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Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

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Inglaterra Rachel Thompson [ 6982 ]

Situação Atual: CADASTRO NORMAL E ATIVO

  • Rachel Thompson
  • 2° Ano Slytherin
  • 2° Ano Slytherin

  • NOME COMPLETO

    Rachel Thompson

  • RAÇA

    Humana

  • CLASSE

    Mágica

  • ALTURA

    1,45m

  • PESO

    40kg

  • OLHOS

    Verde Claro

  • CABELOS

    Loiro Claro

  • SEXO

    Feminino

  • OPÇÃO SEXUAL

    Heterossexual

  • IDADE

    12 anos

  • DATA DE NASCIMENTO

    07/02/1998

  • SIGNO

    Aquário

  • NOME DO PAI

    Jack Thompson

  • NOME DA MÃE

    Grace Lewis Thompson

  • ORIGEM SANGUÍNEA

    Sangue Puro

  • LOCALIDADE

    Hogwarts

  • CIDADE/PAÍS

    Bolton/Inglaterra

  • NÍVEL

  • Animal de Estimação Animal de Estimação:

    Este personagem não possui um animal de estimação!

  • Feitiços Aprendidos Feitiços Aprendidos por este Personagem:

    Um total de 44 magias...

  • Inventário Total de Itens no Inventário:

    1 diferentes itens


    • 1 un de Varinha de Marfim, 25cm, Pelo de Barba de Fauno, Retorcida
  • Dados do Jogador Dados do Jogador:

    Personagem da jogadora Cartol que atualmente mora em Porto Alegre / Rio Grande do Sul

    Todos seus Personagens: - -

  • Ajuda

    Abaixo você confere alguns links para tutoriais e textos importantes que vão te ajudar a entender melhor o funcionamento do nosso jogo!

    Em caso de dúvidas procure alguém da Staff ou algum jogador mais antigo para lhe auxiliar.


Antes de falar sobre Rachel Thompson é preciso compreender um pouco de sua personalidade. Um resumo basta: Rachel é uma menina independente que acredita fundamentalmente no destino e em suas tramóias. Costuma reverter todas as situações para seu favor e dificilmente admite os próprios erros. É totalmente contraditória quando lhe convém, ou quando esquece simplesmente do que havia dito. Acredita que todas as suas escolhas estão baseadas em alguma questão mística, e por isso ela depende de soluções igualmente místicas para definir seu posicionamento. Tem um gosto particular para contar vantagem e provar a todos o quão habilidosa ela é. Acredita que o mundo seria um lugar melhor se ela governasse e tem a total certeza de que suas cartas salvariam a comunidade bruxa – mas falaremos delas depois.
Seus pais são Jack Thompson e Grace L. Thompson, ambos bruxos, vindos de famílias tradicionais do mundo mágico, com um histórico de descendentes importantes e poderosos. Jack é um homem centrado, sempre ocupado demais com seu trabalho para doar algum tempo à família. Grace, no entanto, é um exemplo clássico de mulher exótica. É uma ótima cozinheira e gasta muitas horas no preparo de poções para quaisquer fins, como fazer a grama crescer amarela ou raízes brotarem do assoalho. Rachel gosta muito de sua mãe e principalmente das roupas estranhas que ela veste e, ao mesmo tempo, Grace gosta de ouvir sua filha tagarelar esquisitices. Não penso que isso possa ser considerado “amor maternal”, mas Rachel não se importa.
Existe outro motivo, entretanto, para que a pequena admire sua mãe. Segundo as histórias que escutava antes de dormir, Grade L. Thompson é herdeira de um sangue não somente bruxo, como também cigano. Rachel tem como passatempo preferido anunciar para todos os conhecidos que sua bisavó era uma cigana excepcional, conhecedora das artes e das feitiçarias antigas. Ela não tem ideia do que isso possa significar, mas acha que soa bem e por isso repete muitas vezes. Certa vez, ouviu dizer que a bisavó era bastarda, nascida por acaso num romance entre o tataravô bruxo e a tataravó humana, e portanto sua bisavó seria mestiça. Rachel não gosta de falar sobre isso e a história nunca passou de um boato. No entanto, claro, é o tipo de boato que faz com que sua família despreze qualquer observação sobre mestiços. A própria Grace proíbe o uso da palavra na sua presença, de modo a evitar questionamentos e olhares de Rachel – com o tempo, a garota passou a detestar a conotação quase pejorativa na alta sociedade e pode ficar furiosa quando contestam sua linhagem. Isso, obviamente, aconteceu uma única vez.
Era um dia de verão como outro qualquer, com poucas nuvens e um céu estupidamente limpo. Rachel brincava no parque de seu padrinho com algumas outras crianças: era um momento aparentemente feliz e agradável. E não posso negar, porque estava realmente tudo bem até que Rachel decidiu se vangloriar pelo fato de que sua bisavó fora uma cigana. Para ela, aquele seria o prêmio máximo, seu maior orgulho. Mas para as outras crianças... Bem, ser cigana significava imundice, pobreza e loucura. Talvez aquilo só a tivesse deixado zangada por dez minutos, mas a ofensa foi naturalmente além: o garotinho, filho de algum bruxo rico, afirmou com plena certeza de que os ciganos eram principalmente sangues-ruins. Claro que ele não sabia do que estava falando, mas Rachel sabia e sua consciência era bastante pesada quanto a isso. Aquela foi a primeira vez em que viram a pequena agarrar-se nos cabelos de alguém e tentar enfiar para dentro de suas narinas uma pedra do parquinho. Ninguém nunca mais ousou contestar a linhagem dos ciganos e tampouco suas condições como bruxos. Isso fez com que Rachel se tornasse ainda mais vaidosa no quesito.
Com oito anos, ela teve o primeiro contato com os hábitos da família Lewis, de Grace. Estava brincando no sótão quando encontrou um baú velho e empoeirado. Ordenou que todos os elfos domésticos a ajudassem e, na teimosia da idade, levou o imenso baú para seu quarto. Contra a vontade dos pais, Rachel passou horas e mais horas trancada em volta do objeto, sem nunca conseguir abri-lo. Seu pai Jack ficava enfurecido com aquelas tolices, esbravejava com a mãe, acusando-a de ser a culpada, e então saía de casa para voltar somente no dia seguinte. Grace não incentivava o desejo interminável de Rachel por abrir o baú, mas se compadecia da ingenuidade da menina. Disse, certa vez, que vendo os olhos cintilantes, esperançosos e altivos da filha, lembrava de si mesma e de quando costumava ter vida. Foi assim que se convenceu a abrir o baú antigo e retirar cuidadosamente todos os pertences de suas ancestrais.
De lá, encontrou roupas antigas de sua bisavó, alguns amuletos, feitiços pessoais, ervas, livros e principalmente, o baralho de tarot. Na época, Rachel sequer sabia o que era tarot – sua mãe era proibida de comentar essas coisas, pois do contrário Jack ficaria bravo e se recusaria a mandar Rachel para uma escola de magia. De todo modo, não é preciso dizer que naquele momento sua vida tomou um rumo diferente. Aquele era seu primeiro baralho e o mais importante, que guarda com carinho entre seus pertences valiosos. Ele estava frágil e rasgava com facilidade, mas possuía a energia e altivez que foram de sua bisavó. Rachel quase podia sentir-se poderosa com as cartas nas mãos e Grace percebia – seus olhos foram tomados por lágrimas naquela tarde. Mas Jack não podia descobrir nada daquilo, ou sabe lá Merlin o que não teria feito.
Jack detestava qualquer menção aos ciganos. Por ser um homem importante, precisava da imagem de sangue puro e intocável, tão forte que jamais teria sido afetado por qualquer outra semi-raça. Para Jack, os ciganos eram uma semi-raça e Grace, sem escolha alguma, pertencia a ela. Talvez tenha sido uma estupidez que se casassem, mas os bruxos não têm muita escolha quando provêm de famílias tradicionais. Jack amava Grace, mas jamais admitira que ela se reconhecesse ou sequer citasse sua genealogia cigana. E Rachel, como um fantasma inconveniente, procurava incansavelmente reaver tudo aquilo.
Grace prometeu que ensinaria o que pudesse: o faria nas tardes que o marido estivesse trabalhando, e então trancaria o baralho num cofre, para que Rachel não pegasse num momento perigoso. Durante as tardes, mãe e filha sentavam-se em torno do baú tomando lições sobre arcanos maiores e menores, sobre cada particularidade, cada tipo de jogo. Naturalmente, Grace dava as lições básicas e tão simplórias que um leigo as teria feito do mesmo modo, mas afinal Rachel era apenas uma criança! Não era tempo de aprender a verdadeira essência do baralho.
O ânimo da pequena crescia cada vez mais. Seus pedidos por aulas eram mais frequentes e ao término de cada lição, seus olhos extasiados imploravam por um pouco mais. A necessidade de aprender e ser boa naquilo que fazia o que motivava Rachel a levantar da cama todas as manhãs, cumprir com suas tarefas, obedecer e esperar até que o pai saísse de casa. Durante a madrugada, a pequena levantava de suas cobertas e tateava as paredes até chegar ao baú. Ao pé dele, sentava-se e remexia nos objetos, abria os livros, folheava, imaginava sua bisavó e a vitalidade que parecia ter. Imaginava o quão poderosa ela seria e gostava sempre de lhe atribuir cargos importantes, que a bisavó cumpria com respeito e justiça. Era um símbolo, uma heroína, um exemplo. E Rachel sentia-se mais e mais empolgada, deixando escapar comentários bobos em frente a Jack, que escutava calado e cuidadoso. Grace decidiu que precisava parar, ou então o marido descobriria e causaria confusão. Rachel era pequena demais para aprender tudo e quando completasse 11 anos, teria os estudos retomados. Ao menos foi o que disse a sua filha, quando trancafiou o baú e o baralho de volta no sótão. Durante muito tempo, Rachel não quis mais olhar para sua mãe.
As tardes passavam e ela não saía do quarto, resmungava com os elfos, brigava com as outras crianças. Jack indignava-se quando Rachel não se comportava na frente dos homens poderosos, e queria mesmo mandá-la para a França, para estudar com as boas moças de Beauxbattons. Grace negava e implorava para que tivesse paciência, dizia que Rachel era apenas uma criança. Por outro lado, pedia à filha um pouco mais de tempo, pedia para que se comportasse. Nem Jack e nem Rachel ouviam os apelos da mulher e conforme passaram os anos, as brigas entre os dois tornaram-se frequentes e piores. Rachel rebelava-se contra o pai na primeira oportunidade que tivesse e implicava com a mãe por seu desespero. Ela sentia-se privada do mais importante que um herói representa: esperança. Para Rachel, sua bisavó jamais permitiria tamanha injustiça e então lá ia, atribuindo qualidades sobre a ancestral que não estava lá para defendê-la, mas estaria se pudesse.
Foi no seu décimo aniversário que Grace finalmente cedeu. Jack passaria cinco meses fora, numa viagem essencial para que crescesse dentro do ramo em que trabalhava. Era a oportunidade que todos precisavam para melhorar a situação e acalmar a teimosia enfurecida de Rachel. Quando as aulas voltaram, Grace adoeceu. No começo, não havia preocupação. Rachel estava feliz com os pertences da bisavó (que então ficavam trancados em seu assoalho, para o caso de serem confiscados pela mãe) e Grace satisfeita por não ter de aturar as discussões entre pessoas que amava. Havia outra distração: Rachel estava exigente, queria saber tudo sobre a leitura do tarot, mas Grace não podia ensiná-la, porque não conhecia. Sua linhagem havia perdido os traços e aprendizados da cultura; poucas lembranças restavam e que, para uma menina de oito anos – inexperiente – bastavam, mas agora eram insuficientes.
Duas semanas após a retomada das aulas, básicas e com poucas informações, Rachel decidiu tirar as cartas para a mãe. Era uma brincadeira, naturalmente, mas assim que pôs os olhos sob os arcanos, Grace estremeceu. Rachel começou a fazer sua leitura: imprecisa, incerta e confusa. Havia um arcano bom numa das casas e aquele era um bom sinal, segundo a pequena, ainda que as demais cartas não fossem nada positivas. Grace não quis corrigi-la, mas sabia que a filha estava lendo errado: aquele arcano naquela posição indicava o contrário. Pelo pouco que sabia, aquele era um péssimo sinal. Mas Rachel estava feliz, incondicionalmente feliz e nada podia ser feito para mudar seu estado de espírito. Nada até o dia em que sua mãe desmaiou.
Com apenas dez anos, a pequena Thompson não entendia a gravidade da situação. Seu pai estava voando antecipadamente da viagem, mas isso não dizia muita coisa. Todos estavam preocupados, mas não Rachel. Ela sabia, ela havia visto, que a saúde de Grace estava boa – não havia com o que se preocupar. Talvez fosse um mal-estar, mas em pouco tempo estaria tudo bem e elas poderiam retomar as aulas, só era preciso esperar. E Rachel esperou. Por um longo ano ela esperou: de tempos em tempos, Grace voltava para o St. Mungus e permanecia dias lá. Depois voltava para casa e parecia ter se restabelecido até que um novo desmaio surgisse, ou tontura e franqueza.
Jack passava do trabalho para o hospital, sempre atarefado demais, preocupado demais. Grace estava muito fraca, não conseguia passar muito tempo fora da cama e sempre lhe faltava fôlego para conversar. Os elfos não gostavam de Rachel e as outras crianças simplesmente não entendiam: ela estava sozinha. Ocupava as tardes lendo livros fétidos e maltrapilhos da bisavó, repetindo as propriedades dos arcanos para que não esquecesse, pendurando as ervas em quadros para que ficassem preservadas. Às vezes, quando sentia-se muito sozinha, Rachel vestia as roupas de cigana da bisavó e escondia-se sob as cobertas enfeitiçadas, como uma barraca. De lá, só saía para comer e ir ao banheiro. Não atendia aos chamados do pai, não queria mais visitar a mãe. Ela apenas sonhava e sonhava com sua bisavó, com suas cartas e com o dia em que saísse daquela casa.
Aconteceu alguns meses depois, quando chegou a carta para que ingressasse em Hogwarts. Jack parecia vinte anos mais velho: estava desgastado e cheio de rugas. Ele não estava feliz por deixar que Rachel partisse, pois não podia se preocupar com mais alguma coisa. Ainda assim, não havia nada que pudesse fazer. Ela parecia um fantasma naquela casa, já assombrada pela doença de Grace, e não cabia a Jack prendê-la por mais tempo. Silenciosos e sempre distantes demais, Rachel e seu pai fizeram as malas. Havia um peso mórbido que ocupava suas mentes e eles não faziam questão alguma de trocar palavras de despedida. Estavam infelizes e solitários, afastados demais para admitir que em algum lugar ainda havia amor. Rachel estava vestida com a roupa de sua bisavó e apesar da careta, Jack não falou nada em contrário. Talvez sequer tivesse forças para isso.
As únicas palavras trocadas foram diante o Expresso de Hogwarts. Rachel estava ocupada demais sonhando com seus dias de glória, em como honraria a memória de sua bisavó: levaria seu sangue de cigana para a escola e provaria a todos o quão habilidosa ela podia ser. Leria as cartas e faria sucesso, seria grandiosa e respeitada. Em seus devaneios, quase não ouviu o incentivo rouco de seu pai, dizendo-lhe que ele próprio estudara em Hogwarts. Disse que era um bom lugar e que ficaria muito orgulhoso caso Rachel fosse para a Sonserina, como todos os seus antepassados. Ela não discordou: a Sonserina era um bom lugar. Era a casa dos ambiciosos e talentosos, era a casa a qual sua bisavó teria pertencido. Rachel sorriu para o pai e assentiu, murmurando que se esforçaria bastante. Jack deixou escapar uma lágrima e disse que tinha certeza disso. Eles não se abraçaram, mas mantiveram a despedida na memória, com a promessa de Rachel sobre se esforçar. Ela seria boa, muito boa, e seu pai ficaria orgulhoso de ter uma cigana como filha.



Este perfil já foi visualizado 438 vezes. Atualizado pela ultima vez em: 28/07/2011 às 07:15:41