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Re: Gringotts Bankfiliale [Banco Gringotts - Filial]

MensagemInglaterra [#212818] por Charles Badgley » 28 Mar 2021, 21:43

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    Desceu da escada articulada que lhe emprestaram e olhou para a maldita câmera. Já havia mexido nela, descido três vezes, olhado e subido, desparafusado e parafusado e a porcaria continuava torta. – O que você acha, colega? – Quando finalmente viu que havia acertado, perguntou para um dos duendes que era o seu parceiro de trabalho ou não tanto, pois já esperava que o bendito não fosse lhe responder. O que era uma pena, pois uma prosa teria tornado a noite menos chata e um pouco mais descontraída. De qualquer modo, a sua preocupação naquele instante era de ter a certeza de que a última... Sim, a última câmera estava bem posicionada. – Acho que sim. – Respondeu ele mesmo pela falta de interação de seu amiguinho. – Valeu pela ajuda e companhia super bem humorada, camarada. – Disse para ninguém, não é? Trocar conversa com aqueles duendes era quase como falar com ninguém. Enfim, ignorou a carranca daqueles seres e se certificou de que aquela câmera funcionava como fez com as outras.

    Saiu daquele cofre em particular e seguiu pelo corredor e por uma bifurcação. Antes de chegar ao saguão principal, ouviu de alguém que havia um número considerável de ambientes com as armadilhas montadas em seu interior. Bem, Sarah também havia cuidado das câmeras e chegou à conclusão de que o trabalho dos magizoologistas estava terminado se era que alguém não tinha mais nada a acrescentar. Olhou o relógio que ainda estava consigo e se admirou pela noite rápida e produtiva.
    – Está precisando de ajuda aí, colega? – Perguntou para um dos jornalistas, mas de fato todos pareciam ter terminado com as suas próprias incumbências. Quando boa parte do grupo de funcionários ‘intrusos’ se reuniu, Charles ouviu um deles concluir que aquela etapa estava concluída. – Essa gangue é bem esperta. Me admira nenhum deles ter aparecido para nós. – Comentou, pois sim, concordava que pelúcios eram pequenos seres muito inteligentes, mas também sabia que eles eram sempre pegos por sua própria ganância; e tendo tantas joias e moedas brilhantes disponíveis, era de se admirar eles terem se contido enquanto os colaboradores do CIB estavam ali e se escondido sem caírem na armadilha de seu ponto fraco, a não ser pelo fato... – Roubaram o homem de novo? - Riu pela segunda vez. – Desse jeito vai acabar saindo daqui de cuecas, mas enfim... Nenhum rastro do meliante? Ninguém viu quem foi? ... Bem, não sei se vale a pena ficarmos de vigília já que as câmeras farão esse papel. Que tal voltarmos amanhã? - Olhou novamente para o relógio lembrando que era a sua vez de preparar o jantar e, dado o horário tardio, torcia para que a sua irmã ainda não tenha chegado em casa e que aceitasse uma rodada de pizza.

Sugerir voltar no dia seguinte. Deixamos a decisão para os demais .ação
Charles Badgley
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Charlie Matthews
 
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Re: Gringotts Bankfiliale [Banco Gringotts - Filial]

MensagemInglaterra [#213212] por Sarah Scarlett Maison » 05 Abr 2021, 10:32

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    Do me a favour and stop asking questions
    TRAMA OFICIAL - 03



    Suas mãos habilidosas seguiam à risca as instruções do folheto de fábrica das câmeras. Não havia tanto mistério assim ao final, a parte mais chata era posicionar e equalizar o sistema, mas com a ajuda da magia era possível. Isso reforçava os discursos de que magia e tecnologia poderiam caminhar lado a lado com o intuito de otimizar as vidas de bruxos e trouxas, colaborando assim para um mundo melhor. Ainda que conhecesse poucos não mágicos, a ruiva fazia questão de incluí-los em todos os planos de proteção a vida existentes.

    Em poucos instantess câmeras estavam no lugar, e o melhor, operando normalmente. Sorriu com um toque de orgulho de si ao ver pelo monitor portátil exatamente a sala em que se encontravam e olhou para os duendes como quem desse um aviso silencioso. – Seja quem for que esteja envolvido, vamos descobrir em breve. – Colocou sua mecha de cabelo atrás da orelha e iniciou sua caminhada até onde estavam os demais da sua equipe para dizer que sua tarefa estava findada. – Se realmente conseguirmos capturar imagens dos pelúcios com isto, com toda certeza poderemos implementar novas formas de monitoramento das criaturas mágicas e isso será um feito incrível! – Falava em voz alta, mas o conteúdo era meramente reflexivo. Comentaria com Andrej com toda certeza acerca daquele ponderamento.

    Um burburinho tomou conta do lugar e chamou a atenção da Sarah, principalmente ao ouvir Charles anunciando que Andrej havia sido furtado de novo. A ruiva pressionou os lábios um no outro e tentou muito não cair na risada, afinal, estavam em pleno trabalho, com uma série de jornalistas e pessoas que não conhecia. A intimidade ficaria para outro momento e então se recompôs. – Eu sinto muito, Andrej. Acho que você está sendo o alvo fácil da noite. Eu não tenho muito o que fazer em casa agora e posso passar a noite aqui caso você me libere algumas horas para dormir após concluirmos a missão. – falou isso com um pouco de receio de ser mal interpretada por Charles, não queria parecer a puxa-saco ou ser a pessoa non-grata que obrigava todo mundo a acampar naquele que deveria ser o lugar mais seguro do mundo e não era.

    Antes que façam cara feia para mim – adiantou-se – eu tenho uma ideia. Podemos utilizar feitiços anti-ladrão em nossos objetos, usá-los como isca e posicioná-los em à frente das câmeras também. Fingirmos sair para que fique mais atrativo para os pelúcios, não que estejam inibidos com nossa presença, – seus olhos fitaram imediatamente Andrej, o furtado, e ela sorriu com gentileza – mas é uma forma de adiantarmos o processo e não perdermos completamente a noite de sono. O que acha, chefe?

    Com a resposta positiva, a menina pediu para reunirem alguns objetos brilhantes que não tenham tanto valor pessoal quanto os que já haviam guardado. Ela então apontou a sua varinha e usou o feitiço Antiladrão orando a Brigit que sua ideia desse certo.

    Não consigo ficar à vontade com esses duendes atrás de mim – sussurrou para seu chefe e lhe entregou o monitor portátil com as imagens da câmera. – Acredito que isso eles não tenham interesse de roubar de você, ou acha mais prudente continuar comigo? Você quem manda.



    INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

    INTERAÇÃO: Charles e Andrej. | NOTAS: Abusadíssima! Haha | MÚSICA: --
Feitiço: Antiladrão[dificuldade: 14];
Descrição: Feitiço que impede que objetos presenteados e encantados com essa mágica não sejam roubados.

Itens Utilizados:

  • Varinha de Azevinho, 22cm, Pena de Fênix, Razoávelmente Flexível

    Usou um Varinha de Azevinho, 22cm, Pena de Fênix, Razoávelmente Flexível.

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Sarah Scarlett Maison
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Re: Gringotts Bankfiliale [Banco Gringotts - Filial]

MensagemAfrica do Sul [#213893] por Aminá Sanjō Olánrewájú » 28 Abr 2021, 22:57

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╔+++++++++++++++++++++╗
Parte I
╚+++++++++++++++++++++╝


    Quando havia marcado a opção “horário livre” na prova aplicada no dia da entrevista ao Lummus não contava que fossem realmente usar e abusar da disponibilidade sugerida no papel.
    Não que achasse tão ruim, afinal no verão era mais confortável sair a noite, porém o lado ruim é que estar quase sempre cobrindo trabalhos e horários noturnos praticamente me privava de ter uma vida noturna se é que entendem. Festa? Para quê?! O que uma mulher jovem e solteira iria querer em boates noturnas gozando de toda sua juventude e gastando seu salário, não é?

    Pelo menos daquela vez não estava sendo acordada as pressas para cobrir um incidente inesperado madrugada afora, saindo de casa com moletom qualquer e um coque mal feito apenas por ser o ‘contato’ mais próximo para estar no lugar certo um segundo mais rápido, segundos estes que naquele trabalho faziam toda a diferença.

    - Ah... que saudade de ouvir meu celular tocar a noite e ser algum rolê e não o trabalho me chamando.- Comentei enquanto limpava mais uma vez a lente das câmeras que repousavam no pequeno estojo sobre o balcão do banco onde podíamos esperar pela equipe responsável pelo captura do que quer que estivesse assaltando o banco local.
    Sim, recebíamos um memorando explicativo do que iriamos cobrir e todo o restante nada mais era do que incógnitas, então fazíamos alguma ideia de que de alguma forma membros CIB estariam ali o que significava que aquele não era um simples caso de mãos leves ou um surto de amnésia dos usuários do banco que esqueciam onde colocavam suas coisas afinal de contas. - Quando terei uma vida social noturna assim? Só trabalho...- Estalei os lábios emburrada com a situação de outra noite sem dormir por motivos não tão divertidos, revirando os olhos com o comentário em seguida do parceiro de trabalho que até então estava bem quieto.

    - Olha, nada contra quem goste sabe? Até entendo que tem gente com gostos bem masoquistas por aí, mas eu tenho certo preconceito com gente que pode me matar se sentir fome.- Ergui os olhos para fitar o homem a frente, arqueando ambas sobrancelhas com ar de seriedade enquanto voltava a guardar as lentes devidamente polidas. - Se eu soubesse tinha trago uma focinheira.- Voltei a encará-lo, umedecendo os lábios na tentativa de segurar a risada e manter a seriedade enquanto praticamente o fuzilava com os olhos.

    Se tinha liberdade para aquelas brincadeiras? Em tese o trabalho só começava quando passássemos a registrar o ocorrido naquela empreitada do banco, o problema é que para o jornal tudo começava a ser registrado no momento em que jornalista pisava na rua ou mesmo antes e mesmo que tivesse trocado poucas palavras com o jornalista entre um café e outro na área de convivência da Lummus ocasionalmente, se ele desse liberdade iria seguir na única distração possível até que algo novo acontecesse ali. - Lobisomem? Jamais. Não sãos ó cachorros que mordem, aliais o que é uma mordidinha né gente? Só passar um gelo encima e pronto.- Dava de ombros.

    Por fim, muitos minutos depois as primeiras figuras surgiram após horas do fechamento do banco para aquela empreitada. Membros da CIB de fato. E minutos sim, afinal era nosso dever estar lá antes que tudo começasse, não podíamos perder nada, nem mesmo a cara carrancuda dos duendes que vez ou outra passavam rendendo boas fotos para arquivo pessoal e muito provavelmente sabia que não entrariam para a matéria, mas não custava tê-las desde que nada muito relativo à segurança do local ficasse exposto nos registros.

    Assim que o pequeno grupo adentrou a sala o som de flash tomou conta do local, um por um dos membros sendo registrados de forma discreta até o momento em que o aviso sobre os flashes se fez e sem pensar duas vezes troquei de câmera pegando em mãos a outra que repousava sobre meu peito presa a um cordão, disparando outra foto silenciosa sem qualquer flash graças a visão noturna tomando um retrato perfeito da figura do rapaz que logo tomaria a frente do comando da equipe. - Um perigo me roubarem... um tesouro como eu hein?- Cochichei com Ivan, nos afastando um pouco pela privacidade dos envolvidos na captura dos ladrõezinhos, porém não longe suficiente para que tudo fosse completamente audível. Aproveitando aqueles minutos para dispensar a câmera extra e lentes extras, mantendo apenas uma comum, o flash retirado e a lente de visão noturna já acoplada a câmera.
    - Sem perguntas. Ah!- Retirei o único par de joias que tinha naquele momento, os brincos de ouro, colocando-os na sacola oferecida pelo oficial por precaução embora as argolas não fossem exatamente grandes e chamativas, a meu ver.

    Logo que a equipe se dividiu em suas tarefas, conferi rapidamente o item em minhas mãos fotografando os meus próprios pés apenas para teste do flash desligado, até porquê maioria daquelas fotos só seriam revistas e analisadas no próprio estúdio da Lummus, não haveria tempo para perder e com um olhar e aceno de cabeça de Ivan me separei do vampiro para seguir alguns membros separadamente e esporadicamente tirando algumas fotos de todos no local, CIB, seguranças, duendes e Ivan a alguns metros dali. Afinal precisava mostrar ele para uma certa pessoa depois.


Ação: Tirar fotos por aí.

Itens Utilizados:

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    Usou um Câmera HighMotion.

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Aminá Sanjō Olánrewájú
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Re: Gringotts Bankfiliale [Banco Gringotts - Filial]

MensagemRussia [#213936] por Ivan Ivanovich » 30 Abr 2021, 14:58

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Aquela era a primeira grande incumbência que Ivan recebia, desde que retornara à Inglaterra e conseguira um emprego no grande Jornal bruxo, a rede Lummus. Bem, acho que emprego não era bem a palavra, ainda que estivesse trabalhando para eles, de fato. Como era mesmo que chamavam? “Free lance”? Colaboração?

Não importava muito o termo, nem o fato de não ter uma carteira assinada ou regalias de funcionário contratado. Estava trabalhando e ainda que as políticas de trabalho tenham mudado (e muito) nos seus mais de 400 anos de existência, era um trabalho muito melhor do que a maioria das coisas que ele já fizera na vida. Desde que sua vida e sua coroa lhe foram roubadas, naquele fatídico dia em que seu cruel pai deixara, o jovem e promissor herdeiro do trono Russo, às portas da morte, já havia trabalhado em coisas que iam desde estivador de porto até mesmo host de evento social.

No entanto, assim que conhecera o jornalismo, se apaixonou completamente por aquela atividade e, desde um bom tempo se dedicara a aprender e há alguns anos, exercer tal ofício. Além do mais, a possibilidade de trabalhar sempre à noite, lhe garantia muita ocupação, afastando o tédio que alguns séculos de vida acabavam lhe trazendo vez ou outra.

Ainda que parecesse quieto e sisudo demais, Ivan se sentia empolgado naquela noite. Gostava de mistérios e aqueles roubos ao banco, ainda que não fossem assim um mistério tão grande, lhe garantia alguma diversão enquanto ele mesmo tentava avaliar e elucidar a situação. Tanta coisa poderia se encaixar naquilo! Era certo que pelúcios eram bichinhos extremamente atraídos por coisas brilhantes, no entanto, os próprios duendes não eram também? E os seres humanos? Seria tão fácil manipular aquelas coisinhas felpudas para roubar em nome de alguém…

Ivan chegara cedo ao local e desde então passara a, silenciosamente observar a cada pessoa que se aproximava para o trabalho.E permaneceu a um canto, quase imperceptível. como parte das sombras até que sua colega de trabalho, a srta Aminá Sanjō Olánrewájú  chegasse e se aproximasse.

Já conhecia a moça de vista, mas dependências da própria Lummus, ainda que aquele fosse seu primeiro contato mais próximo com ela. A achava espirituosa e seus modos divertidos eram bem vindos ao antigo czar russo. Ainda que fosse um homem de modos soturnos, costumava gostar do barulho e vivacidade de algumas pessoas e Aminá era assim. Chegou já reclamando em tom de brincadeira disfarçada num tom de hilária insatisfação sobre o fato de sempre trabalhar à noite atrapalhar a sua vida social de moça solteira.

Ivan sabia exatamente o quão complicado era se dedicar à vida noturna. Já se esquecera completamente como era viver durante o dia. Portanto, entendia bem o drama da moça. Por isso, e pela atitude amistosa da mesma, resolveu brincar também, respondendo às reclamações dela de forma jocosa, disfarçada de grave, com um leve toque de indireta, posto que ela era uma moça muito bonita e isso não havia passado despercebido pelo homem.


- Namore um vampiro. Me disseram que são ótimos para uma vida noturna.


Ainda que brincasse com a colega, mesmo os agentes da CIB, que aos poucos iam aparecendo para o trabalho, eram analisados pelo olhar discreto e penetrante do vampiro jornalista, que notou logo de cara que tanto ele quanto a colega não eram assim tão bem vindos ao local. Mas a resposta da moça, mesmo sendo um tanto preconceituosa, lhe deu motivos para entrar ainda mais na brincadeira com ela.


- Já cheguei num estágio em que só mato se a pessoa merecer....- era uma verdade - Mas isso não livra ninguém de uma mordidinha.

O tom de brincadeira disfarçava um pouco a apreensão que ele sentiu ao perceber um cheiro extremamente atraente para alguém como ele. Um cheiro que convidava a besta dentro dele a sair e se deleitar naquele sangue especial que ele notou assim que uma moça jovem e ruiva entrou no recinto. Ela era alguém com um sangue especial, capaz de mexer com os sentidos mais primitivos, mesmo de um vampiro tão antigo quanto Ivan que chegou a se arrepiar, atraído pelo cheiro e aparências tão convidativos da moça.

No entanto, junto com aquele cheiro, logo percebeu um outro que o atingiu de uma forma que fizera mesmo que ele demonstrasse uma leve careta ao perceber que havia no banco, naquela noite, outra pessoa como ele.

O cheiro da morte era forte e ele percebia que o líder dos agentes da CIB não era um ser imaturo ou tão jovem quanto a sua aparência física fazia parecer. Logo percebeu que Andrej era não só antigo, como também protegia a sua jovem subordinada. Mas a jovem Sarah não tinha motivos para temer. Ivan não lhe faria mal algum, ainda que seu cheiro gritasse para ele que ela era a presa perfeita e ele tratou de mostrar isso, voltando-se totalmente a Aminá e embarcando de vez na ‘brincadeira” ácida de ambos.



- Agora me confunde com um lobisomem? - Fingiu uma insatisfação exagerada –Pois saiba que eu não tenho pulgas.


Observando agora mais de perto, Aminá lhe pareceu ainda mais atraente. Mas era uma atração diferente da que sentia pela jovem Sarah. Ainda que a ruiva fosse linda, ele sabia que o que lhe chamara a atenção era o sangue. Já a jornalista, não! Era algue que demonstrava um gênio forte e uma presença que agradava ao russo e a prova disso era que a garota continuava a brincar com ele, lhe respondendo com uma alfinetada ainda maior. Era impressão, ou haveria uma brecha para uma investida alí? Os modos da moça lhe faziam se sentir seguro em ir ainda além na brincadeira.


- Mordidinha entre amigos não dói.


Seria aquilo, assédio? Ele poderou apenas depois de ter dito. Em sua época aquilo era perfeitamente aceitável, mas ele sabia que as coisas mudaram… Droga, ele sempre se enrolava nesses novos comprotamentos. Mas aquilo não era assédio, era? Lhe pareceu muito mais uma piada idiota retirada de algum filme trouxa que, porventura ele havia assistido em algum cinema por aí.

Mas, para a sua sorte, os trabalhos da noite já iriam começar e Aminá voltara sua atenção para sua câmera fotográfica. Era hora dele também se concentrar, havia muito a analisar e anotar enquanto estivessem por ali.

A insatisfação dos agentes da CIB sobre a presença dele e de sua colega jornalista era quase palpável. Comentários e instruções em tom que beiravam ao rude eram ouvidas sem que nenhum deles mostrasse qualquer reação sobre a animosidade. Ivan sabia que era persona non grata, tanto por ser um vampiro quanto por ser da imprensa, por isso, não levava para o lado pessoal.

Recusou o saco para guardar preciosidades. Não havia nada que ele se lembrasse ser de valor, mas sorriu com o comentário da colega.



- Eu ficaria arrasado.


Iniciados os trabalhos do grupo de bruxos da CIB, sem nada a questionar ou a acrescentar, preferiu ficar quieto, como uma sombra. Amina iria acompanhar um grupo e ele outro, assim cobririam melhor os acontecimentos que se sucederiam.

Para seu conforto e do outro vampiro, (pelo menos era assim que ele pensava), decidiu-se por acompanhar o grupo de Andrej. Talvez, mantendo-se à vista do outro, ele não ficasse apreensivo sobre a segurança da garota ruiva. De toda forma, além de estar acompanhado por dois duendes nada amigáves e, colocou-se numa posição mais afastada para não atrapalhar o processo, mas perto o suficiente para ver, ouvir e anotar o que precisasse.

No entanto, antes mesmo de começarem o trabalho, o primeiro incidente! Ou seria o primeiro furo de reportagem daquela noite? O líder do departamento de magizoologia da CIB feito de vítima dos famigerados ladrõezinhos pelúcios? Que atrevidos aqueles meliantes, não era mesmo? Com certeza aquilo iria parar nas páginas do jornal!
Superado o primeiro percalço, a operação teve seu início. Não seria algo assim que pararia os intrépidos servidores da CIB, não era mesmo?

Assim, começaram a instalar as câmeras e armadilhas para pegar os famigerados ladões pelúcios. Ivan colhia aqui e ali alguma ou outra informação sobre o tipo de câmeras e armadilhas. Tudo para as informações na matéria e, um pouco, por curiosidade de ser centenário que sempre se encantava com as invenções que conhecia mais de perto. Tudo parecia correr dentro do previsto, quando Andrej se viu em problemas com uma das armadilhas que estava montando. Uma pequena comoção se fez e logo veio a confirmação, o vampiro de aparência mais jovem havia sido roubado, de novo!

Desta vez, Ivan não pôde conter um leve sorriso em seu olhar. Parecia irônico ver que os caçadores também se tornavam a caça, naquele momento.



- Sujeitinhos ousados! - comentou mais para si mesmo do que para alguém, com pena de Andrej que parecia ser a isca perfeita para os trabalhos da equipe ladina dentro do banco.




Off: ALELUIA!!! Postei! Desculpa a demora!!!
Interagindo com Aminá e toda a galera <3
Ação: Acompanhar a operação e fazer anotações para a matéria do jornal.
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Re: Gringotts Bankfiliale [Banco Gringotts - Filial]

MensagemAustria [#214281] por Andrej Wernfried » 17 Mai 2021, 20:00

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Parte III


Era engraçado admitir que conhecia mais expressões religiosas do que gostaria, por exemplo, naquele exato momento que me prendia na armadilha e sentia o bolso subitamente mais leve sem contar com a ajuda dos duendes atônito… bem, a única coisa que efetivamente passava pela minha mente era algo entorno de 'Que o diabo te carregue'. Ódio e pobreza aparte, porque certamente os furtos somavam mais do que ganhava por mês, finalmente me vi solto do que deveria capturar os pequenos assaltante e tão derrotado quanto o Coiote, me vi forçado a voltar para  segurança do saguão principal para esperar os outros na segurança da luz dos archotes.


Felizmente o pequeno time era rápido em suas tarefas e antes que pudessem me roubar inclusive as calças, os oficiais estavam de volta. - Muito bem… armadilhas montadas, nos encontramos novamente aqui às 16:00. - Anunciei, a mão esquerda instintivamente apertando o ponto que tocava no braço direito enquanto os mantinha cruzados. - Espero que vindo mais cedo as coisas fiquem mais seguras, com eles mais sonolentos… - Isso se realmente estivéssemos lidando com Pelúcios, é claro. Era uma nova estratégia, mas o time de maneira geral parecia preferir retornar no dia seguinte, então porque não?


*-*-*-*-*


Esperava que os resultados deste dia de trabalho fossem menos piores do que a noite anterior, e era exatamente este o pensamento que rondava a minha mente enquanto seguia pelo caminho em direção ao banco. Como de costume, a inusitada escolha de vestes arrastava o olhar de alguns presentes nos arredores. Apesar da moda Bruxa ser algo de gosto excepcionalmente duvidoso, ter alguém caminhando com roupas aparentemente vindas da época da Praga ainda era… bem, inusitado. Ao mesmo tempo as vestimenta com a icônica máscara passeriforme me agradavam de maneira quase sórdida. 


Era uma diversão cruel o que me motivava a vestir aquilo em vez de qualquer outra coisa para me proteger do sol. Trajar o anel, por si só, seria uma possibilidade mais segura, mas como se as criaturas que buscamos eram perfeitas na arte de me furtar especialmente? O anel era um objeto que não poderia me dar o luxo de perder. Ainda mais quando finalmente encontrava para ele uma nova utilização depois de tanto tempo. O nome do lobo ainda me ecoava a mente, me fazendo morder de leve os lábios como se ainda fosse capaz de prová-lo. E aquela memória se misturava a outra, e mais uma, dando a tudo aquela curiosa sensação de dejavu.


- Oficiais… - A saudação era calma, educada como sempre com um breve curvar de cabeça que era apenas cômico com a máscara com o formato que tinha, um clássico Doutor da Praga. - Obrigado por estarem presentes mais uma vez neste belíssimo dia. Hoje a diversão é mais intensa. - Atrás da máscara bem fechada um sorriso se espalhava pelos meus lábios. - Como sabemos, as criaturas que buscamos são noturnas, então neste momento temos a vantagem da letargia delas… se nossas câmeras ficaram bem posicionadas na noite anterior, talvez possamos seguir a movimentação para o ninho e ir diretamente para lá. Senão… bem. Suponho que desejo a vocês boa caçada.


As breves palavras levavam consigo um Q cômico de um roteiro que poderia muito bem pertencer a algum desenho. Imagine só, depender unicamente da sorte. - Então… divirtam-se? Se encontrarem alguma coisa, por favor me avisem imediatamente. Estarei… verificando algumas imagens. - E se vocês entenderam isso como um 'tentando não ser assaltado novamente', vocês estavam inteiramente certos.


○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●○●
O que ele vê, -O que ele ouve-, -O que ele diz- e o que ele "pensa".
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Notas: Uma merda, mas uma bosta postada.
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Postado Por: Todd [Ele/Dele].


Re: Gringotts Bankfiliale [Banco Gringotts - Filial]

MensagemLiechtenstein [#214551] por Mestre da CIB » 29 Mai 2021, 23:41

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ATUALIZAÇÃO - MAGIZOOLOGISTAS

Quest do setor de Zooherbologia da CIB em conjunto com o setor de jornalismo da Lummus

20 + 9 + 18 / 3 = 15,6 = situação BOA!


Quando retornaram no dia seguinte as imagens que as câmeras exibiam mostravam horas e mais horas de absolutamente nada acontecendo, a não ser por algumas coisas bastante sutis: uns vultos momentâneos que pareciam, de fato, pertencer a pelúcios quando amplificada a imagem e uma outra silhueta que parecia pertencer a uma figura humana. Sarah não conseguiu identificar essas particularidades e teve um objeto furtado quando foi recolher as imagens das câmeras. Charles foi o primeiro a notar as peculiaridades das imagens e Andrej conseguiu captar as pistas de onde estaria o tal ninho dos pelúcios. Mas... Que silhueta humana teria sido aquela? Ah, e só para constar... Mais um cofre foi esvaziado essa noite enquanto todos dormiam. Boa sorte!


ATUALIZAÇÃO – FUNCIONÁRIOS DA LUMMUS


Os duendes não parecem muito felizes com a presença de vocês ali. Mas quando exatamente os duendes parecem felizes não é mesmo? Não permitiram que adentrassem determinadas áreas, mas vocês podem investigar com alguns dos funcionários presentes no local e até mesmo com os magizoologistas quando terminarem seu trabalho. Por hora, tudo que conseguiram saber é que há um duende novato trabalhando no banco.



Oi, gente! Bora lá... As informações pertinentes estão no post que é miúdo então não vou me alongar por aqui não...

Favor: colocar as ações de vocês no off de seus posts

Prazo: 15/06/2021
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Re: Gringotts Bankfiliale [Banco Gringotts - Filial]

MensagemInglaterra [#214975] por Charles Badgley » 12 Jun 2021, 01:40

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    No início daquela incursão, Charles até pensou em usar o seu relógio barato como isca para atrair os pequenos visitantes e também intrusos daquele banco, mas esqueceu da ideia ao seguir o fluxo que aquela investigação acabou tomando. Todavia, quando Sarah sugeriu que fizessem a mesma coisa, Badgley quase voltou atrás, talvez porque percebeu que tinha um apego com o objeto... Ou por que a sugestão da mulher fosse culminar em mais tempo naquele serviço monótono. Por fim, decidiu que não estaria perdendo grande coisa oferecendo aquele relógio e o depositou na mão da ruiva de modo que ela o usasse, entre outros pertences, para complementar as armadilhas que virariam a noite. Não só isso, fez a benfeitoria ao auxiliá-la para que rapidamente pudessem ser libertados das algemas do proletariado.

    Voltar na noite, ou melhor, no final da tarde seguinte não foi algo motivador. Se no dia anterior estava com um humor melhor para não deixar que a monotonia lhe abalasse, isso não quer dizer que esse pensamento se perduraria por mais de um dia. Quando se trabalha com atividades em que não existe rotina e de repente se vê tendo que se tornar ''instalador de câmera de segurança'', foi daí que percebeu que sua vida deu uma reviravolta deprimente. E por mais que tenha sido admitido não fazia nem um mês na Confederação, a verdade era que o seu espírito volúvel já estava achando aquilo tudo entediante. De qualquer forma, antes de pensar em entregar uma precipitada carta de demissão, fez um esforço maior para retornar ao Gringotes.

    Os oficiais se reuniram novamente no saguão e ignorando o modelito de Andrej, Charles deu ouvidos para as novidades da tarde. Cruzou os braços e fez uma cara de ‘’duvido’’ quando teve que se deparar com as palavras: ‘’Hoje a diversão é mais intensa.’’ Bem, pelo menos ainda tinha a calorosa, divertida e jovial companhia dos duendes. Criaturas fascinantes, Badgley diria. Assim, aos olhos desses seguiu para o circuito de vigilância que os oficiais montaram no dia anterior. Procurou uma cadeira confortável e começou a passar as imagens.
    - Pipoca? - Perguntou com certa tiração de sarro e ironia para um dos funcionários daquele lugar e, lógico, foi ignorado. A programação das filmagens também seguiu a mesma sequência... Sem pipoca e zero reações. - Por que ainda me surpreendo? - Queria estar com o mesmo bom humor do dia anterior e respirou fundo para tentar resgatar aquele espirito. Não que estivesse impaciente, muito pelo contrário, mas vamos dizer que preferia gastar o seu tempo com dragões ou hipogrifos.

    Pois bem. Não havia nada de interessante naquelas gravações (oh, really?) e só teve que pausar umas quatro vezes o modo acelerado quando finalmente algo inusitado apareceu.
    - O departamento poderia ter investido melhor nesse material... Olha, que porcaria. - Disse para ninguém em específico quando tudo o que viu naqueles vídeos noturnos foram vultos. Poderia jurar que as pequenas coisinhas que surgiram eram de fato os pelúcios, mas no meio das imagens também pôde distinguir uma silhueta maior e humanoide. - Hei, amigo, se liga... Consegue distinguir quem é esse cara aqui? Há algum funcionário humano que trabalha à noite perto dos cofres? - Perguntou a um dos duendes que lhe escoltava, esperando que, enquanto isso, outro oficial se prontificasse a verificar se havia algo no cofre onde foram colhidas aquelas filmagens, ou seja, se o dono daquele vulto não deixou cair algo ou alguma ''pista''... Ou que tivesse uma ideia melhor para driblar o suposto trabalho perdido que foi instalar aquele circuito de câmeras que nem uma boa lente noturna tinha.

Interrogar um dos duendes sobre o vulto humano. .ação
Charles Badgley
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Charlie Matthews
 
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Re: Gringotts Bankfiliale [Banco Gringotts - Filial]

MensagemInglaterra [#217013] por Sarah Scarlett Maison » 07 Set 2021, 12:20

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    Do me a favour and stop asking questions
    TRAMA OFICIAL - 04



    Não que Sarah fosse uma pessoa ansiosa, tampouco tinha outros afazeres em sua agenda pessoal, apenas desejava resolver o quanto antes o problema no Gringots. Quanto mais rápido, menos alarde e também menos chances de acontecer uma tragédia. Com a mídia tão próxima do caso, a inglesa receava que os ânimos se exaltassem a ponto de cogitarem fazer algum mal as criaturas envolvidas no escândalo. Tinha ciência de que humanos cultuavam o hábito de serem punitivos e esta era a parte mais difícil do seu trabalho: lidar com seus semelhantes. Por sorte, seu chefe se mostrava ser um indivíduo com ideologias pacifistas como as dela e isso tranquilizava em partes o seu coração. É claro que a noite se arrastou e ela passou boa parte em claro. Sua intuição não era suficiente para provar nada, não à toa criaram armadilhas, mas estava claro que um dos duendes tinha a ver com esses crimes e usava pobres pelúcios para fazer o trabalho sujo.

    Detalhista, fez o caminho até o Beco Diagonal a pé observando todos os detalhes das manchetes trouxas e também dos jornais bruxos ao ultrapassar os limites entre os mundos. Os murmúrios sobre Gringots não ser mais um lugar seguro se espalhavam, muitos queriam a reabertura do local o quanto antes para fazer a retirada dos valores e também dos pertences. A confusão estava armada e ela balançava a cabeça em negativa. Era consideravelmente mais fácil lidar com um crupe ferido no jardim de um não-mágico a tratar da situação na qual estava metida.

    Cumprimentou os presentes com menos animação que o habitual. A carranca dos duendes era o que causava seu desconforto. Um suspiro longo e frustrado escapou por entre os lábios fazendo com que se sentisse inútil ao ser comunicada que o feitiço antiladrão não havia adiantado. – Desculpem-me – disse do fundo do coração, afinal, não somente o seu anel de ametista havia sido roubado, como também alguns outros colocados como isca. Esperava ao menos que as câmeras fossem suficientes para captar algo mais que criaturas mágicas, haja vista que todos já concordavam que havia um mandante arquitetando tudo.

    Vistoriava as imagens à procura de alguma pista sequer, mas tudo estava limpo. Não sabe quanto tempo havia perdido olhando aqueles monitores quando viu algo passar pelo cofre de número 3291. Voltou a imagem algumas vezes, mas não estava claro. Sarah se levantou imediatamente para chamar um dos simpáticos e prestativos duendes. – Rum... – pigarreou afim de indicar que precisava de ajuda. – O senhor poderia, por gentileza, verificar se o cofre de número 3291 foi violado durante a madrugada? Nas filmagens há uma movimentação estranha na frente dele, mas está turvo demais para ter precisão. – Mantinha toda a cordialidade que podia para ver se assim teria a ajuda necessária.

    Não tardou para que a informação fosse verificada – ao menos os duendes eram rápidos quando estavam dispostos a ajudar. Confirmaram que o cofre havia sido roubado durante a madrugada e isso deixou o clima ainda mais tenso. Ainda que Sarah acreditasse que os duendes estavam envolvidos, pelo burburinho causado e a raiva emanava daquelas criaturas, havia um traidor entre eles. – Não sei como funciona o trabalho de vocês e nem pretendo questionar os métodos, mas seria interessante a gente ter um mapa de quem cuida do quê até o caminho deste cofre. Assim podemos entender como a rota até o 3291 pode ser sabotada. – Sugeriu com respeito, mas ainda sim sentiu os olhares praticamente queimarem sua pele tamanha fúria.

    Ela saiu em disparada à procura de Andrej ou de Charles para compartilhar o que havia descoberto. Para sua positiva surpresa, Charles havia avançado na sua investigação e achado mais que um pelúcio nas suas filmagens. – Com licença, Charles. – Parou a poucos metros dele. – O cofre 3291 foi roubado, mesmo com as câmeras. Os duendes estão começando a brigar entre si e com essa suposição que passou para eles sobre um impostor, estão verificando as áreas de cobertura de cada um. Talvez a gente possa traçar uma rota de escape já que as câmeras não estão colaborando como gostaríamos. – A jovem se sentia desconfortável naquele momento com receio de falar mais alguma besteira ou parecer metida a sabichona. Já sentia que havia errado uma vez ao sugerir que os companheiros deixassem objetos como isca, não poderia vacilar de novo.



    INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

    AÇÃO: Descobrir quantos duendes têm acesso ao cofre que foi roubado. | MÚSICA: --
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Sarah Scarlett Maison
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