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Chimes Gaststatte & Pub Blau

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MensagemRussia [#146485] por Guardião Russo » 04 Abr 2015, 12:56

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Após circular por Moscou e se deparar com gigantescas construções, talvez seja um alivio chegar ao Chimes Restaurant. Encontrado em uma estreita alameda, o Chimes Restaurant atrai aqueles que procuram um pouco de conforto e aconchego. Sua fachada com tons de ocre e creme não exatamente o que chama atenção, mas sim os detalhes que formam o prédio. Portas pequenas, escadinhas vermelhas e janelas projetadas para fora captura o tesão de qualquer romântico em noite de luar.
Fazendo porta com o Chimes Restaurant está o Blue Pub. Não tão popular quanto este primeiro, o pub é para aqueles que queiram experimentar uma atendente mau humorada e um café amargo. No entanto é o preferido dos bruxos. Sua cor azul atrai gente como nós e comenta-se que o proprietário é um agouro, que sente calafrios ao ver um ser mágico entrando e esconde-se atrás do balcão.
Guardião Russo
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Postado Por: Guardião Russo.


Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemInglaterra [#147352] por September Eastwood » 23 Abr 2015, 19:18

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    Dos passatempos preferidos do loiro, fugir de Durmstrang figurava no pódio. Vez por outra se aventurava até os limites do campo mágico que protegia a escola – que não estava protegendo muito bem nos últimos tempos – e utilizava suas habilidades de aparatação para visitar seus amigos em Moscou, onde se perdia pela madrugada da capital russa num frenesi de drogas, álcool, sexo e muita diversão.

    - Não aguentava mais ficar naquela escola, cara. – Disse para Yuri, passando o braço por sobre o ombro do amigo trouxa e dando-lhe uma gravata. Yerik não tinha nenhum amigo bruxo, o que irritava muito o seu progenitor. Também não se importava em contar para os rapazes de sua ascendência. No começo eles não acreditaram, mas quando o loiro passou a utilizar seus poderes para favorece-los, passaram a adorar esse novo fato sobre o amigo. O russo não se importava se saíam com ele por causa do dinheiro de sua família ou de sua magia, ele apenas queria companhia para aloprar por onde fossem.

    - Como hoje decidimos fazer algo mais leve, iremos para o Pub Blau e usaremos essa belezinha e beberemos umas cervejas. Quem sabe não entremos em uma briga para relaxar? – Gargalhou, guardando o saquinho de cocaína no bolso da calça e dando um soco em Vladimir que tentara pegar a droga antes da hora.

    - E eu não saio de lá sem arrumar uma foda. Durmstrang me deixa louco com toda aquela seriedade! – Caminharam pela rua gritando, chutando latas de lixo e quebrando garrafas que estavam jogadas pelo caminho, rumando na direção do famoso pub bruxo. As pessoas os olhavam de forma repreendedora, mas os três jovens não se importavam; nada atrapalharia sua diversão. E afinal de contas, estavam na Rússia, terra onde tudo se podia.

    Entraram no bar fingindo seriedade, segurando o riso que insistia em sair sem motivo. Não haviam aguentado durante o trajeto e resolveram fumar um baseado, apenas para relaxar, como gostavam de dizer. Yerik gostava do cheiro, principalmente quando este se misturava com o do seu perfume, tornando a essência ainda mais prazerosa.


    - Me vê uma Baltika e uma dose de Imperia. O mesmo para os meus amigos aqui. – E puxou Vladimir e Yuri para o balcão onde estava, entregando-lhes a cerveja e a vodka. Virou a sua antes mesmo que os amigos pudessem lhe agradecer – até porque não o fariam – e sentiu o líquido transparente descer rasgando por sua garganta, lhe esquentando de imediato.

    Depois de algum tempo apenas conversando, rindo e observando o público daquele pub, resolveu que era hora de elevar o nível daquela brincadeira. Sem avisar aos amigos que conversavam com duas belas garotas, dirigiu-se para o banheiro. Já no interior deste, fechou a porta atrás de si, mas não se importou em trancá-la; o que iria fazer seria bem rápido. Retirou o saquinho do bolso e entornou um pouco do conteúdo sobre a pia, não se importando se estava limpa ou não. Retirou da carteira um dos seus cartões e utilizou-o para ajeitar a carreira. Assim que o fez, aproximou o nariz e de uma só vez, aspirou todo o pó branco, sentindo de imediato a pancada na cabeça, percebendo que todos os seus sentidos começavam a ficar distorcidos, uns mais aguçados que os outros.

    Entretanto, antes que pudesse voltar para onde seus amigos estavam, percebeu que alguém estava parado atrás de si, olhando-o de forma curiosa.


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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemRussia [#147366] por Ivankov Malyshev » 24 Abr 2015, 13:00

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      Uma caneca grande de cerveja gelada. Se alguém perguntasse para qualquer homem, não qualquer homem, melhor dizer homens de verdade, a resposta seria a mesma: melhor companheira para um fim de dia após o trabalho. E se esse homem for um professor forçado, fadado a lidar com crianças estúpidas, jovens eloquentes e egos massageados, precisaríamos de mais canecas nessa história. A pouca simpatia que restava se esgotou nesse ano letivo, agora já conseguia criar planos de morte para cada um dos fedelhos, salvando por nomes e anos. Arquivava tudo em seu cérebro, num lugar propicio para que pudesse atualizar sempre que possível.

      Eis o motivo de estar ali naquele lugar, sentado a meia luz do balcão, rodeado apenas por homens sem espirito e o odor forte de cigarros no corpo. O olhar acompanhava o dedo indicador que reescrevia meu nome no suor liberado pelas canecas de cerveja sobre o balcão. Levantando outra vez, despejei o conteúdo em minha boca, afastando para a frente de modo que pudesse denunciar que precisava recarregar o refil. Prestativo, além de preocupado pela quantidade já consumida, o homem do lado de dentro do bar retornou rápido para outra rodada solitária.
      — Obrigado. — Disse sem levantar os olhos, acompanhando vagamente sua sombra se afastar.

      A melancolia me perseguia desde que fora convidado para se retirar do cargo de Conselheiro Russo, acusado de tortura e tráfico de influências. O pouco de dignidade, usando os últimos movimentos influentes, ajudou para que não fosse direto para Azkaban só com passagem de ida. Como sentença foi lhe imposto prestar serviços para a comunidade bruxa, ensinando as crianças de Durmstrang um pouco de seu poderio. Arriscado, mas estava funcionando. Bem, até então não havia machucado alguém – não explicitamente a fim de parecer proposital. Sua disciplina rígida lhe rendeu uma fama peculiar de mandão, sendo que sua pouca idade e beleza propiciaram momentos delicados na presença das jovens estudantes. Qual fora a última vez que tinha encontrado uma mulher daquela forma? Nem lembrava. Toda uma vida dedicada ao trabalho, e agora estava longe de seu poder, vivendo como um mero professor vigiado pelos olhos hipócritas da política bruxa.

      O pensamento durou um pouco mais da metade do liquido amarelo-ouro, pressionando a bexiga pela primeira vez desde que se lembrava. Empurrei o banco alto para trás, me postei em pé com um leve cambalear que chamou a atenção do garçom que servia. O olhar a seguir deixou claro que eu não aceitaria uma recusa em ter mais bebidas quando voltasse, e aquela conversa visual foi cortada pelo movimento acelerado de um jovem na direção do banheiro – um dos que perturbavam a paz do ambiente com seu tagarelar alto, risadas estrondosas e expressões babacas da juventude. Eu o conhecia. Dentre muitos rostos que via pelos corredores da academia, aquele não iria passar despercebido.

      Caminhei quando o garoto já havia ultrapassado a porta que levava ao banheiro masculino. A porta deslizou para o lado e entrei. O que vi não surpreendeu, apenas amargou a garganta pela completa falta de pudor do delinquente. Deixei que meu corpo recostasse a porta, fechando o ambiente e me mantendo equilibrado, contemplando o momento rebelde do aluno que ainda não conseguia lembrar o nome.
      — É boa? — Disse com a voz grave chamando de vez a atenção dele, que por alguns instantes perdeu a noção do espaço, creio que pela recente ingestão de cocaína. — Eu perguntei sobre a autenticidade da droga em suas mãos. É boa? — Completei, deixando que um pouco da ironia na fala tomasse conta do lugar. Ainda com a porta trancada, passei andando até um dos mictórios e esvaziei a bexiga insistente. Não era um bom início de conversa.

      O silêncio predominou pelo lugar após sua resposta. Demorou o exato tempo que fechasse o zíper da calça e caminhasse até a mesma pia que ele usou de suporte.
      — Sabe, eu não julgo o gosto das pessoas, muito menos o que elas querem da vida. É um problema totalmente delas, e que não interessa para ninguém. A menos, é claro, se o desejo de alguém interfira no espaço alheio. — Fechei a torneira e enxuguei as mãos. — E com isso, digo que você tem o direito de fazer o que bem entender com sua causa, vida, ou sabe lá o que... Entretanto, você ainda pertence a Durmstrang, percebo pela feição juvenil de estudante. — O final foi dito olhando fundo nos olhos do garoto. — Então... — Deu a deixa com as mãos para que o outro dissesse seu nome. — ...Yerik. Como pessoa preocupada com o bem estar dos futuros bruxos do mundo, não posso deixar que foda sua vida enquanto não souber o que quer dela. — A cabeça girou um pouco, tentando manter o controle das palavras. A falação adulta quase se perdeu enquanto um arroto de cerveja se formava na garganta.

      Tudo era mecânico, da mesma forma que fazia quando estava a frente da classe lotada. Planejamentos de aulas, discursos metodológicos e tarefas prontas. Sua vida não tinha como estar mais tediosa, até nos momentos de lazer tinha que agir como professor. Estava quase bêbado? Que seja, mas isso não lhe tirava a autoridade de impor os argumentos profissionais. Olhava aquele rosto jovem e conseguia lembrar-se de antes, novo e cheio de planos, saindo de Durmstrang e entrando para a sede ministerial na Rússia, vivendo em seu apartamento luxuoso em Petersburgo... Tudo que mais gostava estava acabado. Que bosta era aquela que ele chamava de vida? Iria passar o resto dos seus dias daquela forma?

      Uma das mãos foi à frente pedindo o envelope; o olhar compenetrado, semicerrando duas ou três vezes para que o outro levasse mais a sério, além de tentar ignorar a falta de sobriedade no ar de ambos os lados. Recebeu o conteúdo e o abriu, ainda encarando Yerik. Puxou sua carteira e retirou um dos cartões trouxas que possuía.
      — Usou muito dessa vez ou consegue me acompanhar? — Virei para a pia e depositei duas pequenas porções, arrumando paralelamente. Uma cédula de euro de numeração qualquer foi solicitada para o auxilio, enrolada como um canudo. Passei a droga para Yerik enquanto posicionava o canudo para sugar violentamente o pó branco, ocorrendo para a narina esquerda que levou a outra fileira.

      Levantei num impulso forte, fechando os olhos e virando o rosto para cima, de onde foi preciso mais algumas puxadas, consumindo o excesso que não desceu direito.
      — Tenho que concordar. — Disse logo em seguida, já o olhando outra vez com um sorriso incomum. — É bem boa. — Não havia posição frente ao garoto, agora eram apenas dois homens usando drogas num banheiro de bar.



      Interação com Yerik Khodzhaniyazov.
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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemInglaterra [#147367] por September Eastwood » 24 Abr 2015, 13:03

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    A voz do homem reverberou nos ouvidos de Yerik, causando uma sensação engraçado ao loiro. Não entendeu de imediato o que perguntara, não até que o mesmo repetisse sua indagação. O russo não se sentiu confortável de responder – e mesmo se estivesse, não tinha vontade de fazê-lo. Olhou-o de forma intrigada, achando-o familiar demais, mas não se ateve a este detalhe, apenas observou para onde o moreno se dirigia. Cogitou encaminhar-se para o mictório ao lado do homem, como muitas vezes fizera quanto buscava alguma diversão, mas preferiu ficar onde estava. E como um interessante repentino passou por sua cabeça, achou melhor responder o questionamento do outro, com a finalidade de iniciar uma conversa qualquer.

    - Sim, uma das melhores que já provei. – Viu-o sair de onde estava, fechando o zíper virado na direção de Yerik e encaminhando-se para a pia onde outrora o loiro usou de base para sua carreira. Como se tivesse pedido, o moreno desatou a fazer um discurso de moral qualquer, o que só fez com que Khodzhaniyazov revirasse os olhos. Entretanto, a parte final da fala do homem chamou sua atenção, principalmente a que se referia a Durmstrang. Um pequeno silêncio se fez assim que o outro fez uma deixa para que o russo dissesse seu nome. Ponderou por alguns segundos, antes de ligar o foda-se e responder.

    - Yerik. – Disse em tom seco, já imaginando que aquilo poderia render uma boa diversão, se tivesse a sorte do homem querer repreendê-lo ou mesmo levar aquele assunto para escola. A continuação da fala do professor – agora se lembrava – fez com que uma gostava gargalhada saísse da boca do rapaz. Após isso, notou que o docente não estava tão bem quanto tentava transparecer, o que deixou as coisas ainda mais interessantes.

    Quando o moreno estendeu uma das mãos como se pedisse o pacote da droga, Yerik já preparando uma de suas mãos para soca-lo, mas percebeu no olhar do outro que a intenção não era a que imaginava. Colocou um sorriso débil no rosto e entregou-lhe o saquinho, já vendo-o abrir sua carteira e tirar de lá um cartão de crédito. E no final das contas, ele tinha certa familiaridade com o negócio. Um desafio sutil se fez presente na voz do homem, animando ainda mais o loiro. Aproximou-se da pia e no momento em que o outro sugava o pó branco, deixou que sua língua pegasse um pouco da droga, sugando pelo nariz o restante.

    Como havia utilizado a cocaína fazia pouco tempo, o impacto da segunda dose deixou-o ainda mais atordoado, sentindo sua língua e nariz entorpecidos e dormentes. Sentiu seu pulso acelerar em demasia, tremendo as mãos e pernas em consequência. Pensou que entraria em sincope, mas logo sentiu a onda lhe invadir, injetando uma dose cavalar de adrenalina em seu corpo. Ao contrário da amada maconha, a droga branca fazia tudo acelerava e se intensificar. Bem como a voz do homem que agora retumbava em seus ouvidos como um canhão atirando uma bola de ferro.

    Buscou a porta do banheiro para voltar para o bar, mas assim que tentou fazê-lo, escorregou – ou caiu devido a quantidade ingerida de droga – e foi parar sobre o professor, rindo da situação deplorável em que se encontrava. Desfez do outro com golpes não-intencionais e agora de costas para a parede, deixou que seu corpo deslizasse até o chão, onde se sentou, olhando para cima e vendo o homem parado em sua frente.


    - Eu poderia ser estuprado agora que não sentiria. – Gargalhou, enfiando a mão em seu bolso e procurando um cigarro. Abriu um suporte metálico e deste tirou um dos tubos brancos, acendendo-o logo em seguida com o isqueiro que carregava no outro bolso. Olhou para o aviso na parede do banheiro e deixou que um sorriso se fizesse em seu rosto, colocando o cigarro na boca e dando as primeiras tragadas.

    - Você é um p*** professor idiota. Além de deixar um aluno se drogar, se uniu ao mesmo. Sua consciência só não está pesada nesse momento pois a coca não vai deixar que pense nessas merdas. – Disse em tom provocativo, soltando a fumaça na direção do homem. Cansou do cigarro e jogou-o longe, tentando acertar – com insucesso – um dos fétidos mictórios. Estendeu a mão para o moreno pedindo apoio para se levantar. Assim que o fez, endireitou-se, arrumou sua camisa, agitou a mão nos cabelos e olhou no espelho, dando um sorriso para si mesmo, como se aprovasse a imagem que via no reflexo.

    - Você me deve 100 rublos! – E saiu abruptamente do banheiro, caminhando na direção dos seus amigos que agora dançavam encoxando as vadias de antes.
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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemRussia [#147368] por Ivankov Malyshev » 24 Abr 2015, 13:04

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      O zumbido no ouvido ficou cada vez mais forte a medida em que a droga espalhava-se por seu corpo, deslizando pelas veias e fazendo cócegas travessas em sua garganta. Ivan teve que piscar algumas vezes para repelir a sensação de queimação empregada em seus orbes verdes. O espelho embaçado a frente repetia seus poucos movimentos em câmera lenta, acelerando a cada segundo, causando o riso espontâneo que agora figurava seu rosto.

      Quando o outro lhe deu um encontrão, ocasional ou não, foi quando conseguiu fugir da liga estranha de apenas se admirar ao espelho. Seguindo o instinto, passou as mãos em volta do corpo de Yerik puxando para perto do seu e, apenas, segurando-o para que não desabasse no chão.
      — Calma, calma. — Completou meio grogue, mas recobrando um pouco do sentido que lhe mantinha fixo no chão, ou mesmo fazendo com que Malyshev se sustentasse ligado à gravidade. O garoto se afastou aos trancos e foi para o chão. Nem de longe, bêbado ou drogado, Ivan se juntaria a ele naquela imundície toda. O homem apenas sorriu e puxou seu próprio maço de cigarros e acendeu um deles, queimando rápido e incontrolavelmente a ponta numa tragada animal.

      Dali ele apenas acompanhou os movimentos do outro mantendo os olhos fixos em seus lábios. Em sua cabeça aturdida, se desviasse os olhos dele, perderia a atenção da conversa e a gravidade o deixaria outra vez, tendo por vez que andar pelo teto – o que seria bem estranho. Todo autocontrole foi necessário para manter a mente naquele lugar, sem fugir.

      A reação era divertida quando respondeu, por fim, a afirmação do outro.
      — Eu poderia ajudar com isso. — Disse, não pensando muito naquela resposta, ou mesmo no teor de dizer algo assim para um aluno. Mas como entendia, ou algo o induzia a crer, depois de juntar-se a um ciclo de drogas, nada poderia ser mais estranho. E sorriu. Era basicamente o que o aluno dizia. O fim da frase pediu um trago. Seu pensamento crítico se perdera, e ali estava apenas Ivankov Malyshev, não o professor de Durmstrang. Professor de muitas crianças, exemplo de rigidez e exaltação as regras. Que se f*da, algo disparou em sua cabeça na mesma velocidade em que o pó branco alcançou seu cérebro.

      Yerik se levantou e partiu. Um giro rápido foi necessário para acompanhar a movimentação aparentemente nervosa do outro. Ainda sem pensar, Ivan foi em seu encalço, com cigarro nas mãos, através da porta do banheiro rumo ao centro do bar onde as coisas já estavam mais animadas do que antes. Não havia muito na cabeça, nem mesmo sabia o motivo de estar caminhando atrás dele, e agora segurando firme em seu pulso, puxando intensamente para que ficassem de frente um para o outro.

      Ali, olhando firme os olhos pesados do mais novo, sentiu algo estufar em suas calças. Uma pressão por trás de seu zíper. Estava duro. Daquele contato, com o cheiro forte de perfume e cigarros vindo de Yerik, testemunhou uma ilusão desconhecida se instaurar bem diante de seus olhos. Sentiu sua mão arder com a força que empregava no braço alheio, dando uma olhada rápida para o local, antes de soltar e cambalear dois passos para trás. É apenas a droga fazendo efeito, concluiu antes de voltar para seu local no bar.

      Ergueu a mão para o garçom que tratou de lhe trazer uma caneca cheia.



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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemAustria [#156475] por Alexander L. Kirchsteiger » 01 Fev 2016, 20:15

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    – O ano letivo em Beauxbatons finalmente havia acabado, agora estava livre da escola, finalmente consegui concluir os meus estudos, poderia finalmente partir em busca de vingança. Assim que coloquei os pés fora da escola, primeiramente passei na residência dos Kirchsteiger para apanhar algumas coisas, em seguida lancei alguns feitiços de proteção e fechei o local, não pretendia retornar para lá, ainda não era o momento. Já tinha arrumado um local novo para ficar, não era grande e nem luxuoso, mas servia como base e ficava em Moscou, no pais onde nasci e na terra onde minha família foi enterrada. – Ele esta atrasado. – Consultei o relógio de pulso, estávamos em um pub conhecido da cidade. Muitas pessoas estavam ali, era final de semana, uma musica ambiente estava tocando em uma jukebox. A minha mesa ficava mais afastada, perto da parede, em um local mais escuro, o local perfeito para evitar chamar atenção das pessoas.

    Fazia quase uma hora que tinha chegado, a atendente já veio me perguntar algumas vezes se eu pretendia pedir algo, neguei até o momento que ela me irritou e então aceitei uma dose de uísque de fogo. A mulher trouxe para mim em uma bandeja, de cara amarrada e bem mal educada. Já estava pensando em ir embora, quando a pessoa que esperava finalmente apareceu. Parecia assustado e ao mesmo tempo curioso, olhava para todos no bar e quando me avistou, levou a mão a boca, como se estivesse vendo um fantasma. Aquilo me fez sorrir, então fiz sinal para que ele se aproximasse. – Pelas barbas de Merlin.... É... é você, Velkan? – Disse ao chegar mais perto, mas ficando de pé, do outro lado da mesa, ainda me observando assustado. Eu apenas respondi positivamente com a cabeça, mas ele não pareceu convencido. – P-prove! Polissuco não é tão difícil de conseguir no mercado negro. – Girei os olhos e puxe a manga da camisa, mostrando o meu antebraço direito que era feito de metal puro. – Meu nome é Alexander Velkan Burikov Vladislav, você é Desmond Gilford, seu pai foi enviado a Azkaban depois de ter sido acusado por matar trouxas em uma chacina conhecida como “o expurgo da barca”. Você era o melhor amigo da minha irmã mais velha, Natasha Amélia, mas o meu irmão gêmeo e eu o pegamos espiando... – Parei no momento em que ele fez um sinal para parar, sentando ao meu lado.

    Desmond era britânico e mais baixo do que eu, tinha cabelos castanhos e aproximadamente vinte e cinco anos. Não sei exatamente quando Amy o conheceu, mas sei que foi na adolescência, ele vivia aparecendo em nossa mansão e nunca foi popular com a minha amarga mãe. – O que aconteceu? V-você morreu, todo mundo sabe disso. – Comentou ainda me observando com um olhar assustado. – Primeiro, beba um pouco, pedi esse uísque de fogo para que a dona do pub me deixasse em paz, fique a vontade. – Indiquei o copo com a bebida. Desmond aceitou, tomando um gole do liquido e em seguida me encarando. – Depois eu te conto melhor o que aconteceu comigo, vamos ao que interessa. Eu sei que você conhece muita gente da travessa do tranco e do mercado negro na grã Bretanha. Preciso que encontre informações sobre uma pessoa, o nome esta escrito nesse envelope. – Retirei a carta e coloquei sobre a mesa, estava fechada. – E porque eu faria isso? Você vai me pagar? – Girei os olhos ao escutar o comentário, mas percebi que ele havia apanhado o envelope.

    Vou ser direto, quero encontrar os desgraçados que mataram a minha família, minha irm... Uma amiga, encontrou uma pista, essa pessoa mencionada na carta está ligada ao que aconteceu. – Fiz uma pausa e curvei o corpo sobre a mesa, o encarando mais de perto. – Eu sei que você a amava, a doida da minha irmã, sempre soubemos disso, então cabe a você decidir se vai me ajudar a vinga-la ou se vai continuar sendo um rato covarde. – Mantive o contato visual. Desmond por sua vez se encolheu um pouco. Ficou calado e bebeu o restante do vinho, em seguida abriu o envelope, mas quando começou a ler, dei um tapa na mesa, fazendo com que ele parasse. – Não diga o nome dele! Não sabemos se foi amaldiçoado, eu expliquei ai na carta. – Me encostei na cadeira e olhei ao redor, notei a presença de uma garota no balcão, ela não estava ali mais cedo. – E aquela menina que vivia para cima e para baixo com você e o seu irmã? – Notei o que de veneno na voz, aquele homem era irritante, já tinha me tirado do sério quando Kishan e Katherina tinham iniciado um namoro em uma vida a muito tempo perdida. – Ela está ótima onde quer que esteja. – Respondi desviando o olhar da garota ruiva e encarando Desmond. – Tudo bem, não está mais aqui quem perguntou, agora se me der licença, eu vou retornar para Londres, sei exatamente onde conseguir algumas informações, Boa noite. – E se levantou, saindo apressado. Eu o observei, ainda refletindo se fora uma boa ideia confiar em uma pessoa tão repugnante.
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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemHolanda [#156615] por Lizzie von Wangüuk » 03 Fev 2016, 21:15

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SEM PACIÊNCIA
e sem saco também
-01-


Eu realmente não estava num dos melhores dias, principalmente porque Arthur havia resolvido me irritar e se intrometer na minha vida. Qual era a droga do problema dele em ficar longe de mim e da minha vida? Francamente, não era da conta dele o que eu havia feito durante o ano letivo, muito menos se eu tinha me aproximado de algum garoto. Ele estava querendo o que? Se tornar um irmão protetor ou algo do gênero? Porque não estava funcionando e ele até que tinha me ajudado, com isso de querer sair com Mégara para ir num parque. Precisava ficar sozinho e a pequena loira conseguia me tirar do sério com aquele bando de perguntas. Por que? Por que? Por que? Por Rurikovich! Ela tinha que entender que nem tudo tinha que ter um maldito por que ou uma mértila de resposta. Eu realmente não podia com aqueles dois.

Estava com tanta raiva que queria socar alguma coisa ou alguém, apenas para tentar tirar um pouco dessa tensão que insistia em me atormentar. Arthur conseguia me tirar do sério e deixar o pior dos meus instintos a tona. Principalmente depois de tudo o que havia acontecido comigo, a relevação para Ichiro, a conversa com mamãe e tantas outras coisas que me deixavam sem cabeça para pensar corretamente. Isso sem contar que a presença do senhor Adrian não ajudava em mértila alguma e complicava tudo. Por que eu precisava mesmo ficar naquela casa que fedia a tabaco e sexo com mulheres desqualificadas? Francamente, por que Arthur ainda não havia se livrado daquele ser desprezível que eramos obrigados a chamar de pai? Não sentiria falta alguma daquele velho nojento e ficaria bem mais tranquila em retornar para casa e entrar em meu quarto.

Andei sem destino pelas ruas da Rússia, tentando livrar minha mente dos milhares de pensamentos que insistiam em me perturbar. Na volta, quando chegasse em casa, precisaria encontrar Arthur e conversar com ele sobre mamãe e o que ela havia me dito sobre uma determinada loira que ele estava envolvido. Balancei a cabeça e senti a garganta arder. Eu precisava tomar alguma coisa urgente para tirar aquelas preocupações. Estava de férias e eu realmente precisava me livrar de tudo o que me irritava. Quem sabe um pouco de vodka resolvesse?

Não muito depois, estava dentro do Blue Pub, seguindo em direção ao balcão e me sentando num dos banquinhos dali. Eu conhecia um dos caras que trabalhava por lá, então não teria problema em pedir bebidas proibidas para menores, até porque, eu era uma Wangüuk e duvidava que teria qualquer pedido negado.
- Khochu vodki, pozhaluysta!¹ - Pedi para o homem enquanto dava uma olhada nas pessoas dentro daquele local. Só tinha gente estranha ali e, pelo jeito, eu era a única mulher bonita, já que o olhar de vários homens me encontraram. Aquele dia era o pior para qualquer um deles tentar alguma coisa, principalmente porque a vontade de me acalmar aumentava a cada segundo. - Spasibo!² - Peguei o copinho de vidro e virei de uma só vez seu conteúdo, sentindo o liquido descer por minha garganta e aquecer um pouco meu corpo. Era aquilo que eu precisava. Pedi mais uma dose e fiquei imaginando o que precisaria aguentar naquelas férias. Samantha passaria as férias com os avós e eu realmente não queria perder meu tempo com um bando de velhos. Mesmo que eles fizessem biscoitos e contassem histórias legais de guerra. O que será que aconteceu com meus avós? Não conseguia me lembrar deles, mamãe poderia me contar mais sobre eles nos próximos encontros. Mértila! Que calor. Tirei a jaqueta que estava vestindo e deixei em cima do banco que estava, aproveitando para ir ao banheiro do local, até que...

- Posmotrite, gde vy sobirayetes', tupoy!³ - Gritei assim que um cara escroto resolveu trombar comigo, quase me jogando no chão com a força. Por que sempre resolviam esbarrar em mim? P*ta que pariu! Eu não era nenhuma vagabunda não. Senti a mão do homem apertar meu braço e a raiva me dominar por completo, principalmente quando ele me puxou para mais perto e ameaçou a me tocar, falando besteiras e nojeiras. Aquele cara realmente não estava num dia bom. - Eu jamais tocaria num porco nojento como você! - Disse na língua do homem, dando um belo soco em sua boca do estômago, com toda a força que eu tinha na mão esquerda. Assim que sua mão me soltou, me afastei o suficiente para me arrumar e preparar para lhe dar uma joelhada no nariz. Ouvi o barulho de osso quebrando e o grito de agonia do cara. Cheguei bem perto dele e dei mais um chute no saco dele, deixando gritando de dor. - Nunca mais encoste numa garota, principalmente numa Wangüuk! - Falei com total desgosto, levantando e me arrumando. Virei-me para continuar minha rota até o banheiro quando um cara resolveu entrar na minha frente. - Olha, se você é amigo dele é melhor tomar cuidado, porque não vou ter tanta pena de você quanto tive dele. - Falei de forma seca, já fechando as mãos e me preparando para socar o belo rosto do garoto, mas o que ele me fez me pegou desprevenida. - Peraí! Você tá perguntando se eu 'to bem? Eu 'to ótima, o que é bem diferente desse ai... Devia ter quebrado a clavícula dele ou sua espinha, assim não teria como ser esse nojento...


1- Khochu vodki, pozhaluysta! = Eu quero uma dose de vodka, por favor!
2- Spasibo! = Muito obrigada!
3- Posmotrite, gde vy sobirayetes', tupoy! = Olha por onde anda, seu estúpido!
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Lizzie von Wangüuk
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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemAustria [#156734] por Alexander L. Kirchsteiger » 04 Fev 2016, 20:10

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    – Permaneci quieto, minha cabeça fervilhando de ideias e possibilidades, sabia que não seria fácil obter maiores informações sobre aquelas pessoas, poderia demorar anos, contudo, ao menos tinha uma direção para seguir, um caminho por onde percorrer e era isso que lhe importava naquele momento, aquela vitória pessoal. – Vai dar certo. – Pensei enquanto olhava para um ponto qualquer na parede. Contudo, novamente a menina ruiva chamou a minha atenção. Era muito bonita e o cabelo na cor vermelha somado ao tom de pele branco a deixava naturalmente sexy, mas a garota também estava vestida para matar. Percebi também que outras pessoas no local a observavam, na verdade os homens pareciam lobos admirando uma presa. Me perguntei o que ela estaria fazendo em um pub sozinha, talvez aguardando algum namorado.

    Cruzei os braços e a observei com uma sobrancelha erguida, estávamos um pouco distantes, mas dava para escutar pelo sotaque, que ela estava falando em russo. Obviamente que eu entendi tudo, era fluente naquela língua assim como em francês, inglês, alemão e português. Tive que sorrir, ela era forte, não parecia uma garotinha frágil, perdida. Aquilo chamou minha atenção, estava disposto a pagar uma bebida para ela, mesmo se a garota estivesse esperando alguém, isso não me importaria, um pouco de confusão nunca é ruim e a minha vida anda muito pacifica. Me levantei da cadeira e segui até onde ela estava, bem no momento em que agredia um homem, meu interesse crescia e não era somente por causa da roupa que ela estava usando. – Você esta bem? – Perguntei, parando a uma certa distancia dela, não queria ficar muito próximo para não parecer um tarado, e assim não invadir o espaço da garota.

    A menina me respondeu de forma ousada, ela realmente não parecia uma donzela em perigo. Contudo, devido a nossa aproximação e reparando melhor em seu rosto, senti como se fosse familiar. – Eto svin'ya zasluzhivayet gorazdo khuzhe nakazaniye za kasayas' vas¹ – Comentei, exibindo um meio sorrisso e olhando em seus olhos, desviando apenas por um breve segundo, para admirar os lábios dela, mas voltando rapidamente ao contato visual. – Kto ya ? Menya zovut Aleksandr Lummerding Kirchsteiger Steinauer.² – Fez uma breve reverencia. Em seguida a garota se apresentou, seu nome era Elizabeth, mas o sobrenome me era família, von Wangüuk, já tinha escutado em algum lugar. – Aceita uma bebida? – Ofereci, mas apontando para a mesa onde eu estava.

    A garota aceitou, então indiquei para que ela seguisse na minha frente. Elizabeth passou por mim, sempre me olhando, aquele olhar intenso me provocava, era como um desafio para mim. Então a acompanhei, indo até a mesa e puxando a cadeira para que ela sentasse, em seguida puxei uma para mim, ao lado dela. – Sabe, sinto como se te conhecesse de algum lugar. – Comentei fazendo sinal para a garçonete. Estava pronto para pedir uísque de fogo para Elizabeth, contudo, a garota se adiantou, pedindo vodka e depois mencionando que havíamos nos esbarrado em uma biblioteca a alguns meses atrás. – Ah, a garota que eu segurei era você? Esta bem diferente hoje. – Comentei sorrindo maliciosamente. A garota por sua vez perguntou o que eu quis dizer, me fazendo sorrir ainda mais. – Eto gorazdo boleye krasivym , yesli eto vozmozhno³ – Comentei baixando o tom de voz, para que somente Elizabeth pudesse me ouvir. Continuei a observa-la, estudando suas reações e admirando sua beleza estonteante.

1 = esse porco merece um castigo bem pior, por ter tocado em você.
2 = Quem eu sou? Meu nome é Alexander Lummerding Kirchsteiger Steinauer.
3 = está bem mais bonita, se é que isso é possível.
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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemHolanda [#156737] por Lizzie von Wangüuk » 04 Fev 2016, 20:52

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SEM PACIÊNCIA
e sem saco também
-02-


O garoto só podia ter alguns problemas mentais sérios para não notar que eu não estava com paciência para papinhos, principalmente furados. Um doente havia tentado me agarrar e ele achava que eu ia realmente cair naquela cantada furada? Girei os olhos enquanto cruzava os braços e o ouvia falar. Francamente, ele estava querendo o que? Me ganhar? Claro que eu havia reconhecido o garoto, não havia como me esquecer do quase tombo que eu havia levado alguns meses atrás. Até porque ele era bem gostoso. Porém a situação era totalmente diferente e eu estava com pavio curto e a ultima coisa que eu queria era alguém lambendo meu saco. - Kem vy schitayete? Prosto s samogo nachala?¹ - Perguntei em russo para o garoto. Pelo jeito ele não era tão estúpido quanto eu imaginava e, por alguma razão que eu ainda desconhecia, ele havia diminuido um pouco minha ira. Talvez fosse as doses de vodka, mas ainda precisaria de mais doses para que eu realmente sentisse alguma diferença significativa. Assim que ele se apresentou percebi que havia alguma coisa diferente em seu olhar e, que sem sombra de dúvidas, eu havia despertado seu interesse. Estava acostumada com olhares iguais aos dele então tinha noção do que estava acontecendo.

- Sou Elizabeth von Wangüuk, mas pode me chamar de Lizzie. - Apresentei-me e ergui uma sobrancelha com a ação do garoto. Quem fazia uma reverência ao conhecer uma garota? Okay, meu sobrenome podia influenciar muitas coisas, mas naquele momento a última coisa que eu queria era alguém tentando ganhar minha mão para tentar receber minha herança. Passei a mão livre no queixo e levantei um pouco mais o olhar, de forma superior tentando encontrar algum vestígio de falsidade vindo do garoto. Mértila! Ele estava sendo sincero. - Tudo bem, eu aceito! Até porque prefiro ficar longe dos olhares desse lugar. - Disse puxando minha jaqueta do banco e seguindo em direção a mesa onde ele havia apontado, sem tirar o olhar do mais velho. Se ele achava que estava lidando com uma garota mimada, ele estava bem enganado e meu olhar podia provar aquilo.

Não podia negar que estava curiosa para saber quais eram as intenções do garoto e, para minha surpresa, ele puxou a cadeira para que eu me sentasse. Okay. De onde ele vinha? Porque, de onde eu venho, tirando aqueles príncipes lotados de frescura e pretendentes ao casamento, NENHUM garoto fazia aquele tipo de coisa, principalmente dentro de um pub. Alguém pode, por favor, dar com uma garrafa na cabeça dessa criatura? Estamos mesmo no século vinte e um?

Sua frase me fez jogar os cabelos ruivos para trás e quase gargalhar. Ele realmente não tinha uma boa memória.
- Quero duas doses de vodka, por favor. - Disse para a garçonete antes de qualquer coisa e cruzei as pernas, fazendo com que meu pé esbarrasse de propósito nele. - Você me conheceu em uma biblioteca, quase me derrubando com os livros que havia comprado para meu irmão. - Falei para o rapaz, levando uma das mãos até meu queixo, encarando-o nos olhos. Qual era o joguinho dele afinal? Assenti quando ele perguntou se eu era a garota que ele havia segurado e me segurei para não girar os olhos, até que sua frase me deixou curiosa. - O que quer dizer com isso? Estou normal como naquele dia. - Se ele estava tentando me confundir, estaria bem longe daquilo, principalmente porque nunca fora de ficar de frescura e sempre fui bem curta e grossa quando queria respostas. Mesmo que fosse necessário quebrar alguns braços para consegui-las. Meus olhos não largavam os dele e queria mostrar para ele que eu era bem diferente das frufrus que ele havia conhecido e foi quando novamente suas palavras me pegaram desprevenidas. Ele estava realmente me cantando?

- YA tsenyu kompliment, no yesli vy zametili menya v pervyy raz, ne pytalsya udarit' menya v nastoyashcheye vremya.² - Disse abrindo um sorriso malicioso nos lábios e tombando um pouco a cabeça para o lado. Se ele queria brincar, eu também poderia entrar na brincadeira, porém não costumava perder. A garçonete chegou com meu pedido e sem pensar duas vezes, virei uma das doses do líquido. Fechei os olhos por alguns segundos, sorrindo enquanto aproveitava o calor que a bebida tão conhecida me proporcionava. Quando reabri os olhos, dei de cara com um Alexander um pouco mais... Ousado? Já que seu olhar estava em meu decote em gola V. Tamborilei os dedos em cima da mesa e soltei uma pequena risada. - Vamos deixar uma coisa bem clara aqui. Nosso primeiro encontro você quase me jogou no chão e agora está desejando saber o que há embaixo da minha roupa. Se você não quiser ficar como aquele cara ali no chão, é melhor você manter seus olhos em meus lábios para cima e suas mãos bem próximas as minhas. - Falei dando uma piscadela e me apoiando um pouco na mesa, deixando aquilo mais divertido e perigoso. Isso sem contar o decote mais a vista. - Agora me diga, qual é o seu plano para o final da noite?



1- Kem vy schitayete ? Prosto s samogo nachala ? = Quem você acha que é? Só para início de conversa?
2- YA tsenyu kompliment, no yesli vy zametili menya v pervyy raz, ne pytalsya udarit' menya v nastoyashcheye vremya. = Agradeço o elogio, mas se você tivesse reparado em mim na primeira vez, não estaria tentando dar em cima de mim agora.
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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemAustria [#157228] por Alexander L. Kirchsteiger » 10 Fev 2016, 21:26

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    – Elizabeth era uma garota muito bonita, alguns anos mais nova do que eu, não que eu me importasse, contudo o que eu mais admirava, era os lábios da ruiva. A observei beber a vodca, ela também sabia beber, até a acompanharia, mas nunca gostei de bebida alcoolica, desde Durmstrang, costumava ir para as festas e evitar. – Meus planos? – Me aproximei mais dela, baixando o tom de voz para um sussurro, aproveitando para sentir o cheiro do perfume dela, entorpecendo meus sentidos. – A noite é uma criança, ainda está cedo... Ou você precisa voltar para casa e dormir cedo? – A provoquei, sorrindo maliciosamente e olhando para os olhos dela, desviando aqui e ali para a boca. Umedeci os lábios, o batom vermelho a deixava ainda mais sexy, ainda mais em contraste com aquela pele branca.

    A resposta da garota me fiz rir um pouco, Elizabeth me desafiava e isso era divertido e muito perigoso... para ela. Estávamos próximos um do outro, quase colados, eu conseguia sentir o ombro dela contra o meu braço. – Isso é ótimo, podemos sair daqui e irmos para um local mais divertido, talvez uma festa, os trouxas sabem se divertir. – Movi o braço, colocando-o sobre os ombros dela, passando por trás do pescoço, puxando-a mais para perto e encostando meu peito em seu ombro. Elizabeth não reclamou, mantinha um sorriso malicioso e me encarava, desviando aqui e ali para beber mais. A garota curvou o corpo sobre a mesa, percebi o decote a mostra, mas o que me pegou de surpresa fora o toque intimo, me fazendo sobresaltar na cadeira. – Posso me acostumar com isso sabia. – Sorri para ela, permitindo o toque.

    Quando ela sentou novamente na cadeira, ainda mantendo o contato, a puxei mais para perto e a beijei de forma intensa. Estavamos na penumbra, por tanto, não corríamos o risco de sofrer algum incomodo. O beijo da garota era quente, por isso a puxei mais para perto, sentindo o calor interno crescer. Deixei minha mão descer pela barriga dela enquanto mantinha meus lábios nos dela, mas quando fui chegando no interior do short, ela segurou meu pulso e parou de me beijar, sorrindo e fazendo um sinal negativo com a mão. – Então você sabe brincar. – Comentei sentindo a mão dela novamente descendo pela minha coxa. Dessa vez não fui pego de surpresa, permiti que ela se divertisse um pouco. Então a puxei para mais um beijo ardente, aproveitando para afastar o copo com a bebida, ela já tinha ingerido demais e eu não queria que a garota esquecesse aquele encontro.
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