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Chateau de Chenonceau, France

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MensagemHolanda [#213552] por Anastasia de Bourbon-Parma » 17 Abr 2021, 15:15

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Anastasia de Bourbon-Parma
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Re: Chateau de Chenonceau, France

MensagemHolanda [#213553] por Anastasia de Bourbon-Parma » 17 Abr 2021, 16:38

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- Claro, será uma honra acompanha-lo neste evento. - Ana sorriu, fazendo uma breve reverência para o famoso príncipe árabe que tinha começado a cerca-la nas últimas semanas por insistência do pai. A filha, agora mais velha da família, havia rejeitado diversos pretendentes, todos com razões plausíveis para o patriarca que começava a tornar a sua busca cada vez mais específica. Ela podia perceber que cada um apresentado – um por vez, ao que ela logo entendeu a tática – tinham algo que ela havia sentido falta no anterior. Jamais recusava uma conversa, ou algumas com cada um deles, porém preferia não se envolver em eventos com qualquer pessoa, ainda mais quando se estaria a grande nobreza dos diferentes países e isso significava diversas fofocas. Mantinha-se reservada para poder continuar seu trabalho com neutralidade e desta vez optou por aceitar por insistência do pai que parecia ver que a filha, em duas a três semanas não havia recusado ou rejeitado o pretendente. A verdade? Ela precisava achar um motivo peculiar que o pai não teria mais opções de poder encontrar novos com algo específico. - Ficarei esperando as instruções, tenha um ótimo dia. - Ela comentou, se virando enquanto caminhava para dentro dos corredores da famosa residência dos Bourbon-Parma.

Ela sabia bem que o pai iria questioná-la sobre aquele ponto e ela sorriu ao mais velho, segurando em sua mão por dois segundos. - Se você me questiona o motivo de mim ainda não o haver rejeitado ou a aceitação, não é mesmo? Está em seus olhos. - Ana comentou, com um dedo gentil apontando para o olhar do homem que ela amava muito. Caminhavam para o jardim enquanto mantinham uma conversa animada sobre as flores que ele tanto amava e que ela gostava de ver como haviam crescido. - Eu podia tentar pintar algumas delas nos próximos dias, se me permitir. Acho que posso ficar mais em casa e aproveitar esta oportunidade de ficarmos mais juntos. Posso te deixar o quadro depois, assim esse sentimento de saudade seu sai do seu olhar também. - Ela beijou a mão enrugada do seu pai, enquanto ouvia seus conselhos mais profundos, preocupado com o fato dela não ter casado ainda já que com as qualidades mais agradáveis, ela já teria encontrado um pretendente. Ana entendia a preocupação paterna e também a pressão, mas não tinha pressa. Ela sentia-se confortável com a situação, pois podia ajudar mais e como esposa teria outras responsabilidades e isso também a preocupava.

- Eu agradeço por compartilhar comigo, pai. Mas talvez ainda não sejam as pessoas certas. Posso te prometer que quando for, eu irei lhe contar primeiro antes de qualquer outra pessoa. Isso funciona como um trato? - A pergunta, misturada com um sorriso quase maroto revelava bem ao homem mais velho que nem mesmo o príncipe árabe iria ter: aquele sorriso de quem estava confortável com o outro. A personalidade radiante, cheia de vida, misturada com aquele amor por doces talvez nunca fosse visto pelo jovem que a levaria para a festa e, por sua vez, não seria revelado até que fosse a pessoa certa. - Está tão sério, até parece que está matutando sua próxima opção para mim. - Antes que ela conseguisse acabar a brincadeira, ele comentou de Schleswig – o amigo de Anastasia e que a havia convidado para participar de alguns eventos da alta sociedade esporadicamente. O coração da ruiva perdeu uma batida, mas ela abriu um sorriso ao pai, mantendo o olhar. Odiava mentir ao homem que a havia criado, porém se não fosse assim, como faria isso? Como manteria o segredo pelo prazer de poder conhecer Andrew sem ter de pensar em casamento. - Ele é um ótimo homem, um bom amigo. E pelo que eu saiba ele estava em vias de um relacionamento com uma das princesas do leste europeu. - O que não era mentira, fazendo o pai ficar levemente pensativo e logo abrir um sorriso, explicando que o achava um homem muito honrado e que, se ele quisesse cortejá-la não iria se opor. A risada leve de Anastasia o fez rir também, já sabendo bem a resposta que ela daria. - Somos bons amigos, e estou feliz que ele encontrou alguém que o faz feliz. É o que queremos aos nossos amigos, não? Como desejo ao senhor. Aquilo lá ao fundo é um chá da tarde? Não sabia que queria passar uma tarde de pai e filha. - Disse dando uma leve palmada no braço do mais velho, vendo a conversa mudar e relaxar.

[...]


    Veiligheid: Eu cheguei com o disco voador. Por favor, ao nos ver, seja educado. Acho que nos colocaram na mesma mesa e...
    Veiligheid: Eu acabei de te ver .saf

O enorme espaço luxuoso tinha detalhes que tiravam o fôlego de Anastasia. Ela amava a história daqueles locais, ainda mais quando tinham sido talhados por diferentes pessoas arquitetas e simples que tinham aquela especialidade. De fato, o homem não tinha aquela mesma delicado cuidado em querer compreender a história dos espaços, parecendo bem mais interessado em conquistar o máximo de conexões. Anastasia sabia que aquilo aconteceria e, para ela, algumas das mais estabelecidas saberiam bem que aquele contato estava fadado ao fracasso, mesmo que ela própria havia escolhido o vestido da noite pensando no destaque de forma elegante. Ela sabia bem que muitas garotas gostavam de aproveitar a oportunidade para vir com duques ou barões para tentarem fisgar grandes peixes. Por isso, quando os olhos de Ana encararam Andrew, ela somente se permitiu manter o andar enquanto deixava o tempo parar com aquela beleza.

É claro que, naquele meio tempo, ela havia visto a acompanhante dele e pensou se havia alguém mais interessante que ela para conversas. - Eu? Acabei de ver alguns da família britânica. Ótimas pessoas. Preciso mais tarde cumprimenta-los. - Disse ela com simplicidade ao seu acompanhante, seguindo para as diferentes conversas sobre petróleo que ela com certeza não tinha muito interesse em ouvir. Ainda mais por ela imaginar que aquelas movimentações financeiras não ecoavam em novos empregos ou revitalizações sociais, o que com certeza não era o que ela gostaria de ter que revidar. Por isso, manteve os sorrisos educados, parando pela terceira vez para ouvir alguma coisa específica sobre negócios e fortalecimento de investimentos para o homem que Ana educadamente ouviu, mas pouco se interessava. Pegou o celular que tinha algumas mensagens e ergueu a sobrancelha sobre o fato de que o “disco voador” parecia estar com o sapato apertado. Talvez alguém estava extremamente observador com ela e houve um breve brilho no olhar, sem um sorriso. - Eu só preciso garantir que algumas negociações estarão bem finalizadas. Queremos a maior rodada de investimentos para o nosso projeto para amanhã. - Ela respondeu ao homem que logo percebendo que não tinha tido tanta a atenção da jovem.

    Veiligheid: Nem me diga sobre cortesia nesse sentido. Vai me tomar uma hora antes de comer mesmo
    Veiligheid: Eu também acho que ele está com o sapato apertado. Já parou três vezes pra apreciar a vista milhonária.

- Claro, será uma honra conhecer mais de seus principais negociadores. - Ela respondeu com extrema educação, sorrindo o suficiente, garantindo que não houvesse mais toque que o necessário quando ele a conduziu pelas costas para até que chegassem aos fornecedores. Percebeu-se logo que era somente um corpo dentro daquele ponto e aquilo levemente a incomodava. Por ter sido criada em uma cultura diferente, os padrões naquele momento eram de fato algo realmente importante e ela havia encontrado ali o que realmente podia usar contra o homem. Manteve-se na posição que logo entendera que era sua, deixando que a mente vagasse até que visse mais uma vez um certo dinamarquês caminhando pelo salão com a sua acompanhante que agora tinha seu vestido quase refletindo a luz contra os olhos de Ana. Por dois segundos, piscou, voltando o olhar para aonde estava tendo certeza absoluta que aquilo estava cada vez mais divertido. - A conversa me parece bem interessante. Vou me manter como boa ouvinte. - Disse ao árabe, que percebera seu leve momento de desatenção tarde demais. Ou só porque ela não respondera a sua pergunta de imediato?

Ela cumprimentou com um breve aceno a todos, voltando mais uma vez ao seu estado passivo enquanto caminhavam para o grupo de pessoas que ele parecia ter já elaborado e pensado estrategicamente nas suas conversas. Anastasia manteve muito pouco da conversa, sendo chamada uma ou duas vezes para ver algumas outras pessoas, educadamente garantindo que não ficaria muito tempo fora e voltasse ao acompanhante. Apresentava quem lhe parecia conveniente ao árabe que logo ela entendera que era uma chance de aumentar suas conexões. Com o celular na mão, Anastasia viu a próxima mensagem, que a fez ter os olhos brilhando mais uma vez, ainda mais ao ler sobre o fato de se ter comentado sobre o seu vestido. Um detalhe que ela havia escolhido especialmente para aquela noite para uma certa pessoa específica. O vestido vermelho, de brilhos muito sutis, era bordado a mão por algumas trabalhadoras holandesas e Ana sentia-se orgulhosa de representar sua cultura, ainda mais que alguém o havia elogiado. - Você está bem? Parece estar incomodado com algo. - Ana olhou para o acompanhante vendo que ele mexia os pés de forma estranha de novo. A resposta viera um pouco mais ríspida e ela somente ouviu com cuidado, sabendo que cada coisa dita seria usada depois contra ele.

veiligheid: Isto é verdade. Nos será bem proveitoso termos este tempo juntos na mesa. Além de influência, teremos tempo para discutir diferentes assuntos. Não posso ser grosseira, mas quase perdi a visão quando um dos lustres pegou no abajur.
[Veiligheid: Obrigada! :) Penso que este vermelho parece muito mais aceitável para a noite. Mas muito obrigada.[/list]

A resposta viera imediata: iriam ser apresentadas e Ana não sabia ao certo se ela estava preparada para aquilo. É claro que ela já havia sido apresentada a diferentes pessoas da alta sociedade como da nobreza, o que não seria um problema. O jantar ainda seria longo prazo para conhecer a jovem, mesmo que suas escolhas de vestes com certeza faziam com que Ana acreditasse que teria muito a se adaptar a diferentes questões que implicavam ao que ela iria viver. Se ela fosse viver aquilo tudo. Continuou com o olhar voltado para a conversa mais uma vez se voltando aos diferentes hotéis, cassinos nas arábias que Anastasia pouco conhecia e não tinha muito interesse em ouvir. Talvez por ela entender que aquela região do Oriente Médio também tinha muita discrepância social e ficava pensando em como ela poderia contribuir voluntariamente, mas isso implicava nos valores citados por todos aqueles homens. - São ótimos empreendimento. Creio que um dia será um prazer conhece-los e poder tirar minhas próprias conclusões. - Ela pensou em fazer mais um questionamento, mas preferiu manter-se mais uma vez em silêncio agra que o tema voltou-se mais uma vez para a maldição dos petróleos.

    Veiligheid: Eu aprecio sua consideração, mas temo mais pelas conversas. Posso te confirmar que aprendi muito sobre petróleo e não me interesso por nada. O capitalismo em sua pura versão se veste de disco voador.

A resposta era realista e a jovem Bourbon-Parma sabia bem que logo não tardariam para sentarem a mesa. Se antes alguns outros não se apresentassem aos dois. Ela podia ouvir os burburinhos, sorrisos de aprovação, ainda mais que ela havia se deixado permanecer naquela posição mais abaixo, mesmo preferindo estar igual. Tinha entendido que aquele era o comportamento dele durante as reuniões sociais e isto era informações essenciais para ela poder rejeitá-lo dali dois dias, quando era o tempo ideal para aquela atitude. - Creio que seria uma boa oportunidade para discutir seus planos com o presidente do Egito. Soube que ele tem buscado novos empresários para suas fontes de petróleo. - Ela insistiu, usando-se de uma informação bem privilegiada de sua rede de lideranças para que talvez pudesse ver aquele homem em ação diante de pontos dados por uma mulher. Logo ao se aproximarem ela percebeu que ele tentara conduzir mais uma vez a conversa e o presidente era um homem sábio, fazendo com que um dos sorrisos de Ana surgissem. - É uma ótima noite, senhor. Tenho aprendido muito sobre os seus negócios. - Ela percebeu que o ego de seu acompanhante aumentava, percebendo que ela tinha de fato ouvido tudo, mas percebera que ele não a conhecia o suficiente.

    Veiligheid: Há muitas coisas para ensiná-lo, como o fato de colocar as acompanhantes na conversa. Até o Egito entendeu isso. Acredite, eu teria respondido sobre a exploração infantil e o quanto aquele serviço era perigoso e poucos benefícios a longo prazo. Aliás, se quiser apresentar, a conversa está acabando. Bom momento pra comer depois.

- É um prazer em revê-lo - Ela fez uma breve reverência ao homem e abriu mais um sorriso ao homem e concordou. - Sim, temos uma conversa com a ONU nos próximos dias, creio que os assuntos que estamos negociando talvez possam lhe beneficiar, se desejar ter uma conversa comigo em nossa viagem para os Estados Unidos. - O ponto de citar aquilo era uma forma de lembrar a si mesma que havia voz e que ela gostava de poder trabalhar em prol de seu povo e da Europa. Com um aceno, logo se viram mais uma vez sozinhos e o tema voltou-se ao príncipe árabe e o quanto ele havia achado aquela conversa levemente tediosa, já que não havia se concentrado tanto no que ele gostaria. - Terá muitas oportunidades com ele, príncipe. Provavelmente, ele se sente duas mesas da nossa, poderá após alguns dos pratos, aproveitar-se da oportunidade para conversar. - E assim ela encontrava formas dele concentrar-se no que queria e ela em poder apreciar seu jantar com calma. A ideia lhe pareceu ótima e logo estava parando para mostrar quem ele conhecia e o quanto haviam conseguido de dinheiro juntos. Era bom saber que era um bom negociante, o que faria o pai de Ana achar que talvez por isso fazia sentido para a mulher aquele ser. Poderiam concentrar-se no trabalho acima do que qualquer coisa. Mas não era bem assim.

Não quando no meio daquelas explicações ele se aproximava. Com o abajur. Ela tinha conseguido pelo menos ler a mensagem dele e sabia bem como aquilo era, ainda mais vivenciando mais uma vez aquilo ao vivo. Degradante por assim dizer. Talvez Ana não fosse tão inocente quanto muitos pensavam, já que ela própria havia crescido naquele meio e que não iria se deixar abater por causa de uma situação como aquela. Ana posicionou-se de forma que o lustre não fosse refletido em seus olhos, querendo responder a mensagem que havia recebido, mas preferiu tirar suas próprias conclusões sobre toda a temática aonde estaria inserida. Conhecer o terreno, não é mesmo. - Boa noite. - Ela respondeu educadamente, fazendo uma breve reverência aos dois, o príncipe e herdeiro ao trono da Dinamarca e sua acompanhante. A frase inicial dele, apresentando Ana a outra quase a fez rir, ainda mais quando utilizou-se de um leve trocadilho que ela sabia bem que ninguém mais entenderia. Piscou mais uma vez, fazendo um breve aceno, enquanto sentia a mão do príncipe em sua cintura como se estivesse criando um certo territorialismo. Ela própria olhou para o árabe, esperando que ele entendesse que aquilo era completamente desnecessário. - É um prazer conhece-la Senhorita Fragmart. Que eu saiba, seu pai é um empresário de tecnologia de celulares, correto?

Ouviu com cuidado a fala bem menos refinada, ainda mais com a postura de tocar no dinamarquês de forma extremamente possessiva, como se já tivessem alguma coisa. A menina sabia brincar aquele jogo. - Claro, é um prazer conhece-la mais uma vez. Senhor Schleswig, este é o Sheik Hamdan. - Ela preferiu não fazer brincadeiras, ainda mais porque ele era melhor do que ela naquelas coisas. - Ele atua com diferentes mercados, mas o petrolífero ao que vejo é sua especialidade, não é mesmo? É quase impossível caber tudo em seus pés. - Anastasia deu uma leve aumentada no ego, com o prazer de ver que ele próprio não havia entendido a piada sobre os pés, mas adorava a ideia de ser poderoso. O olhar dela virou-se para o príncipe por dois segundos, esperando para ouvir as próximas palavras. Pelo menos sabia que iriam comer, e ela estava com fome. Uma pena que ela havia visto o menu e ela preferia mesmo era conseguir algo para levar para casa dos doces. - É realmente fascinante, senhor Hamdan. Creio que poderíamos aproveitar a oportunidade que estão anunciando o espaço das mesas para podermos ter mais conforto? - Ou ela pelo menos sentar e conseguir ficar mais tranquila já que aqueles dois acompanhantes poderiam dar bem para eles mesmos.

    Veiligheid: Ou de garantir que o outro é inferior a você pelo fato de achar que o faz é melhor. O que para mim, se torna ainda mais interessante a discussão. E eu agradeço que tenha me protegido da luz.

Por sorte, Hamdan a acompanhou primeiro, enquanto ela resistiu a ideia de simplesmente olhar para tras, sabendo bem que seus passos estavam sendo observados e isso a fazia se sentir segura. Não tardou que lhes indicassem para uma mesa redonda com um belo ornamento que fez com que Anastasia tomasse cuidado de observar cada detalhe. Sentou-se na cadeira indicada pelo acompanhante, agradecendo, ainda mantendo-se bastante atenciosa para o vaso que era pintado à mão e resistiu à necessidade de tocar no dourado e saber que o granulado era um problema da época daquele vaso. Logo teve a sensação da proximidade do príncipe da Dinamarca para que colocasse a própria acompanhante em seu espaço e se sentou ao lado de Ana. - A viagem até aqui foi agradá... - Logo ela pode ver como a acompanhante dele se prendeu ao braço dele e, Ana simplesmente manteve a educação. Aquilo não a incomodava, ainda mais porque sabia bem o que a fazia tomar aquela decisão. Sem muito o que esperar Hamdan encontrou uma forma de passar os dedos nos braços de Ana e parecer indicar que ele estava na mesa. O árabe detestava ser ignorado e Ana havia entendido isso bem. Com gentileza, ela retirou a mão do homem contra si, mas voltou mais uma vez, agora em seu pescoço, como se a quisesse puxar de novo para si. - Sim, a viagem foi boa. O processo não é longo até aqui, mas achei as flores escolhidas muito apropriadas para o evento.

    Veiligheid: Se eu pisar no pé dele, será que ele reage?

E então, mais uma vez se viu silenciada pelo árabe e a garota que agora parecia bem interessada em dizer todos os dotes de Andrew. Como se ela soubesse tudo além da imagem dele. Seria uma noite realmente interessante. E ela precisava de um copo de suco ou bebida forte. Logo, um dos garçons questionou sobre as bebidas e Hamdan tentou dizer o que ela queria, mas o homem entendeu logo quem ela era e isso significava que ela podia escolher o que queria. - Obrigada pela sugestão, senhor Hamdan. Porém para começar eu prefiro água com limão. Ainda está cedo para beber, mas agradeço. - Ela preferiu manter-se sóbria durante aquela conversa, mesmo ouvindo sobre a alternativa do dinamarquês para champanhe e dois copos. O que quer que ele faria com toda a certeza ela não sabia, mas agradeceu ao garçom pela educação e ouviu baixinho do árabe o motivo dela agradecer, pois o homem estava fazendo o trabalho dele e não merecia. Ana simplesmente o ignorou, virando-se para os outros, enquanto podia ver bem a mão do dinamarquês sobre a da outra e isso fez com que logo se entrasse em outra conversa.

Ana ouviu logo a voz do outro questionando se ele pretendia expandir os negócios de petróleo da Holanda e isso a fez voltar o olhar para Hamdan. Ela sabia bem que na verdade ele talvez não quisesse nem mesmo estar perto da terra natal da mulher e isso também a deixava levemente preocupada. Por isso, decidiu ouvir com cuidado o que ele iria dizer, ainda mais pelas condições que os países baixos tinham de consumo de petróleo. – Com toda a certeza, – Respondeu em seu sotaque forte em inglês, deixando o ego subir, sem perceber aonde talvez estivesse sendo jogado, já que ao que parecia ele talvez nem soubesse a quantidade de informações e negócios que a própria Ana fazia. – É um país com muito potencial e sabe como é, nem todos entendem de negócios e ali está atrasado sobre alguns pontos. Convencer sobre situações sociais e deixar o dinheiro não crescer em petrolíferas e poder de petróleo é deixar com que aquele tema de igualdade apareça. Mas, eu estive conversando com boas pessoas hoje, melhores por aqui que farão isso dar certo. – O tom havia feito Ana levantar a sobrancelha e a pensar se ela lhe falava a verdade, ou simplesmente mantinha seu papel, adiantando a carta de quebra de conversa logo após a festa.

    Veiligheid: Eu devia ter pedido o vinho mesmo. E doces, antes da comida.

O som orquestrado deixava com que o ambiente de tensão que ela já sentia vindo logo aumentasse consideravelmente. - E... - Antes que ela fosse capaz de defender-se a si mesma, logo viu-se mais uma vez com o braço dele tentando territorialismo, como se estivesse algo inexistente ali na mesa. Ana ignorava por completo aquela reação da jovem contra o príncipe dinamarquês enquanto ela piscou uma vez e continuou. - A Holanda possui interessantíssimos pontos muito mais eficazes de negociação que o petróleo, senhor Hamdan. Mas creio que seja uma discussão agradável para se conversar com nosso Ministro de Exportação e Importação. Ainda mais pela estrita rede de regulamentações que foram impostas nos últimos anos. - Disse, com uma voz extremamente profissional, deixando bem claro que ela estava deixando um ponto importante à frente, sem falar que ela sabia bem que nada dos planos do árabe aconteceriam. Não enquanto ela estava auxiliando nas negociações e era a grande ponto focal para o povo. Por isso ela era muitas vezes quista pela rainha e o rei que achavam que ela seria uma rainha fenomenal para o país. Ao ver que o assunto começara a entrar em pontos que deveriam ser melhor discutidos em outro espaço muito mais propício e que Hamdan não se sentisse sendo contrariado por uma mulher.

- E você, senhorita Fragmat? Quer inserir mais tecnologia na Dinamarca? – Era uma pergunta quase infantil, mas Ana não reclamaria de ouvir sobre aquilo. Não mesmo. A resposta, parecendo vir de realmente um ponto profundo logo viera mais vaga do qualquer outra coisa, fazendo com que Ana somente abrisse um breve sorriso. Ela estava preocupada com o príncipe, enquanto ela própria tirava mais uma vez a mão do homem contra si, de forma extremamente delicada e o olhava alertando sobre o assunto. O príncipe logo se antecipou, revelando dizer bastante sobre a preocupação de oferecer mais apoio e suporte para a economia local, garantindo melhorias nos serviços públicos e o aumento da eficiência deste trabalho em impacto com a população. Ana resistiu ao sorriso, agradecendo pela resposta mais envolvida em uma relação voltada a vontade do povo e não de empresários. - É uma ótima alternativa. Meus parabéns, - Ela pode ouvir que Hamdan parecia não ter gostado muito da resposta, ainda mais quando o dinamarquês continuou falando sobre as parcerias e como aquilo aumentaria o IDH. Ela pode sentir que havia atingido o outro de alguma forma e ela até tentou pensar em algo para neutralizar, mas logo falou - Concordo e... - E o árabe havia decidido se posicionar, parecendo querer mudar um pouco o jogo. – Claro, com certeza a população se beneficia muito bem. Mas vale lembrar que são negócios no fim do dia. Dar ao povo algo que eles possam consumir e aumente nossos cofres. Não acha? IDH no fim do dia não faz muita diferença.

Ana quis ter certeza de que a bebida chegaria logo, para ela pedir um vinho. Ela viu mais uma vez Fragmat tocando no seu acompanhante e, desta forma poderia deixar o corpo com um pouco de álcool antes de ver para onde aquela conversa chegaria. Por sorte, o príncipe havia deixado com que a esquiva e quase amaciada de ego fizesse os sentidos de Ana começarem a ficar ativados. Alguma coisa estava errada, mas ela não sabia ao certo o que seria. E, antes mesmo que pudessem continuar, as bebidas logo chegaram e sua água foi colocada em seu lugar e ela agradeceu mais uma vez, vendo a atitude de Hamdan com o garçom mais uma vez ser rude. - Claro, um brinde. - Ela sorriu educada, batendo de leve contra a bebida do seu acompanhante e não percebeu o movimento ardiloso do outro com relação a taça de champanhe que agora tinha seu líquido voando pela mesa e diretamente as vestes brancas do árabe. Ana viu a situação acontecer e simplesmente ficou parada, vendo adentrar no tecido que agora ficaria manchado, ainda mais que aquele tipo de champanhe – que ela dera uma boa olhada – os feitiços limpar demorariam muito mais para tirar. O olhar do homem fechou-se e ele parecia extremamente bravo, como se tivesse ultrapassado seu limite. - Você está bem? A taça voou mas poderia também te cortado. - A preocupação, em um tom realista fez com que Ana também colocasse um esforço de pensar sobre talvez Fragmat era uma desastrada.

- Creio que devamos ir. Não posso andar em uma festa com estas vestes. – Ele respondeu de forma ríspida, ignorando completamente os outros dois convidados da mesa. O olhar dele para a jovem era digno de ódio e a maneira como se comportou era inadmissível. Se levantou rispidamente, ignorando completamente o restante das pessoas que pareciam querer ajudar. – Senhorita Bourbon-Parma... – Ana então permaneceu sentada, preocupada com outros que teriam suas mãos machucadas por causa daquele acidente. - Foi um acidente, Hamdan. Coisas acontecem e eu posso ir mais tarde, não se preocupe. Quer um lenço para tentar secar? Vai facilitar depois a limpeza. - Ela estava com fome e não iria simplesmente ir embora sem comer, pois aquele homem poderia tentar algo com ela. Por isso, preferiu ficar. – Não é uma escolha, senhorita. É uma ordem. – Aquela discussão lhe parecia desnecessária e pode ver a preocupação dos outros e abriu um breve sorriso. - Eu não quero prendê-lo, eu posso me cuidar bem por aqui. Tenha uma boa noite.


with Andrew <3 e Sheik Hamdan

Ana veste (nas costas tem um decote que vai até a cintura, oval) e makeup

Em on acontece meses depois da feira do Beco Diagonal.

SAP: Veiligheid - Guarda/Segurança em Holandês.
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Re: Chateau de Chenonceau, France

MensagemDinamarca [#214886] por Andrew A. Schleswig » 09 Jun 2021, 01:19

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Andrew poderia não ter hábitos tão chamativos ou escandalosos quanto os dos irmãos, sendo um tanto quanto mais quieto e reservado, mas aquilo, de nenhuma forma, atendia a satisfação de seu pai, que, estando ele próximo aos vinte e nove anos preferia cada vez mais entrar no assunto sobre arrumar uma noiva adequada ou um casamento arranjado lucrativo para os dois lado, aproveitando do fato que, perante ao publico geral Andrew permanecia solteiro. A insistência não era tanto quanto a pressão sobre si para acabar um relacionamento em seu ultimo namoro, é verdade, ou a pressão em um casamento a quando estava com relacionamento arranjado com a prima, mais ainda existia, ainda mais quando, por boatos, o solteiro mais cobiçado da Dinamarca não era visto mais de uma vez com suas companhias em festas, e quase fazia para si a reputação de um príncipe a sair com várias mulheres para aproveitar a vida. É bem verdade que aquele tipo de boato era uma completa mentira, inclusive ao conhecimento de sua família, mas talvez a opinião publica clemente por um conto de fadas em um jornal ou algo do tipo, ou esperança em fisgar algo realmente bom, subisse um pouco algumas cabeças. De maneira que de certa forma, até era vantajoso se aproveitar delas, muito embora o interesse de nosso protagonista em qualquer uma dessas tais pretendentes fossem nulos, da mesma forma que o fato dele estar sozinho fosse uma farsa. Mas, nesse ponto, ele preferia que as coisas permanecessem dessa maneira.

-Levando em conta ser impreterivel que tenha uma acompanhante, escolho a da terceira foto. - O ruivo apontou diante de seu acessor e braço direito que estava mais uma vez a lhe mostrar as opções de acompanhante a mais um evento de gala, que seu serviço no ministerio não permitira fugir. Naquela ocasião, deveria representar a monarquia dinamarquesa (sua avó e seu pai), como principe herdeiro do trono, e, como de praxe, não seria adequado de que fosse completamente sozinho, sendo esperado que acompanhasse alguma jovem bem nascida ou socialmente relevante, como a morena de olhos claros para quem ele apontava de maneira convicta. Elise Fragmart, filha de um novo rico relevante no mercado de tecnologia e visualmente agradavel, aquilo caia como uma luva.

-Senhorita Fragmart, tem certeza, vossa alteza? - O jovem assistente perguntou confuso, como se realmente estivesse fazendo calculos mentais enquanto trocava olhares de incredualidade para Andrew por ter escolhido logo aquela opção, e para o pai que evitava demonstrar descontetamento no olhar. -Andrew, você não acha que tem jovens mais distintas que a senhorita Fragmart? As outras duas opções... - Começara o homem de feiçoes mais velhas parecidas com a sua em um discurso que Andrew sabia que talvez duraria alguns minutos, não que precisasse ouvi-lo. Politicamente, escolher a filha do primeiro ministo da dinamarca ou alguma decendente real que ele mal sabia o nome mas tinha completado a maioridade há algumas semanas talvez fossem escolhas mais adequadas para um evento e um futuro envolvimento. E esse, era exatamente o motivo que Andrew se opunha veementemente as duas opções.

-As duas opções são mais vantajosas politicamente, mas também significam um dano maior caso lhes dê uma esperança vã, diante de uma possivel quebra de compromisso por opções melhores no futuro. Quase tivemos que remediar diante de uma situação assim com a familia real da holanda e posteriormente da espanha, evolvendo uma esperança falsa referente a Phelipe. - - Pronunciou Andrew, mantendo a postura e o tom de voz calmo e contido diante da abordagem do pai. Ali ele sabia ter de pisar em algumas pedras, no entanto, ele era treinado a fazê-lo desde criança e, felizmente, tinha talento para esse tipo de coisa, além de ter o pensamento rapido e um discurso já treinado. - Nesse caso, considerando minha falta de intenções, como o senhor sabe, em firmar um compromisso por agora e visando evitar conflitos futuros, a melhor opção seria senhorita Fragmart, poderiamos atrair renovações e aberturas de filiais no país, além disso, esse tipo de coisa seria mais um ato de gentileza, de os vermos como importantes e iguais que um compromisso inquebravel. - A mudança na face de seu pai fora um sinal de que seus argumentos deram efeitos, mas, Andrew, conforme sua mascara, apenas manteve seu olhar tranquilo de quem não parecia estar auto-satisfeito com aquele tipo de reação. -Além disso, ela é mais agradável visualmente que as duas outras opções, e isso tende a deixar eventos assim mais proveitosos.

Claro que, esse ultimo acrescimo talvez tenha sido mais um jogo de palavras, afinal Andrew não tinha qualquer interesse de inicio em sua futura acompanhante para aquela festa, mas o concordar do pai (e sua expressão de reprovação mas que também indicava que ele realmente havia notado que o filho não queria realmente algo sério com uma mulher que em sua visão “poderia sujar o pedigree”), fora tudo o que precisava. Escolher as acompanhantes mais improvaveis e desinteressantes e evitar qualquer uma que pudesse significar pressão familiar para que trocassem aneis, era a forma que o principe dinamarques achava mais facil de protelar as coisas. E, por sorte, aquela estrategia ainda lhe funcionava bem, embora pudesse lhe render uma marca indesejada de certa irresponsabilidade em seu curriculo impecavel. Mas uma marca necessária para que certos interesses naquele tipo de assunto funcionassem.

(...)

O convite fora feito de maneira formal por correio e, na noite do evento, o proprio ruivo havia se adiantado e ido buscar sua acompanhante no hotel em um de seus carros particulares. Havia optado por um terno azul marinho, não muito chamativo, ao contrario da roupa brilhante de lantejolas de sua acompanhante que, a principio, tivesse o deixado um tanto quanto cego, embora ele se esforçasse por não o demonstrar, a cumprimentando com um elogio, antes que os dois seguissem ao tal evento.

(...)

Na festa lotada de pessoas exageradamente bem vestidas, Andrew fora parado cerca de dez vezes para tirar algumas fotos, que normalmente ele simplesmente recusaria, mas que, devido a situação, teve que aceitar. Inflamada e impressionada pelas luzes, e pelos detalhes, a jovem que lhe acompanhava pareceu um tanto impressionada com o salão, as pessoas e todos os tipos de coisas novas. Mas, embora, Andrew presasse por lhe dar atenção ou responder perguntas, que agora por algum motivo estranho eram sobre como deveria ser divertido ser uma princesa e estar sempre em um lugar como aquele, ou como faria eventos grandiosos desse tipo, seus monologos longos e a forma como ela lhe puxava para todos os lados para se apresentar ao lado dele, eram suficientes para que ele pudesse se concentar em mandar algumas mensagens de celular. Onde sua atenção realmente jazia, ou talvez em uma figura conhecida que entrava no salão, acompanhada de um homem que Andrew se lembrava vagamente já ter ouvido falar.

Disco voador, aquela era nova. Embora por algum motivo ele pudesse notar que o homem claramente parecia ter a intenção de querer voar entre todos, com uma postura no minimo deslocada intencionalmente (o que não é algo bonito de se ver, alias).

Sikkerhed A cortesia é algo fundamental, ainda mais quando querem te mostrar e falar sobre você a todos. A propósito, o “disco voador” esta com o sapato apertado demais, ou andar quase tropeçando na champanhe se tornou normal, ou seria só uma impressão minha?

Perguntou ele para a pessoa que em seu celular se identificava com a alcunha de segurança, aproveitando a distração de sua parceira, que agora fazia planos próprias sem a intenção de esperar por Andrew concordar com ela, para observar a bela figura de Anastasia se destacando na multidão - mesmo que seu vestido fosse um dos menos chamativos ali, não se podia dizer que Andrew conseguia tirar a atenção dele – junto com seu acompanhante. Algo inicialmente atingiu o ruivo, fazendo com que de cara ele não gostasse do homem, por alguma implicancia propria, ou talvez fosse o ciumes de querer realmente acompanha-la ali, mas se ele sentiu, não o demonstrou.

-O interessante desse castelo é que apesar de não ser tão famoso quanto Versailles, possui uma história tão longa quanto, vê o quanto a arquitetura gótica se harmoniza com a renancentista nas paredes. - Pronunciou quase de maneira treinada, quando Elise Fragmart chegou a lhe perguntar o que olhava com tanto interesse, se desculpando em seguida e simplesmente pronunciando que era apenas a primeira vez que estava ali (mesmo que fosse mentira), e então seguindo para apresentar a si e sua acompanhante para outros convidados, mais especificamente, as amigas dela e suas perguntas um tanto quanto pessoais – que o faziam quase se arrepender de estar ali – mas que ele se esforçava para responder por educação e cortesia.

Ao final da longa conversa, sabia que o “belo vestido” havia sido feito por uma nova estilista da qual ele sequer havia ouvido falar mas que estava sendo “tendencia” no ultimo ano, e que fazia parte da ultima moda, sendo escolhido a dedo só para que ela pudesse acompanha-lo. E que também o brinco havia sido feito no mesmo modelo.

Se, naquela hora, perguntassem a opinião do homem, com certeza ele os descreveria como um tanto exagerados, no entanto. Muito brilhosos, mas não é educado tirar as esperanças de jovens donzelas. Ainda mais quando elas sorriam tão animadas como uma criança que acabara de ganhar um caminhão de doces. De qualquer forma, ele apenas se mantinha com seu sorriso gentil, partindo para a próxima apresentação que, por sorte era um casal mais velho, não tão interessado em banalidades.

Sikkerhed: não se preocupe, será abordada em breve. O que acha de acompanhar a mim. Se sentar na mesma mesa que o principe da dinamarca e a princesa da Holanda é uma ótima maneira de se aumentar a influência em uma festa, ainda mais quando você é um abajur no meio de um salão. A proposito, adorei o vestido.

Respondeu ele no celular com um digitar rapido quando sua acompanhante distrai-se parando perto de alguém que, segundo ela parecia um maltrapilho saido de um esgoto. Andrew por sua vez não prestou atenção ao que ela se referia, tentando conduzi-la para outra direção, “acidentalmente” em direção a Anastasia e seu dono de petroliferas, para resgatá-la como o prometido.

Não havia mentira em seu comentario sobre o vestido estar espetacular nela, embora um certo lado seu, escondido pela educação, reparasse mais em seu rosto ou como aquela roupa marcava perfeitamente seu corpo e em como ela estava maravilhosa. Mas esses elogios, talvez fossem mais adequados para outro momento, não para aquele tipo perigoso de conversa envolvendo aplicativos de mensagens – mesmo essas sendo apagadas quase instanteamente quando visualizadas. Ainda mais quando seu completo autocontrole era tão necessário para que ele não risse do próximo comentário de Ana sobre o vestido. Seria a hora de soltar um comentario sobre lufanos sendo inesperadamente crueis?

Sikkerhed: Eu irei apresentar as duas, se concentre no rosto dela durante o cumprimento. Posso abraçar as costas dela e conduzi-la para a mesa para diminuir o brilho. Não se preocupe, a mesa é alta o suficiente para esconder o brilho.

Prometera ele, colocando os braço por tras das costas de Fragmart por puro deleite da mulher, que agora tinha Andrew lhe abraçando, enquanto apresentava a si e a ela para outras duas pessoas dos quais os nomes ele se lembrava de uma cartilha que tivera de estudar antes de ir para ali. Talvez fosse proveitoso falar para Anastasia que preferia tratar sobre petroleo do que sobre as banalidades discutidas pela garota que acompanhava (que agora giravam em torno do tipo de penteado de outra convidada), mas a verdade é que ele não se interessaria ali por nenhum dos dois.

Sikkerhed: Talvez deva ensina-lo como o mercado do petróleo está fadado ao declínio nos próximos anos, embora talvez uma mudança nos negócios possa acabar fazendo com que você o veja com melhores olhos.

Uma aposta grandioza na mensabem? Mais ou menos. Conhecia o suficiente de politica externa e das pressões da ONU, para saber que combustiveis fosseis, bem como acontecera com a industria termoeletrica, logo logo seria substituida por outras opções mais renovaveis. Mas, pelo que Ana lhe descrevia, aquilo fosse no futuro se tornar uma discussão infrutifera, ainda mais quando ele parecia ignorar uma mulher definitivamente mais esperta que ele.

Sikkerhed: Quando se quer impressionar alguém, falamos mais do que nossa boca é capaz.

Aquilo valia também para quem ele acompanhava, mas esse tipo de coisa, não vinha ao caso ali, ainda mais, quando suas apresentações a mais, e lá estavam eles, frente a frente com o árabe e a “velha amiga” de Andrew. Fragmart encarou Ana com certa ignorancia inicial de quem realmente achava estar chamando mais atenção que ela, sem parecer reconhecer, enquanto o acompanhante de Ana ainda parecia estar com numeros menores em seus sapatos.

-Boa noite. - Ele repetiu o cumprimento -É bom ter a oportunidade de vê-la novamente senhorita Bourbon Parma - Pronunciou com os olhos fixos nos de Anastasia, dizendo muito mais do que seus lábios pronunciavam, então abraçando mais a cintura de sua acompanhante, mais pra proteger os olhos de Anastasia do brilho exagerado que por qualquer outro motivo. Embora sua acompanhante, sem entender a piada interna, apenas aumentasse seu sorriso sonhador. -Quero que conheça minha "ilustre" acompanhante, senhorita Fragmart. - Alguns dizem que sonserinos jamais perdem sua mallcia, e talvez aquele tenha sido o caso de um comentário infeliz e um pouco malicioso que, em outra ocasião, arrancaria um riso de Ana. Se percebeu ou não, o arabe simplesmente abraçou a holandesa de maneira quase territorial, chegando quase a fazer Andrew erguer a sobrancelha em surpresa.

Algo o puxava para querer provoca-lo e, talvez de alguma forma atrair completamente a atenção da “amiga” para si, mas o autocontrole e o treinamento simplesmente obrigavam que ele mantivesse a postura. Deveria se lembrar do jogo de aparencias. -Sim. Estamos em primeiro lugar no mercado no ultimo més. - O homem ouviu Elise pronunciar mais uma vez, quebrando o silencio. Aquilo de certa forma lhe lembrou um slogam, mas ele não comentou, enquanto de forma possessiva ele sentiu um de seus braços ser abraçado, preferindo não reclamar. -É um prazer conhece-lo, senhor Hamdan, ficaria feliz que no futuro possamos fazer negocios.
Sikkerhed: Não há de que.

Em seguida, os quatro seguiram até a mesa, fingindo indiferença e evitando trocar o olhar com Ana, Andrew chegara a puxar a cadeira de sua acompanhante, a acomodando ali e, em seguida também encontrando seu lugar. A proximidade com Anastasia era agradavel e talvez ele até se arriscasse a se aproximar mais em um ato de desafio ao árabe (mesmo que o fizesse sem notar), mas o agarrar de Fragmart em si, não lhe permita. Era como se ela visse Andrew como um daqueles bichos de pelucia ou algo parecido, ou simplesmente quisesse pular em seu colo e lhe beijar – o que por sorte não acontecia pelo evento publico – e, embora ele estivesse incomodado, sua situação não lhe permitia demonstrar, sendo obrigado a se manter em uma guerra sienciosa.

Sikkerhed: Não acho que ele seja o tipo de pessoa que respeite as mulheres ou que não vá querer se vingar.

Respondera a mensagem, enquanto tentava se soltar da menina sem nenhuma resposta. Aquela seria uma noite interessante, cheia de petroleo e alguém tentando agarra-lo de roupa. Considerou um tanto quanto entediado, e incomodado pelo ciumes e ao mesmo tempo pela forma com que o homem tratava Ana. Quando o garçon apareceu, no entanto, ele apenas tirou a atenção dos dois, pedindo um copo de champanhe para si e um para Fragmart, que parecia esperançosa que ele tomasse a iniciativa. Se fosse por si mesmo, talvez tenha preferido algo mais forte para suportar a noite, mas aquela era uma das situações onde não poderia arriscar perder a compostura.

Ou poderia? A forma como o homem pareceu cortar de forma má educada a ruiva por instantes, lhe pareceu ser a gota d’agua. Se ela iria com um acompanhante em uma festa, que arrumassem um a altura, e não aquele cara. Ciumes ou não, talvez o proprio humor de Andrew não parecesse tão bom, quando, disfarçadadamente, Andrew pousou sua mão sobre a mão de sua acompanhante, como uma distração para que não acontecesse uma besteira, o que parecia ter funcionado muito bem, já que na timidez do tremor ela lhe soltou um pouco. -Então o senhor Hamdan pretende expandir seus negocios pra a Holanda, em caso aconteça de se casar com a senhorita Bourbom-Parma? - Questionou, ficando quase atônico ao perceber que o homem parecia ter o prazer em colocar uma corda para se autoinforcar, iniciando discursos com várias coisas sem nexo. Havia um gravador ali? Seria uma ótima oportunidade de oferecer entretenimento para a festa.
-Não acha que isso incomodará um pouco a população que decididamente prefere outros meios de transportes limpos? - Questionou o dinamarques. Não por ter interesse genuino em uma resposta, mas porque a forma que o homem parecia corta tanto Anastasia quanto Elise para fora da mesa estava começando a lhe tirar do sério. Aquilo não era apenas cultural, era desrespeitoso. Em uma ocasião formal, ela era hierarquicamente superior a ele no minimo, além disso, em uma ocasião de casamento, os pais de Anastasia exigiram uma conversão religiosa. Sem contar que as habilidades mágicas...

Haviam muitas coisas que seu espirito sonserino lhe mandava perguntar, o que optava, no entanto, era pela preservação das duas mulheres ali. Isso não era algo que gostaria que elas escutassem. Muito menos como as vezes desejava não ter tanto a perder quanto o seu irmão mais novo. Não que ele tivesse muito escolha, quando os ataques de Hamdan se viraram a Fragmart.

- meu pai e minha irmã que cuidam do negócios. Mas podemos oferecer não só tecnologia, mas um olhar do futuro.- Tentou responder mais uma vez como um velho anuncio de outdoor, ou seria isso apenas porque estava nervosa ou intimidada.

- O que minha adorável acompanhante quer dizer, é que o mundo está em mudancas. sorri para Hadam E, em consonância com a modernização da tecnologia dinamarquesa, sempre gostamos de oferecer apoio as empresas locais, ainda mais aquelas que possam oferecer um modernização aos serviços publicos que afetam a qualidade de vida da população - Completara Andrew, com um sorriso primeiramente para a acompanhamente e então para Hamdan, embora para o árabe não se pudesse descartar certo desafio escondido em sua pronuncia perfeita de ingles. -Ainda acrescento que nao apenas as empresas de tecnologia sejam parceiras nesse projeto, mas também as farmacêuticas e as que produzem pesquisas úteis a modernização e manutenção de nosso alto IDH. - Terminou com eloquencia.

Mas talvez não fosse eloquencia o suficiente. O jantar aos poucos se tornava um terreno de guerra, e mais provocações de Hamdan vinham. Mais informações sobre sua superioridade e em como Andrew estava falando besteiras. Besteiras tão boas quanto quem não estuda história. Pensou o sonserino; - Pelo contrario, ao meu ver, alguns investimentos a mais podem acabar gerando mais renda e mais lucro a longo prazo, como podemos provar com as reformas que transformaram a idade moderna em contemporanea, no entanto, não sou um empresário e alguém de sua importância deve saber isso mais que eu. Deixo tais problemas a pessoas mais experientes. - Ou aqueles dispostos a perder a cabeça, seria a hora adequada para um brinde? As bebidas haviam chegado afinal, e com elas, a paciencia de Andrew talvez tenha se esgotada, e houvesse chegado a hora de salvar Anastasia.

Como quem não queria nada, o homem posicionou as taças sobre a mesa, sorrindo para Fragmart e oferecendo-lhe um brinde antes de levar as bebidas em direção aos lábios, enquanto, com a outra mão, deslizava os dedos sobre a pele de sua coxa. Sinto muito, alguns sacrificios devem ser feitos pelo bem maior. Pensou, levando sua taça sua boca e tomando um gole, antes de oferece-la para a mulher -Quer um gole? - Perguntou de maneira rouca e um pouco sedutora que, fez com que desesperada e com vergonha, Fragmart empurrasse uma taça muito bem posicionada sobre a roupa de Hamdan. Cheque Mate! Poderia informar em uma mensagem qualquer.

Mas não havia tempo para isso. O homem ficara furioso a trocar insultos com a pobre Fragmart e então a trocar ordens com Anastasia. -Quer ajuda para limpar ou o meu terno? - Ofereceu nosso protagonista de maneira não tão inocente, sendo recebido por insultos que, se Handam tivesse o minimo de educação, não deveriam ocorrer em um evento como aquele.

Por fim, Andrew se viu sozinho com as duas mulheres, oferecendo um lenço para que sua acompanhante pudesse limpar as lagrimas de desespero, enquanto tentava pensar em uma maneira de compensa-la – afinal aquilo havia sido premeditado por ele, embora ela tivesse sido pega no fogo cruzado – talvez arranjar-lhe um pretendente a altura no futuro e com interesses comuns fosse algo adequado a se fazer, e Andrew tinha certeza não ter dificuldade em fazê-lo.

Após melhorado os animos e ter certeza que Handam foi embora, Andrew, não demorou para partir para o centro do salão com Fragmart para a primeira valsa, que não demorou muito, embora Andrew pudesse garantir a qualquer um que tivesse cerca de dez ferimentos a mais nos pés no final. Com a calmaria e sua acompanhante indo novamente se mostrar para as amigas, o dinamarques aproveitou não estar chamando atenção para seguir a outra dama, que vira pouco antes da dança, andar em direção ao jardim vazio a fim de evitar novos pretendentes a persegui-la. No caminho, aproveitou para pegar um prato com docinhos na mesa, seguindo atras de si.

-Cansou da festa, senhorita Bourbom-Parma? - Questionou, notando que estavam longe demais de todo o novimento para serem ouvidos ou vistos. -Não achei que lufanos fugiam tão fácil de doces... - Pronunciou quase em brincadeira para ela, como uma provocação amigavel, enquanto estendia um docinho de chocolate em sua direção, o oferecendo a ela. -Embora nesse caso, não saiba se doces são capazes de fazè-la me desculpar por não ter agido antes ou conseguido lhe amparar da maneira que gostaria. - Ele lhe expressou um sorriso gentil, se aproximando de anastasia. Não havia perigo ali, mas ainda assim pegou a varinha, a movendo discretamente, para que os dois ficassem invisiveis aos trouxas, deixando o prato sobre um banco, antes de segurar suas mãos, olhando fixamente em seus olhos. -Está melhor?

with Anastasia.
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Andrew A. Schleswig
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Sam Claflin
 
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Postado Por: Luh.



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