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Kiev - Ucrânia

Re: Kiev - Ucrânia

MensagemFranca [#180541] por Evey Le Havre » 07 Out 2017, 18:16

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ULTIMA SEMANA DE JULHO / 2017


Evey já tinha tudo em mãos para seu plano o qual ela havia se dedicado nos últimos meses. Viktor sempre arrumava uma forma de se safar, seja através de obstáculos físicos e até mesmo humano, como o Sr. Irving – ex-auror. Ele havia sido contratado pela bruxa, com o intuito de seguir o ex- companheiro a ponto de conseguir provas cabais o suficiente para entrega-lo às autoridades trouxas, já que bruxas era um pouco mais difícil. Desta vez, no entanto, ela teria de agir por si próprio, se quisesse algo perfeito.

E, portanto, estaria em Kiev naquela noite de sábado.

Com a ajuda de informantes, informações foram adquiridas graças a ações mágicas de proezas das trevas e até mesmo a habilidade extrair as memórias e depois obliviatar a mente de suas vítimas. Evey havia conseguido o itinerário de Viktor naquele dia. Da rotina do homem, a única que lhe fazia importância era a que se daria naquela noite: uma entrega de armamentos realizada num depósito de propriedade do clube. Aparentemente, um lugar em que em tese se guardava peças de motos a ser revendidas na loja de propriedade do ucraniano. Óbvio. Evey sabia. Ali também ficavam as armas traficadas pelo grupo de baderneiros. E, se tudo desse certo, Viktor não somente seria preso, mas, também teria um prejuízo econômico considerável e seria mau quisto na comunidade de bandidos da Ucrânia.

Para tanto, necessitava separá-lo de seu comboio; invalidá-lo para que assim, pudesse ocupar o seu lugar, usando a poção polissuco. Antemão, havia também providenciado com que câmeras trouxas filmassem a ação de “Viktor”: sua participação na recepção de mercadoria ilegal como também tentativa ou quiçá assassinato de alguém; formação de quadrilha e tantas outras possibilidades trouxas visíveis de crimes ali. Posteriormente, as imagens seriam enviadas para a polícia local para que eles fizessem as possíveis averiguações. Ser pego em flagrante não seria o mais sábio. Pois, será ela a presa e não o dito cujo que estaria em algum lugar desacordado. Mas, precisava estar travestido de Viktor, para poder matar o contrabandista com quem “ele” faria o acordo naquela noite e parecer diante das câmeras da forma como ela queria.

Era férias. Evey sabia que Amélie tinha combinado com o pai de passar as primeiras semanas com ele. A garota tentava a todo custo sair da semana de nascimento de seu irmão mais novo. Não queria participar de todo aquele teatro emocional por puramente orgulho. Usando da inocência da filha para com o pai, tratou de também lançar uma maldição Imperius nela para que, na hora certa, no momento certo, ela pusesse um sedativo na bebida de Viktor. Poção forte o suficiente para até mesmo impedir o bruxo de lançar magia através da avaração. Assim, ele desacordado, seria contido pela filha e posto fora de campo.


- Você não acha que está pegando pesado demais neste seu plano, não? – dizia Maëlle. Evey não tinha contato os detalhes do que almejara, mas, a ruiva não era idiota. Conhecia a francesa por tempo suficiente para saber que boa coisa não vinha. – Ele pode ser um filho da p***, Evey, mas, é pai da sua filha. Não faça algo que vá se arrepender e trazer consequências para você. Você sabe também que ele não é flor que se cheira.

Evey já com a aparência de Viktor, usando aquelas roupas ridículas e bregas costumeira do ucraniano, saiu de seu quarto, despedindo de Maëlle apenas com um sorriso no rosto, ignorando totalmente qualquer conselho vindo dela e de quem mais cruzasse seu caminho. A ruiva pensou em avisar Viktor, mas, isto seria trair a amiga de longa data e, portanto, fingiu-se de besta inocente. Tinha coisas mais importantes a fazer. Só esperava que toda aquela merda não respingasse da amiga.

A francesa aparatou nas proximidades da casa de Viktor. Despediu-se da filha, da ‘esposa’, e saiu para se encontrar com os colegas, na sede dos Death Angels. Por comodismo e até mesmo pela circunstância, pegou a SUV preta estacionada na garagem do ucraniano. Dirigir aquela coisa de duas rodas era demais para seu cacife, precisando apelar para o que se lembrava dos áureos tempos em que vivia mais com os trouxas e com a sua cultura.

Demorou um pouco para chegar na sede. Fato este que podia ser posto em questionamento senão fosse a urgência de se organizarem para o encontro. Evey já estava armada, embora sequer conseguisse destravar aquela coisa. Sabia que seu plano tinha algumas falhas, mas, contava com a sorte para poder dar tudo certo. Ali, algumas merdas poderiam ser toleradas, quiçá bem vindas, se fossem com o intuito de prejudicar o ucraniano e seu grupo.
– Você dirige – jogou as chaves para Vlad, o companheiro de longa data de Viktor, enquanto, no banco de passageiros evitava conversar, usando como desculpa garrafas de cerveja para beber no caminho.

....


- Garotas Russas... - dizia Pavel, um dos caras dos DA. - 62s, Aks... Fresquinhas, direto do Kremlin. - As armas vieram escondidas no fundo falso de um caminhão de transporte de peças de moto. Todas desmontadas, como sempre. Sendo, posteriormente, montadas às vezes até com adereços personalizados pelo clube, embora claro, Evey jamais soubesse de como se fazia estes preâmbulos. - Deus abençoe Putin. - outro membro do clube pegava as peças, analisando-as vendo se estava tudo em ordem, enquanto outros, descarregavam as caixas outrora escondidas caminhão.

Evey fazia questão de ficar bem de frente a câmera, com o corpo de Viktor visivelmente à mostra. Como chefe do grupo, sabia da necessidade de se aproximar do líder do transporte, estabelecer contato. Os outros membros poderiam estar sendo pegos também. Talvez a pouca iluminação do lugar os favorecesse, mas, não esperava isto a respeito do ucraniano. Pensou em chamar Vlad para os últimos retoques daquela compra, mas, temeu por não cair bem no perfil narcisista de Viktor de ser o centro das atenções e, portanto, faria seu próprio caminho, contracenando o máximo que podia e conseguia de tudo que conhecia do imprestável.


- Quando virá o próximo carregamento? - cumprimentou o cara com um aperto de mão. Possivelmente outros carregamentos viriam, e assim, achou uma boa possibilidade de iniciar a conversa. - Precisamos dele o quanto antes. Temos uma rua movimentada pedindo por suprimentos, senão, perderemos mercado. – muito educado? Cheio de palavras difíceis para aquele acéfalo entender? Talvez xingar um pouco fosse válido. Afinal, de cada dez palavras que o loiro soltava pela boca, onze era merda xingada.

- Quando vocês pagarem esta remeça - dizia o vendedor, mascando um chiclete como se fosse uma vaca ruminante. Para completar ainda mais o cenário grotesco, levava aos lábios um cigarro, aparentemente de maconha aos lábios, emanando aquele cheiro nauseabundo, característico do ambiente de Viktor, que, por sinal, deveria estar em débito com a cambada russa. - Sei que os federais estão na sua cola e que seus negócios não estão lá estas coisas. Só que senão der o suficiente para cobrir as despesas do transporte, terei que encontrar um novo comprador.

- Calma cara... não é para tanto. - dizia Evey, tirando de seu bolso um cigarro também. Já que Vitkor era viciado naquela merda. - Compro armas de vocês por mais de uma década. – lembrava do histórico do dito cujo com Viktor, de acordo com as informações colhidas. - E a nossa amizade? - dizia, desferindo um sorriso que, para o ouvinte parecia caricaturado, e, portanto, forçado o suficiente para indicar uma ameaça, de que algo não estava normal o suficiente. Seria passado para trás? O grupo de Viktor pegaria o armamento e não pagaria? Poderia soar um pouco fora de incoerência, dado ao passado de ambos, mas, ali não era um momento para falhas. Viktor parecia estranho. Apreensivo. Para Evey, isto tinha seu lado bom e ruim. Poderia acelerar as coisas. Em contrapartida, não queria ficar muito ali. Tinha medo de não voltar com vida. O cara olhou para cima, vendo a câmera ligada. Os homens de Viktor retirando o armamento e pondo-o dentro da SUV preta, aparentemente, sem nenhuma ameaça. Fitou Evey, um olhar apreensivo, e, por experiência, viu o medo no olhar da francesa.

- Não leve para o lado pessoal, Vik. O que tá acontecendo contigo é um infortúnio do comércio. Vocês... parem o descarregamento. – gritou para os motociclistas que o fitaram confusos. Evey, apreensiva, levou a mão de qualquer jeito na arma que estava em sua cintura. O homem a sua frente detectou o perigo, rápido o suficiente para também se precaver, levando sua glock na direção de Evey que, inexperiente, jogou seu corpo à direita, caindo ao chão, por puro instinto. O grupo transportador começara a levantar as suas armas também e, um tiroteio se iniciara. Evey não sabia o que fazer. Estava com medo. Medo de que todo o seu plano desse errado.

Precisava que Viktor fosse visto recebendo armamento contrabandeado. Talvez neste ponto tivesse tido já sucesso. Todavia, precisava também matar aquele líder do transporte para gerar uma carnificina contra o grupo de motociclistas do ex, que estaria preso para defender seu bando. Precisava com que todos os holofotes fosse apontado para os "apenas amantes de harleys", evidenciar que eles eram muito mais do que empresários de equipamentos de motos. Precisava ver Viktor atrás das grades. Sua vida livre de qualquer presença daquele filho da mãe. Amélie livre, por mais que no fundo soubesse que não estava fazendo aquilo pela filha.

Assim, pegou a arma, juntamente com sua varinha. O barulho ali estava forte o suficiente para saber que balas estavam sendo projetadas em todas as direções, portanto, só precisava usar sua varinha disfarçadamente o suficiente para desferir o golpe que mataria aquele filho da mãe. A câmera não veria a varinha, se tudo desse certo. Ela estaria escondida pela sombra da arma, projetada em sua mão direita. Somente uma arma trouxa e um jato flamejante supostamente saindo dela ganharia, teoricamente, vida. Sabia que Avada não daria certo, precisava deixar marcas visíveis no corpo da vítima. Mas, um feitiço que jorrasse fogo contra o peito do homem poderia ser suficiente para matá-lo.
- Exurere Maxima exclamou mentalmente, trazendo consigo sua única habilidade ali existente e real, a com varinha mágica.

O jato ganhara vida. Pela câmera, parecia ter saído da arma e finalizado no peito do homem que tão logo exclamara de dor, raiva e caiu ao chão, estatelado. Possivelmente, morto. Evey, em meio aos tiros, tentava se proteger, esconder-se de todo e qualquer obstáculo físico aparente até chegar na SUV para poder zarpar dali com vida. Os companheiros de Viktor não entendiam o que estava acontecendo ali, mas, viu a intenção do chefe e tão logo ameaçaram o mesmo objetivo. Somente dois não conseguiram chegar no objetivo final. E Evey não ficou ali para saber o motivo.


- Que **** foi esta que aconteceu aqui, Viktor? – disse Vlad irritado o suficiente para esbravejar enquanto subia no banco de passageiro, com Evey ao volante. A SUV percorria o caminho de saída em zigue-zague, às vezes, cantando pneu, o vidro de trás sendo alvejado por balas. O retrovisor da esquerda sequer existia. Algumas armas caíram ao chão do depósito até um filho inteligente de Deus conseguir fechar a porta. Os filhos da mãe ainda tinham saído no lucro, apesar de tudo. Ou talvez não. Os russos viriam atrás, querendo o que era deles de volta. – quer me explicar que merda aconteceu ali? – perguntou Vlad novamente. Mas, Evey se mantinha em silêncio. Pelo menos até ela sentir que não eram mais um alvo de balas.

......


Não houve explicações por parte de Evey para com Vlad. – Descem e tirem esta merda do carro. – disse Evey através da voz do ucraniano. Vlad por alguns minutos permaneceu sentado ao lado do amigo de infância, fitando-o colérico, sem entender nada. Vendo um Viktor indiferente a tudo que acontecera como também as consequências de seus atos.

- Vai acontecer uma chacina contra nós, Vik. E você será o responsável. – Vlad desceu do carro, batendo com força a porta. – Você tá destruindo o clube e sua família. – as armas já haviam sido despachadas. Todos os membros dos DA fora do carro. Pavel fitava Viktor e, por alguns segundos, Evey temeu que ele a tirasse do carro com força e violência, querendo explicações. Mas, esta atitude não veio de Pavel, mas, de Vlad que, jogara sua arma contra o chão, antes de chutar a SUV e querer tirar Viktor dali a força.

- Estou pouco me fudendo para vocês. – sorriu, colérico, com o rosto transformado por algo irreconhecível pelo russo, amigo de infância e vice-presidente do clube. Evey, sabendo que desrespeitar o colete era uma das maiores afrontas para um motoclube, retirou-o de suas costas, jogando-o no chão, pela janela, cuspindo-o em sua direção. Vlad, estatelado, confuso, com raiva, ódio, decepção, com vários sentimentos confluindo em seu corpo naquele momento, se viu sem ação ao ver Viktor conduzir a SUV para fora do estacionamento da sede do clube. Pela janela, viu o ucraniano projetar seu terceiro dedo para fora, mandando-os todos se fuderem.

Agora era voltar para casa! Para Alemanha. Não totalmente como imaginara, mas, Evey tinha conseguido o que queria.
Feitiço: Exurere Maxima[dano: 25]; [dificuldade: 15];
Descrição: Forma básica do fogo maldito. Atira contra o alvo imensas bolas de chamas azul-roxeadas que causam gravíssimos ferimentos. É difícil um iniciante controlar a varinha por causa da potência dessa magia.

Itens Utilizados:

  • Varinha de Madressilva, 33cm, Cabelo de Ninfa, Maleável

    Usou um Varinha de Madressilva, 33cm, Cabelo de Ninfa, Maleável.

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Re: Kiev - Ucrânia

MensagemUcrania [#180557] por Viktor K. Zolnerowich » 08 Out 2017, 02:04

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UM DIA DEPOIS


Somos criminosos. É da nossa natureza trair”. Esta é uma frase que você pode achar que se aplica a mim, ao meu clube, a minha família, mas, digo com total autoridade não se aplicar a nós. Mas, era isto o que todas as circunstâncias e fatos pareciam dizer o contrário. Havia uma regra e máxima não escrita entre nós de que não entregávamos irmãos. Se fosse necessário, até cumpríamos nosso tempo na prisão, como Vlad havia feito no passado. Mas, não éramos traidores. E, se por acaso, isto existir um dia entre nós, todos sabiam o que deveria ser feito.

Demorou para eu acordar. Não conseguia me movimentar. Estava preso dentro de meu próprio corpo, numa sensação de inação a qual eu jamais havia sentido. Minha cabeça latejava, meus sentidos não me obedeciam e demorou para saber que estava em minha própria casa, no subsolo. Quando dei por mim, a manhã havia se configurado na janela. Demorou para eu me atentar que minhas mãos estavam contidas; meus braços, minha boca. Não conseguia sequer soltar um feitiço mínimo através delas.

Com uma dificuldade do cão, consegui me mover alguns centímetros. Eu parecia ter sido vitimado uma ressaca da ****. Ter bebido coisas inimagináveis numa noite a qual tinha que ter sido dedicada ao trabalho. E isto me deixou puto. Não sabia se havia sido fudido por forças puramente humanas ou guarnecidas de magia, mas, algo ali não estava certo e, a julgar pelas vozes que eram projetadas na parte superior da casa, não era somente ali que se encontrava singularidades.

Ninguém conseguiria me ouvir com toda aquele barulho vindo da cozinha. E não tinha forças o suficiente pra vencê-lo e me fazer presente. Se eu não ficasse calmo, se não conseguisse raciocinar e pensar no que estava acontecendo, tampouco achava que sairia dali vivo. Sim... porque não estar conseguindo fazer nada, naquele momento também era desesperador.

Não sei quanto tempo demorei para conseguir ter pouco da minha força de volta. E muito menos quando as usei para chutar a parede, a porta, fazer com que objetos caíssem e assim, alguém viesse me socorrer. Mas, fora muito tempo depois, dada a preocupação e raiva vistos no olhar de Victoria. Minha mulher precisou chamar Vlad para vir a minha casa e também em pedir a ajuda de empregados para conseguir me levar até a parte superior da casa. E quando dei por mim, estava deitado em meu quarto, com a mente ainda confusa.
– o que... o que... aconte...ceu? Como... como fui parar ali? – e a segunda coisa que me lembro foi de ver Vlad adentrando em meu quarto, me levantando da cama e me dando um soco, forte o suficiente para me fazer desmaiar. Novamente.

......


Vlad havia pedido para que Victoria nos deixasse a sós. E com muito custo, ela concordou. Com os lábios cortados e sangue vertendo em meu rosto, levantei-me da cama o suficiente para ficar sentado na beirada. Peguei um lenço e fitei meu irmão, confuso, irritado. Vendo que ele estava bem mais do que eu. – que merda aconteceu? Por que você me bateu? Ficou louco? – e, talvez isto tenha despertado ainda mais raiva no russo, pois, ele ameaçou fazer de novo. – Ei... pera lá, cara! Explica. Depois, você bate. Que tal? – disse, colocando minha mão à frente do meu corpo.

Beleza... tentava captar todas aquelas informações. O trabalho da noite havia sido um fiasco. Boris estava morto. Os russos me queriam morto. O clube me queria morto e, pelo jeito, Vlad também. Lá de fora do quarto, ouvia os gritos do meu coroa. Minha mãe. Victoria, que, por sinal, estava prestes a dar à luz de meu terceiro filho, ao que a ciência predizia no próximo mês. Por mais que eu tentasse, Vlad não parecia acreditar em mim. E também pudera. Eu também não acreditaria, tendo ele falado tudo aquilo que eu fiz. Meu corpo. Viktor Kaminski Zolnerowich.
– Eu quero falar com este filho da mãe – gritava meu velho. Mas, algo pareceu contê-lo. Lá, dentro do quarto, Vlad me encarava.

- Eu não sei o que aconteceu, cara. Mas, este ai não foi eu. Eu jamais faria isto com o clube, com a gente. Jamais desrespeitaria. Faria estas merdas todas. E nem matar Boris, por mais que ele merecesse. Eu estava aqui em casa. Não sei quanto tempo. Preso, escondido lá embaixo. Vick poderá afirmar isto quantas vezes você quiser. – minha voz era de desespero verdadeiro. Passava a mão no cabelo, levantava da cama, mesmo que minhas pernas de início parecesse não me obedecer. Tinha medo por mim, e, principalmente, pelos meus filhos e por Victoria. O que poderia acontecer com eles. Sabia que eu poderia ser morto. Pelas regras do clube, eu nem ali deveria estar mais. Vlad estava me dando um voto de confiança por tudo que a gente já tinha passado. Por ser quem eu era.

- Lê a minha mente. Olhe minhas memórias. Elas vão te mostrar que eu estou falando a verdade. – disse peremptório, disposto a qualquer possibilidade para provar a minha inocência. – sei que os fatos diz o contrário. Para os trouxas, é injustificável o que eu fiz, sabendo que eu estava lá... mas, somos bruxos. Temos que pensar maior. Temos que pensar que posso estar sendo incriminado. Eu não estava lá, Vlad. Ande... olhe. –fitava-o com verdade e ainda com desespero no olhar, talvez até mesmo súplica para que ele pensasse um pouco mais além do que seus olhos lhe haviam mostrado. Ele sabia. Eu jamais faria aquilo.

- Memórias podem ser apagadas. Substituídas. Você pode ter planejado todo este circo aqui para querer se safar de seu coroa e de mim. – ressoava, sério.

- Você sabe que eu não faria isto.... – fitei-o por alguns segundos em silêncio, resignado, levando minha mão à cabeça e retirando de lá minhas memórias. – você é legilimens. Minha oclumencia ainda é pífia. Não consigo esconder, por mais que quisesse, a maioria das coisas. Olhe-a. Se vão me matar, pelo menos quero ter o meu direito de defesa antes.

......



Vlad aceitara. Viu minhas memórias, sabendo que a última coisa havia acontecido foi Amélie me entregando uma garrafa de bebida. Depois, havia a lembrança turva de meu corpo estirado lá embaixo, tentando entender o que aconteceu. Vira em minha mente. Desbravou-a sem nenhuma cerimônia, querendo entender tudo o que havia acontecido na noite anterior. Eu não oferecia obstáculos. O que facilitava a sua vida. Mesmo com raiva, agora confuso, uma nova verdade se mostrava a ele.

Seu telefone tocara.
– Atenda. Deve ser importante. Alguém do clube. – ele respirou fundo, abriu o celular, ouvindo, ao que parecia, mais bomba pela frente. Senti mais um peso ser jogado sobre meus ombros, vindo com doses exageradas de apreensão e medo. O pessoal queria me pôr em reunião, julgar as minhas causas. Os russos batiam em nossa porta, querendo explicações. E... – Morto? Como assim morto?

- Morto. – abriu os braços, com a voz enfática.- Foi encontrado hoje pela manhã. De acordo com a vizinha, o cheiro estava forte, e ela bateu na porta, ninguém atendeu. Então chamou a polícia. Pela deterioração do corpo, deve ser de cinco a sete dias. – ele se sentou ao lado meu na cama, olhando para o nada, com o celular ainda em mãos. – que merda você andou fazendo em Viktor? O que está acontecendo com a gente? – agora eu era caçado e a última grana que havíamos conseguido juntar do clube estava inacessível. Temporariamente, sem recursos. Nosso contador, um membro também do clube que, teoricamente estava de viagem pessoal há sete dias, estava morto pelo mesmo período de tempo. O dinheiro que ele deveria ter depositado na conta de um paraíso fiscal não existia mais. Eu havia “matado” um dos nossos principais fornecedores de armas e ganhávamos uma dívida de brinde.

- Você viu, cara! Sou inocente. – falava, enquanto fitava a mobília organizada por minha mulher em seu último acesso de nervosismo pela gravidez. Vlad em silêncio, tentava compreender as coisas. Passava a mão no cabelo, na barba, olhava para o nada, como se lá estivesse as explicações que buscávamos. - E, pelo estilo das cosias que tá rolando nesta merda toda, coisa de trouxa isto não é. E, no mundo bruxo, não tenho tantos inimigos... – Confesso, que a primeira pessoa que me veio à mente havia sido Evey, mas, ela não seria capaz daquilo tudo. Ela não tinha rancor para causar tamanha desgraça em minha vida daquela forma.

- E Victoria? Alguém poderia descobrir a verdade sobre ela... sobre o que vocês fizeram e agora quer vingança. A família dela toda é bruxa e ainda rica... – o que Vlad levantara também foi pertinente e, claro, precisava ser averiguado. Pelo menos se eu conseguisse sobreviver até ao final daquele dia. Todavia, nosso plano havia sido perfeito, sem falhas. Não tinha como descobrirem que ela estava ali. Comigo.

- Se algo acontecer comigo... proteja minha família. – fitei-o por alguns instantes, suspirando fundo em desespero. – mande o pessoal controlar um pouco os russos. – ordenei ainda em minha função de chefe, nem sabendo se ainda ela me pertencia.

......


O tempo que eu e Vlad ficamos no quarto fora longo o suficiente para acalmar ou piorar a situação lá fora. Mas, dado ao silêncio, talvez nem tudo estava perdido. Vlad havia pedido um tempo para que ele conversasse com meu velho, com minha mãe e Victoria para explicar a situação e, assim, pudesse sair do quarto com certa segurança. Confesso que naquele momento me senti uma criança após ter cometido uma travessura e agora precisava de alguém para remediar ao meu favor.

Antes de definirmos quem tinha causado aquilo tudo, precisávamos estancar toda aquela sangria e, primeiro, deveríamos começar pelo clube, por ordem na casa. Uma família desunida, traz fraquezas, desuniões, e precisávamos estar juntos naquilo. Mas, não conseguiríamos com eles me querendo morto. Assim, tivemos que apelar para a magia. Vlad com sua habilidade de legilimens, manipulando as lembranças de todos os envolvidos do clube e, com o feitiço da memória, apagando o que deveria ser apagado. Teve que contar com a ajuda dos outros bruxos da casa: meus coroas e também no que minha mulher havia podido ajudar.

Após termos conseguido este feito, a próxima tarefa seria enfrentar os demais obstáculos: russos querendo me matar, descobrir quem estava por detrás de toda aquela merda e, claro, sabia que mais coisas fodas viriam. Só não imaginava que seria tão logo.
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Re: Kiev - Ucrânia

MensagemUcrania [#180747] por Viktor K. Zolnerowich » 16 Out 2017, 14:22

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UMA SEMANA DEPOIS.
(novo arco; não é sequência do anterior)


A primeira semana de agosto havia chegado. Milagrosamente, havia conseguido sobreviver aqueles sete dias. Precisava da ajuda de todos. Sofremos ataques. Havíamos perdido força física e espaço nas ruas. Quem necessitava de nosso abastecimento, sem armas suficientes, haviam conseguido por outras fontes. Ademais, ninguém queria algo manchado com sangue, e, mesmo tendo diminuído o valor do que haviam trago da fatídica noite, ninguém ousara pegar.

Vlad tentava conversar com os russos, admoesta-los. Havíamos dito que Boris os havia traído. Criamos uma rede de intrigas naquele submundo e plantamos nossa semente. Eu o havia matado. Afinal, para os russos isto era algo inegável. Porém, precisava de um motivo satisfatório para isto. Boris trabalhava para a polícia e aquele encontro havia sido marcado com vis interesses. Nós, conscientes da verdade, apenas tiramos da reta um traidor.

A ideia veio até a calhar. Não porque eles acreditaram piamente em nós, mas, pelo que viria logo em seguida, naquele dia mesmo em que para piorar a situação, Victoria apresentava as dores do parto. Estava na sede do clube, estabelecendo as trincheiras de batalha com meus homens que, agora, não duvidavam mais da minha integridade e fidelidade a eles. Toda aquela cena de traição por parte de Boris também havia sido plantada na mente deles também e eu não havia sido o filho da p*** que alguém queria que eu fosse.

Naquela manhã de quarta-feira sai às pressas do estacionamento. Quando cheguei em casa, Victoria estava daquele jeito que mulher fica quando está parindo: louca da vida. Não deve ser uma dor agradável (se é que existe alguma neste estilo) e ter gente no seu pé torrando o saco e uma criança de quase um ano chorando junto devia tê-la deixado ainda mais irritada.
– As contrações estão agora de sete em sete minutos agora. Precisa leva-la ao médico. – dizia minha velha. – eu vou ficar com Abel até seu pai chegar da loja. Ande... vá.

Subi as escadas num tiro e tão logo desci com minha mulher em meus braços. Já havia passado aquela situação antes com Daphne, embora tivéssemos algum adicional de a própria Victoria ali ter ajudado a acelerar um parto prematuro. Dmitry também não deveria ter vindo naquela semana. Se não me falhasse a conta, estava com trinta e seis semanas ainda. Porém, tinha tanta merda acontecendo na nossa vida recentemente, que duvidava aquilo não ter servido de combustível para meu segundo pirralho querer vir ao mundo mais cedo.

Falar para Victoria ficar calma não ajudava muito. Pelo contrário. Parecia deixa-la ainda mais irritadiça. Pensei em aparatar para um hospital bruxo, mas, obviamente, era a pior das ideias dado ao fato de que minha mulher para eles estava morta há algum tempinho já. Ir para um hospital trouxa, com tudo aquilo acontecendo soava um pouco arriscado, mas, queria acreditar que ninguém seria louco de invadir um hospital para me matar.

Levei-a para o carro e, acelerando mais do que o normal, fomos para o hospital. Ela nervosa e eu a ponto de ter um piripaque no volante. Sentia meu coração batendo em minha garganta. Meus lábios secos. Minha voz querendo sair, mas, sendo impedida pelo nervosismo.
– Estamos chegando... – disse, na única vez em que consegui soltar algo e minha mão foi contra a dela, apertando-a, num sinal de carinho. Era meu terceiro filho nascendo, ****! E desta vez com uma mulher que eu amava e estávamos oficialmente juntos.

.....


Quando meu carro parou na entrada de emergência do hospital, logo Vic foi amparada por funcionários que a levaram de cadeira de rodas para a sala de partos. Eu fui direcionado para a parte burocrática e financeira da coisa. Com dificuldade e nervosismo, possivelmente esperado e reconhecido pela funcionária em questão, havia conseguido preencher a ficha e realizar todos os trâmites legais da entrada de Vic e de nosso bebê. Agora era a parte pior em que eu seria levado ao lugar em que ela estava.

Era o primeiro filho de Victoria. Desde o fatídico dia em que fui encontrado desacordado em nossa casa, não havíamos tido tempo direito para conversar sobre tudo o que estava acontecendo. Ela não era uma mulher qualquer. Sabia onde estava entrando quando resolveu vir para Kiev comigo. Mas, possivelmente não se imaginava num cerco como aquele. Vic se preocupava com o bebê e estava longe de ser uma mãe descuidada. Estava esperando ansiosa pelo nosso moleque e desejava que aquilo estivesse acontecendo de uma forma diferente. Não precisava de conversa para ver isto nos olhos dela. Eu também desejava isto.

Não queria trazer um filho para o mundo em todo aquele escarcéu. Já me demandava preocupação ter de zelar pela segurança de todos ali para acrescentar mais um. Mas, não era por isto, obviamente, que ele seria mau vindo. Esperava por aquela criança. Era o que eu e Vic havíamos construído juntos. Fiquei com medo de assistir a tudo: as cenas de pré-parto, ao parto propriamente dito e relutei um pouco para ultrapassar o vão da porta, não antes de respirar fundo e fumar um cigarro na área permitida do hospital.

Fiquei ali, fazendo minha função de marido e pai da melhor forma possível que podia. Dmitry vinha para o mundo berrando, e mesmo sendo uma semana mais novo que o normal para uma criança, não precisou de auxílio respiratório e nem ficar numa UTI da vida, vindo logo para os meus braços e de Vic tão logo foi permitido e ela conseguisse se alojar num dos quartos do hospital.
- Ele é bem dotado que nem o pai, você viu? – disse para Vic num sorriso coruja quando ela o recebeu nos braços e queria tocá-lo pele a pele. Meus dedos foram levados para a testinha peluda do meu filho, num gesto de carinho, deslizou pelas bochechas, por aquele corpinho frágil e minúsculo que viera com tanta garra ao mundo. Seus dedinhos fecharam em meu indicador e eu os acariciei.

Sentado à beira da cama de Victoria, abracei-a, beijando seu rosto com carinho e ternura que sentia naquele momento.
– Obrigado, Vic... por isto... – meus lábios foram para o corpinho de Dmitry e, posteriormente, voltaram para o de Victoria. – Queria que tivesse sido num momento melhor.... – dizia sem jeito, sabendo que aquele momento não era o apropriado para aquilo, mas, fora onde eu havia conseguido soltar o que queria há dias. – desculpe por ter feito você passar por tudo isto. Não queria isto para você e muito menos por ele. Mas, saiba que não vou permitir que nada de ruim aconteça a vocês dois e ao Abel. – Vic parecia fazer menção de falar, mas, eu a interrompi antes, sentando-me a frente dela, tendo nosso filhote no meio de nós dois. Enquanto falava, meus olhos iam dela para o garoto. E realmente falava aquilo com sinceridade. Mesmo que talvez não conseguisse fazer o que prometia, eu queria tentar.

- As coisas vão melhorar... e logo toda esta merda vai acabar, ok? E se não melhorar –sorri sem graça – a gente dá um jeito. Só precisamos estar juntos. Amo vocês, ok? – disse para ela, beijando seus lábios.

Não demorou muito para que a porta atrás de nós se abrisse. Jurava ser minha coroa que havia prometido cuidar de Vic em todo aquele processo. Ela havia sido mãe de pirralhos há mais de décadas, mas, pelo menos tinha um pouco mais de experiência que Victoria. Além do mais, havíamos combinado dela ter uma ajudante profissional também de sua escolha quando voltasse para casa, ao que o médico dissera, no dia seguinte. Porém, não foi a Sra. Zolnerowich a abrir a porta, mas, a agente do governo federal. Aquela mesma filha da p*** que nos rodeava já alguns anos.

De sua cara de vadia, vinha um sorriso filho da p***. Daqueles que sabe que tá estragando algo, mas, mesmo assim fica ali, inconvenientemente parada, somente para deixar a desgraça ainda mais insalubre por onde passa.
– o que você tá fazendo aqui? Esta não é uma boa hora para você vir torrar o saco, não tá vendo? –levantei da cama, indo em sua direção.

- Lindo o bebê. – ela disse, fingindo olhar para Dmitry e ignorando-me, voltando-se para Victoria com um sorriso sardônico. – felicidades ao casal. – olhou para mim, mantendo o mesmo ar filho da p*** de outrora. – mas, embora eu finja compadecimento por estragar este momento família de bandidos, preciso leva-lo para delegacia imediatamente.

- Tá zoando com a minha cara, não é? De que vai me tirar daqui agora. – disse, numa raiva crescente. – posso saber sob qual acusação? – ergui minhas pestanas, num ar insolente e provocativo, o qual ela parecia adorar.

- Se eu negar que não queria te tirar daqui e estragar este momento, você acredita e terá um dia melhor? – ela se sentia inabalável naquele momento. Como se tivesse um trunfo nas mãos, como se sua vitória já tivesse sido selada com a minha desgraça. Ou talvez, ela apenas quisesse me provocar com toda aquela merda. – mas, você tá sendo preso por ... deixa eu enumerar aqui os crimes – ela pôs um papel, possivelmente o mandato, debaixo das axilas, prendendo-o com o braço e, ainda irônica, começou a enumerar com os dedos – assassinato, receptação de armas ilegais, tráfico de armas, formação de quadrilha... bom, isto foi somente por uma noite de trabalhinho seu.

- Mas, com certeza conseguiremos mais coisas até o final do dia. Que acha? Vai poder ver seu filho ... deixa eu ver aqui... talvez quando ele tiver com uns trinta anos e sua mulher com outro cara, quem sabe até mesmo não estará mais neste mundo. Este lado criminoso da vida costuma ser acompanhado de baixa expectativa de vida, mesmo para mulher de bandido. Desculpa ai, beleza? – levou a mão em sinal de desculpas descaradas sem nenhum real significado. Do bolso, tirou um par de algemas e veio em minha direção.

- Você é tão cheia de merda...- disse, fitando-a enjoado, com vontade de dar um soco bem no meio da fuça daquela vadia de quinta. Não por ela, mas, por Vic e meu filho, eu me contive.

- Olha... - ela me interrompeu. - posso te processar por desacato a autoridade. É um crime pequeno em comparação com os outros, mas, vai que, não é? –ela se aproximou de mim, virando-me com uma força além do necessário para situação. Eu revidei, mas, ela me conteve, e disse ao oficial atrás dela não ser necessário intervenção.

- Isto é mesmo necessário? Todo este teatro aqui para me levar pra cadeia? – senti o metálico tilintar e fechar em meu pulso. Minhas mãos sendo levadas para parte posterior do meu tronco.

- Necessário não é. Mas, sabe como é.... Adoro chamar atenção para este tipo de momento. Ainda mais quando tão esperado. Vou dizer que você resistiu à prisão. O que não deixa de ser um pouco verdade. Ele aqui - apontou para o oficial ao seu lado - vai confirmar. Sabe como é.... nós do lado da lei também curtimos a ideia de trabalhar em conjunto.

- Eu não matei ninguém e muito menos os dois crimes. Estou há dias seguindo o trajeto casa e trabalho. Todos podem confirmar. – disse, fazendo resistência em ser levado na direção da porta, querendo que ela me ouvisse antes, embora soubesse que ela não estaria ali senão tivesse provas. E a merda que temia vir precocemente, havia sido jogada na janela de minha casa naquela tarde.

- Não é isto que diz o vídeo que mostra seu rostinho bonito matando alguém justamente na semana passada. Coincidência, não? Agora ande, Zolnerowich. Não tenho o dia inteiro somente para você. – levava-me em direção à porta, não antes de dirigir umas palavras para Victoria, carregadas de deboche. – se fosse você, procurava outro marido e pai para seu filho. Este aqui não voltará tão cedo para casa. – e piscou, malévola, não deixando com que eu sequer despedisse de Victoria. E, novamente, pedisse desculpas, por toda aquela merda.
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Re: Kiev - Ucrânia

MensagemUcrania [#182467] por Viktor K. Zolnerowich » 06 Jan 2018, 21:46

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Agosto – Prisão trouxa


Havia sido preso na primeira semana de agosto. No dia em que meu mais novo filho nascera. Claro... não vou dizer que minha vida não buscou as consequências de meus atos, porém, eu estava preso por um crime que não havia cometido. Iria provar. Sair da cadeia. E realizar minha vingança da melhor forma possível.

Enquanto isto, Vlad lá fora tentava contornar a situação de forma legal. Havíamos contratado bons advogados. Mesmo com nosso contador morto, em minha conta pessoal eu havia juntado uma boa grana; morava numa boa casa, a qual podia hipotecar em último caso, transformara o dinheiro que ganhava no Mundo Mágico em valor trouxa, podia vender alguns equipamentos legais e ilegais fora de Kiev, contara com a ajuda financeira de irmãos do clube, de meus coroas, e no final, tinha um bom defensor.

O que pegava em minha defesa era o vídeo. O vídeo em que me mostrava não somente matando Boris como também recebendo armamento ilegal. Assassinato e armas juntos davam bons anos de cadeia. Assim, era preciso eliminar as provas que já se encontravam sob posse das autoridades. Tínhamos que usar de magia, de esperteza, de estratégia, transgredir leis, bruxas e mágicas, tudo para eliminar a merda feita por minha “ex-mulher”. Talvez eu nunca tenha sorte com elas, afinal.

Não poder ver meu filho era o que mais fudia. Perdia seus primeiros dias; não estava ao lado de Victoria e sabia o quanto isto era importante para ela. Estar na cadeia também não era fácil. Tinha desafetos, membros de facções criminosas as quais, de uma maneira ou de outra, nossos negócios haviam cruzado caminho e, apenas um, saído com lucros. Sem falar que, alguns russos presos e seus associados não acreditavam que Boris era um traidor; notícia que também havia ajudado a espalhar ali dentro e nas ruas.


- Espalharam a notícia sobre sua prisão. Você está por si mesmo aqui. -disse um dos poucos com quem podia me aliar ali dentro na minha primeira semana preso. – eu aconselharia a dormir com um olho aberto. Ouvi dizer que vão tentar te furar. - Ofereceu-me um cigarro, fogo, e logo se levantou, colocando a mão em meu ombro. - sinto muito, cara! Se não arrumar formas de se proteger aqui dentro, não chegará vivo ao julgamento. -não demorou muito para me deixar sozinho no pátio durante o pouco tempo que tínhamos para o "banho de sol". Sim... precisava arrumar "amigos" se quisesse sair e sobreviver ali. Era assim que funcionava prisão, e aquela não era minha primeira e duvidava ser minha última.

.......


Não demorou muito para que tentassem me matar ali dentro. Daquela conversa com o cara, não deu uma semana quando enfiaram, durante o banho, três facadas em meu abdome. Fui levado às pressas para a enfermaria e lá fiquei ao que eles disseram quase duas semanas. Haviam conseguido estancar a hemorragia, mas, nesta brincadeira, havia perdido meu baço e, por várias semanas ainda, andando que nem um jumento com a cabeça baixa por causa da dor. A notícia do ataque a minha pessoa de nada preocuparam os federais, por mais que meu advogado alegasse que minha permanência ali correspondia em risco a minha vida. Talvez o cara não fosse tão bom quanto Vlad achara. Pouco avanço havia sido feito em me tirar dali. Somente conversa fiada e meu pouco dinheiro indo pelo ralo. O clube? Poucos eram aqueles que queriam fazer negócios com a gente. Tudo parecia ir de mal a pior. E, se não fizesse nada para salvar pelo menos meu rabo dentro daquela prisão, meu filho viraria órfão antes mesmo de saber o conceito de "pai".

Não foi fácil encontrar acesso a um grupo de arianos presente na cadeia. Não era o melhor grupo para se travar “amizades”, mas era o único que teria maior facilidade em negociar. Precisei de ajuda física para chegar até eles; o cara de outrora, Yuri Yanukovcyh, um ruivo de um clube ligado ao DA, havia arranjado o encontro numa tarde do quarto dia de minha saída da enfermaria.
- Ouvi falar que está com preocupações com segurança - dizia o homem que ostentava uma suástica no pescoço; atrás dele havia um pequeno grupo de cinco homens com os quais eu jamais pensaria em entrar numa briga física se quisesse viver. - e ouvi falar que não vão adiantar seu julgamento. Para crimes de homicídio não há fiança, não é? Ainda mais quando se tem passagem por aqui. Ou a lei mudou? - olhava pretensioso para sua cela. Sabia que tinha ser humilde se quisesse continuar vivo e ele sabia disto, portanto, tentava jogar merda na minha cara de todas as formas possíveis para ver se eu revidava e o mandava a p*** que pariu. Mas, não fazia. E ele ria.

- Qual é seu preço por proteção? - disse finalmente após permitir-lhe fazer gracinhas com a minha cara, recebendo dele um cigarro e fogo para tragar.

- O preço não virá fácil. E sei que não está com muitas condições de barganhar aqui e lá fora. Mas, se quiser continuar vivo aqui, irmão, tenho alguns afiliados lá fora que estão com problemas. Deduraram meu sobrinho e um dos filhos da p*** dedo duro veio parar aqui. Quero que traga ele para mim - apontou para um romeno, enquanto fitava-o com ódio - aquele puto lá está em prisão protegida. E lá fora quero que mate outro para mim. - entregou-me uma foto, com o nome atrás.

- Eu vou precisar de um tempo para contatar o lado de fora. - disse para ele, tentando já pensar em formas de solucionar a situação. O branquelo deu de ombros, como se o que viesse para ele fosse lucro e eu que tivesse de me virar para conseguir matar um fora; facilitar a morte de um dentro.

- Se te ajudar... ouvi dizer que ele gosta de um rabo ruivo. - apontou para o cara que vinha me ajudando ali dentro e não tardou em ele e seus homens começarem a rir na minha cara, fazendo gestos obscenos enquanto jogara um celular em minha cara. - Os minutos são limitados. Use-os com sabedoria. – piscou para mim com malícia no olhar.

.......


Vlad solucionaria o problema com o cara lá fora. Como iria fazer não perguntei dos detalhes, mas, ele não me decepcionaria. Ali dentro, tinha que arrumar formas do camarada ruivo me ajudar, oferecendo o rabo dele como prêmio como isca. Tinha que atraí-lo para um lugar onde a turma de arianos pudesse pegá-lo e entrar em ação, cumprindo sua vendeta. Eu faria a apresentação aos participantes do casal inusitado: um romeno com um branquelo ruivo. E, posteriormente, tinha que garantir de Yuri estar no clima, deixar a porta aberta, e os arianos foderem da forma como quiserem com o dedo duro.

– Nada vai acontecer. – prometi com verdade - Você só será a isca a tempo suficiente para que eles entram e acabam com o cara... Arrume um encontro na enfermaria. Damos um jeito de você entrar lá – sinalizei minha mão com o punho fechado, indicando de como ele iria parar lá - Deixe a porta aberta... vai ser moleza. Só precisa usar um pouco do seu charme –falei, brincando, dias depois da “apresentação”. Usei de minha lábia naquela manhã para admoestar Yuri, embora não tivesse com condições de oferecer algo, ofereci-lhe ajuda a sua família lá fora e, quando ele saísse da cadeia, ajuda com trabalho. Não suficiente, tive que apelar também para um apoio financeiro ali dentro, e, mesmo já tendo pouca grana, aceitei sua barganha. Agora precisava por o plano em prática e conseguir sobreviver até meu julgamento ou quem sabe, milagrosamente, conseguir direito a uma fiança.

.......


O mês de setembro já estava chegando. Nada de sair da cadeia, mas, pelo menos havia conseguido proteção dos arianos. O romeno havia sido morto e, lá fora, Vlad fizera sua parte do negócio. O dinheiro havia sido entregue a Yuri e, tão logo ele saísse, deveria cumprir o resto do acordo. As aulas em Durmstrang haveria de começar em breve. Havia mandado, com a ajuda de Vlad, um comunicado para a diretora da escola de que meu filho havia nascido e, com isto, deveria receber, de acordo com meus direitos como professor, algumas semanas de folga como “licença paternidade”. Foi a única opção válida para a situação, e, com muita insistência havia conseguido um tempo a mais do legalmente estipulado para a situação, alegando agravantes físicos e psicológicos de minha mulher os quais na verdade não existiam.

Tinha um mês e meio para conseguir sair dali. Segundo Vlad, o advogado estava fazendo o máximo, mas, não era fácil me tirar dali, conseguir que o estado oferecesse fiança, por mais astronômica financeiramente que ela viria a ser. Eu não tinha um bom histórico, já tinha passagem pela polícia, cumprido pena quando mais jovem. E, sem falar que, apesar de não terem provas, os representantes da justiça sabiam quem eu era. Portanto, precisávamos tirar o processo da comarca atual e passa-lo para onde fosse menos livre de influências das autoridades de Kiev, dos federais, onde teríamos acesso ao juiz, caso não nos oferecesse opções legais para minha libertação, mesmo que temporária, ou quem sabe, até mesmo podê-lo manipulá-lo, magicamente ou não.

Vlad tentava ter acesso ao vídeo para podê-lo editar, alterar a parte em que meu rosto era exposto de forma legível e colocar alguém semelhante a mim, podendo alegar que não era eu naquela tomada. Para tanto, Vlad havia arrumado alguém eficiente o suficiente para o serviço e, posteriormente, fazer com que aquele momento passasse “batido” na memória do profissional. Eu não curtia muito apelar para a magia sempre que meu rabo estava no meio da reta, gostava sempre de pensar em formas alternativas racionais para a situação, mas, aquela não era o caso. Sabia que estava fudido e mal pago e tinha que apelar para “forças superiores” se quisesse vencer. Assim, se conseguissem me livrar da cena do crime, não haveria acusações reais contra mim.

No fim... demoraram dois meses para este plano concretizar. Foi na primeira semana de novembro quando eu finalmente me vi livre da cadeia. E meu filho já fazia três meses de vida. Victoria não estava ali para me buscar com Vlad.
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Re: Kiev - Ucrânia

MensagemUcrania [#182471] por Viktor K. Zolnerowich » 07 Jan 2018, 00:06

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Novembro - Primeira Semana
*corresponde a outro arco


- Por quanto tempo acha que podemos sobreviver assim? - dizia Vlad, logo após me buscar na prisão. Sentado ao volante, ele assim ficou por vários segundos, olhando simplesmente para o nada. Aqueles dias pareciam ter sido tensos para ele, talvez tanto quanto havia sido para mim ou talvez mais. Ali sozinho, na qualidade de vice-presidente, era ele quem liderava o clube na crise, aguentava os pitacos de meu coroa, as loucuras de Victoria, da própria mulher e ainda Durmstrang com seu filho transtornado. Havia posto pressão demais sobre meu camarada, e, ele já não estava aguentando todo aquele cerco. A culpa de nossa queda, eu sabia, era somente minha.

- Tudo cede sob o peso da ganância e do poder. Vi isto durante toda a nossa vida. Nada se mantém simples. Vamos desmoronar. Estamos sem recursos e os federais continuam atrás do nosso rabo, ainda mais agora com você fora da prisão. Fodemos o orgulho daquela vadia da agente. Ela não vai largar de arrumar formas para nos ferrar e por todos nós atrás das grades. – respirei fundo, ouvindo tudo aquilo calado, com um nó na garganta.- Você tem um filho pequeno para criar, mais dois para cuidar. Eu também. Muitos de nós temos família. O clube, a loja se torna a principal renda de muitas das famílias que cuidamos. Eles não são bruxos; não conhecem a magia, não tem galeões nos bolsos para transformar em euros. Não tem um mundo além para se abrigar. - bom... o que ele falava não era mentira, porém, ouvir aquilo em voz alta, dos lábios dele não era animador. Pelo contrário, me era tremendamente incômodo. Um puxão de orelha até mesmo desnecessário. Vlad não precisava ter falado aquilo para mim naquele dia. Parecia que fazia de propósito, para me atingir, de forma cruel.

- Eu não sei, cara. Não sei o que faremos; mas, nós sobreviveremos. E não vamos fugir. Sendo bruxos ou não. – dizia determinado, buscando forças nos confins do mundo que eu nem sabia existir. Também olhava para o nada, com os meus pertences pessoais dentro de um saco plástico no meio de minhas pernas. Falava aquilo principalmente para mim como forma de me animar. Era demais exigir aquilo dele; mas, queria que fosse ele a dizer que sairíamos daquilo e não o contrário. Confesso que fiquei decepcionado com Vlad naquele momento e também culpado por exigir isto dele. - Sinto muito ter de deixado nesta situação. Por ter prejudicado o clube, tudo...

- Não adianta chorar pelo leite derramado, Vik... - Vlad me interrompeu. E estava certo. Não adiantava pedir desculpas e não fazer nada para mudar a situação, não deixar aquilo acontecer de novo. No caminho, Vlad me atualizara sobre os acontecimentos nos últimos três meses. Com a morte do nosso contador, não sabíamos aonde estava nosso dinheiro, quem tinha pego e o que fizera com ele; mbora tivesse minhas suspeitas. Mas, era algo que deveríamos investigar, embora, no momento, estivéssemos sem recursos. Não estávamos conseguindo vender o pouco de armas que tínhamos; não conseguíamos mais para variar o "cardápio". Os russos, nossos principais fornecedores, estavam reticentes com o clube. A história de Boris como traidor soava ainda estranha aos seus ouvidos, mesmo seus compatriotas presentes terem confirmado nossas versões dos fatos.

- Estamos sem grana. - o que tinha em minha reserva pessoal havia sido destinado a pagar o advogado, Yuri dentro da prisão. Sobrava-me pouco. E como Vlad disse, tinha uma família para criar. - A loja está indo regular, afinal, ainda somos a melhor revendedora quando o assunto é moto, mas são rendas separadas e devem ser mantidas assim. Não podemos misturar ilegalidade com renda formal; não dá para repassar a todos os membros do clube.

- Vamos conseguir uma forma de sair desta. Convoque uma reunião com o clube hoje à noite. - Vlad assentiu enquanto virara o volante ao contornar a esquina de minha casa. - Tenho que voltar para Durmstrang ou então perderemos o pouco de grana que ainda nos resta. Agora tenho que tentar organizar as coisas aqui em casa. Victoria deve tá p*** com tudo isto. Por tê-la deixado sozinha... - disse tão logo abri a porta, despedindo-me de Vlad.

.....



- Tem sido um ano de merda.... -dizia durante a reunião naquela noite. Sentava à mesa, em minha cadeira como presidente do clube; Vlad a minha esquerda. Todos abatidos, cansados; eu há noites sem dormir direito, com medo de mesmo com a proteção dos arianos de ser morto na cadeia; de receber uma notícia que me deixaria ali por sabe-se lá quanto tempo mais; do medo de não poder ver minha família, meus filhos. Durante toda a minha estadia na cadeia naqueles meses, havia ordenado que Victoria não viesse me ver e talvez havia sido a melhor opção a se tornar na época. Ela não estava bem. Não conseguia lidar com o filho recém-nascido e toda aquela merda que nos envolvia. Mais abatida, pouco distante, parecia esconder algo embora recusasse saber a origem através da legilimência.

- Sei que ficamos mais quietos, tentando expulsar os federais de nossa cola. Não adiantou muito. Acabaram por nos prejudicar, por meu rabo no meio da reta, fazer toda esta merda e me levar em cana. - mantinha o tom de voz sério, afinal, a situação exigia, mas, não eximia minha atitude, verbal e física de empatia para com o que cada um ali passava por causa de mim, de tudo que havíamos passado não somente nos últimos meses, nas no último ano. - Muitos acham que devíamos revidar; revidar contra a morte de Tymoshenko, buscar nossa grana onde quer que ela esteja e matar o filho da mãe responsável por tudo isto; buscar quem causou minha prisão e tudo que passamos neste ano. Acham que se não revidarmos, será um sinal de fraqueza, pois eles tentarão nos f**** de novo; seja federais, seja criminosos, desafetos. Tenho uma obrigação com este clube, uma obrigação de acabar com estas ameaças, nos reerguer. Muitos acham que retaliação deve ser agora; dura e imediata. Afinal, é o que fazemos, o que sempre fizemos.

Olhava para cada um, tentando ler o que cada um pensava e buscar um consenso geral sobre o que era e eu considerava melhor para o clube.
- Mas, não é o que faremos. Não agora. - eles soavam confusos, querendo entender onde queria chegar. - qualquer coisa que pensem contra mim não é verdade. Tudo que faço é para proteger o que temos, o pouco que temos. Nunca é arbitrário e nunca será reativo. - continuava, fitando-os, incitando o respeito deles que tanto ansiava. - Vamos atrás dos russos. Precisamos deles. Teceremos novos acordos. Precisamos nos reerguer financeiramente para sim buscarmos retaliação. Estamos sem grana e conto com a colaboração de vocês neste aspecto. O que puderem fazer de trabalhos terceirizados e que não prejudiquem o clube, façam! Também farei isto. - disse, pois queria mostrar que não tínhamos condição de darmos o mesmo estilo de vida de outrora naquele momento e também dava justificativas dos sumiços que aconteceriam de minha presença, já que voltaria para Durmstrang. - Marquei um encontro com os russos amanhã e passarei as informações a vocês a noite. E vamos tentar revender nossas armas com um preço menor no mercado, buscar nossos antigos compradores ou até mesmo encontrar novos em outros lugares.

- Vamos nos reerguer e destruir quem quer que estiver em nosso caminho. - dizia peremptório e com verdade. - Subestimamos nossos adversários. - dizia inclusive com relação à Evey, cuja origem todos ali, excetuando Vlad, meu pai e Misha, desconheciam. Mas, ela não era a única que tentava nos destruir. - Temos que proteger o clube, nossa família. Retaliação é indiscutível, mas, se fizermos isto agora, estamos às cegas. Não faremos isto às custas do meu, do nosso clube. Temos que esperar, ser paciente, aprender. Diante disto, vamos à votação! – disse peremptório, usando de minha autoridade para sustentar o grupo.
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Re: Kiev - Ucrânia

MensagemUcrania [#210981] por Viktor K. Zolnerowich » 22 Jan 2021, 15:27

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Nova residência de Viktor e seus filhos.
Comprada em 2018 (anterior vendida na mesma época)
Localização: No raion de Podil
Cozinha e Sala de jantar | Quarto do Vik | Banheiro privativo | Sala | Quarto de Abel e Dmitry

Residência dos pais: Clique Aqui
Residência de Yev: Clique Aqui

Lista de principais NPCs:
Abel Zolnerowich: Clique Aqui
Dmitry Zolnerowich: Clique Aqui
Anya Zolnerowna: Clique Aqui
Yuri Zolnerowich: Clique Aqui

Vladimir Kirdyapkin: Clique Aqui
Yulia Kirdyapkina: Clique Aqui
Mikhail Kirdyapkin: Clique Aqui
Kateryna "Nina" Kirdyapkina: Clique Aqui
Irina Bystritskaya: clique Aqui

Andriy Petrenko: Clique Aqui
Ivan Kulish: Clique Aqui
Editado pela última vez por Viktor K. Zolnerowich em 01 Fev 2021, 15:56, em um total de 4 vezes.
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Re: Kiev - Ucrânia

MensagemInglaterra [#210993] por Lilith Rosenkrantz » 23 Jan 2021, 12:23

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I've been on my own for long enough
___________________________________________________

Uma gravidez planejada já não era exatamente a melhor ideia para passar as férias de verão, principalmente quando o pai dessa coisa não é o meu marido. Pelo menos eu e Roman temos nossos acordos e nós entramos em concenso: Ele assumirá diante das nossas famílias, pelo bem das nossas paciências, mas é só, o trabalho de pai será todo de Viktor, a quem Roman não faz muita questão de conhecer e eu acho muito que bom, prefiro não enfiar o Viktor nessa bagunça f*dida que é a minha família. Infelizmente também existem Rosenkrantz em Durmstrang e, para todos os efeitos, o ucraniano que colocou isso dentro de mim será o padrinho e por isso vai passar um bom tempo com o parasitinha.

Há um problema, porém. Viktor também quer participar das etapas da gravidez, e isso significa ir ao médico comigo. Poderia ser mais fácil se ele fosse mais flexível com médicos bruxos, poderíamos simplesmente ir ao TvH, já que as consultas com o clã Lancaster-Rosenkrantz-Stanislav são todas na Rússia. É, dois acompanhamentos pré natal e eu estou começando a questionar a minha vida dupla. Mas não, aparentemente Viktor tem algum tipo de trauma encubado acerca de medibruxos, pois o que ele quer é que façamos o nosso acompanhamento em um médico trouxa. A ideia me causou uma aversão imediata, mas negá-la me causaria a dor de cabeça de uma nova discussão, o que eu definitivamente estava evitando com o Sr. Drama King.

Aceitei a ideia sem pestanejar, e acho que o homem até ficou surpreso por eu não ter mostrado resistência. Não quer dizer que eu não sinta nojo com uma ser dessa… Espécie, encostando em mim. Só de pensar nisso eu tenho outro enjoo, que prefiro atribuir ao parasita. Marcamos a consulta na Ucrânia, não é tão longe de casa quanto eu gostaria, mas é o que dá para fazer. Com essa maldita gravidez, as vezes eu me sinto bastante fraca, então eu vou de vassoura para o distrito mágico da Rússia - acompanhada por Roman -, onde Viktor me encontrará. Faço o percurso durante a madrugada, chegando no destino na aurora, portanto espero pelo outro sentada num banco da praça local, enquanto leio um livro de psicologia na gravidez, que estudei na época da faculdade e, aparentemente, preciso relembrar algumas coisas, já que agora eu sou a grávida.

Quando o sol já está em ascensão, Roman diz que vai embora antes do Viktor chegar, mas eu pseudo me desespero. — E você vai me largar sozinha com essa coisa? E se eu passar mal? Não tem ninguém aqui a essa hora, você fica. — Ele apenas ri e se afasta um pouco para fumar. Sinceramente, até eu precisava, mas estou impossibilitada. Sabendo que o p*to do Roman vai ficar, eu volto a ler o meu livro, pensando que meu pedido contraria completamente minha vontade dos dois nunca se verem, mas vamos ser sinceros, aconteceria em algum momento. Ao contrário de Roman, Viktor é bastante pontual e aparece exatamente no horário marcado.

Fecho o livro e me levanto, vendo que meu marido apagou o cigarro e está se aproximando para cumprimentar Vik. Eu posso ver o veneno em Stanislav, mesmo que ele não ligue para absolutamente nada dessa situação, eu sei que ele vai dizer alguma gracinha. — Sim, vamos. — Respondo para o ucraniano, muito interessada em acabar com aquela situação o mais rápido possível. — Zolnerowich? — Roman o chama e meu sangue gela, porque eu nunca falei o nome dele. — Boa sorte. Ela é problema. — Completou sarcástico. Aqui está, a gracinha que eu estava esperando. Ele não tá nem aí se foi chifrado, a meta é me irritar, sempre. E eu mesma mando o dedo do meio para ele.

Viktor rebate, mas com meu raciocínio ligeiramente mais lento, só consigo compreender o sentido por trás daquela única palavra quando já me encontro em uma sala mais clara do que estou acostumada. Exceto pela parede branca, não consigo identificar outros objetos, leva alguns segundos e várias piscadas para que minha visão e cérebro conversem em sua comunicação defeituosa. Os móveis começam a se formar, assumindo seus brancos, pretos e diferentes tons de cinza, predominando a parte mais clara dessa paleta super diversificada. — Então é assim que é uma casa trouxa por dentro? — Questiono, dando dois passos para frente e olhando para cima, ficando mais perto do que parece ser um lustre. Eu conheço lâmpadas, estive em locais trouxas algumas vezes e não sou uma completa alienada, mas é a primeira vez que eu entro, de fato, numa casa assim.

O professor, mostrando-se tagarela, desanda a dar explicações do estilo de vida trouxa, TV, crianças e acende o quadro preto que estava em um dos lados da sala, fazendo imagens aparecerem e encherem o interior do quadro. Os traços do que parece ser um desenho são horríveis e as vozes, extremamente irritantes, me fazem colocar uma careta no rosto. Ele muda então para uma outra imagem com movimento e aquela… coisa, começa a tocar música. Muita informação e eu estou começando a me sentir fraca novamente, então quando ele oferece comida, eu aceito sem pensar duas vezes. — E apaga esse quadro, essa música me dá dor de cabeça. — Peço irritada, andando para o que parece ser uma cozinha, cheia de parafernálias trouxas.

Ele toma a liderança da situação e eu ignoro qualquer comentário que tenha relação com o remelento que cresce em mim, prefiro apenas observar como ele providencia a comida. É tudo tão estranho e demorado… Se ele usasse magia, conseguiria ter o mesmo resultado em poucos minutos, mas não posso negar que algumas coisas são interessantes, como a tal fritadeira elétrica. — Ela funciona condensando o ar aí dentro? — Pergunto curiosa, olhando para o objeto. Alguns segundos depois, me afasto, sentindo uma onda de calor. Eu saí de casaco porque estava frio de madrugada, mas agora - com o início da manhã e o calor de todas essas coisas trouxas funcionando - ficar com isso está sendo quase insuportável.

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Re: Kiev - Ucrânia

MensagemUcrania [#211053] por Viktor K. Zolnerowich » 24 Jan 2021, 15:38

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Mês de Férias
Final de julho


Férias em Durmstrang para mim não queria dizer exatamente férias de trabalho; pelo contrário. Era mais tempo com os meus dois filhos pequenos, mais tempo para o clube, logo mais problemas para resolver, mais dores de cabeça. Mas, não reclamava. Estar de volta em casa de fato acabava sendo sempre interessante. Pensava nisto enquanto a água do chuveiro caía sobre meus ombros e a sujeira de sangue rival esvaía ralo abaixo. Tirar a vida de outro nunca era uma tarefa fácil, embora por vezes parecesse. Na maioria das vezes conseguia separar tudo em compartimentos mentais dentro da minha cabeça, considerava as justificativas plausíveis e as consequências a serem enfrentadas dentro do meu escopo moral distorcido para alguns, porém, depois que tive os meninos, meus dois garotos menores, aquilo por vezes ficava a me assombrar como também o medo de alguma resposta reativa cruzar pela tangente os caminhos deles.

O último dia de aula havia chegado com uma bomba sobre meus ombros. Lilith carregava na barriga as consequências de nossas escapadas por Durmstrang desde o dia em que ficamos pela primeira vez. O filho poderia ser do marido, contudo, se levasse em consideração a frequência de nossos encontros em detrimento aos deles, eu ganhava o placar (em disparado) como também a paternidade da criança. Ela havia cogitado a possibilidade de tirá-la, jogando sobre meus ombros o peso da decisão. Contudo, já que a escolha era minha, havia escolhido mantê-la e por na lista, que só crescia, de sangue Zolnerowich pelo mundo.

Deveria encontrar-me com Lilith em breve no distrito mágico russo, porém, ainda conseguiria dormir algumas horas. Cheguei nem a me enxugar do banho, caindo desmaiado na cama. Os meninos estavam entregues aos seus quartos, quintos sonos. Contar com minha coroa como também com Daryna havia sido a melhor coisa que me surgira após a morte de Vic. Teria que por outra porrada de feitiços de proteção em casa durante o período em que estaria fora de casa, mas, havia considerado melhor opção mesmo ante a óbvia irresponsabilidade de um adulto e pai de deixar os filhos sozinhos a enfrentar minha coroa para explicar os motivos de deixá-los com ela. Poderia mentir com algum trabalho do clube, mas, logo seria descoberto pela Sherlock Zolnerowich.

Não havia gostado de ver Roman no lugar, tão logo aparatei no distrito. Podia sentir até mesmo um sorriso insosso passar naqueles lábios magrelos. Minha vontade era de mandá-lo se fuder, socá-lo, apenas por livre prazer, mas, contentei-me a cumprimentá-lo com um aceno mudo de cabeça, pegando as coisas de Lilith para que nós aparatassemos próximo de minha casa, onde ficaríamos até próximo do horário da consulta.
- pronta? - perguntei, não julgando prudente nenhum outro tipo de cumprimento de minha parte para com ela, afinal, era no mínimo bizarra a situação. Ignorei Roman, não esperando dele alguma palavra dirigida a minha pessoa. Porém, já não bastasse ser corno assumido, ele ainda julgava racional ludibriar com o assunto. Assim, quando ouvi meu nome, pensei em alguns segundos em ignorar, mas, não tardou em mandar outra, desejando a mim "boa sorte. Ela é problema", fazendo-me sorrir irônico. - Ela? - perguntei retórico, arqueando a sobrancelha. Não dei tempo para ele pensar numa resposta nem mesmo demonstrava interesse pra com isto, considerando melhor aparatar o mais longe daquele cenário grotesco. E assim o fiz, trazendo Lilith junto a mim numa aparatação compartilhada.

Minha casa tinha proteção contra aparatações e toda sorte de transporte mágico; dada minhas outras atividades no Mundo Bruxo além da docência, não julguei sábio quebrar o encantamento, considerando melhor surgir numa região em que sabia ser de baixa visibilidade e sem movimentação de trouxas no período. Andamos poucos metros até minha residência bem aquém da que eu tinha quando casado com Victoria. Mas, não me importava com isto. Na verdade, nunca me importei. Ambição financeira era algo que não carregava comigo em grande escala, ainda mais através de um exibicionismo imobiliário, embora fosse afeito às relações de poder que invariavelmente o dinheiro trazia como consequência, na maioria das vezes. Também não me considerava esbanjador, até porque nesta época em que me encontrava, não tinha muito para esbanjar, tendo uma casa relativamente simples e uma decoração feita em grande parte por Daryna e Anya, a babá/empregada de casa e minha coroa, respectivamente. A minha participação vinha na bagunça e desorganização e sem nenhum trabalho. Meus pirralhos ainda dormiam e agradeci silenciosamente ao fato tão logo pisei em casa.


- Hum... basicamente. - ri do comentário de Lily sobre as performances mobiliárias dos trouxas, em grande maioria, bem mais singelas e de bom tom ao arcaico e opulento muito exibicionista pelos bruxos. - variando a depender dos gostos pessoais do dono. Aqui tá meio bagunçado, mas, casa com criança pequena e sem mulher... - na verdade tinha, mas, elas não ficavam comigo vinte e quatro horas. Uma era paga para organizar, a outra assim o fazia pelo bem estar do filho e dos netos. - já viu uma televisão? - liguei-a, aparecendo automaticamente num desenho infantil que Abel, meu filho de quatro anos adorava. A vozinha dos personagens eram irritantes, ainda mais num ucraniano cheio de vícios de linguagem, mas, fazia o moleque ficar quieto por alguns minutos. Assim, sob a balança da sanidade parenteral, o programa ganhava.  - você não precisa encantar pianos se quiser ouvir música. Basta abrir um aplicativo. - continuava, mudando no controle o acesso para smart TV e assim, o YouTube. Tinha um sorriso travesso nos lábios às demonstrações de tecnologia trouxa. Era divertido ver quão reticente a bruxinha ali se mostrava às coisas que não compreendia, mas, que havia sido ensinada a odiar e assim perpetuava o ato ao longo de seus anos, sem questioná-lo. - faz lembrar um pouco os porta-retratos bruxos, não acha?

- E bom... quer comer alguma coisa antes da consulta? -
perguntava, com a tv ainda ligada, sentindo o estômago roncar. - Agorinha a babá chega e os moleques acordam; quem sabe chorando ou se esgoelando? Ai você já treina para o nosso. - dizia sarcástico, dando um toque no ombro dela com o meu, em tom de brincadeira. Mas, claro... o 'quadro' a estava irritando. Imaginei ela vendo a filha assistir aquele programa por incansáveis vezes, o mesmo desenho e ri mentalmente - chata. pensa que quando nosso filho nascer, ele pode gostar disto; logo, você também vai ter. - alfinetava, rindo da situação, conduzindo-a até a cozinha. Fiz questão de arrumar a comida de modo totalmente trouxa: primeiro porque não levava muito saco ficar movimentando varinha, mão, fazendo daquilo quase uma regência de orquestra. Era medonho, soava preguiçoso demais até para mim. Segundo, por que também queria que ela conhecesse o lado 'coca-cola' da vida.

Embora, eu fosse uma lástima na cozinha, tinha umas coisas guardadas na geladeira que Daryna havia feito. Acrescentei uns ovos mexidos, pus bacon na fritadeira elétrica e deixei a natureza tecnológica tomar sua licença poética.
- isto aqui frita as coisas sem usar óleo. Bem mais saudável. - piscava maroto, dando uma esquentada nas panquecas prontas na frigideira, deixando algumas passarem do ponto sem perceber. Bom... eu fumava e bebia que nem um cão, pelo menos na comida tentava ser um pouco saudável embora fazer alguns exercícios físicos não matasse ninguém e me ajudava com as mulheres como também na força bruta numa briga.- e isto ajuda a conservar o alimento por mais tempo, usando de baixa temperatura para preservá-lo. Pode congelar também; não fazem isto de forma instantânea como um feitiço, mas, é legal, talvez até mais eficiente. - pressupunha com certa verdade.

Aproveitava também para fazer a mamadeira, já pré-preparada para Dmitry. Era basicamente só esquentar no micro-ondas. As mulheres em minha vida sempre facilitando minha rotina doméstica. E como eu amava isto, pensava com um sorriso no rosto.
- isto é a mamadeira do caçula. - disse, retirando do aparelho, pondo num cantinho para esfriar um pouco. - e você, prefere café ou chá? -mas, Lily achava mais importante perguntar sobre o funcionamento tecnológico da fritadeira quando a ouviu apitar anunciando que os bacons estavam prontos.- meu... não tenho a mínima ideia de como funciona este bagulho. - olhava para o objeto com falsa curiosidade sobre o tema, dando de ombros por fim. - só sei que é bom. - finalizei, pondo num prato a refeição e levando à mesa para ela.

Tirei os copos e louças sujas, pondo na pia para Daryna posteriormente lavar. Em seguida, voltei à mesa, para pegar garrafas de cerveja, bitucas de cigarro e jogá-las no lixo, rindo do comentário da morena, enquanto fazia todo o trabalho doméstico e ela esquentando a bunda na cadeira.
- olha que se quiser, consigo gerar mais calor ai, rapidinho sem usar artefatos trouxas - respondia, ao vê-la retirar o casaco, pondo-o sobre a cadeira e queixar-se sobre o calor dentro da casa. E olha que a calefação não estava em pleno funcionamento haja vista estarmos no verão.

Tentava usar o mínimo de magia em casa para estas frivolidades idiotas do cotidiano. Julgava válidos artífices mágicos apenas no que tangia à segurança de meus filhos, da casa em si e o que ela abrigava de valioso e escondido em suas paredes. Via isto também como uma segurança para mim também. Afinal, a última coisa que queria era ministerial na porta da minha casa enchendo o saco. Ao voltar a se sentar, não pude deixar de notar que a barriga começava a virar um caroço de abacate, fazendo com que o corpo outrora incólume da bruxa paulatinamente ganhasse as conformações de seu estado atual. Dando outra mordiscada no bacon enquanto enchia a mesa, não pude deixar de ligar o fato para irritá-la um pouquinho.
- tá bom hein? - levei outro pedaço crocante à boca. - aproveita para comer enquanto pode e a barriga deixa. - dizia maroto, indicando o pequeno barrigão.

O café também estava praticamente pronto, dando-me o trabalho apenas de ferver a água, haja vista Daryna separar o pó em pequenas porções diárias em vários potinhos, mostrando mais outra vez o anjo abençoado que era em minha vida. Além do mais, isto me poupava, também além do trabalho por si, do risco de fazer alguma merda na minha primeira bebida do dia.
- Açúcar ou adoçante? - questionei-a enquanto enchia o copo de café e sentava na frente dela, analisando-a comer. - e você tá melhor? você tava tendo uns perrengues meio nervosos dias atrás ai, não tava? Povo lá tá cuidando direito de você? - tomava goladas de café, questionando as habilidades dos que a cercavam.
Editado pela última vez por Viktor K. Zolnerowich em 27 Jan 2021, 14:29, em um total de 2 vezes.
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Re: Kiev - Ucrânia

MensagemInglaterra [#211156] por Lilith Rosenkrantz » 27 Jan 2021, 01:47

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Maybe you can show me how to love
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Ao retirar o casaco e colocá-lo no encosto de uma das cadeiras, percebo que minha barriga já está visivelmente mudada, mesmo ainda no início da gestação. Quando fiz a primeira ultra algumas semanas atrás, minha barriga estava quase lisa, apenas com uma protuberância pequena e normal no baixo ventre, agora, essa protuberância está um pouco maior e parece ter se alastrado um pouco para a parte de cima do abdômen, que está ligeiramente maior e rígido. Essa visão de cima (que sempre faz as coisas parecerem piores do que são), me faz ficar imediatamente arrependida de ter escolhido uma blusa de alça que é mais colada ao corpo, uma escolha bem mais casual do que o Vik está acostumado a me ver usando.

— Café. — Respondo voltando ao lado dele, tentando ignorar o fato de que estou ficando maior. Tento ajudá-lo a levar alguma coisa, mas ele parece ter tudo sob controle, então quando ele coloca os pratos na mesa, me sento na cadeira onde coloquei o casaco, aproveitando para prender o cabelo, enrolando-o num coque, preso nele mesmo. Há uns dias, percebi que os fios parecem um pouco mais claros do que há… Alguns anos, talvez, não que eu saiba a verdadeira cor do meu cabelo e isso não é um efeito da gravidez, apenas algo que nunca notei, enfim. O cheiro da comida é bom, e não me deixa enjoada, o que é uma surpresa, já que eu ando enjoando até com o ar, sem contar as cólicas que eu jurava que não sentiria pelos próximos nove meses.

Eu estou com fome, mas espero até ele se sentar na mesa, me distraindo ao observar a cozinha, os itens trouxas e a louça. Como eles cuidam da limpeza sem usar magia? Às vezes os acho estúpidos, mas outras… Apenas desafortunados. — Puro. — Respondo no automático, voltando minha atenção para a situação. Tomo um gole do café ainda bastante quente, estou acostumada e, ao repousar a xícara novamente, pego uma das tiras de bacon, um café da manhã muito americano para mim, mas é melhor do que nada. — Pelo menos não estão me cobrando mais. Minha mãe até levou Polaris e Elektra de volta para a Inglaterra. — Torno a responder, olhando de relance para o relógio da cozinha, também trouxa, mas ao menos eu sei como ver as horas desta forma. Temos cerca de uma hora antes da consulta, mas pelo o que Viktor me explicou antes, não levaremos mais do que vinte minutos de caminhada para chegar na tal clínica. — Eles cuidam bem… Na medida do possível. —

Durante a segunda mordida no crocante bacon, uma questão me vem à mente. — O que você falou para os seus filhos? Digo… Os trouxas, não os que estão por aí no mundo mágico. Eles são novos mas entendem que sou uma pessoa estranha. Querendo ou não, acho que vou acabar aparecendo mais no… cotidiano, deles, no caso. — Uma forma muito estranha de perguntar “Você já falou pros seus filhos que eu sou a mãe do meio irmão deles e vou aparecer aqui as vezes?”. Mais uma vez, os estudos de psicologia aflorando.

O sarcasmo em sua resposta não é uma surpresa, mas logo somos obrigados a agir no improviso - quando tudo já poderia ter sido iniciado ou melhor planejado. Um choro, que está mais para um berro, ecoa pela casa inteira e estremece todos os meus músculos. Eu só sei olhar para frente, não exatamente para Viktor, quase sem respirar. É assim que a gente percebe que está preparada para torturar e matar, mas não para cuidar de uma criança, e uma delas aparece na porta da cozinha, coçando os olhos, o que me faz virar a cabeça na direção do projeto de humano. Ele me vê e também não parece exatamente animado com a minha presença, posso garantir que o sentimento é mútuo.

Uma criança ainda está colocando os pulmões para fora, o que faz o homem em minha frente se levantar e ir na direção do que deve ser o quarto, pegando o maior pelo caminho. Pelo menos ele não me deixou sozinha com o filho. Aproveito os segundos para beber todo o café, já que eu não posso beber nada com álcool. O líquido imediatamente esquenta o meu corpo de dentro para fora e sei que quando o efeito da cafeína bater, eu vou ficar ansiosa, não por causa do café, mas a junção disso com conhecer os filhos do pai do meu filho. Estranho? Muito.

Ele retorna para a cozinha com os dois no colo, um em cada braço (e não posso negar que isso é sexy de um jeito muito bizarro), então me levanto da cadeira, reflexo das boas maneiras aprendidas com os Lancaster. O mais novo ainda chora, mas o ucraniano dá o seu jeito de fazer as apresentações, inclusive dizendo que eu sou a “Tia amiga do papai”, e que estou carregando um “irmãozinho pra eles brincarem”. Primeiro, que nó maldito é esse que ele quer dar na cabeça das crianças? E ele estava certo de que seria um menino? E brincar?? Essa criança ainda terá sangue Rosenkrantz, é mais fácil amarrar outras crianças numa árvore e tacar fogo, a ser civilizado e brincar. O mais velho, Abel, não fala nada, o que me faz ficar levemente irritada. Ele poderia facilitar pra mim, né? Claro que não.

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Re: Kiev - Ucrânia

MensagemUcrania [#211173] por Viktor K. Zolnerowich » 27 Jan 2021, 15:59

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Não me lembrava direito dos detalhes da relação de Lily com as irmãs dela, nem mesmo quantas tinha. Somente que ela era ou é, não sei, meio que "babá" de uma delas (ou das duas) em Durmstrang. Cheguei a cogitar o questionamento mental se as duas de fato estavam no Instituto Russo, contudo, achei melhor deixar para lá. O fato da mãe dela ter pelo menos levado as mais novas de volta para a Inglaterra parecia ser bom para Lily e aquilo acabou me satisfazendo; até para não entrar nas minúcias de dramas familiares alheios. A próxima frase, no entanto, não parecia lá muito animadora, mas, posteriormente, talvez, voltasse ao assunto. Grávidas parece nunca estarem contentes com nada ao redor, não é? Assim, o "na medida do possível" poderia ser um reflexo disto, de uma carência advinda da profusão de hormônios ou até mesmo da própria inspetora, haja vista certas singularidades de sua família.

E claro... a temática familiar citada por mim outrora acabou por talvez fazer Lily tocar na minha. Na verdade nos meus dois moleques.
- Hum... Eles não são trouxas... - referia-me a Abel e Dmitry, citados por ela. - no máximo poderão ser abortos, já que as mães deles eram bruxas. - continuava, achando graças das minhas palavras e até mesmo pensando sobre elas. Não achava que isto faria diferença na vida dos moleques, serem abortos, serem bruxos, pelo menos de minha parte. Contudo, por vezes, pressupunha ver atos de magia inata sendo aflorada deles, principalmente de Abel, que por natureza, era meio 'esquentadinho', 'virado na giraia', como minha coroa falava.

- Mas, não disse nada, - respondi de fato a sua pergunta, refletindo sobre ela e dando de ombros. Afinal, não achava importante aquele tipo de conversa com eles naquela idade. - você acha que precisa falar? - soltava retoricamente, talvez forçando-a a repensar em seu questionamento - dizer para dois pirralhinhos que mal sabem dizer quando querem cagar que terão outro irmão? - sorri sarcástico enquanto tomava o café e mordiscava a panqueca.- possivelmente perguntarão como eu o fiz. -continuava no mesmo tom de sarcasmo e exagero, imaginando também até a cena de quando eu teria de explicar como e de onde vêm os bebês. Gargalhei internamente, devo dizer.

- Mas... - larguei o café sobre a mesa e quedei os ombros tão logo ouvi um choro vindo do quarto dos moleques. Um pouco estridente, bem da verdade e suficientemente forte também para acordar Abel com quem dividia o cômodo. Não tardou para ele mesmo vir se queixando cozinha adentro, com os olhos vermelhos, semicerrados pela claridade do dia, coçando-os e os cabelos todo desgrenhado, segurando seu ursinho na mão contra lateral.

- Pap... - olhou confuso na minha direção, não sabendo como agir. Mas, decidiu ficar parado, uma mini estátua até ver de mim alguma atitude. - bom... vamos ver como será... - sorri, resignado, batendo as mãos sobre as pernas e levantei com o intuito de ir ao quarto para pegar Dimy. No caminho, peguei Abel nos braços num pit stop, que, sobre meus ombros, olhava em silêncio para a 'tia desconhecida'. Não demorei a voltar para a cozinha. Desta vez, carregando nos braços meus dois pivetes. A diferença de peso e tamanho era considerável. Mas, já estava acostumado com aquilo, fazendo do ato uma frivolidade cotidiana ao me sentar com os dois, um em cada perna, à mesa. Lily, ao contrário, denota suas 'etiquetas sociais' britânicas da alta sociedade bruxa ao levantar-se num cumprimento quando nos aproximamos.

- Este é o Abel - peguei a mãozinha dele,recebendo certa reticência e a balancei num 'oizinho' passivo. - este e o Dmitry -repeti o gesto com o menor que se mostrou menos avesso e, cujos olhos ainda marejados de lágrimas, estava num choro falsamente contido. Pus Abel em pé ao meu lado e, segurando Dimy com as duas mãos, tentava consolá-lo, balançando nos braços, questionando para que somente ele pudesse ouvir, o que estava acontecendo. Abracei-o, beijando sua cabeça e paulatinamente, ele se acalmava no meu colo. - fala oi para a tia Abel. - dizia para o mais velho, consideravelmente tímido. - Ela é amiga do papai. E tá guardando aqui dentro... - pus a mão contralateral a da que segurava Dimy sobre a barriga de Lily - outro irmãozinho para vocês brincarem - e também brigarem, não é? Ainda mais sendo filho meu e de Lilith. Imaginei, mentalmente a cria. - O que você acha? Logo ele vai sair daqui, quando tiver pronto - continuava a falar com meu mais velho, numa voz compassada, calma e carinhosa. Abel não respondeu, achando melhor esconder atrás de mim, segurando minha blusa com seus dedinhos. Mas, pelo menos o menor parara de chorar.

Abel parecia meio bicho do mato. Confesso que era fofo vê-lo se escondendo, com o olhar de esguelha para Lilith. Olhar desconfiado. Quem o via, poderia pressupor até que ele não tinha contato com gente desconhecida a torto e a direita, que não crescia na garagem da loja, por vezes, brincando na sede do clube até com as meninas do estúdio que volta e meia iam atrás dos meus caras, pedindo pinto.
- Tá com sono, né, campeão? - disse, puxando-o um pouco para fora de minhas costas, bagunçando o cabelo e irritá-lo sem querer. - é sociável com as garotas como o papai. - soltava sarcástico, rindo da cena.

- Bom, senta ai. - puxei uma cadeira ao meu lado. Abel se sentou, timidamente, embora jogasse seu ursinho sobre a mesa, segurando-o ainda com a mão. - bora encher a pança antes que a outra tia chega -referia a Daryna - a babá deles e que cuidava da casa. Dado o horário percebido tão logo avisto o relógio, ela logo chegaria assim como a consulta que eu e Lily faríamos. Levantei-me, colocando casualmente Dimy no colo de Lilith, sem pedir permissão, para que assim pudesse fazer o café de Abel e a mamadeira de Dimy. O menor, obviamente, começou a chorar; Abel a reclamar de sono e fome, da forma como a panqueca estava apresentada no prato, pedindo para que eu fizesse cortes específicos na bendita; dando-lhe carinhas e formas geométricas. Daryna fazia isto todos os dias para ele; segundo suas palavras.

Revirei os olhos, respirei fundo, mas, foi. Procurei paciência paterna no estoque diário oferecido pelo destino, afinal, aqueles momentos nossos à mesa eram raros, mesmo que ali contasse com uma 'intrusa', para o moleque. Assim, levantei-me para me dedicar ao meu momento artístico do dia. Lily ficara com os dois à mesa e, inclusive, com o Dimy chorando em seus braços.
- Dá mamadeira para ele. -disse sobre os ombros - talvez ele acalme, esteja com fome... - criança nervosa com fome é um pé no saco, devo dizer, mas, buscava mentalmente todas as opções que levavam uma criança de dois anos chorar. - veja como um treino também. - continuava, devotando-lhe um sorriso travesso. Enquanto isto, tentava organizar as coisas mais ou menos como Abel queria, a fim de sei lá.. agradá-lo um pouco. Talvez quisesse atenção. De longe via a cena dos três e não pude deixar de achar fofo a atitude do meu moleque em pegar a mamadeira de Dimy no balcão onde outrora ela esfriava e dar na mão de Lilith, voltando a se sentar e ficar tímido novamente.
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