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Bucareste - Romênia

Re: Bucareste - Romênia

MensagemRomenia [#219948] por William Fenris » 12 Jan 2022, 13:12

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Parte IV


Um sorriso calmo se espalhou novamente pelo rosto com aquela pequena descoberta da Italiana, a Villa se erguendo aninhada entre os mesmos montes de sempre, muito embora sua postura agora era austera, imponente como me lembrava dela na infância antes que tudo acontecesse de fato. Apesar de bela, querendo ou não, era uma casa construída em sangue. – Bem, é a minha casa... – Comentei, distraidamente apreciando o cenário e a radiante luz que Enloya trazia consigo, tal como os holofotes em um sonho de verão. Aquilo beirava a não-realidade e, de certa forma, ansiava em tocá-la apenas para ter certeza de que era real.

Tão real quanto o calor de sua respiração ou o cheiro de seus cabelos que se misturavam com leite, calor, carne macia e sangue fresco, aspectos estes que o lobo percebia, insistente espreitando das sombras e do oculto no fundo de minha mente. Algumas coisas que eu preferia ignorar apesar dos rosnados e pelos eriçados, da eterna convicção do abandono. Ele era assim e, de certa forma, por sê-lo, eu compartilhava destes sentimentos. Existia a apreensão de ser novamente deixado no escuro, ao mesmo tempo que existia na melancolia a eterna vontade de reviver dias de glória.

A caminhada até a porta, no entanto, era diferente dessa vez. Sem a neve pelo caminho era possível se admirar os jardins floridos com toda sorte de cor onde, até mais cedo, abelhas zumbiam alegremente em sua intricada dança se fecundação, compartilhando seus amores em tantos beijos diferentes que era impossível tocar uma delas sem descobrir polem de outra dúzia de rosas em suas pétalas coloridas. Encostei a porta com delicadeza atrás de nós assim que ela entrou, demorando-me na beleza magistral do lustre por alguns bons segundos, buscando compreender em suas luzes todo o encanto que ela conseguia enxergar.

- Eu deixei que os fantasmas fossem embora. – Respondi de maneira simples, finalmente abaixando o rosto para a morena, uma vez mais me perdendo em traços conhecidos, embora eternamente diferentes do que me lembrava. De novo, em meio a meninice existia a maturidade obrigada, aquele crescimento que quem vive muitas coisas se vê obrigado a ter. –Ficou um pouco mais vazia depois disso, mas... – Dei de ombros brevemente, curiosamente memorizando os detalhes de seu rosto, comparando-os com as memórias que tinha dela até então, os olhos mirando os dela por alguns poucos segundos antes de desviá-los como de costume.

Talvez devesse me permitir acreditar em sua presença, na existência naquela sala, naquele momento ainda perdido na tremulante luz do lustre, refletindo se vermelho realmente era uma cor boa para ele quando o garoto preencheu o silêncio confortável por nós, arrastando-me de volta para essa realidade com um passo para trás, quase que sobressaltado, o coração acelerando no peito por um momento. Eu não me assustava, claro, não tinha medo de bebês, o lobo no entanto, via naquele choro tão primordial uma oportunidade baseada em instinto. Mordi levemente os lábios, focando a atenção na garota com um assentir breve de cabeça.

Acompanhei seus movimentos por alguns momentos mais, decorando a delicadeza dos floreios maternais, a respiração um pouco mais agitada por um instante, de certa forma admirado pela visão digna da Piedade. Era isso então? O amor materno era simples assim? Inteiramente primordial, surdo à palavras lentamente elaboradas e atencioso a grunhidos e choros de variados timbres. Para ela aquilo era a fome de seu filhote, para mim era um som curioso, ao lobo era uma oportunidade de caça que eu silenciava com a habilidade que os anos me permitiam e a graça da lua minguante oferecia. – Eu... vou buscar o chá.

Saindo então daquele breve devaneio de mais pura admiração virei o corpo para a cozinha, respirando fundo neste pequeno processo, ocupando as narinas com cheiro de ervas, biscoitos e chocolates. De certa forma, inclusive, entendia a comparação lupina. A criança, assim como a besta nos confins de minha mente, não via muito mais além de suas necessidades nessa idade. Se tinha fome, comia, se tinha sono dormia... Da mesma forma que via naquilo mais um elogio do que uma ofensa, embora compreendesse o peso daquela breve afirmação. Um lobo... Esperava que não fosse, pelo menos não de verdade, pela alegria de não caminhar com uma maldição.

Tão logo a água fervia, fazia o melhor para montar uma bandeja com tudo que lembrava daquela noite, chá de morangos silvestres que eu fazia questão de adoçar, organizando biscoitos amanteigados e M&M’s em tigelas antes de levá-los para a sala com cuidado na bandeja de prata, apoiando-os na mesma velha mesinha de centro de sempre. – Eu vou pegar um lençol para cobrir o sofá... para você descansar um pouco os braços. – Comentei, erguendo brevemente os olhos para ela, os olhos capturando por um momento o pequeno amuleto, demorando-me nele por um instante.

Aquilo... era o que eu pensava? Endireitei a postura, refletindo brevemente sobre aquilo enquanto voltava na direção dos quartos, tirando do armário um lençol limpo, ainda cheirando a amaciante para cobrir o sofá, trabalhando nessa tarefa com alguma rapidez de quem fazia muito isso o que, considerando Nessie e o hábito de dormir no sofá, era razoavelmente verdade. –Prontinho... – Inclinei a cabeça, mais uma vez refletindo sobre a italiana. – Hum... esse... é aquele visgo? – Perguntei então, desistindo de manter aquela uma pergunta silenciosa, genuinamente curioso sobre sua origem, tanto quanto me perguntava se esse tipo de visgo também requeria um beijo.


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Re: Bucareste - Romênia

MensagemItalia [#219981] por Enloya Di Stefano Rinaldi » 13 Jan 2022, 22:45

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"Tranquillo, cuore mio... non lascerò che il lupo ti prenda".

Para Enloya, tudo se resumia a um ciclo eterno e confuso de morte e renascimento. Assim ela lidava com todos os acontecimentos de sua vida: mesmo os bons eram trágicos e mesmo os mais difíceis, lhe ensinaram algo de valioso. Da necrópole à maternidade, literalmente. Quando pensou que seria a última dos Rinaldi, viu nascer, também, seu filho. Quando pensou que jamais tornaria a sentir o coração ricochetear contra o peito, lá estava ele, tremendo e sacolejando, feito doido. E, finalmente, quando se forçou a crer que nunca veria Will ou a vida novamente, estava sentada na sala de estar dela, com a presença distante do castanho que - ainda que ela não estivesse certa do quão intensamente - lhe encarava sem qualquer pudor aparente. A italiana via a amamentação como algo tão natural quanto respirar, afinal, ela raramente deixava sua casa, com exceção das malditas viagens à Romênia para visitar os avós de Tristan e, geralmente, em seu escritório em Siena, a única pessoa presente era Anne Marie. Duvidava que a mais velha se importasse.

Não parecia o caso ali. Talvez, não pela pele exposta, não pelo ato em si, mas por algo ainda mais profunda. A morena lembrava bem do dia em que, o ajudando a lavar os pratos, percebeu a enorme cicatriz em seu braço e foi duramente repreendida por tocar no assunto. Sabia tanto sobre o romeno e, ao mesmo tempo, quase nada. E embora a energia dele fosse tão indispensável que Enloya sentia um buraco se abrindo no chão sempre que William se afastava, ele ainda era um estranho. Seria possível se apegar tanto a uma pessoa que você simplesmente não tem qualquer informação sobre além de ela gostar de chá de morangos e chocolates?

Fantasmas.
Sobre casas assombradas, a italiana entendia bem.

Era só fechar os olhos e eles estavam lá, despencados em posições horrendas pelo salão de festas da mansão Rinaldi, cobertos em sangue, vísceras e tudo o que uma menina de dezoito anos não devia presenciar, ainda mais se tratando de família, pior ainda sendo a única que ela tinha. Solidão sempre fez parte da rotina, mas, os italianos eram expansivos, barulhentos e apegados às tradições, principalmente às reuniões entre parentes e amigos. Desde a tragédia, companhia verdadeira e desinteressada na fortuna que ela herdara se tornou escassa ao ponto de Enloya já não saber mais em quem confiar por um bom tempo. É claro que Thomas ajudou nisso e Andrew também, quando ela mais precisou. Sean nunca deixou de estar ao seu lado, era verdade. Por mais que o melhor amigo fosse mulherengo e esquentadinho, ele estava lá, presencialmente ou por cartas, o tempo todo e ela o amava.

Então, o romeno voltava com a bandeja de chá e todas essas lembranças caíam por terra, assim como os suspiros do bebê que, adormecido, permitiu que a mãe recolhesse o seio novamente e o deixasse descansar na caminha improvisada que o homem armou instantes atrás. Ela estava silenciosa, de fato, o que não fazia seu feitio, mas, tudo parecia muito estranho. A velha condessa, jovem e cheia de vida, vibrava em seu âmago, pedindo passagem, implorando para ver a razão pela qual ela suspirou por anos, parado ali com biscoitos e chocolate. Enquanto a mais velha, amadurecida e amarga, queria apenas sair correndo e se proteger de todas as formas desses sentimentos tão horríveis. Optou, por fim, em encarar o meio do caminho, no qual ela se levantava e seus olhos expressivos pousavam na figura do visgo que ele acabara de citar. A mudez gritou, como se só agora tivesse tido a noção do quanto a boca estava seca ou a garganta fechada.

Pigarreando lentamente, ela recolheu o objeto e a manta vazia contra o peito, somente para esticar em seguida e cobrir o filho. Tristan dormia tão profundamente que seus suspiros preenchiam aquelas paredes grossas enquanto a mãe dedilhava o visgo ali ornado, passando o objeto delicadamente de um dedo para o outro sobre o bebê.
— Há muito tempo, ele me protegeu de um mundo de dor, assim como você. Tristan é jovem demais para temer os perigos que o rondam da mesma forma que ele estremece quando eu canto a música do lobo. Por enquanto, o visgo sozinho é o bastante para que ele fique seguro. — Ela até tentou não o encarar com aquele peso nos olhos, mas, como poderia? O queria. Queria ainda tão profundamente quanto naquele natal passado, quanto no momento em que ele a beijou e, em seguida, adormeceu em seu colo, feito um menino indefeso.

Tal qual a pluma que era ao se movimentar, a morena livrou o objeto do nó que o atava ao tecido e caminhou até William, sentindo a estranheza dos braços livres incomodar um pouco menos à medida que a distância era eliminada. De frente para o castanho, Enloya esticou o braço para que o visgo ficasse entre os dois e sorriu, dolorosamente - mais de nostalgia do que por sofrimento - ao perguntar:
— Você ainda se lembra? — E com isso, inúmeras sentenças a condenavam, uma a uma, despencando do céu na velocidade de cometas e a atingindo sem que ele se desse conta:

"Do meu beijo".
"Do meu cheiro"
"De quem eu sou"
"Lembra"?


Listening To: Simple Plan-Astronaut. // Talking To: - Will <3// NOTES: Só digo que não estou bem kkkkkkkkkkkkkkk
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Re: Bucareste - Romênia

MensagemRomenia [#220014] por William Fenris » 14 Jan 2022, 12:15

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Parte V


Por muito tempo o silêncio havia sido um amigo e, de certa maneira, o amava de formas diferentes dependendo do tipo de silêncio que preenchia pelo ambiente. Por exemplo, havia o silêncio da caça, aquele que se escuta quando estamos prendendo a respiração em uma perseguição silenciosa. Existia também o silêncio da calma, aquele momento quase que inteiramente desprovido de som entre o ribombar de um trovão e outro, abrindo as portas e avisando que uma tempestade se aproximava. Existiam outros mais, o silêncio do sono, da saudade, da biblioteca, o silêncio de se apreciar uma boa comida ou um chá quente.

E existia esse silêncio. O silêncio de Enloya era pesado, de certa forma frio e doloroso. Era uma quietude de solidão, do tipo que me fazia franzir o cenho e buscar qualquer palavra de acalanto, ao mesmo tempo que não ousava feri-lo. Era um silêncio de respeito, por assim dizer, sério e pensativo e, quiçá, necessário embora o odiasse com todas as minhas forças. Preferia me lembrar dela gargalhando com a facilidade de uma criança, os olhos brilhando em brincadeiras igualmente infantis de uma curiosidade sem fim. Suspirei baixinho, assentindo – também em silêncio – enquanto aceitava aquela pequena explicação.

De novo o silêncio mudava, repleto de melancolia enquanto ela ajeitava a cria com cuidado, o garoto ainda adormecido se encaixando perfeitamente no espaço aberto para ele. Em momentos assim eu gostaria de poder prometer a ela que nada aconteceria a ele, que ele estaria seguro e que o visgo seria o bastante para todo sempre, mas – de certa forma – eu reconhecia a verdade de palavras não ditas, de tudo que era oculto, do medo no cheiro que conseguia sentir. Era obvio que uma mãe sentia apreensão pelos filhos, mas isso que emanava dela era muito mais do que zelo.

Era, de alguma maneira, uma promessa ferina de que iria protegê-lo. – Não é como se ele precisasse temer qualquer coisa com você por perto. – Assegurei, delicadamente, temendo que a voz levemente rouca pela falta de uso fosse o bastante para quebrar essa imagem em milhares de pedaços. A acompanhava com o olhar uma vez mais, inclinando a cabeça curiosamente com a aproximação da italiana, o que a fazia se parecer um pouco mais com a garota que tinha se perdido na neve. Por um instante imaginei que ela apenas queria me mostrar o pequeno ramo, quando o braço se ergueu um pouco mais.

Existiam mil e uma coisas que gostaria de assegurar para ela naquele momento. Queria prometer que nada, jamais, daria errado. Que ela estava a salvo, que ela poderia simplesmente se esconder ali – comigo – para toda uma eternidade se quisesse, que poderíamos simplesmente viver em paz com silêncios mais agradáveis pontuados por risadas inocentes de quem seria protegido eternamente de um mundo tão vil que eu me perguntava por qual razão existia... mas... e esse era um ‘mas’ que eu odiava, nós não habitávamos um mundo perfeito. Neste mundo existiam Mestres e pessoas que a machucavam e prende-la aqui...

Isso seria inconsequente. Ainda mais quando eu mesmo não estava seguro em meio à essa paz. Era sempre um risco voltar e eu sabia disso, era um risco mantê-la ali e eu também sabia disso, mas perdê-la agora era algo que me assustava mais do que qualquer raciocínio lógico. Assim como aquele sorriso de certa forma me machucava, me doía ver tanta ruína em tamanha beleza. Era algo que deveria ser proibido de se acontecer, mil vezes proibido. – Como eu poderia esquecer? – Retruquei, levando os olhos brevemente para a o ramo, descendo-os para os olhos claros da condessa, sustentando-os por um instante a mais do que o de costume.

Me movi, lentamente como se temesse assustá-la, levando a destra ao rosto da garota, cuidadosamente deslizando as pontas dos dedos pela pele macia, empurrando alguns fios rebeldes de cabelo para trás da orelha apenas para me aproximar mais, tocando levemente a testa contra dela, - E eu adoraria relembrar... – Continuei, como se pedisse permissão, os dedos repousando em uma leve pressão contra a nuca, a respiração quente se misturando com a da italiana enquanto lhe alcançava os lábios com o mais delicado dos beijos, os olhos semicerrados automaticamente enquanto deslizava os dedos novamente para frente, delicadamente segurando-lhe o queixo.

De certa forma temia que a brutalidade das mãos de um caçador fossem o bastante para quebrar a fragilidade daquele momento.


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Re: Bucareste - Romênia

MensagemItalia [#220027] por Enloya Di Stefano Rinaldi » 14 Jan 2022, 14:43

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        Palavras de conforto sempre eram bem-vindas, ainda mais de um homem pelo qual ela tinha tanto apresso. Aquele elogio, ainda que materno, fez o estômago de Enloya arder de um jeito quase não-familiar. Ela se lembrava de ter sido consumida pelo fogo mundano algumas vezes na vida: quando adolescente e se via apaixonada por Sean, ele a tocava e pronto, era o bastante para arder. Na vida adulta, o coração fechou para negócios até encontrar aquele rapaz diante de si. Qualquer coisa sobre William, desde sua aparência torturada, aos gestos cautelosos e todo zelo enraizado nas ações espontâneas, fazia com que a italiana se sentisse em êxtase, plenamente incendiada de uma paixão suntuosa e... Selvagem. Então, teve toda a confusão, o casamento, os muitos abusos do marido, a decisão desesperada com Romeo e a estação. Após Tristan, tudo havia mudado. Não era mais assim tão fácil se abrir para as pessoas ou deixar que elas chegassem perto o bastante. Apenas aquele russo, certa vez, o dono da boate: ele sim, conseguiu passar pelas barreiras e lhe mostrar como o mundo podia ser fervoroso de novo. Mas, a vida real a chamou de volta e, ainda que o homem e sua irmã a tivessem ajudado a dar um fim a seu sofrimento e acabar com a vida do monstro que Enloya tinha como marido, seguiram caminhos diferentes e jamais se viram outra vez.

        Pensar naquilo fez a morena se sentir mal. Sabia que o castanho frente a si não ficou congelado no tempo, apenas aguardando seu regresso. Ele foi professor, afinal. Talvez, tivesse se envolvido com pessoas do corpo docente ou, até mesmo... Com alunos, vai saber?! Não era impossível a hipótese em sua cabeça, nada mais era desde muito tempo. Feliz em sua doce vaidade e apreensiva que fosse somente um sonho, despertou daquele devaneio lúcido apenas quando os olhos encontraram os dela. Não conhecia muito do ser ali parado, mas se lembrava de um detalhe importante: raramente haviam tido esse contato visual, como se fosse doloroso para Will manter a pressão das írises escuros sobre as dela ou sobre as de qualquer pessoa. Mas, lá estava ele, sustentando um olhar doce que dizia tanto sem dizer uma só palavra sequer, ou ao menos pensou que assim fosse.

        Quando achou que não poderia amá-lo mais ou sentir seu peito queimar ainda em maior intensidade pelo romeno, Enloya teve o prazer de ter a sensação vívida do toque dele em sua pele, deixando um rastro invisível de lava vulcânica, incandescente, por onde passava. Os dedos tremeram ao lado do corpo frágil, aquelas mãos tão ásperas, brutas até, não condiziam com a personalidade sensível do homem, ainda assim, elas mantinham uma pressão em sua nuca e seu queixo que deixavam a espinha da morena com a consistência de um talharim que passou do ponto. Das duas, uma: Ou ela desmancharia entre os membros de William, ou ele a partiria ao meio naquele aperto sutil, mas presente. E, estranhamente, aquela que agora era mãe estava em algum lugar entre as duas opções, quase implorando pela segunda.

        Contato físico ainda era um problema para ela desde Dom. O marido não tinha o menor cuidado com seu corpo, suas limitações e, principalmente, com seu prazer. Ele simplesmente satisfazia os desejos mais nefastos da carne e, então, ia embora, deixando-a nua e sozinha, machucada entre os lençóis e com marcas que podiam até desaparecer da pele, mas se eternizavam na alma. Foram essas mesmas cicatrizes, imperceptíveis para o outro, talvez, que tornaram o beijo de Will tão surpreendente no início, ao ponto de Enloya não conseguir se mover por alguns bons segundos. Os olhos arregalados focavam na pele dele, embaçada pela proximidade, seus cílios curvados, femininos demais para mãos tão masculinas e a parede lá atrás, bem mais nítida, até que o romeno aprofundou o gesto e não havia cometa, pandemônio, explosão nuclear ou guerra civil que a impedisse de separar os lábios e deixar a língua dele passar.

        Era a permissão que seu corpo precisava para soltar o visgo e enterrar os dedos e ambas as mãos naquelas ondas perfeitamente desalinhadas que ele trazia em seus cabelos. Sua vontade por ele refletia na maneira como trazia o rosto do homem mais para perto do seu, como se fosse humanamente possível juntar os corpos em uma fusão perfeita, um dentro do outro, para sempre. Não havia ritmo pré-estipulado, não parecia como uma valsa clássica e contida, estava mais para uma disputa de controle, no qual ela tentava se colocar sobre ele, mesmo metaforicamente e sentia que ele estava totalmente sobre ela em corpo, presença, alma e uma devoção que ela via espelhada em si própria. Dessa vez, não precisava perguntar se havia sido só pelo visgo, porque, ela sentia as mesmas chamas consumindo a carne.

        A pontinha daqueles dedos esguios de pianista subiram pelo abdômen do romeno, arrastando o tecido consigo até alcançar os botões e, sem cerimônia, os abrindo de baixo para cima, um a um, pacientemente. Teve de romper o beijo para arfar, exibindo as bochechas incrivelmente vermelhas só por um segundo, antes de sugar o lábio inferior dele com vontade e lutar para conseguir desabotoar os últimos que faltavam com os olhos fechados. Selvagem, eu diria. E bagunçado. Extremamente distinto a tudo o que se referia à Enloya, William e um chá de morangos a tarde.
        — Eu quero você... Há tanto tempo. — Foi o que conseguiu dizer, antes de se deixar levar por aqueles lábios, sem se importar no quão inchados os dela ficariam ao final do beijo. Se é que terminaria. A Condessa rezava para que não.


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Re: Bucareste - Romênia

MensagemRomenia [#220040] por William Fenris » 14 Jan 2022, 21:38

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CONTEM PUTARIA, Você foi avisado.


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Parte VI


O relaxar quase automático que o partir de lábios trazia fazia com que o meu coração acelerasse brevemente no peito, fazendo menção de me aproximar um pouco mais, a mão livre encontrando um lugar mais confortável na cintura da mais nova com a mesma delicadeza que lhe invadia a boca, quase que curiosamente. Explorava com alguma habilidade requintada por experiências passadas, muito melhor do que a primeira tentativa sob o mesmo visgo que deslizava pela palma macia até flutuar ao som, quase tão sem som quanto a orquestra que conduzíamos agora, a percussão cardíaca marcando bem o ritmo tão visceral quanto respirar.

E era isso que fazia nesse momento, agia unicamente por uma vontade feral que explicitava a necessidade de mais, sempre mais. Um grunhir baixo ribombou no peito com o leve puxar de fios enquanto batalhava brevemente entre os toques acetinados e úmidos de línguas, emboladas, se massageando, marcando o gosto de morango e canela do chá que tinha experimentado para assegurar que estivesse simplesmente perfeito quando o oferecesse a Condessa. Era, no entanto, uma briga quase perdida conforme as mãos exploraram, a barriga subitamente tensa com o toque levemente mais íntimo, os pelos na nuca se eriçando em um alerta.

A respiração me escapava os lábios rapidamente com o afastar súbito da garota, os olhos se abrindo brevemente com outro som grave escapando a garganta, emaranhado com um rosnar tão baixo que facilmente habitava os limites entre um aviso e um desafio, calado com a mesma facilidade que se apagava uma vela com aquele sugar breve, provocante. – Loy... – Deixei escapar, novamente tocando a testa contra dela, a ponta do nariz lhe encostando contra a bochecha com delicadeza. Só agora percebia que apertava a cintura, quase que desesperadamente a puxando mais para perto, subitamente curioso em conhecer mais daquele corpo.

Talvez fosse o cheiro dela que me despertava memórias tão gentis, ou o calor que conseguia capitar de seu corpo. De toda forma, era inebriante e intoxicante de uma maneira que poucas vezes havia sentido até então. Meus olhos uma vez se viram buscando os da Italiana, estreitando-os brevemente com aquela confissão, ou um pedido... “É uma súplica...” Um pedido agonizante que se apresentava como uma necessidade tão intensa que era simplesmente impossível de se negar. Como fazer isso a ela? Como causar tanto sofrimento a algo tão belo deveria – também – ser proibido, um ato profano e desmerecedor de perdão.

Colei novamente os lábios aos dela, mordiscando-os de leve antes de, mais uma vez, invadir o espaço, recuando um pouco até que as panturrilhas tocassem a poltrona que ela, até a pouco, havia se acomodado. Automaticamente me sentava e puxando-a junto no processo, as mãos viajando para a cintura e a deslocando com alguma facilidade para o colo, as mãos se ajeitando para lhe invadindo o espaço sob o tecido do vestido, apertando-lhe as coxas com um pouco menos de cuidado, embora ainda curioso. Testava silenciosamente os meus limites, tentando entender o sentimento que me aquecia o peito.

O sentimento que me fazia ansiar pelo toque do qual normalmente me esquivava. Afastei novamente os lábios dos dela, arrastando-os para baixo, pelo queixo da mais nova, escorregando pela garganta até o pescoço em toques mais gentis, uma das mãos se erguendo lentamente, aprendendo os caminhos do novo terreno até alcançar o rosto mais uma vez, os dedos habilmente se embolando nos fios negros por um instante enquanto respirava fundo, memorizando aquele cheiro tão específico mais de perto. Como disse antes, eu poderia encontrá-la mesmo que não a pudesse ver se simplesmente seguisse esse cheiro, essa doce trilha que me fazia afundar cada vez mais no desespero.

- Mhn... – Murmurei, baixo, contra a pele macia do pescoço, mordiscando a pele novamente com cuidado antes de voltar ao rosto, pousando um beijo furtivo no canto dos lábios, de novo buscando os olhos dela, os dedos afrouxando o breve aperto nas madeixas escuras, o corpo relaxando um pouco apesar do calor óbvio e apertos evidentes. – A pergunta é... – Comecei, inclinando a cabeça, com cuidado traçando as curvas dos lábios da Rinaldi com o dedão, os olhos sempre gravitando entre pontos específicos do rosto cuidadosamente esculpido sempre que mirar-lhe os olhos se tornava desconfortável demais.

-O quão quieta... você consegue ficar? – Indaguei, dedos novamente segurando-lhe o queixo, o rosto novamente tão próximo que a respiração se mesclava com facilidade em uma bagunça que quase não conseguiríamos dizer quem era quem. A outra mão se movia, novamente, com alguma delicadeza, subindo e explorando a pele macia até a outra camada de tecido que se ocultava tão bem sob as peças visíveis, os dedos puxando levemente o elástico para se acomodarem entre este e a coxa da garota com uma tranquilidade calma, de quem ainda buscava uma permissão, uma concessão mais elaborada ou... quem sabe...

Uma ordem.


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Re: Bucareste - Romênia

MensagemItalia [#220046] por Enloya Di Stefano Rinaldi » 15 Jan 2022, 10:19

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        Após tantas desavenças amorosas e os fardos que carregava no peito, Enloya havia desistido de ser feliz ao lado de um homem, no geral. Ela embarcou em um navio metafórico no qual seu único objetivo era reunir o máximo de mulheres possíveis para armar seu belo exército contra o patriarcado inútil que a rodeava. Estar nos braços de William agora, com o coração querendo sair pela garganta e o corpo pegando fogo, não era menos do que suficiente para levá-la à forca de seus próprios ideais. Mesmo assim, o queria e o queria tanto quanto já desejou a morte em tempos mais escuros do que aqueles. No fim, a única conclusão possível é que estava louca, completamente fora de suas faculdades mentais e... Amava cada milímetro daquele outro corpo, incendiado por uma paixão mórbida que se alastrava no caos. Ou tesão, simplesmente. Mas, era mais do que isso. Fosse apenas uma vontade do corpo, ela teria se entregado ao russo anos atrás. Aquilo era diferente, tudo com o romeno era, desde o princípio. Ele era sua inocência roubada, transbordando naqueles lábios ásperos de volta para o corpo dela, seus sonhos de juventude voltando a tocar sua pele de pêssego através dos dedos dele e, é claro, seu primeiro beijo, transformado no último, diante dos olhos esverdeados que não se decidiam entre cerrar para sempre e jamais piscar, receosos de perder o momento.

        Dom nunca a deixava estar sobre ele, não que ela já tivesse desejado tal coisa, mas, era proibido, na época. Ele precisava desse tipo de controle, precisava saber que a subjugava a cada gesto, cada penetração dolorosa e grunhidos de dor. Ele era sádico ao ponto de se deliciar na falta de excitação da italiana, pois saber que a machucava fisicamente ao invadir seu corpo, era o bastante para que ele sorrisse como jamais fazia. Foi entre os beijos no pescoço e a sensação das mãos de Will em suas coxas que Enloya se deu conta de que estava molhada. aquela era uma sensação tão nova quanto os seios rígidos e os pelos eriçados. Gostava da voz do homem sobre o qual apoiava o peso do próprio corpo e de sua voz, do cheiro que emanava daquela pele e, mais ainda... Do corpo dele inteiro que ainda pouco conhecia. Tentava, em vão, separar o William doce que lhe preparava chá de morango e tentava fazer guirlandas no natal ao lado da lareira com ela daquele mais selvagem, brusco, a meter os dedos entre a lingerie fina de renda que usava e os lábios carnudos ornando seu rosto perfeito. A familiaridade era pouca entre ambos, mas tanto o romeno frágil e torturado, dono de uma doçura extrema, quanto aquele que exalava a masculinidade quase palpável de um alfa da alcateia, estavam interligados sutilmente por aquele par de olhos escuros, idênticos em ambas as versões.

        A condessa Rinaldi abriu os olhos em surpresa, reprimindo um gemido mais alto quando ele falou. Havia algo nas palavras que a excitavam mais do que o contato em si, um detalhe que não sabia explicar, mas parecia claro a medida que ele ia despejando sua ousadia em sentenças emboladas pelo prazer, cortadas pela respiração ofegante e gestos de carinhos. Podia dar-lhe a concessão que ele tão ardentemente lhe pedia, porém, nossa italiana se descobria uma raposa atrevida a cada segundo que passava, ansiosa por tornar divertido aquele ato, leve como ambos pediam que fosse, inconscientemente. Eles já haviam sido torturados demais, marcados demais, não era justo que - juntos - tivessem que proferir um ao outro os mesmos traumas que já receberam.
        — Isso depende... — E foi a vez dela descer os lábios pelo queixo dele, mordiscando a pele em volta daquele maxilar até chegar ao pescoço. Por mais delicada que fosse, não conseguia se controlar ao arrastar as unhas ao longo daquela parte, deixando suas próprias marcas, menos agressivas do que as que ele tinha: marcas dela. — Do quanto você quiser que eu fique.

        Assim como gostava de estar "por cima" pela primeira vez, desfrutava da ideia de que ele tampouco tivesse tido muito controle sobre as coisas até aquele momento. Em sua curiosidade quase infantil, Enloya queria provocar o mais velho aos seus mais profanos limites e descobrir quem William era quando lhe davam a chave para tomar suas próprias direções. Mas, ela não facilitaria as coisas, não é? Definitivamente, a jovem italiana não tinha uma personalidade contida. Sua vontade era imperial, quase, por questões familiares e de criação. E, ainda que fosse uma pluma de bondade e leveza, seus desejos se enraizavam nas veios feito uma praga, maculando aquela perfeição tão arduamente construída ao longo da vida. Por isso, sentou de maneira mais ereta no colo dele, o encarando de cima até com certa superioridade. Não que o achasse menos do que ela, apenas para puxar os botões e provocar as bordas que cercavam seu alvo. Era um jogo e um jogo bem gostoso de jogar.

        Tal qual um manipulador de marionetes, puxou os fios que apertavam o vestido nas costas, desfazendo aquele trançado tão rapidamente quanto o havia atado naquela mesma tarde. O rubro da seda escorreu como sangue pelo colo, deslizando naquela pele bronzeada dos vinhedos de Siena até alcançar o quadril, fazendo reluzir sob a luz do lustre os seios redondos, sem uma marca sequer, implorando para que ele a fizesse dele e somente dele de todas as formas.
        — Se você me diz que resiste, eu aceito o desafio... Vou te provocar até morrer de cansaço ou de tesão. Mas, torço para que seja a segunda opção. — E tornou a inclinar o tronco para frente, grudando o corpo ao dele de maneira que o encaixe fosse quase perfeito. O beijo foi retomado com mais fome, mais vontade que antes, a julgar pela maneira como a língua dela implorava pela dele ao invadir sua boca. Não podia lhe dar muito, pois não havia muito mais do que a si própria para dar. Porém, faria valer cada pedacinho dela que ele quisesse.


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Re: Bucareste - Romênia

MensagemRomenia [#220111] por William Fenris » 16 Jan 2022, 17:45

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Parte VII


A realidade era que eu conhecia muito pouco da vida em si. Lia muito, obviamente, como a docência me pedira antes, constantemente ampliando a mente para saberes cada vez mais profundos. Sabia sobre guerras, sobre política, sobre as crises dentro dos países que ninguém sabia ao certo como resolver sem que um barril de pólvora se explodisse. Sabia perfeitamente bem onde minha flecha deveria acertar um coelho, mesmo que corresse, ao mesmo tempo que saberia remendar ferimentos causados pelo homem em sua caçada por diversão, aquela que não se preocupa em consumo, mas apenas em troféus para adornar paredes como uma medalha pela masculinidade frágil.

Eu não precisava me gabar de nada, não era de meu feitio me esgueiras em casas noturnas, festas e álcool em busca do toque íntimo de satisfação meramente carnal. De certa forma, compreendia a estranheza que me rondava e toda sua peculiaridade que causava confusão aos que me conheciam. O que era de fato? Do que gostava? O que ocultava sob as camisetas sempre longas que buscavam esconder o máximo de pele mesmo no auge do verão quente? Agora, no entanto, não era o mundo que questionava o que acontecia, mas eu. Me perguntava como...

Como consegui me entregar tão facilmente em sentimentos e necessidades tão fúteis quanto bestiais e, ao mesmo tempo, aceitava essa oportunidade com um querer louco, beirando a insanidade de quem imaginava que não conseguiria parar nunca. Era tão natural quanto me era estranho e, apesar da falta de conhecimento prático, as mãos se moviam com habilidade quase inata, buscando aqueles pontos em que conseguiria fazer com que se arrepiasse e estremecesse, liberando sons tão guturais de sua garganta que me faziam perguntar se eram lobos e pessoas tão diferentes assim. Ou, na realidade, se nós éramos tão diferentes assim.

A sentia se deslocar contra as pernas, o peso se movendo habilmente com um roçar quase cruel, despertando sensações tão curiosas quanto um dia de primavera poderia me promover. A verdade era que, apesar de tudo – inclusive da alguma aversão ao toque e a dificuldade de manter o contato visual – eu ainda era homem e, como tal, ainda existiam reações extremamente naturais pra determinados tipos de toques, pensamentos e sensações. Por exemplo agora que o ar quente de suas narinas me deslizava a pele do queixo, sentindo dentes arredondados marcarem a pele com alguma delicadeza inteiramente diferente da minha.

Aquele tipo de resposta me fez estreitar as pupilas em um reflexo caçador, a respiração um pouco mais rápida no peito com aquele jogo de provocações, os olhos automaticamente acompanhando os movimentos fluidos da Condessa em uma habilidade essencialmente felina com floreios tão rebuscados que apenas poderiam ser realizados por ela, e unicamente ela. – Enloya... – Suspirei, a voz beirando um tom de aviso, de quem ainda questiona se há certeza em meio aquele banho de unhas, tecidos e revelação de pele, um corar breve, quase tímido, se espalhado pelo rosto quando desviava os orbes castanhos da seminudez da italiana de volta para os olhos.

Chapeuzinho-Vermelho estava diferente essa noite, não estava? E, com um ar de graça, um sorriso mais tranquilo – e razoavelmente desafiador – se fez presente no rosto, mirando-lhe ainda os olhos antes de transitar por cada centímetro de pele, decorando a face angelical que me encarava de cima. – Ah, é? – Retruquei, tão leviano que chegava a ser insolente, de fato curioso com essas ameaças, feliz em aceitar as condições daquele jogo, mesmo que isso significasse quase perder a sanidade. De novo as mãos apertavam-lhe a cintura, ainda por debaixo do vestido, os olhos uma vez mais se fechando enquanto relaxava o corpo na poltrona.

Mais uma vez o jogo se tratava de uma pequena batalha com regras porcamente estabelecidas. Não existia um caminho certo a se seguir e, ao mesmo tendo, tudo era tão absurdamente óbvio e fluido que chegava a ser desesperador. Os dedos, escondidos sobre ondas de rico tecido vermelho, puxavam com alguma força a mais a fina lingerie para baixo, expulsando-a do caminho conforme explorava a rigidez dos músculos em um apertão um pouco menos delicado do que apresentava até então. Existia um sim implícito às perguntas que fazia, em meio a provocação que deslizava os lábios feito mel.

Mel este que provava agora, inclinando um pouco mais o corpo para frente para pressionar ao dela, os dedos explorando mais abaixo dos glúteos, explorando o calor até então desconhecido que uma mulher ocultava sobre as pernas, de novo afastava a boca da dela, mordendo-lhe com leveza os lábios com caninos levemente mais afiados do que alguém normal, o que fazia sentido considerando quem os possuía. – Eu não pretendo... – Sussurrei então, continuando com aquele pequeno jogo, trazendo uma das mãos que lhe explorava a intimidade entre arquejos para cima, tocando com leveza a barriga, traçando o caminho até os úberes cheios.

-Fazer com que você fique quieta... – E de novo, tinha na voz um rosnado oculto entre as palavras, que fazia o peito vibrar gentilmente enquanto os dedos circundavam a perfeita esfera, traçando um caminho leve com a ponta do digito até o mamilo, envolvendo-o em um aperto leve com a intenção de não ocasionar um vazamento, mais uma provocação, beijando-lhe de novo o canto dos lábios, -E eu não tenho intenção nenhuma de resistir, Enloya... – Continuei, roubando mais um toque furtivo contra os lábios, a mão que se ocultava sobre o vermelho do vestido apertando-lhe de novo a nádega.

- A absolutamente nada... – Tornei a passear a mão, os dedos roçando a pele contra a coxa, até encontrar seu lugar entre ambas, sem fazer menção de aliviar o meu próprio sofrimento naquele momento. Isso não era sobre mim, nada disso era para dizer a verdade. Como um cão, sentia uma necessidade sobre-humana de obedecer à comandos dados, por mais feroz que fosse a besta que habitava o fundo de minha mente. – Vai me impedir neste momento... de me tornar seu... – Continuei, mirando-lhe os olhos mais uma vez, algum resquício de dourado lupino brilhando ao fundo de maneira quase agourenta.

- You just have to take it...


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Re: Bucareste - Romênia

MensagemItalia [#220122] por Enloya Di Stefano Rinaldi » 16 Jan 2022, 19:47

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        E chapeuzinho saiu correndo pela floresta, incerta do que queria mas tão curiosa quanto uma gatinha que espreita na escuridão. Ela não temia o lobo, pelo contrário, ansiava por ele ainda que isso significasse um par ou dois de novos pequenos hematomas pelo corpo. Lupinos são territoriais ao extremo e ela ansiava por ser marcada. William era a combinação perfeita entre fera e caçador. Desde o dia em que se conheceram, o loiro mostrou que estava pronto para salvá-la e, agora, Enloya sabia que também para devorá-la. Como podia, a tola garota trajada em carmesim, não temer aquele que facilmente, com um gesto mais bruto e impensado, poderia arrancar sua cabeça no ato? Não tinha medo, era evidente. E não tinha justamente porque, anos atrás, a italiana já havia perdido a cabeça por aquele mesmo homens, inúmeras vezes ao longo do tempo também.

        O que possivelmente podia ter mudado de maneira tão gloriosa para terem chá de morango esfriando na mesinha de centro e corpos se esfregando na poltrona? Não, aquilo não soava como os dois. Foram os sete anos passados desde o último encontro? Foram os abusos que ela sofreu? Os traumas que ele visivelmente carregava? Não importava. Nada mais importava quando aquelas mãos forçavam a renda de sua roupa íntima e a forçavam contra os músculos, marcando a carne de leve até alargar e sair do caminho. "Mandão", pensou, reprimindo até um sorriso atrevido que se converteu no grunhido de um gemido, abafado - felizmente - pelo pescoço do mais velho. Ao retomar a postura, sentiu os dentes raspando no interior da bochecha em confusão: Céus, ele estava corado? Não que Enloya fosse a pessoa mais experiente do planeta em tirar a roupa na frente das pessoas, mas, anos de teatro e artes plásticas podiam fazer maravilhas com a maneira como você vê seu corpo e a nudez em si.

        Ela se sentiria - em qualquer outra situação - objetificada por estar sentada sobre um homem, daquela maneira tão lasciva. Mas, não se tratava de um qualquer: era Will, o seu Will. Ele podia tocá-la, cada milímetro dela - tinha essa permissão inconsciente&consciente. Seu beijo era diferente agora, mais predatório e menos gentil, ainda que o toque não a machucasse, pela primeira vez em sua vida. Era como se o próprio corpo o convidasse a ir mais fundo, mais adiante, como se estivesse tão preparado para recebê-lo que, sem esforço algum, escorregaria para dentro com as pontas dos dedos mal se movendo.
        — William, eu nunca... — Mas, a frase morreu antes de atingir qualquer racionalidade. Dava para explicar e fazer sentido que ela tinha um filho com uma pessoa, mas nunca tinha - de fato - feito sexo consensual com ela? Todas as vezes que Dom a tocou foram uma tortura, tão sádico e desrespeitoso, tal qual um monstro que sente prazer com a dor do outro, simplesmente.

        Quando o romeno a tocava, porém, Enloya sentia algo tão intenso que fogos de artifício pareciam vagos para expressar. Era mais como lava correndo pelos poros, incendiando cada partícula de si e entrando em verdadeira combustão ao ser mordida ou após ter os seios tocados daquela forma. Gemeu, dessa vez sem conseguir segurar o volume, num jeito tão repreensivo que até parecia estar brigando pelo apertão.
        — Ai! — E mesmo que isso deixasse sua expressão jovial ainda mais jovial, com um bico emburrado e tudo. Um que logo despareceu e deu lugar a uma expressão de surpresa absoluta assim que as palavras fizeram sentido para ela, cada uma delas. Ambas as mãos alcançaram as laterais do rosto do romeno, acariciando ali brevemente, mantendo um olhar tão fixo que refletia um pouco do dourado visto nos dela, nela própria.

        Queria aquilo? Queria que ele fosse dela?

        Não era um arrependimento, longe disso. Mas, ele se entregar assim de bandeja para ela... Ninguém nunca lhe havia dado tanto poder e, ao mesmo tanto, tantas virtudes. Uma responsabilidade que a tentava e assustava na mesma proporção.
        — Com uma condição... — A destra procurou o pulso dele, dedilhando suas veias sobressaltadas de leve e fechou os dedos em volta. Tal qual uma professora guia o aluno deficiente visual pelo braile, deixou que a ponta da pele de Will tocasse a sua desde o umbigo exposto até o meio dos seios e seguindo pelo colo, somente parando ao encaixar a palma da mão dele em sua garganta, como um colar ou... Algo mais animalesco que isso. A medida que o fazia, ia erguendo o quadril e a canhota livre buscava todas as amarras que impediam o maior de se libertar.

        Cinto, botão, zíper.

        E o tinha na mão.

        O calor, a rigidez, a textura, tudo parecia incrivelmente mais real do que imaginara. William sempre foi uma fantasia de seu cérebro e agora via que o homem era real, inteiro e não um monte de escombros como se fazia parecer. Permitindo-se explorá-lo com ambas as mãos, da base ao topo, até conseguir encaixá-lo em si. Permaneceu parada, equilibrando o peso do corpo nos joelhos que se apoiavam inteiramente na poltrona agora. Ela ainda não tinha dado sua condição.
        — Você se torna meu, mas eu me torno sua também. E você não me deixa ir embora de novo... — Buscou os lábios dele sem cerimônias, selando, por fim, um contrato invisível entre os dois, mais valioso que um voto perpétuo. A gravidade fez seu trabalho e a permitiu deixá-lo escorregar para dentro, inteiro, tão profundamente que lhe roubou a respiração quando, por fim, tornou a sentir o traseiro encostar nas coxas dele de novo. A aprovação que ela tentava encontrar nos olhos do loiro era importante. Ele queria aquilo? Estava bem com isso?

        Os movimentos começaram lentos, tanto que pareciam acompanhar sua língua que, vagarosa, explorava a boca de Will quase que devota por ele. Cada pelo do corpo eriçando implorava por mais, cada onda de calor lhe fazia arquear as costas e manter aqueles cabelos negros como a queda furiosa de uma cascata pelas costas. E as coxas? Elas tremiam contra as dele, deleitadas em um prazer tão profundo quanto confuso. O mais importante: não tinha dor. O ritmo aumentou antes que ela pudesse controlar a si mesma, assim como os gemidos se tornavam mais frenéticos ao se abafarem naqueles lábios carnudos. Selvagem e livre, tal qual estava destinada desde o início, completamente inclinada a ser o que quisesse e o que ele quisesse. Se o homem não estivesse usando uma camisa, seguramente estaria marcado pelas unhas dela, agressivas, buscando aliviar os espasmos em qualquer pedaço de pele visível: ora o pescoço dele, ora o abdômen quase-exposto pelos botões abertos. Estava entrando em ápice, sem qualquer controle, mas sua mente disparava apenas uma única frase:
        — Por favor, não pare nunca...


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Re: Bucareste - Romênia

MensagemRomenia [#220199] por William Fenris » 19 Jan 2022, 21:46

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Parte VIII


Colocando em termos simples, a caçada era algo que – para mim – se tratava de uma habilidade quase inata. O olfato apurado, somado de olhos vigilantes que acompanhavam o progresso repleto de pânico de pequenas criaturas, somado com o aperto do maxilar contra o corpo que se debatia fazia com que o meu coração, assim como o da presa, batesse rápidos em um uníssono de união. De certa forma, naquele momento antes de partir a coluna, éramos um e tão interligados nesse universo, que era quase impossível de se dizer onde o coelho acabava e começava o lobo, se não pelo sangue quente que derretia a neve.

Naquele momento, em meio ao cheiro e calor da Italiana, a situação não era exatamente diferente. Via nela a leveza de uma lebre, com olhos por vezes tão assustados quando traiçoeiros dos filhos de El-ahrairah. Era como Frith dizia, não? Seja esperto, Príncipe, e cheio de truques, pois o mundo é seu inimigo. Existia muito daquela narrativa que eu enxergava ali, agora, conforme o calor dos corpos transitavam entre um e outro, a palma da mão se encaixando perfeitamente bem contra a pele curtida pelo sol das plantações de uma Itália que eu desconhecia.

De novo tudo agora me relembrava a caçada. O calor, o bater acelerado de corações ansiosos, o cheiro de apreensão no ar e a tensão que sentia contra a palma áspera, o pulsar tão delicado e presente que fazia o lobo rosnar, se aproximando dos confins da mente em um som que ecoava, por um instante, o meu próprio peito. Grave e rouco, como se ainda tentasse avisar, clamando pelos resquícios da sanidade para simplesmente me abandonar e correr para longe, o tão rápido quanto as longas pernas de lebre poderiam levá-la. Ao mesmo tempo, a única coisa que fazia com isso era ansiar pela perseguição.

Por aquele resquício de poder e controle que me lembrava, com água na boca, de memórias embaralhadas de luas-cheias. Hesitei ainda, por um instante, antes de ceder à forças mais fortes do que eu. Me perdi em meio à condições e palavras, o dedão acariciando brevemente o pulsar constante na garganta da italiana. –Eu prometo... – Sussurrei, a voz rouca, baixa como se temesse assustá-la, a voz se calando em um arquejo surdo, ocultado pelo beijo, os dedos tensos contra a macia carne exposta, entregue à mim em um ato de mais puro descuido.

De novo arquejava em tom baixo, a respiração uma confusão quando as bocas se separaram, os dedos finalmente se fechando com alguma pressão no ponto para onde ela os havia guiado com tanta maestria e – talvez – nem tanta inocência. –Nunca... – Assegurei, investindo contra ela, finalmente entrando de cabeça em meio a caçada, a outra mão escorregando para a cintura da garota apenas para trazê-la mais para perto, os dedos deixando marcas lentamente mais vermelhas na pele sensível, as orelhas atentas à qualquer alteração muito significante de respiração para deixa-la respirar sempre que o pulso se acelerava demais.

Lentamente sucumbia aquela sensação única do mais puro e vil prazer humano, aquele que renderia qualquer homem a brutalidade animalesca dos desejos mais sujos que alguém poderia conceber. A verdade era que apesar de toda sua racionalidade e status de aura inteligência, o homem não passava de um escravo da carne, ignorante e promiscuo, perdido em meio à sordidez da pele, sentindo a necessidade de ter suas orelhas sempre preenchidas pelas pancadas úmidas que ecoavam o cômodo sempre que a carne se chocava uma contra outra em movimentos rápidos, profundos e nem tão sutis quanto deveriam ser se presassem pela delicadeza. Mas não presava, pelo menos não hoje, não nesse momento e talvez nunca quando consideramos esse contexto.

Tocava-lhe de novo os lábios contra os meus em roçares tão simples e delicados que, em sua inocência, quase não cabiam na presente pintura, com rosnados baixos e a crescente necessidade de deixar no corpo perfeitamente esculpido, cicatrizes que apenas um monstro seria capaz de abandonar, maculando tamanha obra prima... Mas o que poderia fazer, não é mesmo? O que ela poderia esperar? Quando eu era um lobo e ela... era uma lebre?

- Eu nunca mais... vou deixar você escapar pelos meus dedos. - Sussurrei, marcando aquela promessa com um apertar breve, repleto de significado na pele já marcada, afundando novamente os lábios contra os dela, os dedos finalmente deixando seu lugar para se embolar nas madeixas negras, puxando-os de leve apenas para expor mais a garganta e ataca-la, com pequenas marcas junto das clavículas, marcando-lhe o colo com mais um nome além do de Tristan.


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Re: Bucareste - Romênia

MensagemItalia [#220205] por Enloya Di Stefano Rinaldi » 20 Jan 2022, 16:32

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        Todos os caminhos levam a algum lugar, então, é melhor que você não saiba para onde ir. Ou, ao menos assim, Enloya pensava quando se sentia perdida e não queria que a culpa pesasse. Ela não sabia a razão, mas guardava no peito, o credo de que se foi escolhida para ser a última dos Rinaldi, devia, ao menos, fazer valer o título de Condessa e todas as regalias que uma vida de fortunas e bailes lhe haviam preparado. Casar com Dom, se submeter ao controle dos Durmitresco, gerar Tristan, o voto secreto com Romeo, estar na Romênia naquele exato momento... Tudo vinha sendo friamente calculado para que conseguisse alcançar um pouco de paz em meio ao caos. Todavia, ninguém tinha preparado seu cérebro para processar a cena daquela bela mulher cavalgando um caçador sobre uma pequena poltrona, numa casa perdida dentro da floresta.

        Espontaneidade, por mais que fizesse parte de sua essência, não tinha espaço na vida da italiana há bons anos. E, naquele momento em que o suor dos corpos se mesclava e ela tinha Will completamente imerso no ato, tanto quanto a própria, sentia-se absurdamente livre, selvagem e um monte de outros adjetivos mais que não podia calcular. Maior do que isso: sentia-se pertencente. Por mais que, se fossemos levar em conta os papéis naquela cena, Enloya mais parecia a manipuladora de bonecos do que a marionete em si, era só aproximar o casal e entender que tudo não passava de um jogo de controles e poder no qual, em realidade, nenhum dos dois tinha a intensão de ganhar.

        Já não conseguia abafar os gemidos com maestria, ou impedir que os móveis rangessem. Rezou apenas para que tais ruídos fossem insuficientes para acordar o bebê. Precisava de William, daquele corpo, da essência que emanava de cada partícula dele e de seus toques tão ferventes, diferentes de tudo o que presenciou vindo do loiro até então. Não parava de se mover, temerosa por ele mudar de ideia, então, ambos se converteram num frenesi impulsivo de investidas, arranhões e beijos, deliciosamente mergulhados um no outro.
        — Não vou a lugar algum... — Sussurrou, quando o romeno lhe puxou os cabelos, dando-lhe garganta e colo de presentes, quase que ofertados em bandeja de prata para que o homem se deleitasse e, mais do que tudo, deixasse seus rastros. Tudo o que queria era acordar na manhã seguinte, olhar o corpo esculpido através do espelho e encontrar as marcas que ele deixou.

        Os dedinhos dos pés torceram e apertaram, anunciando um ápice que vinha em ondas pelo corpo, eriçando pelos e fios de cabelo, até que nada mais importasse além das contrações em seus músculos e o profundo prazer que lhe obrigava a quase envergar a coluna em um "C" perfeito, antes de, por fim, desabar sobre o corpo do loiro, arfante e transpirando, com suas mechas negras grudadas no rosto e uma luxúria profunda no olhar. Só então, notou que havia afundado as unhas nos ombros do homem, deixando pequenas meia-luas avermelhadas pela pela, não o bastante para machucar de verdade, mas de um jeito tão forte que até parecia doer.
        — Seria um pecado ter de ir embora... — Grunhiu, quase num lamento choroso contra o pescoço dele, deixando ali também algumas marcas entre mordidas e chupões manhosos. Quando alcançou a boca carnuda de Will, beijou-lhe os lábios tão vagarosamente que nem se sentia a princípio, o roçar da pele.

        Precisava ir.

        Tristan não dormiria para sempre e já estava ficando tarde. Não ousaria dizer que eles pularam as carícias e aquelas pequenas juras sem sentido para quem visse de fora, pois não o fizeram. E, quando não se pôde mais adiar a partida, Enloya voltou a estrada, ao lugar que costumava esperar por Romeo, mas, dessa vez, muito mais bagunçada e confusa do que em todas as vezes que saltou do carro, naquele mesmo ponto de encontro. Ela não se manteve distante pelas duas semanas que seguiram sua estadia nos Durmitresco. Aproveitando o conforto da casa dos avós "paternos" e a proteção de Romeo, sempre a postos, a morena usava cada desculpa que podia para voltar ao bosque e encontrar seu caçador.


        — Como consegue me achar tão rápido? — Perguntou, uma vez. O corpo pressionado contra o tronco de uma árvore e a respiração ofegante de uma pequena fuga. Não havia perigo, só diversão. Mas, o romeno sempre conseguia cobrir seus rastros e a encurralar em algum ponto da floresta. As mãos subiam curiosas pelo abdômen masculino, contornando aquela coleção de cicatrizes com a ponta dos dedos e sempre terminando por frustrar seu ego quando o mais velho a impedia de avançar. Sentiria dor? Ela se questionava. Ou vergonha de sua própria figura? Ambas as opções lhe causavam uma tristeza profunda, mas despertavam a vontade de compreender aquele enigma que era William Fenris.

        Por essa razão, algumas noites depois, aproveitou a desculpa de um baile de máscaras para inventar uma doença que a permitiu escapar por horas. Embrenhada nos lençóis do quarto dele, a mulher lutava com os impulsos de ser direta e acabar machucando aquele por quem tinha tamanho apresso. A destra, brincalhona, fazia cócegas na barriga do romeno por cima da camisa, enquanto alguns beijos lhe eram pregados em trilhas invisíveis pelo maxilar. Sem aviso, completamente nua, a morena sentou sobre o colchão, fazendo com que as cobertas lhe descessem até as coxas e a lua banhasse a pele bronzeada tal qual um manto prateado. Mesmo nervosa com uma possível negativa, Enloya tentou sorrir.
        — Eu quero ver você, inteiro. Ao menos uma vez antes de partir. Preciso conhecer as nuances do homem que permeia meus sonhos e não é justo que ele esteja sempre vestindo uma camisa de botões neles.


        Listening To: Simple Plan-Astronaut. // Talking To: - Will <3// NOTES: bobinhos <3
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Enloya Di Stefano Rinaldi
Mundo Mágico
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Negin Vand
 
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