundar nesses assuntos, sentindo como se tivesse um buraco no peito, faltando alguma coisa, que eu não sabia o que era. Virei-me no colchão, fitando o dossel azul claro que protegia meu sono e colocando meu braço esquerdo atrás da cabeça. - “O que é isso? Cada vez mais eu entendo menos as coisas...”

Distraída, não percebi a presença de outra pessoa no quarto, que foi se aproximando sem provocar barulhos chamativos e se sentou na ponta da cama, ao meu lado, tocando em minha coxa. - O que está acontecendo, mocinha? Está muito pensativa ai. Você não é de ficar quieta. O que está acontecendo? - Thessália expressava sua preocupação delicadamente, com um sorriso tranquilizador estampado no rosto. - Sei lá. Acho que não é nada. - Respondi, me ajeitando no colchão, cedendo espaço para morena se acomodar melhor, e apoiando minhas costas na cabeceira. - Nada não é. Você não é assim. Conta ‘pra mim, vai? Abra seu coração. - Ela insistia, apoiando-se nos meus joelhos dobrados. - Eu não sei, Thess. Eu não sei. - E uma vontade repentina de chorar me veio, fazendo-me pular nos braços da minha amiga, ao passo que as lágrimas escorriam por minhas bochechas, causando o espanto na corvina recém chegada.

Dando-me o apoio que podia, a garota aguardou que meus ânimos se recompusessem para continuar a questionar-me novamente. - Gente! Algo muito sério aconteceu. Você vai me dizer agora. E quem quer que tenha feito isso contigo, vai se ver com meus punhos! - Ela dizia, secando meus olhos com os dedos, e me fazendo soltar um riso tímido. - Palhaça! Você não pode bater no professor de DCAT. - Comentei, vendo a interjeição na cara da menina e continuando com a palavra. - São esses estudos que estamos nos aprofundando ultimamente. - Indiquei o livro na mesinha. - Eu não sei o que há, mas é como se o mundo fosse perdendo o colorido e eu começo a sentir um vazio aqui dentro. - Disse, pondo a mão no peito, encarando a amiga com uma expressão triste. - Deixa eu ver o que você estava lendo. - Thessália pegou o pesado livro e foi folheando-o até chegar a parte onde um marcador de página da Sakura se encontrava e começou a ler o que nele havia.

- Acho que eu sei o que está acontecendo com você, Lalá. - Iniciou a explanação, fechando o livro e colocando-o em seu colo. - Você é uma esponjinha! Está passando por várias coisas e não está se abrindo com ninguém. Ai fica estudando sobre psicologia humana e, mesmo sem saber, isso vai mexendo com o que está ai dentro. - A morena completou, fazendo com que eu me surpreendesse com suas conclusões. - Pode ser que seja isso, mesmo. Mas como faz para isso voltar a ser como era? - Perguntei, aflita. - Não sei como fazer retornar. De verdade! Talvez isso tudo seja coisa da idade e você ainda está entrando nas paranoias tarde demais. - Ela riu. - Será que esse vazio tem o nome de alguém? - Disse estreitando os olhos e erguendo uma das sobrancelhas de maneira insinuativa. - OK! Você conseguiu! Estou ótima. Agora chispa fora daqui, porque temos que acordar amanhã cedo. - Fui expulsando a garota da cama e guiando-a para fora do dormitório. - Hey! Eu também durmo aqui! - Exclamou. - É verdade! Mas o assunto acabou. Estou ótima! Até amanhã! - Larguei-a, retornando à cama e fechando o dossel entorno da cama. Era hora de pregar no sono, querendo ou não.

A noite passou e a rotina de aulas se iniciou, como já era previsto. A diferença era que eu estava fugindo de Thessália como o diabo da cruz. Sabia que a menina iria ficar em cima de mim, como se eu fosse um caso a ser investigado e eu não estava com a menor vontade de participar desta brincadeira. - “Aquele namorado antigo da Thess bem que podia voltara a pentelhá-la, né? Quem sabe assim eu conseguia um pouco de tranquilidade. Seja por eles fazerem as pazes, seja por ela se ver ocupada demais dando foras e empurrões no garoto até que ele se cansasse.” - Meus pensamentos já viajavam por medidas desesperadas como esta, pobrezinha.

Todavia, o destino era um travesso de marca maior e – justo na aula de Defesa Contra as Artes das Trevas, cujo tema seria a prática da Legilimência e da Oclumência – a morena conseguiu me encurralar, de modo a obrigar-me a ser sua dupla. - Como você é insistente... - Afirmei, movendo minha cabeça negativamente. - Você não viu da missa a metade. - Thess respondeu triunfante. - Contudo, a aula não é para ser um interrogatório e você não vai usar legilimência contra mim. Já estou avisando. Quem vai fazer isso sou eu! - Expus minhas condições para que continuássemos a tarefa, o que ela concordou, sem maiores reclamações. - “Ela concordou comigo muito rápido. Deve estar tramando alguma coisa pelas minhas costas essa sacripanta!” - Pensei ressabiada.

- Legilimente! - Conjurei o feitiço, apontando para minha amiga, conforme o professor havia nos instruído e eu havia aprendido material didático, entretanto algo estava estranho – ou parecia errado. Estava tudo escuro ao meu redor, porém eu conseguia me ver naquele ambiente. Tentei avançar para algum lugar diferente, caminhando adiante, mas o mesmo negrume permanecia me cercando. Eis que o breu começou a se contrair em si mesmo, abrindo rachaduras de luz, que aumentavam pouco a pouco, revelando a arquibancada de um estádio de quadribol. - “Ué! O que é isso? Será a lembrança da Thess?” - Fui caminhando pelo local, desviando e, por vezes, atravessando as pessoas que circulavam. Então, tudo se fez claro em minha mente. - A Thess bloqueou minha legilimência e ainda invadiu minhas memórias!!! PILANTRA!!!

Revelado o plano da mocinha, esta surgiu diante de mim com um riso sacana, que só aumentava meu descontentamento. - O que foi que eu falei contigo antes de começarmos o treinamento?! - Esbravejei, enquanto a morena levantava as mãos e, de modo sarcástico, respondia que ela apenas era uma melhor oclumente que eu era legilimente. - Cara de pau! - Continuei a encará-la com os olhos cerrados. - Hey! Antes de ficar soltando fogo pelas ventas! Vamos ver o que dizem suas lembranças. - A corvina disse, caminhando até a ala em que era possível ver uma versão passada de mim mesma, acompanhada de Sean von Vöwell e seu irmão caçula. - Então é esse o nome do vazio? - Ela me provocava. - Não perca a noção do perigo, Thess. - Alertei-a, que reagiu com um sinal de zíper frente a boca. - Melhor assim.

Assim, revisitamos a cena do quadribol, onde Sean havia me convidado para acompanhá-lo para assistir ao jogo de um parente seu, de quem havia ganhado alguns ingressos especiais e no meio da partida ele me defendeu de uns baderneiros que tentaram me fazer mal; as férias escolares no triângulo das Bermudas, em que fui apresentada a Maisha, uma antiga amiga do rapaz que, anos antes estudara em Hogwarts, mas pediu transferência; e, por fim, o dia em que recebi uma carta do garoto, que tinha sido transferido para Durmstrang no início daquele ano, contando-me que iria se casar com Maisha, pois a havia engravidado, fazendo-me debulhar em lágrimas.

Então retornamos à nossa consciência normal, na sala de aula de DCAT, fitando uma os olhos da outra. - Era isso que a incomodava? - Thessália me indagou, surpresa, ao final das cenas. Eu não sabia o que responder, apenas desviando seu olhar. Também era uma novidade para mim. Como eu saberia que aquilo que estava sentindo não era uma mera falta. Sequer havia conseguido relacioná-la ao garoto! - Parece que sim. Mas eu não sabia que eu tinha algo por ele. - Comentei sinceramente, aflita pela descoberta. - Não fique assim. Eu estou aqui para ajudá-la no que for preciso. Vamos remendar as rachaduras desse coraçãozinho. - A morena disse, abraçando-me forte em seguida, o qual retribuí com igual intensidade. - Desculpa por tem brigado com você! Você é a melhor amiga do mundo! - Falei agradecida, obtendo a resposta mais verdadeira de todas: - Eu sei!


[ Observação: Aprendendo a habilidade empatia. ]

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Isabelle Revolverheld :) 17/07/2016 às 04:21:36