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Re: Rot Platz

MensagemUcrania [#212198] por Viktor K. Zolnerowich » 04 Mar 2021, 16:09

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Mulheres são cheias de nove horas, não é? Adoram inventar coisas; seja sob uma forma de punição contra sua pessoa, baseada naquela ideia egoísta de puro divertimento ante ao sofrimento alheio, seja por simples desejos infantis, e assim, egocêntricos. Baseado no que conhecia de Lilith, bem como no que veio a seguir daquele encontro, eu realmente tendia a acreditar na primeira hipótese para justificar aquele passeio totalmente sem sentido no centro comercial de Moscou. Por que Moscou e não Kiev? Bom, era uma boa pergunta. Contudo, novamente... mulheres. Mulheres que me faziam revirar os olhos em todos os sentidos, seja de prazer, seja de impaciência e tédio. Vontade de largar ali, no meio do nada e aparatar para um lugar distante e longe de tudo.

Claro. Não fiz isto. Às vezes, me perguntava o por quê: Empatia pela pessoa, pela situação em que ela se encontra afinal, sua magia estava um pouco instável em virtude da gravidez, preguiça de enfrentar discussões acaloradas depois, um pouco de apreensão das consequências em cujas deliberações as mulheres são consideravelmente sacanas. Bom, acho que um pouco de cada. Contudo, estava lá. Perambulando debaixo do verão de Moscou, por sorte, não escaldante, igual em alguns lugares do mundo. Andávamos por horas a fio, cuja contabilização passava desapercebida de meu relógio ante a constatação do ponteiro ininterrupto naqueles lugares do círculo. 

O que fazíamos no centro de Moscou? Bom, comprávamos roupas, cara. Roupas de gestante! Porque Lilith achava as suas insuficientes; não cabiam, dizia ela. Estou engordando, dizia ela. Mas, não sabia pegar a merda da varinha para fazer uns 'esticas' na roupa. Não... precisava comprar. Gastar dinheiro; gastar tempo (o meu principalmente), haja vista ela necessitar de companhia; que deveria ser a minha, é claro. Afinal, eu sou o pai da criança. Vlad me zoava horrores; alguns caras do clube não ficavam atrás, dizendo estar sob arreios de vagina, logo, logo estaria fazendo coisas ainda mais impensáveis se eu não tomasse as "rédeas da situação".

Decidi não tomar. Não ainda. Por puro comodismo. A situação era pau no c* mesmo, mas, não aquele doído, de te deixar de quatro no chão totalmente inviabilizado. Deixava rolar. Deixava Lilith se vangloriar, achar que estava por cima; deixava ela rir, se divertir, mesmo que também soubesse a insatisfação dela por boa parte das coisas vividas naquela etapa. Queria fazer boa parte daquele processo entre os trouxas; por que na boa... não queria ver filho meu vivendo naquela bolha mágica da **** na qual ela crescera; não o queria ver alimentado de preconceitos e toda sorte abjeta deste tipo de linha de pensamento a qual muitos bruxos ainda viviam. E para isto, acabava por precisar engolir algumas coisas.

Mãos pesadas de sacolas, dedos vermelhos também de raiva. - Você precisa disto tudo? Vocês não lavam roupas? -perguntava retoricamente, porque valha-me Deus não é? Para que mulheres precisam de tanta roupa? Uma peça para cada minuto de vida na Terra praticamente. Ainda bem que meus moleques tinham tudo pinto pendurado no meio das pernas. Ainda bem que Amelie não crescera ao meu lado, ou, na verdade, o contrário. Pois, acreditava ela ser consideravelmente pior a Lilith neste requisitos. - Aff... pera... - disse, me afastando em seguida para um canto qualquer, e, agradecendo por ser avarador e não ter que segurar mais outra coisa nas mãos, mandei aquelas sacolas todas para minha casa. Isto acabou por me dar mãos livres para tirar do meu bolso o maço de cigarros e o isqueiro. A vontade era de acender todos, mas, contentei-me com um, fazendo da minha primeira tragada consideravelmente longa. Acho que cheguei até a fechar os olhos e quedar um pouco os ombros, em silêncio. Até ouvir a voz de Lily ao fundo.

- Podíamos estar fazendo coisas bem mais interessantes em casa. Inclusive, que a fizesse gastar calorias e assim não precisar ficar comprando roupas para cada quilo de peso ganho por dia, semana, meses... - dava de ombros, ignorando estas singularidades enquanto voltávamos a caminhar. Precisávamos comer. Se eu estava faminto, imaginava ela sob a necessidade constante de encher a pança para se manter em pé e ainda alimentar a cria. Dizem que mulheres precisavam alimentar por dois enquanto estavam grávidas. Lily era por mais. Já que comer por duas a fazia volta e meia regurgitar por três, quatro. Achava que aqueles enjoos estavam passando da hora de acabar. Não são até os três meses estas merdas? Contudo, acabei por privá-la destes questionamentos estatísticos enquanto circulávamos pela Praça Vermelha de Moscou.

- Hum... dá pra imaginar quanta coisa foda já rolou por aqui? -dizia tão logo meus olhos recaíram sobre Catedral de São Basílio, suas cores vibrantes assim como tudo ali emanava um ar vívido diferente de outros lugares, até mesmo de Kiev tão conhecida por suas pinceladas artísticas trouxas. Abstraído temporariamente de minhas mazelas continuava - Já sobreviveu a incêndios, inclusive, já foi bastante conhecida como a praça do fogo... já sobreviveu à revoluções, inclusive uma que olharia com escárnio para o tanto que você alimentou o capitalismo selvagem nestas suas compras hoje. Considere-se uma inglesa que desonrou a história local. Russos não curtem estas paradas - sim... minha sobriedade das palavras eram totalmente avessas à minha face arteira, com o desejo ávido de cutucá-la debaixo da unha sob um sapato apertado. - alguns trouxas militares sob a bandeira vermelha quase passaram por cima de um homem com um tanque de guerra . Você iria gostar de ser trouxa nesta época histórica... alguns em Durmstrang ovulariam, inclusive. - referenciava a Henrietta, embora também até entre os pirralhos alunos houvessem aqueles com sangue nos olhos. - Todo dia 9 de maio há uma parada militar aqui em comemoração à fodida no meio do rabo que os russos deram no bigodinho alemão nazista do c******.

Mas, Lily não fizera por menos e, quando voltava do almoço, também deu sua contribuição às facetas históricas da Praça. Não tinha como não rir de seu comentário. Era até fofo, principalmente o último, em que com certo orgulho na voz, dizia-se não ser uma completa alienada em história trouxa. - Tô vendo... - mantinha o tom de voz, esboçando um sorriso enquanto a fitava de costas, demorando algum tempo em suas curvas novas, após ela virar em minha direção. Como queria estar em outro lugar! Soltei um ar exasperado. - merece uma estrelinha na testa. - continuava em alusão aos meus tempos de escola trouxa onde quando conseguíamos feitos importantes, acabávamos sendo recompensados das mais diversas formas pelos professores. Hoje achava aquilo meio bizarro, porém, na época esbaldávamos um para o outro colega pelos "prêmios". Abel de vez em quando vinha para casa com estas paradas; algumas coisas as pessoas não conseguem se desligar, não é? Contudo, era legal ver o sorriso do moleque quando ele me mostrava seus ganhos escolares.

Acabamos por dar as mãos casualmente no trajeto - Sério? Mais compras? Esqueceu que eu falei da revolução armada aqui não? - dizia, revirando os olhos impaciente ante a constatação de que voltávamos para aquele inferno. No caminho acabamos por presenciar um acidente qualquer de trânsito. Comum para mim , não angariando minha atenção, contudo acabara por incitar a de Lily, inclusive, fazendo-a esticar o pescoço na direção onde se dera a batida. - Hum... só se for para eles.. -respondi dando de ombros enquanto ia para a forca. Acabei por novamente tirar outro cigarro do bolso. Sim... sabia não ser muito legal fumar perto de grávida, mas, jogava a fumaça para outra direção, portanto, nem ia nada para ela. Precisava de alguma distração enquanto ela perambulava por tudo quanto é canto, pensava e repensava, pegava e desfazia, pegava novamente, e, relutante, jogava para fora do pedido final.

Já não bastasse estas compras femininas, Lily achou por bem também gastar com bichos de pelúcia, inclusive, pegando um para Dmitry e Abel. - Você tá ligada que estas paradas aqui parece sangue, ne? - inquiri-a com certa preponderância na voz, julgando-a meio irracional de dar uma coisa daquela pra criança. Sei lá.. bizarro. Perguntei porque ela não enxergava cores, assim, ela poderia pensar ser apenas um detalhe qualquer. Contudo, claro. Ela sabia. E parecia ser por isto mesmo o motivo de gostar tanto daquelas iguarias.- Vai assustar Daryna com estas coisas. Vai pensar que você não bate bem da cabeça. - zoava com ela, mas, com certo tom de veracidade, pra ver se ela desistia da compra. Obviamente não foi o caso. Pelo contrário. Senti mais vontade da parte dela de efetivar aquele pedido. - No dos meninos não. Sem magias em casa. Não quero problemas com os engravatados enchendo o saco que infringi alguma merda do Sigilo. - finalizei, enquanto voltávamos para o bairro bruxo local. Chamar a atenção do Ministério da Magia era a última coisa que queria naquela altura do campeonato.

Pensei que iríamos embora. Até porque tinha um encontro pra fazer com um comprador, inclusive russo. Olhei para o relógio, a fim de me assegurar uma boa margem de segurança para evitar atrasos. Precisava voltar para Kiev, buscar Vlad para irmos falar com o cara cujo pedido era considerável de armas. Iria me render uma boa grana e estava precisando, ainda mais agora, embora Lily jogasse constantemente à mesa os números vultosos de sua conta bancária. Contudo, ao passarmos por uma loja de utensílios infantis, foi imediato. Lily congelou e estatelou os olhos em mais compras. Chegou a ter certas emoções sobressalentes, julgando-as ser reflexo hormonal. - Ai meu... mais compras? - e ela me respondeu perguntando qual cor.- não sei... qualquer uma. - disse, esquecendo-me do seu problema visual. - nem sabemos o sexo pra comprar algo. Não tá cedo não? Podemos fazer pela internet depois. Fazemos juntos, que acha? - mas, claro... ela ignorou, entrou na loja ainda empolgada com a ideia de comprar algo pra nossa cria. Quem te viu quem te vê, sra. Rosenkrantz.

Resoluto a acabar logo, entrei na loja, bufando e seguindo-a, após seu olhar 'eu quero, eu quero, eu quero'. - pega este aqui - apontei para uma peça branquinha, igual ao modelo o qual ela gostou. - ele é branco. É bonito... - dizia, vendo-a ainda emocionada com a situação, resolvendo pegar mais leve. A vendedora deve ter percebido a empolgação, chegando a começar em encher linguiça, perguntando se era nosso primeiro filho, de quantas semanas ela estava e se tínhamos pouco tempo de casado já que parecíamos novos. Gargalhei por dentro. Juro. E assim, resolvi deixar estes questionamentos para Lilith responder. Não custava nada deixá-la bater um papinho com uma 'trouxa xexelenta'. - E ai, mozão.. deixo estas para você responder... - pisquei maroto, devotando-lhe um sorriso arteiro, após por meu braço sobre seus ombros.
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Re: Rot Platz

MensagemRomenia [#218902] por Ivy Conri » 20 Nov 2021, 18:11

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Hear the devil callin'
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I can't stop the Dogs of War
Parte I


Você já viu uma briga de cães?

Particularmente não é uma boa visão, longe disso na realidade. Os animais se rodeiam, se analisando, por vezes rosnando e latindo na intenção de subjugar seu adversário antes que o combate seja realmente necessário. A realidade é que cães evitam o máximo possível entrar em um combate direto, digo, qual a necessidade de arriscar a integridade física e gastar energia se tudo pode ser simplesmente resolvido com hierarquia? Demonstrações de poder são, na grande maioria das vezes, o suficiente para colocar qualquer animal errante no lugar. Com lobos, os pais deste comportamento, não era diferente.

Entre eles, as definições hierárquicas eram ainda mais intensas, deixando pouca margem para erros ou desafios. Lutas, disputas e combates dentro de uma matilha eram raros, mas entre animais solitários… a história era inteiramente diferente. A falta de recursos, na grande maioria das vezes, ceifava parte deste raciocínio. Neste contexto fazia sentido gastar energia tão preciosa para proteger a possibilidade de um futuro. Em uma briga de cães, em uma rinha, a motivação era parecida. Era matar ou morrer em troca de um prato de comida, de um gole de água, de cinco minutos de descanso.

Na minha realidade, isso não era diferente. Anos antes de nascer, as motivações do velho Doutor eram mais nobres. Ele desejava encontrar a cura, ele sonhava em poder alterar os destinos daqueles que se viam amaldiçoados, no presente ele enxergava em tudo isso uma fonte de renda. Veja bem, se você cria cães que podem dilacerar os outros com unhas e dentes e isso é tido como uma forma de diversão para pessoas com dinheiro, então é claro que valores nobres são automaticamente transferidos pela eterna necessidade de dinheiro. Talvez ele ainda conseguisse qualquer coisa para seus estudos também, que cão luta quando está cansado?

Se bem que, é claro, existia aquele porém. As regras do jogo eram tão claras quanto o treinamento. Era matar ou morrer, simplesmente não existia um meio termo. Mesmo que não morrêssemos na hora, era esperado que o corpo simplesmente desistisse depois de tanto. Era esperado que o meu também fizesse isso, simplesmente desistisse, se desligasse dessa realidade assim que a carne batesse no chão e levantasse a poeira da vala. Mas, como há de acontecer eventualmente, o meu corpo decidiu não seguir essas regras. Mais essas regras. Aparentemente eu tinha o péssimo hábito de burla-las ao longo de minha mísera existência.

Inclusive, mais de uma vez, cogitei a possibilidade de ter feito tudo isso de propósito. De que, talvez, soubesse que se colocasse as patas nos locais certos e relaxasse o corpo ele desistiria de me sacudir mais rápido. Que poderia fingir de morto, ou talvez eu simplesmente contasse muito com a sorte. De toda forma, fazia quase duas semanas que caminhava às ruas de Moscou na escuridão, buscando nos fundos dos restaurantes qualquer coisa mais valiosa para comer, lição que obviamente tinha aprendido da pior maneira possível, embora a maioria das vezes não me incomodasse com menor qualidade de alimentos.

Estava acostumado com isso no final das contas, na realidade estava acostumado com muito que não deveria fazer parte da realidade de pessoa alguma, muito menos de alguém da minha idade. O que eu conhecia era sofrimento, luta e guerra. Era forjado ao Sal e Sangue e isso me tornava mais forte, ao mesmo tempo que me fazia refém. Sacudi a cabeça, afastando brevemente estes pensamentos enquanto me afastava um pouco da rua, fechando levemente os olhos diante do farol dos poucos carros que cruzavam aquela área menos urbana em busca das vielas costumeiras que me levariam ao refúgio de sempre. Em momentos assim eu não poderia evitar o sorriso e o sentimento de que embora não tivesse absolutamente nada neste mundo, eu finalmente tinha liberdade.


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