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Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

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Herberge und Taverne Vöstkolkk

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Herberge und Taverne Vöstkolkk

MensagemRussia [#146502] por Guardião Russo » 04 Abr 2015, 17:03

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Por se tratar de uma pequenina aldeia absolutamente isolada de qualquer civilização, Ek-Tagh possui uma única taverna e hospedaria conjugadas, que dão algum conforto para os viajantes fatigados e moradores lacônicos do local. A única lareira conectada à rede internacional de Flu se localiza no estabelecimento, de forma que os visitantes não precisem sequer sair do ambiente aquecido e quase-confotável para encontrar algum abrigo e comida.

Os quartos localizam-se no piso superior, pois no térreo é onde o proprietário, Herr Henrich Vöstkolkk atende aos anseios dos amantes do alcool e aquece aos demais com as legendárias sopas fumegantes de Ek-Tagh. Não é, de longe, um local que se possa receber mais de duas estrelas, também não é o mais limpo, ou o mais sossegado, mas que escolha você tem? Ou é a estalagem Vöstkolkk, ou é a sarjeta congelada.    
Guardião Russo
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Re: Herberge und Taverne Vöstkolkk

MensagemAlemanha [#159761] por Alphonse Derek Friedrich » 18 Mar 2016, 14:13

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“Para se ser feliz até um certo ponto é preciso ter-se sofrido até esse mesmo ponto.” – Edgar Allan Poe.




                Ele se lembrava muito bem. Ansioso. Mesmo que a expressão neutra o alemão estava ansioso enquanto segurava o anel que o pai havia lhe dado quando tinha seis anos. Seus olhos esverdeados encarando a foto de uma das casas que sua pequena família viveu, com eles estando na frente, ele deveria ter uns dois anos pela imagem que via, ele no colo do seu pai, Ayesha deveria estar para completar um ano, pequena no colo da mãe, com aqueles olhos sempre tão febris e curiosos, enquanto ele tentava chegar até ela, seus pais rindo um para o outro, provavelmente alguma piada fora dita por Adrian, por causa da atitude do filho indo de encontro a irmã, o sorriso de Katherina comedido, mas mesmo assim alegre, como se nada no mundo fosse melhor do que aquilo.

                Alphonse suspirou pesadamente, seu uísque de fogo a sua frente intocado, o movimento do pub mal sendo notado por ele, mesmo que às vezes ele erguesse a cabeça, a procura da pessoa com quem viera se encontrar, uma que não via desde que tinha sete anos, a mesma pessoa que havia entregado aquele anel que ele rodava em seu dedo, tanto tempo se passara, ele agora já era um adulto, formado, e com um emprego e, infelizmente, deveres da realeza, mesmo com sua suposta abdicação. Ainda lhe era estranho pensar que apenas ele se recordava daquele tempo mais simples, daquela vida normal e bela que ele e Ayesha tiveram com os pais. Alexis ainda nem era nascida, na verdade fora concebida naqueles últimos meses de paz e alegria. Mas, mesmo assim para o alemão era difícil ser o único que se lembrava, Ayesha teve sua memória apagada, e ele fingiu, e fingia por anos que acontecera o mesmo com ele. No entanto, a proximidade de sua irmã com a verdade o deixava preocupado com o que Adrika faria, com o que poderia acontecer a Katherina, sua irmã.

                Contudo, esses pensamentos para segundo plano na mente do rapaz, assim que seus olhos focaram na figura familiar que adentrava o pub, traços que ele via toda vez que ele se olhava no espelho, mas os olhos eram outros, eram aqueles que ele via no rosto da irmã, que sempre estava com brilhando de alegria ao vê-lo, ou numa reprovação muda. Sem nem pensar, o moreno ergueu-se da mesa apressadamente, deixando os objetos que antes observava e segurava com afinco na mesa, aquelas imagens do passado que ele queria tanto que retornassem, para se focarem na figura do presente que o deixava com extrema alegria, assim como completamente amedrontado, pois era uma mudança brusca, e um despejar de conhecimento que poderia salvar ou destruir ele e suas irmãs, não que agora isso lhe viesse a mente, enquanto observava a aproximação do homem tão familiar ao mesmo tempo desconhecido pelos anos afastados.

                Naquele momento, o Friedrich mais velho não pode deixar de pensar no que sabia sobre os pais, tudo que lembrava, e que desejou poder compartilhar com as irmãs, pensar que nunca pudera dizer nada sobre, pensar em Alexis, e o quão bem ele conhecia, ficaria extremamente magoada quando a verdade viesse à tona, a confiança que ela depositara nele se perderia completamente naquele mar de confusão, medo e mentiras. Obviamente, também pensou em Ayesha, a determinação dela em encontrar o pai, suas descobertas que ele começara a desconfiar sobre, assim como a velha, a menina que ele mal vira crescer por ser afastado dela, a mesma que ele sentia remorso por “abandonar”, aquela que seguira seu próprio caminho em busca da verdade, e o quanto ela vem perdendo por isso, para dar a ele e a Alexis outra vida. A morena dos olhos azulados, como o homem que estava diante de Alphonse naquele momento, conhecera uma vida longe da realeza, a mesma que ele vivera, mas que fora apagada das lembranças dela. Como ele se sentia culpado por lembrar-se de tudo.

                Os olhos esverdeados analisavam o homem a sua frente, assim como sabia que ele fazia o mesmo consigo. Respirando fundo, o rapaz saiu de detrás da mesa, ficando frente a frente para o inglês, para logo num súbito ato infantil abraça-lo. Alphonse podia notar a diferença de altura, mas naquele momento se sentia uma criança, a mesma criança da fotografia que se mantinha no colo do pai enquanto buscava a irmã, uma criança que se perdeu do pai no meio de uma multidão e não conseguia encontrar ficando amedrontado por ficar sozinho por horas. O que de certo modo era uma realidade, mudando alguns aspectos, principalmente as horas por anos. Ele não via o pai desde os setes anos, e naquele momento parecia estar novamente com aquela idade, em sua mente o último abraço que lhe dera antes de todo aquele mundo que vivera com ele, com sua mãe e irmãs desabando.
– É bom revê-lo pai. – disse no que não se passava de um fio de voz, sentindo os braços do mais velho em volta de si, retribuindo aquele abraço repentino e ao mesmo tempo esperado, como das muitas vezes que Adrian retornava para casa depois de um trabalho qualquer pelo mundo trouxa, mas naquela memória havia mais duas, três se ele fosse contar Alexis ainda crescendo na barriga da mãe, fazendo aquele mesmo ato junto com ele, uma que ele perdera, e as duas outras que ele temia perder.


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Re: Herberge und Taverne Vöstkolkk

MensagemAustria [#164265] por Alexander L. Kirchsteiger » 05 Jul 2016, 23:14

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    – O clima frio da Russia despertou uma nostalgia enorme no meu interior, ainda mais estando de volta ao vilarejo de Ek-tagh, um lugar que eu sempre visitei durante boa parte da minha vida. – Não mudou quase nada. – Suspirei, olhando ao redor, vendo as lojas e as casas. Estava de noite e com pouca iluminação nos postes. A maioria das pessoas estava na taverna é claro, dava para ver a agitação através da janela e logo mais, eu teria que passar por ali já que pretendia pagar por um quarto. Porem decidi observar o lugar, relembrando do que me parecia uma outra vida, de uma pessoa que a muito tempo, já tinha deixado de existir. Contudo, escutei uma voz resmungando atrás de mim. Era Phoebe, que para o meu azar, decidiu que viria comigo. – Você veio porque quis, Belmont. – Girei os olhos e cruzei os braços, voltando a caminhar. A mulher por sua vez me seguiu, de braços cruzados e olhando ao redor, certificando-se de que não fomos seguidos, afinal de contas, a pessoa que nos arrumou a chave de portal poderia muito bem entregar a minha localização por um valor maior do que aquele que lhe fora pago para nos conseguir o serviço sem que fossemos descobertos. – Por Merlin, eu odeio esse pais, esse clima infernal... Prefiro o calor do Brasil, estávamos muito bem por lá... Aqui tem neve para todos os lados e nada de bom a nos oferecer. – Eu conseguia sentir os olhos dela sobre mim naquele momento, esperando uma reação diferenciada, ela sabia o meu objetivo com aquele retorno, mas eu não iria confirmar.

    Seguimos em direção a estalagem, mas antes, paramos em um beco ao lado, então baixei o meu manto e encarei Phoebe, esta por sua vez se aproximou e segurou minha face com as duas mãos, analisando o meu disfarce. – Fiz o melhor que pude, mas se alguém olhar diretamente em seus olhos, vai reconhecer... Ain seu cabelo era tão lindo e macio. – Bufei impaciente, afastando as mãos dela e apanhando um espelho. Minha aparecia sofreu alterações drásticas, era verdade, uma cicatriz fora adicionada na bochecha direita assim como o crescimento de uma barba farta. Meu cabelo fora cortado ainda mais curto do que quando estive no Brasil. Também mudei o meu jeito de caminhar, agora usava uma bengala e de acordo com Phoebe, o jeito que ando mancando realmente da para enganar. – Quanto tempo nós temos? – Perguntei após guardar o espelho, notando um homem passar próximo a onde estávamos e olhando em nossa direção. Rapidamente girei o corpo na direção de Phoebe, puxando-a mais para perto, fazendo parecer que éramos um casal buscando a penumbra do beco. – Dois dias, Velkan, a chave vai ficar aberta por apenas cinco minutos, então não podemos atrasar. – E para a minha surpresa, ela falou seriamente, sem piadas ou indiretas, seria aquele um sinal de que ela estava entendendo que eu não era mais seu brinquedo? Não... Ela não era tão simples assim. – Venha, vamos logo, precisamos descansar... Eu fico com a primeira ronda. – E saímos do beco, subindo a calçada e indo em direção a porta do estabelecimento.

    O dia amanheceu, mas o frio intenso continuava imperando sobre Ek-tagh, a diferença era que não estava nevando como a noite anterior. Fazia tempo que eu não acordava tão ansioso, mesmo dormindo pouco, levantei cedo. Phoebe pediu o café da manhã. Fizemos a refeição no quarto, discretos e sem chamar muita atenção. O dono do estabelecimento não era de fazer muitas perguntas e a loira inventou uma mentira sobre sermos amantes, algo que não tínhamos combinado é claro. As horas foram se passando e a minha ansiedade crescia mais do que nunca, já estava parado de frente a janela, olhando para a rua que levava até Durmstrang, era por ali que os alunos costumavam vir quando frequentavam o lugar. – Como você sabe que ela vem? – Phoebe estava sentada em uma poltrona velha, de pernas cruzadas e bêbedo uma xicara de chocolate quente, bem ao lado da porta e com a varinha sobre o colo. – Ela mencionou na ultima carta que me enviou, parece que tem uma pessoa que arruma vodka para ela. – Respondi ainda olhando para a rua. A loira forçou uma risada e terminou de beber o chocolate e cruzou os braços. – Supondo que ela realmente apareça... Como vai te reconhecer? Velkan, estamos correndo perigo aqui. – Impacientemente, fechei a cortina, deixando o quarto mais escuro e a encarando. – Você veio por vontade própria, segundo, temos um código secreto de reconhecimento e terceiro eu preciso que me deixe sozinho. – Eu sabia que ela não concordaria com esse ultimo pedido, bastou ver pela reação dela. Me aproximei um pouco, mantendo o contato visual, mas parando a uma certa distancia. – Olha aqui.... Não! Eu desisto, se quiser fazer merda, vá em frente... Só me encontre no local marcado e pelo amor de Deus, não cometa outra idiotice além da que está prestes a cometer. – E deu as costas para mim, apanhando o casaco de peles e atravessando a porta, me deixando sozinho.

    Após aquela reação inesperada de Belmont, fiquei no silencio do cômodo por mais quinze minutos, até que avistei o primeiro grupo de alunos de Durmstrang aparecer, fazendo com que meu coração disparasse. – Finalmente. – Apanhei o cachecol, coloquei o manto magico e em seguida um sobretudo por cima que tinha um bolso no interior onde eu levava uma faca. Rapidamente sai do quarto, trancando a porta e atravessando o corredor até chegar as escadas. No bar, já deu para perceber que o movimento começou a crescer, muitos alunos já estavam adentrando, alguns casais, outros em grande grupos de amigos... E finalmente, minha Elizabeth, com aquele cabelo ruivo que tanto me atraia. Quando percebi, estava sorrindo e mexendo a perna direita, quando foi que fiquei tão patético assim? – Calma, Velkan... Mas que merda, ela não esta sozinha. – Avistei uma garota próxima, seria alguma amiga da escola? Não dava para ouvir o que conversavam.

    Então aguardei por algum tempo, até que ela olhou todo o interior do bar, quando me viu, não demonstrou nenhuma reação, até demorei alguns segundos para entender que não estava com a minha aparência normal. Resmunguei um pouco, levando a mão direita até o pescoço, fingindo estar com coceira. Também evitei olhar diretamente para ela, lembrando do que Phoebe me falou. Verifiquei se mais alguém estava observando-a de forma suspeita. Inicialmente, apenas alguns garotos (idiotas de sorte, pois se eu não estivesse disfarçado, iria arrancar os dentes de cada um deles), os poucos adultos no local, conversavam distraidamente, ninguém que me parecesse suspeito estava no lugar. Esperei por mais um tempo, ela conversava com a garota, parecia entretida com o assunto, qual seria o assunto? Me mexi na cadeira impaciente, tanto de curiosidade, quanto de ansiedade. – Vamos-la, Izzie... Olha pra cá. – Torci mentalmente, trocando a mão direita pela esquerda no pescoço. Para o meu azar, Lizzie e a garota se afastaram do balcão, estavam indo em direção a porta. – Maldição! – Eu não tinha outra escolha, teria que segui-la e torcer que ficasse sozinha para tentar me aproximar.

    E foi ai que a minha sorte começou a mudar, Lizzie esqueceu a bolsa no balcão e voltou para apanha-la, naquele momento, a ruiva olhou para mim. Então, sem perder tempo, fechei a mão e passei os dedos indicador e médio sobre os lábios, concluindo com uma piscadela. Lizzie quase que automaticamente parou, deixando o queixo cair por alguns segundos. – Obrigado, Morrigan. – Agradeci mentalmente a minha Deusa patrona. Lizzie por sua vez foi até a amiga e lhe disse algo, a menina pareceu um pouco confusa, mas saiu do pub, a ruiva caminhou até a minha mesa, sentando de frente para mim e olhando ao redor, tão cuidadosa seguindo as instruções que lhe dei nas férias. – Olá, Izzie... Espero que tenha gostado da surpresa. – Lentamente e de forma discreta, coloquei a mão sobre a mesa, não sobre a dela, mas próxima o suficiente para que o meu mindinho tocasse de leve o polegar dela. A ruiva começou a fazer perguntas, então a interrompi. – Não... Aqui esta muito movimentado... Pegue, em baixo da minha mão está a chave do quarto que estou hospedado, fica no primeiro andar, ultima porta do corredor a direita. – Olhei ao redor, deixando a chave a mostra. Lizzie por sua vez a apanhou discretamente e começou a ficar de pé. – Finja que vai ao banheiro, olhe se não tem ninguém observando e mude a rota para a escada... Vou demorar cinco minutos e depois subo... Ah e não precisa pedir, eu levo sua vodka. – Pisquei novamente e cruzei as pernas. Quando a garota se afastou, a observei. Lizzie seguiu o plano, tomando o devido cuidado e depois subiu as escadas. – Ótimo. – Aguardei o tempo combinado, tudo estava normal, nenhuma pessoa aparentou alguma atitude suspeita, todos estavam distraídos em suas conversas. Então sem enrolar, atravessei o pub e segui até as escadas, após meses, finalmente poderei passar um tempo ao lado dela, um breve momento de descanso que antecedia a um grande avanço em minha empreitada. -

Off: Ta ai, Demo, espero que não me enrole pq tenho outros cantos para postar tb e abri mão pra adiantar esse arco u.ú (Ah e não revisei, pregs)
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Alexander L. Kirchsteiger
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Re: Herberge und Taverne Vöstkolkk

MensagemHolanda [#164440] por Lizzie von Wangüuk » 08 Jul 2016, 19:13

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Ansiedade. Era a palavra e também sentimento que me dominava naquele dia. Não conseguia me concentrar corretamente nas coisas, como também tentava a todo custo acelerar os ponteiros do relógio, para que finalmente pudesse encontrar Alexander. O tempo que havíamos passados longe, só mostrava o quanto eu precisava dele. Meses longe dele eram como tortura, pois não conseguia fechar os olhos sem lembrar de sua existência. Depois de tanto tempo, finalmente nos encontraríamos, mesmo que por algumas horas. Havia provado quase todas as roupas que eu tinha levado para a academia russa, mas parecia que nenhuma delas estava boa o suficiente. Pelo menos com esse troca-troca, o tempo deu uma acelerada e quando dei por mim, estava ouvindo a voz de Petra fora do banheiro feminino, gritando como se não houvesse amanhã. De uma maneira positiva, foi bom ouvi-la gritar, pois assim conseguiria me acalmar um pouco, mesmo que precisasse tê-la reclamando do meu atraso. Sim, eu não era daquele jeito, mas como eu poderia simplesmente vestir uma roupa qualquer quando ia encontrar meu namorado? De qualquer forma, estava vestindo uma calça preta, com meias azuis e uma jaqueta cinza com capuz. O cachecol combinava com minhas meias e estava com uma bota quentinha devido ao frio que estava nas redondezas. Tinha certeza que Alexander ia gostar, mas ainda assim... estava receosa.

— Calma garota! Já disse que consigo encontrar facilmente nossas bebidas... Claro que não vou deixar nosso estoque na mão. — Disse para Petra enquanto íamos nos encontrar com o restante dos alunos da escola. Como era costume, algumas vezes tínhamos a liberdade de sair do colégio e ir aproveitar pelas ruas, comprando coisas que quiséssemos o que era uma boa coisa. Ficar presa na escola com tantas atividades, provas e aulas eram um porre, sem contar que, adolescentes precisavam liberar os 'hormônios'. Sim, eu sabia que precisaria fazer algo que minha colega quisesse, apenas para não sumir sem levantar suspeitas, mas até que seria divertido. Enquanto caminhávamos, tentava me acalmar e manter a pose de 'maldosa' que carregava, mas a cada segundo as coisas pioravam. Queria abandonar Petra e correr para os braços de meu namorado, mas, infelizmente, sabia que seria impossível. Tinha alguma coisa acontecendo e, de acordo com a ultima carta dele, precisava prestar atenção num determinado sinal. Sim, ele ia me explicar tudinho quando nos encontrássemos, ou eu arrancaria as respostas a força. ARGH! Que saudades do meu Alexander.

— Como é que eu vou saber? Deve ter se enfiado dentro de alguma loja de doces... Se ele pudesse, moraria dentro de uma... Mas logo encontraremos ele, Ryan não costuma sumir por muito tempo, então fica tranquila! — Respondi a pergunta da rurikovich, seguindo-a para perto de uma das lojas de roupas. Ergui uma sobrancelha para ela, vendo sua animação sem igual na oportunidade de comprar roupas, o que me fez ter uma grande ideia. — Por que não pegamos primeiro as bebidas? Assim que eu estiver louca, prometo ficar com você o tempo que você quiser dentro dessa loja e de qualquer outra que você quiser... — Disse para ela, tentando enganar minha melhor amiga, apenas para acelerar o processo de encontro com meu namorado. Sim, eu odiava ter que mentir para ela, mas não seria uma boa ideia contar para ela o real motivo para minha ida até lá. Petra era de confiança, mas não queria correr o risco de fazer alguma mértila. De qualquer maneira, o interesse da rurik pela bebida falou mais alto e com isso, seguimos para o bar que finalmente encontraria Alexander.

Rapidamente adentramos o local e, como solicitado por Alexander, tentei a todo custo não sair buscando-o lá dentro. Entrei na conversa com Petra sobre roupas, o que ajudou e facilitou quando precisei procurá-lo entre todos que estavam ali dentro. Meus olhos buscaram meu namorado nas ultimas mesas do bar, mas não o encontrei. Claro que minha decepção podia ser notada um pouco para quem realmente me conhecesse, mas tentei tirar a cara de bunda do rosto e sorri para minha acompanhante. — É sério que você 'tá caindo na dele? — Perguntei para a ruiva que me acompanhava quando ouvi uma cantada de alguns caras que estavam próximos a nós. P*ta que pariu! Desde quando os garotos da nossa idade eram tão lesados? Havia pedido para o barman conhecido nossas bebidas, e por ele me conhecer bem, não havia pedido minha identidade, o que facilitava muito as coisas. Dei uma nova olhada no bar, buscando meu namorado e novamente entrei o nada. Mas que caralh* Alexander! Você prometeu que estaria aqui. Fiz um bico rápido, antes de ouvir o barman dizer que as bebidas demorariam um pouco por conta do dono que estava lá. Agradeci a ele e disse que voltaria depois, acenando para ele enquanto deixava que Petra me puxasse para fora do bar. Já que Alexander não estava lá, não tinha sentido me manter lá.

O desespero de Petra para ir para a loja de roupas era tão grande, que acabei esquecendo minha bolsa em cima do balcão e só lembrei quando fui arrumar minha touca. — Perai, tcho pegar a minha bolsa! — Falei para a rurik e voltei para o balcão, vendo minha bolsa vermelha ali, próxima a um cara. Estava prestes a falar besteira para o cara quando vi seu movimento com a mão. Por alguns instantes fiquei parada, apenas olhando para ele sem realmente acreditar no que eu havia visto. Quando finalmente minha cabeça fez a ligação com a carta de Alexander, meu queixo caiu! COMO ELE ESTAVA DIFERENTE! Um sorriso malicioso dominou meus lábios e rapidamente voltei até Petra, dando uma desculpa esfarrapada de que eu precisava falar com o barman e que a encontraria mais tarde. Claro que a garota fez cara feia, mas disse que pegaria o telefone do rapaz e marcaria um encontro com ela, o que a deixou feliz e não fez muitas perguntas, graças a Merlin. Voltei para dentro do bar e segui para a mesa que Alexander estava sentado, tomando o cuidado para não demonstrar muita animação. Ao que parecia, toda ação poderia mostrar alguma coisa que não devia.

Quando sentei a frente dele, deixei minhas mãos em cima da mesa e busquei algo diferente ou anormal no local. Quando ouvi a voz tão familiar e gostosa dele, precisei de muito controle para não saltar em seu colo e beijá-lo. — O que aconteceu? Por que você fez isso? Quando você... — Minhas perguntas foram cortadas por ele e mordi meu lábio inferior ouvindo-o. Sim, eu estava com a curiosidade a flor da pele, mas entendia o que ele havia me pedido. Delicadamente, puxei a chave oferecida por ele e a escondi em minha luva, tomando o cuidado para que ninguém notasse meu movimento. — Não demora! — Disse após todas as explicações dele e devagar me levantei, seguindo em direção ao banheiro, como se estivesse com vontade. Estava alguns passos do banheiro quando dei uma olhada rápida para o restante do lugar, notando que não me viam. Subi as escadas em dois e dois degraus, e quando finalmente cheguei no primeiro andar, minha respiração estava acelerada. Tirei a chave da minha luva e parei em frente a porta que Alexander havia dito. Com cuidado, destranquei a porta, então adentrei o quarto e apenas encostei a porta, não trancando-a mas deixando a porta na maçaneta.

Por alguns segundos apenas observei o local, notando móveis simples e coisas não muito diferentes. Ao que parecia, Alexander não ficaria muito tempo ali. Dei alguns passos até a mesa e tirei minhas luvas, colocando-as em cima da mesa. Estava ansiosa por encontrá-lo e o cheiro dele estava dominando o local. Fechei os olhos por alguns segundos aproveitando a sensação e deixei que um sorriso bobo e apaixonado dominasse meu rosto. Depois de tanto tempo finalmente estaria com ele. Já havia tirado o cachecol azul que usava quando notei algo que definitivamente não devia estar ali, o que me deixou irada. Andei até o sofá e peguei com cuidado aquela peça de roupa feminina, sentindo a vontade de estrangular a dona dela. Alexander estava me traindo com uma vagabunda? Ele tinha noção do que estava fazendo? Meu semblante se fechou e fechei minhas mãos em punhos. Ele ia se arrepender por ter feito aquilo comigo. Assim que ouvi a porta se fechar atrás de mim, me virei, seguindo em direção a ele e então dando-lhe um belo soco de esquerda, atingindo-o no queixo com força. — Qual é a p*rra do seu problema? Você queria que eu viesse até aqui para descobrir do seu caso com uma prostituta? Você é retardado ou apenas não tem noção do que eu sou capaz de fazer?
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Re: Herberge und Taverne Vöstkolkk

MensagemAustria [#165508] por Alexander L. Kirchsteiger » 27 Jul 2016, 01:05

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ATENÇÃO: POST COM CONTEÚDO ADULTO !!!!




    – Subi as escadas, cada passo, cada degrau fazia com que a minha ansiedade crescesse dentro de mim. Quando cheguei ao corredor, olhei mais uma vez para trás, me certificando que estava tudo normal. – Barra limpa.... Hora da diversão. – Passei a mão direita sobre o cabelo, com a esquerda, girei a maçaneta da porta e adentrei. Em minha face, um meio sorriso formou-se, mas em vez de receber um beijo, fui pego de surpresa e quando percebi, o punho de Liz me acertou em cheio, bem no queixo. – Mas que **** foi essa, Elizabeth? – Senti meu lábio arder e quando percebi, um filete de sangue descia pelo canto da minha boca. A garota por sua vez começou a falar, estava extremamente irritada e com algo em mãos, uma calcinha minúscula, do tipo que pessoas como Phoebe adoravam usar. – Que merda, você tem bosta na cabeça? – Girei o corpo e fechei a porta, trancando-a, em seguida limpei o sangue na parte de cima da minha mão. Estava furioso com aquela atitude, se fosse outra pessoa, mesmo que uma garota, iria estar em apuros, ninguém me ataca e fica por menos, nem mesmo Liz, mas logo ela teria uma punição diferente.

    Girei o corpo e a encarei, ela tentou me acertar novamente quando eu sorri, mas dessa vez, segurei seus braços e a joguei na cama, em seguida, deitei sobre seu corpo, ainda segurando os pulsos dela por cima de sua cabeça. – Essa calcinha foi deixada ai por uma amiga que esta viajando comigo, sim ela está me ajudando, não eu não estou comendo ela. – Encarei Liz, ainda mantendo meu sorriso, ela tentou se soltar varias vezes, porem mantive seus braços imobilizados. Após um tempo, Lizzie desistiu e voltou a me questionar sobre Phoebe. – Por que ela adora me tirar do sério, esta tentando me atingir através de você, sabe que é um dos meus pontos fracos. – Falei mantendo contato visual e mesmo sorrindo, mantive o tom sério naquelas palavras. – Sei que quer me ajudar, mas não pode, ainda é de menor e tem que terminar os estudos.... Lembra do que te prometi em Paris? Volto para te buscar assim que terminar Durmstrang, estarei lá e ai poderá fugir comigo, não esqueci disso, Izzie. – Soltei seus braços e sai de cima, porem ela foi mais rápida que eu, girou o corpo e me fez perder o equilíbrio, caindo de costas na cama. Quando percebi, estávamos em um furacão de beijos e roupas sendo retiradas como se o mundo dependesse disso.

    (...)


    Não sei bem ao certo quanto tempo passou, se foram horas, dias, meses ou anos, o que sei é que aquela com certeza fora a melhor transa que tivemos. Desabei ao lado dela, respirando ofegante e o corpo suado. – Uau... Você está... ficando boa... nisso. – A puxei para mim, colocando-a por cima, admirando seu belo corpo, aquele cabelo ruivo caindo sobre seus ombros, como era bela. Gostaria de leva-la comigo, seria bem mais fácil enfrentar meus problemas com Liz ao meu lado, não somente por suas capacidades ou por ser uma ótima parceira de cama, mas por que ela era especial, estaria eu apaixonado novamente? Após tanto tempo? Se era isso, ainda não tinha descoberto, nunca pensei que gostaria novamente de alguém e nem mesmo pretendia isso, pois para mim, meu coração tinha sido destruído juntamente com o meu passado. – Tem vodka, ali na gaveta, fique a vontade. – Apontei para o móvel. Liz saltou de cima de mim e caminhou até lá e apanhando a bebida. Depois volto sorrindo, montando sobre mim novamente e reclamando por eu não acompanha-la com a bebida alcoólica.

    Em resposta, girei os olhos e puxei uma mecha de cabelo para o lado, olhando um de seus seios com interesse. – Sabe que não bebo, muito menos fumo, fiz uma promessa.... A muitos anos, para uma pessoa. – Respirei fundo, ficando um pouco sério, não queria falar sobre aquele assunto, era uma lembrança de uma vida que fora perdida, uma vida que já não pertencia a mim. Infelizmente Liz percebeu que fiquei um pouco distante, então encostou a testa a minha e perguntou sobre essa promessa. – Te conto depois, eu prometo... Peço que tenha paciência. – Estava esperando que ela ficasse com raiva, que tentasse me agredir novamente ou qualquer reação maluca que a ruiva costumava a ter, mas acabou acontecendo o contrario, ela fez apenas um sinal positivo com a cabeça e depois me beijou, lenta e intensamente. Tratei de retribuir, puxando-a para o lado enquanto ela colocava a garrafa sobre o criado mudo, depois fiquei por cima, meu corpo colando ao dela, se ajustando, como se fosse uma peça de um quebra cabeças. Quando me afastei, fiquei em silencio, olhando em seus olhos. – Sabe, seu cruzado de direita é forte, mas ainda prefiro outra coisa... – Acariciei seu rosto e voltei a sorrir maliciosamente, indo até o seu ouvido e terminando a frase. Liz começou a rir e então me empurrou para o lado, puxando a coberta e descendo sobre meu corpo, era a hora do segundo round. -

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Alexander L. Kirchsteiger
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Re: Herberge und Taverne Vöstkolkk

MensagemInglaterra [#167575] por Henrietta L. Tudor » 27 Set 2016, 23:06

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    - Krest! – Exclamei em um tom baixo, porém audível o suficiente para que ver que o velho elfo doméstico parou suas tarefas para observar-me com curiosidade – Preciso resolver alguns assuntos fora do Instituto, fique de olho em nossas coisas. Crianças tendem a ser impulsivas e estúpidas e podem querer fazer um tour por aqui. Não sei o que deram para elas nesses últimos anos – Comentei com frieza para o elfo que confirmara com a cabeça, deixando o rosto rançoso novamente aparecer. Gostava do companheiro de trabalho e por isso, sempre me esforçava para manter sua saúde intacta, como também seu péssimo humor – Vou buscar novos presentes, vai querer algo? Faz algum tempo que não adquirimos novos brinquedos – A criatura, como sempre, negava e ergui a sobrancelha esperando pelo pedido, porém ele negara novamente. Bufei, impaciente, enquanto seguia até uma das prateleiras, retirando uma caixa metálica, aproximando-me de Krest – Se mudar de ideia, aqui dentro tem o espelho de duas faces. Posso lhe trazer um coração sangrento ou, se quiser, outro daqueles amuletos que gosta... – O sinal de indiferença fez-me sorrir. Levantei-me e comecei a seguir para a porta, sem despedir-me.

    Após meu centésimo ano imortal, vi-me no completo tédio. As guerras, que anteriormente eram minha maior ocupação, haviam diminuído, deixando-me sem alternativas além de ficar reclusa dentro do castelo de meu Mestre. Algum tempo depois, o vampiro decidira seguir pelo rumo da terra, em busca de outro vampiro para treinar e jamais retornara. Meu humor, que já não era dos melhores, havia piorado ainda mais e nem mesmo os elfos domésticos pareciam apreciar a mudança repentina de comportamento da dona. Foi quando comecei a colecionar armas de guerra e outros tipos de objetos que pudessem ser por longos anos estudados. Desde objetos mágicos ás atuais armas nucleares, o meu fascínio pelo perigoso e destrutivo pareciam estar sendo lentamente refinados, como o fogo que tortura a espada e deixa o ferreiro moldá-la.

    Por algum tempo, havia sido um martírio encontrar um humano de confiança para fazer negócios. Até mesmo os bruxos não eram de confiança, o que fazia com que precisasse de terceiros para realizar o papel da negociação, que quase nunca era da forma desejada. Por muito tempo, meus objetos de apreciação eram comprados, ou conseguidos de forma duvidosa. A eternidade parecia muito mais enriquecedora quando eu poderia ter meu tempo usado sabiamente e não presa ao tédio. E por esse motivo, estava indo resolver meus negócios. Os meses de preparo, cuidado com as cartas e também informações meticulosamente criptografadas haviam sido preparadas para esta noite. Havia algum tempo que não aumentava meu arsenal de objetos e, por isso, uma conversa informal sobre o assunto caberia bem nesse momento. Os Zolnerowich eram uma família peculiar com o qual apreciei por alguns anos sua presença, em especial nos meus negócios. Na última década, em especial Viktor, havia mostrado que levava a sério seu trabalho clandestino, mantinha nossa conversa em segredo e assim ambos eram realmente beneficiados. Havia combinado com o docente de Hogwarts para nos encontrar em um restaurante típico da região bruxa da Rússia, onde poderíamos encontrar uma sala privada e conversar sem reservas.

    -
    Que lugar deprimente – Ao encarar o Herberge und Taverne Vöstkolkk. Não podia negar que, por ser um ambiente seguro, era muito mal-cuidado e o dono parecia um maluco que precisava de tratamento. Alguns bruxos entravam e saíam do lugar fascinados e cheios de conversinhas sem nenhum propósito. Rolei os olhos enquanto entrava e começava a procurar por Zolnerowich. Olhei ao redor e pude encarar poucas pessoas nas mesas, rindo e fazendo comentários inapropriados. Rolei os olhos e segui para as escadas, onde o local possuía algumas salas privadas. O dono, ao perceber minha presença, aproximou-se encarando-me com curiosidade – Algum problema? Estarei nas salas privadas, e com certeza um cliente já está lá, não é mesmo? Espero que não seja um incomodo que eu suba sem ser anunciada – Pude perceber o corpo dele se mover em arrepio, enquanto sua corrente sanguínea pulsar mais rápido ao observar meus olhos ferinos, quase caçadores. Por sorte, o meu adorável estoque de sangue estava bem seguro e havia tomado o suficiente para estar dentro daquele ambiente naquela noite. Não consegui deixar de ter um sorriso vitorioso nos lábios ao perceber que ele se afastara com uma desculpa esfarrapada, liberando minha passagem.

    Ao subir as escadas, segui diante do coração pulsante que podia sentir, e pelo que observava, o único que se fazia presente. Bati de leve na porta, abrindo-a logo em seguida. Encontrei o ucraniano, trajado em suas vestes rebeldes enquanto bebericava sua bebida, que parecia ser sua predileta. Normalmente nossos encontros não haviam formalidades, mesmo eu as querendo impostas. Com o tempo aprendi que sua seriedade com os negócios não se relacionava em nada ao seu comportamento, ao meu ver, depravado e autodestrutivo –
    Boa noite – Iniciei a conversa com um tom neutro podendo ver que o sorriso divertido em seus lábios mostrava que estava disposto a conversar sobre amenidades. Ofereceu-me uma cadeira para sentar. Coloquei minha bolsa ao meu lado e cruzei as pernas, mostrando minha confiança no homem que, com toda a certeza, havia realizado todos os feitiços de proteção possíveis para que nossa conversa fosse secreta.

    -
    A idade está fazendo bem a você, Viktor – Ao perceber as linhas de expressão começarem a surgir – Com certeza seu trabalho em Hogwarts deve deixá-lo entediado para vir tão prontamente a esse encontro – O tom irônico e deveras divertido provinha de nossa amizade de longo prazo. Olhei com desprezo para aquelas coisas mortais que impediam os humanos de verem com clareza: cigarro, bebidas, drogas, entre outros. Eu havia visto homens poderosos perderem respeito, honra e lutas devido a esses vícios e ainda assim, a humanidade ainda não havia aprendido sua lição. Humanos podem ser extremamente teimosos quando querem – Ainda nesses costumes depravados? Achei que sua vida bruxa era mais interessante que isso – Apontei com desgosto para a mesa e a garrafa de destilado. Sua resposta, ferina e ao mesmo tempo cheia de ironia, viera em minha direção sem muito efeito. Há anos ouço as mesmas brincadeiras e perguntas prontas sobre minha convivência com o mundo bruxo. Como de costume, ergui os ombros indiferente, enquanto levantava uma de minhas mãos para observá-la com mais cuidado – Existem outras formas de se fazer magia – Os dedos se moveram lentamente, enquanto a garrafa de cerveja levitava no ar. Não dera tempo para que ele pudesse a tomar de volta e joguei-a contra a parede – Prefiro assim.

    Observei, com um prazer indescritível, os cacos de vidro espalhados pelo chão, enquanto o líquido escorria pela parede fazendo pequenas linhas de gotas, que se uniam com o restante que espumava no carpete de madeira. Voltei meu olhar para o homem que agora acendia um desagradável cigarro –
    Humanos – Murmurei enquanto rolava os olhos e o ouvia comentar sobre o aumento do preço da arma que estávamos prestes a discutir. Com um sorriso discreto, voltei meu olhar para o líquido no chão indagando quanto seria o aumento, mas não conseguia ver um valor discrepante – Quanto? Cinco sicles? Não vejo o motivo para não, além do mais – Fiz uma pausa divertida, mesmo que meu tom cínico não me permitisse mais do que isso – Você tem magia, use-a! – A sua resposta demorara mais do que imaginava, porém, para quem possui a eternidade nas mãos isso não é um empecilho. Observei-o com olhos de rapina, não prestando atenção em seus batimentos cardíacos devido sua temporária perda. Viktor comentava, quase com um real pesar, sobre a qualidade da cerveja e eu começava a ficar impaciente com aquela ação infantil. Coloquei as mãos no cabelo, colocando-os de lado, na esperança de parar de ouvir sobre algo tão irritante. O garçom havia sido chamado para limpar a sujeira e também para um novo drink para nosso querido e quase eterno rapaz.

    -
    Sinto muito por sua perda temporária de prazer – Decidi ser educada, mas o meu tom não era nenhum pouco de pesar. Não era algo que se deveria tomar, na frente de uma princesa, mas como há muito não me via com esse título, deixei passar – Espero que ela não afete seu cérebro, ou alguma parte de seu saboroso sangue. A abstinência pode ser extremamente fatal – Observo o garçom, que agora me olhava com curiosidade. Pisco para ver se ele entendia o recado que estava encarando mais que o normal, porém parecia estar hipnotizado. Estralei de leve minha língua e sorri fria – Traga outra para esse bruxo, parece que ele não sabe o que é viver sóbrio.


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Re: Herberge und Taverne Vöstkolkk

MensagemUcrania [#167842] por Viktor K. Zolnerowich » 07 Out 2016, 22:13

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Cara... duas coisas você precisa aprender sobre organizações criminosas: primeiro, ela nunca sai de você. Você pode até pensar que saiu, que não vive na margem da ilegalidade, mas, isto não existe. Ela nunca te abandona. Segundo: nunca traia seu clube, pois você vai se fuder, independente de quem for na organização. Alexis é uma prova viva da segunda máxima. Traiu a família, e, hoje, infelizmente, está numa cova do cemitério de Kiev. Ivo pensava que a primeira regra não era uma cláusula pétrea. O cara era gente fina. Tinha a minha idade; e seu pai também havia sido membro do grupo. Morreu em combate e isto, além do fato de Ivo ter sido preso pelo grupo, fodeu a família do cara. Porém, como disse: você não sai a não ser que morra.- Estão todos dizendo sobre o que aconteceu dias atrás. - disse o russo. Eu tinha ido ao seu novo local de trabalho. Ele havia se tornado garçom num bar da cidade, na parte do subúrbio, para onde ele teve que se mudar recentemente.

- Roubaram nossas armas. Invadiram nosso depósito no norte da cidade. - estava montado em minha harley e o fitava, já imaginando a resposta que viria. - e precisamos de você. - desci da moto, sentando-me na carroceria de sua caminhonete enquanto acendia um cigarro. Havia conseguido pegá-lo em sua hora de intervalo e pedido para que saísse do bar e assim poderíamos conversar com mais privacidade. A noite já se despontava no horizonte. O tom laranja avermelhado sobressaia-se no céu e paulatinamente o sol ia se pondo a oeste.

- Por quê? - seus olhos apreensivos e, porque não, amedrontados, me fitavam e eu sem demora o respondi.

- Oleg tem um compromisso neste fim de semana. Temos que entrar e sair rapidamente. E você é o cara que pode fazer isto. Vamos pegar nossas armas de volta. - soltei a baforada de cigarro, fitando-o sob as madeixas de meu cabelo que caíam teimosamente sobre meus olhos.

- De jeito nenhum, cara! - ele desencostou da carroceria de sua caminhonete velha. - prometi para a minha mulher. Você acha que gosto de servir os filhos da p*** que visitam este lugar de merda? De servir cerveja e ainda ter que ficar ouvindo papo de bêbado toda noite obrigado? Tenho que me afastar de vocês, do clube. Fiz uma promessa para ela. Estou tentando fazer dinheiro limpo.

- Todos nós ganhamos dinheiro limpo, Ivo. Passo 40 horas por semana com uma maldita arma em minha mão; tenho dois empregos e ainda uma família para sustentar. Vendemos um produto, o que se é feito com ele, não é problema nosso.

- Não importa, Vik. Quando se está na lista de pagamento do clube, tudo na sua mão vira ilegal, uma arma.

Arquei a sobrancelha para ele, mas, aquiesci, não querendo me prolongar em assuntos que não valeriam a pena. Ivo olhou através da janela, seu chefe estava lhe olhando com cara de poucos amigos. Ignorei e prossegui. - Vai dizer "não" para o clube? Pensa que pode sair mesmo e fingir que tudo que você já fez é apenas passado? - interroguei-o, seriamente. Afinal, agora eu já havia mudado de posto nos Death Angels; havia me tornado presidente e, portanto, para ser respeitado, e, de certa forma também temido, certas coisas não se pode alisar a cabeça. Gostava do cara, de sua família. Crescemos juntos. Mas, não é porque a patroa manda que ele tem que enfiar o rabo no meio das pernas e obedecer. Ela sabia como ele era quando o conhecia. Envolveu-se com ele de forma deliberada.

- Tudo virou em merda depois que saí -ele me fitou. Sabia que não tinha saído. E prosseguiu -estou devendo até minhas bolas; tenho hipoteca da casa para pagar que está vencida há dois meses. Meus filhos mal me conhecem, porque além de trabalhar nesta **** - indicou o bar - ainda trabalho na oficina de dia. Eu até comentei sobre o clube com ela, mas, a patroa se acabou de chorar e gritar. - desabafava.

- Se você tá precisando de dinheiro...

- Eu sei... - ele me cortou. - Mas, quero ganhar de forma honesta. Por mim mesmo.

- Sua família vai se acostumar a ter você por perto de novo. - desencostei da carroceria e joguei o cigarro no chão, apagando-o. - os meninos vão se acostumar com a cara feia do pai. Ela sabe como é a vida. Te conheceu deste jeito. Isto não se muda. Não se larga o clube. Você sabe disto. - caminhava em direção à moto. Minha intenção jamais foi ficar muito tempo conversando ali com Ivo. Tinha outros negócios a fazer, com uma vampirinha gostosa do Mundo Mágico. - Ela terá que se acostumar e se adaptar.

- Quando você deixa mulher e três filhos por cinco anos, a única coisa que ela sabe é que não quer que isto aconteça de novo. As coisas não são tão simples. Você sabe. Você também tá casado.

- Eu não largo de clube por causa de mulher, Ivo. - disse peremptório e, em seguida, montei na moto e peguei meu capacete, fitando-o seriamente. - e mulher minha não tira filho meu de perto de mim. Bote o que você tem no meio das pernas para funcionar além de meter e mijar. - sabia que as coisas não eram tão preto e branco, mas, se o cara também deixasse a mulher montar em cima dele em momentos como aquele, imagine o que ela não poderia também fazer contra o clube e contra o próprio marido para mantê-lo por perto. Eles precisavam realmente conversar, mas, antes de tudo, ele precisava ser menos marica e chorão e ser um homem de verdade.

- Ok. Quando precisar de mim, me avise. - disse num tom de voz cabisbaixo, em resiliência, e esperou eu me aproximar dele com a moto para depois se dirigir ao bar.

- Converse com ela. Ela vai ter que entender que certas coisas não tem como mudar. - toquei em seu ombro em sinal de verdadeira convalescênça. Sabia do peso que mulheres sempre tinham sobre os ombros dos homens. Sabia do poder delas de foderem com a nossa vida, mais que anos atrás das grades. - As coisas logo vão se ajeitar. Você voltou há pouco tempo. Ela também está tentando se adaptar. - sorri com camaradagem para ele.-volte de vez para o clube que daremos um jeito em sua vida e em suas dívidas. - e acelerei a moto, partindo em retirada, rumo a Taverna Vöstkolkk. O caminho seria um pouco longo e precisava acelerar.

.....


Quando Henrietta chegou eu já estava esperando por ela havia alguns minutos. Estávamos na única taverna e hospedaria da vila Ek-Tagh, próxima a Durmstrang. Não era lá grande coisa, mas, tava para o gasto. Afinal, não iríamos nos pegar, apenas tratar de negócios, portanto, a conversa não deveria ser longa; pelo menos não se dependesse da vampira que eu conhecia há algum tempo. A mulher não era de muitos amigos, aliás, devo dizer, tenho um imã para este tipo de mulher; personalidade forte, autoritária, com humor ácido, porém, gata! O vampirismo tinha conseguido selar o de melhor da loira que também por sinal era descendente de família real europeia, no caso, a do Reino Unido.

Ela bateu na porta, abrindo-a logo em seguida. Estava sentado frente à mesa, trajando minhas roupas habituais, até porque tinha acabado de vir do mundo trouxa, do meu mundo trouxa, e bebericava uma bebida para passar o tempo. Sorri para ela, convidando-a gestualmente para se sentar. Não achei necessário me levantar, fazer toda aquela ladainha de puxar cadeira, voltar cadeira, como se fosse um garçom de restaurante chique ansioso por uma boa gorjeta. Henrietta sempre tentava manter certa frieza e toda aquela politicagem barata de encontros de negócios que, convenhamos, são extremamente irritantes. Mas, óbvio... ela não conseguia manter esta linha de pensamento por muito tempo em nossas conversas. Talvez seja ao meu charme especial com as mulheres. Brincadeira. Sorri, divertindo-me com a cena.

O lugar estava bem protegido. Afinal, muitos bruxos paravam por ali, e, portanto, não era seguro manter as paredes, portas e janelas livres de qualquer feitiço de imperturbabilidade e que impossibilitasse que nossa conversa fosse ouvida.
-E não é? - disse irônico, bebericando uma garrafa de cerveja que levava comigo - vai que, ao meu jeito, sou imune ao tempo... ainda mais com o tanto de coisa que faço e já fiz - pisquei malicioso, tirando de meu bolso outro cigarro, posto logo antes ela ter entrado eu ter acabado com o último. - você, em contrapartida, parece intocável ao tempo - soei irônico, afinal, a mulher fisicamente não deveria passar dos trinta anos de idade. - Hogwarts e suas peculiaridades... como não querer fugir delas? -me ajeitei na cadeira, jogando as chaves de minha moto sobre o tampo de madeira.

Tínhamos vários anos que conhecíamos um ao outro, e, certa intimidade era inevitável de se criar, ainda mais em virtude dos assuntos tensos que volta e meia nos unia. E também não precisava conhecer muito Henrietta para perceber seu desprezo com relação a alguns de meus costumes que sempre estavam presentes, indissociável ao tempo.
- Claro! - pisquei em resposta. - Certos hábitos nunca se perde, sendo bruxo, vampiro ou trouxa. Deveria praticá-los vez ou outra. Inclusive, devo dizer, deve ser chato viver num mundo bruxo e não poder praticar nem magia de fato, não é? Ai talvez o álcool ajude. - levei a garrafa aos lábios, dando um longo gole, em gesto provocativo. Embora muita das vezes não surtisse efeito, gostava de tecer aquela implicância e brincadeiras infantis com a vampira, pelo simples fato de que talvez, no fundo, ela odiasse.

Tanto é que não demorou muito para que Henrietta, através de um gesto "mágico" vampírico, levitasse minha garrafa de cerveja e simplesmente a jogasse contra a parede. Sim... um desperdício da ****, eu sei. Mas, vai falar isto para ela. Eu tentei.
- vou aumentar o preço da arma pela quebra da cerveja - disse, enquanto olhava com pesar a garrafa esfacelada e o líquido totalmente exposto de forma pornográfica naquele ambiente lúgubre e, posteriormente dirigi meus olhos a ela, num gesto falsamente sério. Ela parecia uma criança, em contrapartida, com um prazer e olhar zombeteiro para a minha desgraça alcoólica. Cerveja é gostosa... Mas, meu...quando derramada num lugar, fede pra burro. E ela, sendo vampira, logo iria sentir aquele cheirinho de azedo no ar, e, se quisesse teria que limpar.

Por fim... acendi o cigarro. Talvez ela quisesse fazê-lo queimar em meus lábios, fazê-lo virar cinzas ou o c****** a quatro, mas, fato é... ela se conteve por enquanto. A cerveja, por hora, fora suficiente.
- Sicles? - olhei para a cerveja moribunda mais uma vez... -não... eu gostava dela. Tem valor sentimental imbuído, portanto bem mais que sicles. Além do mais, era artesanal. 100% malte; belga... carinha... - soava jocoso, tirando sarro deliberado da cara da vampira. - Tsc, Tsc, Henrietta. - ela parecia achar graça. - magia? Como usar magia aqui para restituir todo o seu valor? Tergeo? - inquiria retórica e ironicamente -sugar um líquido já maculado, depois juntar os cacos e formar novamente a garrafa? A senhorita -apontei o dedo para ela, em falsa repreensão -deve estar de mau humor... e com armas na mão - finalmente acendi o cigarro, passando minha perna direita sobre a esquerda, formando um quatro entre elas -e com armas na mão, - soltei a baforada - fará um estrago da **** por aí, não? - encostei na cadeira, sinalizando, através da chamada local, um garçom para que ele viesse limpar aquela meleca e me trazer outra garrafa.

- Parcial - enfatizei com a mão na qual mantinha o cigarro entre o indicador e dedo médio - de prazer - pisquei maroto para ela, com leve teor de malícia, ajeitando-me na cadeira de forma mais confortável. - e fique tranquila, senhorita real... - entoei sarcástico seu título real, enquanto exibia um sorriso nos lábios. - meu cérebro, assim como qualquer outra parte do corpo, funcionam perfeitamente bem... com ou sem álcool. -Não demorou muito para o garçom vir até a mesa, eu pedir uma cerveja e ele limpar a merda que Henrietta infantilmente havia feito. Mas, em matéria de infantilidade, pelo menos por enquanto, convenhamos, havíamos sido os melhores da sala. - O Álcool é apenas um apetrecho para estes tipos de encontros, sempre tão "belicosos" - dizia em duplo sentido. - que por sinal, não esperava. - baforei o cigarro, enquanto a fitava com um sorriso nos lábios. - mas, diga, qual das minhas meninas a senhorita vai querer desta fez? Alguma preferência? Temos ótimas garotas, para os mais diversos e inusitados gostos. Ainda preferindo as russas? - mantinha o duplo sentido do assunto, com um sorriso malicioso nos lábios. - diz ai... fazemos as melhores... - entoava com orgulho.



With: Henrietta
Notes: milhões de desculpas pela demora, xuxu! <3
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Viktor K. Zolnerowich
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Re: Herberge und Taverne Vöstkolkk

MensagemInglaterra [#168125] por Henrietta L. Tudor » 17 Out 2016, 14:13

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    Viktor não havia mudado nada, pensou Henrietta. Mesmo com o passar dos anos, o homem poderia adquirir rugas, sinais do envelhecimento e até mesmo olheiras, mas a personalidade era extraordinariamente jovem. A loira sabia de suas histórias cheias de adrenalina e até mesmo o seu árduo trabalho de manter seu grupo unido e cuidado. Em alguns momentos podia ver uma pessoa madura e em outras, como lamentar por um copo banal de cerveja, era uma criança mimada. Logo, a conversa sem destino tomou seu rumo, fazendo com que Henrietta tomasse uma postura mais firme diante dele. Não eram ali somente amigos, mas negociadores e por isso precisava ser profissional, mesmo que ela tivesse completa confiança de que o ucraniano não iria lhe passar a perna. Outros já tinham feito e, independente se tinham famílias ou coisas importantes na terra, haviam sido mortos sem sequer a vampira pensar duas vezes.

    -
    Sua cônjuge que o diga, não é mesmo? – Sorriu ironicamente quando citado sobre todas as mulheres que ele havia conhecido e, estranhamente, havia parado com alguém também da realeza. Mesmo que esse título não mais fosse usado pelos humanos para referir-se a Henrietta, de vez em quando alguém parecia gostar de brincar com o fogo – A escolha de como prefere deteriorar o seu corpo é uma escolha completamente sua. Devia afetar sua família, não é? – Suas palavras frias e sem emoção poderiam causar arrepios em alguns, como também um medo descontrolável. Porém com o quase idoso naquela mesa, parecia ser uma forma de entretenimento. O sorriso não se afastou em nenhum momento, ainda mais quando suas mãos formigavam para ter o que queria – Estou à procura de uma nova remessa de armas russas que utilizam laser para treino de tiro.

    Ambos cortaram o assunto no momento em que as batidas na porta oriunda do garçom, que entregou o destilado ao homem, sem encarar a vampira que o olhou com desgosto. Seus olhos mudaram de direção ao ver Viktor retirando de seu bolso um simples bloco de notas que, ao toque, revelou o mostruário novo e cheio de novas armas. Henrietta olhou para ele esperando que pudesse tocar o mesmo e folhear as páginas até encontrar algo que lhe agradasse. Continuou folheando enquanto o ucraniano explicava sobre as “novas meninas” dele e a loira havia encontrado alguns modelos que lhe interessavam, porém tinha em mente que seria necessário colocar as mãos nas bonecas e atirar –
    Seria possível testá-las, pelo menos duas ou três? – Os olhos vermelhos pareciam ter sido escurecidos pela curiosidade. Sua sobrancelha erguida dava um ar divertido ao seu rosto, mostrando que estava extremamente confortável com a situação – Só precisarei de duas: uma de frequência de rádio e a outra de feixe de partículas anatômicas.

    Henrietta sabia bem que Viktor gostava de ironizar sua imortalidade, mesmo ela tendo a certeza de que ele estava invejando a eternidade. Colocou o catálogo sobre a mesa e falseou uma risada nasalada, dando a impressão de que era uma humana, mesmo que a loira não estivesse fingindo respirar todo o tempo –
    A imortalidade é um privilégio, e não um fardo. Estou buscando algo novo, ampliar minhas táticas de guerra. É algo que me entretém. – Como um bom comerciante, Viktor pegou o mostruário, colocando-o de volta no bolso, informando sobre o pagamento e onde poderiam ser feitos os treinos das armas. A loira confirmou com a cabeça, sentindo a excitação começar a dominar seu corpo. Não se importava com os meios do ucraniano em obter essas belezuras, mas sabia que precisaria ficar de olho para que não entrassem em furadas. Sem mais delongas, retirou da bolsa uma quantidade de dinheiro que parecia ser conveniente para o pagamento inicial – É o suficiente? – Seu sorriso irônico dava uma belíssima pintura a sua face, ainda mais quando haviam quase combinado o horário – Sim, a noite o laser será mais fácil de ser observado e, claro, se está de acordo com o que eu preciso. E, obviamente, seria o único horário disponível, já que estamos quase no verão, não é mesmo?

    Sempre odiara o verão, mesmo quando ainda era humana. Estar presa dentro do castelo, tendo que reduzir as saídas devido ao horário estendido do sol não era algo que se sentia confortável. Normalmente os mortais gostavam de aproveitar as altas temperaturas o que reduzia pela metade as irritações que tinha, porém dobrava seu mal humor. O homem a sua frente comentou sobre sua abstinência de bebidas alcoólicas durante a conversa e Henrietta rolou os olhos em sinal de desaprovação. Não se alimentava de nada que não fosse sangue humano. Por muito tempo havia tentado parecer uma mortal, bebericando bebidas e até mesmo se aventurando com comida. Havia observado que não lhe fazia nada bem e que as pessoas aceitassem sua superioridade –
    Não. Obrigada. Isso não me atrai, mesmo que eu, quando extremamente necessário, beba um pouco. E você? Prefere tirar-se do tédio afundando na bebida? – A loira não resistiu à tentação de alfinetá-lo por seus hábitos peculiares e destrutivos – Me parece nenhum pouco tentador.

    A fumaça de seu cigarro atravessou a sala, invadindo seu espaço pessoal. Mesmo bloqueando todo o ar possível, ainda podia sentir as partículas acinzentadas invadirem seu corpo. Com delicadeza, moveu a mão em frente a sua face para tirar aquela poluição de sua frente. Como o acordo já havia sido firmado, Viktor voltara a falar de banalidades, porém Henrietta estava sentindo-se entretida pelas mesmas –
    Se precisar de mais, me avise. Por sorte, os negócios vão muito bem e posso continuar mantendo o dinheiro de minha finada família – Não conseguiu deixar de rir, lembrando-se com satisfação em ver um a um de sua corrompida família ser morta. Algumas das pessoas não mereciam, porém ela havia decidido não transformar nenhum humano até que visse que era extremamente necessário. Viktor novamente citara sobre o sol e a loira não estava disposta a ter queimaduras de pele somente por armas. Teria que ser algo muito maior para isso – Ter queimaduras na pele não são uma opção. Independentemente do que possa acontecer – Seguiu o olhar dele para o estranho transporte trouxa chamado Motocicleta. Obviamente havia diversas marcas e a vampira não se importava com a tal de Harley que o homem a sua frente citava com tanto afeto – Vocês humanos gostam de correr riscos ridículos com o próprio corpo. É de se esperar que ajam tão estupidamente devido a bebida e ao tabaco. Se bem que, prefiro carros. Mesmo ano tendo tido nenhum interesse em andar de motocicleta.


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Re: Herberge und Taverne Vöstkolkk

MensagemUcrania [#168209] por Viktor K. Zolnerowich » 19 Out 2016, 19:07

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- Não é? - respondi com um sorriso nos lábios e, em seguida baforei o cigarro, soltando em seguida aquela fumaça prazerosa- e tantas outras que cruzaram meu caminho antes de me tornar um homem fiel. - sorria maroto. Era estranho me ver como um homem casado e, além de tudo, fiel, apesar de eu já ter depositado a fidelidade nas mãos de outras duas mulheres e uma delas me fodera inigualavelmente. Mas, a ideia ainda me soava cômica, de estar casado e tudo mais, mesmo após tudo o que eu havia passado com a minha mulher juntos em todas as situações fodas que tivemos que enfrentar. Só esperava que o relacionamento perdurasse, ainda mais agora que vinha outro rebento a caminho. Vlad dizia que eu parecia uma máquina de fazer filhos, e se perguntou quantos outros Zolnerowichs sem nomes deveriam ter pelo mundo; pergunta esta que algumas vezes eu também me fazia. - Afetar minha família? - ergui as pestanas, achando graça - pelo visto, acho que você se esqueceu um pouco como é minha família. E os membros novos vão se acostumando ao meu jeito -pisquei, maroto.

Contudo, ali, diante de Henrietta não era momento para pensar em detalhes de minha vida pessoal. Fazia um tempinho já que eu não a via, e, apesar de ser vampira e sua aparência física ser imutável pela natureza, a personalidade fria, sarcástica e calculista da loira não havia mudado em nada. Apesar de sermos tão destonantes em vários aspectos, era relaxante conversar com a mulher, mesmo que volta e meia nossas conversas caíssem em assuntos existencialistas, dos quais, com uma garrafa de cerveja na mão, não vinham coisas profundas de minha pessoa. Ademais, tinha sempre aquela ironia, provocação no ar, que às vezes me fazia sentir como se fosse um adolescente em tempos de escola. Enfim... era gostoso. Gostava da companhia dela.

Porém, logo em seguida a minha fala, não tardou para que o garçom entrasse com minha cerveja, o assunto silenciasse temporariamente e, depois, retornasse comigo tirando de meu bolso do colete de couro um mostruário aparentemente pequeno, semelhante a um bloco de notas. Era o "livro de compras"; o folheto demonstrativo das armas que eu vendia no presente momento; inclusive, as armas a laser, recentemente implementadas no exército russo, haviam sido incluídas no rol. Agraciadas com magia, as fotos davam uma dimensão simplificada do poder de destruição daquelas garotas. Coloquei o folheto sobre a mesa e, com um toque na superfície das folhas, o conteúdo fora revelado e entregue à mulher.


- Dependendo do princípio físico usado, tem-se as armas de laser de radiofrequência, cinéticas, feixe de partículas atômicas e frequência de rádio - pelas descrições, dava para se ter noção que somente eram usadas por exército de elite e por profissionais devidamente qualificados. Além do mais, por serem novas no mercado, não eram armas de baixo custo; pelo contrário, constituíam uma das mais caras vendidas por mim. - Elas são de última geração, de tecnologia de ponta e também são usadas por outros exércitos, como o americano, por exemplo. - mantinha um tom mais formal que das outras vezes, embora não de forma deliberada, mas, em virtude de certa exigência que o assunto incitava - Apesar de tê-las para fornecimento, preciso encomendá-las, devido ao seu valor monetário, já que ainda saem pouco. É uma arma mais para uso bélico.... - afastei-me, encostando na cadeira, analisando Henrietta temporariamente que estava compenetrada no mostruário. - você está pretendendo entrar em guerra com alguém? - incitava curiosidade como também ironia. - afinal, deve ser meio entediante viver por muitos anos, não é? E não ter coisas interessantes para fazer. - provocava.

Henrietta queria testá-las, algo que era perfeitamente normal nestes casos, ainda mais por serem armas novas. E, por certa confiança que foi adquirida ao longo de anos de acordo de compra de armas, poderia adiantar os testes e adquirição das armas.
- o pagamento é metade agora e metade quando você as receber - dizia desnecessariamente, pegando o mostruário e guardando-o. - e claro... é possível testá-las sim. Tenho um galpão em Kiev que é protegido magicamente e afastado da cidade. É perfeito para estas ocasiões. Está também protegido pela polícia local, embora eles não sabiam obviamente da magia existente ali. Portanto, sem empecilhos. - disse maroto, evidenciando de forma desnecessária, como se Henrietta já não soubesse, que mantinha algumas autoridades na minha folha de pagamento a título de sobrevivência no mundo do crime - o fato de você preferir a noite -tirava onda com o fato vampiresco - pode facilitar para verificar a eficácia das armas. Organizarei o dia e mando para você, em forma de patrono, a atualização da compra. - negociar com bruxos e pessoas do mundo mágico tinha as suas vantagens ocasionalmente.

- Sabe... até hoje só encontrei uma pessoa que diz a mesma coisa que você - referenciava a Georgine - mas, eu vejo a imortalidade como um enfado. - bebericava a cerveja recém-chegada e alternava a bebida aos tragos com o cigarro. - e você... não costuma beber nada em lugares assim? - indicava o ambiente que nos envolvia - para não bancar uma mulher supostamente neurótica com dieta como tem por ai? Nem mesmo quando está comprando artefatos para entretê-la e tirá-la do tédio da vida? - provocava com um sorriso no rosto, analisando a vampira enquanto falava.

Henrieta abriu sua bolsa, retirando um montante considerável de dinheiro. A vampira sabia fazer render a sua herança nobiliárquica. Talvez porque também tivesse hábitos diferenciados dos demais representantes da humanidade. Seu único alimento constituía-se basicamente de bolsinhas recheadas de sangue. E, como representante da realeza, mesmo que agora ela não atuasse em consonância com sua família remanescente trouxa, aparentemente gostava de ostentar sua riqueza; uma "qualidade" vista em todos reizinhos e associados por ai.
- Acho que é sim suficiente - sorri enquanto pegava o montante de dinheiro com falsa e perceptível indiferença com o intuito de provocá-la e, em seguida, o pus no bolso interno de meu colete o qual era magicamente expansível. - sendo a noite, você também não corre o risco de ter sua linda e fria pele fritada, não é? - beberiquei a cerveja.

- E não... não prefiro afundar-me no alcóol para sair do tédio. - traguei o cigarro e o mostrei para Henrietta - estes são apenas vícios que a vida me ofereceu e eu os peguei ao longo de minha jornada. Agora, já velho, não há porquê parar. Pulmão, fígado e demais órgãos serão as únicas coisas as quais não poderei passar para frente, para meu legado de continuidade na terra. Para me entreter e tirar-me do tédio, eu tenho aquilo - indiquei para a janela através da qual se podia ver a Harley que eu mantinha como objeto de minha devoção. - aquilo sim tira meu tédio. Já andou? - soltei a fumaça, e ela naturalmente atravessou a sala, alcançando Henrietta. Contudo, como era vampira e não respirava, não precisava se sentir incomodada. Mas, ela se agraciou daquele pequeno teatro de humanidade, tentando afastar a pequena e singela porção de vapor enfumaçado.

Para variar, Henrietta criticava outro aspecto de minha vida. Parecia constituir um hobbie gratuito para a vampira estas atitudes, contudo eu não me importava. Eram farpas trocadas, e, portanto, levava a maioria em tom de brincadeira.
- E pelo jeito - sorri quando ela ostentou com prazer sua fortuna - você está conseguindo se sustentar financeiramente bem por séculos, ainda mais com estes hobbies caros que você tem. - bebeu a cerveja, finalizando-a. - deve ter uma fonte de rendimentos considerável para conseguir mantê-los.... - disse, olhando novamente para a harley através da parede vítrea da janela, com o mesmo prazer de outrora, o mesmo da primeira vez em que montei em uma quando ainda era criança e seguia na garupa guiada por Mikhail. Além do mais, motocicletas não eram mais apenas Hobbies, era o meio de subsistência, aquele que me tornara presidente do MC e alimentava a empresa que detínhamos.

- Uau... - ergui as pestanas em desacordo - riscos ridículos? Pô, Henri... você fala assim porque nunca sentiu o verdadeiro prazer em cima daquela máquina. Sem riscos, você faz de sua vida efêmera e fugaz, como diziam os poetas. Torna-te apenas um risco desnecessário no universo. Não acha? Que graça teria viver sem sentir a adrenalina pungente na veia? Você ainda consegue sentir isto, mesmo depois de séculos de vida? - sorri desafiador - porque duvido, gata... que colecionar armas e usá-las seja seu único hobbie para fazer a sua imortalidade algo que valha a pena cultivar. Além do mais, com carros, você não consegue sentir toda a essência da estrada; está protegido dela. - minha voz paulatinamente tomava contornos os quais eu sequer percebia toda vez que falava e reverenciava o meu hobbie, o gosto e prazer que tinha pela estrada, por motos e por velocidade. - ver o passado passar pelo retrovisor, você tendo apenas o vento e a velocidade como cúmplices e testemunhas de seus atos ao longo de uma estrada a qual você sequer se importa para onde ela te leva, mas, como ela te leva, como ela te faz se sentir livre e sem um destino pré-determinado... - na estrada eu simplesmente conseguia orientar os pensamentos e verificar as falhas e o que precisava ser corrigido e exterminado no MC. Não era uma tarefa fácil comandar aqueles homens às vezes tão tempestuosos e de pensamentos e atitudes viris e, por vezes, idiotas e inconsequentes. Precisava de momentos sozinho, sem ninguém para sugerir o que fazer e como fazer.

- Mas, se quiser, - sorri-lhe para Henrietta, carregando um tom de desafio em meus olhos, enquanto eles fitavam aqueles tão singulares orbes avermelhados. - posso te levar para dar uma volta e ainda deixá-la em seu castelo ou sua moradia se desejar. Nunca fui muito afeito de transportes mágicos... tem certas coisas que a magia não supera o jeito trouxa de ser.


With: Henrietta
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Re: Herberge und Taverne Vöstkolkk

MensagemInglaterra [#169023] por Henrietta L. Tudor » 07 Nov 2016, 12:53

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    A loira sempre se impressionava com bruxos que expressavam em seus hábitos, e amigáveis conversas sobre seus interesses pelo mundo trouxa. Nem sempre apreciado por bruxos de sangue puro, em especial por aqueles que acreditavam ser superiores aos trouxas que lhe enojavam por seu falar desdenhoso. Utilizam suas roupas, vestem-se muitas vezes como eles, mas preferem dizer que os odeia. Inclusive Henrietta havia deixado de treinar bruxos e recusando-se a torna-los melhores lutadores e duelistas por impor seu sangue bruxo acima dos não-mágicos. Entretanto, Viktor sempre lhe surpreendia. Seu trabalho negro, seus hábitos abomináveis como também suas atividades duvidosas sempre envolviam o mundo não-mágico. Por esse motivo e entre outros, a vampira ainda mantinha contatos com o homem à sua frente. O humor negro, insinuações sobre sua eternidade e também momentos onde mostrava sua fragilidade diante dos seus bens materiais eram um copo cheio de entretenimento e diversão diante do ritmo de treinos e estudos.

    -
    Sua dramatização não me comove – Respondeu a loira cheia de ácido e frieza, porém seus olhos mostravam uma pontada de divertimento ao ver o homem se incomodar por sua resposta anterior. A tão bela e imortal moça ergueu a sobrancelha mostrando sua descrença diante do transporte idolatrado pelo homem à sua frente – Sei que você possui um profundo respeito pela sua motocicleta, mas isso não implica que não é possível sentir a adrenalina diante de uma batalha ou até mesmo em uma caça – Henrietta deixara o fim de sua resposta no ar, podendo ser uma simples caça por animais ou humanos de sangue quente e pulsante. Obviamente alimentar-se de humanos era muito mais delicioso e apetitoso, porém de tempos em tempos a dieta precisava ser modificada para manter o bom relacionamento com o mundo humano. Uma parte de seu espirituoso discurso lhe cativara, encarando-o com um questionamento na ponta dos lábios – Como você pode desejar tanto a liberdade quando está preso à uma família? E ainda mais: a um grupo que lhe consome tanto? Parece que alguém vive as oposições da vida e gosta de viver em uma situação sadomasoquista constantemente. Não que me incomode – Aproximei-me dele como se visse uma presa e não mais um amigo – Eu gosto de torturar-me de vez em quando, ainda mais quando o sangue vale a pena ser esperado.

    O som desafiador dele não a assustava. Muito menos a incomodava. Viktor durante os anos parecia gostar de tentar expor a vampira a situações consideradas “de risco”, onde muitas vezes a mesma esperava que seu coração parasse de bater para que pudesse provar de seu sangue. Havia anos que não se alimentava diretamente de humanos, de vez em quando de algum romance ou rapaz que se dizia apaixonado. Nunca teve um sangue que não a chamasse que não havia sido provado, mas no caso de Viktor era somente uma diversão para que pudesse entreter-se tanto quanto se sentia ocupada quando estava ao seu lado. Sorriu diante da proposta, enquanto voltava a encarar a moto que estava em questão –
    Viktor, como pode ser tão ruim de geografia? Minha residência se encontra na Inglaterra. Como irá se mover tão rápido com um transporte, ao meu ver daqui, sem nenhuma magia?

    As madeixas loiras moveram-se devagar enquanto a vampira sorria divertida para o homem a sua frente –
    Eu estou em Durmstrang, por tempo indeterminado – Em um momento humano, piscou um de seus olhos esperando pela surpresa, os batimentos cardíacos modificarem-se e até mesmo a mudança da pupila dilatada diante da novidade – Estou como docente, parece que o anterior deixou os alunos sem treinamentos. Aquelas crianças estão um desastre, ao meu ver. Não treinam, nem sequer sabem como defender-se. Sem contar com a falta de respeito com os alunos mais velhos – O olhar venenoso e também ferido pelas pontuações citadas, Henrietta sentia-se ofendida pela falta de respeito que a cátedra estava sendo levada – Você pretende entrar na instituição? Não imaginei que você fosse se envolver com coisas rígidas e regras firmes de uma área militar. Viktor, você vem me surpreendendo. Parece que o homem que gosta de liberdade, vem preferindo ficar preso – Ergueu a sobrancelha diante da resposta cínica e um sorriso que mostrava os caninos que para muitos, era uma arma extremamente letal – Diga-me mais sobre o seu plano, gostaria de saber como conseguirá essa proeza.


Interagindo com: Viktor K. Zolnerowich.
Recado: ficou pequeno, mas foi com "amor" -q
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