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Florean Fortescue's Sorveteria

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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemBrasil [#136679] por Carol Jacobs » 24 Jul 2014, 21:21

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      O sol intenso refletia os cabelos da menina enquanto a mesma se debruçava sobre o livro recém-adquirido devorando cada palavra como se tomasse de um néctar dos deuses. O sorvete, a muito abandonado no centro da mesa, já começava a derreter formando uma papa. Suas feições, embora sérias pela concentração excessiva, resguardavam o sorriso da empolgação contida no peito da pequena. Era a primeira vez que desfrutava de um momento como aquele. Algo simples, até mesmo banal para alguns, mas que para ela representava a confiança depositada em si por seus pais. Afinal, ela estava ali sozinha, em meio à correria da volta as aulas, enquanto seus pais buscavam pelos demais materiais que haviam sido deixados para trás no dia anterior.

      Suspirou calmamente enquanto passava a página para continuar em sua leitura exasperada. O livro retratava a história política por trás da segunda guerra mundial, todos os bastidores que culminaram em uma das mais sangrentas guerras que já existiram. Embora o conteúdo fosse pesado, e até mesmo enfadonho, a pequena o achava fascinante, adorava a forma como a visão mundial mudou após a guerra. Não acreditava em lutas físicas, aliás, desprezava qualquer tipo de violência, exceto os murros deferidos contra seu irmão, pois ele merecia. Mas acreditava piamente no poder das palavras e na mudança que poderia ser executada pelas mesmas. O mundo já evoluirá bastante no quesito preconceitos, mas ainda existiam inúmeros ‘guetos’ que mereciam a atenção dos demais. Os trabalhadores maltratados pelos horários excessivos e más condições de trabalhos, os homossexuais a quem era negado o direito de demonstrar seu amor publicamente entre tantos outros.


      - Aí... - exclamou meio atordoada quando alguém esbarrou em si fazendo com que o sorvete já derretido se espalhasse pela mesa. Segurou o livro como se fosse sua vida, não gostaria que seu mais novo filho fosse danificado.- Não poderia tomar um pouco mais de cuidado? - inquiriu ainda agarrada ao livro enquanto buscava o rosto do ser desatento que quase danificara seu mais novo objeto de adorno.

      Era uma menina, deveria ser um ou dois anos mais velha que a própria Violette. Ela não parecia alguém que faria algo de propósito, provavelmente estava distraída por isso acabou esbarrando em si. Isso sem falar que aquele lugar se encontrava apinhado de gente, não havia mais mesas disponíveis de tantas crianças que se encontravam ali para fazer suas compras.
      - eu sou a Violette - falou calmamente estendendo-lhe a mão. - Por que não se senta e pedimos um sorvete? -perguntou ainda agarrada com seu livro enquanto buscava um funcionário que pudesse fazer a gentileza de limpar os restos de sorvete que adornavam a mesa.
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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemPolonia [#136687] por Hazel Sniegowski » 25 Jul 2014, 00:21

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    O beco diagonal parecia um pouco mais calmo aquele ano, comparado com anos anteriores em que o movimento era constante no período que antecedia as aulas. Dei uma olhada nas ruas, constatando que não havia ninguém conhecido por ali, queria ao menos encontrar algum colega para bater um papo. O fato de saber que não voltaria para Hogwarts, causava-me uma nostalgia enorme. Suspirei, olhando para trás e constatando que o mesmo motorista mal humorado que havia me deixado no tal acampamento na Romênia continuava caminhando em meu encalço.

    A pergunta que não quer calar: o que eu estava fazendo na Romênia enquanto deveria estar em algum chalé confortável? Alguns dias depois, o monstrengo apareceu lá para me buscar, dizendo que tínhamos que fazer as compras dos materiais porque a minha mãe não teve tempo para isso. Sério?! Ela não fazia absolutamente nada. Mas tudo bem, aquelas férias haviam ficado chatas mesmo. Olhei mais uma vez para a lista de compras em minhas mãos, a verdade era que eu não estava com nenhuma vontade de ficar pulando de loja em loja para achar os devidos pertences. – Pega aí essa lista e compra essas coisas, porque eu vou tomar sorvete. Depois me encontra lá. – Atirei um beijo em sua direção e comecei a caminhar em passos largos, esperando que desse certo.

    A sensação de olhar para trás e perceber que, finalmente, não tinha ninguém ali foi de alívio. Abri um pequeno sorriso enquanto observava a sorveteria do lado de fora, simples e aconchegante, tudo que eu precisava naquele momento. Quando entrei, percebi onde estavam todas as pessoas do Beco Diagonal, estavam todas decididas a tomarem sorvete. Constatei que não havia mesas desocupadas e me encaminhei para o balcão, infelizmente, teria que fazer o pedido a moda antiga. O atendente levou minutos para aparecer e, quando o fez, estava com um péssimo mal humor. Revirei os olhos enquanto pedia um sorvete duplo de chocolate, precisava de muitas calorias para minha habitual energia voltar.

    Não esperei sair da sorveteria para saborear o sorvete que, aliás, estava maravilhoso. Comecei a caminhar, desviando de forma ninja das pessoas que tentavam inutilmente chegarem ao balcão, o local estava parecendo mais trouxa do que mágico e isso estava me deixando incomodada. Afinal, aquela confusão poderia ser resolvida com um pouco de magia. Dei de ombros, a minha intenção era sair logo dali, dar uma escapada do motorista/acompanhante/segurança e dar uma volta para olhar os lançamentos das vassouras. Porém, o inesperado aconteceu, – sim, ele sempre acontecia comigo – um homem alto e forte esbarrou em meu ombro, fazendo com que o meu sorvete voasse da minha mão e caísse na mesa de alguém.

    O mundo parou quando olhei para a pessoa que habitava a mesa, loura de cabelos quase brancos de tão claros e os olhos eram de um azul tão claro que poderia ser comparado ao céu. Respirei fundo, buscando um pouco de sanidade e tentando voltar, imediatamente, para a realidade. – Desculpe, foi sem querer, não tive a intenção. – Ainda estava um pouco área devida tamanha beleza a minha frente, quando ela me convidou para sentar, comecei a sentir leves borboletas no estômago. Um funcionário apareceu para limpar a mesa e anotar os pedidos, acabei pedindo novamente o sorvete de chocolate, esperando que, dessa vez, eu pudesse saborear inteiro. – Sou Hazel, Hazel Sniegowski, prazer. – Sorri com o canto dos lábios, enquanto colocava as mãos sobre a mesa.
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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemBrasil [#136689] por Carol Jacobs » 25 Jul 2014, 01:19

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      Os olhos são as portas da alma, já dizia o poeta, no caso de Violette seu sorriso era a porta para a felicidade, só de vê-la sorrindo qualquer um se sentia contagiado por seu entusiasmo e doçura. E era justamente esse sorriso encantador que adornava seus lábios róseos no momento que se sentaram para fazer o pedido. – Um sorvete de delícia de abacaxi, por favor – falou calmamente dedicando seu melhor sorriso para o rapaz que as atendia, para logo em seguida voltar seu olhar para a menina a sua frente. Encarou-a por alguns segundos esperando que comentasse sobre algo, mas ela parecia ligeiramente hipnotizada. Será que ainda estava se culpando pelo incidente anterior? Ou seria ela tímida demais para iniciar uma conversa?

      Agarrou-se um pouco mais ao seu livro enquanto o rapaz depositava os dois pedidos na mesa.
      – Obrigada –falou sorrindo mais uma vez enquanto levava uma pequena colher recheada de sorvete aos lábios com empolgação. Deliciou-se com a sensação única do sabor mesclado ao prazer pelo frio em um dia tão quente como aquele.– Nossa, nem tinha percebido como estava quente –comentou sorrindo ainda com a expressão de prazer absoluto estampada em sua face delicada. A menina concordou com um aceno de cabeça e expressão concentrada, provavelmente estava desfrutando de seu sorvete tanto quanto Violette o fazia.

      - Então, em qual escola você estuda? – pergunta calmamente levando uma nova colher de sorvete a boca, desfrutando da mesma com o mesmo prazer da primeira. Deixou que seus olhos encontrassem os da menina por alguns segundos na intenção de saber um pouco mais sobre ela, talvez ela não estivesse à vontade em sua presença, ou simplesmente não gostasse muito de conversar e Violette não queria ser incomoda.[/narracao] – Ah, mais a Beauxbatons é bem legal também. Imagino como deve ser difícil pra você deixar todos os seus amigos dessa forma, mas garanto que em pouco tempo se sentirá em casa. Eu também estudo lá e se precisar de ajuda para mostrar a escola, se acostumar com tudo pode contar comigo. – Falou ainda com os olhos colados aos dela na intenção de lhe passar o máximo de confiança possível.

      Então aquele era o problema: ela estava sendo obrigada a mudar de escola.
      – Eu sou de família trouxa e passei a vida toda acreditando que me formaria na pequena escola na qual estudava, quando recebi a carta foi um grande choque, meus pais não sabiam se deveriam, ou não, deixar que eu ingressasse na escola. Foi tudo muito novo, mas acabou sendo uma das melhores experiências da minha vida. Talvez Beauxbatons reserve surpresas que você nem imagina. –As palavras simplesmente saltaram de seus lábios enquanto levava uma das mãos na direção das da menina apertando-a delicadamente para lhe dar mais segurança.– E, como falei, pode contar comigo – repetiu ainda segurando sua mão com o olhar vidrado ao seu.
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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemEstados Unidos [#136719] por Annie Relish » 26 Jul 2014, 17:00

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Sobre sequestros e sorvete
Parte I
Falas|Narração|Falas outros


- Por favor, pai. - Annie pediu pela décima quinta vez aquele dia. Tinha comprado todo o material antes, mas esqueceu de que precisaria de mais de um pergaminho para a escola e só tinha comprado um. Fora tola ou 'idiota' como o pai dizia. O observou por um momento, temendo que sua insistência acarretasse em nada mais do que uma surra bem dada pelo pai ou algo pior, mas não foi isso o que aconteceu. Ele apenas levantou, pegou o dinheiro, que era bem pouco, o suficiente para comprar alguns pergaminhos, e jogou nela. - Vai logo, garota chata, mas chegue antes do jantar, a Ginger vem aqui e você sabe que ela ama crianças e assim ela não me enche o saco. - Ginger era a irmã mais velha do pai dela que os visitava as vezes. Sabia bem que se atrasasse a mulher surtaria por ele deixar ela sozinha e isso não era legal porque o pai ia ficar bem bravo. - sim, senhor. - disse e saiu dali correndo antes que ele mudasse de ideia.

***

Comprou até que muito rápido os pergaminhos e seu dinheiro acabou. Agora era só voltar para casa. E era isso que pretendia fazer, mas andando pelo beco diagonal, uma sorveteria bem colorida e decorada a chamou atenção. Era a Florean Fortescue’s. Não a tinha visto da outra vez, mas isso não fazia tanta diferença, não tinha dinheiro algum. Não tinha como comprar um sorvete que fosse, não importando o valor que custasse, estava completamente sem dinheiro. Devia ter ido embora dali logo, mas se perdeu em pensamentos por um momento, observando todos os detalhes que conseguia ver daquele lugar ali de fora.

A distração era tanta que levou um baita susto quando foi arrastada para dentro da loja, seus olhos azuis se arregalando bastante. Era incrível como não tinha força alguma para parar aquele menino que a arrastava. Quando pararam notou quem era. O menino que tinha visto nas lojas da outra vez e que tinha ficado encarando ela. Ficou confusa. Ele simplesmente tinha aparecido sem nem avisar, a arrastou para dentro e pediu dois sorvetes. Nada, absolutamente nada, fazia sentido. Segurou o sorvete que ele lhe entregou não entendendo nada. Era para ela aquilo? Por que isso de repente? O viu andando para lá após dizer para irem para fora. O seguiu depois de um tempo curto, a curiosidade acabava por ganhar o certo receio de segui-lo. Sentou-se ali e o observou. - Sou Annie. - os olhos ainda estavam um tanto arregalados, talvez o susto não tivesse passado totalmente. Lambeu o sorvete, era muito gostoso mesmo. - Você me assustou.- comentou. Não tirava os olhos dos olhos dele, não queria perder ele muito de vista e não sabia bem porque disso.


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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemPolonia [#136733] por Hazel Sniegowski » 27 Jul 2014, 02:25

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    A beleza natural da garota a minha frente era uma coisa indiscutível. A voz delicada, o sorriso alegre e os brilhantes olhos azuis. Eu estava extremamente encantada. Não conseguia parar de dar atenção àqueles lábios rosados que, em contato com o sorvete, se mexiam de forma delicada. Apesar de observar atentamente, a voz não chegava aos meus ouvidos, o ambiente inteiro parecia estar em silêncio para mim. Ela era adepta a leitura, julguei ao ver que seus braços ainda protegiam firmemente o livro que eu quase havia estragado com o sorvete. Alguma coisa relacionada ao calor saiu de seus lábios, porém, balançar a cabeça em sinal de concordância foi a única coisa que consegui fazer.

    O retorno à realidade veio quando percebi que o sorvete já estava sobre a mesa, provavelmente, isso havia acontecido há alguns minutos. Respirei fundo, pegando o pote gelado com as duas mãos e trazendo para mais perto do meu corpo. Antes de colocar a primeira colherada na boca, ouvi a sua voz delicada perguntando em que escola eu estudava e isso ajudou a me trazer para a realidade. – Eu estudei desde o primeiro até o quinto ano em Hogwarts, porém vou mudar de escola agora. Vou para Beauxbatons. – Resolvi não prosseguir com a história, por mais que aquela mudança ainda estivesse atravessada em minha garganta.

    Demorou apenas alguns segundos para que Beauxbatons se transformasse do inferno ao paraíso. Exatamente! A belíssima moça de cabelos louros estudava na escola francesa. Estava tão desligada que nem havia percebido o seu sotaque divino, – que ficava bonito apenas em sua voz – foi inevitável não abrir um sorriso charmoso quando ela falou sobre mostrar a escola. O banheiro seria um lugar desse itinerário? Balancei a cabeça negativamente, tentando afastar os pensamentos pervertidos da minha cabeça. – O problema não é com a escola em si. A verdade é que a minha família materna optou que eu fosse para lá em função de alguns problemas pessoais, contra a minha vontade. – Comentei despreocupada, tentando manter o tom calmo e não demonstrar a ansiedade em que eu me encontrava.

    Violette era nascida trouxa. Para mim, isso era ainda mais encantador. Sempre admirei a coragem imensa que eles tinham ao embarcar na aventura de uma vida mágica, não deveria, com certeza não era, algo fácil de viver. Levei um choque, quando senti suas mãos sobre as minhas, ergui a sobrancelha em um sinal de curiosidade sobre o toque. – Claro, vou me lembrar disso, mocinha. – E lá estava ele, meu sorriso charmoso que era mais um costume. Na maioria das vezes, aparecia por livre e espontânea vontade. Entretanto, não queria assusta-la. Evidentemente, Violette não jogava no meu time, o que poderia ser um problema logo adiante. – Mas então, em que ano você está? Me fale também um pouco sobre Beauxbatons. – Passei o polegar sobre a sua mão de forma carinhosa, enquanto mordia levemente meus lábios, deixando que as mãos continuassem em contato.
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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemBrasil [#136753] por Carol Jacobs » 27 Jul 2014, 15:15

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      O azul e o verde se misturavam em um longo diálogo não pronunciado, a tristeza e até mesmo um pouco de revolta era evidente no tom de voz utilizado pela recém-chegada. Violette mal conseguia imaginar como seria viver em tal situação, sempre tivera uma relação aberta e afetuosa com seus pais, aliás, o apoio deles era o seu porto seguro, não conseguia imaginar um mundo onde não pudesse conversar com eles e contar-lhes tudo sobre o seu dia, suas vitórias e derrotas. Encarou-a carinhosamente retribuindo o carinho em sua mão, embora ainda achasse que isso fosse muito pouco. Não estava com pena, como muitos poderiam pensar, ela não acreditava nesse sentimento, em sua opinião a pena era apenas mais uma face da soberba, pois se sente pena é porque acredita que sua vida é melhor que a do outro e cada um possuí suas rosas e espinhos. O que ascendia em si era o desejo por mostrar-lhe novas opções, fazê-la ver o mundo como ela própria via.

      - Beauxbatons é simplesmente linda... Os campos que cercam a escola será um dos lugares mais lindos que verá, isso sem falar nos templos das deusas que possuem uma energia única. Não sei se acredita nisso, mas eu sou bastante ligada à religião pagã então adoro o lugar, se quiser posso te mostrar. As pessoas são bem simpáticas, não todas, mas as da Brigit e Melúsine normalmente são. Não posso falar nada sobre as aulas, porque nunca frequentei outra escola, mas eu gosto bastante, são bem divertidas e proveitosas. Eu estou no quarto ano e você? – Falar da Beauxbatons fez com que o coração da pequena fosse diminuindo a cada palavra pronunciada, a dualidade de emoções a tomava sem muitas explicações, se por um lado se encontrava ansiosa por regressar ao lugar mais mágico que já havia encontrado, por outro se sentia solitária, já que estaria lá sem seus pais. Até mesmo de Pierre, com quem tinha brigas constantes, sentia falta quando passava tempos sem vê-lo.

      - Eu vou passar os últimos dias de férias na fazendo de meu avô. Sei que pode parecer meio repentino, mas por que não vem comigo? Lá é bem bonito e eu tenho várias fotos da Beauxbatons, então podemos conversar mais sobre a escola. –Mais uma vez as palavras deixaram seus lábios sem que concedesse permissão. Violette não costumava ser impulsiva, mas seu desejo por mostrar aquela menina um pouco de sua realidade conseguia superar sua racionalidade, além de que ela tinha certeza de que seus pais não se importariam, pelo contrário, adorariam ter uma amiga sua hospedada em sua casa. Sorriu na direção da menina voltando a apertar sua mão com delicadeza, sabia que as chances dela aceitar aquilo eram bem pequenas, provavelmente já possuía planos para o fim das férias, mas não conseguia deixar de oferecer.
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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemAlemanha [#136769] por Aiden H. Dewes » 27 Jul 2014, 17:07

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Do you like me? Then come to me
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      Annie. Então esse era o nome da menina que estava sentada à sua frente. A garota que fizera seu pai ficar um tanto quanto incomodado quando a vira. Agora, observando mais de perto, tinha certeza de que ela se parecia com sua madrasta. Por que aquilo o incomodava tanto? Até longe de casa a imagem daquela mulher o perseguia. – Não queria te assustar – sentiu seu rosto corar fortemente diante do olhar fixo da garota em si. – É que se eu não tivesse te levado pra dentro, você provavelmente não teria olhado na minha cara – se ele parecia desapontado com tal possibilidade? Possivelmente, e aquilo era um tanto estranho para ele, já que nunca se importara tanto se os outros ligassem para sua presença ou não. No entanto, Annie era diferente.

      - Então, Annie – prosseguiu, dando uma mordida generosa na ponta do sorvete. – Você sempre anda sozinha assim? Quer dizer, da outra vez você estava sozinha e agora... – Aiden se inclinou para a frente, apoiando os cotovelos sobre a mesinha. Mordeu mais uma vez o sorvete e então voltou a falar. – Parece que eles não se importam com você – naquela hora, ele percebeu que deveria ter mantido sua boca fechada, ou no mínimo com sorvete suficiente para que não conseguisse falar. Sabia que tinha tocado em um assunto não muito agradável. Sabia que seria melhor enfiar sua cabeça embaixo da terra por ser tão indelicado com aquele tipo de conversa. Mas e daí se ela estava sozinha? Isso não era de sua conta. – Me desculpa, eu não queria... – poderia ter completado a frase com “machucar seus sentimentos”, mas aquilo não era nem um pouco de seu feitio.

      Recostou-se novamente na cadeira, observando apenas a garota que ainda permanecia ali. Imaginara que ela se levantaria e iria embora depois que ele dissera coisas nada úteis, mas Annie continuara ali. Ela ainda o olhava, séria, e diante daquilo Aiden se sentiu incomodado. Era como se sua madrasta o estivesse encarando, repreendendo sem usar uma única palavra. Assustador. – Prometo que não perguntarei mais nada sobre sua família – mordeu duas, três vezes o sorvete para que não tivesse a oportunidade de fazer mais algum comentário desnecessário. - Posso só fazer mais uma pergunta? – percebeu que seu olhar era meio desconfiado, e até achou que ela tinha razão em estar, mas permitiu que ele a questionasse. – Para qual escola você foi mandada? Hogwarts? Durmstrang? Beauxbatons? – sua curiosidade sobre a menina era uma coisa absurdamente fora do normal. Mas esperava, sinceramente, que sua resposta fosse “Durmstrang”. Só não sabia exatamente por que.


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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemEstados Unidos [#136773] por Annie Relish » 27 Jul 2014, 18:25

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Sobre sequestros e sorvete
Parte II
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Annie não compreendia porque ele tinha arrastado ela para lá ainda e sua explicação em nada fez sentido, mas decidiu não perguntar sobre. Talvez não precisasse de uma explicação que fizesse sentido sobre o motivo que levou a aquele garoto levar ela para dentro da sorveteria e dar a ela um sorvete de chocolate. Lambei o sorvete novamente, circulando toda a lateral com a língua para evitar de fazer sujeira com sorvete escorrido. Mantinha sempre os olhos fixos no do garoto, a expressão quase séria demais para uma doce garotinha de onze anos.

Annie suspirou um pouco com a pergunta sobre ela estar sozinha. O que deveria dizer? "Meu pai não liga para eu sozinha em um lugar estranho?" ou quem sabe "Porque meu pai não é bruxo e não quer se misturar com o povo daqui?" Nada parecia bom o suficiente para responder. Por que ele fez aquela pergunta? - Parece que eles não se importam com você - ouvir aquilo dele, mesmo que fosse verdade, não foi nada legal. Sabia bem que o pai preferia mais se ver livre dela, mas não gostava quando um estranho qualquer que acabara de conhecer dissesse que não se importavam com ela. Sua expressão ficou ainda mais seria, o brilho que tinha nos olhos da loirinha sumindo completamente. Não tinha nenhum resquício de felicidade ali. Ainda não sabia o que dizer sobre aquilo, mas aquele olhar parecia dizer tudo que estava entalado. Talvez um "não é da sua conta" ou um "você não me conhece e não sabe do que está falando" fossem boas opções, mas ela não disse nada disso.

Sentiu certo alívio quando ele declarou que não perguntaria mais nada sobre sua família, não queria falar sobre ele, afinal o pai era sua família. Claro que tinha algumas tias que vinham visitar as vezes, mas família mesmo era apenas o pai que era quem morava com ela. Quem em teoria cuidava dela, mas na pratica só a deixava morar sobre o teto dele e a aturava porque era preciso era o pai. Observou-o um tanto desconfiada quando ele perguntou se podia fazer uma pergunta. - Pode. - Disse por fim, ele prometera que não ia tocar no assunto família, né? Ouviu a pergunta dele, mas demorou um tanto para responder. Bicou pensando nos nomes estranhos do colégio. Duvidava que fosse conseguir pronunciar Beauxbatons. Aquilo estava em que língua? Francês? Não sabia aquilo. - Durmstrang. - Respondeu por fim. -E você?- lambeu mais o sorvete, por um momento quase tinha se esquecido dele. Lembrou-se porque sentiu uma gota cair no seu dedo.


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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemAlemanha [#136787] por Aiden H. Dewes » 27 Jul 2014, 22:48

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Do you like me? Then come to me
don’t just blankly stare at me


      Queria tanto ter ido para Beauxbatons como sua mãe o fizera. Infelizmente estava sendo mandado para Durmstrang, como seu pai, mas esperava do fundo do coração que não fosse parar na Rurikovich. Isso sim seria sua desgraça. – Estou indo para Durmstrang também... Mas acredite, eu não queria isso – sorriu meio de lado, terminando de vez com seu sorvete, ficando somente com o palito em sua mão. Mas agora, bem no fundo, estava um tanto contente por ter alguém conhecido por lá, por mais que ela pudesse o estar odiando naquele momento. Não se importava com isso, de jeito algum. Não é como se ele gostasse dela também. Havia acabado de conhecê-la, não tinha como dizer se queria ser seu amigo ou não. Afinal, para quê servem os amigos? Brincar? Aiden nunca brincara com alguma criança em sua vida, muito menos conversara com alguém como o estava fazendo com Annie.

      Aiden olhou para o relógio em seu pulso e constatou que já eram quatro horas. A questão era que, mesmo sem demonstrar, estava gostando de estar fora de casa e conversando com alguém diferente, que tivesse sua idade, mas quando seu pai dizia “antes das cinco”, ele queria dizer que se Aiden não estivesse lá uma hora antes das cinco, com certeza a situação que encontraria não seria muito amigável, ainda mais se Maya estivesse no meio. Observou Annie terminando seu sorvete lentamente, e não pode deixar de sorrir. Ela o olhou sem entender, fazendo-o abaixar a cabeça, novamente vermelho. – Já está ficando meio tarde, eu tenho que voltar e encontrar meu pai e aquela bruxa velha... – levantou-se da cadeira e ajeitou o casaco. Jogou o palito do picolé sobre a mesa, passando as mãos pelos cabelos, voltando a encarar Annie, que agora já se encontrava de pé. – Espero que tenha gostado do sorvete.

      Respirou fundo e colocou as mãos nos bolsos, virando-se de costas para Annie já voltando em direção ao Caldeirão Furado. Alguns passos depois, virou-se novamente para ela. – Nos vemos em Durmstrang – disse com um sorriso torto nos lábios. – Deixe os cabelos soltos, fica mais fácil de te achar... Baixinha – acenou rapidamente para ela e correu para encontrar seu pai. Se aquele último comentário fora inútil? Cem por cento. Mas era a única coisa em que conseguira pensar como “apelido” para a garota. Se ela gostara ou não, não era importante. A chamaria assim até achar algo melhor. Afinal, teriam sete anos para isso. Agora precisava mesmo era apertar o passo para chegar até seu pai ou estaria em grandes problemas. Problemas bem maiores do que enfrentar a fúria daquela baixinha.


interacting with annie gray
music by hyuna, ice cream
notes terminando minha parte ♥
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Aiden H. Dewes
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Re: Florean Fortescue's Sorveteria

MensagemPolonia [#136918] por Hazel Sniegowski » 29 Jul 2014, 20:00

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    Era simplesmente inevitável não sorrir diante daquela garota tão espontânea, a forma como ela falava me deixava embriagada. Sim, embriagada! A palavra para o meu estado, naquele momento. Qualquer coisa que viesse daqueles lábios rosados iria me encantar, mas não era só pela aparência, a inteligência de Violette também era notável. O monólogo sobre Beauxbatons demorou alguns minutos, eu apenas balança a cabeça em sinal de concordância. Obviamente, nunca iria me sentir encantada por escola que era regrada por deusas e códigos de etiqueta. Ao recordar disso, minha mente voou para Lígia, a garota que havia surtado quando descobriu que eu não estaria com ela no próximo ano e não consegui evitar um sorriso.

    Uma leve irritação tomou conta do meu corpo ao lembrar o local que me esperava em poucas semanas. O pior de tudo era que antes disso precisava rever minha mãe após, praticamente, onze anos. A última vez em que havia visto ela pessoalmente tinha sido na minha infância, lembrava-me do bebê chorão – meu irmão, no caso – que já deveria estar na idade de ir para a escola. Respirei fundo, balançando a cabeça e voltando a atenção para a bela loura a minha frente. – Estou indo para o sexto ano. – Faltava pouco tempo para a minha formatura e para, finalmente, voltar a morar na Polônia com o meu pai.

    A proposta da garota me pegou de surpresa, fazendo que minha boca se abrisse em um formato redondo e levei algum tempo assimilando aquilo tudo. – Oh, Violette. Eu realmente gostaria. – Mas não podia, justamente por causa da minha amada família materna. Respirei fundo, procurando as palavras certas para declinar aquele convite. – A relação com a minha mãe e meus avós maternos não é algo saudável, mas agora estou indo morar com eles por alguns motivos, tanto que estou mudando de escola. A última vez que a vi foi quando tinha 5 anos, então, realmente, preciso passar essas duas semanas naquela casa amorosa. – A ironia em minha voz poderia ser notada de longe. – Mas vamos ter muito tempo juntas em Beauxbatons, loura. – Pisquei em sua direção ao mesmo tempo em que abria um sorriso charmoso.

    Imaginei em como estaria o meu meio-irmão, minha mãe e até mesmo o meu padrasto, nunca tive vontade de procurar Desirée pelo fato de ter me abandonado com o meu pai, quando eu era apenas um bebê. Nenhuma mãe decente largaria seus filhos por aí. Suspirei, tentando disfarçar o meu notável incomodo ao lembrar e tocar naquele assunto. Estava pronta para começar um novo papo com Violette, porém na entrada da sorveteria estava a última pessoa que eu queria ver. O maldito mordomo. – Ei, preciso ir, lourinha. O papo foi muito bom. – Levantei, deixando algum dinheiro sobre a mesa para pagar o meu sorvete. – Nos vemos em Beauxbatons, certo? – Aproximei meu rosto do dela, beijando levemente a bochecha e me sentindo ainda mais embriagada por aquele cheiro doce. – Você cheira bem. – Comentei, enquanto inalava um pouco mais daquele odor que poderia muito bem ser um vício no futuro. – Irei te procurar lá em Beauxbatons. – E saí. Ainda precisava resolver alguns problemas familiares.
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Hazel Sniegowski
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