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Cabeça de Javali

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Re: Cabeça de Javali

MensagemRussia [#216709] por Alik Yuriev » 23 Ago 2021, 22:42

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I



    Um encontro em Hogsmead, era tudo que havia pedido, ligando uqalquer botão do fod*-se em como aquilo iria soar e mesmo não tendo recebido nenhuma carta de resposta – não que esperasse todo o desdobramento em mandar a confirmação- no final de semana em questão havia conseguido deixar Uri sem dizer exatamente a onde iria para tomar rumo ao vilarejo. Precisava entregar alguns papeis atrasados a inspetora com o pré-planejamento de rondas da semana, horários e escalas de monitores e fora nesse “volto em breve” que a ida até a sala de Melinda se tornou a desculpa ideal para deixar Uriah largado na preguiça na comunal aproveitando o calor da lareira junto a outros alunos menos animados em sair e aproveitar o final de semana livre.

    Conferia o relógio de pulso junto com o que havia em uma das paredes do javali, estava adiantado, muito, já havia secado dois ou três cappuccinos enquanto aguardava Sasha. Não havia volta, mesmo que não fosse hábito tomar alguma decisão impulsiva sem antes analisar as alternativas e situações pós ação, embora aquele assunto em questão não fosse algo do qual poderia prever qualquer reação.
    Havia repassado inúmeras situações em mente que iam desde uma briga e vozes alteradas a talvez um possível não retorno a escola, porém precisava contar com ele, havia feito uma merda muito grande e não teria outra pessoa com quem contar. Se não por mim, por Uri, que certamente não merecia estar sozinho caso todos os medos atuais chegassem a se tornar realidade.

    O chá de juízo deveria ter sido tomado antes, bem antes de nos envolvermos em tudo aquilo, antes de estar atolados até o pescoço. Talvez fosse a maturidade de fato chegando em saber que em breve perderíamos toda a segurança e privacidade que Hogwarts nos proporcionava junto com a preocupação de ter que colocar um fim no seja-lá-o-que-tínhamos que não poderia ser definido em um relacionamento como os normais. Até cogitar o fim por motivos maiores nada daquilo havia me tirado o sono, mas o que seria nosso futuro? Não poderia jamais garantir um futuro a Uri juntos por motivos óbvios, aliais, nenhum de nós poderia garantir qualquer coisa sobre nossos próprios futuros fora da escola, sabiamos nosso lugar e nosso dever desde cedo, sendo instruídos e movidos como peças de um tabuleiro de xadrêz por um jogador maior, uma rede muito maior do que nossa própria capacidade em almejar qualquer conquista pessoal.

    Havíamos, cada um de nós, nascido em uma família com propósito e destino definido muito antes de nossa própria existência, um dever real que acima de tudo seria cumprido sem escolhas.

    O gosto de café já estava impregnado em meus lábios com mais uma xícara chegando ao fim quando a figura do mais velho emergia porta adentro, me levantei para cumprimentar o mais velho com um aperto de mãos e indicar uma cadeira da mesa que havia escolhido estrategicamente afastada das demais para que não houvesse ouvidos a mais escutando a conversa. Estratégico também havia sido o horário menos movimentado junto com um dia em que não haveria excursão de alunos ao vilarejo, diminuindo assim a lotação da maioria dos estabelecimentos caso ali não fosse possível conversar sendo obrigado a partir para o plano B. - É só eu.- Não havia surpresa na pergunta de Sasha e nem em sua expressão ao não ver a presença do mais novo de nós ali. Em momento algum na carta que havia lhe enviado deixei intencionado que Uriah participaria daquele encontro. - Peça algo, eu pago.- voltei a me sentar onde estava antes, tomando o restante do café que era uma das poucas bebidas sem alcool por questões de escola e cuja qual podia pedir sem açucar que não seria enjoativa. - Obrigado por ter vindo, espero não ter atrapalhado algo em sua agenda.- Imaginava que aquela altura do ano o mais velho estivesse tão enfiado nos negócios de nosso pai cumprindo o papel de sucessor que as chances de atrapalhar seriam grandes, porém nunca havia se quer cogitado que ele não apareceria.

    Era aquela confiança cega a indole e seriedade de Sasha conosco que me fazia confiar nele o que diria ali, a mesma que também me causava certa inveja no passado embora jamais adimitisse isso nem a mim mesmo em pensamentos. - Antes de começar, preciso que prometa que vai ficar do lado de Uriah, independente do que sentir a partir desse dia, ok?- Fácil seria dizer que o caçula estaria passando mal escondido novamente, porém tinha plena consciencia que não era isso que ele esperava mesmo ouvir. Esse tipo de notícia seria notificado pela escola que ja estava ciente da condição dele, além de que também poderia ter contado qualquer desconfiança por carta sem necessidade real de fazê-lo de deslocar de tão longe apenas para “matar a saudade”.

    O caso é que medir palavras e rodear assuntos não era meu forte, por isso as palavras tropelaram meus lábios em gaguejos não era nada normal, mas agora diante do mais velho sentia o fim mais próximo do que antes. E sim, o fim da vida. - Aqui vamos tratá-lo por ele toda vez que formos nos referir ao nosso irmão para não ficar repetindo nomes em voz alta.- Sussurrava mudando notoriamente o tom da conversa assim como o idioma para nossa lingua mãe.

    Porque agora? Não haveria outras oportunidades de ver o mais velho a não ser em feriados e se Sasha fosse ter a reação mais sensata do mundo que seria querer nos matar preferia que não fosse em nossa casa correndo o risco de explanar aquele segredo, ou quem sabe tinha alguma fé nas semanas que teriamos antes do feriado de natal que se aproximava para deixá-lo absorver e refletir sobre o assunto. - Ele comentou por alto que nosso pai o instruía a como controlar e treinar sua telepatia, isso significa que o velho também pode e... Mesmo que eu tenha sido idiota de fazer algo tão inconsequente é óbvio que não pretendo deixar qualquer brecha sobre o assunto, porém, se... repito... se acontecer algo e nosso pai souber, eu quero que não vire as costas a... ele.- Ergui a mão na menor intenção do mais velho em interromper.

    Sabia que estava sendo confuso, mas precisava continuar sem interrupções e logo Sasha ligaria todos os fatos e porquê aquele pedido. - O que você acha que nosso pai faria se descobrisse que você é gay? Ou que eu seja gay? Ou o Uri? Ou uma de nossas irmãs?- Alexander podia ser o soldadinho perfeito de nosso pai, mas não era burro, isso não. Sua expressão, seu olhar denunciava o que era óbvio que sabiamos que aconteceria a qualquer um de nós, haviamos crescido em um lar rigoroso regido por uma ditadura rodeado dos discursos mais medievais do que o próprio sobrenome que nossa família carregava. - Apesar de contar esse segredo pra você não ache que estou fazendo isso porque acho errado o que aconteceu. Senti culpa por isso por muito tempo até perceber que não é nossa culpa sentir o que sentimos e... Bem... Eu amo ele.- Esperei alguns segundos a reação do mais velho até perceber a necessidade de ser mais claro. - E-le e não só como irmão, não é de agora, não é de hoje e não é somente eu... Exatamente... A gente ficou sabe? Ficando. Mas ele não sabe que vim lhe contar isso, nem o que fazemos escondido de todos porquê com certeza iria querer intervir. E eu sei que é errado, o quanto foi errado, mas não vou mentir dizendo que me arrependo de algo que nem sei explicar como ou quando começou, mas algo dentro de mim teme que se um dia nosso pai vier a descobrir algo aconteça com ele e é só isso que queria te pedir. Não para apoiar, nem para encobrir, só peço que se acaso for necessário você possa escondê-lo longe de nosso pai, em segurança. Se... Se eu pudesse mudar isso, mas não podemos apagar o que aconteceu, eu.. Não tinha a noção do problema que é que tenho hoje.- Era óbvio que não pedir proteção para si, assumia a responsabilidade mas jamais permitia que Uri fosse castigado por aquilo, até porque não seria apenas uma surra que apaziguaria o Czar, uma surra de cinto ou chicote de reado era algo que levávamos na infância quando brigávamos coisa boba de muleques. O que poderia acontecer era muito mais sombrio e mais lento do que uma simples surra, teríamos sorte de morrer rápido.

    - Desculpa irmão. A decepção e vergonha era praticamente palpável enquanto mantinha os olhos agora fixos na xícara de café vazia a nossa frente esperando literalmente qualquer coisa vinda de Sasha. Era errado envolvê-lo tanto e egoísta, mas precisava dele como irmão mais velho como nunca antes jamais havia solciitado que fosse.


Interagindo: Sasha Yuriev.

Itens Utilizados:

  • Cappuccino

    Usou um Cappuccino.

Editado pela última vez por Alik Yuriev em 23 Ago 2021, 22:44, em um total de 2 vezes.
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Re: Cabeça de Javali

MensagemRussia [#218423] por Sasha Yuriev » 11 Nov 2021, 20:32

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There are things better unknown
Better unsaid
Parte I


Um ano era muito tempo.

Era muito tempo para estar longe, muito tempo para se livrar de hábitos e aprender outros. Era muito tempo para não os ter perto também. Talvez, se fosse levar tudo em consideração, estava a muito mais tempo longe, mas fora nesse último ano que as coisas realmente começaram a tomar formas e planos começaram a ser criados. A verdade era que havia feito mais naqueles poucos meses fora da escola do que havia em todo o tempo como czarevich, ou príncipe falando assim para que os simplórios entendam. A verdade era que usava a palavra como um fardo.

Era uma posição de trabalho infeliz mais do que um sonho da Disney. Na realidade estávamos longe disso, o meu ‘império’ era construído com castelos de areia e ideais tão frágeis que qualquer vento de mudança os bagunçava e fazia com que os conservadores se agitassem, reclamassem... construíssem campos de concentração em uma era distante demais das Guerras Mundiais. O triste era que mesmo naquela época isso era considerado algo atroz, hoje em dia era simplesmente absurdo. A barbárie por trás de tudo isso só confirmava que o mundo não conhecia a real face da bela Pátria.

Mesmo assim, aquilo que conheciam também não era belo. O que sabiam dos campos Siberianos? Do permafrost que descongelava e exibia aos poucos doenças a muito esquecidas, dos campos de carvão que injetavam negras nuvens de fumaça na atmosfera, das pessoas que morriam de frio quando nem mesmo a Vodka conseguia se manter liquida. Essas coisas absurdas, que fogem ao senso comum de qualquer um que pense em Pátria eram comuns em meu solo e, sem sombra de dúvidas, eram motivos para que eu quisesse deixá-lo e desejasse levar meus irmãos comigo. Era um sonho e esperava que não fosse distante.

-Alik...– Sorri quando finalmente o moreno entrou em meu campo de visão, assim que atravessei a porta. –Uri...?– Indaguei, assentindo um pouco com a resposta. Só ele. Eu conhecia Alik bem o suficiente para saber então que isso ou era muito sério ou muito idiota. Não seria a primeira vez que teria encontrado um dos dois sozinho para que pedissem para que alguém fosse mandado para outro lugar, se bem que com a formatura de Alik no final do ano isso era razoavelmente inviável. Talvez ele quisesse saber o que fazer com o caçula, isso faria sentido.

O eu pago me trouxe um sorriso ao rosto. – Tão adulto...– A provocação me veio com facilidade enquanto fazia sinal, pedindo um simples café. Assim puro, quente, sem açúcar e tão ‘adulto’ que chegava a doer. Era isso então a maturidade? Ser preso pela mesmice e coisas chatas? Coisas previsíveis como um café. Mas não como isso, não como essa conversa. Franzi o cenho levemente, mas assenti. O que eu precisaria apoiar Uriah? – Okay, okay... eu... prometo? Alik, o que... onde você quer chegar com isso? – As próximas perguntas seriam naturalmente ‘o que aconteceu?’ e a essa altura a preocupação agitava meu estomago.

A cada segundo daquela narrativa eu ficava mais confuso, mas assentia, aceitando calado os termos daquele contrato imaginário. Eu apoiaria o mais novo, eu o ajudaria, não trataríamos dele pelo nome e sim por ‘Ele’. Ergui levemente a sobrancelha, evidentemente confuso. –Isso... não era meio óbvio? Uri... uh, Ele aprendeu isso com o pai, obviamente.– Comentei, com tom de quem dizia que o céu era azul sem sombra de dúvidas. – Alik, o que você fez....? – E a cada segundo que se passava mais ficava óbvio que ele tinha feito algo. E o prosseguir da conversa não foi muito feliz.

Mantive a testa franzida, me calando conforme as informações eram passadas. Claro que ele sabia, em tese imaginava que nosso pai soubesse também sobre paixões e que apenas as ignorasse, mas aquilo... o rumo que aquilo começava a tomar. –Alik...– Falei lentamente, em tom de aviso. – Tome muito cuidado com o que você acha que quer me dizer nesse momento.– Talvez uma ameaça oculta, não que isso importasse muita coisa. Existiam coisas que eu preferia não saber e, conforme ele abria a boca, eu tinha mais certeza que aquela era uma delas. Sacudi a cabeça, como se aquilo fosse mudar as coisas.

Então isso... esse era o motivo de eles estarem se dando tão bem, de Alik ter pedido para ficar, de Uri se arrastar para o quarto dele depois do castigo. Claro que eu sabia disso, eu ouvia coisas, eu observava. – Você não tinha o direito. – Ainda estava em choque, como que eu poderia reagir a isso? Como que eu... – Você não tinha... – Pausei, -Vocês não tinham...– Sacudi a cabeça, respirando fundo. – Que merda, Alik. Que...– Okay, tudo bem, eu não... eu não precisava causar uma cena. Eu não podia. Foquei a atenção na xicara que havia bebericado até então, refletindo.

- Isso... isso é uma das coisas que você não deveria contar para mim, contar para ninguém. Vocês não deviam... – O encarei então, nesse momento não sabia se queria dar uma surra nele ou em Uri, ele também tinha culpa nisso. Ao mesmo tempo eu entendia o que era amar um homem, só que isso... isso era diferente. – Se alguém souber disso, você entende o que vai acontecer? – Considerando o país de onde viemos, matariam eles. Matariam algum deles e eu tinha certeza disso. – Desculpa não começa a descrever o que... Isso... isso é inconveniente. – Mas ao mesmo tempo deixava a minha vida mais fácil.

Talvez a resposta estivesse aí. Eu precisava matá-los. Se estivessem mortos, ninguém poderia machucá-los, certo? Obvio que não deixaria esse boato... correr. Mas a morte. Isso poderia me ajudar, poderia me ajudar a alcançar a liberdade, a permitir a liberdade deles. – Você não vai mais pensar sobre isso.– Instrui com certa frieza, demoraria a aceitar isso de verdade, se é que conseguiria algum dia. –Não pense em seu irmão, entendeu? Isso é arriscado. Pense em alguém, qualquer outra pessoa, mas não pense em nomes ou rostos se conseguir e não... não faça nada que eu não tenha instruído, entendeu?

Eu tinha um plano. E para isso, precisava deles mortos.


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Re: Cabeça de Javali

MensagemRussia [#218427] por Alik Yuriev » 11 Nov 2021, 22:26

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II





    Não bastava o aviso, já havia refletido dias, semanas sobre precisar contar ao mais velho o que precisava, não havia tomado aquela decisão do dia para a noite e no fundo sabia que o mais velho me conhecia o suficiente para saber que não freiaria por um aviso. Não aquela altura.

    Ninguém tinha o direito, entendia que não tínhamos o direito de ter feito o que havíamos feito e por mais errado que fosse no fundo também sabia que ninguém tinha real direito de dizer o que poderíamos ou não fazer. No fim, era apenas nos que entendamos o que acontecia de fato em nossa mente, a ideia de estar além das regras de irmãos e parentescos que outrora não importou tanto a realeza quando se tratava de casais héteros.

    - Eu não gostaria mesmo de ter que te colocar nessa situação, Sasha. Contar é por você como cúmplice ou algoz em nós entregar, mas de todos você é o único que poderia proteger ele e eu sei que faria isso caso eu... Falte... Por algum motivo.- Não abandonaria Uriah, aquele pedido ao mais velho era apenas no caso de morrer antes que pudesse salvar Uri e sabia que Sasha entendia desta forma. - Entendo, por isso estou lhe contando.- Erguia finalmente os olhos para encarar o mais velho do outro lado da mesa. Podia ver em seu rosto o ódio, a repudia e tudo mais que se acumulava no tom vermelho de ódio que tomava sua face ao mesmo tempo em que forçadamente Sasha mantinha a pose e o tom casual da conversa e por um instante, numa atitude completamente errada, o sorriso me veio aos lábios diante da cena.

    Era nosso pai. Aos poucos podia ver, era notória a mudança e maturidade do mais velho que o fazia beirar estranhamente a sombra de nossa próprio pai. - Teríamos sorte se acabássemos explodidos, simples e bem rápido. Mas você não entende porque precisava ser você a saber? Você é o homem de confiança dele, irmão.- Respirava fundo voltando a seriedade de antes, ainda mantendo contato visual com o mais velho. - Eu... Yeva... Uri. Somos peões nesse jogo ou acredita mesmo que nosso pai quisesse tantos filhos para explorar toda sua capacidade paternal e amorosa? Não existe qualquer plano de grandeza para nenhum de nós, mas Anya, Sasha e você?... Somos peças que ele move como nem entender, não é atoa que colocou um em cada canto, nem se quer se deu ao trabalho de nos moldar como fez com vocês que pretendem herdar algo algum dia.-

    Movia levemente a mão em um gesto apontando na direção do mais velho como um todo. - Você está tão empenhado que se veste como ele, se comporta como ele... Em outra época provavelmente teria voado sobre essa mesa e não pouparia os socos, mas você foi moldado para pensar nas consequências, no que você representa, no que o Czar representa e você se quer percebeu isso ou percebeu? Por isso só você poderia cuidar de Uri se chegasse a esse ponto, porquê nosso pai não arriscaria perder o melhor soldado que tem, você.- Não havia perigo para Sasha no fim, qualquer acusação de cumplicidade poderia ser justificado com o fato de querer proteger a imagem de todos e fim. Não achava que nosso pai fosse trouxa, mas sabia que não seria burro em por em risco perder Sasha, até porque via como até mesmo nossas irmãs ficavam de fora de coisas que diziam respeito apenas a eles.

    - Sabe irmão. Quando mais novo eu já tinha inveja do que eu pensava que um dia você se tornaria, de toda a grandeza que o cercaria, também já quis ser você apenas pelo fato de você estar um passo a frente em tudo, mas... Eu te admiro muito, saber que como irmão essas atitudes te deixem decepcionado me deixa estranho, mas não com o passar do tempo passei a ter mais pena do que inveja. Isso não me serve. Você diz que não tínhamos o direito, mas qual de nós tem direito a algo que seja?- Movia a cabeça assentindo finalmente ao pedido final de Sasha. Entendia perfeitamemte aquele pedido e tudo que significava não ver ou pensar em Uriah como irmão e talvez a muito tempo já fazia isso, por isso as coisas aconteciam tão facilmente.
    Por isso não parecia errado, não concebida a ideia de pecado ou erro encima do que sentia pelo mais novo porque o via como uma pessoa e apenas isso, uma pessoa a quem amava e sentia necessidade de estar junto, não como apenas o irmão como deveria ser. - Entende porque não podia ser por carta?- Movi finalmente o corpo da posição que havia assumido na cadeira confiante que em algum momento receberia um soco ou qualquer outro objeto voador no meio do olho.
    Retirando por fim a carteira do bolso e as notas para o café e gorjeta, deixando-as sobre a mesa antes de finalmente levantar.

    - Não espero que entenda ou aceite, mas conto com sua promessa.... Irmão.- Concluí, mirando o chão por alguns segundos antes de lembrar de encarar o mais velho novamente, enfiando ambas as mãos nos bolsos.

    No fundo queria apertar sua mão, queria até mesmo abraça-lo e culpa disso era o fato de ganhar maturidade para entender a necessidade daquele tipo de contato entendendo quando também precisava desse tipo de conforto, porém o receio de não parecer digno, de não ter o direito ecoava no fundo da minha mente me fazendo apenas acenar com a cabeça uma breve despedida e deixar o local de volta as ruas frias tomadas pela fina camada branca que cobria as ruas de Hogsmead todo ano semanas antes do feriado de natal.



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Re: Cabeça de Javali

MensagemEstados Unidos [#218886] por Aura Fernández » 20 Nov 2021, 05:00

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No pienso beber sola
Uno.


¡Por Dios! ¡Qué año!— Disse a bibliotecária ao virar um shot de tequila. Quem diria que estaria bebendo sozinha… Uma bebida que pagava com seu próprio dinheiro, pouco, mas seu. Essa história de trabalhar era demasiadamente exaustivo, nem acreditava que tinha mesmo sobrevivido todo o ano. Agora era aproveitar as férias economizando. Argh, só essa palavra lhe causava asco. Não era fácil ser uma falida em um mundo onde o que mais importava era o dinheiro. Talvez devesse encontrar outro marido para lhe bancar, a ideia era linda. Riu consigo mesma. Não, não deveria cair nessa de novo. Apesar de que, se conseguisse, talvez teria sua herança de volta. Seu pai gostaria disso, não gostaria? Ah, claro, aquele bruxo velho ia adorar. Velho idiota.

Em meio a tantos lamentos internos, a filha de mexicanos escutou alguém falando em sua língua materna. — Qué raro.— Em todos os lugares da cinzenta Londres só escutava o inglês pomposo deles. Deu uma olhada para o lado, para ver de quem via. Foi quando viu uma moça animada, talvez um pouco mais jovem que ela. E, como não tinha nada a perder, decidiu ir até a mesa dela. Já chegou sentando ali. Talvez estivesse ligeiramente alta. — Holla, me llamo Aura María.— Por sorte ela não pareceu estranhar tanto a abordagem repentina. Bem… Talvez fosse divertido ter alguém para conversar no idioma que gostava mais. — Estoy celebrando…— Fez um suspense. —¡Mi perdición!— Se deixou rir por um momento. Que tragédia que sua vida havia se convertido. — Garçom, traz uma tequila pra mim e uma pra minha amiga aqui. É… Qual é mesmo o seu nome?— Parecia importante perguntar, mas não sabia ao certo.

Louisa, qué bueno. Tu vas a ser mí amiga, Louisa.— Aura María já havia ouvido falar em perguntar e pedir as coisas? Talvez apenas muito recentemente, era acostumada a ter sempre o que queria. Só que ultimamente não tinha tido a sorte de ter o mundo aos seus pés. Estava tão sozinha, queria alguém com quem conversar. Seria bom se essa estranha de nome Louisa a aceitasse como amiga, ou talvez se enfiasse mais no poço que tentava afogá-la.


With: Louisa Ramirez
Notas: Perdão por isso, Nick haahaha
Aliás, se eu deixasse, o post saia todo em espanhol hahahaha
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