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Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

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Théâtre des Deux Vierges

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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemJapao [#197089] por Nagato Kurosaki » 23 Fev 2020, 03:26

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[REENCONTROS!]


    Mais uma vez, Nagato respirou fundo para manter a calma. Ele precisava manter a calma por mais que não quisesse. Estava num local que exigia uma postura mais séria. Mas, estar diante do cara escandaloso outra vez era demais. Havia o quê? Um mês desde o incidente no Apotecário? Provavelmente. O que o deixava ainda mais put*. Não tinha nem tanto tempo que se viram da última vez, ele merecia um descanso. Tinha todo o direito, na verdade! O rosto do Kurosaki começou a tomar uma cor avermelhada, estava ficando com raiva. Sendo que a raiva, não o levaria a lugar algum. Então, tratou de respirar fundo várias e várias vezes, recitando um mantra em sua mente: “Ele não vai me fazer passar vergonha… não vai.” Disse várias e várias vezes para si até ouvir a resposta dele.

    O cara abusado ainda tivera a audácia de lhe chamar de burro. — Como ousa dizer que não sei ler? — Sussurrou outra vez em tom incrédulo. — Estou no lugar em que tenho que estar. — Logo, ergueu o ticket cortado, mostrando o número de seu assento. — Quem não sabe ler aqui é você! — Disse, apontando para o rapaz. — Esse lugar é meu, fui convidado. Agora você, não faço ideia, mas, pode tirando o seu bumbumzinho daí que o dono da cadeira vai chegar. Infelizmente, ele está atrasado. — Nagato se sentia um cara um tanto azarado. Tantas pessoas para esbarrar pelo caminho e tinha que ser logo esse carinha? O deus Goku estava sendo cruel demais com sua pessoa.

    Bom, nem tanto. Ele diria com toda sua sinceridade que o rapaz era bonito, ainda mais trajando um smoking. Estava absurdo. Mais uma vez se deixou levar por aqueles lábios carnudos enquanto o encarava. Precisava mencionar o cheiro que ele exalava? Precisava… era delicioso. Sua raiva já nem era tanta assim, mas, não podia abaixar a cabeça para as mal criações que poderiam vir a qualquer momento. Precisava admitir que o cara era doido e necessitava de um remédio calmante. Nada que um comprimido sublingual não desse jeito naqueles nervinhos alterados. Um absurdo. Ele era médico, mas, não podia prescrever nada fora do hospital. Seria cômico se não fosse tão trágico.

    — O chefe do meu irmão vai chegar a qualquer momento e vai querer se sentar no lugar que lhe pertence. — Disse, sem deixar de encará-lo. O cara provavelmente ia chegar cansado. Assim como Shisui trabalhava muito, o chefe não deveria ser diferente e não ia querer ficar em pé. Aliás, não deveria e ele não deixaria. — Também não quero repetir o show do outro dia por causa da sua deselegância. Não se esqueça que quem é o escandaloso aqui é você e não eu. — Nagato fez questão de relembrar aquele fato e de repente, todo o ocorrido na loja do Slug se passou em sua mente como um flash. Havia sido tenso. — O espetáculo vai começar em breve e não vou tolerar que comece a gritar comigo aqui. Vai dar licença ou não? — Enquanto falava, o medibruxo mantinha sua voz em tom sussurrado.

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Editado pela última vez por Nagato Kurosaki em 23 Fev 2020, 03:57, em um total de 1 vez.
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemJapao [#197091] por Haru Kobayashi » 23 Fev 2020, 10:53

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Ele queria muito que a raça humana fosse extinta. Até hoje não sabia o que tinha dado na cabeça das forças divinas que regiam o universo para que extinguisse os dinossauros e deixasse os humanos vivos. Seres humanos eram inconvenientes e chatos e mereciam uma cacetada na cabeça vez ou outra. Mas, se haviam exceções raríssimas a regra de que todo ser humano era uma bosta, também existiam aqueles que ultrapassavam o nível de bosta que poderia atingir o ser humano, se tornando assim um recorde de inconveniência que estourava até os mais altos medidores do Guiness Book. Aquele tipo de pessoa que você não consegue aturar nem olhar para a cara.

Era aquele o caso do rapaz sentado ao seu lado. Ele deixava Haruno nervoso. Ainda mais nervoso do que aquele estouradinho costumava ser. O rapaz o deixava tão desconcertado que ele realmente sentia vontade de se erguer e procurar outro lugar. Ele era desconfortavelmente lindo. E não era de bom tom para Haruno ficar reparando em uma coisa daquelas. A beleza de outro homem! Aquilo era demais! Ele não era como Inari. Não via problemas em Inari ser como era, mas Haruno não podia. E Haruno não era. Ponto.Não importava o quão lindo aquele desgramento vinha a ser, Haruno não era gay apenas por constatar o óbvio, certo?

E... Do que diabos ele estava falando agora? Que Haruno quem estava no lugar errado? DE JEITO NENHUM! QUEM ELE PENSAVA QUE ERA? Respirou fundo se impedindo de começar algo que ele não iria poder parar dentro de um local tão refinado quanto aquele teatro. Era alguém de prestígio no ministério japonês e o representava ali naquelas terras estrangeiras. O que pensariam de seu povo se ele agisse assim? Bem... Aquele outro cara também era japonês e parecia não se importar muito. Seres humanos. Haruno revirou os olhos. Seres humanos deveriam, com certeza, serem extintos.

— Eu não vou rep... — Mas então a frase morreu em sua garganta e ele acabou tendo um ataque de tosse, engasgado com as palavras não ditas. Ele realmente havia acabado de dizer o que Haruno achava que tinha escutado? Ele havia sido convidado pelo... Pelo... Pelo chefe do irmão dele? — V-você por um acaso seria o irmão mais velho de Shisui Kurosaki? — Ele tentou recompor a postura e se livrar do ataque de tosse com um pigarro. Não podia ser. Ele não tinha como ser tão azarado assim. Tinha que ser uma coincidência enorme que aquele rapaz dos infernos estivesse ali para encontrar o chefe do irmão e Haruno estivesse ali para encontrar o irmão de seu funcionário. Não era possível!

Mas, parando para pensar direitinho... Shisui e aquele cara tinham muitos traços em comum. Principalmente o traço espalhafatoso da personalidade. Se aquilo fosse um mal de família tudo estaria muito bem explicado. Defeito genético. Isso acontecia muito com os filhotes de animais com histórico agitado, certo? Os filhotes saiam quase tão ou até mais agitados que os progenitores. Shisui dizia ter mais três irmãos além dele próprio. Haruno tinha pena dos pais dessas crianças se realmente o homem a sua frente fosse, de fato, irmão de Shisui. Mas ele tinha de confirmar, não é?


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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemJapao [#197336] por Nagato Kurosaki » 02 Mar 2020, 02:30

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    Nagato esperou por alguns segundos a resposta do rapaz ao seu lado. Entretanto, no instante em que ele começou a falar, teve um acesso de tosse, o que o deixou preocupado. Ele era medibruxo, tinha que se preocupar numa situação daquela. Mesmo o cara sendo um completo idiota, nunca recusaria ajudá-lo. Com pressa, o Kurosaki o puxou um pouco para frente e massageou suas costas. — Você está bem? — O rapaz parecia melhor e assim que conseguiu respirar lhe fez uma pergunta o deixando um pouco confuso. O que raios era aquilo? — C-conhece o meu otouto? — Falou com muita surpresa.

    Dentre todas as ironias e desgraças do mundo, aquela era a última coisa que Nagato queria. — Não vai me dizer que você é o chefe do setor de criaturas mágicas do Japão? — O Kurosaki alisou as sobrancelhas por alguns segundos, respirando fundo. Ele sentia muito dó de seu irmão naquele momento. “Imagina trabalhar com uma pessoa que só sabe gritar?”, pensou. “Coitado do Shisui…”. — Você não é assim no trabalho, é? Escandaloso que eu quero dizer. — Perguntou com sinceridade. — Porque se você grita do jeito que está acostumado a gritar com o meu otouto… — E sua frase morreu. Ele estava ficando um pouco alterado, seu sussurro não era mais tão sussurrado assim. Sem falar que… o que iria fazer contra o chefe de seu irmão? Esganá-lo? Não era uma opção ruim, mas um tanto imprópria.

    Mais uma vez ele suspirou, esperando que tudo o que havia falado fosse respondido antes da peça começar. Eram raras as vezes que se dava esse luxo de sair de um plantão para fazer um passeio. Sua preferência era sua cama… relaxar, contar shurikens e dormir. Mas, dormir muito. Se aquele homem fosse realmente quem julgava que era, ele precisava escrever para Shisui com urgência. Estava indignado. Sua mãe só gritava com ele e seus irmãos quando demoravam para fazer o que ela mandava ou respondê-la. Isso era motivo dela bater na porta do quarto até quase estourá-la. Chiyo era forte. Fora isso, ela era uma mulher muito tranquila.

    Nagato olhava para o rapaz ao seu lado com certa desconfiança. A aparência dele não lhe era tão estranha… mas, ele não sabia de onde conhecia o cidadão ao seu lado tirando o dia do apotecário. Uma coisa ele não podia negar: se ele fosse mesmo o chefe de seu irmão, Shisui trabalhava cercado de pessoas bonitas porque o chefe dele era muito bonito. Também tinha Inari, seu amigo de escola. O Kurosaki sabia que seu amigo trabalhava lá era bonito e também era uma excelente companhia para seu otouto, apesar de ser muito desligado. Mas para trabalho, seu amigo era uma pessoa centrada e muito competente. Sem falar que o próprio Shisui era muito bonito, a genética da sua família era excelente. Yamato e Mitsuki também eram lindos. Seus irmãozinhos.

    A questão era que se o rapaz ao seu lado fosse quem ele achava que era e maltratasse seu irmão, iria denunciá-lo por abuso de poder. Ninguém podia fazer nada contra Shisui e nem nenhum de seus irmãos. Os protegeria com a própria vida se fosse preciso.

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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemJapao [#197344] por Haru Kobayashi » 02 Mar 2020, 14:54

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Ele não se considerava uma pessoa sortuda, mas daí a ter aquele nível de azar? Impossível! Sentia sua garganta fechar em uma agitação sem igual que ele não sabia nem explicar como havia se instaurado ali. Ele estava nervoso e isso fazia com que a raiva aparecesse. A raiva sempre aparecia quando ele menos queria que ela aparecesse. Mas como ele poderia se livrar daquilo? Ele era estourado. Muito estourado. Era parte de quem ele era. Desde pequeno era daquele jeito. E, sem contar que, quem raios ficaria calmo frente a uma situação tensa como aquela? Aquele cara... Aquele cara desprezível que o fizera ser expulso do apotecário era o irmão mais velho de seu funcionário mais problemático?

Quando o rapaz perguntou se ele conhecia seu otouto Haruno engoliu seco e moveu a cabeça afirmativamente. Ia falar quem ele era quando o outro deduziu e colocou em voz alta. Não era difícil de chegar àquela conclusão certo? Ele era o chefe do departamento de controle das criaturas mágicas no Japão. Era o chefe de Shisui. Chefe do irmão dele. Ia dizer que não queria confusão, apenas assistir a peça em paz, mas aí sentiu o tom ríspido chegar no tom de voz de seu interlocutor. Ia acabar gritando e endossando as acusações se continuasse daquela forma. Ele não queria dar um novo showzinho então tentou respirar fundo.

E agora ele estava o ameaçando? Quê???? QUÊ???? Quem ele pensava que era? — A forma como eu trato ou deixo de tratar os meus funcionários não lhe diz respeito. Aproveite o espetáculo. — Ele estava impressionado consigo mesmo por não ter alterado o tom de voz. Mas não poderia continuar ali se quisesse manter a sanidade intacta. E daí que os ingressos haviam sido caros? A peça ainda não tinha começado... Iria encontrar alguém lá fora e dar o ingresso pra pessoa. Ia conversar com um dos atendentes da bilheteria porque o ingresso já havia sido marcado como usado. Mas tinha certeza que se conversasse direitinho com alguém tudo se resolveria.

Se bem que... Ele iria alegar o que? “perdão, poderia dar meu lugar para outra pessoa? Quem está do meu lado é insuportável e eu não vou conseguir assistir ao espetáculo desse jeito de qualquer forma.” Não. Não poderia dizer aquilo. Não iriam fazer o que ele pedia se ele dissesse algo como aquilo. Ele tinha de pensar em outra coisa. Talvez dizer que estava doente. Dor de estômago. Sim, ele tinha gastrite nervosa, certo? Não era de todo mentira que não estava se sentindo bem. Estava tão irritado pelo que havia acabado de acontecer ali que seu estômago já começava a dar sinais de que iria doer a qualquer momento. Fez uma nota mental para passar na farmácia para comprar um sal de frutas para tentar acalmar azia até chegar em casa e poder tomar uma boa dose de ranitidina. Pediu licença a todos que estavam no caminho e eles encolheram as pernas para ele passar. Agora já estava na reta final e quase quase livre da companhia do irmão mais velho de Shisui Kurosaki. Definitivamente aquela família tinha problemas. E de problemas com humanos Haruno queria distância.


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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemJapao [#197896] por Nagato Kurosaki » 19 Mar 2020, 21:53

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      A respiração de Nagato soou pesarosa ao receber o consentimento do rapaz ao seu lado quando o perguntou se era o chefe de Shisui. “O mundo é do tamanho de um ovo, não é possível. Com tanta gente no Japão! Logo no Japão!”, sua mente estava inquieta. Estava faltando muito pouco para o espetáculo começar, as luzes já haviam diminuído e ele precisava entrar num acordo com seu acompanhante. Entretanto, havia ficado nítido que ele não tinha gostado nem um pouquinho de ser questionado sobre o seu modo de trabalho.

      Isso fez com que o rapaz lhe desse um fora, dizendo que não era da conta de Nagato o modo como tratava seus funcionários. O que era compreensível e realmente não era da conta dele. Se Shisui ainda estava lá, era porque além de gostar muito do que fazia, não era maltratado por seus superiores. Shisui não iria ouvir gritos em silêncio, como qualquer um dos Kurosaki. A não ser que fossem os gritos de sua mãe. As vezes a mais velha falava sozinha, mas, se ela estivesse certa, ninguém discutiria. Nagato só não esperava que o rapaz o deixasse para aproveitar o espetáculo sozinho. Ele se ergueu e pediu licença àqueles que estavam acomodados e foi embora.

      O Kurosaki ficou desacreditado e por alguns segundos, não estava acreditando no que estava acontecendo. Isso não era motivo para o medibruxo ser abandonado e por isso, ele se levantou. Mesmo com o rapaz já caminhando pelo corredor. — Excuse. — Pediu licença outra vez aos que estavam sentados, mas, na direção oposto, por que foi por ali que o rapaz saiu. Devagar e do modo mais gentil possível, ele saiu da fileira. O chefe de Shisui estava perto da porta e isso fez o Kurosaki apertar o passo a ponto de quase correr. Ele viu o rapaz sair e isso o preocupou mais e aí sim, deu uma breve corridinha.

      Quando saiu do teatro, avistou o rapaz andando com menos pressa e se aproximou dele. — Por favor, não grite... — Pediu com as mãos erguidas em rendição. — Eu não tinha intenções de ser deixado sozinho. — Comentou com a voz calma. Estava um pouco envergonhado. — Eu não devia ter perguntado sobre o modo como trata seus funcionários, mesmo meu irmão sendo um. — Nagato alisou sua nuca e suspirou. — Realmente não quer voltar para lá? — Perguntou já suspeitando da resposta, mas, precisava perguntar. O medibruxo sorriu ao ouvir a exclamação do desconhecido que havia conhecido no apotecário. — Mas é claro que eu ia vir. — Isso o fez reclamar e era óbvio que o rapaz iria explodir.

      Nagato respirou fundo para não perder a razão outra vez. Iria se conter e seria paciente. Ouviria tudo o que precisaria ouvir. O Kurosaki havia tirado conclusões precipitadas mesmo e não tirava a razão dessa parte. — Eu pretendo conversar um pouco. Será que é possível? Não sei nem o seu nome! — Era uma verdade. — Podemos começar do começo. Oi, eu sou o Nagato e gosto de abraços quentinhos. — Ele não podia perder aquela piada. — Brincadeira. — Deu um sorriso amarelo, mas, sua mão direita estava estendida. — Sou irmão mais velho do seu funcionário, Shisui e peço desculpas por ter sido um pouco precipitado lá dentro. — Ele estava disposto a conversar, não sabia do outro.

      Foi com certa relutância que recebeu a resposta e finalmente descobriu o nome do ser humano. Haruno Kobayashi. O sobrenome era muito conhecido em seu banco de dados mental. — Bom, Haruno... você está perdendo um abraço e tanto. — Disse, orgulhoso de si. — E... por algum acaso você tem um irmão chamado Inari? —Comentou, dando uma leve risada. — Fomos amigos de escola. — Nesse momento, Haruno segurou sua mão e Nagato a apertou, ainda falando da circunstância em que se encontravam. — Quer uma circunstância melhor para poder dizer que é um prazer me conhecer? Posso dar um jeito nisso. — Mais uma brincadeirinha com uma pitada de verdade. Estava sendo mais forte do que ele.

      O sorriso de Nagato aumentou ao saber que sim, estava conversando com o irmão mais velho de seu amigo Inari. E eles ainda trabalhavam juntos, logo, trabalhavam com Shisui também. Por isso que ele nunca soube de alguma reclamação da parte do seu otouto. Mas também pudera! Estava lidando com uma figura extremamente divertida que era Inari. — Isso deve ser interessante. — Comentou o Kurosaki. Haruno não havia gostado de suas piadinhas e isso só fazia Nagato se soltar cada vez mais. Quando o rapaz lhe perguntou se gostaria de entrar para ver a peça, ele estendeu o braço para que Haruno o pegasse. — Por favor. — Os olhos do medibruxo estavam presos aos do Kobayashi. Ele se considerava atraído pelo rapaz.

      No fundo, Nagato sabia que Haruno não daria o braço a ele, mas precisava tentar. Haruno passou por ele e seguiu uma vez mais para o teatro. — E lá vamos nós... — Soprou no ouvido dele no instante em que chegaram na fileira de seus assentos. — Excuse... pardon... — Novamente, o medibruxo pedia licença e usava seu francês barato. — Bom espetáculo. — Disse, deslizando um dos dedos de forma carinhosa na mão do Kobayashi. Nagato não se sentia tão desafiado a conseguir a atenção de alguém há muito tempo e estava gostando da sensação outra vez.

      Haruno não o respondeu, mas, o Kurosaki não se incomodou. Muito pelo contrário. Os olhares se cruzaram novamente e os lábios estavam tão próximos que o medibruxo precisou se segurar para não capturá-los para si. Ele gostava de olhar os lábios de Haruno e só aquilo o hipnotizava. Beijá-lo, segundo seu inconsciente muito consciente, deveria ser algo que ia além do que as palavras podiam explicar. Ele deixou as respirações se encontrarem e por mais que estivesse muito tentado, não o beijou. Deixaria o melhor para o final. Nagato virou o rosto para frente, afrouxando um pouco sua gravata e abrindo os primeiros botões de sua blusa. Estava com calor. Seu dedo mindinho continuou tocando a pele da mão de Haruno de forma suave e enquanto o espetáculo acontecia, ele prendeu o seu dedo mindinho dele.

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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemJapao [#197897] por Haru Kobayashi » 19 Mar 2020, 22:13

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Ele estava com muita raiva. Estava fervendo por dentro. E por fora também. Como alguém podia ser capaz de causar tantas sensações diferentes assim nele? Era a primeira vez que ficava tão desconcertado. E ele não gostava nada daquilo. Pausou a caminhada para respirar um pouco e olhou para o céu. Haviam estrelas nele e ele tentou contá-las. Contar coisas costumava funcionar para acalmar as pessoas, não é? Dez, onze, doze... E a voz irritante tomou conta do ar, atingindo seus ouvidos como uma bala de canhão descontrolada. -- Eu não acredito que você veio atrás de mim! -- Uma parte dele estava feliz em ver que ele fazia alguma questão de sua companhia. Mas a outra... -- O que pretende exatamente? Me tirar do sério lá dentro até que expulsem a gente como foi na loja? Ou ficar questionando coisas das quais você não sabe como se eu fosse alguma espécie de vilão que deve ser combatido? Você por um acaso já perguntou ao seu irmão como eu sou como chefe pra ficar tirando conclusões precipitadas? -- Ele só não estava gritando porque não queria fazer um papelão no meio da França. Ok. Ele era estressado. Isso não mudava no trabalho. Mas ele também era um dos chefes mais compreensivos da face da terra. Sabia disso. Tinha orgulho disso. De sua ética. E não deixaria que um completo estranho o acusasse de qualquer coisa como aquele ali estava o fazendo.

O Kurosaki cujo nome Haruno não sabia não se esquivou de suas acusações. Ele queria conversar um pouco e parecia realmente empenhado em fazer Haruno não explodir com ele. O chefe do departamento de criaturas do ministério japonês revirou os olhos cruzando os braços. Pra ele não era assim tão claro que o rapaz iria vir atrás dele, mas não discutiu. Ele estava ali agora e não tinha motivos para insistir naquele ponto da conversa. Não iria dar em nada. Ele queria se apresentar. Queria que os dois começassem do começo. Nagato. Esse era o nome dele. Mas que espécie de nome era Nagato? Haruno olhou da mão dele estendida para seu rosto e de seu rosto para a mão dele estendida novamente. -- E daí que você gosta de abraços quentinhos? Eu não vou te abraçar! -- Foi rápido em responder. Não havia entendido a referência do outro. -- Sou Kobayashi. Kobayashi Haruno. Gostaria de dizer que é um prazer conhecer você, mas as circunstâncias não permitem. -- Ele foi sincero e, com alguma relutância, descurzou os braços e apertou a mão dele em um cumprimento.

Haruno queria bater em Nagato até tirar aquele sorriso lindo e irritante de seus lábios. Queria mesmo. Queria muito. Talvez nunca tivesse desejado tanto nada em sua vida. E aí ele disse o nome de sei irmão mais novo e Haruno engasgou com com a própria saliva. -- Inari é seu amigo? Não pode ser. Devem existir inúmeros Inaris no mundo. --Mas não um Inari Kobayashi, Haruno tinha de admitir. As famílias bruxas no Japão eram meio que poucas e Kobayashi ele só conhecia a dele. -- Mas sim, meu irmão mais novo de chama Inari. E trabalha pra mim junto com o seu irmão. -- Mas que inferno de mundo pequeno! Haruno tinha certeza de que não estava perdendo nada não querendo abraçar Nagato, diferentemente do que ele havia falado. Mas também não quis dizer aquilo em voz alta. Preferiu também ignorar o comentariozinho infeliz que Nagato havia feito após Haruno dizer que não era um prazer lhe conhecer. -- Vai querer entrar pra ver a peça ou vai ficar aí falando feito um grol? -- Perguntou já começando a ficar irritado de novo.

Nagato disse que achava que aquilo deveria ser interessante. O que deveria ser interessante? Seu irmão era alguma espécie de palhaço agora pra Nagato ficar achando "interessante"? Ele torceu o nariz e soltou a mão do rapaz. Mas, mais uma vez, não disse nada. Nagato o olhou nos olhos de uma forma que acabou fazendo seu coração disparar. E ele odiava isso fortemente. Por que diabos ele precisava ficar fixando os olhos nos dele daquele jeito? E ainda por cima estendeu o braço para que ele segurasse! Nos sonhos dele que ele seguraria! Passou por ele ignorando a oferta solenemente e se dirigiu para o interior do teatro. Obviamente a peça já havia começado e eles deveriam ter cautela para não atrapalhar os telespectador enquanto seguiam para seus devidos lugares.

Ele era muito abusado. Muito abusado mesmo. Que tipo de pessoa ele achava que era? Haruno não estava conseguindo se segurar a raiva que vinha sentindo. Ele estava... Sussurrando em seu ouvido e acariciando sua mão? Ele não tinha noção do que estava fazendo???? Ele tentou engolir o ataque que iria dar, mas não conseguiu. Se virou para ralhar com ele no instante em que ele desejou um bom espetáculo para ambos. O que Haruno não esperava era que seus rostos estivessem tão próximos e, com a virada abrupta que dera para encará-lo, acabasse capturado por aqueles olhos que ele já havia percebido serem tão lindos. Sua respiração falhou por um minuto e, sem o menor controle de si, Haruno se pegou desejando aqueles lábios que adornavam de modo tão harmônico o rosto de Nagato Kurosaki. Que tipo de situação era aquela? Que tipo de sentimento esquisito era aquele?

E aquela simples profundidade havia lhe servido como o combustível final para que inflamasse de vez. Inflamasse em uma espécie de desejo que o consumia de dentro para fora. Nagato Kurosaki era o tipo de pessoa que o tirava do sério de todas as formas possíveis e inimagináveis. E, se ele houvesse se aproximado mais ou continuado tão perto por mais alguns segundos Haruno teria o beijado. Mas até que ele tinha um pouco de senso e se virara para assistir ao espetáculo que estava começando. Haruno respirou fundo tentando apagar aquele fogo discretamente. Sempre tomando cuidado para que sua desagradável companhia não percebesse.


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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemJapao [#198775] por Nagato Kurosaki » 05 Abr 2020, 23:07

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[REENCONTROS!]


      Ele havia frequentado muito pouco um espaço como aquele. Teatro era algo que ia além de sua realidade por ser um tanto caro e também por não ter pessoas para lhe acompanhar, e também por falta de tempo. O Kurosaki gostava de ficar diante da televisão, em seu apartamento ou na casa de seus pais, reassistindo pela vigésima vez em sua vida Dragonball Z - Saga Majin Boo do que gastar dinheiro em eventos como aquele. Até porque, existiam eventos de animes e mangás em que ele poderia gastar seu suado dinheirinho. “Quanto mais action figure, melhor!”, esse era o seu lema e o levava muito a sério.

      No entanto, estar num teatro e na França tinha lá suas vantagens, mesmo sendo inusitado. Nagato sentia-se à vontade no local, examinando cada vislumbre de luz que emanava do palco e cada ação dos atores à sua frente. Era realmente incrível e agradeceu mentalmente ao deus Goku por ter ido atrás de Haruno, fazendo-o não desistir do espetáculo. Não teria graça alguma estar ali sem a presença do mais velho já que tinha sido convidado por ele. Seu dedo mindinho ainda estava preso ao dele quando escutou o grito do protagonista da peça. O medibruxo envolveu toda a sua mão na dele e a apertou com um pouquinho de força, mas a soltou devagar em seguida.

      Nagato preferiu não olhar para o Kobayashi naquele instante, não queria ver que ele não havia gostado do gesto e algo lhe dizia internamente que se o encarasse, poderia encontrar um olhar carregado de reprovação. Ele havia gostado e estava sentindo um calor esquentar as maçãs de seu rosto. A todo o momento, seu corpo soltava faíscas com o mínimo de contato com Haruno e isso o estava deixando agoniado porque não entendia o porquê aquilo acontecia, e principalmente, se era recíproco. Enchendo os pulmões de ar e soltando devagar, o Kurosaki fechou os olhos por um breve segundo, tentando amenizar o clima em que se encontrava. Mais uma vez, tornou a encarar o palco e beber cada ação que ocorria ali.

      A peça em que estavam assistindo chamava-se Édipo Rei, a tragédia grega do dramaturgo Sófocles. Ele a conhecia, havia lido há muitos anos e ver aquele enredo ser expressado diante de seus olhos era algo de tirar o fôlego. Não sabia exatamente quanto tempo se passara, mas, podia ter uma ideia de que já estava no final devido a cena que se passava. Nem sentira o tempo passar. Édipo descobrira que era filho da própria esposa. Muitos suspiros assustados eram ecoados ao seu derredor, pois por mais que aquela história fosse do conhecimento de todos, ainda assim, estava sendo impactante ver aquilo, principalmente a parte em que ele fura os próprios olhos.

      Mas, para Nagato, nem tanto. Quer dizer, se automutilar era algo que incomodava suas orbes, agora, incesto? Ele estava mais que acostumado e depois de assistir “Papa to Kiss in the Dark”, o que viesse depois era pinto. A peça seguia para a cena final, com o final levemente alterado, com o rei de Tebas lamentando de sua má sorte. As cortinas se fecharam, deixando um silêncio desafiador que logo foi quebrado por aplausos e pessoas ficando de pé, gritando “Bravo!”. Ele mesmo era um e havia se levantado juntamente com Haruno. Seu sorriso era extenso e dessa vez, não havia como não encarar o Kobayashi. Tentou ocultar o que havia ocorrido entre eles há pouco no meio de toda euforia, só não sabia se estava dando certo. A cortina se abriu e todo o elenco estava ali, de mãos dadas, cumprimentando o público.

      Mais alguns longos minutos de aplausos antes dos atores se despedirem e as cortinas se fecharem de novo. Era hora de encarar Haruno novamente. O Kurosaki sorriu de um jeito especialmente comedido, seus olhos também sorriam e brilhavam diante do Kobayashi. — Ainda bem que voltamos, não? Foi incrível! — Suspirou. Se ele não tentasse falar alguma coisa iria explodir de dentro para fora. Estava entendendo, ainda que fossem sensações diferentes, como Haruno se sentia quando precisava engolir toda sua vontade de rasgar o verbo para brigar com ele. Torcia para que os ânimos do Kobayashi estivessem mais calmos e que pudessem conversar como duas pessoas comuns.

With: Haru Kobayashi
Wearing: This!
Note: perdão pelo atraso, again :/


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Nagato Kurosaki
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Kimmon Varodom Khemmonta
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemJapao [#198779] por Haru Kobayashi » 06 Abr 2020, 09:13

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I hate everything about you...


Haruno Kobayashi sempre fora um amante das artes cênicas. Ele adorava ir com os pais às apresentações teatrais tipicamente japonesas que costumavam ocorrer próximo de onde havia crescido com seus pais e irmãos quando pequeno. Ele havia pensado seriamente em retomar esse costume com Inari agora que trabalhavam juntos e tinham a oportunidade de estreitar os laços que acabaram ficando um pouco frouxos demais desde que Haruno havia saído de casa para morar sozinho. E, também, desde que Inari havia assumido abertamente ser homossexual para seus pais e eles tiveram a pior reação possível. Havia sido por isso que Haruno havia comprado aquelas entradas. Mas Inari estava ocupado e agora, naquele instante, aqui estava Haruno na companhia do irmão mais velho de seu funcionário Shisui, tentando aproveitar o espetáculo, mas com a cabeça o mais distante possível.

Não, ele não pensava em formas de estreitar os laços com o irmão mais novo. Não mais. Ele estava confuso, nervoso e extremamente incomodado por sentir aquelas coisas. Por que? Nagato Kurosaki, o homem ao seu lado, segurava sua mão vez ou outra e aquilo fazia um arrepio diferente perpassar todo seu corpo. Haruno queria piamente acreditar que se tratava de repulsa ou qualquer outro sintoma provindo de aversão, mas ficava bem complicado mentir para si mesmo quando todas as vezes em que se pegava olhando para o rosto do outro rapaz não podia evitar de pensar no quanto ele era lindo. Lindo quando sorria, quando estava concentrado e quando... Quando brigavam. E eles sempre brigavam, não é? Ele queria retirar aqueles pensamentos de sua mente e, por vezes, se pegou tentado a gritar com ele para que tirasse a mão dali, mas estavam no meio do espetáculo e aquilo seria completamente deselegante de sua parte. Já bastava o showzinho que haviam dado no apotecário. Não seria conveniente ser expulso dali também.

Quando o espetáculo acabou, Haruno seguiu a plateia e se ergueu, pondo-se a aplaudir de pé por uma peça de teatro a qual ele não havia prestado um pingo de atenção sequer. Bateu palmas de forma tão fervorosa que qualquer um dos presentes acreditaria que ele havia achado o enredo e as atuações nada menos que incríveis. Ele sabia o enredo de Edipo Rei, na verdade. Aquela não era uma peça inovadora e cheia de reviravoltas impensáveis. Pelo menos não para a época em que estavam. Afinal, todos já conheciam do que se tratava, certo? Um rei que acabava se apaixonando pela mãe sem saber que ela era sua mãe, matava o pai, casava com ela para no fim, quando descobrisse a relação incestuosa, arrancar os olhos e se pôr cego. Dramático o suficiente para quem não havia visto ou lido sobre tantas vezes quanto Haruno já havia lido e visto. Quando o elenco voltou para os agradecimentos finais, Nagato resolveu que era hora de voltar a puxar papo com ele. Haruno revirou os olhos e suspirou de forma pesada, mas discreta. Será que ele não podia simplesmente ficar de boca fechada não? Era alguma espécie de dispositivo na garganta que o obrigava a falar ou iria se auto destruir em cinco minutos? — Primeiro de tudo, por que você ficou segurando minha mão o tempo todo se a gente nem estava vendo nada de terror? — Ignorou a pergunta dele, cruzando os braços e interrompendo as palmas. Ele tinha de deixar as coisas claras. E era claro que ele estava odiando demais o toque de Nagato em sua pele. Odiava tanto que nem odiava de verdade e o pouquinho que gostava o confundia muito mais.


Interação com: Nagato Kurosaki ♥
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Haru Kobayashi
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