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Olivaras

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Re: Olivaras

MensagemItalia [#180176] por Matteo Romazzini » 28 Set 2017, 19:47

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      Tour pelo beco horizontal diagonal. Parte 3

      Aquela garota estava começando a fazer o papel de garota. Não que antes ela não estivesse “parecendo uma garota”, mas é que ao concordar com a ideia maluca de Elaine, Kelly havia voltado a ser uma garota. Ficou muito louco esse pensamento, não é?! Droga! Acho que estou confuso demais pra conseguir explicar o que estava acontecendo.

      É que, geralmente, eu não ando com garotas (com exceção de Elaine e minha mãe, mas elas já são mulheres e não garotas remelentas). Eu jogo futebol, ando de skate e gosto muito de vídeo game. Garotas só atrapalham a diversão. Elas querem sempre falar de coisas chatas, não podem se sujar (logo, não podem se divertir) e reclamam de tudo que os garotos fazem. É por isso que eu não sou amigo delas. Só que a Kelly, por ser diferentona, eu achava que podia falar com ela... Afinal, ela era legal. E diferente. Mas ainda sim, é uma garota.

      Tudo bem, nada de ser valentão com a pessoa que aceitou a falar com você. Como Elaine disse, “é uma nova amiga”, muito embora meia dúzia de frases loucas não seja suficiente para tornar alguém amigo. Só que Kelly seria uma companhia e ela estudava em Hogwarts. Quem sabe ela não podia me falar alguma coisa mais legal sobre essa escola, já que eu não fazia ideia de nada. Além disso, ela era uma rebelde, ou estava tentando ser. E isso era legal! Nada de garotas certinhas, fazendo coisas certinhas e sendo insuportavelmente certinhas!

      Eu não tive sequer o direito de falar, já que Elaine e Kelly estavam virando amigas. ISSO SIM É PERIGOSO. Elaine meteu aquele narigão onde não era chamada e estava roubando a atenção dos outros.

      - Seus responsáveis vão ficar preocupados. Espero que isso não te crie problemas. De qualquer forma, podemos dizer que achamos você perdida e que você está andando conosco enquanto procura eles. O que acha? – Elaine não tinha filhos e não fazia ideia do que era se preocupar com crianças. Exceto comigo. Ela tem a mania irritante de achar que eu vou sair contando tudo para qualquer pessoa e quer me controlar. Eu não contei para Kelly onde eu ia! Viu como consigo guardar segredos?! – Matteo vai para Hogwarts. É o primeiro ano dele e preciso controlar um pouco os ânimos dessa criança – e então ela desembuchou.

      - Quem é que não sabe guardar segredos agora, dona Elaine? – me meti no meio para elas verem que eu ainda estava ali.

      - Kelly é uma bruxa, Matteo. Com ela você pode conversar. Você não pode falar para os trouxas quem você é ou para onde você vai. Entende? – aquela mão inquieta bagunçou meu cabelo e eu me afastei de novo.

      - Ótimo então... – fiquei um pouco chateado. – Ela disse que temos que começar as compras indo na loja de varinhas. Vou ter uma varinha finalmente – falei sem controlar minha empolgação. Eu estava REALMENTE empolgado com aquela parte. Finalmente eu deixaria de ser trouxa!

      - Matteo não sabe nada sobre o mundo mágico e acho que você pode ajuda-lo mais que eu, já que você estuda em Hogwarts. Qual casa pertence? – Elaine insistia em puxar papo com Kelly e eu estava começando a me estressar.

      - Cara, você pode ir na frente e deixar que eu e Kelly conversamos. Você já é bruxa, já se formou e é responsável por nós dois aqui no beco agora. Não precisa tentar se enturmar ou me fazer passar mais vergonha – resmunguei mais rápido que devia e bati minha destra em minha testa. – Agora ela já sabe que eu sou trouxa e eu não poderei negar isso na escola. Isso me faz mais trouxa.

      - Cara – ela falou tentando me imitar e eu revirei os olhos – está escrito na sua testa que você é trouxa, mesmo você tendo família mágica. Estou tentando ajudar você a parecer menos idiota – ela olhou para Kelly com aquele olhar que as garotas fazem umas para as outras, em busca de aprovação e eu a empurrei (não empurrar, empurrar, mas tentei tirá-la de perto da Kelly).

      - Ok, já chega. O vergonhômetro já passou do limite do aceitável. Sou trouxa, mas sei conversar. Xô. – Respirei fundo e soltei o ar com força. – Desculpas por isso, Kelly. Elaine é minha madrinha e tem um total de zero habilidades com gente mais nova. Ela tem alma de velha e gosta de se meter onde não é chamada.

      - Mas me diz aí, o que é essa tal de Lufa-Lufa. Tem várias casas em Hogwarts? Tipo, a gente vai morar lá e vai precisar cozinhar e limpar a casa? – Aquilo estava me intrigando. Enquanto batíamos papo, seguíamos para a tal loja de varinhas. Aquele beco de ruelas apertadas e cheio de gente estava começando a me sufocar e olha que era apenas o início da história.


      Notas: Kelly maravilhosa. ♥ OPA! Me empolguei!
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Matteo Romazzini
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Re: Olivaras

MensagemReino Unido [#180460] por Liam Storey » 04 Out 2017, 23:06

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- KIDS FOREVER, KIDS FOREVER -
baby soft skin turns into leather


      Não foi nada difícil para Kelly ir parar na casa dos Chekhov. Os Ansley, apesar de uma família puramente mágica, tinha alguns costumes e lazeres que envolviam o mundo trouxa, e era aí que entrava a maior arma de Kelly: a Copa do Mundo. Ela havia nascido em ano de Copa, e até tinha algumas vagas lembranças da Copa do Mundo de 2010, que acontecera na África. Contudo, ela não era uma grande fã do esporte praticado com os pés, mas Alex e seu pai sim. Os dois únicos homens de seu núcleo familiar vivam a falar do futebol inglês quando estavam juntos nas férias, e o assunto se estendeu ao futebol do mundo todo quando finalmente se deu início à Copa do Mundo de 2018, que aconteceria na Rússia. Mas eles nunca falaram de ir até a Rússia assistir a algum jogo, não até que uma carta enderaçada de São Petersburgo aparecesse na caixa de correio dos Ansley.

      Kelly assustou-se quando a mãe disse que a carta era para ela. A menina nunca tinha recebido nenhuma correspondência que não fossem coisas compradas à distância, e se a memória não falhava ela não tinha realizado compra alguma nos últimos dias. Ao analisar melhor o que havia dentro do envelope e checar os nomes na embalagem ela deu um grito de alegria e correu em torno da mesa de jantar, claramente sob forte influência do lado direito. O convite era maravilhoso e envolvia vários pontos que agradaram muito a Direita: conhecer a Rússia, reencontrar os colegas, fazer uma surpresa para Lucian, o antigo septanista, e Cath, a lufana um ano mais velha que havia sido raptada durante os acontecimentos em Hogwarts. ― PAAAAAI, NÓS PODEMOS VIAJAR PRA RÚSSIA? ― Berrou a menina, pulando para dentro da sala de TV onde Jack lia o jornal de forma despreocupada. Uma discussão intensa tomou conta da família durante o jantar daquela noite: Helen e a Sra. Ansley não estavam muito confortáveis com a ideia, mas Alex, o Sr. Ansley e Kelly (sob influência de Direita) pediram e argumentaram muito. No final das contas os Ansley iriam para São Petersburgo.

      Nesta jornada toda, Esquerda manteve-se longe da influência de Kelly. Aquele lado era totalmente contra a viagem, e tinha muitos motivos para isso: odiava deslocamentos demorados, achava os amigos lufanos um pouco chatos e não queria passar muito tempo perto de Alex, principalmente depois dos embates com o irmão mais velho nas semanas finais em Hogwarts. A empolgação de Direita, contudo, acabou ofuscando-a, e Kelly seguia radiante pelo aeroporto russo enquanto ela e a família desembarcavam. Se iam para um evento trouxa era melhor agir como uma família trouxa, e o Sr. Ansley até comentou que conhecia muitas famílias bruxas fazendo o mesmo. Esquerda raciocinou que não seria estranho encontrar uma destas famílias no aeroporto: o mesmo encontrava-se lotado, então as chances de existirem mais bruxos passando-se por trouxas eram bem grandes.

      Mas a personalidade do lado Esquerdo, que não gostava muito do ambiente trouxa, encontrou conforto quando Kelly chegou na casa dos Chekhov. A casa toda estava em clima de Copa, e alguns truques de magia indicavam como uma família bruxa torcia por seu país na Copa do Mundo. Infelizmente, era Esquerda quem mais influenciava Kelly quando Lissa a recebeu, e a russa, alguém que Kelly adorava, recebeu um cumprimento não tão caloroso. ― Oi. ― Resmungou a lufana, transbordando toda a animação existente dentro da personalidade do lado Esquerdo (o que significa ‘nenhuma animação’). Ela ainda cumprimentou o Sr. e a Sra. Chekhov (finalmente entendeu os traços orientais de Lissa), e caminhou para a sala de jogos, onde encontrou uma decoração lufana e alguns dos colegas de Hogwarts. Ver alguns rostos conhecidos despertou a influência de Direita, então Kelly cumprimentou todos com um abraço caloroso, prolongando o abraço quando cumprimentou Syndra, sua melhor amiga. ― Você está linda, adorei o que fez no cabelo! ― O cabelo de Syndra estava igual sempre: completamente desgrenhado e com alguns nós, o que já era a marca registrada da menina. Kelly, contudo, tinha ouvido de sua mãe que um elogio sempre fazia as pessoas se sentirem melhores, e era difícil entender o tipo de coisa que Direita entendia como elogio. ― E você, Matteo? Tem malhado? Parece mais baixinho do que nunca!

OFF: Interajam com a Kelly, pls! Citei uma NPC (Syndra Withlock) e o Matteo, se ele não for aparecer Marj me avisa que eu edito .sad
Editado pela última vez por Liam Storey em 25 Jun 2018, 21:25, em um total de 1 vez.
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Re: Olivaras

MensagemBrasil [#183444] por Elija Syllan » 01 Mai 2018, 17:33

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As varinhas estão vivas?


Ao chegar na próxima loja, Elija percebeu que sua madrinha possuía um sentimento nostálgico no olhar. Poderia ser apenas impressão sua, mas não deixava de ser estranho. Pela primeira vez ela não disse nada, apenas o olhou com ternura e, ao invés de seguir na frente como nas lojas anteriores, Laura esperou que Elija desce o primeiro passo. O garoto achou todo o momento esquisito, diferente. Pensou no que esta loja Olivaras poderia ter de especial para sua madrinha agir dessa forma. Curioso, Elija deu o primeiro passo rumo a porta e, ao passar por ela, um pequeno sininho pode ser ouvido.

— Estava a sua espera, pequenino. — Uma voz fraca foi ouvida, mas o dono não foi achado. Elija procurou entre as diversas prateleiras que chegava ao teto de tão altas e com longos corredores, mas não o encontrou. Entretanto, logo um senhor de meia idade apareceu. Ele estava em cima de uma grande escada de rodinhas e parecia procurar por algo em especifico. — Essa não, essa não... — Dizia enquanto analisava as caixas a sua frente. O símbolo de uma varinha estava por todos os lados, o que deixou Elija empolgado. Será que teria uma?

Mordendo os lábios tamanha a sua agitação, ele esperou ser atendido pelo senhor. — Calma meu jovem, irei encontrar a perfeita para você. — Sr. Olivaras falou com voz calma, mas não serviu muito para acalmar os nervos de Elija. ""“Se ele não o viu, como poderia saber qual era a indicada a ele?”""Questionou em sua mente, não entendo muito bem. O pequeno observou o senhor e, pela primeira vez, reparou que ele estava pegando as caixas e as colocava no ouvido, parecia que buscava escutar algo importante, mas Elija não imaginava o que seria. Poderia considerá-lo louco, afinal não tem como objetos falar... ou tem?

Por fim, um silêncio percorreu o ambiente. A última caixinha que o senhor pegou parecia chamar bastante a atenção de Elija, por algum motivo ele não conseguia tirar os olhos do objeto, mesmo que quisesse, pois ela realmente era bonita ao seus olhos. Sr. Olivaras a levou até seus ouvidos e um sorriso travesso surgiu em seu rosto. — Achei pequeno Syllan, a achei.— Disse feliz, mesmo sabendo que faltava o teste final, mas não podia conter a empolgação. Ele desceu as escadas e caminhou até Elija rapidamente. O garoto se perguntou como ele sabia o seu sobrenome, olhou para a sua madrinha que apenas sorriu em resposta como se já esperasse por isso.

— Quanto tempo não é mesmo, pequenina. — Pronunciou com um sorriso no rosto ao ver Laura que apenas riu diante do comentário. Estendeu a caixa aberta para Elija que hesitou em pegar, sentiu a mão de sua madrinha nas costas incentivando-o e, engolindo seco, Elija pegou o objeto. No mesmo instante um sentimento estranho surgiu. Ele não sabia nomear o que era e uma luz fraca, juntamente com uma rajada de vento, emanou de seu corpo. — Uma Varinha de Carvalho, 27cm, com núcleo de pelo de Unicórnio. Você tem a oportunidade de ser o primeiro dono dessa belezinha, já posso ver que vocês terão uma boa ligação. — O velho comentou com uma risada ao fim.

Elija não entendeu muito bem aquelas palavras, uma ligação com a varinha? O senhor parecia falar como se o objeto estivesse vivo. Ele franziu o cenho, não sabia se era certo ou não pensar assim, que era possível a varinha está viva. Mas de algo Elija tinha certeza, ele sentiu algo no momento que a tocou, algo que não possuía uma palavra específica para definir.


: With: Laura Kraft (NPC); Santiago Syllan (NPC) Wearing: Click Notes:-
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Elija Syllan
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Postado Por: Talita Silva Dos Santos.


Re: Olivaras

MensagemReino Unido [#183519] por Skyler Ivy Lawrence » 06 Mai 2018, 15:13

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Skyler acordou cedo naquele sábado, era o dia que finalmente ia de comprar com seus pais, no qual geralmente ficava em casa. Afinal naquele ano ela completava 11 anos e no seu aniversário havia recebido uma carta de Hogwarts, na qual ela estava esperando desde quando completará 10 anos e havia começado a se preparar para vida escolar. Seus pais haviam deixado para ir no fim de semana fazer as compras quando ambos estariam livres. Entusiasmada entrou no quarto dos seus pais que ainda estavam dormindo e pulou na cama. — Mãe, Pai, acordem! Já é de manhã, vamos vamos. — Falou toda feliz, sacudindo os dois que despertaram com pulo da menina na cama. Seus pais se trocaram um olhar e sorriso, já era de esperar que a Skyler estivesse animada, ao final no dia anterior não parava de comentar sobre o dia. — Skyler , querida, por que você não vai trocar de roupa e descemos para tomar café da manhã antes de irmos? — Falou sua mãe com um tom delicado e meigo, enquanto passava a mão pelos cabelos da filha após se sentar na cama. Skyler fez um bico mas não reclamou, afinal ela mesma ainda estava de pijamas. — Mas comemos rapidinho, tá? — Falou antes de descer da cama e praticamente correr pro quarto.

Skyler parecia animada mas meio começou a sentir levemente perdida com tanta gente que havia ali no Beco Diagonal, faltava pouco para as aulas e por isso estava mais cheio que costume mas sua empolgação era muita. Sua mãe pegou um pedaço de papel na bolsa, era a lista das coisas que precisavam comprar ali. — Vejamos… Precisamos de uniforme, livros, caldeirão e outros itens. — Sua mãe falou meio concentrada quase como se estivesse tentando memorizar tudo que havia na lista. — E um gato, certo? — Skyler questionou sua mãe que não havia mencionado na lista. — Skyler , porque não uma coruja? — Perguntou seu pai e logo a garota fez um bico, como se não gostasse da ideia. — Mas todos terão corujas, quero algo diferente e vocês sabem que eu adoro gatos. — Falou cruzando os braços. — Deixaremos isso por último, preparada para conhecer sua varinha? — Sua mãe de forma calma mudou de assunto e logo a menina que estava fazendo bico colocou um sorriso no rosto. — Espero que seja uma ótima para fazer feitiços, quer ser tão boa quanto você papai! — E pegou na mão do pai e saiu puxando ele em direção ao Ollivanders.

A loja é pequena e vazia, milhares de caixas estreitas contendo varinhas são empilhadas até o teto, e todo o lugar tem uma fina camada de poeira. Skyler ao entrar deu uma leve tossida por causa da poeira e ao olhar ao redor ficou admirada com tanto de varinhas que tinha ali.
— Bem vinda pequena Skyler, estava a sua espera. — Uma voz vinha de trás de uma prateleira de varinhas, não se podia ver quem era o dono da voz, mas os pais da garota já sabiam quem era. — Bom dia Senhor Olivaras. — Falou a mãe da garota e depois seu pai também o cumprimentou, mas concentrado como se estivesse procurando algo, não respondeu apenas continuou murmurando algo. “Onde será que está? Essa não é, essa tampouco…”.— Que tipo será a minha varinha, me pergunto se será igual da senhora com pelo de unicórnio? — A garota comentou enquanto pega na mão da sua mãe para se aproximar da varinha dela. — Cada varinha é única e para isso, ela depende das características particulares da árvore e da criatura da qual ela é feita. — Madeleine respondeu, já havia comentado isso mas a garota sempre comentava que queria uma igual aos dos pais,então se abaixou para tirar um fio do cabelo do rosto da menina e quase como um sussurro continuou. — Mais ainda, cada varinha, a partir do momento em que encontra seu dono ideal, começará a aprender e ensinar seu parceiro humano. — Sorriu para garota, colocando o cabelo da mesma para trás da orelha quando escutaram “Aqui está!" e logo Skyler se aproximou da mesa toda animada. — Onde? Onde? Quero ver! — Mal conseguia conter sua animação quando o Senhor Olivaras se aproximava com uma caixa na mão. — Olá pequena Madeleine e Jayden, vejo que Skyler puxou a você na animação. — Todos deram uma pequena risada, mas a Skyler nem havia prestado atenção de tão ansiosa que estava e o Senhor Olivaras colocou a caixa na mesa. — Para a pequena Skyler uma varinha de Madressilva, de 27 cm com núcleo de Pena de Fênix. Espero que vocês duas consigam se entender mas tenho certeza que conseguirão realizar muitas coisas juntas. — Falou enquanto abria a caixa e logo a mão de Skyler foi em direção a varinha, pegou e sentiu uma espécie de cócegas quase com um choque de leve na mão. Era como se uma conexão havia sido criada. — Obrigada! — Se virou ao Senhor Olivaras e o agradeceu com um sorriso no rosto, sua mãe pegou a caixa da varinha e Skyler já estava na porta. Sua mãe agradeceu rapidamente e logo a seguiu enquanto seu pai ficou para trás.

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Re: Olivaras

MensagemGrecia [#183651] por Teodore Giannadakis » 20 Mai 2018, 21:30

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Uma brisa agradável da manhã corria pela rua principal do Beco Diagonal, cujo único acesso era através de um pequeno beco sujo e muito velho que se encontrava localizado na parte traseira de um bar mal iluminado e esquecido em uma rua pouco frequentada de Londres. A visão que se apresentava a qualquer um que adentrasse o local através deste único acesso era, no entanto, altamente contrastante: famílias inteiras percorriam animadíssimas as vitrines das lojas procurando por todo tipo de material mágico. Acontece que exatamente naquele dia faltavam apenas duas semanas para o retorno das aulas na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, e o começo do ano letivo sempre trazia consigo uma enxurrada de bruxos e bruxas às lojas, com a intenção de adquirirem os livros, os materiais e novas vestes para seus filhos e filhas. E para o menino grego, Teodore Giannadakis, essa situação não era diferente. Caminhando ao lado de sua mãe e de sua recém-adquirida amiga, Melissa Jones, Teo cruzara o portal que conectava o Caldeirão Furado ao Beco Diagonal há alguns segundos. Seu destino agora era se juntar à torrente de bruxos que entravam e saíam das lojas e acumulavam nos braços sacolas pequenas, médias e grandes dos diferentes materiais escolares presentes na lista de Hogwarts. – Sinceramente, eu não sei por onde começar! – Disse Teo, olhando para todos os lugares ao mesmo tempo e para nenhum em específico. Mas o garoto sabia. Desde sempre ele queria ter a própria varinha. Já formara a própria ideia quando sua amiga corvina sugeriu o mesmo.

A loja de varinhas mágicas era uma lojinha apagada e de aparência muito antiga, onde lia-se em letras douradas descascadas no batente da porta: "OLIVARAS". E não era a toa também que ela aparentava ser muito antiga, pois de fato o era. Aberta desde 382 a.C, a loja do Sr. Olivaras era atulhada de caixas e mais caixas de varinhas de todos os tipos e tamanhos, magicamente empilhadas umas em cima das outras de maneira bem instável. O velho senhor dono da loja, no entanto, era extremamente ativo e seu sorriso, extremamente jovial, de maneira que o contraste entre dono e loja era quase cômico. E foi com ares risonhos que o velho Olivaras se aproximou do balcão tão logo o trio adentrou o ambiente, fazendo uma sineta tocar nas profundezas da lojinha. – Ah, senhora Giannadakis. Um prazer em vê-la. E este é o pequeno Teo, imagino? – Como o velho senhor sabia seu nome, Teo não fazia ideia. Mas não duvidava de mais nada. Sua mãe lhe respondeu brevemente com uma saudação polida, ao que o Sr. Olivaras abriu um sorriso de orelha a orelha e aproximou-se mais do menino, olhando-o de cima a baixo com seus olhinhos negros apertados. – Deixe-me ver... – Com um aceno de sua própria varinha, uma fita métrica se desenrolou e começou a tomar sozinha as medidas do garoto. Braços, antebraços, mãos e dedos foram medidos, um de cada vez, e o menino, que até então não pronuciara uma palavra desde que entrara na loja, teve sua primeira oportunidade quando o velho balbuciou enquanto investigava uma pilha enorme de caixilhas empoeiradas: – O senhor deve estar deveras animado para conhecer Hogwarts, acredito? O primeiro de uma longa geração da sua família a ir à Hogwarts... – Teo não fazia ideia de como o Sr. Olivaras sabia algo sobre ele e sua família, mas pelo ar do velho e o modo como falava, ele sabia de mais coisas do que transparecia. – Hmm. É... Estou sim. Mal vejo a hora de poder usar magia. – Teo respondeu, ao que o velho homem não acrescentou mais nada.

Com um segundo aceno da varinha, o bruxo fez a fita métrica parar de rodopiar e girar em volta dos membros do menino e se enrolar embolada sobre o balcão. Pedindo baixinho para que eles esperassem um instante, o Sr. Olivaras se adiantou até os fundos de um longo corredor (que sem surpresa nenhuma também era atulhado de caixas de varinhas). Teo lançou um olhar significativo para sua mãe, ao que esta respondeu erguendo as sobrancelas como quem diz "vai saber...". Virando-se para Mel, o garoto acrescentou: – Posso ver a sua varinha? – Ao que a menina lhe respondeu e sacou a própria varinha de madeira mágica, lhe passando. – Acredito que esta varinha continue lhe servindo bem, senhorita Jones? – Olivaras voltara para a frente da loja segurando duas caixinhas pretas nas mãos. A menina respondeu ao velho dono enquanto Teo examinava como era ter em mãos aquele objeto encantadoramente mágico. – A varinha escolhe o bruxo, e não o contrário, senhor Teodore. Aqui, teste essa... – Acrescentou, lhe passando uma caixilha. Teo abriu-a, desembrulhando seu conteúdo que se encontrava enrolado em um chumaço de papel fino. Era grande e parecia rígida aos olhos azuis do grego. Adiantando-se com a mão direita para agarrá-la e se enrolando um pouco com o papel que a envolvia, Teo puxou a varinha de condão para fora de seu berço e automaticamente sentiu que aquele era o complemento perfeito de seu cerne mágico. Uma quentura se espalhou pelo seu braço direito partindo de seus dedos e a varinha se acomodou perfeitamente na palma de sua mão e entre seus dedos, fazendo parecer a Teo que sempre estivera ali e só o menino não havia se dado conta anteriormente. "Ah, é isso! Genial! Maravilhoso!" – Os pensamentos mais felizes e diversos passavam pela mente de Teo naquele momento. – Bom, essa foi rápida. – Olivaras acrescentara. – Teste em alguma coisa. – Teo agitou a varinha e sentiu a mesma cortar o ar como uma lâmina muito afiada. Tentou pensar em algum feitiço simples que lera em algum lugar nos livros do pai, mas não conseguiu se lembrar de nenhum. No entanto, faíscas vermelhas e azuis saltaram da ponta de sua varinha. Finalmente.

Com a sensação de que explodiria de felicidade enquanto sua mãe pagava ao homem pela varinha, Teo se virou para sua nova amiga e perguntou, com o maior tom de entusiasmo que conseguiu impingir na voz: – E agora, parceira? Para onde vamos?
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Postado Por: Yohan Vianna.


Re: Olivaras

MensagemCoreia do Sul [#184140] por Oh Ha Na » 09 Jun 2018, 15:45

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Melissa Calista Jones 13 anos França Corvinal 3° ano
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A garota inspirou e expirou devagar, inalando a magia no ar do Beco Diagonal. Todas as lojas tão cheias quanto as ruas, como era o clássico daquele período do ano, tantas crianças se preparando para voltarem à escola e algumas – como era o caso do jovem Giannadakis – estavam em toda a euforia para seu primeiro ano. É claro que, como todo jovem de onze anos, Teodore parecia afoito por ganhar sua primeira varinha. Aquela fora uma fase não vivenciada pela loira, já que sua família tinha os próprios meios de fornecimento de varinhas. A sua, por exemplo, é feita da madeira do Sobreiro do jardim da mansão Jones, e o cerne de crina de Abraxtan fora um presente do primo David. O objeto mágico fora forjado pela velha Albine Lémieux e sua neta/aprendiz Carine, sob medida para Melissa. Ainda assim, a terceiranista permitiu-se ser contagiada pela animação do novo colega. — Um bruxo precisa de uma varinha, não é? — Sorriu a ele e então apontou na direção da loja do Sr. Olivaras. — Dizem que ele é o melhor artesão de varinhas de toda a grã bretanha. O que acha de irmos lá e encontrar a sua? — Por fim, não pôde deixar de impedir seu sotaque francês transparecer, mas ele provavelmente não teria problemas com aquilo, por também não ser daquele país.

Seguiram um pouco tagarelas, tentando supor qual seria o material da varinha de Teo. A velha sineta tocou com o abrir da porta, praticamente invocando a presença do dono que parecia bastante entertido com suas várias caixas. Olivaras cumprimentou Sra Giannadakis e Teo, dedicando também um momento à Melissa, que já visitara a loja algumas vezes com amigos. Brincou o velho. É claro que ele e Sra Lémieux se conheciam e, mais que isso, talvez até trocassem informações sobre confecção de varinhas. Segundo Carine, a madeira usada na de Mel havia sido sugestão do homem.


Observou todo o trabalho realizado em Teodore, as medidas tiradas, perguntas feitas… Parecia mais fácil ser selecionado para uma das quatro casas a receber uma varinha naquela loja, algo que fez Melissa rir um pouco, principalmente com a reação dos outros dois após o idoso sumir entre as caixas. Ao ouvir o pedido do garoto, sacou a própria varinha, cujo cabo era adornado com desenhos esverdeados que pareciam raízes de uma árvore e entregou-a ao menino, que dedicou um tempo a analisar a obra. Não demorou para Olivaras voltar, perguntando sobre sua varinha.
— Sim senhor, é uma varinha incrível e poderosa. — É claro que não falaria a ele que estranhamente sentia-se próxima dos equinos, como se pudesse entendê-los como entendo humanos numa conversa. Aquilo talvez não fosse por causa da varinha, mas tinha muita pesquisa a fazer.

Uma varinha reconhece seu dono rapidamente e a mesma coisa aconteceu com Teodore, logo na primeira tentativa. Melissa sorriu junto à mãe do garoto observando aquele momento.
— Do que é feita? — Perguntou ao Olivaras, recebendo como resposta toda a composição da varinha de Teo. — Uau. Parece uma varinha poderosa. O Carvalho é uma árvore bastante resistente, é um bom equilíbrio pro cerne de minotauro, conhecido por ser violento e um tanto difícil de controlar, mas bastante poderoso e… — Em meio à mini aula, se deu conta da empolgação e pensou que talvez os presentes não estivessem tão interessados em sua explicação. — Desculpe. —

Após sorrir envergonhada, aguardou Krínio pagar pelo objeto, ouvindo então o questionamento do garoto.
— Bom, agora que você já tem uma varinha, acho que precisamos de coisas que te ensinem a usá-la, não é? — Piscou para o garoto e foi atrás dele em direção à saída. — Como uma boa corvinal, sugiro que a nossa próxima parada seja na livraria. —

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Re: Olivaras

MensagemPortugal [#185252] por Lisa Cecile F. Romena » 26 Jul 2018, 12:09

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{ You were from a perfect world, a world that threw me away today.
GETTING A WAND! }


O Beco Diagonal sempre era um destino cobiçado em todas as viagens da Romena. Sempre que o pai ou a mãe inventava de comprar um caldeirão novo ou qualquer artefato de origem mais duvidosa, era para lá que viajavam. As ruas de pedra, as construções antigas, tudo lhe trazia uma parte de seu país natal, o que tornava o lugar um refúgio quando pensava em escapar da rotina. Agora, a situação era diferente... Estava parada em frente à loja que tanto namorou durante toda a infância.

O narizinho arrebitado grudava na vitrine escura, ignorando a fina camada de gelo que poderia mantê-lo preso para sempre. Ah, como seria bom poder pular toda essa etapa cansativa de ter que comprar material. Às vezes, pensava tanto nisso, com tamanha ansiedade, que parecia já ter feito a mesma coisa milhões de vezes. Havia apenas uma varinha na caixa sob as orbes multicolores, estava tão velha e empoeirada que nem dava para identificar o material de sua fabricação. Respirou fundo, então, reunindo coragem, antes de dar o primeiro passo para dentro e tocar o sino da porta.

Era uma caminhada curta até o balcão. Pequenas nuvens brancas subiam, discretamente, enquanto Lisa se aproximava. As ondas escuras sacudindo às costas como grandes cascatas de pura noite estrelada. Assim que os cotovelos apoiaram na larga superfície de madeira bruta, um homem magro, de grande nariz pontudo e óculos redondos - que faziam seus olhos parecerem imensamente maiores – se aproximou e deu as boas-vindas.
– Eu gostaria de uma varinha, mas ainda não sei qual.

Por um segundo, o Sr. Olivaras ficou sério. As grandes bolas de gude transparentes que ornavam seu rosto percorreram a menina dos pés à cabeça. – A varinha escolhe o bruxo, Senhorita Romena. – Como ele sabia quem ela era? A garotinha se perguntou assustada, recebendo apenas um sorriso amistoso em resposta. – Não são muitos bruxos conhecidos por heterocromia. – Era como se ele estivesse dentro de sua mente. Por um segundo, Lisa precisou se lembrar de quem Olivaras era e sua fama pelo mundo. Não estava diante de um bruxo comum, ah, não mesmo.

Pigarreou, tentando encontrar desculpas satisfatórias a sua má compostura.
– Eu poderia testar uma? – “Ah, sim, você poderia”, o homem lhe respondeu sem qualquer cerimônia, porém, nem um músculo de seu corpo se movera. – Por favor? – A castanha tentou um pouco mais, esforçando-se para que a palavra não parecesse um martírio. Usá-la não fazia parte de sua rotina. Todavia, assim que as letrinhas lhe crisparam os lábios, o Sr. Olivaras deu as costas e desapareceu entre uma prateleira quase infinita de caixinhas pretas. Voltou com uma na mão, tão velha quanto a morte, era impossível que sua varinha estivesse ali dentro.

- Hm... Talvez o senhor tenha se enganado. – Tentou, esperançosa.

- Vamos ver... – Ele respondeu sem qualquer secura na voz, entregando, por fim, a varinha que estava guardada. Delicadamente, Lisa segurou a peça e a analisou. Era bonita, mas simples, sem qualquer ornamento precioso ou entalhe irreverente. A menina sacudiu o punho um pouco a contragosto e nada aconteceu. O dono da loja recolheu a varinha e a retornou a sua caixa, pegando mais uma de uma pilha sobre a mesa.

Essa era linda e fez com que a portuguesinha enchesse os olhos de brilho. Tinha detalhes dourados em forma de galhos e folhas incrustados à madeira que era clara como o dia. Mesmo em seu armário de joias, jamais havia posto as orbes em algo tão magnífico. Lisa logo agarrou o objeto com propriedade e fez um movimento preciso, certa de que aquela era a sua varinha. No entanto, o senhor do destino é engraçado e tem um ótimo senso de humor. Apenas um pouco de pó saiu da ponta da varinha, fraco e patético.
Aquela também não era sua.

Depois de uma infinidade de tentativas fracassadas, tanto o atendente quanto a mocinha mostravam uma impaciência perceptível. Ela, por não entender como nenhuma das peças poderia a querer e ele, por sua vez, intrigado com aquele fato inédito. Geralmente, um bruxo demora entre três a quatro varinhas para encontrar a certa e, naquele instante, estavam iniciando o teste com a trigésima quinta. Também um martírio, por assim dizer. Olivaras parecia um furacão entre as prateleiras e pilhas de caixas vazias, lançando-as ao ar a procura de alguma que ainda não tivesse sido encontrada.

Lisa experimentava a sensação tórrida da rejeição pela primeira vez.


- Acho que eu não sou digna das suas varinhas... – O timbre rouco indicava uma possível choradeira que, com força, foi segurada nos pulmões. - Bobagem, criança... – Havia ternura na frase, ainda que com rispidez. Ele esticou o corpo e já estava se preparando para mais uma busca quando, de repente, seus movimentos pararam bruscamente e a atenção se voltou totalmente à vitrine. – Espere um minuto. – Disse, passando veloz pelo balcão e agarrando aquela caixinha empoeirada. Ele a limpou com destreza sobre a madeira onde Lisa se encostava e lustrou cada detalhezinho da varinha. Era uma peça simples, mas bonita que, imediatamente, capturou a atenção da garota.

- Castanheira, 27cm, levemente retorcida... Uma varinha que se adapta ao núcleo e à personalidade de seu dono. Nesse caso... A Escama de um Basilisco pede bruxos ambiciosos e cheios de auto-confiança. Ela pode agir por contra própria e ser temperamental, no entanto, é somente leal a um dono. – Enquanto dizia, seus dedos compridos deslizavam ao longo do objeto, acariciando-o. – Esta aqui está a espera de alguém há mais de cinquenta anos. – Então, sem cerimônias, a estendeu, cuidadoso e sério, até Lisa.

No instante em que sua pele tocou a varinha, uma vibração intensa enganchou no pulso, envolvendo-o feito um elo invisível e poderoso. Apesar da força que sentia, não tinha medo. Também não foi preciso elaborar algo mais suntuoso, pois, tão logo teve a peça em suas mãos, farpas douradas escaparam da conta, tão brilhantes que quase podiam cegar. Elas a rodearam num abraço apertado, o suficiente para fazer o coração quase parar.

Aquela era a sua varinha.

Aquela era sua.

Olivaras parecia orgulhoso e nostálgico, como se lembrasse do momento em que sua amiga havia sido fabricada. A jovem Romena apenas a apertou bem dentro do bolso do casaco e pagou pelo serviço. Já estava de saída quando, com um sorriso bobo, virou-se para o balcão uma última vez e deixou um “Obrigada” tímido escapar. Hogwarts seria mesmo uma doce aventura.


Talking To: - Olivaras.// NOTES: Pronto.
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Postado Por: Leticia Da Silva Ferreira.


Re: Olivaras

MensagemFranca [#217086] por Lin Mombashi » 14 Set 2021, 12:39

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Vamos as compras

Parte I


Eu detesto este esteriótipo que “mulher adora fazer compras”. Sempre detestei me enquadrar neste tipo de coisa. Mas tenho que admitir, estar ali no Beco Diagonal estava sendo como viver um sonho! Meu paizinho estava tão radiante quanto eu, e não parava de lembrar dele mesmo quando pequeno, andando por aquelas ruas peculiares e sempre abarrotadas de clientes, sendo assessorado por empregados de sua família. A mesma família que lhe daria as costas anos depois, mas isso é outra história, não quero lembranças ruins neste dia, me atrevendo a ser exagerada, realmente mágico. E sim, mesmo tendo conhecido mercados diversos de locais tão exóticos como Turquia, Marrocos, Egito, ainda assim estava fascinada com as lojas e os itens oferecidos.

Depois da obrigatória passagem pela Floreios e Borrões, para comprar os livros da lista, lá fui eu para o Olivaras. Eu parecia conhecer a loja, de tanto que meu pai descrevia ela para mim quando me contava suas histórias, mas confesso que fiquei um pouco receosa quando vi a quantidade imensa de itens que pareciam se acumular por todos os cantos, mesmo aparentemente organizados. Como alguém poderia se entender naquela montanha de caixinhas? E a resposta chegou logo, na imagem do Sr. Olivaras em pessoa, que mesmo sendo simpático me assustou parecendo saber quem eu era. Quer dizer, ele SABIA mesmo quem eu era! Enfim, não demorou para ele me apresentar a uma das varinhas do mostruário. Pode parecer meio besta, mas mesmo sabendo desde pirralha que meu pai era um bruxo, que magia existia e tudo mais, eu nunca havia tentado fazer magia antes. E quando eu peguei a tal varinha...bem, digamos que a pouca organização do lugar acabou, quando um monte de caixas das prateleiras resolveram grudar no teto da loja! Graças a Krishna a segunda varinha acabou funcionando.

Assim que toquei a varinha, eu senti algo como eletricidade percorrendo todo meu corpo. É difícil explicar em palavras, mas era nítida a sensação de poder, e de liberdade. Eu não sei se é assim com todo mundo, mas por um tempo que eu não saberia descrever, todos os medos que eu tive em minha vida desapareceram. Acho que estava daquele jeito tempo demais, pois o Sr Olivaras teve que me cutucar para eu acordar daquele transe maluco. Bem sem graça, eu agradeci e voltei ao encontro do meu pai, que me aguardava do lado de fora. E coitado dele, tentando gerenciar a minha afobação enquanto descrevia o que aconteceu na loja.

— Você não vai acreditar como foi lá dentro! Eu me senti incrível quando a varinha me escolheu, o Sr. Olivaras tinha toda razão! — Cuspia as palavras de modo desordenado, era tanta emoção junta que nem me importava de estar tão elétrica daquele jeito, fazendo meu pai dar uma gargalhada gostosa. Isso era raro, Ele sempre carregava consigo uma ponta de tristeza, e sei que em boa parte é pela lembrança da mamãe.

— Eu sei sim, minha pequena Lin, é a mesma coisa que eu senti. Eu sei como este momento é especial para você, pois foi a mesma coisa para mim, e só posso agradecer aos deuses por estar te proporcionando esta mesma felicidade! — Seu sorriso ficava mais largo e radiante, ao mesmo tempo que seus olhos brilhavam denunciando lagrimas próximas. — E falando em momentos especiais, eu tenho uma surpresa para você, algo que você me pediu muitas vezes, e acho que você já está pronta para ter — Então ele revela o bonito embrulho, cheio de furos, claramente indicando que o conteúdo precisava deles para respirar.

—Um sapinho azul! Não acredito!!! — Eu perdi a conta de quantas vezes tinha implorado para conseguir um sapinho daqueles, que me deixava fascinada com os tons vibrantes de azul de sua pele. Fuçando nas anotações de meu pai,cansei de ver referencias a espécies muito coloridas de sapos, todas muito venenosas, mas que não era o caso daquela em especial. Nenhuma ilustração ou fotografia fazia justiça a profundidade do azul da minha linda Blú! Sim, ela já tem nome, e de cara parecia ter gostado de mim!

Tá, aqui estou eu caindo de vez no esteriótipo das compras....mas de vez em quando até que não faz tão mal, né?


Interação com: Dinesh Mombashi (NPC)
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Lin Mombashi
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