Dados Básicos do Fórum:

Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

Últimas publicações do Livro Vermelho:

Título Autor Visitas Data
Anotações importantes Ivan Shuisky 2636 20/07/2021 às 02:33:17
Entrevista com um bolinho Ivan Shuisky 2686 28/06/2021 às 20:30:35
Sabe aquele negódio de "não sei o que dizer, só sentir"? Por aí Ivan Shuisky 2787 21/06/2021 às 01:10:49
Pra começar do começo Ivan Shuisky 2932 19/06/2021 às 00:47:52
Ano 2 Sophie Agger Karhila 8070 16/01/2021 às 17:17:16

Central de Ajuda Zonko's:



Entre em contato por: [email protected]

Apartamento Nº 143 - Hannah Grahn [New York|EUA]

Re: Apartamento Nº 143 - Hannah Grahn [New York|EUA]

MensagemUcrania [#184886] por Hannah Grahn » 12 Jul 2018, 21:15

  • 8 Pts.
  • 13 Pts.
  • 37 Pts.
    Olhava o pequeno pedaço de pergaminho com interesse genuíno. Obviamente que olharia daquele modo. Estava ansiosa diante da possibilidade de sair com alguém que conhecia. E aqui frisamos o sentido de “sair” para ela. Hannah gostava de ter opções de divertimento. Era uma pessoa desapegada, que gostava de aproveitar o momento, fosse ele bom ou não. Por este motivo, tomava decisões sem medo, sem perspectiva, acreditando que dariam certo de qualquer jeito. Sair com Jamie possuía uma probabilidade gigante de não dar certo. Mas, por que não tentar?

    Ponderou bastante diante daquela decisão. Eram, antes de qualquer coisa, funcionária e chefe. Mesmo que Jamie não fosse diretora de Durmstrang, era vice. Hannah sabia das responsabilidades do cargo, já esteve nele por muito tempo para entender as obrigações que o mesmo trazia. Mesmo assim, decidiu que devia tentar. Pois, em seu âmago, a ocasião parecia propícia. Férias; longe de uma rotina cansativa; livre para aproveitar a vida e descansar. Seu intuito também estava em conhecer melhor a moça. Seu ano anterior foi tão conturbado que não teve tempo hábil para tal investida. E, se tudo isso não bastasse, caso a moça recusasse, a vida seguiria normalmente - ao menos para si.

    Depois de escrever no pedaço de papel, passou a pensar em como lhe enviaria e, posteriormente, que local seria interessante para levá-la - considerando, é claro, que a mulher aceitasse. Morava em Nova York, lugares para “curtir” não faltavam. Até listou alguns que costumava visitar ocasionalmente. No entanto, descartou-os. Eram locais que ela gostava de ir, não Jamie. Ou… Será que sim? Apesar de considerar o pedido para sair algo corriqueiro, Grahn pensava nas consequências dele. Tinha uma reputação a zelar no final das contas. Por isso, mediante muita técnica e noites sem dormir, resolveu criar uma chave de portal. O objeto? Um enfeite de cabelo. Os dois itens, carta e chave, estavam pousados em sua mesa de cabeceira desde então. Era chegada a hora do envio…

    Levantou-se bruscamente. Era hora de finalizar aquele impasse. Chamou Félix, sua coruja, e a despachou.



Duas semanas depois


    Para sua alegria e surpresa o convite fora aceito. De todas as bobagens que fez ao longo de sua vida, talvez aquela fosse a pior. Hannah convidou Jamie para sua casa. Seu interesse, no entanto, não era se aproveitar da moça, pelo contrário, era dar-lhe alguma privacidade e conforto. Seu lar era equipado de muitos aparatos e itens trouxas. A maioria deles não tinha ideia de como funcionava. Porém, era tudo muito organizado e limpo, exatamente com o propósito de cativar o visitante. Além de, é claro, ser uma ótima cozinheira e conhecer muitos “drinks” interessantes. Talvez a mais velha não a privasse de sua companhia durante uma boa noite de divertimento e, caso o fizesse, teria com o que se distrair.

    Naquela noite, vestia algo leve e casual. Um vestido de seda, preto, que lhe marcava a silhueta e caía levemente até seus joelhos. Os cabelos ondulados permaneciam soltos e levemente úmidos. Em seu rosto uma maquiagem simples. O sorriso zombeteiro preenchia seu semblante quando ouviu o barulho característico de aparatação. Esperou a outra se situar para soltar ardilosamente.

    - Boa noite, Jamie. Bem vinda ao meu lar.



Interação iniciada!
Editado pela última vez por Jamie Thompson em 02 Ago 2018, 21:29, em um total de 2 vezes.
Imagem
Hannah Grahn
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Hannah Bananaaaa!
 
Reg.: 22 de Oct de 2016
Últ.: 01 de Oct de 2021
  • Mensagens: 184
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 8 Pts.
  • 13 Pts.
  • 37 Pts.

Postado Por: Niza.


Re: Apartamento Nº 143 - Hannah Grahn [New York|EUA]

MensagemEstados Unidos [#185530] por Jamie Thompson » 04 Ago 2018, 02:56

  • 17 Pts.
  • 18 Pts.
  • 13 Pts.
AND I FEEL SOMETHING SO RIGHT
DOING THE WRONG THING


    A carta repousava no lençol bem arrumado da cama que ocupava naquele quarto primorosamente mantido dentro do Instituto russo. Jamie Thompson sabia que seu tempo em Durmstrang seria longo, então optou por se fazer ficar confortavelmente, de modo a passar suas férias dentro da escola tal qual alguns poucos funcionários o faziam. Ao contrário do que era dito, até que não era uma má coisa. Daquele modo, a morena podia simplesmente conhecer o lugar, pesquisar sua história, descobrir algumas peculiaridades e lidar diretamente com surpresas ao longo do caminho – lê-se possíveis armadilhas localizadas ao longo da construção do castelo, uma vez que a escola, apesar de sua nítida desaprovação, ter um quê militar.

    Enquanto a caligrafia encarava o teto bem iluminado do ambiente, a vice-diretora fazia os últimos ajustes em suas roupas... Há quem diga que a mulher não costumava passar desapercebida quando andava pelos corredores do castelo. Isto porque sempre procurou exercitar sua ótima imagem com roupas elegantes, perfumes e maquiagens delicadas. Talvez fosse esse o motivo do convite recebido, não é mesmo? Entretanto nossa protagonista tentava não enxergar as coisas daquele modo; para ela ter um funcionário interessado em si, a ponto de fazer um convite através de uma chave de portal, parecia intrigante. No fundo de sua mente uma vozinha bem conhecida gritava que as aventuras em Salém não tinham, de todo, ficado para traz tal como ela gostava de pensar. E o pensamento ocorrido fez com que ela balançasse os fios dos cabelos escurecidos, a fim de que pudesse desanuviar a mente. Era apenas um simples gesto simpático. Só isso.

    Pegou a pequena bolsa com alguns pertences, passou a mão na garrafa de vinho tinto (algo extremamente comum a se fazer nos Estados Unidos, lugar de onde veio) para agradar sua anfitriã, e, enfim, pegou o enfeite de cabelo na hora marcada no pergaminho.

    Existe um dado muito importante para a leitura desse texto. Apesar de sua aparência angelical e de seu porte altivo, Thompson sempre odiou ser tratada como uma verdadeira dama. Principalmente levando-se em consideração o tipo de pressão que a família fazia para que ela se tornasse uma digna bruxa. Fato é que, enquanto estudante de Salém, a menina sempre fazia tudo certo – exceto nos dias em que podia curtir. Poucos sabiam, na verdade, o lado extremamente rebelde e aventureiro da moça. A ponto de, inclusive, Jamie ter que aprender um feitiço para alterar a memória de algumas meninas do colégio. Isso se faz necessário mencionar, uma vez que ela simplesmente aceitou ser levada para um lugar desconhecido encontrar uma colega de trabalho (e alguém por quem ela acabaria nutrindo algumas coisas).

    Então, quando o estampido característico fez as honras e a acolheu em um ambiente digno de um trouxa, Jamie ofereceu um sorriso. Sua sorte era o costume em andar por aqueles transportes bruxos, pois do contrário ela certamente colocaria a última refeição para fora, sujando a sala de Hannah Grahn. Seus olhos claros percorreram o recinto a fim de que encontrassem a mulher que lhe convidou e, após ouvir a voz da outra, percebeu-a parada próxima a si.

    Boa noite, Hannah. – disse, enfim, girando os calcanhares enquanto matinha um sorriso delicado nos lábios escurecidos pelo batom de tom chocolate. – Agradeço a sua hospitalidade... Trouxe um vinho!

    A garrafa foi oferecida na direção da outra enquanto um cumprimento informal foi realizado: um leve beijo nas bochechas da professora de Durmstrang. A curiosidade tomou-a em um assalto, de modo que percorresse sua atenção pelo ambiente. Os itens dispostos, todos estranhos e tecnológicos demais para a cultura bruxa, pareciam vindos de um lugar muito peculiar. Principalmente porque estavam dispostos de qualquer jeito, talvez seguindo uma lógica que não necessariamente correspondesse àquela designada. Respirou fundo, meio desconcertada diante de um lugar tão incomum.

    Então essa é a sua casa? – o dialeto que usava era um russo cru, cheio de sotaque e, por vezes, ligeiramente incompreensível. Lembrou-se, então, que estava em “casa”, no que resolveu voltar a seu inglês natal – querido e amado inglês. – Sou nascida aqui nesse país... Pensei que você era ucraniana. Ou estou enganada?

    De fato lembrava-se de ter visto o currículo da professora de ensino e prática em magia, mas talvez estivesse confundido com algum candidato posterior. Afinal, não fazia muito sentido alguém da Ucrânia residir ali e trabalhar na Rússia, em algum ponto perdido de algum lugar do extremo norte. Imaginava, é claro, que seus professores fossem cheios de experiências que ela sequer imaginaria, mas não conseguiu conter a estranheza. Bem... Fosse como fosse, aparentemente não era só Jamie que tinha uma vida bem diferente fora do trabalho.


Jamie usa isso.
Jamie Thompson
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Colbie Smulders
 
Reg.: 08 de Sep de 2017
Últ.: 14 de Oct de 2021
  • Mensagens: 31
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 17 Pts.
  • 18 Pts.
  • 13 Pts.

Postado Por: Teka.


Re: Apartamento Nº 143 - Hannah Grahn [New York|EUA]

MensagemUcrania [#186310] por Hannah Grahn » 26 Ago 2018, 14:53

  • 18 Pts.
  • 8 Pts.
  • 34 Pts.
    Seu sorriso parecia um pouco mais acentuado do que o comum. Hannah não se achava a mulher mais bela do mundo, mas sabia que possuía um sorriso cativante e olhos incrivelmente intensos. Características suficientes para chamar atenção por si só, ou talvez fosse seu charme particular. Não que tivesse intenções erradas com relação a Jamie, só queria conhecê-la melhor. Afinal, elas trabalhavam juntas e não conversavam muito.

    Das particularidades da vice diretora, Grahn sabia que ela vinha de Salem, escola americana e que era muito boa nos estudos transfiguratórios, conteúdo que ela própria não gostava tanto assim. Seria aquele o intuito do encontro naquela noite? Duvidava. Na verdade, se perdeu durante alguns segundos no figurino de sua convidada - que era, é claro, de tirar o fôlego de qualquer um. Logo seus olhos se desviaram da silhueta da mulher para encarar sua sala de estar. Vendo do ponto de vista de alguém que chega, até parecia que Hannah sabia como funcionava cada peça contida ali. Grande engano.

    - Sim, você está certa. Eu sou ucraniana, trabalho na Rússia e moro nos Estados Unidos da América. Me sinto um pouco nômade nisso. Mas é que sempre fui uma pessoa curiosa. Gosto de viver novas experiências e conhecer lugares diferentes. Dizem que esse tipo de coisa nos faz aprender mais. - Percebeu o olhar da outra em seus apetrechos trouxas. - E não, não sei usar esses trecos. Mas vamos à cozinha, gostaria de fazer bom uso de seu vinho.

    Mentira. Não usaria o vinho de Jamie. Guardaria para lembrar-lhe de sua visita. Na verdade, sua especialidade era o preparo de destilados ucranianos, mais precisamente, a vodka. Sua cozinha não era diferente do resto da casa. Grahn possuía eletrodomésticos trouxas, mas não utilizava com grande frequência, a não ser a geladeira. Ter coisas geladas através de uma grande caixa branca? Era quase surreal. Ofereceu um dos bancos para que Jamie se sentasse. Recusando, é claro, qualquer ajuda que a outra pudesse oferecer.

    - Não gostaria que se sentisse entediada comigo esta noite, muito menos que as minhas intenções com relação a este convite fossem estritamente físicos. Veja bem, você é atraente e muito bonita, mas, é minha chefe. Percebi que não tivemos muito tempo para conversarmos no ano anterior e, talvez, fosse importante mantermos um diálogo interessante no dia a dia.

    Hannah sempre foi um pouco tagarela, mas quando se sentia intimidada, essa característica aflorava mais ainda. Não sabia o motivo de Jamie aceitar tão prontamente o seu convite, muito menos qual foi sua primeira impressão com aquela visita. Tudo lhe deixava ansiosa e, consequentemente, intensificava ainda mais sua curiosidade. Portanto, para se manter distraída em seus afazeres, tratou de iniciar a preparação de uma bebida bastante comum em seu cotidiano. Através da avaração, a moça retirava objetos de armários, itens de sua geladeira, frutas guardadas em um lugar próximo, misturando-os delicadamente. No entanto, mesmo com aquela preparação e concentração, a moça tinha perguntas pairando em sua mente. Fitou a mulher mais uma vez.

    - Eu sei que pode soar indelicado de minha parte e que, é claro, você pode não querer responder. Mas… Por que aceitou meu convite, Jamie? Pergunto porque, bem, você não parecia tão interessada em manter uma amizade comigo, ou qualquer diálogo que fosse. Estou errada?

    Àquela não era exatamente uma atitude esperada por Hannah. Ela não era o tipo de pessoa que agia daquele modo. Na maioria das vezes, estava no controle da situação. Porém, Jamie passava um ar de poder e superioridade que deixava a ucraniana intimidada e, até mesmo, confusa. Que sentimentos estranhos seriam aqueles, afinal?


OFF: Hannah mais confusa que nunca -q
Imagem
Hannah Grahn
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Hannah Bananaaaa!
 
Reg.: 22 de Oct de 2016
Últ.: 01 de Oct de 2021
  • Mensagens: 184
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 18 Pts.
  • 8 Pts.
  • 34 Pts.

Postado Por: Niza.


Re: Apartamento Nº 143 - Hannah Grahn [New York|EUA]

MensagemUcrania [#193818] por Hannah Grahn » 08 Ago 2019, 17:07

  • 9 Pts.
  • 16 Pts.
  • 109 Pts.
    Hannah flutuava. Era como se tudo funcionasse em câmera lenta. Como se o tempo fosse um mero telespectador. Seu olhar não desviava um instante sequer da belíssima mulher à sua frente. Talvez fosse o efeito do álcool circulando em seu sangue ou o fato de que ela mantinha o rubor característico em sua face. Não saberia explicar o motivo de Lunna lhe causar todas aquelas sensações. Sua mente não queria trabalhar naquele instante, porque só sentia sua presença e aquele perfume inebriante lhe contagiar. Não demorou para sentir o toque suave em sua cintura e o seu corpo sendo puxado de encontro ao dela. Sorriu com as palavras proferidas por ela. Quando disse que sentiu sua falta, não mentia. Tentava levar uma vida normal no instituto, executar suas atividades, lidar com certas atribuições que não concordava, ocupar a mente de modo geral. E, no entanto, quando se deitava para dormir, era o rosto de Lunna que surgia. Seu olhar, sorriso, cabelos… Mesmo que estivesse cansada, Hannah sempre demorava para dormir por pensar nela.

    Não sabe dançar? E quem era aquela no seu lugar? Uma irmã gêmea que desconheço?

    Gargalhou gostosamente ao vislumbrar sua face envergonhada. Talvez aquele fosse um dos motivos que fizeram Hannah gostar de si: sua naturalidade. Lunna era aquilo que ela apresentava e, de vez em quando, fazia questão de lhe puxar o tapete. Como o que ocorreu minutos atrás. Ela era única. Bela, inteligente, carismática e, é claro, bastante sensual. A morena não conseguia tirar os olhos de seu corpo, do movimento suave que fazia, da forma como ela lhe devolvia o olhar e a chamava para se aproximar mais e mais. Ela, como pura leonina, não perdeu a oportunidade. Iniciou novos passos que acompanhavam a batida do momento, algo animado, mas não muito apressado. Grahn sentia o suor escorrer por sua têmpora, mas não se incomodou. Rebolava lentamente, se aproximando cada vez mais de Lunna, deixando-a aproveitar do momento e, ao mesmo tempo, mostrando-lhe que aquele corpo também era dela. Sorriu ao sentir seu toque e, daquela vez, ela lhe acompanhar no ritmo contagiante. Apesar de sentir o calor emanar de si, a ucraniana ainda sentia vontade de tomar mais uma dose de vodca. Entretanto, sabia que já estava mais bêbada do que gostaria. Teve que concentrar toda a pouca atenção que ainda possuía para ouvir as palavras da moça.

    Achei incrível, mas, na minha humilde opinião, acho que devemos ir a outro lugar. Tem um que gostaria de te levar que tenho certeza que gostará. – Sim, Hannah tinha realmente um lugar e esperava, sinceramente, que Lunna aceitasse partir consigo para lá naquele exato instante.


****************


    As maravilhas em se utilizar o Pó de Flú era sua praticidade. Algo que Hannah admirava no mundo bruxo, apesar dela própria preferir a aparatação. Mas, não podia negar que havia certa facilidade em viajar de um lado para outro quando possuía aquele componente mágico. Ainda mais ela que estava sempre indo e vindo para Durmstrang. O que era totalmente ilógico, já que a moça era ucraniana, trabalhava na Rússia e morava nos Estados Unidos. Contudo, nunca foi uma pessoa comum, certo? Não mesmo. Isso se afirmava quando entrou em sua humilde morava e, consequentemente, deparou-se com seus muitos apetrechos trouxas.

    Quem não me conhece até pensa que sou nascida trouxa. Mal sabem eles que eu sequer sei para que serve metade disso. Exceto, a geladeira. Devo dizer que é uma coisa bastante útil.

    Sua casa não era grande. Se tratava, na verdade, de um belo sobrado onde, a parte inferior continha uma sala de estar pequena, uma sala de jantar, um pouco maior, uma sala muito bem mobiliada e arejada, além da cozinha. O maior lugar da residência e mais bem equipado. Isso porque, quando estava em casa, Grahn gostava muito de cozinhar. No andar de cima, encontrava-se seu quarto, um escritório, onde ela continha uma biblioteca de livros, além de um banheiro e quarto de hóspedes. Era um lugar modesto, mas bonito e requintado. Hannah não era rica, mas também não demonstrava segurar a mão quando o assunto era sofisticação. Fitou Lunna com curiosidade, observando seu semblante ao estudar o novo local em que se encontravam.

    Não é grande coisa, mas, acho que teremos certa privacidade e podemos conversar melhor. Aliás, vem comigo, gostaria de te preparar um drinque de meu país natal.

    Segurou sua mão e a guiou para a cozinha. Lá, deixou que a alemã se acomodasse onde preferisse, enquanto ela, seguia para o balcão e, aleatoriamente, retirava objetos do armário através de sua avaração. Cortou limões rapidamente, jogou a vodca dentro do liquidificador – outro super item interessante criado pelos trouxas – jogou algumas pedras de gelo, açúcar e, por fim, bateu. Os olhos claros desviaram da batida e buscaram o de Erhardt, sorriu ao perceber que era observada. Ouviu seu comentário e levou uma mão ao queixo, como se estivesse pensativa.

    Adoradores de vodca não ficam bêbados com tanta facilidade. Posso afirmar que estou sim um pouco alegre e... Também, que meu corpo está um pouco mais quente que o normal, mas, minha cabeça está ótima. – Distribuiu os drinques em duas taças, oferecendo uma a Lunna e levando a outra aos lábios, sorvendo um pouco da mistura. Estava ótima como imaginava que estaria. – Mas, não se preocupe com isso, o máximo que pode acontecer é você ter que dormir aqui.

    Seu sorriso era mais do que sugestivo...



OBS: Interação diferente da criada acima. Arco com Lunna Ingelbert Erhardt
Imagem
Hannah Grahn
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Hannah Bananaaaa!
 
Reg.: 22 de Oct de 2016
Últ.: 01 de Oct de 2021
  • Mensagens: 184
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 9 Pts.
  • 16 Pts.
  • 109 Pts.

Postado Por: Niza.


Re: Apartamento Nº 143 - Hannah Grahn [New York|EUA]

MensagemUcrania [#207249] por Hannah Grahn » 09 Set 2020, 19:24

  • 14 Pts.
  • 9 Pts.
  • 136 Pts.
    Sentir o gosto cálido de Lunna entre seus lábios era uma sensação que não imaginava que voltaria a experimentar. Tê-la em seus braços era algo que estava, apenas, em seus sonhos mais íntimos e, mesmo que pensasse que não devia trazer aquilo à tona, não daquela forma, suas sensações lhe diziam outra coisa. Era impulsiva sim e agia, muitas vezes, no calor do momento, e, nem sempre, era a melhor forma de resolver questões, como naquele instante. Beijar Lunna não resolvia o problema de seu afastamento mútuo, onde nem ela, nem a alemã tomaram qualquer atitude para uma aproximação, muito menos apagava todo o período que passou desde a última noite que se viram. No entanto, era algo que Hannah sentiu liberdade em fazer, tendo o aceite da morena ou não.

    Quando soltou a mais nova, percebeu o olhar confuso que pairava em seu semblante e só conseguiu sorrir diante daquilo. Ela ainda mantinha aquela personalidade cativante, ora tímida, ora mais ardente e imprevisível, mas, sabia que não era certo o que fez e reconhecia aquele ato – ao menos para si. Respirou fundo, percebendo que havia um silêncio ensurdecedor ao redor e que, realmente, aquele não era o momento para aquilo, já que havia uma atmosfera de total constrangimento pairando entre elas. Por este motivo, apenas voltou a fitar Lunna e lhe sussurrou antes de se afastar.

    Acredito que a lembrança permanece viva entre nós, mas... Não me parece justo, Lunna, não agora, muito menos neste momento. Me perdoe.

    Caminhou, novamente, na direção de Chiara, com um sorriso no rosto que não condizia em nada o que sentia por dentro. Olhou-a mais uma vez, antes de voltar a fitar a morena que, naquele momento, parecia tão distante de si. Suspirou, voltando sua atenção para a moça que conheceu ao acaso.

    Meu convite ainda está de pé, Srta. Jones. Um café amanhã? Te espero aqui nesta mesma mesa.

    E, com uma última piscadela, rumou para a recepção do hotel e, depois, para seu quarto. Se havia algum resquício de sentimento por parte de Erhardt, ficaria guardado em suas recordações mais profundas.



[...]



    Após aquele reencontro, Hannah não saberia dizer se sua permanência em Alexandria seria postergada por mais tempo. Pelo contrário, na sua parca noite de sono, onde mais se remexeu em meio às suas cobertas do que realmente relaxou, ponderava se seria prudente reencontrar Chiara naquele mesmo lugar. Em se tratando da morena, não tinha muito a dizer ao seu respeito além de sentir certo encantamento e curiosidade; mas, a sensação de reencontrar Lunna novamente e reviver certos sentimentos que não queria por perto lhe deixavam incomodada. Havia se machucado e sabia que o sentimento era recíproco. Foram longos meses até que se sentisse quase curada do que ocorreu com a alemã, reviver aqueles momentos, ela sabia, não faria bem nenhum às duas.

    Por este motivo, resolveu deixar uma surpresa para a moça, que conheceu na biblioteca de Alexandria, na recepção do hotel antes de partir. Era um pequeno bilhete que dizia o motivo de sua partida, além de conter um broche em formato de floco de neve, que, na verdade, era uma chave de portal. Havia, ainda, um horário para que o objeto fosse ativado e Chiara fosse “aparatada” para o lugar escolhido por Grahn, que era, sem qualquer surpresa, sua casa em Nova York. O bilhete era simples, mas objetivo, bem como o lar da ucraniana. Portanto, por volta das 10 horas da manhã daquele mesmo dia, escutou o barulho característico de aparatação no meio de sua sala e, com aquela simpatia que era característica de si, surgiu no vão entre sua sala de jantar e de estar, para mirar os olhos escuros de Chiara Jones.

    Bom dia, Srta. Jones.

    Sua roupa era casual, pois não havia necessidade de algo mais elaborado, considerando que estava em sua casa. Os cabelos escuros estavam soltos, espalhados por seus ombros e costas e o sorriso encantador, apesar de já ser uma característica sua, era real. Estava feliz por rever Jones. Primeiro por se sentir culpada pelo ocorrido com Ingelbert, onde colocou a moça em uma situação um tanto complicada e desconfortável e, segundo, por acreditar que o encontro com ela não foi algo corriqueiro. Havia algo nela que lhe encantava e fazia com que sentisse necessidade de estar perto. Era um tipo de charme ao qual Hannah não estava acostumada, afinal, era ela que fazia aquele jogo e não o contrário. E, no entanto, lá estava a morena parada no meio de sua sala, com, talvez, certa surpresa no olhar?

    Peço perdão por não te dar maiores detalhes acerca do local escolhido por mim. Não quero que pense que faço esse tipo de coisa com todas… Apesar de isto ser uma meia verdade. – Um sorriso brincalhão pairou em seus lábios quando se aproximou mais da mulher que lhe despertava tanto interesse e curiosidade. – É um prazer tê-la em meu humilde lar, Chiara Jones. – Pegou a mão direita da mulher, levando-a aos seus lábios e depositando um beijo suave. – Me senti profundamente culpada pelo ocorrido ontem e gostaria, se me permite, de ter a oportunidade de me explicar. Está com fome? Gostaria de comer algo?



A carta da Hannah está aqui:


Spoiler: Mostrar
“Cara Chiara,

Sinto muito por não lhe encontrar nesta belíssima manhã de Sol, mas devo lhe dizer que não me senti confortável em permanecer nesta cidade, muito menos no mesmo hotel. Porém, sinto que lhe devo uma explicação e um café e não gosto de quebrar minhas promessas.

Por isso, deixo-lhe esta chave de portal que, às 10 horas da manhã, lhe transportará para um lugar mais confortável, onde não seremos interrompidas novamente.

Espero que aceite meu convite e espero, ansiosamente, por sua presença.

De alguém que te acha deveras fascinante…

Hannah Grahn."




Informações Pertinentes:
Notas: Hannah veste isso. Não consegui achar numa qualidade melhor, mas adorei .corre
Interação: Chiara Jones.
Citados: Lunna Ingelbert Erhardt.
Imagem
Hannah Grahn
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Hannah Bananaaaa!
 
Reg.: 22 de Oct de 2016
Últ.: 01 de Oct de 2021
  • Mensagens: 184
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 14 Pts.
  • 9 Pts.
  • 136 Pts.

Postado Por: Niza.


Re: Apartamento Nº 143 - Hannah Grahn [New York|EUA]

MensagemAfrica do Sul [#209607] por Chiara Jones » 24 Dez 2020, 01:54

  • 3 Pts.
  • 9 Pts.
  • 99 Pts.
[trama particular - 01]


      A cena que se desenrolou diante dos olhos de Chiara a fez dar um gole generoso de seu drinque. Hannah era uma mulher com grande presença, foi impossível não perceber isso desde o momento em que a havia conhecido quando toparam na biblioteca. A atitude da mulher não a surpreendeu, muito pelo contrário, era totalmente compreensível que ela agisse daquele modo. Lunna e ela possuíam algo antigo que não podia ser apagado com uma simples borracha e muito menos comprar uma nova tela para que então pudesse iniciar uma nova pintura. Notou isso apenas interpretando o olhar de uma com a outra, não era algo que deveria ser ignorado e sim cuidado com esmero.

      No entanto, não levou dois minutos para que Hannah retornasse para perto de sua mesa. Isso deixou a Jones um tanto confusa, mas esta não deixou de corresponder ao sorriso acalorado que recebia. Chiara apenas podia suspeitar o quanto estava sendo doloroso para a Grahn ofertar aquela amabilidade e quando a mesma ressaltou a respeito do convite para tomarem café juntas, não recusou. — Aguardo ansiosamente. — Correspondeu a piscadela que havia ganhado e sorriu de modo gentil. Chiara observou todo o caminho que Hannah percorria até deixar o ambiente, admirando cada gingado de seus quadris enquanto seguia em direção à saída, segurando firmemente seu ímpeto de ir atrás dela.

      Mas ela se conteve. Não faria sentido fazer aquilo e provavelmente precisaria de um pouco de silêncio para organizar sua mente. Foi com um pesado suspiro, a Jones tornou a aproveitar o ambiente que estava, deixando a mesa e indo para a bancada do bar. — Tequila. — Pediu ao barman que não demorou a lhe servir e ao sorver o líquido, seus pensamentos tornaram a ganhar a cor branca. Era a cor do vestido de Hannah. — Pelo menos não é azul… — Murmurou para si, mas atraindo a atenção do barman que a encarava com o cenho franzido. Havia lido uma vez que azul poderia ser uma questão de distância e até mesmo inalcançável. Não acreditava muito naquela frase, mas achava coerente com o momento.



      No dia seguinte, Chiara acordou sem muitos problemas. Ressaca, o que ela queria dizer, porque seria um problemão. Mesmo bebendo variados drinques antes de retornar para o seu quarto, não sentia-se indisposta ou qualquer coisa do tipo naquela manhã. Além disso, havia um encontro agendado e seria muito indelicado deixar a anfitriã esperando. Por ainda estar com tempo sobrando até o horário do café, tomou um gélido banho, devido ao calor que fazia em Alexandria, e se arrumou com tranquilidade, deixando marinar o perfume em sua pele. Aquele era um ritual comum consigo mesma e que não tinha intenção alguma de alterar, era importante cuidar de si, todo cuidado com sua aparência talvez ainda fosse pouco.

      Vestiu-se com cores alegres e calçou um par de salto alto considerável, uma vez que não havia sido agraciada com altura pelos deuses. Investiu em seu penteado, deixando seus cachos emoldurarem sua cabeça, ainda que estivessem presos, além da pouca maquiagem. Estava cedo, não precisava pegar pesado, até porque, sua pele era radiante e sentia muito orgulho de sua cor. Quando se viu pronta diante do espelho, não teve dúvida na escolha de seu visual e sorriu para si mesma, contente com o resultado. Deixou o quarto e a passos suaves seguiu para o local onde havia combinado com Hannah. Torcia para que chegasse primeiro, se sentiria melhor caso ela já estivesse lhe esperando.

      No entanto… não foi o que aconteceu. Não que Chiara estivesse atrasada, mas porque havia acontecido uma mudança nos planos. Hannah lhe deixou uma carta na recepção do hotel, acompanhada de um lindo broche em formato de floco de neve. Mas, podia sentir que não era um broche comum, magia emanava dela e constatou que era uma chave de portal. Ao ler as palavras de Grahn, sorriu de forma carinhosa ao ver que ela não havia desmarcado o café e por isso, retornou para o seu quarto, esperando pacientemente a chave se ativar. Era compreensível que Hannah não desejasse permanecer ali, uma vez que sua ex poderia aparecer sem aviso prévio novamente.

      Quando o ponteiro do relógio que estava em seu pulso atingiu o “x”, o item mágico brilhou e Chiara o segurou com firmeza, desaparecendo do hotel de Alexandria e surgindo na sala, sabia-se lá de que país. Talvez na Rússia, já que a morena trabalhava por lá. Hannah já lhe esperava, o que a fez sorrir de imediato ao ser recepcionada. — Bom dia, srta Grahn. — Falou enquanto caminhava até ela. Havia um sorriso radiante e encantador no rosto de Hannah que era difícil não correspondê-lo. — Não precisa se desculpar por absolutamente nada e fico feliz em encontrá-la mais uma vez. — Da mesma forma que a morena havia pego sua destra para beijar, a cabo verdense também o fez. Não podia deixar de retribuir aquela gentileza.

      — Só estou um pouco… curiosa para saber minha localização. Você mora perto de Durmstrang? — Perguntou. — Porque eu não trouxe casaco e... até que está bem quentinho aqui. — O que era verdade. — E não se sinta culpada por nada… eu compreendo seus sentimentos e vou adorar te ouvir com um delicioso café. Eu estou com fome, não vou negar. — Chiara não conseguiu prender o riso ao confessar aquela sensação fisiológica. — E posso ajudá-la a preparar, se me permitir, é claro. — A cozinha alheia era um espaço para ser respeitado, não que os outros cômodos também não fossem, mas havia todo um afeto durante a preparação do alimento, uma vez que o ser humano era nutrido por ele e pelos sentimentos de prazer ao degustá-lo.

Chiara veste isso e seu penteado + make é este.


WITH: Hannah Grahn.
NOTES: Espero que os links estejam funcionando .q
Imagem
Chiara Jones
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Tessa Thompson
"One life, one love, live!"
 
Reg.: 16 de Oct de 2018
Últ.: 23 de Oct de 2021
  • Mensagens: 111
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 3 Pts.
  • 9 Pts.
  • 99 Pts.

Postado Por: Lay.


Re: Apartamento Nº 143 - Hannah Grahn [New York|EUA]

MensagemUcrania [#209809] por Hannah Grahn » 28 Dez 2020, 18:28

  • 16 Pts.
  • 13 Pts.
  • 52 Pts.
    O sorriso não se desmanchava dos lábios de Hannah Grahn. Ela não sabia exatamente o motivo, nem sabia se existia um. Talvez fosse só felicidade por ter um tempo para si, para se divertir, para explorar e aproveitar a vida, as companhias que surgiram em seu cotidiano, ou a mais recente. Quando estava no trabalho, eram raros os momentos em que podia espairecer e não pensar em nada que não fossem as atividades dos alunos, as notas, a preparação de aulas, dentre outras questões. Nas férias, apesar de tentar aproveitar o tempo, não gostava de passar muito tempo treinando sua mente, mas, naquele dia em particular, pensaria, apenas, em tomar um delicioso café da manhã na companhia de alguém deveras cativante.

    Observou a morena retribuir o cumprimento com satisfação. O que quer que Chiara Jones despertasse em Hannah, a ucraniana começava a crer que era um pouco recíproco. Arqueou uma sobrancelha diante da curiosidade da moça com relação ao local em que estavam. Nada mais justo que Grahn desse algumas explicações, carregadas de confusão e nenhum sentido. Afinal, não era comum trabalhar em um lugar e morar em outro totalmente diferente, mesmo que houvesse toda uma facilidade de locomoção.

    Devo te dizer, cara Chiara, que estamos bem longe da Rússia. Eu moro nos Estados Unidos, em Nova Iorque, para ser mais precisa. — Ofereceu um sorriso zombeteiro para a mulher. — Admito que é meio louco morar em um lugar tão diferente de minha origem, mas eu não gosto de mesmisse, como deve ter percebido. De todo modo, surgiu a oportunidade de ver um apartamento aqui e eu acabei gostando do lugar. Não é tão frio quanto Kiev, mas a gente acaba se acostumando. E... Eu aceito ajuda, assim você pode me falar um pouco de suas origens, enquanto te apresento um prato tópico do meu país.

    E, enquanto falava, Hannah já caminhava para a aconchegante cozinha do lugar em que morava. Guiava Jones com a mão esquerda entrelaçada na sua, como se houvesse alguma chance da morena perder seu rastro ou não estar ali quando se virasse. Sorriu para ela, enquanto alcançava o lugar minutos depois. Se a mulher desconhecesse totalmente Hannah, diria que ela era trouxa, diante da quantidade de itens comuns existentes ali. Eletrodomésticos, eletroportáteis, armários simples, bancadas, uma mesa grande e vários outros utensílios que, de longe, não davam nenhum indício de que ali morava uma bruxa de sangue puro.

    Você é da África do Sul, então? Que... Interessante. Fui professora em Uagadou durante três anos. Acho uma pena não termos nos esbarrado lá, infelizmente. Ou felizmente, afinal, não poderia namorá-la na escola. — Uagadou foi uma época incrível para Hannah Grahn. Lhe moldou, fazendo-a ser parte da pessoa que existia naquele instante. Um sorriso sincero brotou em seus lábios. — Eu falo essas bobagens, mas tanto em Uagadou, Beauxbatons e até mesmo Durmstrang, sempre tentei ser o mais profissional possível, pois, apesar de gostar do meu espírito livre, também tento seguir a ética do local ao qual estou inserida. É claro que somos pessoas adultas e eu tenho certeza de que, se fosse o caso, daríamos nosso jeito... E se bem me lembro, você não chegou a falar sobre si naquela noite. Felizmente, podemos mudar isso.

    Enquanto Jones falava sobre si, Hannah aproveitava para separar alguns utensílios que usaria para fazer o café da manhã. Pensou em fazer algo típico da Ucrânia, mas com um tom estadunidense, afinal, estava na América. Um novo sorriso pairava em seus lábios ao saber que a mulher era jornalista e que havia enorme chance de ir para Beauxbatons através do cargo de bibliotecária. Lembrar da academia francesa lhe trazia aquela sensação de perda. Sentia falta da ilha mística, com suas deusas cheias de magia pura, algo que até pensou em estudar, além de, é claro, toda aquela beleza espalhadas por onde se olhava. Enquanto a mulher falava, Hannah percebia que Chiara parecia mais à vontade ali do que quando teve que lidar com Lunna na noite anterior. Ponderou sobre aquilo por alguns instantes, imaginando o quão estranho seria se fosse ela no lugar da outra. A colocou, no final das contas, em uma situação bastante incoveniente, que devia ter sido pensada com muito mais cuidado.


    Cabo Verde me parece um lugar lindo. Gostaria de conhecer um dia, quem sabe. — Deu uma piscadela para sua companhia, tentando deixar o diálogo mais agradável. Lá no fundo, tinha essa vontade de conhecer outros países da África. — Quando estive em Uagadou, passei um tempo morando em Uganda e, lá, adquiri alguns hábitos alimentares bastante saudáveis. A culinária ucraniana não é muito apreciada por aqueles que gostam de manter o corpo sarado. Minha sorte é nunca ter precisado me preocupar com isso. Em Uganda, há muita pecuária, com possibilidades incríveis de conhecer inúmeros tipos de floras diferenciadas. Aproveitei muitas frutas, legumes, grãos e verduras que nunca tinha visto. Comia bastante salada e a carne era um pouco diferenciada, até porque, há uma clara diferenciação econômica nas camadas do país. E não somente lá, imagino eu. Mas... Não falemos de política, porque estamos famintas e eu preciso falar menos e agir mais. — Sorriu, sem graça, já separando os materiais sobre a bancada.

    "Gostaria de lhe apresentar uma iguaria chamada Syrniki. Que nada mais é do que uma panqueca recheada com queijo cottage. Talvez seja semelhante ao ricota em alguns lugares. — Hannah não era um exímia cozinheira, mas sabia fazer algumas coisas e se virar nas demais. — Gostaria de preparar a massa e eu o recheio? É aquela básica que leva ovos, óleo, farinha e temperos. Gostamos da massa salgada, mas se você tiver alguma preferência, fique à vontade. Aliás, a cozinha é sua.

    Grahn não era nenhum pouco acanhada e muito menos disfarçava suas intenções. Havia algo em Chiara Jones que lhe instigava a buscar mais, a entender mais, a querer mais e ela, tal como sua personalidade lhe entregava, não deixaria passar a oportunidade de conhecê-la mais profundamente. Não a deixaria fugir, não como as outras... Se se arrependeria daquilo novamente, só o tempo diria, pois sua mente estava longe para se preocupar com pormenores.


"Interação com Chiara Jones..."
Imagem
Hannah Grahn
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Hannah Bananaaaa!
 
Reg.: 22 de Oct de 2016
Últ.: 01 de Oct de 2021
  • Mensagens: 184
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 16 Pts.
  • 13 Pts.
  • 52 Pts.

Postado Por: Niza.


Re: Apartamento Nº 143 - Hannah Grahn [New York|EUA]

MensagemAfrica do Sul [#214038] por Chiara Jones » 03 Mai 2021, 00:49

  • 13 Pts.
  • 15 Pts.
  • 15 Pts.
[trama particular - 02]


      Ser recepcionada por uma bela mulher e que ainda esbanjava simpatia era sempre uma excelente forma de começar o dia. Talvez fosse muita loucura ir à casa de uma pessoa que havia conhecido ontem, porque era literal, estava fazendo ou iria fazer vinte e quatro horas que conhecera Hannah e já estava em sua residência. Sua mente era pervertida demais para não pensar com malícia quanto àquilo. No entanto, o que lhe tirava da berlinda, era que nada havia acontecido entre elas. Bem, pelo menos não ainda. Era extremamente difícil para Chiara ignorar aquela beldade e na primeira oportunidade que tivesse em dar um passo um pouco mais inusitado, sabia que não iria recuar ou se segurar, o que poderia ser um problema.

      “Menos...” disse a si mesma enquanto ainda podia sentir a doçura de sua pele em seus lábios devido aquele gesto simplório e cortês de beijar sua mão. A resposta sobre a localização surpreendeu a cabo verdense, estava na América e mais exatamente, Nova Iorque. Como já dizia Sinatra, “a cidade que nunca dorme”. Adorava a forma como a magia podia transportá-la para os lugares mais aleatórios em qualquer canto do mundo. Seu sorriso era afável diante da justificativa que recebia de Grahn e a entendia perfeitamente bem. Também não gostava de monotonia e estava gostando de saber pensava do mesmo modo. — A Ucrânia deve ser um lugar encantador, mas faz bem em se permitir conhecer o desconhecido. Mesmo que pareça que a gente esteja perdida, a gente acaba se encontrando. — Respondeu sem deixar de sorrir.

      Os dedos das mãos de ambas estavam entrelaçados enquanto caminhavam pela casa e ao alcançarem a cozinha, sorriu ao ver um local tão aconchegante. Observava Hannah passear pela cozinha e aos poucos conhecia aquele cômodo. Estava disposta à ajudá-la, mas para isso, precisava saber onde ficava o quê. Se ficasse andando de um lado para o outro, mais atrapalharia do que ajudaria. Estava curiosa para saber o que Hannah iria preparar, não se lembrava de ter experimentado a culinária de Kiev. Ainda estavam se conhecendo, então, era comum que uma fizesse muitas perguntas à outra. Na noite anterior não puderam conversar, então, precisavam recuperar o tempo perdido. — Sim, sou da África do Sul. — Respondeu, abraçando-se com os braços.

      — Estudei em Uagadou. — Acrescentou e a réplica que obteve lhe fez sorrir. Hannah era surpreendente. — O que os olhos dos outros não iam ver, o coração não ia sentir. Apesar de ser um pouco curiosa, sou muito boa em guardar segredos. — Piscou com o olho direito, sorrindo divertida, pensando na possibilidade de ter namorado uma professora. — Uma pena não ter sido sua aluna. — Falou em tom sincero. — E fique tranquila, não estou te achando uma grande devassa, nem nada parecido. Estamos nos conhecendo, então, que bom que as brincadeiras estão fluindo naturalmente. Estamos em harmonia. — Foi até ela e beijou seu rosto. — Relaxa. — Como não tinha intenções de atrapalhá-la, sentou-se na cadeira e continuou conversando com a ucraniana.

      Falar de si não era um problema, só esperava não sair misturando tudo. — Bem, na realidade, sou francesa. Tenho dupla nacionalidade. Meus pais se mudaram para África quando eu era pequena, bem antes do meu irmão nascer. Aliás, tenho um irmão, Teodor. Está no último ano em Hogwarts. Ele é lieeendo! — Enfatizou, deixando uma risada ecoar. — Então, meus pais têm uma casa em Cabo Verde e foi por lá que morei até fazer dezessete anos, que foi quando comecei a estudar Jornalismo. — Precisava resumir um pouco para não matá-la de tédio e logo mudou para o que estava acontecendo atualmente. — Trabalhei em alguns jornais, mas no momento, estou no aguardo de uma vaga de bibliotecária na Academia Beauxbatons. A sorte está lançada. — Disse, dando de ombros. Pensar nisso lhe deixava com muitas interrogações na cabeça, pois não sabia se iria dar certo se conseguisse a vaga e se conseguisse, deixaria fluir. Não era especialista em lidar com crianças, mas daria um jeito.

      Um novo sorriso surgiu em seu rosto ao ouvir Hannah falar e ficou feliz em saber que ela já havia morado em Uganda. Com atenção, escutou sobre sua experiência, refletindo no quanto a morena parecia ser uma pessoa vivida e se a julgasse pela idade, mesmo sem saber, diria com toda certeza que teria menos de trinta anos, o que era incrível. — Uganda é uma cidade linda mesmo, mas não a visitei tanto. Conheci Stellenbosch, é um lugar maravilhoso também. É a segunda colônia mais antiga do país. Tem muitas vinícolas e nossa... o vinho de lá é delicioso. Espero ter a oportunidade de te apresentar. — Era a vez dela de lançar a rede... o não ela já tinha, não era mesmo? Hannah tinha um falar bonito, independente do assunto, e isso a encantava. — Então, não falemos de política. — Constatou, levantando-se de onde estava e indo até a bancada que estava arrumada.

      O intuito de Grahn era lhe apresentar uma culinária de seu país de origem, chamada Syrniki. Não parecia ser algo difícil para se fazer e o principal, não demoraria para ficar pronto. — Acho que podemos começar com a massa salgada. — Concordou e ofertou um aceno gentil em forma de agradecimento para utilizar a cozinha. — Depois desse, quero lhe apresentar um prato de um país que não é o meu, mas que me acolheu com muito carinho que foi o Brasil. Morei lá por uns três anos antes de retornar para a França que é onde estou morando atualmente, mas... confesso que tenho vontade de me mudar. Só não sei para onde ainda. Bali, talvez... — Sugeriu, dando de ombros. Chiara não era libriana, no entanto, suas indecisões lhe corroíam com frequência. — Mas, nos concentremos no Syrniki. — Preparar a massa era algo fácil e com agilidade, manuseou os ingredientes estavam dispostos à sua frente.

      — Me diga, como é lidar com crianças todos os dias? — Talvez conseguisse alguma dica, não só para lidar com sua talvez futura vaga na instituição francesa, como também para lidar com Daemon, seu sobrinho, que agora lhe fazia companhia em sua residência. Eles tinham uma relação interessante e era outro assunto que comentaria com Hannah em algum momento da vida. Sentia que o destino de ambas não se encerraria ali, mas que estava apenas começando.

Chiara veste isso e seu penteado + make é este.


WITH: Hannaaaah!
TAGGED: Teodor Jones (NPC) e Daemon Stalink.
NOTES: TADÃAA! Ouviu isso? São os anjos cantando “Aleluia de Handel”!
Imagem
Chiara Jones
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Tessa Thompson
"One life, one love, live!"
 
Reg.: 16 de Oct de 2018
Últ.: 23 de Oct de 2021
  • Mensagens: 111
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 13 Pts.
  • 15 Pts.
  • 15 Pts.

Postado Por: Lay.


Re: Apartamento Nº 143 - Hannah Grahn [New York|EUA]

MensagemUcrania [#214347] por Hannah Grahn » 21 Mai 2021, 19:37

  • 1 Pts.
  • 15 Pts.
  • 93 Pts.
    Parecia meio clichê dizer que Hannah era alguém que gostava de conquistar, não o contrário. Entretanto, ela própria devia concordar que as mulheres que surgiam em sua vida, ao longo dos anos, tornavam aquela tarefa cada vez mais complexa de ser realizada. É claro que seria hipócrita em afirmar que não gostava do jogo da sedução, de acender a curiosidade alheia e, quiçá, trazer um pouco de tempero no relacionamento. Ela não gostava de se apegar, mas entendia que, dependendo das circunstâncias e, obviamente, de quem era o outro, até valia a pena. Certamente aquele era o caso de Chiara Jones. Grahn percebeu alguns pontos naquele encontro. Ela constatou que, em menos de 24 horas com a moça, já gostava de apreciar sua beleza, já sorria ao vislumbrar a movimentação de seu corpo e, principalmente, sentia o estômago revirar – em um bom sentido – só com sua aproximação. Já havia se sentido daquela forma antes, com Lunna e, talvez, aquelas sensações também se tornassem empecilhos. Não saberia dizer ao certo como lidaria com a presença de Jones, mas sabia que estava balançada.

    Enquanto observava a moça falar sobre sua família, Hannah recordou-se de ter pensado em Cassidy, sua irmã mais velha, assassinada há pouco mais de 10 anos. Era estranho pensar no tempo que já havia passado e ela pouco sabia sobre os culpados por aquele crime hediondo e, principalmente, seus motivos. Contudo, também precisava ser sincera em afirmar que os pesadelos tinham diminuído drasticamente e, provavelmente, aquilo significava que sua irmã queria mantê-la sã. Bem, não podia afirmar se ela obteve algum sucesso, pois era o que Hannah menos era. Apesar da pouca idade, a jovem ucraniana sempre correu atrás daquilo que lhe interessava, fossem conhecimentos específicos, conhecer lugares novos ou, simplesmente, aperfeiçoar suas habilidades. Tinha sede de saber, o que também era clichê em certa medida, mas não lhe incomodava.

    Ao mesmo tempo em que divagava em meio aos seus pensamentos confusos e complexos, percebeu que sua companheira de culinária já tinha iniciado a preparação da massa da iguaria que fariam e, então, constatou que ela era uma péssima anfitriã. Não por não oferecer conforto e ser simpática ao extremo, mas por talvez ser aberta demais? Afinal, usava seus convidados como “bodes expiatórios”, enquanto só observava o trabalho ser feito de acordo com aquilo que ela própria queria. Bizarro, não? Foi o que aconteceu com Harvey, Jaime e… Lunna. Aliás, parecia realmente que sua casa era um “point”, pois todas as pessoas que conheciam acabavam ali, mais cedo ou mais tarde. Devia pensar, no entanto, que cada uma daquelas mulheres tiveram um grau de importância diferente em sua vida. Mas, não era o momento para pensar naquilo. Deixou que um sorriso pairasse em seus lábios, quando a morena lhe perguntou sobre o que fazia em sua profissão todos os dias: lidar com crianças.

    Crianças são peculiares, para falar a verdade. Acredito que depende muito do grau de interesse delas naquilo que você ensina.– Comentou enquanto cortava o queijo em cubos e, em seguida, já misturava ao bacon, com um pouco de pimenta. Não tinha costume de comer bacon em Kiev, mas ali na América, aquele hábito era impossível de não ser adquirido. – No meu caso, ensinar as artes mágicas foi uma vantagem. Eles são curiosos, na maioria das vezes interessados e ansiosos. Porém, há aqueles inseguros, ou medrosos, que acham que não são capazes de lidar com a magia que existe dentro deles. É claro que como professora, eu preciso conhecer meu aluno e saber de suas qualidades e defeitos, afinal, ele conta comigo para fazê-lo superar quaisquer inseguranças que possam surgir ao longo do percurso. Creio que o trabalho está sendo feito, mas confesso que eu mesma não ando muito satisfeita com o lugar em que estou.

    Já tinha pensado inúmeras vezes sobre aquilo e não achava haver motivo para não comentar com Jones. Durmstrang era um instituto peculiar, cheio de normas e regras que a própria Hannah discordava em muitos níveis e, a cada dia que passava, se sentia cada vez mais hipócrita em permanecer ali, em saber do quanto aquelas crianças sofriam com regras e normas estúpidas e ela, como a maioria, fechava os olhos e fingia que nada acontecia. Talvez seus dias no lugar estivessem contados, no final das contas. Enquanto pensava sobre aquilo, já estava no fogão, pronta para fritar o recreio que colocaria na massa, quando estivesse pronta. Observou que a morena já tinha finalizado quase todas, deixando-as prontas para que a própria Hannah as finalizasse. Em seguida, só precisariam assar a massa, incluir o recheio e saborear. Entretanto, enquanto aquela tarefa era feita, ela resolveu que precisava, finalmente, falar sobre o que trazia Chiara até sua residência. Escutou, é claro, seu comentário sobre uma possível vaga em Beauxbatons e aproveitou a deixa para falar sobre.

    Carisma você tem, e é natural. Uma naturalidade que atrai qualquer um, diga-se de passagem. Pode ter certeza de que, independentemente de quem forem seus concorrentes, a vaga será sua. – Devolveu o sorriso sincero para a moça, ao mesmo tempo em que já lidava com a massa na frigideira. – Aliás, eu gostaria de me explicar melhor com relação ao que aconteceu ontem. Imagino que o assunto, talvez, não seja muito confortável de ser ouvido. Afinal, falarei de alguém que eu gostei, para uma pessoa que, muito certamente, passarei a gostar. – Ofereceu um sorriso zombeteiro antes de continuar. – Sei que já pedi desculpas, mas gostaria de oferecer novamente. Te coloquei em uma situação delicada e eu sinto muito, de verdade.

    Aproveitou que a cabo verdense já tinha preparado um local para que ela colocasse as panquecas, depositando-as no local. Finalizando aquela parte, seguiu até a geladeira, um objeto trouxa que tinha enorme apreço, pois ele mantinha os itens, que ficavam lá dentro, gelados e ela achava aquilo incrivelmente criativo. Do local, retirou uma jarra com suco de laranja, algumas caixinhas de outras bebidas que costumava tomar e leite. Na mesa, que utilizava para seu desjejum, já continha a garrafa com café e alguns condimentos que o degustador preferisse utilizar. Sorriu para a bela morena, enquanto se acomodava.

    Por favor, sinta-se à vontade para comer aquilo que desejar. – Em seu dia a dia, Hannah costumava usar magia para preparar seus alimentos, mas naquele momento, preferiu mostrar para Chiara que não era aquele tipo de sangue puro de nariz empinado que não respeitava o mundo trouxa. – Bem, gostaria de dizer que Lunna foi uma pessoa muito importante em minha vida. Eu não sei classificar o que tivemos de fato, porque nosso relacionamento não era pautado em categorias, digamos assim. Nunca afirmarmos sermos namoradas, mas no período em que estivemos juntas, que saímos com frequência, nos dávamos exclusividade. E eu devo admitir que, durante todo esse período, eu só pensei nela.

    “Mas, não sei exatamente por qual motivo, nós nos afastamos. Talvez as atribuições de nossas vidas, mais a dela do que a minha, aliás. Afinal, imagino que uma jogadora de quadribol profissional tenha uma vida agitada. Não a culpo, é claro. Em todo caso, paramos de nos ver, o contato foi interrompido e simplesmente não nos encontramos por mais de um ano. No bar foi quando voltei a vê-la depois de algum tempo. E, infelizmente, por mais que eu acreditasse já tê-la superado, parece que meu coração me disse o contrário. Ele ainda batia acelerado quando a vi. Sinto, ainda, minhas mãos trêmulas e o nervosismo de uma adolescente estúpida. Não quero me sentir assim, porque eu sei que nossos mundos são diferentes e eu não quero me magoar. Acho que é por isso que não gosto de rotular relacionamentos, sabe? Porém, seria cruel de minha parte não me permitir sentir essas coisas, pois eu percebi que quero me apaixonar, que quero estar com alguém e sentir que aquela pessoa sente o mesmo por mim. Se sentir amado é um sentimento incrível e, infelizmente, não acho que seja com ela."


    Pausou sua fala, respirando fundo em seguida. Era difícil admitir que detinha sentimentos por alguém porque Hannah não queria ser aquela pessoa. A adolescente apaixonada, a ingênua que sentia o coração acelerar só em pensar na pessoa amada. Entretanto, devia concordar que se sentiu bem com Lunna e, talvez, merecesse um amor, não?

    Eu divaguei demais e peço perdão por isso, Chiara. Não quero que pense que o meu convite para tê-la comigo foi uma tentativa de usá-la para esquecer Lunna, porque não foi. Eu estou sim atraída por você, porque há algo que não sei explicar, mas que simplesmente me deixa admirada. E sim, quero esquecer aquela maldita alemã, mas isso não quer dizer que eu não possa me apaixonar novamente, sabe? Só não acho que, ao menos dessa vez, quero apressar as coisas. Respeitarei o seu tempo e suas vontades, como tenho certeza que fará com as minhas.



Notas: Bem, faz um tempo que não faço nenhum post e ainda invento de começar com a Hannah.
Poderia ter ficado melhor do que o que foi feito, ou mais legal do que eu gostaria. Mas prometo melhorar nos próximos .sad
Interação: Chiara Jones
Citados: Lunna Ingelbert Erhardt
Imagem
Hannah Grahn
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Hannah Bananaaaa!
 
Reg.: 22 de Oct de 2016
Últ.: 01 de Oct de 2021
  • Mensagens: 184
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 1 Pts.
  • 15 Pts.
  • 93 Pts.

Postado Por: Niza.


Re: Apartamento Nº 143 - Hannah Grahn [New York|EUA]

MensagemAfrica do Sul [#217770] por Chiara Jones » 12 Out 2021, 00:33

  • 2 Pts.
  • 8 Pts.
  • 28 Pts.
[trama particular - 03]


      Uma coisa era Chiara lidar com seu irmão e aturar suas malcriações em casa e, às vezes, na rua. Outra completamente diferente era lidar com crianças diferentes e em todas as faixas etárias que viu Teodor passar sem intervalo, trancafiada num castelo, ilhada no sul da França. Era dessa forma que a cabo verdense comparava a situação que iria passar dentro de sua cabeça. Ir para Nice era simplesmente um paraíso, principalmente no inverno. Fora isso, seu conhecimento era nulo e não sabia se teria paciência o bastante para realizar aquela tarefa, mas iria tentar. E esperava não estar fazendo Hannah revirar os olhos, ainda que internamente, com aquele assunto. Estavam se conhecendo, compartilhando assuntos muito mais divertidos e interessantes até ela iniciar aquele. Mas, seu nervosismo era real e se desculparia depois pelo incômodo.

      Enquanto a Jones ouvia a ucraniana, ela observava cada simples movimento realizado pela mulher, sem deixar de prestar atenção em suas palavras. Desde a forma como suas mãos se moviam com sutileza enquanto manuseava os ingredientes até o jeito como as maçãs de seu rosto se moviam com graciosidade a cada movimento de seus lábios. Não fazia ideia de quanto tempo Hannah exercia sua profissão, mas pela propriedade com a qual falava, devia ter uma carreira consolidada, algo que lhe dava certo orgulho, mesmo a conhecendo tão pouco. No entanto, ao ouvi-la dizer que não estava feliz com o lugar que estava lhe causou certo incômodo. A abordaria a respeito num outro momento, apesar de sua curiosidade ter sido cutucada. Tentaria retornar ao assunto assim que possível, não desejava deixá-la desconfortável em sua própria casa.

      Até porque, ainda não era um bom momento para comentar que, em teoria — muito louca, diga-se de passagem — havia adotado Daemon, seu sobrinho de dezessete anos. Logo, numa teoria mais louca ainda, ela era mãe? Ainda que emprestada? Ela não fazia ideia, pois não se achava uma e talvez ele também não a considerasse, o que talvez fosse bom. Assim, ela não sentiria o peso daquela responsabilidade e era muito mais legal ser tia, principalmente, a tia descolada que não tinha papas na língua, que financiava as baladas e o que mais fosse necessário. Por isso, tratou de guardar esse assunto na última gaveta em sua memória. Era uma longa história e que no momento certo abordaria aquilo. Tratou de manter sua atenção nas palavras de Hannah, ainda que o cheiro do recheio fizesse seu estômago resmungar de fome porque estava maravilhoso.

      Chiara sorriu diante do elogio e moveu a cabeça em negação, mantendo os olhos semicerrados, divertindo-se com a situação. — Olha quem fala, os alunos de Durmstrang são mais que privilegiados em ter você. — Estava feliz em estar recebendo um pouco de apoio em mais uma de suas aventuras, era assim que ela preferia ver o início daquela nova jornada de trabalho. Só esperava não enlouquecer. As comidas estavam quase prontas quando Grahn começou a falar da noite anterior. Chiara desejava que ela deixasse o assunto de lado, mas, talvez, falar daquilo a deixasse melhor e por isso, não insistiu para que mudassem de assunto. Ao entregar o prato para Hannah depositar as panquecas, ela esperou a mesa terminar de ser posta para então se sentar junto com sua anfitriã. Com muita classe, serviu-se com um pouco de café e despejou duas colheres de açúcar. Bebericou o líquido e estava satisfeita com a temperatura e seu sabor.

      A voz da ucraniana encheu seus ouvidos novamente e com calma ela começou a explicar quem era Lunna e o significado da mesma em sua vida. Chiara segurou a caneca com as duas mãos e vez ou outra consentia com as palavras dela, compreendendo cada detalhe. A Erhardt não parecia ser o primeiro relacionamento de Hannah, mas que provavelmente foi o mais intenso… ah, isso ela tinha certeza. Ainda mais que diante do que escutava, a Grahn ainda estava apaixonada pela ex. Na verdade, não sabia se podia rotulá-la como ex, uma vez que não havia um título para a composição que faziam. O beijo que Hannah deu na inglesa na noite anterior havia reacendido uma chama em seu peito que ao invés de ser alimentada, apenas cresceu a ponto de deixá-la com mais incertezas. Ainda existia a esperança de ser feliz, mas dava para ver seus receios.

      Mas se Lunna tivesse nutrido aquele fogo, não seria Chiara quem estaria sentada naquela mesa. Os fatos seriam completamente diferentes. Ao mesmo tempo que era bom, também era ruim. Era óbvio que Hannah ainda estava sentida, o evento estava recente demais, entretanto, não era mais a vez da estrela do quadribol. A Jones não sabia muito bem o que era esse sentimento na vida real, não se lembrava de ter tido êxito em nenhum de seus relacionamentos casuais no decorrer de sua vida, mas se encontrava disposta a experimentar. Estava na hora de se tornar uma pessoa mais madura até mesmo num caso como aquele. Depois de sorver mais um gole do líquido escuro, ela pôs a caneca sobre a mesa, comprimiu os lábios um no outro e sorriu. — Não que eu seja a voz da experiência, porque de longe eu não sou, mas… eu também acho que você merece experimentar cem por cento de uma relação saudável.

      Cuidadosamente, repousou a mão sobre a dela e deu um leve aperto. — Sou um pouco leiga quando o assunto é paixão ou amor… e não quero te fazer exercer hora extra de sua profissão. Nem relógio trabalha de graça. — Brincou na tentativa de deixá-la confortável. — Eu seria uma grande mentirosa em dizer que não me sinto atraída por você. Acho que você não tem noção do quão intensa é a sua presença. Não apenas aqui, no físico, mas nos pensamentos. — Lentamente encaixou a mão na dela. — Você é linda, gentil, amável… atraente… eu posso ficar aqui o dia todo falando sem me cansar. — Dizia tudo isso sem deixar de fitá-la. — É sério, eu falo muito mesmo e se me der confiança, já era. — Riu ao tirar sarro de si. — Só preciso que você tenha paciência. Você não quer ir com pressa, eu também não, então, já temos um ponto a nosso favor. Nos conhecemos agora e temos tempo para tentar fazer isso dar certo. É claro que vou te respeitar, só espero que não desista de mim. — Chiara suspendeu a mão de Hannah e beijou suas costas com cuidado antes de observá-la novamente.

      — Agora, o que acha de aproveitarmos esse maravilhoso café e continuarmos conversando? Vamos apagar o ocorrido de ontem e nos concentrar no que está acontecendo nesse momento. O que me diz? — Disse, espetando um syrniki no garfo e estendendo na direção dos lábios dela. Sua sobrancelha direita se movia em tom de desafio, ainda que estivesse apenas se divertindo.

Chiara veste isso e seu penteado + make é este.


WITH: Hannaaaaah!
TAGGED: Daemon Stalinsk.
NOTES: Mil vezes perdão pelo atraso…vocês não merecem isso.
.meme
Imagem
Chiara Jones
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Tessa Thompson
"One life, one love, live!"
 
Reg.: 16 de Oct de 2018
Últ.: 23 de Oct de 2021
  • Mensagens: 111
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 2 Pts.
  • 8 Pts.
  • 28 Pts.

Postado Por: Lay.


Anterior

Voltar para Américas

Quem está online

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 1 visitante