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Herberge und Taverne Vöstkolkk

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Re: Herberge und Taverne Vöstkolkk

MensagemUcrania [#214648] por Viktor K. Zolnerowich » 01 Jun 2021, 09:28

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Ouvir o cara falar sobre o 'lance' dele me fez voltar ao tempo quando era moleque. Alguma invejinha parecia surgir, embora não fizesse do meu feitio. Havia certa inocência nas falas do guarda-caça. E eu nunca as tive, nem mesmo com amor. Puxar da memória aquele ponto me fez constatar a realidade de que nunca havia sentido aqueles bagulhos todo. Com Victoria, bem da verdade, senti meu chão ruir, num amor e relação aparentemente bem diferente daquele. E ainda, somente após mais de três décadas de vida. Aquela princesa sueca que agora jazia na terra a sete palmos e uma vida de distância de mim.

Embora tivesse bons momentos com Lilith e, inclusive, densos sob perspectiva de sentimentos e entrega, via-me por vezes com um pé atrás com a bruxa: casada e que trazia consigo histórias e características singulares as quais não estava acostumado a lidar. Exigia-me mais tato, algo não requerido nem mesmo com Victoria, cujo primeiro contato que tivéramos havia sido com meus serviços para matar seu irmão, herdeiro do trono de seu país, para lhe garantir a coroa a qual ela achava sob direito lhe pertencer.

- E sinto que alguém tá laçado - fitei-o rindo sobre sua paixonite e mais ainda por sua resposta em seguida. - tá laçado mesmo hein? - soltei pelo 'nó cego'. - olha que às vezes é bom deixá-lo meio frouxo. Caso dê alguma merda, pelo menos você não morre enforcado. - brinquei, embora sob verdade no conselho. - mas, quem sabe o laço não acabe ajudando você a se amarrar num canto só, não é? - concluía, nos pontos positivos do assunto. – É bom... tenho que concordar... - ri, sob resposta a sua citação histórica. - Bom que aqui seria voluntária a morte por enforcamento... Dada de coração. - brinquei com o trocadilho, ouvindo outro como resposta. - olha... isto não é algo que se diga para um professor de Artes Ocultas, - disse descontraído - mas, anotado, Blackowood -referia à sua torcida em ver seu coração servir para um bom sacrifício.

- Durmstrang é legal... você não gosta? - inquiri após ele lançar a possibilidade de sair, devido ao seu lance, caso ela o puxasse para outro lugar. - Não se vê lá muito tempo? É verdade que tem que ter saco às vezes para aguentar aquele conselho, mas, é respirar fundo, revirar os olhos e tomar umas para ajudar a espairecer. Se depender de mim, só saio de lá se Mountbattem me expulsar - sorri, tragando o cigarro. Mas, o cara disse apenas querer um lugar diferente para morar. E concordava com ele. Viver na escola a maior parte do ano era de enlouquecer qualquer pessoa. Dava graças a quem quer que fosse pelos meus moleques existirem e poder justificar minhas saídas frequentes do Instituto às noites. Não dava para usar o MC. Talvez a loja ajudasse também; refletia, enquanto o ouvia, apesar de nunca a ter usado.

- Às vezes é bom dar uma colorida nas coisas, não acha? - retorqui sobre sua trajetória em vários países até chegar onde estava. Talvez o motivo que o fizera fazer não fosse lá agradável; dava a entender pela sua frase, mas, salpicar tragédias com açúcar as ajudasse a descer melhor. Embora ali, utilizássemos o álcool para confortar certas memórias amargas. - acho que a minha trajetória vai demorar para cruzar continentes. - respondia ao título de nômade voltando às origens. - Na verdade, acho bem difícil isto acontecer. - refleti por fim, num sorriso. Achava praticamente impossível sair daquela ponte entre os dois países eslavos, pelo menos no que tangia à morada. Negócios nunca me prendera em terras estranhas e agora ainda mais com uma criança à caminho. Talvez, só sairia de Kiev morto, fazendo do ato até romântico senão fosse seu cenário sanguinolento.

- A comida aqui para mim é tranquila... - e senão fosse, comeria do mesmo jeito. Todavia, bem da verdade, para os críticos gastronômicos, a taberna era bem fraca neste requisito; valia apenas duas estrelinhas douradas. Talvez, por ser a única na região não se via forçada a melhorar seus serviços. Aquele "pegar ou morrer de fome".- Não entendo de gourmetização à mesa - soltava irônico, afinal, a onda era esta, não era? - matando a fome é o que importa. - nada de pratos cujos preços se pagava o rim, mas, tão logo chegasse ao estômago a digestão já havia sido feita no caminho dado ao tamanho do bagulho.

- Podemos pedir batata frita e joelho de porco, o que acha? O deles não é ruim. - depois me toquei de que aquela frase havia soado estranha, mas, prossegui. - Tem mais carne. E talvez a garçonete escolha bons joelhos para nós... - soltei com ligeira malícia, levando o cigarro novamente à boca. Blackwood considerou uma boa pedida. Tínhamos o mesmo ponto de vista no assunto, aparentemente. - Que bom que não é vegetariano... - sorri, aliviado, soltando uma bola disforme de fumaça entre os lábios ligeiramente secos os quais tratei de hidratar com mais álcool. - Senão ‘tava ferrado aqui. Minha coroa sempre fala que não se deve confiar em alguém que só come mato e verduras... De vez em quando ela dá umas dentro - brinquei, lembrando-me da matriarca Zolnerowich enquanto buscava com o olhar a garçonete, chamando-a à mesa. - Vai querer outra cerveja? - perguntei, pedindo outra para mim, porém, de estilo diferente; uma mais amarga e 'clara'.

Não demorou muito para a jovem nos trazer o pedido. Podia-se ouvir a gordura quente estalando sobre a pele pururucada do joelho que vinha acompanhado de batatas fritas salpicadas por queijo, aquele meio laranja, e bacon. Posteriormente, tratei de acrescentar ketchup à minha porção. Minhas artérias talvez se retorcessem. Não era incomum suas ojerizas por meus gostos alimentares. Todavia, tratava de acalentá-las com doses extras de exercícios físicos. Meus inimigos também agradeceriam por certo. Não teria de solapar uma pança de lobó em suas caras, sob um cinto apertado.

- Pegou bons joelhos e pôs mais batata frita nesta poção que o comum, né Ianova? - questionei a garçonete sob um sorriso arteiro nos lábios. Ela me respondeu numa piscada travessa e considerei que havíamos feito um bom negócio em ir ali. - uma vez, um colega me falou - soltava enquanto via a garota se afastar, levando nossas garrafas vazias e se aproximando de novos clientes. - para não deixarmos eles putos. - referia à garçonete. - Ele falava direto que cuspia nos pratos de clientes pau no c*. - molhei mais batata numa quantidade avantajada de ketchup para depois começar a descarnar o joelho com o garfo. O cigarro foi deixado de lado com displicência; amassado à mesa, sobre onde deixaria seu rastro de existência, para depois ser jogado janela a fora.


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Re: Herberge und Taverne Vöstkolkk

MensagemEstados Unidos [#214879] por Noctis Blackwood » 08 Jun 2021, 22:57

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HAVE a NICE day


      Seu comentário a respeito de Gwen não havia passado batido e sinceramente, ele não se incomodava. Sentia-se um adolescente, deixando o sorriso desabrochar toda vez que falava da pessoa em que estava interessado. Lhe era divertido. — Tomara que seja um nó cego. — Disse, bebericando um pouco de sua bebida enquanto o ouvia falar sobre como a corda deveria ser amarrada. Um nó cego o mataria enforcado, já o mais fraco poderia libertá-lo com facilidade. Viktor possuía umas ótimas tiradas e isso o deixava entusiasmado. — Não seria a primeira vez que bruxos morreriam enforcados… ia torcer para ser um bom sacrifício. — Acrescentou com graça, aproveitando sua cerveja. Fazia um bom tempo desde a última vez que bebera uma.

      O Blackwood quase engasgou com o gole quando escutou o trocadilho. Por um segundo havia esquecido a matéria a qual Viktor lecionava, um professor de Artes Ocultas saberia dar um fim a um coração. — No que depender de mim, vai demorar um pouquinho para ser utilizado. — Respondeu, gesticulando com as mãos, aproximando o dedo indicador ao polegar para indiciar o tempo que faltaria para que aquilo acontecesse. Noctis limpou a garganta e continuou se distraindo com o mais velho, conversando sobre trivialidades que para eles, acabava sendo novidade. Mal se conheciam e tudo acabava sendo uma espécie de interrogatório, o que era totalmente compreensível. — Ah, acontece... eu que dificilmente fico parado. — Disse, relembrando o assunto de sua trajetória nômade.

      — Acho que essa é a primeira vez que fico num lugar por muito tempo. — Viver foragido e usando rostos alheios lhe faziam ir para muitos lugares por esse mundo afora. Não era apenas a falta de licença e sim, todos os problemas que vinham por parte de sua ascendência mágica. Algumas pessoas viam sua maldição como um dom raro demais e gostavam de ter lobisomens como bichos de estimação. Desde quando conseguiu fugir, decidiu que nunca mais ficaria preso outra vez. — Acredito que vai ser meio difícil ficar parado com ela, mas sei lá né... vai que consigo um lugar fixo, diferente de Durmstrang? — Respondeu, meneando a cabeça enquanto se permitia pensar naquela probabilidade. “Será?”, era um passo verdadeiramente sério.

      Após suspirar, pensou um pouco nas palavras que havia pronunciado e notou que davam margem para uma interpretação contrária da qual havia falado. — Sim, gosto... Durmstrang é ótima. Quis dizer que a escola é o único lugar em que fico, seria bom um lugar diferente pra morar. É disso que estou falando. Até tenho um cantinho, mas é bem distante daqui, pequeno...— “Horroroso”, era a palavra que queria usar para seu esconderijo quando o cerco se fechava. Mas, não precisava dar tantos detalhes. — Seria bom um lugar melhor pra passar nas férias e tudo o mais. — Por mais que gostasse do tempo frio daquelas terras, um pouco de sol não lhe faria mal algum. Aquilo o fez pensar quando foi a última vez que pisou nas areias almofadas de uma praia… fazia muito tempo mesmo.

      O Zolnerowich pensava um pouco diferente, mas isso não o incomodava. Era comum ter apego emocional à sua terra natal. Ele mesmo tinha um pouco disso, mesmo não desejando passar o resto de sua vida engaiolado nos Estados Unidos. Seu patriotismo podia ser executado fora de Seattle. Estava quase terminando sua garrafa quando o mais velho avisou que era um local em que a comida caía bem na barriga e matava a fome. — Eu concordo com esse pensamento, não sou fresco com comida. — Acrescentou, lembrando-se de sua mãe sempre elogiá-lo por conta disso. Tratou de jogar aquela voz para bem longe para se concentrar no presente. Sentiu a boca salivar só de pensar em batata frita. — É um ótimo pedido, não me oponho a nada. Carne é sempre prioridade. Não sou coelho. — Não que verduras não alimentassem, mas era necessário comer em muita quantidade para que acontecesse e… quem comia salada num bar? Jamais cometeria tal sacrilégio, mesmo não sendo nem um pouco religioso.

      — E eu concordo com sua mãe. — Complementou o comentário do loiro sorrindo descontraído. Ao ver a garçonete se aproximar novamente, aceitou o pedido da nova bebida oferecida por Viktor e deixou seu corpo relaxar um pouco mais sobre a cadeira. — Por favor. — Disse em tom encarecido. O botão de desligar não seria apertado tão cedo. As garrafas não demoraram para vir e logo Noctis estava sorvendo aquele novo sabor, sem retorcer o rosto ou algo do tipo. Não tinha problema com bebidas amargas e de certa forma, seu paladar seria aumentado. Cerveja nunca foi uma bebida que lhe encheu os olhos, mas não era algo ruim de apreciar. Whiskies eram muito mais austeros e não deixava de ingeri-los, com ou sem pedras de gelos de água de coco ou o que quer que inventavam para torná-los mais aprazíveis.

      A garçonete não demorou para retornar e descobriu seu nome, ou melhor, sobrenome, ao ver Zolnerowich mexendo com ela. Ele era um cliente frequente e podia fazer aquilo. Se fosse ele em algum lugar que tivesse mais liberdade, faria o mesmo. O cheiro de joelho de porco estava agradável ao seu “focinho” e podia sentir seu estômago roncar com a chegada de alimento. — Obrigado. — Disse ao vê-la colocar o pedido sobre a mesa. Com vontade, Noctis abocanhou um pedaço da carne de porco, ouvindo a história sobre não provocar os atendentes daquele bar. Ele não tinha costume de fazer tal coisa, mas era sempre bom ser informado. — Hmmm, então eles acrescentam um tempero especial e fresco na hora da entrega? Espero nunca irritá-los. — Bebeu um grande gole da bebida, em seguida, serviu-se novamente. Um pouco da batata e um pouco da carne suína, colocando ambas na boca.

      Estava feliz por comer algo gorduroso e ao mesmo tempo tão familiar. Não era comum esse tipo de comida ser servida na escola,o que era compreensível senão, ao invés dos alunos ao invés de treinos matinais, teriam consultas com cardiologistas.



With: Viktor Zolnerowich.
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Re: Herberge und Taverne Vöstkolkk

MensagemUcrania [#215041] por Viktor K. Zolnerowich » 18 Jun 2021, 16:53

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- Sim... - sorri enquanto mastigava o joelho de porco. Não sei se era a fome, mas, p*** que pariu... estava muito boa aquela parada. A pele crocante por cima quebrava nos dentes; a saliva vinha quente querendo domá-lo à boca. Às vezes, a vontade era até de deixá-la ali mais um pouquinho para aproveitar aquele tesão gastronômico. Não estava gorduroso em excesso, mas, no ponto, aquele retrogosto defumado também sentido no molho de acompanhamento do prato; aquele tal de barbecue. O doce do ketchup também trazia um toque adicional, por vezes, quebrando o sabor base. Quem me vê falando assim, pode até imaginar que entendo alguma coisa de rango, mas, não entendo merda nenhuma não. Só sabia apreciar as paradas. Sinal também de que o cigarro não havia me tirado o paladar, igual muita gente enche o saco pra falar.

A bebida também ajudava a incrementar estes sabores. Também não entrava na vibe de um expert no assunto. Mas, curtia beber. Cervejas eram muito leves para o paladar russo, ucraniano geralmente. Inclusive, ela só foi considerada álcool por aqui a partir de 2012. Sim... podem rir. Talvez, daí minha resistência ao álcool. Acostumado com vodka quase que na mamadeira. Ademais também, já havia passado da fase de beber qualquer porcaria só para ficar no grau. Assim, havia aprendido a apreciar aquela sensação amadora da bebida. Ali, ela trazia uma pegada a mais de lúpulo, aquele amargor visto em algumas ervas preparatórias daquelas bichações inglesas de chás. E considerei uma boa harmonização pro meu prato junto com a batata frita e mais molhos. Talvez, minhas artérias fizessem até um rebot com tanta caloria, gordura, álcool, cerveja. Me questionar de como ainda não tinha alguma doença crônica me era automático ao olhar para aquela mesa. Contudo, treinava e tinha Lilith, outro treinamento físico, embora, dada a sua condição, as frequências houvessem diminuído um pouco.

- A variedade do tempero extra também varia. - engoli e bebi um pouco da cerveja - dando margem à nossa imaginação sobre o que mais eles podem por. - soltei divertido. Porém, não era o caso nosso. Ivanova jamais faria isto. Com a gente. - tinha um filme trouxa, aliás, esqueci o nome dele agora - peguei mais do joelho, passando no molho para depois tragá-lo. Movimentava um pouco as mãos com o garfo; minha coroa talvez ficasse p*** com o gesto, afinal, não era 'educado', porém, estes zelos à mesa eram mais exigidos quando era pivete. - era da década de noventa; estes de adolescentes idiotas americanos, sabe? - tentava puxar na memória o nome, mas, estava na 'ponta da língua'. A merda, no entanto, não vinha. Depois também me toquei do fato de estar falando com um americano sobre filmes idiotas americanos, talvez, ele se sentisse com o orgulho nacional ferido, apesar de que não fizesse o gênero do cara estas afetações patrióticas. - o cara tirava os pelos do saco para pôr na pizza. - gargalhei com a cena à mente - não deve ser muito fora da realidade, de fato. - sorri, enfiando mais outro pedaço do joelho, junto, desta vez, com a batata, na boca.

- Exato, este mesmo. - Blackwood havia se lembrado do nome do dito cujo filme. - rolava muita merda televisiva naquela época, não? Tinha outros que também eram engraçados - forcei mais a memória para desta vez ela me ajudar. - American... American pie? - me autoquestionei, mas, logo depois, agradeci-me mentalmente por ter trazido o nome certo. - eu naõ era tão novo assim quando isto rolava na TV, lembro que nem em Durmstrang estava mais... - sinal que não tinha nada de útil para fazer na vida, ele poderia pensar. Contudo, não deixava de ser verdade. Meus anos sabáticos foram consideravelmente longos. Quase uma década perdida (ou não, a depender do ponto de vista). Blackwood também tinha 'aproveitado' desta fase de seus compatriotas de fazerem merda; mas, ele não estava errado de que pelo menos elas nos faziam rir; a maioria, no entanto, foi fazendo tantas sequências que se perdeu na própria criação.

- Mas, e ai, gostou do rango? -puxei mais cerveja para dentro, quase acabando com a garrafa. O joelho praticamente no fim.- verdade... - concordava com o bruxo - a galera se empolga com o dinheiro chegando fácil e acham que o sucesso é eterno. E não só em comédia, ne? Aqueles dos caras dos carros também. - forcei novamente a memória, considerando-a meio fraquinha para o momento, diga-se de passagem. - velozes e rápidos... não.... - gargalhei ao ver a gafe. - velozes e furiosos. Acho que já foram uns dez filmes já e o povo não desiste. - finalizei a garrafa, molhando mais batata no ketchup, limpando os dedos rapidamente com a língua. - exato... - concordava com Blackwood. - Até para nós bruxos acostumados com coisas 'sem noção', eles extrapolam a razão. -acrescentava às invenções citadas pelo bruxo como chamariz para dinheiro de trouxas; e aqui, no mau sentido, trouxa de burro mesmo.

- E você também viveu com trouxas? - era óbvia a resposta; a conversa fluiu com a temática que seria totalmente desconhecida para alguém bitolado no Mundo Mágico. Talvez ali estivesse outro funcionário de Durmstrang 'amante de trouxas'. O Conselho envergaria os ossos se nos visse ali, pensei divertido. - Mas, seus contatos trouxas eram somente com seus amigos? Nada de parentes? - questionei-o casualmente - sempre vivi com trouxas - adicionei, não sabendo porquê - não mágicos... - era como os americanos os chamavam. Preferia esta terminologia, embora, pelo uso, o 'trouxas' sempre fosse mais fácil de vir à mente- desde quando era pivete, mesmo vindo de família bruxa. - havia um certo orgulho naquilo, percebi. As escolhas de meu velho foram certeiras em influenciar o meu futuro, embora de início fosse relutante por rebeldia ao paizão. E também ao contrário de Nadya, minha mana morta, que, a despeito de sua criação, tomara rumos totalmente diferentes. Talvez, ela fosse a ovelha negra da família. - meu coroa acabou se afastando dos bruxos ao longo de seus anos. - e não conseguia me ver em outro lugar além do qual eu estava; sem o clube, sem aquele mundo que, apesar dos pormenores, eu amava e vivia por ele. A escolha em ser professor concomitante talvez fosse meu inconsciente ou um desejo não tão íntimo de também não me afastar do Mundo Mágico. Afinal, também curtia a magia, ser bruxo. Ela me era muito conveniente.

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Notes: estava com fome quando montei o post mimi
Ficou meio bleh, mas, tava afim de escrever .u.u
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