Dados Básicos do Fórum:

Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

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Portugal Terêncio Avlis [ 7542 ]

Situação Atual: CADASTRO NORMAL E ATIVO

  • Terêncio Avlis
  • 1° Ano Gryffindor
  • 1° Ano Gryffindor

  • NOME COMPLETO

    Terêncio Ícarus D'avlis

  • RAÇA

    Humana

  • CLASSE

    Mágica

  • ALTURA

    1,51m

  • PESO

    48kg

  • OLHOS

    Castanho Escuro

  • CABELOS

    Preto Escuro

  • SEXO

    Masculino

  • OPÇÃO SEXUAL

    Homossexual

  • IDADE

    10 anos

  • DATA DE NASCIMENTO

    26/06/1999

  • SIGNO

    Câncer

  • NOME DO PAI

    Eurico Ricardo D’avlis

  • NOME DA MÃE

    Amélia Clarêncio Gomes

  • ORIGEM SANGUÍNEA

    Mestiço

  • LOCALIDADE

    Hogwarts

  • CIDADE/PAÍS

    Algarves/Portugal

  • NÍVEL

  • Animal de Estimação Animal de Estimação:

    Este personagem não possui um animal de estimação!

  • Feitiços Aprendidos Feitiços Aprendidos por este Personagem:

    Um total de 9 magias...

  • Inventário Total de Itens no Inventário:

    1 diferentes itens


    • 1 un de Varinha de Marfim, 26cm, Pena de Fênix, Elástica
  • Dados do Jogador Dados do Jogador:

    Thiago Augusto De Oliveira

  • Ajuda

    Abaixo você confere alguns links para tutoriais e textos importantes que vão te ajudar a entender melhor o funcionamento do nosso jogo!

    Em caso de dúvidas procure alguém da Staff ou algum jogador mais antigo para lhe auxiliar.


Talvez Eurico não soubesse que estava diante da mãe de seu filho, quando viu Amélia pela primeira vez. Com certeza, a beleza dela chamou a atenção dele, mas ainda assim, ele não pensou logo de cara que ia acabar se casando com ela.

- Professor...

- Sim, Amélia.

- O senhor dá aula particular? É que não estou conseguindo entender esse... assunto.

- - - -

- Grávida?!

- É, pai.

- Como você permitiu que uma coisa dessas acontecesse, Eurico?!

- Na verdade, eu...

- Você terá que se casar com a moça.

- CASAR?

- Mas é claro! Ou você vai abandoná-la justo agora?

- Antônio, me desculpe, mas tenho que intervir. Como mãe, eu acredito que Eurico não tem maturidade para...

- Educar uma criança? Ser um pai de família? É, eu também acho que não. Mas ele agora vai ser pai, não vai? Então vai ter que aprender.

- Mas Antônio... Você já esqueceu de que a moça é... trouxa?

- Não, Maria, eu não esqueci. Mas o nosso neto pode ser um bruxo, não pode? Não podemos e nem vamos abandoná-lo!

- Pai, eu...

- Não se preocupe, meu filho. Eu e sua mãe não vamos te desamparar. Mas eu quero que entenda a gravidade dessa fato e, bom, você vai ter que encarar as conseqüências e agir como um homem.

- - - - -
- Isso é loucura! Mandar a polícia atrás de mim por puro ciúme!

- Eu só estava cuidando do meu casamento!

- Ah, é! CUIDANDO DE DESTRUÍ-LO, você quer dizer...

- Olha, Eurico, eu já estou cansada de tudo isso...

- Ah, é mesmo? Deixa eu te contar uma novidade: EU TAMBÉM!

[silêncio momentâneo]

- Sabe, eu acreditei que as coisas seriam diferentes... Eu achei que ia me acostumar com essa história de Magia, feitiços, mas... Não dá! Eu não agüento mais esses sapos e diabretes correndo pela casa, e essas vassouras que servem pra tudo, menos para varrer o chão. Isso tudo é loucura demais pra que eu possa suportar.

- Bom, sinto muito, Amélia, mas eu acho que não sou o tipo de homem certo pra você!
- Não foi isso que eu quis dizer.

- Ah, não?!

- EU SÓ NÃO QUERO CRIAR MEU FILHO NO MEIO DISSO TUDO!

- EI, não mete o Terêncio nessa história, tá legal? Se ele for mesmo um bruxo, vai ser educado como tal!

- MEU FILHO NÃO SERÁ UMA ABERRAÇÃO!

- CALA A BOCA!

[choro estridente de um bebê, assustado, porque acordou com os gritos]

- - - -

- Nós precisamos mesmo ir, papai?

Eurico ajoelhou-se diante do garoto. Seus dois olhos castanhos refletiam o rosto do pai, principalmente agora que estavam começando a ficar cheios d’água.

- Você não precisa ir se não quiser, Terêncio.

- Mas você precisa. Você tem que se cuidar, tem que ir pra aquele lugar longe...

Apesar de bastante movimentada, a estação de trem pareceu prender a respiração naquele momento. Por mais que as pessoas andassem apressada de um lado para o outro e, o tempo todo, os maquinistas berrassem o horário de saída das locomotivas, o mundo parecia ter baixo o volume, só para assistir aquele momento.

- Amélia, você sabe que eu não vou embora sem ele.

A jovem mãe, cujos olhos já não se esforçavam para conter as lágrimas se quer disse uma palavra. Era injusto da parte de Eurico colocar o filho naquela situação, e ainda mais injusto fazer Amélia assistir tudo aquilo, sem poder argumentar. Aquele homem era pai de seu filho, mas isso não dava a ele o direito de levar o menino para Londres, longe dela, longe de seus braços e de sua proteção. E o que era pior: ela sabia no que o menino iria se transformar.

- Por que mamãe não pode ir junto.

Finalmente, foi a vez de Amélia argumentar.

- Querido... – começou ela, também se agachando na altura do menino – A mamãe não vai mais ficar aqui. Lembra que a vovó não está muito bem e que, por isso, vamos nos mudar? Nós vamos morar no Brasil. Lá é muito legal! Tenho certeza de que você iria adorar...

- Não vou embora sem você, Afterventos.

Terêncio ficou mudo por um instante. Duas enormes lágrimas brotaram no canto de seus pequenos olhos castanhos. Ele respirou fundo. Era difícil tomar aquela decisão. Era como se perguntassem qual dos dois ele amava mais, e isso era impossível de se responder.

- Mamãe... – ele disse, após certa pausa – Eu amo muito você! – e um por momento, Eurico vacilou – Mas o papai precisa de mim, agora. Eu tenho que ir com ele. Preciso aprender, crescer, e me tornar um homem.

Amélia, que antes chorava, não pode se conter mais.

- Eu prometo que vou visitar você no Brasil.

E ao dizer isso, Terêncio abraçou a mãe. A mulher agarrou-se ao menino como se fosse seu maior tesouro – e de fato era. Aquele homem que ela tanto amava iria levá-lo para longe e transformá-lo em uma... uma...

O abraço do filho foi se afrouxando. Ele plantou um beijo carinhoso no rosto da mãe, deixando ali a marca de todo o seu amor e gratidão. Era também uma promessa de que ele sempre voltaria para ela, não importa aonde estivesse. Em seguida, ele pegou a pequena mala do carrinho de bagagem e segurou a mão do pai. Os dois caminharam até o portão de embarque.

- Não esquenta, Arustébalo. Você vai adorar Londres. - O pai e sua mania estranha de o chamar por apelidos malucos.
Os dois entraram no vagão do trem, sem olhar para trás.

- - - -

- Tudo bem, vamos tentar mais uma vez. Presta bastante atenção, Quincy.

Eurico ergueu a varinha com cuidado. Começou então a fazer leves floreios no ar, vagarosamente, para que o rapazinho pudesse observar e memorizar todos eles.

- Primeiro você gira... Depois sacode... e então... Vingardium Leviosa!

Uma pena de cor âmbar agitou-se levemente e começou a levitar. Ela pairava graciosa sobre a cabeça dos dois, deixando Terêncio encantado.

- Me deixa tentar outra vez, pai! Garanto que vou conseguir!

- Olha, a gente já tentou uma quinze vezes hoje. Não quero que fique aborrecido se não der certo dessa vez, tudo bem? Você só tem nove anos...

- Nove anos e meio!

- De qualquer forma, ainda não amadureceu completamente... pelo menos não no sentido mágico da coisa.

Terêncio encarou o pai, uma faísca de determinação em seus olhos. Então, sem dizer nada, ele estendeu a mão aberta, na espera pela varinha.

- Tudo bem. A última vez, então.

O garoto tomou nas mãos o objeto. Tinha trinta e sete centímetros, feita de Teixo e com o núcleo de Pena de Fênix, textura maleável. Ele podia sentir o fluido mágico vibrando dentro da varinha e chegando até sua mão trêmula. Terêncio fechou os olhos e tentou sentir a Magia passar entrar por sua mão, cair em sua corrente sanguínea e, finalmente, depois de passar por todo o seu corpo, retornar a varinha. Estabelecera a ligação: a varinha era parte dele, agora. Voltou a abrir os olhos, encarando a pluma.
Por um segundo, tanto Eurico como Terêncio prenderam a respiração. Pai e filho estavam conectados pela mesma ansiedade que lhes corroia o estômago. Então, imitando com extrema perfeição os movimentos do pai, o garoto proferiu com alto e bom som:

- VINGARDIUM LEVIOSA!

A pena cor âmbar agitou-se levemente e, então, começou a flutuar. Foi subindo aos poucos, até quase encostar o teto. Um sorriso lampejou no rosto de Terêncio. Enfim conseguira executar um feitiço sozinho, era mesmo um bruxo.

- - - - -

- Ora, mas é claro que ele vai para Hogwarts. Não há o que discutir!

- A Beauxbeatons não deixa a desejar, Antônio.

- Por Merlin, Maria! É uma escola para meninas.

- Já deixou de ser há muito tempo. Há anos que a Academia passou a aceitar meninos também.

- Ah, é mesmo? Então ótimo, vamos mandar nosso neto pra lá. Quando vier nas férias, talvez ele não esteja transformando xícaras em sapos, mas com certeza vai saber a hora do chá!

- Ora Antônio, deixe de ser machista, vamos!

- A questão não é essa, Maria.

- Então o que é?

- Bem... Você sabe. Já comentei com você sobre o comportamento estranho do Terêncio...

- Não.

- Mas Maria, você tem que concordar que...

- NÃO! E nem mais uma palavra sobre isso, Antônio. Eu o proíbo.

- Então vá em frente, deixe que o garoto vá para Beauxbeatons. Quando ele crescer, vai ver que tenho razão.

- Esse assunto já está encerrado.

E o casal não percebeu a porta do quarto entre aberta, tão pouco o olho castanho que espiava pela fresta.

- - - - -

- Papai, papai!

O garoto de onze anos, cabelos pretos e olhos castanhos vinha correndo pelas ruas movimentadas do Beco Diagonal. Uma varinha balançando em suas mãos.

- Veja, é igual a sua!

Empolgado, Terêncio mostrou ao pai a varinha que acabara de escolhê-lo no Olivaras. Tinhas exatos trinta e sete centímetros, era feita de Teixo e o núcleo era de Pena de Fênix.

[obs: caso o tamanho, textura e o tipo de madeira venham a ser algo escolhido pela ADMINISTRAÇÃO, por favor, desconsiderem esse trecho, ou melhor, considerem-no de acordo com a decisão da Administração.]

- - - - -

O garoto parou de repente, e Eurico demorou alguns segundos para perceber que o filho estava um pouco atrás. Voltando até ele, indagou sorridente.

- Qual o problema, Quincy?

O garoto não respondeu. Olhou apreensivo para a espessa coluna que se erguia entre as plataformas 9 e 10. Acompanhando o olhar do filho, Eurico não pode deixar de rir.

- Eu sei que parece impossível... mas não é. Aliás, você vai descobrir que muita coisa no nosso mundo não é impossível. É tudo uma questão de... Magia.

O comentário não parecia ter surtido um efeito muito eficaz no garoto. Ele ainda parecia relutante em caminhar para a colisão com a coluna. Foi então que Eurico teve uma idéia.

- Olha, vamos fazer o seguinte? Por que não atravessamos juntos a barreira?

- O quê?!

- Assim, veja... - e ao dizer isso, tomou nas mãos algumas das coisas que o filho segurava e, colocando-as no carrinho de bagagem, posicionou Terêncio ao seu lado – Agora, quando eu contar três, nós dois vamos empurrar o carrinho em direção à coluna... E vamos atravessar juntos, tá certo?

- Mas, pai... – o garoto parecia ainda mais incrédulo.

Eurico abaixou-se diante do filho, de modo a ficar na mesma altura que ele e, assim olhar em seus olhos. Viu ali o mesmo tom de castanho que o encantara nos olhos de Amélia.

- Você confia em mim?

O silêncio gritou no ar por alguns segundos.

- Confio! – e os dois olhos castanhos piscaram, a mesma faísca de determinação que Eurico tanto conhecia e admirava no menino.

O bruxo se pôs de pé novamente e, agarrando-se ao carrinho, esperou até o filho fizesse o mesmo. Então, olhando fixamente para a coluna, começou.

- Um...

- Dois...

- TRÊS!

Os dois começaram a correr em direção a coluna. Aos poucos foram ganhando velocidade, assim como o medo dentro de Terêncio. A qualquer segundo, eles iriam se chochar violentamente contra a espessa coluna e, o que era pior, iam chamar a atenção de todo mundo que passava por ali. O garoto já podia ver todos os livros que acabara de comprar rodopiando pelos ares, assim como suas vestes, o caldeirão e tudo mais que estava naquele imenso malão. A parede estava a centímetros de distância. Terêncio fechou os olhos e contraiu o rosto, se preparando para o baque...

Mas não aconteceu. De alguma forma, eles atravessaram a coluna e agora, estavam diante de uma nova estação, uma que Terêncio nunca tinha visto antes. Acima de sua cabeças, uma imensa placa onde se lia Expresso de Hogwarts. A sua frente, como uma imensa cobra vermelha, reluzia o Expresso de Hogwarts, diante da plataforma 9 3/4.

- Conseguimos, Quincy!

- - - - -

- Eu não sei se vou conseguir.

- Mas é claro que vai! Você é inteligente, esforçado e tem um coração incrível!

- Mas pai... eu... eu...

E mais uma vez, Eurico ajoelhou-se diante do filho. Dessa vez, colocando as mãos sobre os ombros do menino, sorriu com ternura, olhando fundo em seus olhos.

- Terêncio... Não importa a Casa para onde você vá, não importa se vai Exceder Expectativas em suas notas, não me importa nem mesmo se, nas férias, você vai chegar aqui sem ter aprendido nada. Eu tenho muito orgulho de você, e sei que vai se sair muito bem em tudo o que fizer!

E sem dizer mais nada, Eurico levou as mãos ao pescoço e desatou um pequeno cordão, onde duas miçangas pendiam juntas. Em seguida, o bruxo pôs o cordão no pescoço do menino. Duas enormes lágrimas brotaram naqueles olhos castanhos, e o carinho entre os dois se materializou em um abraço apertado que pareceu durar toda uma vida e, naquele momento, Terêncio teve certeza de que ia se sair bem, não havia razão para ter medo.

- Agora vai, se não você vai perder esse trem.

O garoto correu para o embarque. Ao subir no vagão, virou-se e acenou para o bruxo que mais amava e admirava em toda a Terra.

- Nos vemos no Natal!

E Eurico sorriu. O Expresso de Hogwarts começou a soltar vapor pelas chaminés e um apito agudo ecoou pela estação. Aos poucos, o trem foi se movimentando, até serpentear pelos trilhos. Embora já não pudessem mais ver o rosto um do outro, pai e filho permaneciam juntos, pelo elo de seus corações.



Este perfil já foi visualizado 295 vezes. Atualizado pela ultima vez em: 12/07/2011 às 17:47:45