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Chimes Gaststatte & Pub Blau

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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemIrlanda [#175533] por Megan Lynch-Kavanagh » 22 Mar 2017, 20:42

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    - O de sempre, ruiva? - Perguntou o homem, que tinha estatura mediana, por volta dos seus quarenta e poucos anos, uma careca lustrosa e uma gravata borboleta xadrez, que, em contraste com a roupa preta que vestia, roubava toda a atenção para si. - Não, hoje eu vou querer um whiskey. - Disse acomodando-se em um dos bancos em frente ao balcão. - Irlandês, por favor. Nada daquele mijo que os ingleses bebem. - Enfatizou. - Você que manda. - Com a habilidade de quem fazia aquilo há muitos anos, o homem lhe serviu uma generosa dose do destilado. - Valeu, camarada. - Ergueu o copo e tomou um gole da bebida, que desceu rápido rasgando sua garganta e esquentando suas entranhas, deixando o gostinho de lar em sua boca. Estava na hora de voltar para casa. - Pode me trazer algo para comer? Um daqueles croquetes de carne que eu sempre esqueço o nome. - Eles não faziam peixe e fritas como as de sua mãe aqui na Rússia, ou em qualquer outro país que tenha visitado, então era melhor escolher uma iguaria local. Não adiantava procurar o sabor de casa nas comidas dos lugares por onde viajava. Esse sabor ela só encontrava na bebida. - Pode deixar, ruiva.

    Tomou mais um gole do whiskey, pousando o copo sobre o balcão em seguida, seu dedo indicador deslizando sobre a borda do copo, enquanto os grandes olhos verdes fitavam o líquido avermelhado. Seu corpo estava ali, mas seus pensamentos estavam muito longe dali. Nos campos verdes da sua terra natal, no barulho dos rios de Waterford, no pub da sua família e então lembrou-se porque estava ali. Era um verdadeiro fracasso na cozinha e também não possuía nenhum talento para tocar os negócios da família Kavanagh. Como uma família, que tem tradição na culinária através dos séculos, podia ter gerado uma filha sem nenhuma habilidade. Aquilo era embaraçoso. Muito embaraçoso. Kaitlin era uma excelente cozinheira, Noreen era ótima com a administração. As gêmeas eram realmente incríveis. Até Cian, que tinha só catorze anos, já demonstrava algumas habilidades. E Megan, bem, digamos que ela foi banida dos fogões. De todos eles, na ilha inteira. Acabou ficando como garçonete – mesmo não sendo muito boa nisso. O dia em que ela não quebrava um copo ou entregava os pedidos errados, era motivo de celebração. Ainda assim, seus pais faziam questão de mantê-la trabalhando no famoso Pote de Ouro, sucesso entre bruxos e trouxas de toda a Irlanda. Então ela continuava trabalhando no pub de quinta a domingo e nas noites de jogos, sempre que o movimento era maior. Mas ainda sentia-se deslocada, e era por isso que sempre que podia tirava uns dias para viajar pela região, ir até o continente e investir em sua grande paixão, a fotografia. Um dos poucos talentos que desenvolveu em sua vida. Também gostava de escrever, mas no pub isso não tinha muita utilidade.

    Infelizmente, esses hobbies ainda não eram suficientes para se sustentar sozinha, então ainda dependia da mesada dos pais e do salário que recebia no pub, embora talvez fosse mais prudente ela ser paga para não trabalhar lá.O prejuízo seria bem menor. O tilintar dos copos atrás do balcão trouxe a irlandesa de volta para a Rússia. Quando tomava outro gole da sua bebida, o garçom lhe serviu o aperitivo. -Eles realmente tem um aroma incrível. - Pegou um dos croquetes e deu a primeira mordida. - Hummm, e o sabor é maravilhoso. Acho que vou roubar seu cozinheiro e levá-lo comigo pra Irlanda. - A carne levemente apimentada encheu sua boca de sabor. - O nome é zrazi, lisichka¹. Estes são os melhores que você vai encontrar em Moscou. - Interrompeu um desconhecido ao seu lado, de sotaque acentuado. - É meio cedo para alguém estar bebendo. E ainda é segunda-feira. - Megan levantou o copo, brindando com o ar, fazendo um leve aceno com a cabeça. -Isso, com certeza, não é da sua conta, grandão. - Bebeu mais um gole antes de pôr o copo sobre o balcão novamente. - E, é claro, depende do que você considera cedo. - Olhou para o relógio pendurado na parede do bar. - No Japão já é noite e eu não sou a única bebendo aqui.

    O homem sorriu, pondo a mão no peito, sobre o coração. - Que pessoa cruel. Piotr, traz uma garrafa de Stolichnaya Elit pra mim e pro meu coração partido. - Pediu, enquanto tirava o casaco e colocava sobre as pernas. - Uma não, duas. E põe na conta da minha nova amiga aqui. - Megan balançou a cabeça em desacordo. - Oi? É você que tá me perturbando, eu que deveria ser indenizada aqui. - Foi quando olhou pela primeira vez com atenção para o homem que estava ali. Tão familiar. Era alto, forte, do tipo atlético, com ombros largos, cabelos e olhos escuros, um pouco grisalho.Nada mal para um velhote russo. Com um sorriso de canto de boca, o estranho começou a enrolar os punhos da camisa até a altura do cotovelo. - Já que insiste, então beba comigo, lisichka. Você não pode recusar, Piotr ficará muito triste se não provar da nossa vodka. Vamos, Piotr, ajude seu camarada. - O tom era de súplica, mas a expressão confiante em seu rosto permanecia inalterada. Eu conheço esse cara, mas de onde? Era tudo em que conseguia pensar. - Ele é inofensivo, ruiva. Fique tranquila. Esse velho lobo aí fala muito, mas não faz mal a ninguém.

    A irlandesa olhou para a cara dos dois marmanjos. - De onde eu venho, é falta de educação recusar uma bebida. - Se ia voltar para casa, a despedida tinha que ser em grande estilo. Bebeu o resto de seu whiskey, virando o copo vazio sobre o balcão. - Vamos ver quem vai cair primeiro, camarada. Vou tirar esse sorriso convencido do seu rosto. - O russo bateu com as mãos sobre a perna, empolgado com o desafio, enquanto Piotr trazia a garrafa de vodka e dois copos limpos. - Essa garota vai te derrubar, Kirill. Escuta o que eu tô te falando. - Kirill deu uma risada. - Vai ser um prazer ver você tentar, lisichka.

    ___________________
    ¹ Lisichka - raposinha, pequena raposa.
    Citados: Kaitlin, Noreen e Cian Kavanagh (NPCs, irmãos de Megan)
    Interação: Piotr (NPC) e Kirill Volkov
    Vestindo: Megan veste isso
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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemRomenia [#176951] por Vicky Dragnea » 06 Jun 2017, 19:49

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~Te encontro no segundo sábado do mês, na entrada do Chimes Restaurant exatamente ás 18 horas. Não se atrase!~


Esse fora o recado que havia enviado para minha irmã mais nova alguns dias atrás através do correio-coruja. Sim, eu podia ter chamado a menina pelo espelho que compartilhávamos, mas isso seria fácil demais e, dado as circunstâncias, queria deixar o encontro com ar misterioso. Não existia um motivo tão preocupante assim, mas já que fazia um tempo que não encontrava aquela pedaço de coisa chata, achei que seria interessante tirar uma com a cara dela. Era de se esperar que Daphne tentasse arrancar de mim, quase que diariamente, o que queria falar com ela, mas como uma boa irmã mais velha e bem cretina, deixei que a tapadinha morresse por dentro. Ela sobreviveria sem nenhuma dificuldade e, depois de estudar na academia militar por tantos anos, ela devia ter aprendido a controlar a maldita ansiedade que era herança de nossos pais.

Os dias tinham passado rapidamente e, no dia combinado com a mais nova, resolvi fazer uma outra surpresa, levando Monstrinha comigo. Se eu, que era a mãe, tinha algumas semanas que não via a pequena, sequer consigo recordar a ultima vez que minha irmã tinha visto a sobrinha. Claro que também tinha intenção de evitar um showzinho particular por parte da rurik, mas acreditava também que ela sentia falta de Nessie. O tempo estava agradável, mesmo que fosse necessário blusa e calça cumprida, ao menos não estava tão frio assim para ser obrigatório o uso de casacos pesados ou coisas parecidas. "Ai demônia, para com isso!" Resmunguei para minha filha, que tinha inventado de ficar cutucando meus óculos escuros, como se fosse uma buzina. Não entendia de onde ela tirava tanta energia e nem ousava imaginar o quanto ela dava trabalho normalmente. Minha filha era realmente uma capetinha.

Resolvi colocar a monstrinha no chão, segurando-a pelas mãos enquanto aguardava minha irmã chegar. Dei uma rápida olhada no relógio e bufei, vendo que ela estava atrasada. "Será que algum dia nessa vida, aquela cabeçuda vai chegar na hora?" Questionei a mim mesma, balançando a cabeça enquanto aguardava a tia de minha filha. Talvez pela minha reclamação a loira tenha surgido, mas imaginava que ela estivesse escondida, esperando o momento em que eu reclamasse apenas para surgir e tentar me irritar. Ouvi a voz da rurik e não contive um sorriso nos lábios, puxando minha filha para o colo e então virando-me para encontrar a mais nova. "Minha filha que tem nome de monstro e você que parece um?" Comentei em tom de brincadeira, apenas para descontrair ao encontrar Daphne, que rapidamente nos abraçou. "Iae, irmãzinha, gostou da primeira parte da surpresa?"



With: Daphne Dragnea <3
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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemFranca [#177022] por Daphne Dragnea » 11 Jun 2017, 18:33

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    We just want the good life, make it on a part time
    TAKE IT UP ON CLOUD NINE, NEVER COMING DOWN


    Um sorriso manhoso brincava nos lábios de Daphne, os olhos fechados e a cabeça repousada sobre aquele sofá tão confortável. Sabia que a sua volta estavam diversas pessoas, algumas de que eram próximas e outras nem tanto, a maioria reunida a seu chamado. Precisavam discutir alguns tópicos fatais relacionados a Durmstrang, ela dissera, e eles se prontificariam a vir; claro que viria, afinal foi ela quem enviou os convites. Todos davam-lhe atenção e todos ouviam o que tinha a dizer, essa era uma verdade desde que passou a se entender verdadeiramente como gente, ou seja, a partir do momento em que entrou em Durmstrang. Finalmente, aquela reunião chegou ao fim, e estava livre para aproveitar o resto do dia da forma como bem entendesse... talvez se divertiria com um dos meninos ou chamaria a única amiga que confiava naquele espaço. ─ Você não vai sair? ─ A voz da amiga mencionada trouxe sua mente de volta ao mundo real, longe das nuvens e daquela felicidade tão confortável; resmungou, murmurando um "Que é?" e encanrando seus olhos.

    ─ Sua irmã, Daph. ─ Observou a expressão preocupada, que continha uma carga de obviedade pro trás da fala. Observou as íris, aquelas que mostravam muito mais do que deveriam se sua amiga fosse sábia. Pelo canto dos olhos, percebeu como as pessoas iam embora, algumas comemorando, outras com a mente silenciosa o bastante para planejarem o que fariam nas horas seguintes; não que importasse. A explicação fez com que pulasse da cadeira, um palavrão escapando dos lábios usualmente providos de palavras doces ou sutis. Tinha esquecido totalmente que precisava ver a irmã hoje, no meio de tanta coisa a resolver pensou que seria na noite seguinte, não naquela. ─ E você só me avisou agora? ─ Fitou-a com um olhar de reprovação, ainda que consciente de que não era culpa dela. Precisava culpar alguém, mesmo assim.

    Um pouco mais tarde do que quando deveria ter posto os pés no restaurante, chegou ao local. Vestia-se de maneira simples a seus olhos, mesmo que houvesse certa riqueza por trás das vestes. O único item de valor era um colar, um que sempre usava, mesmo que nunca falasse sobre. Observou as pessoas ali dentro, procurando a única pessoa que fazia parte de sua vida desde quando nasceu. ─ Por um segundo pensei que você não fosse estar mais aqui. ─ Sorriu, triunfante, com a visão da irmã, e os olhos brilharam ao perceber a pequena criaturinha em seu colo. Ignorou a fala da mais velha, correndo em direção a pequena Nessie, murmurando alguma coisa que provavelmente só a bebê entenderia. ─ Claro que sim! ─ Aumentou o sorriso, abraçando as duas, bem apertado, mas tentando não sufocá-las, especialmente a pequena.

    ─ Você vai ter que me perdoar, Vic, mas precisava resolver um assunto de sua importância, impossível de se adiar. Imagino que essa pequenininha aqui não causou problemas na espera? ─ Diminuiu o sorriso, mas aproximou-se da bebê, brincando de "esconde, achou!" com ela até quase completarem um minuto na brincadeira. ─ Ainda não entendo como você foi se tornar mãe, mais ainda de um neném tão fofo. Ela deve ser a primeira na família que a palavra fofa se estenda como um elogio. ─ Riu, aquilo era deveras verdade. Nessie a lembrava uma criança que cresceria para ser estudante de Beauxbatons ou Hogwarts, não Durmstrang. Mas, talvez, ela fosse crescer para surpreender a todos. Esperava que sim, porque aí poderia ensinar a sobrinha tudo que sabia de lutas e armas! Amava tanto armas... seria legal ter uma aprendiza.


    Spoiler: Mostrar
    theeeeere we go <3 espero que curta
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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemRomenia [#177258] por Vicky Dragnea » 28 Jun 2017, 17:54

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Daphne era bem loucona, uma característica de todos membros da família Dragnea, mas até que era um pouco mais normal do que seus irmãos mais velhos. Como imaginava, a loira curtiu a ideia de ter a sobrinha por perto, mesmo que não demonstrasse totalmente, apenas de um modo que podia compreender por conhecê-la. Retribui o abraço da maneira que era possível, cuspindo os fios acobreados que invadiram meus lábios, dando risada. - Que tal você parar de enfiar sua juba em minha boca? Posso ter fome, mas passo a parte de cabelitos de alimento! - Não pude evitar zoar, visto que qualquer segundo perto de Daphne era mais do que necessário para tal. Graças a academia russa, não a via com tanta frequência assim, então acabava acumulando as brincadeiras para aproveitar o tempo que estivesse ao lado da mais nova. Sim, eu sou uma irmã muito cruel.

- De suma importância? Então tem pica envolvida na parada.. por esse motivo, vou deixar você de boas.. mas é bom valer a pena! - Dei uma piscadela marota, em resposta as palavras da rurikovich, apenas para deixar o ambiente mais agradável. Aproveitei o momento de descontração, para arrumar Nessie em meu colo, que parecia ter criado um bicho dentro do estômago, porque não parava de se mexer, querendo pegar tudo o que estava em cima da mesa. - Problemas? Imagina! Ela é um anjo, só que de chifres, rabo e tridente! - Sim, eu falo dessa maneira sobre minha filha, até porque, não faria sentido mentir sobre a forma que a pequena agia. Nessie é um demônio em formato de bebê e as pessoas mereciam saber sobre isso, já que evitaria muitas dores de cabeça desnecessárias para minha pessoa, caso ela quebrasse alguma coisa. Olha minha cara de quem iria pagar qualquer coisa que fosse. Só que não!

- Bom... bebidas, sexo sem camisinha, um homem gostoso.. são muitos fatores que eu poderia lhe explicar, mas que não são tão necessários assim... - Óbvio que eu disse para tirar onda e ver a reação que costumava ser hilária da mais nova. - Até que isso faz sentido, mas de fofa, só a beleza, porque ela causa estrago aonde quer que vá! Tenho que que enfiá-la dentro de uma jaulinha, para tentar evitar que algo dê errado. Mas fazer o que? Filha de peixe, peixinha é... - Dei de ombros, segurando a criança pela cintura, já que ela parecia querer se jogar no colo de Daphne. Balancei a cabeça divertida, vendo que as duas pareciam ter um bom entrosamento, de maneira que deixei que minha irmã segurasse a sobrinha. - Me diz ai, como está indo em Durms? Muita merda ou coisa parecida? - Questionei a mais nova, tentando iniciar a conversa, pois meu assunto seguinte seria exatamente o local que estava trabalhando.

- Pelo menos não recebi nenhuma coruja com reclamações. Continue assim que posso até pensar em te dar um carro ano que vem. - Não, eu não ia dar um carro nas mãos da minha irmã e sim, era porque não confiava nela dirigindo algo trouxa. A mina é louca! Não quero ser presa por atropelamentos dela. Cada louco com seus crimes, seloko cachoeira!- Bom, falando em escola, tenho uma novidade para você, talvez você pire ou coisa parecida, mas nem ligo. - Me ajeitei na cadeira, cruzando as pernas embaixo da mesa e então ficando um pouco mais séria, apenas para mostrar que não era zoeira aquela parte. - Sua irmã é a nova inspetora de Hogwarts e, adivinha só, você vai me visitar durante o maldito Tribruxo! O que acha dessa?
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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemIraque [#177358] por Raven Amirah » 03 Jul 2017, 09:35

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    “Lágrimas foram feitas para serem derramadas por motivos justificáveis e não pela morte de uma pessoa que mal cuidou de mim e agora acha que por conta de seu fim, irei chorar por ti”.

    O maço caía ao chão lentamente, as lágrimas e lamentações do vizinho e de uma ou outra pessoa ecoava em minha mente. O caixão seguia para as profundezas da terra de modo que não mais pudesse vê-lo facilmente. A mulher que fora minha mãe e de meu irmão, havia falecido. Triste vida... Miserável vida... Uma pobre alcoólatra que sequer sabia dizer quem era meu pai e ao menos teve a honra de dar uma família a Uly que mesmo com suas regras e renegações, parecia ser bem acolhido. Encarei o telefone que vibrava em minhas mãos: “Chefe chamando” aparecia bem grande na tela. Era Lilith me procurando. Ignorei-a desligando o aparelho e dando as costas.– Você não dirá nada?– O vizinho de olhos puxados questionou. Umedeci meus lábios sem virar-me totalmente. – O que devo dizer à um caixão? Parabéns finalmente largou a bebida? – Encarei-o de canto de rosto por alguns segundos notando seu ódio contra meu humor negro. Dei-lhe as costas e segui para longe dali. Tinha um “papai” para caçar.

    O momento de avisar para Uly sobre a morte de sua mãe chegara, sabia que ele estava fora da escola e vivendo o torneio tribruxo. Era hora dele seguir como homem e esquecer sua mãe.– Preciso de uma obliviadora.– Sussurrei entregando a papelada para a Duquesa. – Pelo quê Raven? Ainda sobre sua família? – A loira parecia render-se à solidão e ao mal junto comigo, mas quando o assunto era família, nos restava alguma luz.– Será menos doloroso para ele assim... Por mais que ele disfarce, sinto que não está tão bem assim. – Respondi.– Deixe-o vivenciar seu luto, é um grande aprendizado de vida, foi uma fatalidade para ele, mas logo ele irá aprender a conviver com isso e transformará sua dor em enorme força. –É. Ela tinha razão. Esbocei um enorme sorriso e retirei-me da sala da ordem da fênix com um peso à menos nas costas.

    As ultimas informações que tinha sobre meu pai era de estar na Rússia e para isso, garanti minha viagem ao país de maneira que não prejudicasse a duquesa ou o país por qualquer coisa que fizer. Não mataria um vampiro, porém, sabia que era vista como uma das aliadas da duquesa e alguns seres poderiam estar contra minha vinda... Não seria fácil manter-me discreta na escuridão do país, sobretudo, iria atrás das informações custe o que custar!


CONTINUA...
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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemFranca [#177576] por Daphne Dragnea » 10 Jul 2017, 11:23

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Como qualquer adolescente, Daphne guardava feridas de seu passado que preferia não mencionar. Diferente da maioria, estas eram realmente pesadas, um tanto cruéis e trágicas para si. A morte dos pais sempre foi um peso complicado em sua infância, mais ainda quando o irmão decidiu sumir de vez, e formou-se em seu coração uma espécie de vazio, um desejo de ser aceita e amada que dificilmente poderia ser preenchido pela irmã. Isto é, sabia que o amor de Vicky era completamente mútuo, mas o medo oculto da menina e as mágoas nunca permitiriam que só aquilo fosse o bastante. Enfim, nunca verbalizaria seus pensamentos, nem ao menos pensava sobre esses fatores, e reprimiu-os quando percebeu que algumas memórias vieram a sua cabeça enquanto cumprimentava Nessie (sobrinha essa que, ao nascer, Daphne prometeu que daria tanto amor quanto possível, mesmo que longe dos olhares alheios).

─ Eu pensava que essas características eram básicas na família Dragnea. ─ Sorriu, um tom levemente sarcástico mas cheio de bom humor, enquanto voltava sua atenção para a irmã. Ela continuava linda ─ Daphne sempre admirou a beleza simples da outra ─, ainda com aquela postura altiva e que para alguns era "cheia de si", mas para Daph era apenas uma forma de mostrar confiança. Queria ser como ela um dia. Queria, não, seria, e melhor. ─ Ugh. Prefiro não pensar em você fazendo isso. Acredite, é muito melhor aprender em termos práticos... ─ Tentou, a espreita da reação, um sorriso divertido em sua boca. Ainda assim, logo o assunto avançou. Aparentemente, existia alguma surpresa importante, e ela envolvia... seu dia a dia em Durmstrang? Suspirou.

─ As coisas vão bem, na verdade. O início foi complicado, tivemos um acampamento longo e chato demais para o meu gosto, mas agora que acabou parece que tudo vai voltar a normal. ─ Explicou, outra vez mostrando um sorriso de triunfo. Vinha se divertindo na escola, cada vez mais com alunos interessados em treinos. Antes, ela costumava aprender junto aos alunos de seu ano, mas agora tentava também com os mais velhos, mais experientes tecnicamente. E, como uma amante de armas, isso significava ficar melhor, bem melhor, que o esperado. ─ Pode falar. ─ Deu de ombros, mesmo que estivesse interessada, esperando. Não tinha ideia do que ela ia falar.. ainda assim, não conseguiu esconder uma expressão de surpresa, e então uma de quem não entendeu nada, prosseguindo até uma risada. ─ Você... você... em Hogwarts? Victoria Dragnea em Hogwarts? Inspetora? Quem te contratou? Acho que a pessoa deveria ser demitida do cargo. O vice? Ou o diretor? Por Merlin, que loucos!

Finalmente, refreou-se. Claro, aquela era sua irmã, ainda era muito esquisito que fosse contratada, mas ela tinha uma filha nas mãos! Vai ver ganhou juízo nos últimos tempos... não que acreditasse nisso. Ela, por exemplo, pretendia nunca ganhar juízo, exceto é claro se armas estivessem na equação. ─ Desculpa, é que... É beeem esquisito pensar em você como inspetora. Nossa, agora tô com pena dos alunos... pensando bem, se você conhece a forma como eles pensam, então pior pra eles, né? ─ Sorriu, animada. Limpou a garganta, pensando um pouco em como continuaria o assunto. Não sabia se a irmã gostaria da resposta. ─ Agora é minha vez. Eu não vou ao tribruxo, Vi. Desculpa, eu sei que você se animou e, sinceramente, eu amaria te ver, mas... não tenho o menor interesse em ir para aquela escola. Só ouço falar coisas negativas, das instalações e do corpo docente, e eu amaria estudar em Durmstrang com menos gente, talvez treinar mais, festejar mais também. Entende? Hogwarts não é nada divertido. Nem interessante.

Bom, se ela conseguia falar sério, talvez a irmã, com mais anos de vida, responsabilidade, experiências, etc, talvez fosse capaz para o cargo também. Sendo sincera, ela sentia orgulho de Vicky, mas achou melhor não dar a entender isso em voz alta; não por enquanto, pelo menos.
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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemRomenia [#180068] por Vicky Dragnea » 25 Set 2017, 11:10

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Olha, se eu dependesse da minha família e de suas visões sobre minha pessoa, eu estaria na pior e total merda. De verdade. Não entendia qual era o problema deles em acreditar ou dar um pouco de confiança nas minhas ações. Tipo, bem sabia que eu não era uma pessoa muito normal, mas poxa, um voto de confiança em que eu ia fazer as coisas corretamente não mataria! Só porque eu não queria responsabilidades e acabei engravidando de um viado, não significava que eu era uma pessoa ruim. Bem menos porque dei apelido a minha filha em homenagem a um monstro qualquer. Gente! Em que séculos vocês vivem? Só porque eu não gostava de usar o juízo, não significava que eu não tivesse, apenas estava guardado dentro de um potinho num canto bem escondido. Oras.

Conhecendo bem minha irmã, esperava por uma reação exagerada por parte dela, mas fiquei impressionada com a forma que ela recebeu a notícia. Girei os olhos diante de suas palavras tão... surpresas, cruzando os braços em seguida e puxando a monstrinha conhecida como filha de seu colo, segurando-a com cuidado. - Pra você ver! E nem precisei dar em cima deles. - Comentei de modo malicioso, tentando fingir que aquele choque inicial vindo da mais nova não surtira efeito. -Sei bem... ainda é esquisito pra mim, maaaaas, até que vai ser legal. Principalmente porque terei menos tempo com fraudas e vômitos dessa coisinha aqui! - Disse apontando para minha filha, que balançava os bracinhos com certa urgência, como se quisesse ser colocada no chão para sumir em meio as pessoas. Nem a pau, Juvenal.

- Acho que eles me contrataram exatamente pela má fama da escola e, já que meu currículo é uma merda... Eu posso ser a pessoa perfeita. - Dei de ombros quando terminei de falar, colocando Nessie em cima da mesa, antes que ela puxasse alguma coisa e destruísse. - Ou o cara só cheirou cola e fez uma bela merda. Tanto faz. - As palavras saíram e não me importei se alguém poderia ouvi-las, até porque, o diretor de Hogwarts parecia um viciado de todo modo. Olhei para minha irmã quando essa começou a falar, de forma que deixei meu queixo cair quando entendi o que suas palavras significam. Como assim minha irmã não iria para Hogwarts? Ela ia perder a chance de passar o rodo naquele bando de garoto gato? Socorro! Alguém abduziu o cérebro da Daphne! Alguém ajuda aqui! Okay, estava exagerando mais do que era necessário, principalmente porque entendia bem os motivos dela e alguns eu até concordava.

- Eu te inscrevi em Durmstrang exatamente por conta da fama da escola e por eu conhecer como funciona. Um dos motivos que me fizeram aceitar o emprego, foi para tentar deixar aquela merda um pouco melhor. Mas, cara, de verdade, relaxa. Quem sabe se eu fizer um trampo firmeza não vá para a academia militar te irritar? - Disse com o tom divertido na voz, dando uma piscadela para ela e rindo em seguida. - Estou ficando com fome. Vamos pedir algo para comer e continuamos esse papinho maroto. Nessie! Não! Não é para você pegar o saleiro! P*ta merda! Não disse que ela era o demônio?


[só pra acabar Mah. depois abrimos um em DU]
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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemFranca [#181922] por Theodore Bertrand » 14 Dez 2017, 16:33

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– Mérde. – O palavrão escapou quando um soco particularmente mal-calculado causou um machucado nos nódulos dos dedos. Balançou a mão, deixando a dor sair para logo em seguida enfaixá-la outra vez; vinha treinando com tanta força, tanta vontade nos últimos dias, que acabava cometendo muito mais erros que o normal (seu normal, aliás, era não cometer erros, justamente porque se acostumara com a rotina). “Só mais um pouco.” Pensou, com uma careta, ignorando o suor e o cansaço para ir ao chão, finalizando a rotina de exercício com alguns dos mais pesados que conhecia. Queria levar seu corpo ao limite, o que significava não parar mesmo quando os músculos reclamavam. Naquele dia, não tomava cuidado nem para treinar demais; precisava da sensação boa que vinha com o término das duas horas, precisava do tipo de embriaguez trazida não pelo álcool, mas pela noção de ter levado o corpo a extremos e sobrevivido. Precisava disso ou sua cabeça iria explodir, dado o estresse dos últimos dias.

Então levantou-se, jogando um pouco d’água no corpo para seguir até o espelho. Seus músculos estavam ressaltados, vermelhos, quase como se aparecessem sob o esconderijo da pele. O peito aparentava estar mais largo, ainda que fosse uma reação inicial do último treino, e ele decididamente mostrava uma fisionomia e corpo invejáveis. Não treinava para ter um corpo bonito, aquele era o resultado do esforço de anos desejando chegar a seu melhor para tornar-se um dos aurores mais bem preparados dentro da corporação. Em dia como aqueles, que o estresse, tristeza e o coração partido assombravam-o, tudo que podia fazer era cansar-se, para chegar na cama morto e esquecer da dor. Na verdade, aquele último era a primeira vez que lhe acontecia, de uma maneira tão intensa, e o estresse que o colocou vinha sendo percebido por aqueles que treinavam consigo (afinal, ainda faltavam algumas semanas para ser oficializado na corporação). Então voltou-se para o banheiro: tomaria um banho e descobriria o que fazer logo depois.

***


Como diabos ele chegou… na Rússia? Quando terminou os minutos no chuveiro, já um pouco mais relaxado, pensou em ir para cama, não para um lugar tão longe da parte em que vivia na Europa. Na verdade, não estava pensando direito nos últimos tempos, e a necessidade de ir para um lugar bem longe era só uma das coisas que experimentava. Quando pegou o pó de flú e pensou na estalagem sempre aberta para visitantes sua cabeça não estava no lugar certo, muito menos momentos antes, quando trouxe consigo um maço de cigarros e um celular velho. As vestimentas não eram as melhores para o frio, sua única sorte talvez era que trazia algumas moedas valiosas, suficientes para comprar um casaco se o tempo o obrigasse; mas, por enquanto, viu-se caminhando nas ruas, ao sair da estalagem, cerrando os punhos e trincando os lábios, pensando no melhor lugar para esquentar-se.

Minutos mais tarde, chegou a um PUB conhecido por bruxos. Existiam algumas indicações nas ruas lidas apenas por aqueles de sangue mágico e decidiu ir para lá. Poderia usufruir de um café, senão uma bebida forte (dependia da grana), assim como do fumo, não proibido no local. Theodore nunca gostou de fumar – aquele era um hábito do pai, apenas, e em poucas situações voltou-se para o cigarro como uma forma de resolver o problema. Contudo agora sua tristeza era tão grande e sua vontade de fugir tão imensa, que preferia esquecer-se da dor por uns tempos; sabia que em poucas semanas melhoraria, talvez menos. Era um cara forte, saudável, de bão coração, certo? Ao menos, foi isso que sua mãe lhe disse, numa conversa quase engraçada não fosse o motivo por trás. Suspirou, empurrando a porta e parando de tremer, aliviado, quando sentiu o quentinho do local. Então dirigiu-se a parte de bebidas, fazendo um sinal para o bartender, que pareceu atender-lhe de má vontade.

– Me dá o café mais amargo ou a bebida mais forte que tiver, por favor. Qualquer um que essa grana possa comprar. – Depositou algumas moedas, puxando um maço e pegando um dos cigarros. Então tragou, aproveitando o isqueiro que encontrou no bolso para acendê-lo. Só esperava que aquilo ajudasse a expulsar seus problemas. Se ao menos tivesse um livro para distrair a mente… pelo menos a música dali não era tão ruim e pôs-se a ouvir, preferindo refletir sobre a vida durante aquele tempo. “Talvez eu escreva uma carta para o Fred.”


Ele tá bem mal .espa desculpa .=(

Qualquer coisa narra que ele parou de fumar e ficou só com o café amargo pela metade mesmo <3
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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemIslandia [#182171] por Kristín Árnadóttir » 27 Dez 2017, 10:30

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- Será que nada de interessante vai acontecer nesse lugar? Preciso de uma matéria nova pro jornal. - Kissy falava com ninguém em particular, era apenas um resmungo consigo mesma, já que estava na Rússia há alguns dias sem qualquer novidade que pudesse escrever a ganhar certa fama. Desde que entrara para o Profeta, sua vida tinha sido uma correria, indo de leste a oeste e então, voando para o norte. Não que ela reclamasse dessa vida agitada, afinal de contas, além de maluquinha, sempre gostou de agitação, o que tornava o cargo de jornalista, perfeito para si. Porém, sempre que não encontrava algo realmente interessante, que pudesse lhe ocupar o tempo, ficava cabisbaixa, de modo que, mesmo não gostando de ingerir bebidas alcoólicas, seguia para o bar mais próxima. De alguma maneira, o local conseguia desviar a tristeza da garota de cabelos escuros. Algo com o cheiro forte de álcool misturado com as fragrâncias de cigarro e outras drogas, conseguiram limpar a mente de Kissy.

Enquanto percorria as ruas da cidade, seus olhos trabalhavam atentos, em busca de algum detalhe fora do comum, mas o suficiente para trazer informações pertinentes. Nada. - Quem sabe se eu for para a Bulgária? Sem dúvidas aquele evento de cervejas pode resultar numa situação bem engraçada. - Novamente as palavras não eram direcionadas a um ser em especial, afinal de contas, estava sozinha. A ideia não era de todo o ruim, afinal de contas, tinha liberdade para viajar para qualquer lugar que achasse necessário e, a única coisa que ela precisava fazer era enviar a matéria. Kristín era uma jornalista inteligente e divertida, dando sempre um teor cômico em suas matérias, assim como também aproveitava e destilava veneno na quantidade que podia. Não era tão inocente quanto seu rosto fino e delicado demonstrava, o que lhe rendia muitas escapadas de situações complicadas. Mas isso é conversa para uma outra hora.

Com passos determinados e um andar quase infantil, em meio a saltitos, a islandesa invadiu o tão conhecido Chimes Gaststatte & Pub Blau. Ela estivera ali algumas vezes antes, de modo a sempre comemorar alguma situação com seus amigos ou familiares. Quando a porta fechou atrás de si, os olhos da morena buscaram um ponto novo, enquanto sua respiração trazia a calmaria que ela tanto buscava. Continuou com o caminhar tão... único, em direção ao bartender que vivia lhe oferecendo uma bebida. O sorriso, que podia ser confundido em mil interpretações, estava estampado em seu rosto, sendo capaz de ganhar o coração de um homem ao mesmo tempo em que era poderoso o suficiente para fazer uma guerra se iniciar. - Que tal um chá quente com limão e laranja? Por favor! - Pediu educadamente, com o tom delicado em cada palavra, enquanto encostava os cotovelos no balcão, encarando o homem que estava em sua lateral esquerda.

A beleza não era o que despertava a atenção de Kissy, longe disso, ele possuía uma beleza normal. O que deu interesse em nossa islandesa fora o jeito que ele segurava o cigarro, como se todos os problemas do mundo pudessem ser esquecidos com as tragadas que ele lhe ofereceria. Assim como álcool, cigarros e outras coisas não faziam o gosto de Árnadóttir, mesmo que o cheiro a ajudasse a pensar com maior clareza. - Sabia que cigarros além de fazer mal aos seus pulmões, deixam os dedos manchados, os dentes amarelados e os lábios mais secos? - Não, ela não conhecia o rapaz de olhos azuis num tom tão intenso que a fez se perder por alguns segundos ao observá-los. Poderiam dizer que ela era intrometida, mas era um mal de qualquer jornalista, afinal de contas, tomar conta da vida das outros, era o que gerava renda para a mulher de vinte e três anos.

- Parece que você só faz isso, para conseguir ter a mente livre. Já ouviu falar em cigarros eletrônicos? - Ao mesmo tempo em que a protagonista era muito inteligente para matérias exclusivas e notas pontos que quase ninguém notaria, lhe faltava um pouco de senso de espaço. Era como se ela não soubesse ficar dentro de sua caixinha, sem se intrometer na vida das pessoas alheias. Se ainda fosse alguém conhecido, não teria tanto problema assim, porém, um estranho completo? O nível de cara de pau foi atualizado até mesmo para Kissy. - Seus olhos devem ser mais claros do que o tom que estão agora.. Assim como sua voz que não deve ser tão grave devido a ingestão de café. O que aconteceu com você? Sabe, sou uma ótima ouvinte.
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Re: Chimes Gaststatte & Pub Blau

MensagemFranca [#182838] por Theodore Bertrand » 29 Jan 2018, 04:40

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A fumaça do cigarro era quase suficiente para distraí-lo dos pensamentos que insistiam em roubar sua atenção. Formatos eram feitos em pleno ar, resquícios de uma substância tão tóxica que, pouco a pouco, ludibriava-o. Se ao menos pudesse ficar ali tempo o bastante para esquecer… então talvez tivesse uma noite de sono como qualquer outra. Suspirou, ajeitando-se na cadeira e deixando os pés balançarem um pouco ao ritmo do som do ambiente, mas esse gesto terminou logo, primeiro porque não estava no humor, segundo porque não estava mesmo a fim de fazer tão pouco esforço. O coração doía e, por ele, chutaria as portas e encontraria um lugar onde pudesse beber até cair, ou fumar sem os olhares julgadores daqueles que o encarava. “Melhor não pensar nisso.” Deu de ombros, enrolando o cigarro entre dedos e logo dando outra tragada.

Isto é, ele teria dado outra tragada não fosse a voz que invadiu seus ouvidos, fazendo-o, por um segundo, tomar o susto responsável por olhar para o lado, mesmo que seu plano fosse ignorar a todos ali. “E quem diabos…?” Uma menininha? Uma garota tinha interrompido o único momento que ele tinha para relaxar, e por quê? Para dar um sermão? De repente pegou-se com raiva. Ainda assim manteve a pose impassível, ou tanto quanto conseguia com aquelas olheiras e o olhar de mártir. Ela não parecia uma adulta, lembrava-no de uma jovem como aquelas que fantasiavam demais e gastavam tempo de menos no mundo real (“como eu há uns anos”, pensou com certo escárnio, quase sorrindo de canto). E então ela iniciou um papo de… cigarros eletrônicos? “Que p*rra?”

Não fazia sentido para Theodore. Numa escola era uma coisa, num local com pessoas do trabalho era parecido, mas uma desconhecida o abordando para falar que ele não devia fumar e tentando, sabe-se lá o que, alterar seu suposto estilo de vida? “P*rra, isso é alguma brincadeira?” Largou o cigarro, lentamente colocando-o no balcão enquanto ainda a observava. Ela tinha um jeito de que não sentia qualquer medo de se expressar, o tipo de pessoa que ia até o fim para conseguir alguma coisa; fazia todo sentido, se ela ia até o fim para uma discussão daquelas com uma pessoa desconhecida. E ainda assim nenhuma dessas observações serviram para fazê-lo se sentir melhor ou relaxado.

– Alguém já disse que você não deveria se intrometer na vida dos outros? Pera aí, p*rra, ‘cê tava me observando? – Com os ombros afastados e os braços numa posição quase ofensiva, Theodore tentou analisá-la. Ele não conseguia. A merda dos sentimentos pareciam deixar seu cérebro mais lento, ou talvez fosse a mistura de tudo que fez, vai saber. Podia ser a raiva, também.– Se você quer dar uma de stalker, favor escolher outra pessoa nesse maldito lugar. Vê se não enche, beleza? Não tô com tempo ou disposição pra gente enxerida hoje. – Virou-se para o lado, sentindo a pontada de raiva diminuir e ser modificada para…. culpa? “Ah, p*rra, vai te catar.” Não era agora que ele queria se sentir culpado. Acendeu o cigarro com agilidade, tragando-o outra vez, na frente da guria chata.

Fato era que não deu outra, em alguns segundos virou-se e, deixando tudo que tinha em mãos na mesa, acabou tentando relaxar os ombros. Já era um começo. – Desculpa. Você tem razão, eu não estou de bom humor e você me pegou em um mau dia. Não é motivo para eu sair gritando contigo. – “E agora eu to me desculpando com uma… p*ta que pariu.” Quantos palavrões ele podia pensar e falar em um dia? Difícil saber. Theodore era uma pessoa calma, de coração aberto e jeito tranquilo; em momentos como aquele, era como se fosse tomado por outra pessoa, uma versão muito mais negra de si. E ainda assim… aquela pessoa, fosse quem fosse, conseguiu reacender um pouco de quem era no dia a dia. Não que fosse surpreendê-lo se ela saísse andando no meio da ‘conversa’, vide a abordagem no início.

– Sou Theodore, tendo um dia de merda e querendo mandar tudo quanto é gente pra p*ta que pariu. Você? – Tentou sorrir, ainda que, por algum motivo, os lábios se curvassem de uma maneira esquisita. Quem sabe em alguns dias ele não lembraria como era sorrir? – Falei merda de novo, não?


Spoiler: Mostrar
THEO TÁ DECEPCIONANDO OS AMIGO TUDO com esse jeito de babaca, ó

Monis, não me mata hahahahahahaha ele quer se redimir
Editado pela última vez por Theodore Bertrand em 29 Jan 2018, 04:43, em um total de 1 vez.
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