JORNAL LUMMUS

HOGWARTS, 30 junho de 2021

O Retorno de Hogwarts
Magia e estudantes voltam a habitar a escola britânica

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A dias do final do ano letivo, a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts tornou a abrir seus portões, recebendo não apenas estudantes, mas também alguns pais e convidados ilustres. Uma comemoração ante o retorno à normalidade mágica da instituição de ensino britânica e uma homenagem aos que prestaram auxílio direto ou indireto até que aquele problema, que se delongara por anos e chegara à máxima de uma aparente extinção mágica, tivesse seu fim.

O anúncio, de que haviam sido solucionados quaisquer problemas no fluxo mágico ao longo de Hogwarts, foi feito aos estudantes na segunda metade de junho, junto de um aviso de que todos retornariam à Grã-Bretanha após o período de provas. Assim sendo, a poucos dias do final do ano letivo, o corpo discente da escola britânica, que havia sido divido em um intercâmbio junto a Academia Beauxbatons, na França, e o Instituto Durmstrang, na Rússia, se viu novamente junto e de volta aos terrenos de sua instituição de origem, a qual se mostrava livre da névoa que a cobrira por dois anos.

Após serem recepcionados pela vice-diretora interina, Prof.ª Scarlett Adams, os estudantes foram conduzidos até o Salão Principal, em ordem, encontrando o ambiente em todo seu potencial. O teto mágico, ornamentado por velas flutuantes e incandescentes, refletia o céu limpo do exterior; nas paredes as pinturas dos quadros se moviam, saudando os recém-chegados, enquanto ao longo do salão, as cores e brasões das quatro casas que formam Hogwarts se espalhavam de modo igualitário.

Os fantasmas de cada uma das casas, que haviam sumido quando toda a falha mágica teve início, retornavam a sua não-existência, flutuando próximo dos funcionários da escola britânica. Junto destes, além de representantes da Confederação Internacional dos Bruxos, contou-se também com a presença dos vice-diretores de Beauxbatons, Isabelle Revolverheld, e de Durmstrang, Gen. Cameron Gallagher, e dos pais de alguns dos estudantes, convidados para conferirem por si mesmos a ordem reestabelecida e o retorno da segurança necessária para o ensino mágico de seus filhos.

Em meio a seu discurso de boas-vindas, Lothringen esclareceu aos presentes que a névoa havia sido obra da réplica de um artefato antigo, considerado por bruxos e não-bruxos como uma lenda: a caixa de Pandora. Como aquele item havia surgido em Hogwarts permanece um mistério, mas de acordo com o relato oferecido, a presença dela se dava pelo menos desde o final do século XVII, quando dois estudantes, Jeremy e Joseph Without, a encontraram pela primeira vez e, sem perceber o perigo que ali existia, começaram a estudá-la.

Quando esta compreensão ocorreu, tardiamente, os dois alunos buscaram selar o item, sendo presos pela caixa no processo e desaparecendo de seu tempo. Apesar do feito, com o passar dos séculos o selo se enfraqueceu e a caixa, então, voltou a ser aberta, resultando nas ocorrências que assombraram Hogwarts ao longo dos últimos anos. O fim desta longa história veio no início de junho, devido ao esforço dos funcionários da escola britânica que, em conjunto com o Sr. Babylas Neveu, escolhido pela Confederação Internacional dos Bruxos para auxiliar naquele caso, encontraram a chave necessária para a solução derradeira.

Oferecida esta explicação, foi feito um agradecimento formal aos representantes de Beauxbatons e Durmstrang, uma vez que as escolas haviam disponibilizado as condições necessárias para que os alunos prosseguissem seus estudos sem perdas. Uma homenagem singela, que refletiu a gratidão de Hogwarts para com as duas instituições de ensino, reiterando também a conexão presente entre as três grandes da Europa e servindo como ponto final para aquele capítulo conturbado da escola britânica.

Um fim e, como determinado pelo diretor Lothringen, um “recomeço”, com o castelo de Hogwarts disponível para perfeita visibilidade dos olhos mágicos, seus quatro fantasmas patronos presentes em sua existência etérea, a magia restaurada em sua totalidade e mudanças previstas. Nada anunciado de modo efetivo, de modo a tornar como novo mistério que envolve a Hogwarts, justamente o que, após os anos turbulentos já passados, o futuro há de reservar para a instituição e todos aqueles a ela ligados.

Escrito por: Karen Dernach

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29/05/2021 às 23:54:26



JORNAL LUMMUS

DURMSTRANG, Julho de 2021

Revolução dos bichos
E as quatro criaturas de Durmstrang

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Durmstrang teve um ano cheio de situações inusitadas conforme o costume, mas dentre elas, uma data específica chamou a atenção de seus alunos — regular ou intercambistas — e funcionários.

Se George Orwell gostou tanto de escrever sobre a história da revolução na grande Mãe Rússia através da metáfora com animais, ele certamente teria enlouquecido com a visão imprevista dentro do instituto mágico de Durmstrang. O que se iniciou com os adoráveis animais de estimação dos alunos correndo juntos para o saguão principal ignorando que boas almas tentavam acalmá-los ou contê-los antes que saíssem todos juntos dali, transformou-se logo uma Parada Mística dos Bichos.

Em sua primeira parada, alguns alunos juraram ouvir a criatura mitológica Drekavac falar com eles em sua forma de raposa, assegurando que aquilo tudo era uma encenação de eventos passados em que a vida de alunos fora salva durante o ataque de um dragão. Não tão depois, ao se aproximarem do lago de Vodyanoi, o comportamento dos animais tornou-se estranho e alerta ao que acontecia pelas águas, na premonição de que algo emergiria em breve. Após atearem fogo a um Inferius que subia para a superfície, a grande presença de Vodyanoi, mística criatura russa que vive nas águas com seus traços físicos similares ao de um anfíbio, deu suas graças aos visitantes, reconhecendo-os por um bom trabalho.

Diretamente da mitologia eslava e com sua forma majestosa de lobo, Leshiy permitiu que alguns alunos se comunicassem com eles ao seguirem os animais domésticos até a floresta, dando a eles informações valiosas sobre a segurança de Durmstrang e sobre os caminhos pelos quais passavam, levando-os em segurança para fora de seu território.

O último ponto daquele grande desfile que tomou conta de Durmstrang foi o labirinto de Willa. Os animais, antes calmos com a presença de Leshy, causaram um grande furor ao evitar as paredes do território da criatura mística conhecida pela forma de cisne. Pregando uma peça nos bruxos, muitos animais e humanos caminharam incansavelmente em busca dos animais ou das saídas, mas, tendo um pequeno vislumbre de uma forma mais humana da criatura sagrada, foram resgatados de uma maneira tragicômica — lançados como cometas para a saída, já que Willa parecia querer inaugurar a primeira montanha de crianças.

Quem diria que as quatro criaturas místicas que protegem Durmstrang surgiriam para alguns alunos sortudos e atentos ao movimento de seus animais de estimação?

Escrito por: Alex Jensen

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29/05/2021 às 23:53:09

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