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Entrevista com um bolinho

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por Ivan Shuisky » 28/06/2021 às 20:30:35
Título: Entrevista com um bolinho
Ivan Shuisky
 

DISCLAIMER

Eu sou naturalmente boca suja, então por mais que de algum modo tudo seja porcamente censurado de forma automática pela digitação (p*ta, c*ralho, b*ceta, c* – viu?) e eu acredite que não vá passar do ponto – sou um pai de família, me respeita –, se você gosta de tudo colocado de forma bem apresentada, educada, eloquente e coerente, primeiro, vai procurar ajuda psicológica, faz bem; segundo, não leia isso, porque não sou seu cara. Aqui é saudades coerência, saudades coesão, saudades tradução certinha e olá Caótico e Bom. Cace por coisas bonitas e bem escritas nos milhares de anos de pó e texto espalhados pelas outras páginas.

Dito isso, a partir daqui, continue por sua própria conta e risco, obrigado.


[ Algum dia depois de 13 de Junho de algum ano ]
[ (parei de reclamar do calendário porque fui censurado. Ditadura isso aqui *ergue placa de abaixo a ditadura*) ]



...Ok, péssima ideia.

Não que eu tivesse reparado em alguma m*rda que fosse enquanto explicava o porquê de tê-lo chamado, contava toda a história com detalhes suficientes e, então, desabafava a vida em cima do coitado, mas agora que eu esperava alguma reação, percebia que, c*cete, tinha esquecido como ele era intimidante.

Os olhos calmos com as íris cinza-cretino – entenda “cretino” como “Shuisky” –, os lábios em uma linha relaxada que condiz com o resto do rosto e que me transmite grandes “p*rra nenhuma”, os movimentos casuais, mas “limpos” de um jeito que sei que é a destreza de alguém que seria capaz de me decapitar com um pintinho de pelúcia segurando uma faquinha de plástico, e, o mais desconcertante, a postura perfeitamente reta. Depois vou ter que cutucar as costas dele pra ver se tem uma tábua escondida ou um espartilho, porque não é possível conseguir sentar tão certo e de um modo que, mesmo eu sendo mais alto e tendo certeza de minha gostosura, tenho a impressão de que ainda sou o adolescente de anos atrás, frente ao “f*delão monitor-chefe”... Ou “capitão fodelão”. Sei lá que c*ralha era a nomenclatura naquela época.

— ...Certo. — até a voz, clara e grave, parece de um soldado a ponto de cumprir ordem de me assassinar, p*ta m*rda — Antes de qualquer coisa, preciso questionar: por que eu? — e me parece filha da p*tagem dizer que “ME ENGANEI! PERDOE! NÃO ME MATE!”, então abro o bom e velho sorriso descontraído e casual de quem não tá se c*gando.

— Olha, confesso que você não era minha primeira opção, porque, apesar das conexões todas e de eu achar sua família sensacional, não é como se a gente fosse próximo ou qualquer coisa do tipo. — sinceridade em primeiro lugar — Só que... Eu precisava de alguém confiável e que soubesse DE FATO lidar com... Isso tudo. Alguém que fosse responsável e centrado. Alguém que tivesse noção do que é essa bagunça de família, mas que não fosse um f*dido que nem a maioria das pessoas com as quais eu vivo. Não tenho um exemplo. Não um que tenha crescido de forma minimamente saudável e entenda o que eu tô pra passar. — e por um momento não posso deixar de pensar que um dia tive, mas como muita coisa na minha vida, tinha ferrado com. Que m*rda.

— Compreendo. — um sorrisinho? Uma piscadinha? Qualquer p*rra que sinalize que você não vai pular no meu pescoço, por favor? — Como se sente? — e apesar de todo meu monólogo de minutos antes, percebo que, de fato, aquela questão eu ainda não tinha lá deixado muito clara.

— Feliz. —replico sem nem precisar pensar muito — E empolgado. E em pânico. E querendo gritar, xingar e enfiar a Aye em um cercadinho cheio de travesseiros e com todos os feitiços protetores que conheço e mais um pouco. — acrescento em meio a caretas, antes mesmo que possa controlar minha líng- UM SORRISO?! Não foi ilusão! Durou nem um soluço, mas ele sorriu! Tenho certeza!!

— Entendo bem a sensação e não prometo que vá melhorar pelos próximos meses ou anos. — não posso deixar de erguer uma sobrancelha — É a verdade. — e percebo que ele entendeu errado minha reação.

— Não, eu acredito que tô f*dido quanto ao quesito “preocupação” até o fim da minha, espero que longa, vida. Porém... Tentando imaginar ‘cê sentindo o que seja ou ficando nesse estado m*rda em que eu tô. — observo com sinceridade, o que o faz, dessa vez de modo muito claro, curvar o canto dos lábios. Ok. Agora já não sei se ante essa simpatia toda – aplique ironia aqui – fico aliviado ou com medo, p*ta que pariu.

— Por sorte ou azar tenho este controle externo inato, mas sou bem menos controlado do que aparento. — difícil acreditar? Difícil acreditar — Neste exato momento, por exemplo, peço desculpas, mas estou rindo por dentro de você, Ivan. Sua expressividade, por vezes, é tão caricata, que me sinto assistindo a um desenho animado. — e neste instante sou lembrado de mais um detalhe que tinha esquecido sobre ele...

— ...Você tem um humor filho da p*ta. — disparo e com aquela cara de pau impassível ele não nega, o que ao mesmo tempo que me faz pensar “p*ta m*rda, lá vou eu ser alvo de zoeira de novo”, também me deixa mais relaxado — Sua sorte é que eu respeito a sua esposa, então não farei nada contra o marido dela – e vamos fingir que eu não c*go de medo da suas habilidades ninjas. — ...relaxado demais.

Lição de vida: nunca dê intimidade a Ivan Shuisky, porque ou ele abre a porteira da p*taria folgada ou da zoeira sem limites ou das duas coisas – ...quantos anos será que Aye vai me aturar? Talvez devesse começar um bolão.

— Agradeço. — a voz grave faz com que eu volte a atenção para o que é relevante no momento — Teria pena de você nas mãos da Day. — outra brincadeira? Ou não? Aposto na segunda alternativa — Agora falando um pouco mais sério, — ...não era brincadeira, ok — questionei a razão de ter me contatado porque, de fato, não temos proximidade para tanto e você sempre me pareceu alguém com contatos o suficiente. Porém... Considerando o que sei dos Shuisky, creio que compreendo o que quer dizer. — acabo sorrindo, divertido.

— Seja eternamente grato à titia. — brinco, sendo surpreendido por uma expressão gentil que ali surge. Nem ‘tá garoando pra esse arco-íris todo, gente.

— Sou. — a concordância vem de um modo tão zen que, nossa, nem parece que tem um loiro desesperado na frente dele. Queria ser capaz desse nirvana sem precisar de bagulhos pra tanto. Não que eu use. Já passei dessa fase — Porém creio que não apenas a ela que devo gratidão por esta... Vida sem tantos contratempos. — apesar de sentir alguma entrelinha naquele dizer, não consigo nem pensar em entender, porque minha mente não para de avaliar como é engraçado o fato de um simples curvar de lábios, quase inexistente, ser capaz de mudar por completo as feições de uma pessoa. Quase inofensivo — Enfim, — e assim, em um piscar de olhos, lá estava de volta a carapaça durona — pergunte-me o que quiser. Responderei o quanto for possível. Tenho algum tempo por hoje. — com aquele aval, sorrio, levando a mão ao interior de meu sobretudo, tirando dali um rolo de pergaminho de comprimento considerável, abrindo-o com um sorriso largo.

— Ainda bem, porque não prometo ser breve. — e se eu não voltar em um futuro próximo, procurem pelo corpo.




P.S.: Nunca saquei qual é desse "bolinho" que usam aqui dentro – a VaCa inventa cada uma –, mas soou legal e 'tava sem ideias para títulos. .what

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