Dados Básicos do Fórum:

Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

Últimas publicações do Livro Vermelho:

Título Autor Visitas Data
Anotações importantes Ivan Shuisky 171 20/07/2021 às 02:33:17
Entrevista com um bolinho Ivan Shuisky 700 28/06/2021 às 20:30:35
Sabe aquele negódio de "não sei o que dizer, só sentir"? Por aí Ivan Shuisky 796 21/06/2021 às 01:10:49
Pra começar do começo Ivan Shuisky 965 19/06/2021 às 00:47:52
Ano 2 Sophie Agger Karhila 6219 16/01/2021 às 17:17:16

Central de Ajuda Zonko's:



Entre em contato por: [email protected]

Kremmlin Platz

Moderadores: Conselho Internacional, Confederação Internacional dos Bruxos, Special Confederação Internacional dos Bruxos

Re: Kremmlin Platz

MensagemJapao [#197088] por Izumi Miyamoto » 23 Fev 2020, 03:21

  • 17 Pts.
  • 10 Pts.
  • 160 Pts.
Still I call it magic
When I'm next to you...


    Seu coração estava acelerado e sua respiração também. Estava diante de Damien depois de tanto tempo. Izumi sentia saudades de absurdamente tudo e no instante que ouviu a voz dele, fechou os olhos por alguns segundos. Aquela situação era realmente real e ele estava perto do americano de novo. Até riu da resposta dele ao seu comentário. — Congestionado e lindo… dá no mesmo. — O medibruxo refez sua fala, notando o quanto o ruivo estava tímido. O americano demorou para olhar para seu rosto, mas, quando o fez, foi de maneira rápida. Também comentou que o Miyamoto continuava bonito e não havia mudado nada. — Eu digo o mesmo de você. Na verdade, acho que você cresceu mais… o que é um absurdo. — Respondeu, sentando-se ao lado dele no banco no instante que Damien recolhera um pouco mais a perna.

    A cada instante em que respirava, saía um pouco de fumaça de seu nariz. Mas, aquilo não lhe incomodava. Entretanto, não podia dizer o mesmo de Damien que aparentava estar com frio. — E também acho que mais sardas apareceram em seu rosto. Vai ver, elas são seus cabelos brancos por cuidar das crianças de Durmstrang. — Um breve riso escapou de seus lábios. — O que não deixa de ser algo encantador. — Disse, mantendo o sorriso em seu rosto. Ficou alguns segundos em silêncio, observando a quietude do americano. Devagar, a mão de Izumi alcançou a mão de Damien. — Olha para mim. — Pediu carinhosamente e entrelaçando seus dedos aos dele.

    O Miyamoto entendia muito bem aquela reação de Damien. Este levara meses para responder a primeira correspondência que Izumi havia lhe mandado após os anos que ficaram sem contato. Ele sabia que pessoalmente seria algo mais intenso e não iria desistir por causa disso. Esperou por cinco anos, não? Podia esperar por mais, sabia disso, seus sentimentos demonstravam isso. — Está frio demais para você aqui. Não acha melhor irmos para um local mais aquecido? — “E me deixar te esquentar?”, o nipônico queria completar, mas, se segurou e aguardou a resposta.

    O polegar de Izumi circulava pelas costas da mão de Damien, massageando a sua pele com carinho. Apenas aquele toque já estava valendo por todo o encontro e queria poder falar isso para ele, mas, precisava de uma reação antes. Ele baixou a cabeça e suspirou profundamente, antes de olhá-lo outra vez. Aqueles lábios… havia esperado tanto tempo para vê-los. Continuavam com a mesma maciez? Continuavam com o mesmo sabor? Ele mal podia esperar pela oportunidade de tomá-los para si. Por quê? Porque sim, eram de Izumi e ele tinha todo o direito de pensar e ansiar por aquilo.


With: Dam. | Wearing: This! + Cachecol
Imagem


Spoiler: Mostrar
Imagem
Izumi Miyamoto
Professor Hogwarts
Avatar do usuário
Park Hyung Sik
 
Reg.: 20 de Dec de 2018
Últ.: 29 de Jul de 2021
  • Mensagens: 285
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 17 Pts.
  • 10 Pts.
  • 160 Pts.

Postado Por: Lay.


Re: Kremmlin Platz

MensagemEstados Unidos [#197092] por Damien Morris » 23 Fev 2020, 11:35

  • 20 Pts.
  • 18 Pts.
  • 101 Pts.
Imagem


Either way I don't wanna wake up from you…


Damien conseguia ouvir com clareza as batidas do próprio coração. Será que Izumi também podia ouvir — além de ver — o quão nervoso ele estava? Ele não queria parecer mais bobo do que era na verdade, mas o caso era que se sentia com doze anos novamente. Apaixonado e tímido. Preocupado com o que o objeto de sua adoração estava pensando dele. Da última vez que aquilo havia lhe acontecido acabou se ferrando muito. Não queria repetir aquele inferno. Mas Izumi não era como Matt. Izumi havia lhe esperado por cinco anos assim como Damien havia lhe esperado pelos mesmos cinco anos.

Sentiu a mão dele se aproximando da própria e seu coração parou por alguns segundos. Ele se esqueceu de como se fazia para respirar. E então veio o pedido. Izumi queria que ele o olhasse. Fazer algo tão simples nunca lhe parecera tão difícil. Ter o rosto de Izumi assim tão perto do dele o fez corar ainda mais intensamente. Os lábios de Izumi eram convidativos e seus olhos negros como um céu em meio a madrugada pareciam prendê-lo em uma espécie de feitiço onde tudo o que Damien conseguia fazer era alternar seu olhar dos olhos aos lábios e dos lábios aos olhos. Parecia uma cena clichê de novela ou filme de comédia romântica.

Ele queria dizer algo. Ele precisava dizer algo. Mas tinha medo. Medo de estragar tudo. Medo de dizer a coisa errada. Medo de se entregar demais e acabar se machucando. O polegar de Izumi circulava a pele das costas de sua mão e aquilo era simplesmente bom demais para ser real. — As crianças... Er... As crianças de Durmstrang são meio loucas. Mas adoro cada uma delas. Queria poder ajudá-las mais, sabe? Tem pelo menos 7 suicidas diferentes para cada dez atendimentos que eu faço... — “E isso acaba sendo um baita gatilho para mim”, ele queria completar, mas não o fez. Sentiu que não havia necessidade de preocupar Izumi com relação a ele próprio. Ele estava indo bem e não queria de jeito nenhum ter de abandonar suas crianças.

A conversa não parou por aí e Izumi perguntou se poderiam ir para um lugar mais aquecido. Damien assentiu com um sinal de cabeça. Ele morava bem próximo a praça e não veria problema em levar Izumi até seu apartamento. Havia pedido uma comida especial em um dos restaurantes mais bem falados da redondeza (e que não era muito caro, importante ressaltar) e trariam a comida no horário combinado que não estava assim tão distante. — Eu pedi um jantar... E moro bem ali na esquina... Se quiser podemos ir pra lá. — Esperava não ser mal interpretado. Aquela seria noite de ceia e estava feliz por passar um momento tão importante com Izumi. Depois de tanto tempo. De tantos anos. — Quando der meia noite vou precisar fazer uma ligação de espelho para minha família. Se você não se importar... Queria que participasse dela também. Tenho certeza que Darien vai adorar te ver. E... Ele ficou de me apresentar ao namorado dele. O tal Norris vai passar o natal na casa da minha família. — Comentou com sinceridade ainda esperando a resposta dele sobre irem para sua casa de uma vez.


Interação com: Izumi MIyamoto
Imagem



Spoiler: Mostrar
Imagem


Spoiler: Mostrar
Imagem
Damien Morris
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Eddie Redmayne
 
Reg.: 30 de Jan de 2019
Últ.: 28 de Jul de 2021
  • Mensagens: 159
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 20 Pts.
  • 18 Pts.
  • 101 Pts.

Postado Por: Nick/Pinscher.


Re: Kremmlin Platz

MensagemJapao [#197335] por Izumi Miyamoto » 02 Mar 2020, 02:28

  • 13 Pts.
  • 20 Pts.
  • 81 Pts.
Still I call it magic
When I'm next to you...


    Demorou alguns segundos para que Damien atendesse ao seu pedido e isso fez com que Izumi se perguntasse se havia feito algo de errado. Mesmo indo com calma e sabendo que o ruivo tinha sua inseguranças. Mas, a espera valeu à pena. Assim que os olhares de ambos se encontraram, um sorriso nasceu nos lábios do Miyamoto. Os rostos estavam tão próximos que ele precisou se segurar muito para conter seu impulso de agarrá-lo ali mesmo. As mãos de Izumi continuaram unidas a do americano enquanto ele começava a falar. Pelo jeito, o nipônico havia tocado num assunto que empolgava o mais novo: seus pacientes.

    Ele deu uma suave risada ao ouvir a resposta de Damien, porque entendia um pouquinho do que ele passava. Mas, estava adorando ver o quanto Damien estava gostando da profissão que estava exercendo. Izumi queria saber de absolutamente tudo. Faculdade, trabalho, estágio da residência e outra gama de assuntos a respeito dele. Foram cinco longos anos longe. — Só lidei com um caso assim na escola esse ano, é complicado mesmo. — Disse, dando um suspiro pesado que saiu um pouco de fumaça de seu nariz. — Lá em Hogwarts as crianças costumam ficar mais resfriadas ou com dor de cabeça. — Comentou, ainda acariciando a mão de Damien que não estava tão quente quanto a sua. Ele não estava sentindo todo aquele frio que o americano sentia e estava preocupado com isso.

    No momento em que Damien concordou em saírem dali, o Miyamoto também assentiu com a cabeça e se sentiu mais aliviado. Mas, a continuação da resposta fez com que Izumi ficasse sério. — Pensei que ia me deixar cozinhar para você. — Comentou, fingindo estar muito indignado. Mas, logo sorriu largo outra vez e ele desejava muito não estar demonstrando malícia ao concordar com o convite de ir para a casa dele. Não que Izumi não estivesse a fim, ele estava. Um pouco. Mentira, ele estava muito interessado, mas, tinha de ir com calma. Não queria assustá-lo de modo algum. — No dia que for lá em casa, vou cozinhar para você todos os dias. — Aquilo já fora assunto de uma das correspondências de ambos e ele estava um tanto otimista. — Bom, a gente pode revezar também… eu posso pedir comida árabe. Você gosta de comida árabe? — Perguntou, notando que estava falando demais e respirou fundo. — Desculpe. — Disse, fechando os olhos. Sentia que estava estragando tudo.

    Até porque, Damien havia falado mais coisas e havia acabado desconversando, o que podia ser visto como falta de interesse, mas, não o era. — Ligue para a sua família meia noite, por favor. Conheça o namorado do seu irmão. Não vai me incomodar em nada, eu que espero não atrapalhar. — Izumi apertou um pouco mais as suas mãos contra as de Damien e fez o que estava querendo fazer desde que se sentara naquele banco. Colou seus lábios ao dele, dando um selinho demorado. Aproveitou a mão que estava livre para tocar no rosto do americano, aumentando um pouquinho a intensidade do beijo. Mas, precisava soltá-lo. — Vamos? — Disse, abrindo os olhos devagar. Izumi queria que Damien entendesse que teria muito mais daquilo se saíssem dali o quanto antes.


With: Dam. | Wearing: This! + Cachecol
Imagem


Spoiler: Mostrar
Imagem
Izumi Miyamoto
Professor Hogwarts
Avatar do usuário
Park Hyung Sik
 
Reg.: 20 de Dec de 2018
Últ.: 29 de Jul de 2021
  • Mensagens: 285
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 13 Pts.
  • 20 Pts.
  • 81 Pts.

Postado Por: Lay.


Re: Kremmlin Platz

MensagemEstados Unidos [#197343] por Damien Morris » 02 Mar 2020, 14:53

  • 1 Pts.
  • 19 Pts.
  • 37 Pts.
Imagem


Either way I don't wanna wake up from you…


Ele deixou um sorriso tímido escapar. Como Izumi conseguia ser tão perfeito e o desconsertar tanto? Ia dizer alguma coisa, mas nem chegou a começar a falar quando os lábios dele se fecharam nos seus. O gosto lhe era doce e familiar. Ele se lembrava de cada detalhe de quando haviam se beijado pela primeira vez cinco anos atrás. E a mesma sensação estava ali outra vez. O calor, o desejo, a entrega. Era estranho que fizessem isso no meio de uma praça pública na Rússia. O país não era lá o mais receptivo com aquele tipo de coisa, mas Damien não estava pensando nisso. Pelo menos não naquele segundo.

Quando separaram seus lábios ele abriu os olhos lentamente e abaixou a cabeça certo de que estava muito mais vermelho do que a casa a qual pertencera em Ilvermorny. Ele queria não ser tão tímido. Queria muito. Mas era muito mais forte do que ele. Era como se uma força superior se apoderasse de seu corpo para instaurar aquela vontade quase insana de levantar e sair correndo feito um louco para longe da situação. Mas, claro, agir de uma forma tão impulsiva acarretaria em muito mais vergonhas do que simplesmente ficar e tentar curtir o momento pelo qual esperara por cinco longos anos.

— Me desculpe... Eu... Eu queria te poupar do trabalho... Por isso pedi comida. Não achei que fosse se zangar. — Tentou se redimir ao ver que ele havia ficado chateado por não ter deixado ele cozinhar para Damien. Claro, para qualquer um estaria óbvio se tratar de uma brincadeira, mas não para Damien. Damien levava as coisas a sério demais quando estava nervoso. Mesmo que convivesse a vida inteira com mil pessoas sarcásticas o tempo todo ele parecia esquecer da habilidade de entender sarcasmo quando seus nervos estavam a flor da pele.

E então Izumi disse que no dia que ele fosse para sua casa iria cozinhar para ele o tempo todo. Damien sorriu sem jeito. — Aposto que sua comida deve ser deliciosa. — Ele olhou para Izumi dessa vez. A timidez começando a dar um pouquinho mais de brecha para que ele conseguisse agir normalmente. Ou tão normalmente quanto lhe era possível. O que não era muito, uma vez que estava quase sempre daquela forma tímida. — Sim, eu gosto de comida árabe, mas... Por que está pedindo desculpas? — Ele realmente havia ficado sem entender o motivo de tal alto.

— Por que você atrapalharia? Você está cuidado do Dary, não está? Você também precisa conhecer o namorado dele. Você já é como se fosse da família, Izumi. — A última frase saiu carregada com sua timidez. Mas precisava sair. Izumi precisava saber disso mais do que tudo. — Sim, vamos... — Ele segurou na mão do asiático e, juntos caminharam até o apartamento humilde alugado por ele. Não era o lugar mais elegante do mundo, na verdade passava bem longe de o ser, mas era o que o dinheiro do salário de Damien o permitia pagar. Ele girou a chave e a maçaneta. — Por favor, não repare. O lugar é meio... Humilde. — Comentou ao subir pelas escadas com ele. Sempre de mãos dadas.


Interação com: Izumi Miyamoto ♥
Imagem



Spoiler: Mostrar
Imagem


Spoiler: Mostrar
Imagem
Damien Morris
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Eddie Redmayne
 
Reg.: 30 de Jan de 2019
Últ.: 28 de Jul de 2021
  • Mensagens: 159
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 1 Pts.
  • 19 Pts.
  • 37 Pts.

Postado Por: Nick/Pinscher.


Re: Kremmlin Platz

MensagemGrecia [#203517] por Afrodite Hatzimichalis » 13 Jun 2020, 21:34

  • 14 Pts.
  • 10 Pts.
  • 95 Pts.
Com a família
with Poseidon


- Antes que eu me esqueça, obrigada pelas pedras, elas serão usadas numa das minhas próximas criações, assim como as conchas. - A loirinha agradeceu Poseidon, esse que havia aceitado ir visitá-la numa das folgas em seu trabalho. De todos os irmãos mais velhos, ele era o que melhor se dava, mesmo que tivesse vontade de fritá-lo numa frigideira gigante pela mania insuportável dele jogá-la na água. O garoto peixe também era o único dos mais velhos que sabia exatamente o que passara com Vulcano e diante dessa proximidade maior, ela gostava de poder conversar, pensar em outras coisas, assim como tentar livrar suas preocupações da mente. Na maior parte das vezes funcionava, outras apenas sentia um alívio no peito.

- Sinto falta de poder nadar, por incrível que pareça. Além de Durmstrang ser mais frio e o lago ficar congelado por muito mais tempo do que eu gostaria, não me sinto confortável ainda para isso. - Deu de ombros, desviando o olhar do mais velho e fitando nada em específico, mas sentindo as bochechas arderem levemente. A menina sempre gostou de desfilar com suas roupas de banho, mas desde o acontecimento com o ex namorado, havia se limitado e raramente escolhia roupas novas para usar. - Eu sei que é besteira, mas tenho medo, acabo ficando com receio do que isso poderia causar. - Respondeu de forma calma, muito diferente do seu tom irritadiço e teimoso habitual, isso porque ali, com o mais velho, podia ser sincera com seus sentimentos.

- Claro que nas férias, junto de Ares eu fiquei mais tranquila, porque ele me dá a sensação de proteção, de que nada vai me acontecer, mas como estamos separados nas dinastias e… digamos que tem muito mais gente do que nas férias, é mais complicado. - E contra tudo o que esperariam, Afrodite deitou a cabeça no braço de Poseidon, fechando os olhos por um tempo, como se tentasse controlar os pensamentos e não ter mais nenhuma crise de ansiedade ou de pânico. Há algumas semanas a loirinha não tinha crises e aquilo parecia ser uma evolução maravilhosa, se comparado com o início das aulas, que era praticamente diárias suas crises.

- Mas mudando de assunto. - Secou o rosto com uma das mãos e se ergueu, ficando de frente para o mais velho e abrindo um sorriso mais inocente e puro. - Adivinha quem conseguiu uma entrevista para o jornal e será matérias principal por ter uma habilidade maravilhosa com roupas! Isso mesmo, euzinha aqui! Pode ficar orgulhoso, eu deixo! - Comentou de forma animada, fazendo uma pequena reverência exagerada, apenas para realmente guardar os sentimentos ruins. Afrodite não queria ficar falando somente de coisas tristes com o garoto peixe, já que ele era um dos que a incentivava desde sempre. - Na próxima semana eu vou encontrar uma jornalista e mostrar meus desenhos, contar meu interesse e também um pouco dos meus trabalhos. Isso não é legal? Vai me ajudar bastante na carreira, já que ser somente modelo não vai trazer o que eu realmente desejo. Por falar nisso, será que você conseguiria me acompanhar? Mesmo eu sendo mais velha, queria ter a presença de alguém, só por garantia.
Imagem
Imagem

Spoiler: Mostrar
Imagem
Imagem
Afrodite Hatzimichalis
Mundo Mágico
Avatar do usuário
 
Reg.: 24 de Nov de 2013
Últ.: 23 de May de 2021
  • Mensagens: 587
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 14 Pts.
  • 10 Pts.
  • 95 Pts.

Postado Por: Niica.


Re: Kremmlin Platz

MensagemEstados Unidos [#214090] por Joshua P. A. Nolan » 06 Mai 2021, 14:21

  • 8 Pts.
  • 12 Pts.
  • 56 Pts.
Imagem
Elizabeth Nolan - NPC
Mãe do Josh





Como o maior erro de sua vida pode se tornar a melhor coisa que você já fez? Esse é um dos grandes questionamentos de minha vida. Sempre fui a garota responsável e sensata. A nerd que caminha pelos lugares certos e dificilmente se arrisca em alguma aventura louca. E mesmo assim, eu caí na lábia do cara sedutor que cheira a aventuras insanas…

Quem nunca? Conheci um cara que de filho exemplar, sério e estável, numa escorregadela, acordou nu num parque e que, depois de uns meses, recebeu uma filha em casa… Sim, essa era a minha história. Nasci de um deslize do meu pai, por quem fui criada e, depois de uns anos, como numa espécie de maldição, eu mesma passava pela situação: engravidei de um cara que mal conhecia, por quem caí de amores numa viagem à Rússia.

Era verdade, eu brinquei com fogo. Fui imprudente a um extremo que eu mesma declarava ser burrice, antes e depois do ocorrido. Mas não havia mais volta! Aborto não era uma opção para mim! Eu teria aquela criança e aí reside a melhor decisão da minha vida!

Meu pequeno Josh nasceu nos Estados Unidos, Nova yorquino de coração e alma. Sequer um resquício do sangue russo em suas veias. Eu jamais contei ao pai dele. E também, nunca revelei a Josh quem era o seu progenitor. Decidi ser mãe solo e não quis dividir nada, exatamente nada com Vicktor e assim seria até o dia de minha morte… mas eu não pensei que esse fantasma iria me assombrar tão cedo!

Depois que perdi meu pai, éramos apenas eu e Josh no mundo e, para cuidar melhor do meu menino, aceitei um emprego na Rússia. Nos mudamos para lá e logo Josh começou a demonstrar ser muito mais do que sabia ou compreendia. Quando meu menino fez 11 anos, descobrimos que ele era um bruxo. Na hora não sabia dizer se isso era devido ao sangue do pai, mas podia jurar que sim e confirmei a minha hipótese quando descobri que o pai do meu filho, era professor nessa escola mágica!

No primeiro instante, pensei em não aceitar a tal escola, ir embora da Rússia, e tudo o mais que a minha mente maluca me impulsionava a fazer. Não queria que pai e filho soubessem da existência um do outro mas, por fim, acabei ponderando que estava sendo egoísta demais e que, talvez devesse experimentar a interação entre ambos até poder me decidir sobre revelar ou não o meu segredo. Em todo o caso, Josh estaria acolhido nessa escola e estava tudo bem.

No entanto, ao que me parece, assim como a maldição do momento de insanidade que resultava em filhos, minha família também possuía uma outra maldição. Meu pai morrera anos antes, por causa de uma doença que, agora, se manifestava em mim, ameaçando arrebatar-me cedo demais e me desesperava a ideia de que eu podia deixar meu pequeno Josh totalmente só no mundo.

Não me restou outra opção além de lhe escrever uma carta combinando o encontro.


Spoiler: Mostrar
Querido Viktor…

“Querido, não! Ta louca?”

Estimado sr Viktor K. Zolnerowich …

“Formal demais”

Caro Vicktor,
Acredito que você não deve mais se lembrar de mim, mas creio que já fomos amigos no passado…


“Amigos... acho que foi um pouco mais que isso... "

Por isso, em memória da velha amizade quer tivemos, lhe peço que me encontre no próximo sábado, às sete da manhã…
“Tão cedo!?”

às nove da noite…

“Assim ele vai pensar que quero algo mais…”

dez da manhã, na praça do Kremmilin, pois tenho assuntos de extrema importância que lhe dizem respeito também. Por favor, não se atrase!

“Eu fugiria, se recebesse essa carta…”

Tenho assuntos de extrema importância que podem lhe interessar muito. Não lhe direi por carta, pois vejo que é um assunto delicado demais para tratar tão friamente, por isso, espero que atenda o meu pedido.
Por favor, venha…
Elizabeth Nolan.



Esperava que ele não achasse que se tratava de uma louca querendo reviver um antigo amor, pois, por mais que a lembrança de nossa aventura juntos me despertasse certa nostalgia, eu não sou assim tão maluca. Então, usei uma linguagem bem formal à qual pensei em acrescentar o carimbo da empresa onde eu trabalhava. Mas depois, achei que ia ser forçado demais e apenas encerrei com a minha assinatura.

Agora, catorze anos depois, lá estava eu, ainda debilitada pela doença com a qual eu lutava, à espera de Vicktor, no mesmo lugar onde nos esbarramos uma vez….




Off: Arquinho com o Vick da Lili <3 Toma q o filho é teu!! kkkkkkk
Imagem
"Tá tudo bem... mas tá esquisito..."
Joshua P. A. Nolan
4° Ano Romanov
Avatar do usuário
Andrew Garfield [1]
Tá tudo bem...mas tá esquisito...
 
Reg.: 24 de Feb de 2017
Últ.: 23 de Jun de 2021
  • Mensagens: 61
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 8 Pts.
  • 12 Pts.
  • 56 Pts.

Postado Por: Cléo.


Re: Kremmlin Platz

MensagemUcrania [#214120] por Viktor K. Zolnerowich » 08 Mai 2021, 22:59

  • 16 Pts.
  • 18 Pts.
  • 134 Pts.
Junho / 2021
(ano letivo anterior)


Vestia minha camiseta. O cinto ainda se mostrava desafivelado, em um desejo mudo de continuar aquele encontro, apesar da força do trabalho puxar em direção contrária. Não era sem verdade a frase do filósofo e revolucionário alemão de que o trabalhador só se sente à vontade no seu tempo de folga. Aqueles encontros com a inspetora estavam cada vez mais frequentes; por vezes, rolava troca de quartos em noites alternadas, encontros rápidos entre uma atividade ou outra seja minha sala seja dela. Tinha meus afastamentos aos fins de semana de Durmstrang, porém, o que eram duas noites de ausência comparada a frequência diária dos demais dias? Gostava dos nossos encontros. Tínhamos nossas diferenças, em boa parte ideológica, além da idade. Mas, convenhamos, ainda me considerava inteiro e de bom uso para um quarentão. Não eram o que diziam ser o ápice da maturidade para o homem? Aquela fase em que muitos se sujeitavam à crise existencial, eu me rendia aos prazeres incessantes da carne. Não era imortal e sabia... um dia a casa cai e não há magia suficiente para levantá-la. Lily tinha uma paixão sedenta a qual estava protegida e guardada somente para mim ali em Durmstrang sob uma máscara imperiosa, altiva para aquele bando de pirralhos e demais funcionários. Isto, aliás, deixava a morena ainda mais atraente. Gostava da sensação dela se mostrar inatingível enquanto eu tinha conhecimento de cada curva do seu corpo.

Seu marido era um corno, porém, não considerava isto problema meu. Era função dele proteger sua mulher, seu legado; não a minha de evitá-la por causa de um laço matrimonial ainda mais mantido às aparências. Ela me puxou novamente à cama pelo cinto, a olhar para o relógio ainda tínhamos alguns minutos para entregarmos de fato aos nossos compromissos laborais. Com a camiseta ainda à altura do antebraço, facilitei sua saída, deixando-a num canto qualquer enquanto me jogava para cima da inspetora, rastreando-a com os meus lábios. À janela, no entanto, alguém considerava pertinente nos roubar aqueles minutos. Uma maldita coruja batia freneticamente à janela de meu quarto sob um desejo nada velado de quebrá-la, caso continuasse a negá-la. O que estava funcionando ainda vestido, enquanto fitava Lily nua sobre a cama, agora já estava encolhido em seu canto, discreto, sem ousar desafiar aquele maldito animal. - Merda! Esta coruja é sua? - joguei-me na cama ao lado sob bufos, subindo minha calça ainda na altura do joelho para conseguir andar até a janela.

Óbvio! A coruja não era de Lily. Eu não fazia uso daquele correio mágico pitoresco, portanto era mensagem de alguém que não me conhecia pelo visto o bastante para não se atentar a métodos menos convencionais de comunicação. Dado o meio de transporte, não cogitava ser importante. Alguém sem nada para fazer, querendo exercitar sua coruja e encher o meu saco. Ou não, bem da verdade. Abrindo a janela, recebi a lufada de vento da primavera tímida, já sendo afastada pelo verão russo. A coruja era audaciosa, me bicando pela demora e partindo logo em seguida tão logo tirei aquele pequeno pedaço de papel de sua pata. - Que filha da mãe! - levei o dedo à boca para estancar o sangue.

Abri curioso o papel, mais pela sua existência e raiva dada a interrupção do que pelo conteúdo em si. Era curto, porém, direto, embora com palavras carregadas de subterfúgios de alguém do passado querendo fazer de sua existência algo memorável ao presente. De início, confesso, não liguei o nome à pessoa. Nomes nunca foram meu forte. Apesar de superdotado, não tinha memória eidética. A mulher (sim... era uma mulher, ou pelo menos se dizia) queria me ver no próximo sábado, ou seja, amanhã, dia este o qual iria para casa a fim de cumprir com minhas obrigações paternas e de presidente do clube. Lily não me questionou sobre o conteúdo, mas, dada a sua feição também não curtiu a interrupção e fora rápida o suficiente durante minha breve leitura e resgate memorial da mulher em questão para vestir sua roupa e estar praticamente de saída do quarto. - Ei... - chamei-a, afetado por sua atitude - calma... ainda dá tempo. Porquê você vestiu a roupa? - perguntei, sob queixa, enquanto me sentava na cama.

- Bom, olhe pelo lado bom disto - ergui o bilhete ao alto sinalizando sua existência, sob um sorriso travesso - teremos mais uma noite juntos. - pisquei. - uma 'amiga' - usava a categorização lida - marcou um encontro comigo na praça para tratar de um assunto delicado. - trazia ironia, achando pitoresco o lugar, mas, dava de ombros. Talvez, escolheu assim temendo minha reação. Em público, se julgava resguardada. Embora Lily achasse ter alguma consequência de merdas feitas pelo meu pinto no passado, julgava o contrário. E acho que isto a empurrou para fora do quarto de vez, deixando-me a ver navios, sob uma cama e mente desordenadas.

E somente tive a certeza disto, quando na praça eu finalmente liguei o nome à pessoa: Era a Liz, uma americana que havia conhecido há mais de dez anos e tínhamos ficado juntos por um tempo enquanto ela trabalhava na Rússia e eu... bom... eu volta e meia aparecia na Rússia, como um bom vizinho ucraniano e universitário, quase beirando os trinta que se preze. Liz era uma mulher atraente, apesar de americana. Americanos parecem não ter muita sintonia com o humor europeu, ainda mais o russo, o ucraniano. Muitos ainda padeciam da áurea da guerra fria, aquele preconceito arraigado do leste europeu, apesar desta já ter se extinguido há anos. Liz era uma das exceções, talvez, por já trabalhar com russos e, inclusive, falava muito bem o idioma. Não me lembrava com o que trabalhava, mas, servia de ponte entre as duas nações. Tinha o sorriso divertido; o olhar diferente, meio oblíquo, lançado por aqueles orbes escuros. Parecia esconder, embora mostrasse revelar-se sob sua intensidade. E fora isto que me fez chegar a ela, naquela praça inclusive. E daí, pensando melhor, a escolha do lugar. - Claro! - sorri, reflexivo.

Naquele dia, tinha acabado de discutir com meu coroa ao telefone. Estava à Moscou por causa de Vlad. Tínhamos saído na noite anterior, eu acho. E estava com uma p*** dor de cabeça. Precisava atravessar aquela praça enorme para meu destino final. Porém, também precisava me abastecer. Estava faminto. E assim, parei num pequeno quiosque que abastecia turistas basicamente com rápidas refeições. Era o que precisava. Devo ter posto mais álcool na minha água, café. Sempre faço isto quando estou de ressaca. Acho que ajuda. E também não negava às origens de meu sangue russo paterno. Russos que se prezem, afogam as mágoas no álcool. Liz também estava ali. E foi assim que nos conhecemos. Disto eu me lembrei, tão logo a vi mais de uma década depois, havia gostado do seu sorriso enquanto mexia no celular.

Achei estranho sua carta. A medida que o tempo passava, nossos encontros se tornaram mais espaçados até se extinguirem de vez. Não imaginava motivos para aquele reencontro. Afinal, se fosse gravidez, como Lily imaginara, ela durou muito tempo para um humano. Não parecia precisar de dinheiro, tampouco eu seria uma opção pensada sobre. Estava a passeio no país vermelho e julgou suas palavras um atrativo para um reencontro casual? Duvidava. Não fazia o estilo dela. Sob uma curiosidade palpável no olhar, tirava meu capacete, enquanto a procurava com o olhar. Deixei-o sobre a moto, andando enquanto guardava a chave e claro, buscava um cigarro no bolso para aquecer os neurônios. Ajustei a roupa, passando a mão nos cabelos para ajeitá-lo. Sempre ficava uma merda quando tirava o capacete.

Demorou um pouco, mas a achei não muito distante da Catedral São Basílio; aquela toda escandalosa, sobre suas cores vibrantes na praça, cuja frente havia uma estátua de 1808, representante do Açougueiro e o príncipe em comemoração à expulsão dos poloneses. A despeito de caráter religioso, achava o lugar legal, para um historiador que se preze, ali a história russa vibrava em cada canto. E, coincidentemente (ou não) a minha, pelo visto também. Aproximei sem jeito. Sei lá. Mesmo nossos encontros sempre calorosos e bem íntimos, o tempo junto com o distanciamento trataram de trazer aquele incômodo, ainda mais pelo fato de estar tateando no escuro sobre o motivo de estarmos ali. - Hum... Liz? - chamei-a pelo nome que usava na época. - E ai, tudo bem? - cumprimentei-a com a mão, jogando o cigarro fora com a outra. Damos aqueles beijinhos no rosto, forçados pela socialidade, mas, trazia um sorriso amistoso nos lábios, eu acho. Estava sem jeito. Não sabia o que fazer, o que falar. Se era grosseiro perguntar o motivo pelo qual ela me mandara a carta logo de cara, por que depois de tanto tempo e toda esta parafernalha de questionamentos bizarros impostos pelo distanciamento sob um revés incomum.

Assim, resolvi deixar ela começar. Caçamos um lugar improvisado para nos sentar, sentando-me ao seu lado, passando o cabelo para trás do rosto, ainda com a luva de couro negro às mãos. Havia esquecido de tirá-las. Dada a área em que estávamos, o vento era astuto por vezes. E cheguei a perguntar se ela não queria ir para outro local para dentro da igreja talvez, alguma área mais coberta dela, não necessariamente seus bancos internos e sagrados de fato. - Tem um shopping aqui perto também - indiquei à minha esquerda, separado do Mausoléu do lenin pela praça vermelha. - ou podemos ficar aqui, do jeito que você preferir. - dizia, ainda esperando dela um norte, enquanto tirava minhas luvas.


With: Elizabeth (NPC - Joshua)
Quotes: Lilith Rosenkrantz
Mapinha meia boca no qual me basiei as localizações Clique Aqui
Vik veste Clique Aqui
<3
Imagem

Spoiler: Mostrar
Viktor K. Zolnerowich
Professor Durmstrang
Avatar do usuário
Charlie Hunnam
Vivo a vida que você pregava, mas nunca ousou praticar. Sou tudo que você tinha muito medo de ser...
 
Reg.: 13 de Nov de 2014
Últ.: 28 de Jul de 2021
  • Mensagens: 1066
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 16 Pts.
  • 18 Pts.
  • 134 Pts.

Postado Por: Lili.


Re: Kremmlin Platz

MensagemEstados Unidos [#215162] por Joshua P. A. Nolan » 23 Jun 2021, 11:30

  • 19 Pts.
  • 16 Pts.
  • 48 Pts.
Imagem
Elizabeth Nolan - NPC
Mãe do Josh




Por que mesmo escolhi aquela maldita praça para me encontrar com o meu passado? Só por que era um lugar neutro e cheio de gente, para que Viktor não achasse que eu queria retomar uma antiga história que eu sei lá se ele se lembrava que um dia aconteceu? Sim, era por isso mesmo! Não queria que me interpretasse mal! As coisas andavam realmente muito ruins para o meu lado e eu não podia me dar ao luxo de resolver sozinha os meus problemas como antes eu fazia tão brilhantemente, não é mesmo? Não que ser mãe solteira tenha sido uma escolha muito inteligente. Foi difícil, pra caramba!! Mas havia sido uma escolha minha. No mais, eu nunca iria querer abortar mesmo e tinha medo que Viktor quisesse que eu o fizesse.
Mas também, não era nem um pouco justo que, agora, eu voltasse do fundo do limbo da minha existência e lhe jogasse um filho adolescente no colo para que ele tomasse conta…


“Calma, não é como se você fosse morrer amanhã…”

Pelo amor de Deus! Sim, eu estava doente! Sim, era uma doença mortal, mas eu também tenho chances de escapar dessa, não tenho? Pensamento positivo!

Então, porque vir até esse lugar nostálgico, encontrar com aquele ser nostálgico? Era só confiar que eu poderia sair disso e deixar as coisas exatamente como estavam! Mas isso não era o certo… Josh não podia ser penalizado pelos meus erros, e pelos do pai… Está bem, o maior erro fui meu em desaparecer e nunca contar que tive um filho dele, mas o fato é que eu preciso de ajuda agora e não tenho mais a quem recorrer.

É muito triste ser sozinho no mundo e Josh precisa saber que ele tem alguém além de mm em quem ele pode confiar e se apoiar. E quem melhor do que o pai, para esse papel, certo? Não era como se Viktor não fosse um bom pai! Fui eu quem lhe privou a consciência de que ele tinha um filho! Era justo que eu lhe desse a escolha de lidar, ou não com o assunto.


“Talvez ele nem venha!”

Olhei o relógio mais uma vez depois de um intervalo de míseros dois minutos. A ansiedade me fazia querer sair correndo daquela praça, ainda que eu soubesse a importância de encarar a realidade. Mas não demorou muito para que a figura irresistivelmente desleixada se destacasse enquanto se aproximava de uma embasbacada eu que o olhava meio que boquiaberta. Os anos aprimoraram ainda mais uma força da natureza que já era perfeita e a minha cara de idiota deixava explícita a minha surpresa.

Talvez que quisesse que ele tivesse ficado careca, talvez um pouco barrigudo… mas não, essas coisas mortais não combinavam com ele e isso era evidente a cada passo que ele dava em minha direção.

Ri desajeitada quando ele se lembrou de mim, me abordando com cautela, como se tivesse medo de errar sobre a minha aparência e me fazendo pensar impropriamente se eu estava velha demais, enrugada demais, depois de tantos anos!


- Er… oi!! Sim.. Liz.. sou eu. - aqueles cumprimentos com beijinhos no rosto que eram tão costumeiros em minha terra me deixaram desconfortável. O perfume dele ainda era tão delicioso e inebriante!

“Pelo amor de Deus, mulher! Concentre-se!”

- Que bom que você veio! Eu realmente pensei que iria ser ignorada! - falei num reflexo terrível e totalmente desconexo que demonstravam o meu nervosismo em relação a tudo. Minha cabeça estava a mil e meu estômago se revirava enquanto eu tentava começar com a conversa sem ser tão rápida ou insensível, mas falhando miseravelmente, sem saber se me sentava, ou se levava aquela conversa enquanto caminhávamos mesmo.

Mas Vik, apesar de curioso, parecia ser o mesmo Viktor de anos atrás: totalmente despreocupado e totalmente fora do tom e da realidade que me rodeava. Pudera, ele não era um pai… ao menos, não que eu soubesse. Mas era visível em seus modos aquele comportamento nada urgente que permeia a vida dos solteiros e sem grandes responsabilidades. Quanto a mim, eu era outra! A menina que se aventurou numa história de “amor de verão” talvez ainda vivesse, mas estava totalmente enterrada embaixo das urgências e responsabilidades da vida da mãe solo que luta com unhas e dentes para cuidar de sua cria.

O convite para ir a um outro lugar era o que eu precisava para ordenar melhor meus pensamentos. Ainda que a ideia de ir a uma igreja me parecesse um indicativo de que ele me via como uma velha beata me deixasse triste, (quem não quer ser sexy e atraente, ainda que tenha um filho adolescente?) caminhar me faria me acalmar para poder tratar daquilo como era necessário. Por isso, rejeitei a igreja mas pensei que, depois daquela conversa, seria bem providencial uma ida ao shopping. Com sorte, ainda poderia me enfiar num milkshake, quando ele recebesse tudo da pior forma possível e me deixasse sozinha com o maior problema da minha vida nas minhas costas. Mas, naquele momento, a simples pergunta dele sobre irmos a outro ponto para conversarmos, me deu o suficiente para respirar fundo e começar por onde eu deveria.


- Em outra hora, seria maravilhoso poder sair para bater um papo mais leve com você e, quem sabe até rirmos das histórias do passado, Viktor. - eu o olhei de maneira grave e um pouco aflita – Mas, infelizmente, não foi para uma conversa amena ou para relembrar as aventuras do nosso passado que eu te chamei aqui hoje.

Eu fitei os olhos azuis me sentindo péssima por tê-lo, de certa forma, enganado por tanto tempo. A parte mais difícil estava por vir e eu não queria que aquilo se tornasse uma tragédia Grega, mas o nervosismo me tomava de uma forma avassaladora e eu beirava o abismo perigosamente.

- Sei que faz muitos anos e que para você nada do que vivemos deve ter mais importância. Aliás, é o normal que tenha acontecido, depois de tanto tempo. As lembranças daqueles dias são lindas e eu gosto de me recordar delas como elas foram porque eu não voltaria atrás e nem faria nada de diferente, se eu pudesse, espero que você saiba disso. Mas as coisas são um pouco mais complicadas do que eu gostaria e encontrar um velho amigo, ainda que fosse o que eu mais queria, nesse momento, não é uma opção para mim. Por isso, não vou tomar muito do seu tempo e vou te explicar tudo de uma forma bem rápida porque, você deve ter muito o que fazer, além de perder tempo aqui….

Minhas mãos tremiam enquanto eu falava e meu queixo trepidava como se eu tivesse sido tomada de um frio mortal, mas a verdade era que eu não sentia frio. O que eu sentia era uma culpa esmagadora e um desespero de quem precisa de perdão para salvar quem mais amava naquele momento tão crítico e rezava para que Victor entendesse a minha urgência. Por isso revelei sem nenhuma preparação:

- Eu estou doente… muito doente…. E eu não sei se poderei sair dessa, como eu gostaria!



Off: perdão pela demora homérica!!! Att nosso arquinho aqui.
With: Viktor K. Zolnerowich, da Lili <3
Imagem
"Tá tudo bem... mas tá esquisito..."
Joshua P. A. Nolan
4° Ano Romanov
Avatar do usuário
Andrew Garfield [1]
Tá tudo bem...mas tá esquisito...
 
Reg.: 24 de Feb de 2017
Últ.: 23 de Jun de 2021
  • Mensagens: 61
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 19 Pts.
  • 16 Pts.
  • 48 Pts.

Postado Por: Cléo.


Re: Kremmlin Platz

MensagemUcrania [#215819] por Viktor K. Zolnerowich » 15 Jul 2021, 15:57

  • 13 Pts.
  • 11 Pts.
  • 13 Pts.
- Por que eu a ignoraria? - retorqui com um sorriso no rosto. - sou curioso, esqueceu? - pisquei. Talvez fosse até um assassino querendo me f**** a despeito da carência de probabilidade de ocorrência do fato, mas, estaria ali, fazendo de minha testa um alvo para uma morte em público. Ela estava nervosa. Parecia aquelas adolescentes em primeiro encontro. Não deixava de ser fofo. Eu ambém estava, porém, quando a vi, a ansiedade se transformou mais em curiosidade. No fim, estava 'de boa'. Jamais imaginava uma carta dela, depois de tanto tempo e ainda mais por corujas. Ela não era trouxa? Questionei-me, confuso.

Ela recusou a ida ao shopping, à igreja. Queria ficar ali, naquele plano aberto, cercada de desconhecidos, recebendo vento na cara, sentada num banco desconfortável. Não era uma boa pedida tampouco sinal de coisa legal vindo à frente. - hum... ok... - soltei, com um sorriso meio forçado de insatisfação e incômodo do momento. Queria fumar, mas, ajeitei as calças, esticando-as com as mãos. O capacete que estava sobre meu joelho pus ao meu lado, cruzei as pernas na altura do calcanhar e, posteriormente as mãos próximo ao peito. Ouvi-la dizer que não estava ali para bater papos triviais era óbvio. Aquele cenário burlesco, chamada incomum após uma década indicava isto, todavia, aquela mania humana de querer tampar o sol com a peneira me vinha fácil à situação. - o que houve? - questionei-a, enquanto olhava alguns pombos voarem ao chão comendo pipocas jogadas de forma travessa por um pirralho de não mais sete anos.

O que veio a seguir foi um monólogo ligeiramente incômodo. Aquelas cenas de suspense. Uma música bizarra ao fundo, o silêncio da cena, posteriormente, o mocinho perdido, tentando se encontrar no meio de algo desconhecido para no fim... o algoz surgir das sombras, brincando com sua cara e querendo ferrá-lo. Não ousei interrompê-la quando ela disse que nosso passado não havia já importância para mim. Considerava que o momento não requeria rasgação de seda. Minha intuição dizia. Ademais, embora tivéssemos tido um período de 'relacionamento' legal, divertido, fazia tempo demais e querendo ou não, a fila andou. Já imaginou se reverberássemos mentalmente as lembranças de cada pessoa com quem a gente cruzou na vida? Não viveríamos o presente, pensava. Fitei-a, arqueando a sobrancelha quando ela disse "não ser uma opção mais para ela reencontrar um amigo". O papo era estranho. Fato. E, por algum motivo, não parecia trazer um filho, ou se trouxesse, viria com algo a mais.

Ainda me mantive calado, apenas ouvindo-a. Demonstrava apreensão, incômodo, inquietude às suas palavras como também pela forma como ela se punha naquele cenário: uma perda de tempo, que eu tinha mais o que fazer além de ouvi-la, como um passado já sem importância... parecia papo de mulher que ainda nutria alguma coisa de sentimentos e embora não fizesse cobrança de participação mútua, invariavelmente tecia sensações desconfortáveis para o outro lado da mesa. Ela estava nervosa também. Aquilo poderia ser uma enrolação necessária que seu inconsciente pedia para trazer à tona o que ela precisava. Eu estava com o c* na mão. Merdas viriam aos montes. Coçar a barba me foi involuntário como também descruzar as pernas para fazer o mesmo movimento no sentido contrário. Desviara já o olhar e a existência dos pombos famintos e do garoto travesso me era bem vinda.

- Doente? -fitei-a de abrupto. - como assim? O que você tem? - trouxe a perna para mais próximo, virando o corpo em direção à ela. Eu não era médico como poderia ajudá-la? Dinheiro novamente me veio à mente, mas, sei lá... soava bizarra esta opção. - como posso te ajudar? Tá precisando de algo que somente eu posso te oferecer? - era óbvio e necessário lançar aquela pergunta, afinal, por que cargas d'água ela me procuraria depois de tanto tempo? - você sabe que eu não sou médico não é? - sorri sem graça, numa tentativa talvez inútil de deixar o clima menos tenso. - e por que você me mandou o aviso por uma coruja? Tem alguma coisa a ver com o Mundo Mágico? - perguntei em tom mais baixo para que ninguém nos escutasse. - você não é trouxa? - quis conferir o fato. Não me lembrava de ter dito a ela que eu era bruxo. No final, havia feito quase um questionamento de plano de saúde para ela; vomitando quase tudo que me vinha à tona naquele momento.

With: Elizabeth (Joshua - Cleo)
Imagem

Spoiler: Mostrar
Viktor K. Zolnerowich
Professor Durmstrang
Avatar do usuário
Charlie Hunnam
Vivo a vida que você pregava, mas nunca ousou praticar. Sou tudo que você tinha muito medo de ser...
 
Reg.: 13 de Nov de 2014
Últ.: 28 de Jul de 2021
  • Mensagens: 1066
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 13 Pts.
  • 11 Pts.
  • 13 Pts.

Postado Por: Lili.


Anterior

Voltar para Rússia

Quem está online

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 1 visitante