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Ancor Vantian - Dargavs, Russia

Ancor Vantian - Dargavs, Russia

MensagemFranca [#179020] por Edmund Vladislav » 29 Ago 2017, 14:49

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Construído a mais de três mil anos pelos primeiros Vladislav, Ancor Vantian (fortaleza do império) é um castelo milenar, de construção imensa, podendo comportar mais de duas mil pessoas. Suas torres atingem grandes altitudes, onde as mais altas conseguem ultrapassar o nível das nuvens. Localizado no alto da montanha, atrás do vilarejo Dargavs, a fortaleza possui difícil acesso. A área é protegida magicamente, impedindo aparatação ou qualquer outro tipo de viagem dimensional, suas paredes são largas e magicamente protegidas com selos e rituais. A única forma segura de se chegar lá é através de uma estrada íngreme, atrás do grande portão lunar, fortemente guarnecido pelos cavaleiros trajados em negro, homens fieis ao Lord (ou Patriarca para os anciões). Atualmente, o lugar esta sob a liderança de Sir. Edmund, o primeiro na linha de sucessão do braço principal da família Vladislav, que também é responsável por administrar o pequeno vilarejo bruxo Dargavs.

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Dargavs, conhecida como Cidade dos Mortos, está localizada próximo ao rio Gizeldon, no distrito Prigorodny, na Rússia, é um ambiente cheio de mitos e lendas. O pequeno vilarejo está escondido pelas Montanhas Caucasus, que esconde um antigo cemitério cheio de tumbas e criptas com símbolos diversos, dentre eles, mágicos. Dizem, que quem adentrar os limites da cidade, jamais poderão sair da mesma vivos, e por isso, muitos turistas trouxas desistem de seguirem caminho por dentro deste local. Para aqueles corajosos, não encontrarão nada mais, nada menos que ossos pelo chão, como também dentro das casas, que parecem estar abandonadas há séculos, com manchas negras e corpos deitados em camas de feno. Entretanto, aos olhos bruxos, quem adentrasse ao local, poderia ver uma diferente realidade: uma cidade viva, que seguia paralelamente ao que o mundo trouxa via. Seus mortos ainda eram enterrados dentro dos limites da cidade, ou deixados nas camas, para irem ao “outro mundo”, mantendo o segredo da cidade protegido e seus presentes também. Haviam exatos 300 habitantes, para que não causasse nenhum problema ou discórdia na quantidade de casas medievais que existiam ali. Dentro das mesmas haviam enormes expansões, que permitiam que suas famílias pudessem ter conforto e as melhores mercadorias, providas pelo comercio bruxo, ou mesmo dos Vladislav. A poderosa magia só era possível devido ao maravilhoso e imponente castelo Ancor Vantian, que tinha seu primeiro desafio para a chegada ali, dentro do vilarejo.


Trajados em Negro

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O castelo principal da família Vladislav e o vilarejo contam com a proteção de soldados, porem além da guarda convencional local, existe um grupo de homens (fieis ao Lord e que só respondem ao mesmo) responsáveis por monitorar fervorosamente e patrulhar a montanha, corajosos e destemidos, esses homens pertencem a ordem dos Trajados em Negro. Fundada por Konstantin Vladislav, o fiel, a ordem tem como objetivo proteger toda a região de Dargavs (e consequentemente o grande castelo), montados em testralios ou cavalos alados, munidos com bestas e espadas (ou varinha no caso dos bruxos) utilizam roupas escuras, que ocultam sua face, o uniforme é mais conhecido como “trapos” e são magicamente encantados fazendo com que o usuário fique imune as baixas temperaturas e também lhe dando uma aparência espectral com intuito de intimidação. Atualmente, a ordem conta com mais de cem Trajados em Negro que estão sob a liderança do alemão Bastian Krammer, braço direito de Edmund.
Editado pela última vez por Edmund Vladislav em 24 Dez 2018, 19:39, em um total de 1 vez.
Edmund Vladislav
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Re: Ancor Vantian - Dargavs, Russia

MensagemAustria [#179172] por Alexander L. Kirchsteiger » 04 Set 2017, 14:23

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- Dargavs
22:30 PM


    – As minha suspeitas finalmente estavam se concretizando, porem, antes de avançar mais nas investigações, eu tinha que visitar um lugar que minha mãe citou tantas vezes em suas historias de família, o vilarejo fantasma chamado Dargavs. O acesso a aquele lugar era muito difícil para um trouxa, mas não para um bruxo, ainda seria mais fácil para mim devido ao meu manto. Naquele dia, recebi uma carta da minha amada Wina, apenas não tive tempo para ler calmamente, já que Phoebe não parava de reclamar sobre minha ida até a cidade fantasma. – Já te disse, não vou mudar de ideia, agora da para me devolver as luvas? – Estava sentado, terminando de calçar a bota e olhando para a mulher de cabelos loiros. Essa por sua vez caminhava e um lado para o outro na minha frente, o que só me deixava ainda mais irritado. – Aquele lugar é fortemente protegido e alguém pode te reconhecer, vocês Vladislavs são imas para desastres e coisas ruins.... Velkan, por Morrigan, não vá ou pode por em risco tudo o que descobrimos até o momento. – Suspirei ficando de pé, o lado bom de ser maior de idade é que agora ela não era mais minha tutora e poderei fazer o que bem entender.

    Atravessei o quarto da pousada e fui até o armário, retirando de dentro um belo manto escuro, ordenado em ouro branco nas pontas, a herança me deixada por minha falecida irmã, Amélia. – Não envolva a Deusa nisso e se acalme de uma vez por todas, volto em no máximo três dias... E se a Wina me enviar mais alguma carta, guarde para mim. – Apanhei o par de luvas da mão dela bruscamente, mas a mulher tirou proveito da aproximação e me beijou. Aquela não fora a primeira vez (e tenho certeza que não seria a última), então a empurrei após algum tempo. – Você esta ficando emocional demais, Phoebe. – Limpei a pequena mancha de batom da boca e virei para o espelho, verificando se tinha vestido roupa o suficiente para encarar o frio intenso das montanhas. – Não chame atenção, Velkan, ou vai me desapontar, não foi isso que te ensinei. – Um par de mãos surgiu em meus ombros, o que tinha dado nela? Talvez tenha lido a carta da minha irmã... É, isso explicaria tudo. – Não se preocupe, eu consigo ser discreto. – Enfiei a mão no bolso da calça e retirei uma foto velha da minha mãe com a mãe dela em uma estrada de areia.

    Olhei bem para o retrato, ignorando as duas e registrando os detalhes do cenário rustico, dava para ver algumas casas, muita neve e uma imensa construção ao fundo, seria o portão do tal castelo? Isso eu saberia logo mais. Girei o corpo e passei por Phoebe. – Até mais, Belmont. – Dei uma piscadela e pronunciei a palavra de ativação do manto, me unindo a sombra do quarto como se a mesma fosse uma substancia pastosa a qual eu consigo tocar. Memorizei bem o local, focando nas imagens em minha mente. Viajar através da sombra era semelhante a rede de flu, dava para ver inúmeros vislumbres de locais sombrios, desde cômodos, a áreas remotas, a diferença era que eu não estava sendo puxado, meu controle era absoluto naquele terreno. Meu corpo flutuava em alta velocidade até finalmente chegar ao destino. Quando sai da sombra, me deparei com uma cidadezinha deserta, o frio era intenso e estava nevando bastante.

    Observei ao redor, a mão estava próxima ao bolso da calça onde a varinha estava guardada. – Uau... É enorme. – Observei a sombra do enorme castelo, subindo ainda mais a montanha, passando por um enorme portão. Não sei se deveria sentir algo semelhante a nostalgia, já que a ultima vez que fui levado ali, era apenas um bebê e segundo minha mãe, acabamos banidos graças ao meu pai que teve uma briga séria com o sogro, uma historia a qual nunca escutei atentamente, pois desconfiava o motivo de toda a confusão. Comecei a andar, procurando um pub, sabia que tinha um. Atravessei a rua, tomando cuidado onde pisava, já que tudo estava com muita neve, até que avistei uma casa grande com luzes acesas, parecia movimentada e dava para ouvir o barulho de musica, aparentemente aquele era o bar local. Suspirei e comecei a andar naquela direção.

    Ao adentrar no local, senti os olhares caindo sobre mim e como se não bastasse isso, a musica também parou. Joguei o capuz do manto para trás, era como se quase todo o vilarejo estivesse ali, de fora, o bar parecia bem menor, mas o interior era grande, muitas mesas estavam cheias, e não demorou muito, as cabeças se juntaram e começaram os sussurros. Senti meu coração acelerar um pouco, engolindo em seco, então caminhei em direção ao balcão, sentando em um banco e olhando o estoque de bebidas. Um homem velho e calvo se aproximou, não demorei a notar que aquele era o barmen. – Boa noite, forasteiro... Desculpe a recepção estranha, não costumamos receber viajantes em um horário tardio. – Fazia tempo que eu não falava em Russo, então limpei a garganta e o encarei, mantendo minha expressão amistosa, mas não demais, exageros poderiam levantar suspeitas. – Tudo bem, não se preocupe, mesmo em tempos de paz, é bom tomar cuidado... Poderia me sevir uma dose de vodka por favor? – O homem fez um sinal positivo e apanhou uma garrafa, depois encheu despejou o liquido dentro e me serviu.

    Bebi a dose com um único gole, o liquido desceu cortando a garganta e fazendo os pelos do meu corpo ficarem de pé, o gosto era bem agradável e forte, uma excelente bebida para dias frios como aquele. – Você me parece familiar, já veio aqui antes? – Fiz sinal para que ele servisse outra dose e o encarei, ainda sorrindo sem mostrar os dentes. – Muitos me dizem isso, mas nunca vim aqui. – Menti obviamente, não desejava revelar minha identidade, ainda mais depois de ver o V cravejado em um quadro de madeira, posicionado atrás do piano a direita do cômodo, a uma altura boa o suficiente para que todos ali pudessem enxergar. A pergunta feita pelo homem era uma mentira, uma jogada feita para tentar extrair algum tipo de informação, já perdi as contas de quantas vezes me fizeram aquele questionamento. De qualquer forma, me mantive neutro e quieto, apenas apreciando a bebida enquanto a musica e o barulho aos poucos iam voltando, mas o que era aquele pressentimento que tive? O que raios eu deveria fazer naquele fim de mundo? Talvez as respostas poderiam vir logo mais. –
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Alexander L. Kirchsteiger
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Re: Ancor Vantian - Dargavs, Russia

MensagemFranca [#179176] por Alleria Vladislav » 04 Set 2017, 16:03

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Safrina, fale devagar e respire. – Movi os dedos em linguagem de sinais, inspirando e expirando o ar enquanto sinalizava o que a senhora precisava fazer. Percebi que os breves segundos a ajudaram a acalmar-se e então, voltar a falar russo. Meus ouvidos captaram o que estava dizendo e, de alguma forma, não gostei nada de sua informação. Os olhos que antes eram atenciosos, se tornaram sérios e quase frios, ao saber que havia um forasteiro em Dargavs. Entretanto, normalmente vinham trouxas e suas estúpidas tecnologias para o vilarejo, porém não eram capazes de ver nada. Ou fazer algo, pelo menos. – Para onde ele foi? Você sabe me dizer? Questionei mais uma vez, esperando que pudesse compreender os sinais e fosse clara. Sua resposta fizeram, mais uma vez, meus sentidos e preocupações subirem, tornando a situação ainda mais complicada: um homem, em sua idade de vinte e poucos anos, havia adentrado o local do nada. Como não era costume que eles se aproximassem, ainda mais quando tinham ciência de quem comandava a região.

Edmund não gostaria de saber sobre o assunto e, por este motivo, preferi lidar com isso sozinha. Se fosse mais um idiota, tinha uma faca nas vestes e poderia muito bem dar um jeito naquela situação. –
Obrigada, Safrina. Vou dar uma visitada ao Pub. Não avise meu irmão ainda, lhe direi quando. – Apontei para sua cabeça, lembrando-a sobre a telepatia, que só era usada em situações de perigo, caso fosse extremamente necessário. Fora meus irmãos e alguns bebês, ninguém mais tinha suas mentes invadidas por mim, a não ser em situações como essa. Safrina, como uma das chefes comandantes da cozinha por tantos anos, reconhecia ainda minha voz, por este motivo, não se assustaria com a situação. Toquei de leve em seu ombro, tentando sorrir, para que não se sentisse sozinha, pois sabia que preocupações e medos não a levariam a lugar algum. Deixei que ela fosse terminar seus afazeres e encarei a direção ao Pub.

Já era tarde da noite quando isto tudo acontecia. O sol ainda não tinha se posto e, por isso, encarar o rapaz não seria um problema. Enquanto caminhava até o pub, dando tempo para que o dono do mesmo pudesse investigá-lo, quando cheguei a porta, deixei minha mente vasculhar as outras. Não poderia ver memórias anteriores, somente recentes, mas era o suficiente. Reconheci a dos outros dentro do local, menos a do forasteiro, que parecia ter ciência do que estava acontecendo. Abri a porta, percebendo os olhares, mas não me importei. Havia aprendido em Durmstrang que ser uma Vladislav lhe trazia aquele grupo de olhos te vigiando, ainda mais quando se cuidava deles. O homem estava de costas e parecia tentar não pensar em muitas coisas, como estivesse escondendo algo. Encarei Jörk, sinalizando com a cabeça para que soubesse o motivo de minha chegada.

Sentei-me ao lado do viajante, enquanto o senhor que tinha ótimas ideias de pintura, mas comandava o Pub me entregava um copo de água. Virei-me para o ser, tentando entender seus interesses, sem deixar minha guarda baixar –
O que você quer aqui? – Fiz o sinal com as mãos e Jörk dissera em alta voz, sendo um exímio tradutor para o rapaz. Se o cara fosse experto, despejaria toda a sua fala, pois não o deixaria sair vivo se não nos dissesse suas intenções.



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Re: Ancor Vantian - Dargavs, Russia

MensagemAustria [#179177] por Alexander L. Kirchsteiger » 04 Set 2017, 16:44

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    – A música típica de taverna me distraiu, sempre gostei de bares clássicos, os atuais são modernos demais e pouco animados. Aquele era receptivo, se eu fosse um morador ou alguém conhecido, com certeza seria recebido de uma forma melhor. O barmen não se afastava de mim, já tinha percebido que ele iria me vigiar. Fiquei quieto na minha, até que uma garota surgiu sabe-se lá de onde e veio até mim, parando ao meu lado e sentando em um dos bancos. Reparei na cor dos olhos, eram iguais aos da minha mãe, juntamente com os fios loiros, típico das mulheres Vladislav.... Seria ela uma delas? Notei a forma como o barmen a cumprimentou, um pequena reverencia com a cabeça, de forma cordial. Elevei a sobrancelha quando a mesma fez um movimento com as mãos, demorei um pouco a entender que ela era muda. O homem rapidamente interpretou o que ela tinha “dito”. Mantive o contato visual com a jovem, era bela, mas não como Wina. Normalmente não gosto de interrogatórios, sempre fui de poucos amigos, pois não gosto de ser abordado, ainda mais de uma forma pouco amistosa como aquela.

    O homem perguntou novamente, mas eu fiz um sinal com a mão o interrompendo. – Eu entendi da primeira vez, calma.... Boa noite, senhorita. – Cumprimentei educadamente a moça, girando um pouco o corpo para poder observa-la melhor. – Meu nome é Alexander Kirchsteiger, estou de passagem apenas, mas por que deveria lhe informar meus objetivos? – Um pequeno alvoroço criou-se dentro do estabelecimento, não entendi muito bem o que eles estavam falando, escutei algo sobre irmã, Prefeito e.... Vladislav, é agora minhas suspeitas foram confirmadas. Contudo, a resposta da jovem, através de seus gestos, fez com que o barmen pedisse a todos para que se calassem e depois apresentar o nome da jovem. – Peço perdão pelo que disse, mas eu sou um forasteiro e a senhorita chegou me fazendo perguntas.... Mas se é quem diz ser e eu acredito que seja, poderíamos conversar mais reservadamente? – Saltei do banco, ficando de pé e apontando para uma das mesas mais ao fundo.

    A moça chamada Alleria, pareceu um pouco pensativa. – Insisto, não acho muito educado conversamos com tanta gente escutando e olhando para nós. Meus assuntos são particulares e vou compartilhar com você, se quiser me acompanhar. – O barmen questionou, porem ela acabou me seguindo. Educadamente, puxei uma cadeira para que ela sentasse e depois sentei do outro lado, ficando de frente para a mesma (e também da porta é claro). A escolha não fora por acaso, uma sombra estava bem atrás de mim, dava para fugir por ela caso a situação ficasse complicada.

    Não se preocupe, eu tenho papel para que a gente possa anotar e conversar a respeito do que vim fazer aqui. – Meu tom de voz era calmo, em minha face, apenas um sorrisinho de canto, nada que desse a entender um flerte, a moça não fazia meu tipo, sempre preferi morenas. Retirei um pedaço de pergaminho do bolso e uma caneta dessas que os trouxas utilizam. Comecei a anotar uma mentira é claro, não uma completa, estava falando que era amigo de Alexander Velkan Burikov Vladislav, que fomos colegas na escola e que o mesmo tinha me convidado para que fossemos a Dargavs juntos, depois de concluir o sétimo ano em Durmstrang. Depois contei que desde o massacre a família dele, onde todos morreram, eu estive ocupado e somente agora, consegui arrumar tempo e encontrar o lugar. – Aqui tem tudo. – Entreguei a caneta para ela junto com o pergaminho, ainda tinha espaço para que ela pudesse anotar perguntas. –
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Re: Ancor Vantian - Dargavs, Russia

MensagemFranca [#179178] por Alleria Vladislav » 04 Set 2017, 17:48

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O olhar do homem viera em minha direção e ouvi atentamente ao que ele tinha a dizer, sem precisar que Jörk interpretasse. O russo do rapaz era péssimo, mas dava para fingir que não ligava para alguns erros gramaticais. Meus olhos concentraram-se nos dele, em especial quando disse seu nome, alertando de que algo estava errado. O som das pessoas falando algumas coisas, e tudo além do necessário e ergui minha mão para que se calassem. Se havia algo que eu odiava, eram palavras soltas e depois ter problema com elas, por causa disso. Ao mesmo tempo, o barman também pediu silêncio, dizendo meu nome. Encarei o velho, pensando seriamente se ele tinha algum problema na cabeça. E se fosse um assassino? E se fosse Cyrus? Encoberto com um sobrenome tão incomum? A resposta do tal Alexander não me convencera em nada, mantendo meu rosto tão firme quanto uma Willa, em Durmstrang, seria. Entretanto, o pedido para falar algo reservado não me atraíra em nada, ainda mais quando saltou do banco, ficando pronto para uma conversa no fundo do pub.

Observei o local e retornei meus olhos a ele, mostrando que não sairia do lugar nem mesmo se me pagassem. Tive vontade de dizer que estes eram meus homens e se eles quisessem, o garoto estaria morto. Queria poder usar minhas palavras e voz autoritária, deixando-o sem chance de se meter com uma Vladislav. Jörk questionou-me se iria com o rapaz ou não e acenei que sim. Infelizmente, só saberia o que ele queria se fosse para ele e tentasse descobrir o que tinha a dizer. Não estava curiosa, queria enxotá-lo da vila e continuar meu percurso para a casa, entretanto, com ele ali, teria de me manter no local até que tivesse certeza de que estava longe. Observei que ele retirou uma cadeira, e fiz questão de pegar outra, deixando que fosse claro que não me subordinaria a ele. Percebi que ele escrevia algo e, enquanto isso, deixei minha mente abrir-se mais uma vez para ouvir a dele. Quantas mentiras, senhor Alexandre. Quantas mentiras... Se realmente o rapaz fosse meu primo, e pelos traços realmente poderia ser o rapaz que foi morto e foi salvo de alguma forma do ataque, Edmund adoraria saber disso.

Provavelmente cuidaria dele e de quem mais tivesse sobrevivido ao ataque. Contudo, por que agora poderia ter aparecido? Antes teria sido protegido dentro do castelo, até que todos os assassinos fossem pegos e destruídos. As perguntas perduraram a minha mente, revelando muito mais do que um mero descaso com o que estava escrito. Encarei o papel, sem realmente lê-lo e pensando em como reagiria ao fato de que aquele era possivelmente um de nós, um dos Vlads. Teria então, de colocar a mentira como “verdadeira” para depois desmascará-lo, ou talvez, mudar as cartas. Como nunca fui de gostar de ficar brincando de enrolação, encarei seus olhos, pegando aquele objeto nojento e sujo dos trouxas, e jogando para trás. Pedi a Jörk uma pena com tinta inextinguível e risquei seu texto, escrevendo:


“Eu sei quem você é. Alexander jamais teve um amigo com o mesmo nome, até porque, eu estava em Durmstrang quando isso tudo aconteceu, primo. Que tal me contar a verdade?”



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Re: Ancor Vantian - Dargavs, Russia

MensagemAustria [#179186] por Alexander L. Kirchsteiger » 04 Set 2017, 19:21

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    – Não demorou muito para que eu notasse as semelhanças de Alleria com a minha mãe e o meu irmão mais velho, típicos Vladislavs, arrogantes e sempre de cara amarrada, tudo bem que eu herdei algumas dessas características, só que estando do outro lado da mesa, me passando por outra pessoa, agora notei o quanto isso é ainda mais irritante. A moça pegou minha caneta e jogou fora, aquilo me fez sorrir e rolar os olhos, provavelmente ela foi muito mimada, todos naquela família se comportavam assim (exceto Kishan, meu irmão gêmeo nem parecia ser um Vladislav), ao menos os que conheci e sei que tem muitos no mundo. – Com certeza ela e a Amy seriam melhores amigas. – Cruzei os braços e me acomodei na cadeira, olhando ao redor e ignorando os olhares curiosos em minha direção. Será se Phoebe estava certa? Eu fiz certo vindo até essa terra de ninguém no fim do mundo e cheia de pessoas hostis? Mais questões que eu descobriria em breve, outro pressentimento que senti naquele momento.

    A observei rabiscar algumas coisas no papel e me entregar. – Mais baboseiras. – Tentei não demonstrar minha impaciência, apenas apanhei o papel, olhando para ela antes de percorrer as palavras com meus olhos. E foi ai que senti como se tivesse tido o braço explodido novamente, meu coração acelerou quase que instantaneamente, meu cérebro começou a funcionar. – Como é que... – E então lembrei de uma das aulas que tive com Phoebe no terceiro ano. Estávamos no apartamento dela, no dojô para ser mais exato e ela tentava invadir minha mente com o Legilimens, eu tinha que resistir e não conseguia, naquele dia descobri que não tinha a menor vocação para oclumente, então aprendi a como lidar com bruxos que possuem aquele tipo de poder. Parei de encara-la nos olhos, senti meus dedos ficarem um pouco trêmulos devido ao nervosismo, sempre consegui ocultar minha identidade com sucesso, até mesmo de pessoas que me conheceram em Durmstrang e agora fui descoberto assim, tão facilmente... Talvez eu pudesse fazer algo, aquela conversa estava apenas no começo.

    Apanhei a pena, porem antes que pudesse escrever algo, o bar ficou em silencio mais uma vez, a porta se abriu e uma figura humanoide adentrou o estabelecimento. Se eu não tivesse notado as pernas, provavelmente iria pensar que se tratava de um dementador. Percebi também ao olhar pela janela, que mais quatro estavam posicionados do lado de fora, além de outros homens normais que conversavam com esses seres estranhos. – Quem são eles? – Por instinto, aproximei minha mão esquerda do bolso da calça onde estava a varinha.

    O homem que parecia estar fantasiado de dementador, aproximou-se e parou bem ao lado de Alleria. – Hora hora... Eu sei quem você é. – A voz era um pouco distorcida, percebi que se tratava de um efeito magico, ninguém poderia ter uma voz tão distorcida e assustadora, os trouxas conseguiam fazer aquilo com tecnologia é claro, porem bruxos? Somente com magia. – Bom para você. – Respondi de forma arrogante, e dando um meio sorriso para a moça. – Vocês tem essa mania estranha de chegar sem se apresentar? Fazendo interrogatórios ou fazendo suposições sobre as pessoas. – Suspirei, ainda estava nervoso com aquelas pessoas, parece que minha antiga tutora estava certa sobre a minha ideia de ir até aquele lugar. Os dois ficaram em silencio por alguns segundos, olhei para o homem, não dava para ver seu rosto, era como se tivesse apenas escuridão la dentro e o lugar onde ele estava, tinha iluminação, fora que eu estava sentado, daquele ângulo daria para ver ao menos o queixo. – Tudo bem. – Para quem ele falou aquilo? Elevei uma sobrancelha ao ver que ele baixou o manto, mostrando ser um homem de meia idade (provavelmente a mesma que meu pai teria se estivesse vivo), cabelo curto e com fios já ficando brancos, além de um barbicha acinzentada. – Sou Bastian Krammer, e você é Alexander.... – E baixou o tom de voz, aproximando-se de mim ao curvar o corpo. – Velkan Burikov Vladislav, filho do Dick... Você se parece com ele, o velho Dick. – Olhei para ele ainda sem entender, mas seu sobrenome me era familiar, lembro do meu pai comentando algo sobre um Krammer enquanto conversava com a mãe da Wina a uns seis anos atrás... Seria aquele tal Bastian? Meu cérebro fervilhava, tinha muitas perguntas a fazer naquele momento. -
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Re: Ancor Vantian - Dargavs, Russia

MensagemFranca [#179205] por Alleria Vladislav » 05 Set 2017, 20:07

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Nunca confio em pessoas e estava ali um motivo claro. Porque nunca são capazes de mentir de forma correta. Quanta baboseira pensar que não reconheceria os olhos escuros e encardidos, como também o cabelo deprimente. Como não queria perder nenhuma parte da revelação da verdade, mantive os olhos atentos em cada passo seu, feições e também o assombro. Sua mente, gritando mais alto que muitas outras ali, revelaram a mim que o rapaz não imaginava mesmo que entraria em nossas terras em se meter realmente com alguém superior. Todos esses anos de Durmstrang e havia se tornado isso. Ele, como um péssimo protetor de sua mente, tentou esconder o olhar, mas não era necessário, ainda mais para um telepata. Sabia que Legilimência seria muito mais divertido, mas minha intenção nunca havia sido vasculhar a mente dos outros para ver seu passado. E seu comportamento levemente desesperado só confirmava minhas hipóteses, pensando seriamente na possibilidade de mata-lo, quando fosse possível. Ninguém que sabe o nome de nossa família pode surgir do nada, achando que ficará tudo bem.

“Bastian. Preciso de sua ajuda.” Comuniquei à mente do homem que estava já a postos, lá fora. Os cavaleiros seguiam as ordens de meu irmão, mas de vez em quando gostavam de mim e faziam o que eu queria. Não precisava ser muito: um susto no rapaz valeria a pena, mas também confirmar a verdade – já que o homem era mais velho que metade dos Vladislav vivos – seria de grande ajuda. A porta imediatamente abriu-se, revelando um silencio quando o homem de capa preta, assustadora para uns, mas para mim uma proteção. A voz do possível Velkan ecoou em meus ouvidos e nunca fiquei tão feliz e que minhas cordas vocais não emitiam qualquer tipo de som. Assisti com prazer sua preocupação em proteger-se, mesmo sabendo que isso não seria efetivo, já que o local, à essa altura do campeonato, estava cercado. Esperei que o Cavaleiro se aproximasse de mim, em uma clara postura de proteção, deixando-o ter uma visão completa do que acontecia dentro do estabelecimento.

Assisti, de camarote, algo que não imaginava. Por Bastian ser extremamente velho, ele conhecia muita gente dos Vladislav. Mas isso jamais implicaria em que eu precisasse confiar nesta pessoa, e dar meu teto para ele viver. O meio sorriso de Velkan não me incomodou nenhum pouco, muito menos intimidou. Estávamos ali protegendo o vilarejo contra gente como ele, que vinha mascarado em busca de informações, para depois tentar derrubar o castelo. Isso não seria de forma alguma aceito. Deixei a telepatia fluir, mantendo o silêncio, conectando com a mente do cavaleiro, percebendo suas percepções sobre o rapaz e não gostei nada disso. O embate psicológico havia acontecido e, por fim, comentei mentalmente “Diga seu nome e vamos ver o que fazer com ele. Se for realmente quem você pensa que ele é, teremos de tomar uma decisão.” Sua voz grave ecoou pelo salão, fazendo com que o restante do povo continuasse a conversar, deixando assuntos pendentes para que seus ouvidos ouvissem depois.

Quando Bastian baixou seu capuz eu já sabia o que estava prestes a fazer. Sua voz, agora normal, firme e clara, manteve-se constante durante a conversa – quase monólogo. Observei, paranoica, a mente do rapaz bombardear de perguntas e questionamentos, mas ainda não estava completamente satisfeita. Mesmo que o cavaleiro o considerasse o tal irmão perdido que havia deixado a família por causa de uma briga qualquer, eu não deixaria ele ir sem que visse Edmund – “Vamos leva-lo. Não temos tempo a perder se ele realmente é quem você está cogitando ser, Bastian” – Sinalizei com os dedos, de forma rápida para que o rapaz não sequer pudesse compreender. Se bem que bruxos tinham a péssima tendência a não ligar para diversos idiomas, e a atitude arrogante do rapaz confirmava isso de forma clara. Levantei-me e esperei que Bastian escondesse mais uma vez o rosto. Sinalizei a Jörk que a conta do cara seria paga pelos Vladislav e no dia seguinte faria o pagamento. Estava na hora de irmos embora visitar meu irmão.



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Alleria Vladislav
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Re: Ancor Vantian - Dargavs, Russia

MensagemFranca [#179577] por Edmund Vladislav » 14 Set 2017, 10:35

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    – Aquela que parecia ser uma noite bem longa e monótona, mostrou-se bastante agradável. O jantar fora servido na hora exata, no primeiro salão particular, um cômodo menos amplo e bem aconchegante, local preferido para as refeições em família. Edmund estava feliz, terminando sua sobremesa gelatinosa, um prato bem elaborado por um dos elfos chefes de cozinha. – Pelas barbas de Merlin, se continuar dessa forma, vou engordar. – Comentou após descansar a colher de forma educada, como mandava a etiqueta. A mesa, estavam sentados, Luna a direita com o pequeno Gael ao seu lado, Alleria a esquerda e Valerion logo após a irmã. No canto direito, quatro empregados estavam postados, aguardando para que todos terminassem a refeição. O único membro que não estava presente era Hope, a pequena já estava dormindo em seus aposentos. Luna parecia bem feliz e confortável, os dois já estavam juntos a alguns meses, quase um ano para falar a verdade e por tanto, os irmãos mais novos de Edmund já estavam acostumados com a presença da moça, além de claro, o bom relacionamento que foi criado. Gael, o filho adotivo de Luna, também fora bem recebido por todos, o menino lembrava Valerion quando menor, sempre educado e comportado, diferente de Alleria e Edmund, que eram duas pestes.

    Quando todos terminaram, os empregados apanharam os pratos e copos já vazios. Luna mencionou estar cansada, mas Ed sabia que a namorada não estava bem após os últimos acontecimentos no hospital. – Tudo bem, pode ir na frente, querida... Aproveite e leve Gael para o quarto. – Retirou o guardanapo do colo e o colocou sobre a mesa. – Vou ter uma conversa rápida com os meus irmãos, não devo demorar. – Sorriu sem mostrar os dentes e olhando nos olhos castanhos da amada, admirando sua beleza e no fundo, sentindo a tristeza que ela tanto tentava ocultar. Os dois ficaram de pé e desejaram boa noite aos Vladislavs e também aos empregados ali presentes. – Nos deem licença, por favor. – Disse para os quatro, que por sua vez, também saíram, o ultimo, trancou a porta, deixando os três irmãos sozinhos.

    Edmund curvou-se sobre a mesa, colocando os cotovelos sobre a mesma e cruzando as mãos diante do rosto, encarando Alleria e depois Valerion. – Serei breve com vocês. – Suspirou e continuou a observa-los, ela cada vez mais parecida com a mãe, ele por sua vez era quase uma versão mini de Edmund. – Nos próximos dias, receberemos a visita de um parente distante. Eu o conheci ano passado, é um bom rapaz... Diferente e excêntrico eu diria, mas determinado. – Apanhou a taça, já na metade do suco e então sorveu uma pequena dose do liquido, apenas para limpar a garganta. – Como bem sabem, somos guardiões de um tesouro inimaginável, trancado literalmente a sete chaves. É justamente sobre essas chaves que o Sr. Ramshaw virá passar uma curta temporada em nossos aposentos, por isso, peço que o recebam bem, mas mantenham os olhos abertos, ele não deixa de ser um estranho... Alleria, você poderia fazer esse papel? – Encarou a irmã, ouvindo a resposta em sua mente, dava para notar sua determinação expressada em suas belas feições.


    O silencio tomou conta do ambiente, até Valerion erguer a mão timidamente. Edmund fez um sinal positivo com a cabeça, já tinha dito ao irmão caçula para que ele parasse com aquela mania de achar que tinha que erguer a mão sempre que precisasse falar. – Ed... Vocês vão tentar abri-la né? Por favor, não faz isso... – E olhou para a irmã, esta por sua vez o devolveu o olhar com um sorriso generoso. – Não, pequeno Lord. – O apelido que Ed deu para o caçula. – Faremos apenas um teste e algumas avaliações, eu lhe dou minha palavra. – Acalmou o pequeno. Que por sua vez manteve-se ainda alarmado, e não era para menos, ele e a irmã não guardavam boas lembranças daquele lugar no castelo. – Agora se me dão licença, vou me retirar. – Ficou de pé, dando a volta na mesa e indo em direção a porta, mas não sem antes escutar um comentário bem impróprio da irmã em sua mente. – Ai Alleria, só você, minha irmã. – Olhou para ela por cima do ombro, sorrindo enquanto ela ria e depois saiu pela porta.

    Ancor Vantian era uma enorme fortaleza, disso ninguém tinha duvidas, felizmente Edmund conhecia o lugar, não como Alleria que sabia de todas as passagens secretas. O homem seguiu pelo corredor, encontrando com um dos fantasmas cavaleiros no caminho. – Tudo certo no corredor sul, Sir. Vladislav. – Ed respondeu com um aceno positivo com a cabeça, de forma cordial, passando ao lado do mesmo. Do lado de fora, a lua cheia iluminava o interior do castelo através das suas enormes janelas de vidro. Sem duvidas, era uma bela noite, em outros tempos, ele chamaria Luna para um passeio nos cavalos alados. Quando chegou na ala central, subiu até o terceiro andar, bem no centro da construção, um local estratégico. Depois foi até o quarto da filha, apenas para se certificar de que estava tudo bem com sua primogênita. Hope estava no berço, dormindo pacificamente, a babá estava na cadeira de balanço, dormindo também. Ed deu um beijo na testa da pequena, e depois saiu do cômodo cuidadosamente para não acordar as duas.

    Seu quarto ficava ao lado, era uma suíte ampla. Ao adentrar, avistou Luna próxima a janela, observando o vilarejo de Dargavs bem abaixo na montanha. – O que se passa dentro dessa cabecinha, hein? – Fechou a porta e foi até ela, abraçando-a pelas costas e lhe dando um beijo no pescoço, depois olhou para a paisagem, notando um ponto escuro sobrevoar uma das torres baixas do castelo, provavelmente era um trajado em negro montado em seu corcel alado. A resposta de sua amada o fez suspirar, lembrando da reunião no hospital, onde ela fora informada que não seria mais a chefe dos medibruxos, cargo a qual ela lutou tanto para conseguir. – Você é a melhor e mais dedicada, eles vão reconhecer isso, é sempre uma dança das cadeiras quando se troca de diretor naquele lugar. – Disse solenemente, mostrando que estava ao lado dela e ele realmente queria estar. –

OBS: Esse arco acontece algumas horas antes do anterior.
Edmund Vladislav
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Re: Ancor Vantian - Dargavs, Russia

MensagemReino Unido [#179592] por Luna Lockwood » 14 Set 2017, 17:15

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Como as coisas poderiam ter ido do alto ao baixo em tão poucos dias? Parecia outra realidade. Chegar em sua sala e então receber chamado da diretoria. Tudo estava mudando, inclusive seu cargo. Era uma coisa absurda! Tinha dado a alma em tudo que vinha fazendo desde que assumira a direção dos medibruxos e agora, depois de dois anos, a tirariam de lá como se fosse a coisa mais simples do mundo? Era ridículo e mantinha o nível de irritação da medibruxa ao extremo, embora grande parte de seus sentimentos envolvessem tristeza e frustração. Como poderia ser possível alguém aparecer e tomar o lugar dela, só porque queriam testar caras novas? O hospital parecia caminhar bem. Ou ela pensava assim.

Bom, frustração com toda certeza. Depois de uma longa conversa com Karleen, que demorou a tarde inteira, a medibruxa estava mais tranquila, embora não feliz. Ela sabia que a irmã precisava de um espaço, dado os últimos acontecimentos e por fim, decidiu que aparecia para visitar o namorado e levaria Gael. - Eu vou dormir com o Edmund, hoje. Tudo bem por você? Volto amanhã a tarde, depois de levar o Gael na natação.. - Não chegava a ser um aviso ou lembrança, mas Luna precisava conversar com o namorado. Precisava ouvir a opinião dele, já que trabalhavam juntos e apesar de toda a correria do hospital, vinham conseguindo manter um relacionamento por um ano. Era o mais longo da mulher.

XXX


O jantar estava maravilhoso, assim como a mansão Vladislav. Gael parecia encantado a cada visita, como se conseguisse encontrar coisas novas pra fazer. Enquanto terminava o prato, sentiu algo puxando seu blazer e olhou na lateral para encontrar o olhar contido de Gael. Inclinando o corpo para mais perto, Luna ouviu o que ele tinha a dizer. - Será que o Sr. Edmund se importaria se eu ficasse brincando no meu quarto até tarde? Eu não estou com sono... - Um sorriso abriu os lábios da medibruxa que beijou o menino na testa. - Ele não vai se importar. Quer ir pra lá agora? Eu sei que seus brinquedos novos estão lá. - Um rápido aceno afirmativo com a cabeça e o menino estava com o prato limpo. Um sorriso brilhante escapou dos lábios da mulher, que por um minuto, esqueceu o peso de seu coração.

- Meu bem, se importaria se eu fosse deitar? Foi um dia longo. - Nada mais era necessário falar para que Ed entendesse o que vinha atormentando a cabeça da mulher e, na verdade, ele mais do que ninguém sabia a situação. Erguendo-se da mesa, Luna se deixou levar por Gael para as escadas, mas não sem antes ela deseja um bom fim de noite aos irmãos de seu amado ou aos gentis empregados da residência. Ela gostava de ser próxima de todos, já que passava boa parte de seus fins de semana e folgas na mansão. Não podia se esquecer do fato de que não era sua casa, apesar do namorado insistir que isso seria por pouco tempo. Ao deixar Gael sozinho em seu mundo particular, cheio de brinquedos que ela comprara, se dirigiu ao quarto. Era hora de ficar sozinha com seus pensamentos.

Ela dividia o quarto de Edmund sempre que ficava na mansão. Um banho rápido, retirou as roupas pesadas e colocou seu pijama. Mas a cama ainda não era convidativa, o que a levou a caminhar até a janela e encarar a noite, sentada próxima da mesma. Algo dentro de si parecia se partir a cada minuto que passava, como se fosse difícil de acreditar. Dois anos dedicando seus dias, noites e mente para o hospital e na chefia dos medibruxos, sem falar o fato de que já estava como residente principal há mais de seis anos. Não era justo com ela, não era justo por tudo que tinha passado ali. Ela sabia que o afastamento de Oliver levaria a mudanças, mas não esperava que fosse uma tão drástica em relação a si. Nunca duvidaria da capacidade dos atuais líderes, em momento algum, ela mesma não poderia ter escolhido melhor, mas e quanto a ela mesma? Não era justo.

Desde os 16 anos que Luna não se permitia chorar. Desde que os anos de terapia fizeram efeito considerável e desde que era a longo, ela aprendeu a reprimir sua tristeza amarga e redirecionar para algum outro lugar, algum que ela poderia dedicar um foco total e esquecer das lágrimas. O hospital vinha sendo sua vida, desde a formação na escola de magia inglesa, e agora estava sem ter como escapar do gosto salgado das lágrimas em sua boca. Não percebeu que chorava, até sentir o soluço preso pedir passagem de forma quase desesperada. Rapidamente, limpou as lágrimas que escorreram para evitar perguntas vindas do namorado, o que não pareceu evitar, no entanto. Ele parecia interessado em saber o motivo delas. Luna não esconderia, não precisava. Não pra ele.... não mais.

Aconchegou-se sobre o peito dele e respirou fundo. - Isso me doeu mais do que eu pensei...- Ela não teria forças para continuar a falar e sabia que não precisava. Luna tinha encontrado conforto em Ed, um que ela não percebeu que precisava até que ele apareceu. - Eu já não sei se eles sabem o que eu fiz ou quantas vezes eu abri mão da minha vida pessoal, pelos últimos seis anos, para dar meu tempo integralmente ao hospital... eu não sei. - Claro que estava magoada, talvez não pensando direito, mas era justo estar fora de seu pensamento normal.

Luna não deixaria que sua mágoa a afastasse da profissão que amava, mas ela queria um tempo longe de todos dali. Talvez o fim de semana não fosse suficiente. Já havia passado da hora de tirar umas férias. Girando o corpo, deixou que o Edmund ficasse sentado, onde ela estava antes, e então ficou sobre o colo dele. - Estive pensando... talvez seja hora de tirar umas férias. - Deixando a respiração ficar mais leve, abriu um sorriso para o namorado e para a expressão feliz dele. - Podemos viajar. Nós seis... talvez o oriente... o que me diz? - Era uma ideia a ser pensada mais calmamente, mas tudo que ela não queria, no momento, era ter que encarar a situação delicada que viveria pelos dias seguintes no hospital. Todos a olhando de cima a baixo e ela tendo que responder de cabeça baixa para tudo que a nova direção falaria. Não. Ela ainda não estava pronta.


With: EdmundV; AlleriaV; GaelL (NPC);
Tags: Geral do hospital.
Notes: Ela ta tão tristinha... .snif
Notes²: Ignorem os erros! u-u
Luna veste isso durante o jantar e isso depois que vai pro quartim. <3
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Postado Por: Joyce Dayanne.


Re: Ancor Vantian - Dargavs, Russia

MensagemFranca [#183014] por Alleria Vladislav » 25 Fev 2018, 00:59

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“É o segundo ano dele em Durmstrang, Edmund. Não poderia esperar?” Perguntei ao meu irmão, que parecia determinado em trazer Vallerion de volta da escola russa durante o recesso de inverno. Tudo para garantir que o garoto estava em boas mãos. De uns tempos para cá, nosso irmão mais velho parecia extremamente paranoico sobre a proteção da fortaleza de nós três. Desde então, escondido dentro de lá, trabalhando somente o necessário no hospital, havia se trancado até mesmo para o amor – algo que eu não discordava, já que aquela mulher mesmo sendo interessante, não deveria estar ali. A maldição que havia sido imposta a mim, permitira que eu pudesse usar outros meios de comunicação para falar com família e pessoas importantes. Por isso sabia que algo estava errado com ele. Movimentando meus dedos em linguagem de sinais continuei - Ele também tem amigos e precisa de socialização, não é como nós, que preferimos a solidão. E devo dizer que ela é melhor que muita coisa aqui...

As portas de onde estávamos foram abertas, revelando um dos cavaleiros que anunciava que Vallerion estava prestes a chegar. Confirmei com a cabeça, agradecendo pela valiosa informação. Eddie parecia distante, informando que nos encontraria mais tarde eu não o refreei de seguir adiante e fazer o que tinha na cabeça. Quando o mesmo desapareceu de minha vista, decidi seguir para a entrada principal da fortaleza, na esperança de pegar meu irmão mais novo e acompanha-lo. Alguns protocolos da casa nunca mudavam, mas já que ele estava ali para o natal, que talvez tivesse a família perto de si. Não era o meu feriado favorito, ainda mais por ser tão trouxa quando sujeira. O garoto não precisa saber que o irmão andava um tanto estranho, por assim dizer. Logo, as portas se abriram e o jovem adolescente de doze anos se aproximou, e eu o esperei com os braços cruzados. Quando estava mais perto, abaixei meu corpo a altura de seu rosto e lhe dei um breve sorriso - Estou feliz que está em casa. Mas não diga isso a Eddie. Ele acha que eu queria você longe. - E esperei que ele me oferecesse um abraço.



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